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MORTE PARA OS EGÍPCIOS

Um enterro egípcio era a uma só tempo lúgubre e pitoresco. Os membros da família davam um espetáculo ao soluçar e gesticular durante todo o trajeto. Além disso, para demostrar bastante dor, alugavam carpideiros e carpideiras profissionais. Estas últimas, sobretudo, eram infatigáveis. Com o rosto lambuzado de lama, o seio descoberto, o vestido rasgado, não cessavam de gemer e de bater na cabeça. As pessoas sérias que faziam parte do cortejo não se entregavam a gestos tão excessivos, mas, enquanto caminhavam, relembravam os méritos do defunto.

MORTE PARA OS EGÍPCIOS

Assim, o cortejo chegava lentamente às margens do Nilo, onde era esperado por toda uma flotilha

(Pierre Montet. O Egito no tempo de Ramsés, pp. 328-329 texto adaptado)

A cidade dos Mortos

Logo que subia ao trono, o novo rei ordenava a um arquiteto que começasse imediatamente a construção de seu túmulo.

A terra dos mortos ficaria a oeste, onde o sol se põe. A pirâmide devia estar alinhada com a estrela polar do norte. Um sacerdote observaria num cercado a posição da estrela quando ela surgia acima do muro e quando ela se põem atrás do muro. Dividido ao meio o ângulo entre ele e ao pontos do nascimento e do acaso da estrela, estabelecendo o norte com exatidão.

Depois da escolha do local, eram escolhidos os funcionários para trabalhar na pirâmide. Em cada dez homens, 1 era convocado para o trabalho. Eles eram pagos com alimentos, cerveja, óleo e linho.

Esses operários arrastavam os enormes blocos de pedra, que chegavam a pesar 3 toneladas cada um. Também incluíam fiscais, operários que trabalhavam com metais, pedreiros, carpinteiro, além dos pintores e escultores, que decoravam os templos.

Para contarem as pedras, eles abriam uma finda estreita com cunhas de madeira fixando-a com um macete e encharcando-a com água, dilatando a madeira e separando a rocha.

Festa dos Mortos

Poucos egípcios realizavam oferendas cotidianas a seus mortos. Eram ocasiões alegres, onde as pessoas iam aos túmulos dos parentes e faziam piqueniques, convidando os espíritos a participar. Em Tebas, a grande celebração era a festa do Vale.

A Construção das Pirâmides

A partir da IV dinastia, todas as pirâmides foram construídas com faces lisas. Os textos das Pirâmides prometiam ao rei que raios de sol seriam estendidos para que, subi-se por eles até se encontrar com Rá.

Talvez essas rampas simbolizassem os raios solares.

Os egípcios não possuíam guindastes, para construir as pirâmides erguiam uma rampa e arrastavam os blocos de pedra para cima em trenós.

Algumas das ruínas de construções inacabadas mostram as rampas que eram construídas em direção reta. De acordo com a necessidade da construção, a rampa era construída mais longa ou mais alta.

O templo mortuário era construído encostado à pirâmide, onde os sacerdotes faziam oferendas ao espírito do rei todos os dias.

A rainha também possuía uma pirâmide que era construída separadamente e era bem menor que a do seu rei.

Os pertences dos reis eram enterrados numa câmara debaixo da pirâmide.

A maioria das pirâmides eram construídas de calcário, que era extraído perto do local. Para o polimento final, utilizavam calcário branco vindo da Turá.

Depois que a pirâmide alcançava a altura desejada, eram colocadas as pedras de revestimento, começando pelo topo, onde ficava uma torre em forma de pirâmide. Os encaixes eram tão perfeitos que que não passava nem uma faca entre eles. A pirâmide de Quéfren é a única que ainda possui no seu topo parte do revestimento.

Sepultura dos Barcos

Muitos reis tinham um ou mais barcos enterrados perto de suas pirâmides. Os maiores barcos encontrados até hoje no Egito, foram o do rei Quéops, que estão em bom estado de conservação. Um está exposto num museu ao lado da pirâmide de Gizé e o outro ainda se encontra enterrado.

