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Império Asteca

FIM DO IMPÉRIO ASTECA

Talvez por coincidência, os espanhóis, liderados por Hernán Cortez desembarcaram em Tuxpan, em 1519, o ano previsto para uma possível volta de Quetzalcoatl. Sendo assim, Hernán Cortez teve uma ajuda extra em sua campanha: o medo e a religiosidade de Motecuhzoma II.

No dia 10 de fevereiro de 1519, o Capitão Espanhol, depois de muito insistir com Carlos V, conseguiu a autorização para partir rumo a conquista do chamado Yucatán (nome pelo qual os Espanhóis designavam toda Mesoamérica, uma vez que ainda não tinham a plena consciência de que o Yucatán era apenas uma península desta), e foi o que fez. Deixou Cuba neste mesmo dia, levando com sigo um exército de porte médio e relativamente bem armado (508 soldados de infantaria, 16 cavaleiros e 14 arcabuzeiros).

Cortez atingiu primeiramente a própria península de Yucatán, que não pertencia ao território asteca, e sim era habitada pelos maias. Lá, Cortez realizou expedições as quais culminaram na libertação de Aguilar (um dos dois náufragos que haviam sido presos pelos maias).

Apenas em abril, o grupo chefiado por Cortez chegou aos domínios astecas, desembarcando em Tuxpan, que eles denominara Vila Rica de Vera Cruz (é importante notar que os espanhóis tendiam a ignorar o nome indígena das cidades, sendo assim, rebatizavam-nas com nomes de cidades da própria Espanha, ou então com nomes que lembrassem riquezas ou santos da Igreja Católica). De lá, eles rumaram para o sul, tento atingido Cempoal (que batizaram de Sevilha) e depois uma região onde começaram a construção de um forte, que depois se tornou a cidade de Vera Cruz (não confundir com Vila Rica de Vera Cruz).

Com efeito, os espanhóis permaneceram quatro meses nessas três cidades, tendo se fortalecido ali para, de lá, iniciarem a conquista do México. Nos quatro meses em que permaneceram junto a costa, Cortez e os seus tiveram que impedir a tentativa de Francisco Garay, governador da Jamaica, de iniciar também uma campanha de conquista daquela mesma região.

Em Vera Cruz, Cortez recebeu enviados de Motecuhzoma II (tais enviados eram o Uey Calpixqui da região, que vivia na cidade de Cuetlaxtlán e seus comandados), que lhe deram presentes de todos os tipos, além de lhe falarem da grandeza e riqueza do Império, bem com de sua capital: Tenochtitlán.

A visita do Uey Calpixqui aguçou a cobiça do Espanhol que começou a organizar sua partida em pouco tempo, mandando vir de Cuba e da Jamaica tudo o que precisasse, além de começar a fazer sua grande descoberta, aquela que seria fator decisivo para a conquista.

Em suas andanças pela península de Yucatán, Cortez recebeu como presente várias coisas, dentre elas, algumas escravas (encarregadas de satisfazerem o apetite sexual dos espanhóis), dadas pelo chefe de uma cidade batizada de Tabasco. Dentre estas escravas estava Malintzin (que depois foi batizada e recebeu o nome de Marina, Cortez se casou com ela e teve um filho: Don Martín Cortez), a filha de um chefe maia, que havia sido escravizada quando caiu prisioneira de um rival de seu pai. A dita índia era muito inteligente e culta, tanto que falava maia e nahuatl (a língua oficial dos astecas). Logo Cortez percebeu que utilizando Aguilar (o ex-prisioneiro que por ter ficado sete anos em poder dos maias havia aprendido sua língua) e Malintzin juntos, ele poderia conversar com os chefes das cidades tributárias astecas.

Conversando com os chefes das cidades de Cempoal e Tuxpan, Cortez percebeu que eles não seguiam o Império Asteca por amor, por patriotismo, mas sim que eram vassalos obrigados pela força. Esta descoberta mudou os rumos da campanha que Cortez estava prestes a iniciar, pois o conquistador percebeu que poderia utilizar os índios desgostosos do domínio asteca para engrossar suas fileiras.

