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escultura egípcia

escultura egípcia

ESCULTURA

Denomina-se escultura não somente a arte de modelar o barro, a cera, esculpir madeira, pedra, fundir metal, ou construir em metal ou plástico estátuas, relevos, estruturas, mas também aos produtos finais de tal arte, uma das mais antigas praticadas pelo homem e uma das mais disseminadas pelo mundo, desde épocas bastante recuadas. Em sua forma mais simples, consiste a escultura em argila que o homem plasma com as mãos, segundo a finalidade a que a destina - recipientes para seus alimentos, ídolos para o culto, etc. Mais tarde, para fazer estátuas mais duradouras de seus deuses, de seus soberanos ou de seus heróis, o escultor lança mão da pedra, que corta e adapta aos fins que tem em mente atingir. Plasmar ou modelar a argila, cortar ou esculpir a pedra ou a madeira: eis dois métodos postos em uso desde a Pré-Historia pelo homem. 0 primeiro é o chamado método plástico; o segundo, o método glíptico. Pelo método plástico, a forma desejada é obtida pela adição sucessiva de material - argila, cimento, cera; pelo glíptico, com a diminuição lenta mas constante de material - pedra, madeira, a partir de um bloco íntegro que pouco a pouco vai-se adaptando aos desígnios do escultor. Esses dois métodos são a maneira especial pela qual o escultor se comunica com o mundo exterior, pouco tendo variado através de milênios. E mesmo certa escultura do séc. XX, cada vez mais próxima da arquitetura (Tatlin, "Projeto de Monumento à III Internacional", 1920; Vantongerloo, "Construção de Relações de Volumes que Derivam da Elípsdide", 1926; Gabo, "Projeto de Monumento ao Prisioneiro Politico Desconhecido", 1953; Schöffer, Cysp 2, 1956), a ponto de merecer de preferência a denominação de construção, já não mais de escultura, mesmo essa escultura do séc. XX tem de utilizar, em certos momentos, um dos dois métodos acima descritos, quando não os combina num terceiro procedimento. Tal como a música é a arte do sentido auditivo, a escultura é a que se destina especialmente ao sentido do tato. Michelangelo, quase cego e já ao fim da vida, pedia a amigos que o conduzissem junto ao Apolo do Belvedere, a fim de que, tocando-o, pudesse sentí-lo, vê-lo; cega, Helen Keller freqiientava o atelier de escultores seus amigos, já que a escultura era a única das artes visuais de que podia ainda fruir; Constantin Brancusi, enfim, compreendeu perfeitamente esse aspecto da escultura, ao denominar uma de suas obras de "Escultura para Cegos". Toda a escultura da Antiguidade Clássica obedece a esse princípio, segundo o qual o olho se acha sempre subordinado e subjugado ao tato; princípio, aliás, que norteará a arte escultórica de tendência tradicional, em todas as épocas e mesmo nos dias que correm.

escultura egípcia

Para serem tocados, os objetos devem possuir forma. Duas são as formas básicas da escultura: em redondo e em relevo. Uma escultura executada em redondo pode ser contornada: o espaço envolve-a inteiramente, limitando-a por todos os lados. 0 já citado "Apolo do Belvedere" é uma escultura em redondo, como são igualmente "Victor Hugo", de Rodin, o "Habacuc" de Antônio Francisco Lisboa.

Quanto à escultura em relevo, pelo contrário, não é envolvida totalmente pelo espaço, mas se desenrola, algo a maneira de uma pintura, contra uma superficie lisa, que pode ser trabalhada em alto -, ou em baixo-relevo. A mais rudimentar de todas as esculturas em relevo é a incisão, tão aparentada com o desenho que não raro com o mesmo se confunde. 0 artista simplesmente delimita os contornos de uma figura em qualquer material sólido. Ao contrário do que acontece com a escultura em redondo, a em relevo somente pode ser observada desde um ponto de vista, tal como acontece com o desenho ou a pintura. Certas esculturas antigas, como as egípcias, muito embora possam ser classificadas como esculturas em redondo, somente transmitem toda a sua carga estética quando observadas frontalmente, o que as aparenta excepcionalmente às esculturas em relevo, de que parecem derivar. A escultura é a arte da expressão em volumes de massas só1idas. Esses volumes obedecem lei da gravidade, acham-se em oposição a outros volumes, alternam-se com vazios, são dinâmicos ou estáticos, conforme a vontade e o talento do escultor. Toda a escultura tradicional prescinde do movimento real, o qual foi contudo introduzido na arte escultórica no séc. XX pelo artista norte-americano Alexander ( alder. Lalder é o inventor do genero a que ele mesmo denominou de mobile, e que consiste em chapas metálicas, dispostas entre si segundo um critério matemático, interligadas por fios também metálicos. Impelido pelo vento, ou pela mão, o mobile movimenta-se, como uma vegetação tocada pela brisa, anima-se, hurnaniza-se, assume as mais diversas aparências, até que pouco a pouco, vencido pela lei da inércia, retorna ao repouso inicial. Na direção aberta por Calder trabalham hoje em dia diversos escultores, entre eles Anthoons, Tinguély (que ainda acrescentou ao rnovimento o som), Peyrissac. Igualmente afim da escultura dotada de movimento de Calder ou de Peyrissac é a escultura plurivalente da brasileira Lygia Clark, capaz de assumir as mais diferentes aparências, e passível de manipulação por parte do espectador, o qual colabora assim intimamente na elaboração da obra de arte.