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Obeliscos

Os obeliscos ficavam do lado de fora dos templos e representavam o benben, símbolo sagrado do sol. Tinham pequenas pirâmides no topo, quase sempre revestidas de ouro. Quando o sol iluminava a pirâmide, o deus entrava em seu templo.

A Cerimônia de Fundação

O rei acompanhado por uma sacerdotisa vestida como a deusa Sechat, marcavam um contorno com postes de madeira ligados por cordas.

Em épocas posteriores, esse ritual era realizado para o início da construção de templos.

O Fim da Construção

Os templos e os túmulos eram construídos ao mesmo tempo. A proporção que as paredes eram erguidas, os operários enchiam o interior de areia para que os blocos ficassem bem assentados. Depois que toda pirâmide estava pronta, a areia era removida. Os entalhos e a pintura eram feitos usando a areia como andaime. As colunas de pedra seguravam os telhados dos templos e colunatas. Também eram construídas estátuas do rei colocadas no vale ou em seus templos mortuários.

Os egípcios davam muita importância pirâmides, porque elas faziam com que se sentissem importantes e mágicos. A pirâmide é uma rampa para o céu, mas também representava uma colina que foi a primeira terra. Outrora o mundo era coberto de água e, então surgiu uma colina. O deus-sol ficou em pé sobre está colina para cria o mundo. Além disso, a pirâmide é o benben a pedra consagrada a Rá, que caiu do céu. Todos esses lugares considerados mágicos para os egípcios é excelente para um espírito renascer no outro mundo.

Dentro de um Túmulo

Os túmulos do Vale dos Reis variavam em tamanho e traçado. A entrada do túmulo era lacrada para toda a eternidade. Um poço servia como obstáculo para ladrões e curiosos, com as raras tempestades, o poço escova a água da chuva. Todo o túmulo tinha vestíbulos e câmaras laterais, além das câmara mortuária. Todas as paredes eram cobertas de baixo relevo mostrando o curso do Sol no Além. Com os raios solares, o rei renascia todos os dias.

Os homens que contruiam seus túmulos reais no Vale dos Reis moravam no povoado de Deir el-Medina na margem ocidental de Tebas. Esses túmulos eram construídos acima do povoado nos rochedos perto do local. Em cima do telhado, eram esculpida uma mini-pirâmide.

Múmias

Os egípcios acreditavam na vida após a morte, mas se quisessem gozar o outro mundo, seus corpos teriam de sobreviver. A técnica de preservar corpos é chamada de embalsamente.

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Os embalsamadores eram bastante habilidosos. Pra se preparar um corpo, levava-se setenta dias.

Os embalsadores primeiramente removiam o cérebro. Depois faziam uma incisão no lado esquerdo e tiravam o fígado, pulmões, estômago e os intestinos, que eram preservados em natrão e resina, e depois colocadas em canopos, que tinham cabeças de deuses guardiões.

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Depois ficavam num banho embalsamador e coberto por natrão durante 40 dias, eliminando os fluídos do corpo do morto. Depois era lavado e esfregado com óleo e ervas. O inteiro era recheado com resina e natrão, envolvido em panos de linhos. Seu rosto era pintado para parecer natural, e o cabelo arrumado.

Para enfaixar o corpo, primeiro enrolavam os dedos dos pés e das mãos, as pernas e os braços eram enrolados separadamente, depois se envolviam todas as partes do corpo. Após todos esses preparos a múmia era colocada em um caixão de madeira.

Os sacerdotes faziam orações para ajudar o morto em sua viagem ao outro mundo. O chefe dos embalsamadores, abençoam a múmia depois de pronta.

Múmias do Povo

Em 1994, arqueólogos da Inspetoria de Antigüidades do Egito descobriram no oásis de Kharga dentro de grutas na montanha encontraram 450 múmias, a necrópole de Labakha.

