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Civilização Grega

Civilização grega clássica é uma civilização da cidade (polis). A cidade é um pequeno grupo de cidadãos: assim, nunca se diz um decreto "Atenas" ou "Estado ateniense decide ... "Mas" os atenienses decidir ... "" O povo de Atenas decidiu ... ". Este grupo é muito pequeno (dezenas de milhares, Platão pergunta 5040), para que todos possam conhecer a todos, garantindo assim um corpo extremamente coesa cívica.

O cidadão exerce funções (dever dever, financeira, militar ...) deve estar na cidade. Em troca, ele teve o privilégio de participar no governo do estado, é protegida por lei (um estrangeiro, em geral, não tem o direito, salvo acordo em contrário ea situação especial, assim que se pune assassinato de um estranho qualquer um de uma cidade grega, é só porque é necessário purificar o solo da polis de derramamento de sangue, além disso, o assassinato de um estranho nunca é punida com a mesma sanção o assassinato de um cidadão) e os deuses da cidade (cada cidade tem seus próprios deuses e cultos reservados para os cidadãos).

Civilização Grega
Modelo da Ágora de Atenas

Os cidadãos estão agrupados em torno de um centro urbano: a cidade ou asty, que serve como um centro e fortaleza na econômica, política, intelectual, religiosa, ...

Este centro urbano é considerado essencial (gregos, em áreas remotas, não têm são semi-bárbaros), e da linguagem em si, quer polido pela cidade ou localidade.

O território está localizado ao redor da cidade e, com exceção tão rara (Sparta ou algum tipo de cidades coloniais) é preenchida, também, os cidadãos que vivem em aldeias chamadas Khora. Não há nenhuma diferença entre os direitos e deveres dos cidadãos, vivam eles na cidade ou no país plano (é óbvio, no entanto, é mais difícil para um homem que vive um dia de caminhada a cidade para participar da vida pública para quem vive na ágora): Esta terra plana é essencial para a vida da cidade, como este é onde fica suas riquezas lá nenhuma cidade que não tem Khora.

BIBLIOGRAFIA.

Dicionários e enciclopédias Larousse todos os tipos e idades.
Enciclopédia Universalis.
Dicionário de Rachet grego civilização Guy. Larousse edições.
Grécia clássica Anne-Marie Buttin. Edições de Letras.
A civilização da Grécia antiga Maurice Croiset. Edições Payot.

Fonte: mythologica.fr

Civilização Grega

A Grécia desempenhou papel de primeiro plano na Antiguidade, constituindo uma civilização cuja influência foi profunda, na formação da cultura ocidental.

Da Grécia antiga herdamos não só uma extensa gama de conhecimentos científicos, desenvolvidos por pensadores como Pitágoras, Eratóstenes, Euclides, Tales, Arquimedes, como também os grandes fundamentos do pensamento filosófico e político presente nas obras de Sócrates, Platão, Aristóteles e outros. Também nossos padrões estéticos de arte e beleza foram herdados dos gregos, influenciados por sua escultura, arquitetura e teatro.

As origens da civilização grega estão profundamente relacionadas à história de Creta, que viveu o processo de ascensão e queda de sua civilização entre 2000 a.C. e 1400 a.C.

A privilegiada situação geográfica de Creta, a maior ilha do mar Egeu, favoreceu os contatos marítimos com o Egito, a Grécia e a Ásia Menor, regiões com as quais desenvolveu intenso comércio.

Até o século XV a.C., Creta exerceu a mais completa hegemonia comercial sobre essa região do Mediterrâneo, estendendo seus domínios à Grécia continental, onde conquistou várias cidades.

As características desta civilização lembram, em suas estruturas, a antiguidade oriental. Em Creta, dado o enorme desenvolvimento das práticas comerciais, o controle político concentrava-se nas mãos de uma elite comercial (talassocracia), liderada por gregos reis, descendentes dos lendários Minos.