Foi exatamente isso que o espanhol fez, em 16 de agosto de 1519, após quatro meses no litoral, ele partiu de Cempoal com destino certo: Tenochtitlán.

Em sua jornada, Cortez levou 15 cavaleiros, 11 arcabuzeiros, 260 soldados e 40 besteiros, além de alguns senhores principais de Cempoal, bem como escravos e escravas que lhes faziam comida e prestavam serviços.

Com este pequeno numerário, iniciou sua marcha, sempre demonstrando aos nativos um caráter de libertador, de salvador, o que fez com que dentro em pouco tempo, mais de setecentos índios já o seguissem como tropas de apoio. Quando estava próximo de Tlaxcallan, mensageiros de Motecuhzoma II vieram vê-lo e lhe disseram que não passasse pelo meio daquela região, pois os de Tlaxcallan eram inimigos de sua gente e os Espanhóis seriam maltratados. Porém, os de Cempoal eram aliados de Tlaxcallan e, sendo assim, afirmaram que Cortez poderia ir tranqüilamente por dentro de suas terras. Preterindo o conselho dos mensageiros astecas em relação ao de seus aliados de Cempoal, Cortez resolveu ir pelo meio de Tlaxcallan.

Quando já estava próximo da capital, Tlaxcala, o efetivo do Capitão se deparou com mais de cinco mil índios Tlaxcaltecas, todos prontos para a batalha. Os índios começaram a atacar e em pouco tempo mataram dois cavalos e feriaram outros três, além de ferirem três pessoas. Cortez ficou apavorado com o fato de estar sendo agredido com flechas e pedras por selvagens em meio às suas terras, sendo assim, enviou dois senhores de Cempoal como mensageiros à capital Tlaxcalteca.

Ao cair da noite, os dois voltaram machucados e chorando, dizendo que tinham sido presos e que só estavam vivos porque tinham conseguido fugir. Dentro dessas condições de hostilidade, Cortez resolveu atacar os inimigos e, no dia seguinte, houve nova batalha entre espanhóis e Tlaxcaltecas. Cortez e seus aliados indígenas venceram a batalha e durante a noite queimaram povoados, fazendo mais de quatrocentos prisioneiros. No outro dia, mais de 150 mil índios de Tlaxcallan atacaram o acampamento espanhol, sendo que chegaram mesmo a enfrentar os espanhóis e seus aliados no combate corpo-a-corpo. Os espanhóis dominaram a situação, expulsando os inimigos.

Em represália a tal atitude, Cortez continuou invadindo povoado à noite e queimando casas. Depois de queimarem dez povoados, os de Tlaxcallan vieram pedir trégua. Porém era apenas uma trégua falsa, na medida em que o que desejavam realmente era fazer os espanhóis acreditarem em sua lealdade e, numa noite atacarem e destruírem-nos. Porém, Cortez descobriu o plano e além de cortar as mãos de cinqüenta índios, como forma de aviso, ainda fez com que os homens de Sicutengal, um general de Tlaxcala batessem em retirada, com medo de seus cavalos. Depois disso, o Capitão espanhol realizou uma marcha triunfal por toda Tlaxcallan, fazendo-se aceitar como aliado e, por fim, recebeu vassalagem da capital, Tlaxcala, indo se estabelecer lá.

La Noche Triste

Tlaxcallan não pertencia ao Império Asteca, sendo uma República inimiga deste e incrustada em seu coração. Na região existiam cerca de quinhentos mil guerreiros (mais ou menos 1,5 milhão de habitantes). A capital, Tlaxcala, é descrita por Cortez como sendo a segunda mais bela cidade do México. Devido ao ódio que os Tlaxcaltecas alimentavam em relação aos astecas, em pouco tempo, a conquista do Império se tornou uma empresa Hispano-Tlaxcalteca.

Depois de alguns dias hospedado em Tlaxcala, nos quais ficou se recuperando da marcha e das sucessivas batalhas, Cortez resolveu recolocar-se em posição de marcha. Foi seguido, além de seus antigos seguidores, por cerca de cem mil índios de Tlaxcallan, dos quais, apenas seis mil foram realmente determinados a segui-lo até Tenochtitlán.

