Escribas

escribas

Os escribas eram uma classe muito importante no Egito Antigo. Somente eles tinham oportunidade de seguir carreira no serviço público ou como administrador de uma grande propriedade, pois a escrita fazia parte da profissão especializada. Eram tantas as exigências para a carreira de um escriba, quanto honrosas e lucrativas as compensações para quem a seguia.

Um jovem que tivesse a sorte de ter passado pela importante escola de escribas de Mênfis, ou mais tarde, de Tebas, devia não só saber ler, escrever e desenhar com o máximo de habilidade, como também dominar perfeitamente o idioma, a literatura e a história do seu país. Além disso, devia ter amplos conhecimentos de matemática, contabilidade, processos administrativos gerais e até mesmo de mecânica, agrimensura e desenho arquitetônico. Quando um homem se qualificava como escriba, automaticamente se candidatava a membro da classe oficial culta, o que o isentava de qualquer espécie de trabalho servil e facilitava-lhe galgar uma série de estágios conhecidos para chegar aos cargos mais elevados do país.

No cumprimento de suas funções, o escriba sentava-se de pernas cruzadas e improvisava com a parte dianteira do seu saiote de linho, bem esticado, uma espécie de mesa. Empunhando a pena ou o pincel de junco e com um rolo de papiro estendido sobre o saiote que lhe cobria os joelhos, ele estava pronto para tomar o ditado. Os pigmentos para escrever, em geral vermelho ou preto, estavam em tigelas de alabastro, no chão, ao lado. O escriba escrevia da direita para a esquerda, adotando a chamada escrita hierática, em geral com um pincel fino feito de junco, tendo a ponta cuidadosamente desfiada e aparada. O papel era feito de tiras estreitas de papiro, cruzadas em duas direções, comprimidas juntas e depois lustradas.

Fonte: www.geocities.com

 

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