A cidade de Cnossos era a capital do reino, a qual, na época de seu apogeu, chegou a contar com uma população de mais de cem mil habitantes. As cidades cretenses, segundo as investigações arqueológicas, apresentavam um singular talento arquitetônico, com grandes palácios e edifícios dotados de complexos sistemas de saneamento e canalização de água. A amplitude do palácio governamental de Cnossos, com suas inúmeras dependências e a decoração, sugeriam a idéia de um verdadeiro labirinto.

Em Creta, sabe-se que a mulher desfrutava de direitos e obrigações quase desconhecidos em outras regiões na antiguidade. As mulheres cretenses possuíam uma importância que transparecia na religião, cuja principal divindade era feminina, a deusa Grande-Mãe. Isto faz supor que, na ilha, sobrevivesse uma forte influência das sociedades matriarcais pré-históricas. As mulheres participavam das grandes festas e das cerimônias religiosas, muitas eram sacerdotisas, outras fiandeiras e até pugilistas, caçadoras e toureiras. Em meados do século XV a.C., os aqueus – povos que habitavam nessa época a Grécia Continental – invadiram Creta, dando início à civilização creto-micênica, cujos representantes se espalhariam pelo mar Egeu dominando-o até o século XIII a.C.

Embora fundada por aqueus, a cidade de Micenas adotou muitos valores cretenses, especialmente os artísticos, apesar de impor a supremacia patriarcal, iniciando a transição para o mundo grego.

O predomínio de Micenas, que vencera também sua rival, arquitetura grega Tróia, duraria até o século XII a.C., quando a região foi invadida pelos conquistadores gregos chamados dórios. Provavelmente, os primeiros povos a habitar a Grécia foram os pelasgos, ou pelágios. Ao que tudo indica, por volta de 2000 a.C., esses povos, organizados em comunidades coletivistas, ocupavam a zona litorânea e mais alguns pontos isolados na Grécia continental. Foi aproximadamente nessa época que teve início, na Grécia, um grande período de invasões, que se prolongaria até 1200 a.C. Os povos invasores – indo-europeus provenientes das planícies euro-asiáticas – chegaram em pequenos grupos, subjugando lentamente os pelasgos.

Os primeiros indo-europeus que invadiram a Grécia foram os aqueus, e ali se estabeleceram entre os anos 2.000 a.C. e 1.700 a.C. Foram eles os fundadores de estátuas gregas Micenas, cidade que foi o berço da civilização creto-micênica.

Entre 1700 a.C. e 1400 a.C., outros povos atingiram a Grécia: os eólios, que ocuparam a Tessália e outras regiões, e os jônios, que se fixaram na Ática, onde posteriormente fundaram a cidade de Atenas.

A partir de 1400 a.C., com a decadência da civilização cretense, Micenas viveu um período de grande desenvolvimento, que terminaria por volta de 1200 a.C., quando se iniciaram as invasões dos dórios. Os dórios – último povo indo-europeu a migrar para a Grécia – eram essencialmente guerreiros.

Ao que parece, foram eles os responsáveis pela destruição da civilização micênica e pelo conseqüente deslocamento de grupos humanos da Grécia continental para diversas ilhas do Egeu e para a costa da Ásia Menor. Esse processo de dispersão é conhecido pelo nome de primeira diáspora.

Após o esplendor da civilização micênica, seguiu-se um período em que as cidades foram saqueadas, a escrita desapareceu e a vida política e econômica enfraqueceu, caracterizando um processo de regressão da Grécia a uma fase primitiva e rural.

Desse período (séculos XII a.C. a VIII a.C.), que foi a base da civilização grega, não se tem registro, exceto os poemas Ilíada e Odisséia atribuídos a Homero, que, tendo vivido no século VI a.C., teria recolhido histórias transmitidas oralmente durante os séculos anteriores. Por essa razão, esse período, posterior à invasão dórica, ficou conhecido como tempos homéricos. Em decorrência, o período anterior a 1200 a.C., caracterizado pela imigração de povos indo-europeus e pela formação da cultura creto-micênica, recebeu a denominação de tempos pré-homéricos.

Fonte: faustomoraesjr.sites.uol.com.br

Civilização Grega

A Grécia antiga desempenhou um papel muito importante na Antigüidade, constituindo uma civilização cuja influência foi profunda na formação da cultura ocidental.