Ain Labakha era um posto da fronteira do sul do Império romano. Além da necrópole na encosta da montanha, restaram as ruínas do forte romano, dois templos e um poço.

Entre os séculos I a.C. e III. A técnica de mumificação já havia sido englobada na cultura há milênios.

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No V, Teodósio I, o imperador cristão da seita copta, proibiu as práticas pagãs, inclusive a mumificação, mas, essa técnica continuou até a dominação árabe no século VII.

Na aldeia de Ain Labakha, morria-se cedo, aos 50 anos e a mortalidade infantil era muito alta, várias mulheres morriam de parto.

A base da alimentação era de cereais, uvas e azeitonas, havia muita carência de proteínas, sua dieta tinha mais açúcar.

Todas as múmias encontradas eram brancas e tinham cabelos pretos, a atura média era de 1,65m. Eram homens, mulheres, crianças, soldados, fazendeiros e etc...

Livro dos Mortos

"Glória ti, Senhor da Verdade e da Justiça ! Glória a ti, Grande Deus, Senhor da Verdade e da Justiça ! A ti vim, me apresento para contemplar as tuas perfeições. Porque te conheço, conheço o teu nome e os nomes das quarenta e duas divindades que estão contigo na sala da Verdade e da Justiça, vivendo dos despojos dos pecadores e fartando-se do seu sangue, no dia em que se pesam as palavras perante Osíris, o da voz justa: Duplo Espírito, Senhor da Verdade e da justiça é o teu nome. Em verdade eu conheço-vos, senhores da Verdade e da Justiça; trouxe-vos a verdade e destruí, por vós, a mentira. Não cometi qualquer fraude contra os homens; não atormentei as viuvas; não menti no em tribunal; não sei o que é a má fé; nada fiz de proibido; não obriguei o capataz de trabalhadores a fazer diariamente mais que o trabalho devido; não fui negligente; não estive ocioso; nada fiz de abominável aos deuses, não prejudiquei o escravo perante o seu senhor; não fiz padecer de fome; não fiz chorar; não matei; não ordenei morte a traição; não defraudei ninguém; não tirei os pães do templo; não subtraí as oferendas dos deuses; não roubei nem as provisões nem as ligaduras dos mortos; não auferi lucros fraudulentos; não alterei as medidas dos cereais; não usurpei terras; não tive ganhos ilegítimos por meio dos pesos do prato de da balança; não tirei o leite da boca dos meninos; não cacei com rede as aves divina; não pesquei os peixes sagrados nos seus tanques; não cortei a água na sua passagem; não apaguei o fogo sagrado na sua hora; não violei o divino céu nas suas oferendas escolhidas; não escorracei os bois das propriedades divinas; não afastei qualquer deus ao passar. Sou puro ! Sou puro ! Sou puro !"

Achados e Descobertas

Os egípcios tinham uma mentalidade bastante influenciada pelas preocupações com a vida após a morte. Isso levou os egípcios a darem mais importância às casas dos mortos do que a dos vivos. Suas casas eram feitas de tijolos muito frágeis, já a construção da casa dos mortos, eles ultilizavam pedras, metais e madeira.

A maioria das casas e palácios não resistiram a três mil anos de história egípcia: só restaram ruínas dos templos, tumbas e pirâmides.

Dentro das tumbas e pirâmides, eram encontradas pinturas representando cenas do contidiano dos antigos egípcios: como guerras, recpeção de visitantes estrangeiros, cenas familiares, higiene pessoal, trabalho e festas religiosas.

Também poderiam ser encontrados documentos escritos pelo povo, com registros de estoque de armazém, antações dos escribas, correspondência particular dos homens ricos e etc...

A morte no Egito sempre foi um assunto importante tratado com respeito e sabedoria entre o seu povo. Fato que explica a construção de tantos templos e pirâmides.

Fonte: www.geocities.com

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