No caminho para Tenochtitlán, os espanhóis foram recebidos em Churultecal (ou Cholula), onde a mando de Motecuhzoma II, haviam armado uma emboscada, porém, Cortez descobriu e conseguiu se desvencilhar, fazendo a cidade também se tornar sua aliada.

Saindo de Churultecal, o Capitão retomou sua marcha para a capital asteca, agora guiado por mensageiros do próprio Motecuhzoma II, que, apesar de terem pedido desculpas pelo ocorrido, continuavam a rogar aos Espanhóis que não fossem a Tenochtitlán, sempre afirmando que a cidade era muito pobre e que Cortez e os seus iriam passar necessidades nela.

Cortez, no entanto, continuava determinado em ir até lá e, em 8 de novembro de 1519, finalmente chegou a Tenochtitlán. Logo na entrada da cidade foi recebido por Motecuhzoma II, que o saudou beijando o chão. Cortez presenteou-o com um colar de diamantes e foi presenteado com um colar de ouro. O Tlatoani asteca conduziu os espanhóis até seu palácio (que fora construído por Axayacatl), onde estes se instalaram e onde Motecuhzoma II se tornou uma espécie de prisioneiro de Cortez.

O Capitão entendeu por bem manter o Tlatoani asteca livre, mas vigiado de perto, de modo que não pudesse dar nenhuma ordem nem preparar nenhuma emboscada sem que os espanhóis soubessem (entendamos que Cortez não conseguiu perceber a verdadeira organização política asteca, sendo assim, acreditava que Motecuhzoma II (a quem ele chamava Montezuma) fosse um Imperador com caráter divino, assim como os Faraós do Egito antigo).

Motecuhzoma II impediu que os seus tomassem qualquer tipo de atitude contrária aos espanhóis, pois tinha a plena convicção de que se tratavam de enviados de Quetzalcoatl (uma vez que Cortez sempre dizia que vinha em nome de Carlos V, seu grande senhor, Imperador ao qual todos se curvam, Motecuhzoma II acreditou que Carlos V fosse Quetzalcoatl e que Cortez fosse seu enviado). Para essa crença, contribuíram várias coisas, por exemplo, a proibição da realização de sacrifícios humanos pelos espanhóis (Quetzalcoatl proibia sacrifícios, os quais só se generalizaram quando este foi expulso por Tezcatlipoca), a destruição dos ídolos astecas e a sua substituição por imagens de Cristo e Nossa Senhora (as quais os astecas não conheciam e julgavam ser de Quetzalcoatl, uma vez que não havia uma padronização para a representação das entidades divinas dentro do Império, sendo que cada cultura as representava de uma forma), além da confirmação de Cortez, pois este, assim que soube que Motecuhzoma II o confundira com seu deus, fez com que acreditasse que estava certo, ou seja, que Carlos V era Quetzalcoatl e que ele, Cortez, era seu enviado.

Por quase oito meses esta situação perdurou, ou seja, Motecuhzoma II preso e acreditando piamente que seus algozes eram divindades e os espanhóis, por sua vez, roubando tudo de valioso que encontravam.

No final de maio de 1520, Cortez teve que sair de Tenochtitlán, deixando lá muito dos seus, chefiados por Alvarado. O motivo que levou o Capitão a deixar a capital asteca foi a chegada, a Vera Cruz, de Pánfilo de Naváez, um enviado de Diego Velásquez, para conquistar o que Cortez já havia conquistado. Cortez foi combater seu adversário, o qual não levou muito tempo para neutralizar e expulsar.

Porém, enquanto Cortez estava fora, Alvarado, temeroso do clima de insatisfação que havia se instalado entre a aristocracia asteca devido ao longo cativeiro de seu Tlatoani, acabou por cometer um grave erro. No começo de junho, os astecas se reúnem para celebrar a festa de Uitzilopochtli, a principal festa divina de Tenochtitlán, sendo assim, saem às ruas com suas roupas de festa e realizam uma grande procissão. Alvarado pensou que as plumas e a procissão indicassem uma movimentação no sentido de atacar os espanhóis, sendo assim se lançou contra o povo, realizando uma grande matança.