A Grécia antiga abrangia o sul da península Balcânica (Grécia europeia ou continental), as ilhas do mar Egeu (Grécia insular) e o litoral da Ásia menor (Grécia asiática).

Na Grécia continental, o solo é árido e pedregoso, o que tornava difícil a prática da agricultura. O relevo, muito acidentado, dificultava a comunicação entre vários pontos do interior dessa região. No litoral, havia facilidade de comunicação pelo mar. Sendo extremamente recortada, a costa grega apresentava uma série de portos naturais.

Vida econômica

A economia grega teve, no seu início, um caráter nitidamente agrícola e familiar. Cada agregado familiar bastava-se a si mesmo. Enquanto o homem construía a casa, cultivava a terra, fabricava as armas, a mulher tratava da vida interior do lar, cozinhando, lavando, confeccionando as roupas.

O sistema de trocas, forma primitiva da vida econômica, começa, contudo, já a esboçar-se, do que nos dão conta os poemas homéricos em que vemos os pastores trocarem a lã e o leite de seus gados por utensílios e produtos que vão buscar nas povoações vizinhas. É ainda um sistema rudimentar, mas que já anuncia uma mais vasta transformação. Os grandes domínios desaparecem, ou ficam limitados a um pequeno número, e a terra, até aí abandonada ou coberta de florestas, começa a ser racionalmente aproveitada. Em breve o sistema de trocas aperfeiçoa-se, por mostrar-se insuficiente.

Moeda

Com o passar do tempo, os povos evoluíram, e aparece a necessidade de criar um sistema mais aperfeiçoado de troca. Foi o início da criação da moeda.

Nos séculos VII e VIII, o ouro, o cobre e o ferro fazem a sua aparição, como matéria prima utilizáve cunhada, isto é, aquela em que o fabricante garante, pela sua marca e sua efígie, o peso e a qualidade, só posteriormente começa a ser difundida.

A moeda aligeira-se e passa a ser fabricada apenas em ouro e prata, acabando finalmente por se tornar monopólio do estado.

Com a difusão do uso da moeda, criam-se diferentes sistemas monetários, e como conseqüência disso, as minas de ouro e prata da Grécia, são rapidamente esgotadas.

Só Esparta conserva a sua pesada e imprópria moeda de ferro, que se mantém em uso até o começo do século III.

A Escravatura

O escravo grego, adquirido por compra aos povos orientais ou prisioneiro de guerra, embora sendo tratado com humanidade e podendo adquirir um pequeno pecúlio, não possuía teoricamente nenhum direito, não podendo pelo menos de início, libertar-se.

A Religião Grega

A religião grega, cujas origens são múltiplas como as de todas as religiões, apresenta, de início, um caráter acentuadamente totêmico, que se reflete no culto pelas divindade animais. Vestígios do primitivo totem aparecem ainda nos tempos históricos com os deuses de cauda de serpente com os animais que acompanham as divindades antropomórficas, como a coruja de Atenéia e a águia de Zeus. Em Delfos, que tanta influência iria ter, não sobre a vida religiosa, mas sobre a vida política dos gregos, o antigo deus era representado por uma serpente e só mais tarde assumiria a forma de Apolo. A divinização das forças da natureza, que encontram-se em todas as religiões primitivas misturadas com prática de magia de caráter imitativo, também é uma das características da antiga religião grega, e traduz-se no culto da deusa-mãe, próprio de muitos outros povos, em que a terra primitivamente virgem se torna fecunda pela ação das chuvas.

Os gigantes e os titãs antepassados dos homem que nascem desse conúbio mais tarde serão escorraçados por Zeus, - deus de origem indo-ariana - o que nos faz supor que essas formas primitivas do culto correspondem à população autóctone, mais tarde vencida e dominada pelas tribos helênicas.

Os gregos adoravam vários deuses, e os representavam sob a forma humana. Portanto, sua religião era politeísta e antropomórfica. Os deuses habitavam o monte Olimpo.

