O Taoísmo possui duas vertentes de pensamento religioso. Uma destas vertentes se concentra na meditação desritualizada, seguindo feições metódicas, subsistindo de maneira mais geral como uma ordem filosófica, e por isso é chamado de taoísmo filosófico, ou simplesmente loso-taoísmo, que é o taoísmo da maioria dos integrantes do grupo que formou esse site.
A vertente mais ortodoxa atribui importância fundamental aos rituais, à renovação cósmica e ao controle espiritual. O termo Tao consiste num elemento fundamental recorrente em todas as tradições filosóficas chinesas e outras existentes na Àsia, entre elas o próprio Confucionismo.
O incenso é um elemento constante nos rituais taoístas. Um dos símbolos do Taoísmo é bastante famoso até entre os ocidentais: o Yin-Yang consiste numa representação do equilíbrio e complementaridade entre as forças naturais opostas em perfeita harmonia. A harmonia se aplica nos mais variados temas, está presente na vida de modo geral: A harmonia entre o homem e a mulher, entre o bem e o mal, as forças negativas e positivas que nós podemos encontrar nos àtomos...
Referente à organização clerical, o Taoísmo é constituído de estrutura monástica e sacerdotal. Os textos sagrados do Tao são Tao te-ching e os escritos de Chuang Tzu (369-286 a. C.).
A cronologia da origem das bases filosóficas taoístas ainda permanece obscura, podendo ser bastante anterior a Lao Tsé, considerado o fundador da nossa religião, mas que na verdade foi responsável por um grande impulso à religião sobre a qual já existiam alguns conceitos primitivos.
O oráculo I Ching é uma das fontes principais do taoísmo, juntamente com o Tao Te Ching.
O I Ching não é apenas utilizado como um oráculo e sim como fonte de inspiração, meditação e autoconhecimento, pois guarda em si uma sabedoria profunda. Segundo Richard Wilhelm, os oito trigramas não seriam apenas imagens mas estados de mutação: "essa concepção está associada ao conceito expresso nos ensinamentos de Lao-Tse e Confúcio de que todo acontecimento no mundo visível é um efeito de 'imagem' , isto é, de uma idéia num mundo invisível. desse modo, tudo o que ocorre na terra é apenas reprodução, por assim dizer, de um acontecimento num mundo situado além de nossas percepções sensoriais; quanto à sua ocorrência no tempo, é sempre posterior ao evento supra-sensível.
Os homens santos e sábios, estando em contato com aquelas esferas mais elevadas, têm acesso a essas idéias através de uma intuição direta, e, assim podem interferir de maneira decisiva nos acontecimentos no mundo.
Desse modo, o homem está ligado ao céu, o mundo supra-sensível das idéias, e à terra, o mundo material das coisas visíveis, formando com eles a tríade dos poderes primordiais." (I Ching - O Livro das Mutações, Ed. Pensamento)
Se você está procurando uma definição para o taoísmo, deve ter gostado do texto acima. Ele é apenas informativo, uma parte foi tirada de uma Enciclopédia e a outra parte foi tirada da definição do Brumas. Vale a pena lembrar que essa definição não deve ser vista como um rótulo. Nós, do grupo Spectrums, preferimos uma definição que seja uma não-definição do taoísmo. Parece complicado? Acreditamos que o que importa é a essência, não o rótulo.
O Tao não tem explicações. Ou melhor, não é explicável. O que é a mesma coisa no caso do caminho do Tao. Podemos explicar um orgasmo? Podemos dizer "tive um orgasmo maravilhoso" ou "acho que tive um meio orgasmo" como personagens dos filmes do Woody Allen, mas só sentindo o êxtase do orgasmo.
Não dá nem para dizer que tive um orgasmo melhor que o de outra pessoa, porque é preciso sentir e a medida do sentir, no caso do orgasmo, é impossível de ser descrita (como sentir, não como ato) por quem o está sentindo. O Tao é esse sentir, algo indefinido, sem forma, sem nome.
O êxtase não tem nome nem forma: é êxtase. Quando estamos tendo um orgasmo não pensamos "puxa, que coisa interessante. Acho que tive um orgasmo à moda italiana". É só êxtase. Nada mais existe, nem importa. Nada.
Quando alguém canta ouvimos o som da voz, que pode ser bom o ruim, mas não ficamos analisando as notas emitidas. Só o som. É ele quem nos enleva ou irrita. Nós demos o nome som para isso. Mas ele não tem nome.
O Tao poderia ser a essência de tudo. E aí nos complicamos mais ainda, pois o que é a essência? e pior: o que é a essência de tudo?
Poderíamos dizer que o Tao é energia que tudo permeia. É bonito, mas também pode ser rechaçado com facilidade. Quando alguém diz alguma coisa e vamos rebatendo, replicando, questionando até sobrar nada, isto é o Tao.
O que podemos fazer com esse conhecimento do Tao? Nada, pois não existe conhecimento do Tao.
O Tao muda o tempo todo, não tem uma forma fixa nem morada.
Se você conhece o Tao, está paralisado num mundo supostamente conhecido. Se alguém lhe disser que é um profundo conhecedor do Tao, fuja dele.
Ele pode ser um conhecedor do taoísmo, de algumas caracteríscas da prática taoísta, mas não do Tao.
Alguns cristãos perceberam o êxtase de sentir Cristo andando pelas ruas. Podemos rezar, só fazer o bem, cantar hinos de louvor e glória e nunca sentir nada.
Com o Tao a mesma coisa. Posso conhecer o que disse Lao-tsé ou Chuang-tsé e alguém que nunca ouviu falar nesses caras pode ter essa percepção arrebatadora.
Por isso que os mestres zen muitas vezes assustam seus discípulos. O susto leva a uma paralisação do pensar. A conseqüência é sentir, perceber, ver. De repente, sem esperar. Pois quem espera, espera por alguma coisa.
E nós não podemos esperar nada do Tao. Nossa vida cotidiana é Tao. Nossos movimentos são o Tao. Nós somos o Tao.
Perder as esperanças, as expectativas sobre os outros e sobre mim, é mergulhar no Tao. E é bom pensar que Tao é apenas um nome, nada mais do que isso. No entanto, o pulso ainda pulsa.
Fonte: www.taoismo.hpg.ig.com.br
O Taoísmo possui duas vertentes de pensamento religioso. Uma destas vertentes concentra-se na meditação desritualizada, seguindo feições metódicas, subsistindo de maneira mais geral como uma ordem filosófica, enquanto a vertente mais ortodoxa atribui importância fundamental aos rituais, à renovação cósmica e ao controle espiritual.
O termo Tão, significando "caminho", consiste num elemento fundamental recorrente em todas as tradições filosóficas chinesas, entre elas o próprio Confucionismo.
O incenso é um elemento constante nos rituais taoístas. Um dos símbolos do Taoísmo é bastante famoso até entre os ocidentais: o Yin-Yang consiste numa representação do equilíbrio e complementaridade entre as forças naturais opostas em perfeita harmonia.
Referente à organização clerical, o Taoísmo é constituído de estrutura monástica e sacerdotal. Os textos sagrados do Tao são: o Dão De Jing (Tao te-ching: "O Caminho e seu Poder") e os escritos de Chuang Tzu (369-286 a. C.).
A cronologia da origem das bases filosóficas taoístas ainda permanece obscura, podendo ser bastante anterior a Lao Tzu, considerado o fundador da religião, mas que, na verdade, foi responsável por um grande impulso à religião sobre a qual já existiam alguns conceitos primitivos.
Fonte: www.historiadomundo.com.br