Sem saber, Alvarado matou muitos membros do Grande Conselho, o que provocou a tristeza geral do povo e a indignação do Ciuacoatl e do Tlatocan. Estes se reuniram na mesma noite, junto com o que restou do Grande Conselho e depuseram Motecuhzoma II, acusando-o de colaborar para o fim do Império. Para o seu lugar, nomearam Cuitlahuac, seu irmão, que junto com seu filho, Cuauhtemoc (eleito Tlacateccatl, ou seja, o membro do Tlatocan que é responsável pelo comando das tropas), iniciou um ataque maciço à base dos espanhóis.

Cuauhtemoc sempre fora um guerreiro, antes de ter sido eleito para o Tlatocan, havia sido um grande Guerreiro-Jaguar, sendo muito respeitado e amado pelos exércitos. Sendo assim, sob sua liderança, os astecas destruíram quase todas as pontes que ligavam Tenochtitlán às margens do lago (o que impedia os espanhóis de fugirem) e começaram a sitiar o castelo de Axayacatl (onde Motecuhzoma II e os espanhóis estavam alojados).

Quando soube do ocorrido, Cortez (que já havia derrotado Narváez) retornou às pressas para Tenochtitlán, onde teve que forçar sua entrada. Chegando lá, não sabia que Motecuhzoma II havia sido deposto (inclusive, nem mesmo Motecuhzoma II sabia), sendo assim, pediu a ele que fosse ao oratório do palácio falar a seu povo, pedir que parassem os ataques. Motecuhzoma II foi, mas antes mesmo que começasse a falar, foi recebido por uma chuva de pedras e por gritos de "traidor, traidor". As pedras atingiram Motecuhzoma II na cabeça e, em apenas dois dias, ele morreu. Pensando que seu ato demonstraria sua grandeza e pacificaria os astecas, Cortez entregou o corpo do soberano morto aos membros do Tlatocan. Estes, juntamente com Cuitlahuac, o novo Tlatoani, receberam o corpo e aceitaram a trégua.

Cortez, pensando que havia pacificado a cidade, retornou para o palácio de Axayacatl e ordenou que seus mensageiros fossem levar as boas novas para as cidades onde ele havia deixado espanhóis, porém, os mensageiros foram capturados antes mesmo que pudessem sair da capital e retornaram ao palácio, todos feridos, para dizer a Cortez que os astecas retomavam a ofensiva.

O palácio foi cercado e, com flechas incendiárias, começou a ser alvejado. Em pouco tempo estava em chamas. Os espanhóis conseguiram apagar o fogo e expulsar os astecas, porém, ficaram resumidos apenas ao castelo de Axayacatl (que estava num estado de semi-ruína depois do cerco que sofrera). Construíram máquinas de guerra e tentaram pacificar a cidade, mas depois de sofrerem sucessivas derrotas, perderem muitos homens e cavalos, além de já estarem quase sem água, comida e munição, os espanhóis resolveram armar um plano de fuga, precisavam abandonar Tenochtitlán, pois os astecas pretendiam matá-los de fome e sede, presos dentro de seu castelo.

Hernán Cortez ordenou a construção de uma ponte móvel, de madeira, que seria carregada por cerca de 40 homens, e seria colocada sobre as parte quebradas das pontes originais, para assim os espanhóis poderem passar.

Quando a ponte ficou pronta, no dia 30 de junho, eles resolveram fugir. Passaram por algumas pontes, mas apenas Cortez e sua comitiva principal (algo em torno de vinte homens) conseguiram deixar Tenochtitlán passando por ela. Os demais tiveram que sair a nado. Devido ao grande peso de suas armaduras e do ouro que carregavam nos bolsos, muitos se afogaram, outros, por ficarem para trás, foram trucidados pelos exércitos de Cuauhtemoc. Menos de 100 espanhóis (e 24 cavalos) sobreviveram (morreram 150 espanhóis, 45 cavalos e 2000 Tlaxcaltecas) ao que ficou conhecido como "La Noche Triste", ou seja, "A Noite Triste".