No monte Olimpo habitavam 15 deuses, são eles:

Zeus - Deus do céu e Senhor do Olimpo;

Héstia - Deusa do lar;

Hades - Deus do mundo subterrâneo (inferno);

Deméter - Deusa da agricultura;

Hera - Deusa do casamento;

Posêidon - Deus dos mares

Ares - Deus da guerra;

Atena - Deusa da inteligência e da sabedoria;

Afrodite - Deusa do amor e da beleza;

Dionísio - Deus do vinho, do prazer e da aventura;

Apolo - Deus do Sol, das artes e da razão;

Artemis - Deusa da Lua, da caça e da fecundidade animal;

Hefestos - Deus do fogo;

Hermes - Deus do comércio e das comunicações.

Asclépio - Deus da medicina.

As três Graças.

As noves Musas.

Eros.

As Horas.

As Morais.

O culto aos deuses era tão desenvolvido entre os gregos, que chegaram a erigir soberbos templos as suas divindades, nos quais realizavam suas orações. Consideravam que os oráculos eram meios utilizados pelos deuses para se comunicarem com eles.

Literatura

Pelo que diz respeito a literatura grega, há a considerar, uma grande obra: os poemas homéricos.

De fato, eles são a obra comum de um povo cuja unidade espiritual, se começa a formar, e será a mais forte, através da história, de todos os povos conhecidos.

E o seu valor não é especificamente literário. Contribuindo para a formação de uma tradição mítica e de uma religião comuns, eles estabeleceram definitivamente a base histórica dessa unidade.

Mas logo a seguir, a literatura começou a individualizar-se e, no século VI, as manifestações literárias de caráter pessoal já se multiplicavam por todo o mundo grego. Esse fenômeno é particularmente evidente na poesia, que ensaia, com felicidade, os seus primeiros vôos líricos e dramáticos.

A arquitetura e a escultura

A arquitetura e a escultura vão se desenvolvendo a par, seja no progresso material, que se traduz pelo enriquecimento das cidades e das populações, seja no progresso espiritual , que se revela nas instituições morais e políticas, na literatura e na filosofia.

É certo que as cidades gregas só virão atingir o seu máximo esplendor material na época helenística e conservarão sempre, no seu conjunto, um aspecto modesto, em nada comparável com a grandiosidade suntuosa das cidades dos antigos impérios. A partir do século VI começam a notar-se grandes progressos, que se evidenciam não só no tamanho das construções como no aperfeiçoamento e multiplicidade das formas arquiteturais.

O aperfeiçoamento da aparelhagem das paredes, a utilização da falsa-esquadria, que permite a adaptação de pedras poligonais, e o uso, em larga escala, de colunas caneladas e mais altas, coroadas por fustes soerguidos de formas mais delicadas e imaginosas, vem a par com o emprego do mármore nas construções, que, a partir do século VI, se generaliza.

O estilo dórico mais simples, mas mais grandioso, combina-se com o jônico, impregnado de influências orientais, com os seus graciosos capitéis cercados por frisos esculpidos, cariátides ou motivos ornamentais como cenas descritivas, ou em que a flor de loto predomina.

A arquitetura grega teve como mérito essencial o ter justificado e encorajado a escultura, dado que o escultor tinha como principal função ornamentar as grandes obras arquiteturais. Estas, mesmo no século V, confinavam-se aos edifícios públicos, especialmente aos templos, vistos que as residências particulares conservam até a época helenística a mesma configuração sóbria e modesta.

Mas até nos templos as inovações não abundam. Os arquitetos gregos, mesmo os maiores, que dirigiram a construção do Partenon, dos Propileus e do Erecteion, e cujos nomes como o de Calícrates, Fílocles, Menesicles e Ictino passaram a posteridade, não conseguiram resolver os problemas técnicos a que os obscuros arquitetos medievais, iriam, entre o século X e o XIV, dar uma tão simples e harmoniosa solução.

A Pintura e a Cerâmica

Da pintura grega, se é certo que chegaram até nos os nomes de Micon, Polignoto e Panaínos, apenas se sabe, diretamente, que servia como decoração interior dos templos, visto que desapareceram todas as suas composições.

