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BABILÔNIA

Babilônia (em babilônio: Bab-ilu, "porta de Deus" persa antigo, abirush), antigo reino da Mesopotâmia, conhecido originalmente como Sumer e depois como Sumer e Acad, entre os rios Tigre e Eufrates, ao sul da atual Bagdá, Iraque. A civilização babilônica, que existiu do século XVIII ao VI a.C., era, como a Suméria que a precedeu, de caráter urbano, embora baseada mais na agricultura do que na indústria. O país compunha-se de 12 cidades, rodeadas de povoados e aldeias. No alto da estrutura política estava o rei, monarca absoluto que exercia o poder Legislativo, Judicial e Executivo. Abaixo dele havia um grupo de governadores e administradores selecionados.

Os prefeitos e conselhos de anciãos da cidade eram encarregados da administração local. Os babilônios modificaram e transformaram sua herança suméria para adequá-la a sua própria cultura e maneira de ser e influenciaram os países vizinhos, especialmente o reino da Assíria, que adotou praticamente por completo a cultura babilônica. Mais de 1.200 anos se passaram desde o glorioso reinado de Hamurabi até a conquista da Babilônia pelos Persas. Durante esse longo período, a Estrutura Social e a Organização Econômica, a Arte e a Arquitetura, a Ciência e a Literatura, o Sistema Judicial e as Crenças Religiosas babilônicas, sofreram considerável mudança.

Baseados na cultura do Sumer, os feitos culturais da Babilônia deixaram uma profunda impressão no mundo antigo e particularmente nos Hebreus e Gregos. A influência babilônica é evidente nas obras de poetas gregos como Homero e Hesíodo, na Geometria do matemático grego Euclides, na Astronomia, Astrologia, Heráldica e na Bíblia. Babilônia se rendeu a Alexandre o Grande em 331 a.C., que depois de reconstruir alguns de seus monumentos, morreu no palácio de Nabucodonosor, quando voltava da Índia em 323 a.C.

O Sátrapa persa Mazaios foi designado o governador da Babilônia pelo conquistador macedônio e foi inaugurada uma distinta série de moedas, os Tetradrachmas de Attica que continuou sendo emitidos até a metade do próximo século. Uma série contemporânea, baseada nas "Corujas" atenienses e nos velhos tipos de "Aquemênida", dinastia persa, também foram produzidos. Babilônia foi eclipsada em última instância por Selêucia no Tigre, fundada em 312 a.C. pelo primeiro dos monarcas dos Selêucidas, e durante o período Helenístico declinou gradualmente.

Didrachma prateado (23,0 mm/8,60 gr) , cunhado em 331/328 a.C. na Babilônia, sob o domínio de Alexandre o Grande, tendo como governador o sátrapa persa Mazaios. Anverso: Deus Baal sentado no trono, à esquerda, segurando um cetro vertical com a mão direita. Inscrição: BALL TARZ (em aramaico). Reverso: Leão sagrado da Babilônia andando, à esquerda. Inscrição: MAZDAI (em aramaico).

Fonte: www.nomismatike.hpg.ig.com.br

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