Saídos de Tenochtitlán, os espanhóis foram para Tlacopán (que os espanhóis batizaram de Tacuba), onde conta-se que Cortez teria sentado embaixo de uma árvore e chorado. Reagrupados, Cortez e seus homens deram conta das baixas, além disso, perceberam que muitos estavam feridos (o próprio Cortez perdeu os movimentos da mão esquerda em decorrência de uma flechada) e que os cavalos não eram mais capazes de correr, apenas de andar, pois também estavam feridos.

Os espanhóis costearam o lago Texcoco no sentido horário até chegarem a Tlaxcala, onde foram acolhidos. A campanha de conquista do Império Asteca teria sido toda perdida se, em Tlaxcala, Cortez não tivesse encontrado o apoio dos Tlaxcaltecas, dos Otomi e de Ixtlilxochitl (que Motecuhzoma havia afastado da sucessão de Texcoco) e seus aliados.

A Ditadura Asteca

Cuitlahuac, o sucessor de Motecuhzoma II, governou apenas oitenta dias, pois morreu em decorrência de uma epidemia de varíola que se instalou em Tenochtitlán depois da volta de Cortez (Cortez trouxe consigo muitos reforços, mais armas, mais cavalos e mais escravos, dentre eles, um escravo negro, de Cuba, que estava com varíola; o escravo morreu logo, mas os índios, que não tinham anticorpos para a doença, começaram a morrer dela também).

Com a morte de Cuitlahuac, o exército aclamou Cuauhtemoc como seu novo governante. Visto que a situação era calamitosa, ninguém fez menção de impedir sua indicação, o que contrariava as regras da República Asteca, onde o Tlatoani era escolhido pelo Grande Conselho e governava sempre tendo que ouvir a este e ao Tlatocan, além de dividir seu poder com o Ciuacoatl. Porém, Cuauhtemoc era muito carismático, é inclusive descrito por cronistas da conquista como sendo o índio mais altivo do México, o que fez com que suas decisões fossem tomadas como lei, e não discutidas ou questionadas.

Com efeito, o governo de Cuauhtemoc foi muito semelhante a uma Ditadura Romana, ou seja, um governo absoluto, no qual a palavra do governante é a única lei, mas que se instala apenas em épocas de calamidades profundas.

A Águia que Tomba

Curiosamente, o nome de Cuauhtemoc significava: "A Águia que Tomba", o que mais parecia um sinal dos deuses, pois em seu governo, o Império cairia definitivamente.

O novo Tlatoani organizou a cidade para produzir num ritmo de guerra, enviou mensageiros para todas as cidades que compunham o Império, com a seguinte mensagem: "Todos os que ajudarem os Astecas na guerra contra os invasores serão liberados dos tributos por dois anos". Além disso, o governante deu maior ênfase ao exército.

Porém, Cuauhtemoc não pode conter a epidemia de varíola, nem suprir a falta de água potável (visto que os espanhóis destruíram os aquedutos que a levavam para Tenochtitlán), além disso, as populações dominadas continuavam a ver os invasores como libertadores, e não como conquistadores que estavam prestes a destruírem suas culturas e retirarem sua liberdade, sendo assim, não deram ouvidos aos apelos do Tlatoani asteca.

Cortez reuniu de novo seus homens, conseguiu aumentar suas tropas, comprar mais cavalos e canhões, além disso, trouxe mais arcabuzes e muita pólvora. Com a ajuda da mão-de-obra indígena, construiu treze navios nos quais colocou os canhões e, com eles, realizou o cerco à capital asteca.

Além dos tiros de canhão, os espanhóis realizaram vinte ataques em apenas 96 dias à própria cidade, sendo expulsos pela resistência indígena em todos.

Quando finalmente, no dia 13 de agosto de 1521, no vigésimo ataque que faziam a Tenochtitlán, os espanhóis finalmente conseguiram aniquilar as tropas astecas, marchar pela capital e fincar sua bandeira no topo do Grande Templo, ficaram horrorizados com o que viram: por onde passavam, havia cabeças de espanhóis, seus aliados indígenas e de cavalos - todas fincadas em estacas e dispostas ao longo das ruas principais.