Pelo desenho dos vasos pode-se afirmar que ele revela um progresso nítido sobre a pintura dos impérios antigos, embora esse progresso se refira exclusivamente ao desenho e não à cor, que continua a ser basta e empastada.

Da cerâmica conservaram-se magníficos exemplares, alguns assinados por Eufrônio, o mestre ceramista mais notável da antigüidade grega.

A Ciência e a Filosofia

Ciência e filosofia são, de começo, na Grécia, inseparáveis, e a sua cisão só se virá a fazer - e dentro de certa medida - na época helenística, para se efetivar nos tempos modernos, sem que, as ligações entre as duas se rompam inteiramente.

Ciência, no seu sentido mais vasto, significa conhecimento, e assim parece envolver a própria filosofia, que não é mais que uma tentativa permanente desiludida, mais teimosamente persistente, de conhecimento total.

Esparta

Esparta , ou Lacedemônia, localizava-se na península do Peloponeso, na planície da Lacônia. Foi fundada no século IX a.C., as margens do rio Eurotas, após a união de três tribos dóricas.

Esparta tem sido considerada muito justamente o protótipo da cidade aristocrática.

Politicamente, Esparta organizava-se sob uma diarquia, ou seja, uma monarquia composta por dois reis, que tinham funções religiosas e guerreiras. As funções executivas eram exercidas pelo Elforato, composto por cinco membros eleitos anualmente.

Havia também a Gerúsia, composta por 28 membros da aristocracia, com a idade superior a 60 anos, que tinham funções legislativas e controlavam as atividades dos diarcas. Na base das estruturas políticas, encontravam-se a Ápela ou assembléia popular, formada por todos os cidadãos maiores de 30 anos, que tinham a função de votar leis e escolher os gerontes.

O modo de vida espartano, rigidamente regulamentado, visava perpetuar de todas as formas, a estrutura social existente. A educação do cidadão espartano era dirigida intensamente para a obediência à autoridade e para a aptidão física, fundamentais à um estado militarizado. Todas as crianças que possuíssem debilidade física, algum indício de doença ou fraqueza, eram sacrificadas ao nascer. As demais ficavam com suas famílias até os sete anos de idade, e depois os meninos eram entregues ao estado.

Até os 18 anos aprendiam a viver em duras condições, recebiam uma rígida disciplina, depois entravam para o exército, tornando-se hoplitas. Aos 30 anos tornavam-se cidadãos, podendo casar e ter participação política. Somente aos 60 anos eram desmobilizados do exército podendo fazer parte da Gerússia.

Atenas

Atenas situava-se na Ática, apresenta uma paisagem movimentada, onde colinas e montanhas parcelam pequenas planícies.

A ocupação inicial da Ática se fez com os arqueus, seguidos posteriormente por jônios e eólios.

Atenas conservou a monarquia por muito tempo, até que foi substituída pelo arcontado. O arcontado era composto por nove arcontes cujos mandados eram anuais. Foi criado também um conselho - o aerópago - composto por eupátridas, com a função de regular a ação dos arcontes. Estabeleceu-se assim o pleno domínio oligárquico.

No século V, período de seu maior desenvolvimento, essa admirável democracia ateniense representou a maior realização política da antigüidade.

O regime político de Atenas, pela primeira vez, o conceito puro de democracia se estabelece, assenta sobre a igualdade dos cidadãos em face da lei. Aos poucos, os últimos vestígios de privilégio vão desaparecendo, e ficam de fora as mulheres, os estrangeiros e os escravos.

Além de se encarnar nos usos e costumes que o exercício das liberdades e o sentimento de igualdadeorna mais compassivos e humanos, ela se encontra garantida na lei que lhe proíbe que lhes seja dada a morte pelo seu senhor, punindo, severamente, as sevícias e os maus tratos.

Sem ser perfeito, o funcionamento da democracia em Atenas está assegurado pela adequada formação dos seus órgãos políticos.

De fato, tanto quanto é possível, a vontade popular, isto é, a soberania do povo, encontrou nas instituições democráticas de Atenas a forma se exprimir e exercer.