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0 monólito abstrato, menhir, é mais antigo que o totem esculpido mais antigo, o que prova que a escultura monumental, a princípio, não tinha a norteá.-la a intenção de imitar ou copiar a natureza. Não-representativos são igualmente os obeliscos egípcios, as stelae do Peru, as stambkas indianas, as pedras druidas e assim por diante. Só quando o homem teve à sua disposição meios expressivos mais amplos, voltou-se para o corpo humano como fonte principal de inspiração.

Para isso concorreram diversos fatores, desde os psicológicos - o natural orgulho da auto-representação - aos puramente técnicos, de vez que o corpo humano oferece em verdade excelente oportunidade ao escultor, mais que qualquer outro objeto, mais que o corpo de qualquer animal. A princípio, o corpo humano foi representado desnudo; sempre que determinado periodo dá maior ênfase ao lado espiritual da vida humana, contudo, a figura desnuda cede lugar à vestida. Assim, a escultura gótica e toda a escultura medieval, de modo geral, emprestou todo o relevo à representação das dobras e pregueados das vestimentas, cabendo à Renascença redescobrir as possibilidades do nu - exploradas em todos os seus detalhes ainda no século passado por artistas como Aristide Maillol. A escultura moderna abandonou quase totalmente a representação naturalística da forma humana, e em obras como "Figura Reclinada", do britanico Henry Moore, o que se tem é não a reprodução de formas naturais, mas um comentário, uma interpretação livre do artista a essas mesmas formas, traduzidas com o máximo aproveitamento de suas potencialidades plásticas. Observa-se, assim, que a escultura vem sofrendo no séc. XX uma transformação radical, passando de estática que era, concebidadentro de um esquema em que reinavam a calma e a serenidade, a dramática, cheia de vitalidade e não raro produzindo violento impacto a quem a espreita.

Breve História da Escultura

0 homem paleolítico modelou animais e mesmo a forma humana (as diversas "Vênus" : de Lespugue, de Willendorf), mas a verdadeira escultura aparece pela primeira vez no Oriente Próximo. A escultura egípcia é norteada pelo sentido de perenidade, de eternidade: convencional e monótona, mostra todas as figuras dominadas pelo que se chamou de lei da frontalidade. Uma simetria absoluta rege essa escultura egípcia, de que emana uma calma e imperturbável monumentalidade. A escultura egípcia nunca é verdadeiramente tridimensional, sendo antes resultado da justaposição de quatro relevos, os quais formam um verdadeiro cubo. Os baixos-relevos e as pequenas figuras mesopotâmicas, bastante estilizadas, são cheios de vitalidade. 0 escultor mesopotâmio, ao contrário do egípcio, dá, grande realce ao detalhe naturalístico, acentuando músculos e membros, num modo característico, inconfundível. Os povos do Egeu somente cultivaram a escultura de pequenas dimensões; os gregos, contudo, tiveram na escultura sua arte mais importante, e criaram dessa arte uma concepção que ainda hoje subsiste, na obra de artistas mais ou menos tradicionais. A história da escultura grega abrange três períodos: o arcaico, o helênico e o helenístico - período de formação, o primeiro, de apogeu, o segundo, e de declínio, o último.

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Os etruscos trabalharam, de preferência em argila, dentro da tradição grega, assemelhando-se suas esculturas às gregas do período arcaico. Energia e vitalidade são qualidades típicas da escultura etrusca, que influenciou aliás mais de um escultor contemporâneo, entre eles Marino Marini. Os romanos seguiram igualmente a tradição helênica, mas com suas esculturas-retrato criaram um genero inconfundivelmente nacional dominado pelo detalhe naturalista. Com o advento do Cristianismo a escultura de imagens restringiu-se grandemente, pois a estátua veio a ser considerada um resquício do paganismo moribundo. 0 material favorito é entao o marfim, no qual são feitas delicadas imagens sacras. A escultura começa reviver em Bizâncio, ganha força no período românico e desenvolve-se notavelmente no gótico, quase sempre unida à decoração arquitetônica. A Renascença marca o retorno à cena da escultura clássica, de origem grega: o realismo passa a nortear a produção de escultores como Donatello, Verrocchio, Michelangelo. Segue-se o período barroco, destacando-se Bernini, cuja arte é dominada pelo movimento e pela liberdade de concepção. Rodin, Daumier, Medardo Rosso e outros sugerem novos caminhos e perspectivas. Mencione-se, finalmente, a grande escultura dos povos africanos e oceânicos, das civilizações americanas, da Índia, China e Japão.

Fonte:www.thorns.com.br

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