Nabucodonossor governou a Babilônia por 43 anos, de 605 aC a 562 aC. A cidade prosperou sob o seu governo e durante sua época, muitos edifícios foram construídos. Uma das realizações mais famosas de Nabucodonossor foram os Jardins Suspensos, uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo.
Acreditava-se que Nabucodonossor havia construído os jardins para sua esposa, Myitis de Medes. Ela cresceu em meio às montanhas verdes e achava difícil ajustar-se às planícies quentes da Babilônia. Para diminuir suas saudades de casa, Nabucodonossor construiu um elaborado jardim em torre, irrigado através de uma bomba engenhosa, com água do Eufrates.
Embora os jardins não mais existam, os arqueólogos tentam retratar a sua aparência através da leitura das descrições feitas pelas pessoas que os viram. Um sacerdote babilônico do século III aC, Bersossus, descreveu os jardins como um terraço de tijolos. Deu as dimensões como sendo 400 pés quadrados e 75 pés acima do chão.
Duzentos anos mais tarde, o geógrafo grego Strabo descreveu os jardins como uma série de terraços abobadados, descansando em pilares preenchidos com terra nos quais as árvores foram plantadas. Os pilares, as abóbadas e os terraços eram feitos com o material de construção mais comum da Babilônia: tijolo de barro. Os tijolos eram feitos misturando-se, primeiramente, argila molhada misturada com palha, deixando os tijolos secarem ao sol.
Um outro historiador grego, Diodorus Siculus, escreveu que os jardins ficavam sobre lajes de pedra, um material de construção raro e caro usado somente em dois edifícios babilônicos. Estas lajes de pedra eram, por sua vez, cobertas por junco, asfalto e ladrilhos. Ele nos diz que o jardim media 400 pés por 400 pés e com mais de 80 pés de altura.
A existência dos jardins foi discutida por um longo tempo. Embora várias descrições desta maravilha antiga existam, um dos historiadores mais famosos do mundo, Herodotus, não os menciona. Herodotus escrevia por volta de 400 aC, bem próximo da época de Nabucodonossor e ele visitou a Babilônia e descreveu os esplendores da cidade em detalhes. Entretanto, ele omite qualquer menção aos jardins, deixando dúvidas sobre sua existência.
O arqueólogo alemão Robert Koldewey escavou Babilônia por 14 anos, descobrindo as paredes internas e externas da cidade, os palácios de Nabucodonossor e uma grande avenida para desfiles que atravessava a cidade. Enquanto ele estava desenterrando a Cidadela Sul, Koldewey descobriu um porão com teto em arcos de pedra.
As pedras eram trazidas de grandes distâncias, com um grande custo para a Babilônia e, portanto, os registros antigos indicam que elas somente eram usadas em dois locais: na parede norte da Cidadela do Norte e nos Jardins Suspensos. A expedição de Koldewey já havia encontrado a parede norte da Cidadela Norte (que, na verdade, era de pedra), portanto, talvez este sítio fosse os Jardins.
À medida que Koldewey continuou, ele descobriu outras características que batiam com a descrição de Diodorus, incluindo um cômodo com três grandes buracos no chão, A hipótese de Koldewey é que estes buracos abrigavam as bombas de cadeia que carregavam a água do rio até o topo dos jardins.
Os jardins somente foram possíveis devido a estas bombas de cadeia, um sistema que operava da mesma forma que um teleférico de esqui. Os baldes eram suspensos por uma corrente com alça. Esta alça era fixada em ângulo com uma extremidade no rio e a outra no ponto mais alto dos Jardins.
Os baldes na parte de baixo pegavam a água no Eufrates (como os esquiadores pegam o teleférico). A roldana puxava os baldes para cima, onde a água era despejada dos baldes (onde os esquiadores pulam para fora do teleférico e começam a descer). Em seguida, a água escorria para baixo, como o esquiador fazendo zigue-zague pelo declive.
A gravidade empurrava a água para baixo, através de cada nível dos Jardins, regando todas as plantas. Os teleféricos de esqui são operados por geradores elétricos, mas a polia da Babilônia era movimentada por escravos humanos. Talvez alguns dos escravos hebreus de Nabuco trabalhassem na bomba de cadeia para regar os Jardins Suspensos de Nabucodonossor.
Fonte: archive.operainfo.org

Os jardins suspensos da Babilónia,
como imaginados por Martin Heemskerck.
Os Jardins Suspensos da Babilônia foram uma das sete maravilhas do mundo antigo.
É talvez uma das maravilhas relatadas sobre que menos se sabe.
Muito se especula sobre suas possíveis formas e dimensões, mas nenhuma descrição detalhada ou vestígio arqueológico já foram encontrados, além de um poço fora do comum que parece ter sido usado para bombear água. Seis montes de terra artificiais, com terraços arborizados, apoiados em colunas de 25 a 100 metros de altura, construídos pelo rei Nabucodonosor, para agradar e consolar sua esposa preferida Amitis, que nascera na Média,um reino vizinho,e vivia com saudades dos campos e florestas de sua terra.
Chegava-se a eles por uma escada de mármore.
Também chamados de Jardins Suspensos de Semiramis, foram construídos no século VI a.C., no sul do Iraque, na Babilônia.
Os terraços foram construídos um em cima do outro e eram irrigados pela água bombeada do rio Eufratres. Nesses terraços estavam plantadas árvores e flores tropicais e alamedas de altas palmeiras.
Dos jardins podia-se ver as belezas da cidade abaixo. Não se sabe quando foram destruídos. Suspeita-se que sua destruição tenha ocorrido na mesma época da destruição do palácio de Nabucodonosor, pois há boatos de que os jardins foram construídos sobre seu palácio.

Os jardins segundo Petit Larousse
Rei da Babilônia (630 a.C.?-562 a.C.). Durante seu governo a Babilônia atinge o auge de sua prosperidade e hegemonia, sendo conhecida como "Rainha da Ásia". Nebuchadrezar II, filho do general Nabopolassar, fundador da dinastia caldéia, sobe ao trono em 605 a.C., depois da morte do pai. Transforma a cidade babilônica em centro cultural e financeiro do mundo antigo.
A maior realização de seu reinado é um conjunto arquitetônico para proteger a cidade de invasões. Compreende a Torre de Babel, com 250 m de altura, os Jardins Suspensos e um canal de defesa ligando os rios Tigre e Eufrates, a 40 km da Babilônia, cercado por um muro em toda a sua extensão (o Muro dos Medas).
Líder militar de grande energia e crueldade, aniquila os fenícios, derrota os egípcios e obtém a hegemonia no Oriente Médio. Estende o Império Babilônico até o Mar Mediterrâneo. Em 598 a.C., conquista Jerusalém e realiza a primeira deportação de judeus para a Mesopotâmia, episódio conhecido como "O Cativeiro da Babilônia".
Com a sua morte e sem um sucessor com a mesma força, os babilônios caem diante dos exércitos persas, na noite de 5/6 de outubro de 539 a.C. pelo Rei Ciro da Pérsia, que desviou o curso do rio Eufrates para poder penetrar na cidade.
Nessa noite, uma festa estava sendo dada em honra de Belsazar, Rei de Babilónia em exercício. Esta queda de Babilónia, em todos os pormenores relatados na História, cumpriu a profecia bíblica por meio do profeta Isaías, que predissera estes acontecimentos, mencionando até mesmo o nome do Rei Ciro como conquistador de Babilônia, 200 anos antes do seu nascimento.
Fonte: pt.wikipedia.org