Fonte: geocities.com

Civilização Grega

Há mais ou menos 1.500 anos a.C. desenvolveu-se na Península Balcânica a Civilização Grega a mais importante da Antigüidade e também a mais influente de toda a história. Arquitetos Gregos criaram estilos que são copiados até hoje. Seus pensadores fizeram indagações sobre a natureza que continuam a serem discutidas nos dias atuais. O teatro também nasceu na Grécia, onde as primeiras peças eram representadas em anfiteatros abertos. Foi em Atenas, uma Cidade-Estado, que se fundou a primeira democracia, isto é, o governo do povo - embora houvessem escravos, que por não serem cidadãos não votavam.

A sociedade grega atravessou diversas fases, atingindo seu apogeu entre os anos 600 e 300 a.C., com grande florescimento das artes e da cultura. A Grécia foi unificada por Felipe da Macedônia. Seu filho, Alexandre O Grande, disseminou a cultura grega pelo Oriente Médio e pelo norte da África.

Descrição do país

Na região sudoeste da Europa, formando a extremidade meridional da península balcânica, situa-se a Grécia, país de tanta fama e grandeza nas páginas das grandes civilizações.

O país compreende duas partes: a continental e a insular.

Aquela (conforme se pode observar em qualquer mapa) caracteriza-se pelo número de regiões: a Tessália e o Épiro ao norte; a Etólia próxima a Delfos, a Beócia, junto a Tebas e a Ática triangular em que se situa Atenas. Mais para o sul, no Peloponeso separado do restante do país pelo istmo de Corinto, temos a Élida, a Arcádia, a Lacônia e Messênia. A parte insular compreende centenas de ilhas constantemente citadas na história, na literatura e nas artes (Creta, Milo, Paros, Samos, Lesbos são algumas das que tem maior celebridade).

O clima da Grécia assemelha-se ao dos países mediterrâneos: quente e seco no verão, frio e úmido no inverno.

O nome de Grécia foi desconhecidos por seus antigos habitantes, Estes se chamavam Helenos e ao país denominavam de Hélade. Foram os romanos, os criadores daquele termo derivado de Graea, povoação do Épiro, de onde vieram os primeiros colonos helenos da Itália.

O papel do mar

O mar desempenhou para os gregos uma função de alta importância; dilatou-lhes excepcionalmente o horizonte.

É assim que, navegando de ilha em ilha (era o tempo em que a navegação não ousava perder de vista o horizonte terrestre). os gregos chegaram:

a) pelo mar Egeu ao litoral da Ásia Menor, onde fundaram colônias e dominaram localidades;

b) pelo mar Jônico à Itália Meridional e à Sicília, onde fundaram a Magna Grécia.

O mundo grego compunha-se, portanto, graças ao mar, de três partes: a Grécia propriamente dita, a Grécia da Ásia Menor ( o outro lado do mar Egeu, diziam os gregos) e a Magna Grécia.

A formação do povo

Os próprios gregos ignoravam a sua origem e procuravam explica-la através de lendas maravilhosas (os mitos). Na verdade, porém, a Grécia foi habitada, em tempos, muito distantes, por povos não gregos, de origem mediterrânea a que se dá o nome de pelasgos.

Mais tarde, o país foi invadido por povos arianos - Aqueus e dórios principalmente - os quais acabaram por se mesclar e deram origem aos helenos.

A religião dos gregos

Os gregos tal como os egípcios eram politeístas, isto é, adoravam muitos deuses. Os mais poderoso era Zeus, deus do céu e do fogo. Hera, sua esposa protegia a vida familiar. Seguiam-se entre outros, Apolo, o deus do sol, Ártemis, a deusa da Lua, Hermes, deus dos oradores e comerciantes, Ares, deus da guerra e Atena deusa da sabedoria.

O culto e os heróis

O culto aos deuses comportava entre os gregos o sacrifício de animais e festas. Algumas festas eram particulares a determinadas cidades, enquanto outras eram comuns a toda Grécia. Entre as primeiras, cita-se a procissão de Palas-Atena, realizada em Atenas em honra da deusas que protegia a cidade. Das segundas, cita-se a de Olímpia, onde compareciam gregos de todos os lugares para participar ou assistir os Jogos Olímpicos.