Fonte: www.adrianavacanti.eti.br

Império Asteca

O Império Asteca

Os astecas pagavam tributos à tribo tepaneca de Atzcapotzalco. Em 1440, a agressividade dessa tribo causou o surgimento de uma tríplice aliança entre as cidades de Tenochtitlán, Texcoco e Tlacopán, que derrotou os tepanecas e iniciou sua expansão territorial pela zona ocidental do vale do México. Sob o reinado de Montezuma I, o Velho, os astecas tornaram-se um povo temido e vitorioso, ampliando seus domínios em mais de 200 quilômetros. Axayácatl, o sucessor de Montezuma, em 1469, conquistou a cidade de Tlatetolco e o vale de Toluca. O Império ampliou seus limites ao máximo sob o reinado de Ahuízotl, que impôs sua soberania sobre Tehuantepec, Oaxaca e parte da Guatemala. Em 1519, sob o reinado de Montezuma II, houve o primeiro encontro com os conquistadores espanhóis.

Os nobres

A sociedade asteca era rigidamente dividida. O grupo social dos pipiltin (nobreza) era formada pela família real, sacerdotes, chefes de grupos guerreiros — como os Jaguares e as Águias — e chefes dos calpulli. Podiam participar também alguns plebeus (macehualtin) que tivessem realizado algum ato extraordinário. Tomar chocolate quente era um privilégio da nobreza. O resto da população era constituída de lavradores e artesãos. Havia, também, escravos (tlacotin).

A religião

A religião asteca era politeísta, embora tivesse poucos deuses. Os principais eram vinculados ao ciclo solar e à atividade agrícola. O deus mais venerado era Quetzalcóatl, a serpente emplumada, criador do homem, protetor da vida e da fertilidade. Os sacerdotes eram um poderoso grupo social, encarregado de orientar a educação dos nobres, fazer previsões e dirigir as cerimônias rituais. A religiosidade asteca incluía a prática de sacrifícios. O derramamento de sangue e a oferenda do coração de animais ou de seres humanos eram ritos imprescindíveis para satisfazer os deuses.

Fonte: www.brasilescola.com

Império Asteca

Os astecas pagavam tributos à tribo tepaneca de Atzcapotzalco. Em 1440, a agressividade dessa tribo causou o surgimento de uma tríplice aliança entre as cidades de Tenochtitlán, Texcoco e Tlacopán, que derrotou os tepanecas e iniciou sua expansão territorial pela zona ocidental do vale do México. Sob o reinado de Montezuma I, o Velho, os astecas tornaram-se um povo temido e vitorioso, ampliando seus domínios em mais de 200 quilômetros. Axayácatl, o sucessor de Montezuma, em 1469, conquistou a cidade de Tlatetolco e o vale de Toluca.

O Império ampliou seus limites ao máximo sob o reinado de Ahuízotl, que impôs sua soberania sobre Tehuantepec, Oaxaca e parte da Guatemala. Em 1519, sob o reinado de Montezuma II, houve o primeiro encontro com os conquistadores espanhóis.

Os nobres

A sociedade asteca era rigidamente dividida. O grupo social dos pipiltin (nobreza) era formada pela família real, sacerdotes, chefes de grupos guerreiros — como os Jaguares e as Águias — e chefes dos calpulli. Podiam participar também alguns plebeus (macehualtin) que tivessem realizado algum ato extraordinário. Tomar chocolate quente era um privilégio da nobreza. O resto da população era constituída de lavradores e artesãos. Havia, também,>

A religião

A religião asteca era politeísta, embora tivesse poucos deuses. Os principais eram vinculados ao ciclo solar e à atividade agrícola. O deus mais venerado era Quetzalcóatl, a serpente emplumada, criador do homem, protetor da vida e da fertilidade. Os sacerdotes eram um poderoso grupo social, encarregado de orientar a educação dos nobres, fazer previsões e dirigir as cerimônias rituais. A religiosidade asteca incluía a prática de sacrifícios. O derramamento de sangue e a oferenda do coração de animais ou de seres humanos eram ritos imprescindíveis para satisfazer os deuses.

Fonte: sabedoriamistica.blogspot.com

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