Ademais, os gregos reverenciavam os heróis (homens que haviam realizado feitos extraordinários e que uma vez mortos se aviam transformados em deuses). O mais famoso dos heróis gregos foi Hércules.

Os monumentos Gregos

Os mais belos monumentos arquitetônicos da Grécia antiga constituíam-se de templos dedicados a vários deuses. Cada cidade-estado tinha orgulho de seus templos. Nenhuma, porém, possuiu templos tão grandiosos e tão belos como Atenas. Os templos atenienses agrupavam-se num planalto rochoso, isto é, na acrópole (parte alta da cidade).

O principal era o Partenon, templo dedicado a Palas-Atena. O arquiteto que construiu este templo foi Fídias que era igualmente um grande escultor. Suas obras principais de estatuária consistiram na estátua de Palas-Atena, junto ao Partenon, e na de Zeus, erguida na cidade de Olímpia.

As letras Gregas

Os maiores escritores da Grécia viveram entre o V e o IV séculos. Entre outros citam-se Ésquilo, Sófocles e Euripedes, autores teatrais que se dedicaram a celebração dos episódios mais gloriosos da história do país. Aristófanes escritor de comédias e Demostenes, também famoso orador se integram a citação resumida que aqui faço.

A tais nomes cumpre ainda juntar os de Píndaro (famoso poeta), Heródoto e Túcides (grandes historiadores) e Tales de Mileto, Pitágoras, Sócrates e Platão (grandes pensadores).

Filosofia Grega

A filosofia grega dividi-se em antes e depois de Sócrates. Foram pré-socráticos Tales de Mileto (fim do século VII - início do VI a.C.); Pitágoras (582 - 497 a.C.); Demócrito (460 - 370 a.C.); Heráclito (535 - 475 a.C.); e Parmênides (540 - ? a.C.). No tempo de Sócrates predominava a escola dos sofista que se serviam de reflexão para atingir fins imediatos, ainda que por falso argumentos. O maior dos sofista foi Pitágoras.

Sócrates (470 - 399 a.C.) - Fundou a Filosofia Humanista. Criou a maiêutica ("parto das idéias"), método de reflexão que consiste em multiplicar as perguntas para obter, a partir da indução de casos particulares, um conceito geral do objetivo. Para Sócrates, a virtude era uma ciência que se podia aprender. Uma voz interior, daimon, indicaria o caminho do bem. Irônico, hábil em confundir o interlocutor, cercado de discípulos extravagantes, como Alcebíades, atraiu muitos inimigos. Acusado de renegar os deuses e corromper a juventude, Sócrates foi condenado a beber cicuta (tipo um veneno), o que fez com bravura e serenidade.

Platão (427 - 347 a.C.) - Principal discípulo de Sócrates, fundou a Academia de Atenas. Segundo sua teoria, baseadas nas idéias (formas essenciais), o mundo real transcende o mundo das aparências, o qual nada mais é do que uma derivação das idéias matrizes. Em suas obras políticas, destaca como virtudes essenciais a bravura, a serenidade e a justiça.

Obras importantes: Apologia de Sócrates, Críton, O Banquete, Fédon, Fedro e A República.

Aristóteles (384 - 322 a. C.) - Considerado por muitos como o maior filósofo de todos os tempos. Abarcou todos os conhecimentos de seu tempo - Lógica, Física, Metafísica, Moral, Política, Retórica e Poética. Sua obra foi editada pela primeira vez no séc. I a.C. por Andrônico de Rodes. Partindo de Sócrates e Platão, Aristóteles sistematizou os princípios da Lógica, formando uma ciência que ele chamou de Analítica. Sua Metafísica estuda o "ser enquanto ser"e investiga os "primeiros princípios" e as "causas primeiras do ser". Em sua Teologia, Aristóteles procura demonstrar racionalmente a existência de Deus, o "primeiro motor móvel", o "não-vir-a-ser", o "ato puro".

Fonte: greek.hp.vilabol.uol.com.br

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