Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Civilização Grega  Voltar

Civilização Grega

 

A civilização da Grécia Antiga surgiu à luz da história do mundo no século 8 aC.

Civilização grega clássica é uma civilização da cidade (polis).

A cidade é um pequeno grupo de cidadãos: assim, nunca se diz um decreto "Atenas" ou "Estado ateniense decide ... "Mas" os atenienses decidir ... "" O povo de Atenas decidiu ... ".

Este grupo é muito pequeno (dezenas de milhares, Platão pergunta 5040), para que todos possam conhecer a todos, garantindo assim um corpo extremamente coesa cívica.

O cidadão exerce funções (dever dever, financeira, militar ...) deve estar na cidade. Em troca, ele teve o privilégio de participar no governo do estado, é protegida por lei (um estrangeiro, em geral, não tem o direito, salvo acordo em contrário ea situação especial, assim que se pune assassinato de um estranho qualquer um de uma cidade grega, é só porque é necessário purificar o solo da polis de derramamento de sangue, além disso, o assassinato de um estranho nunca é punida com a mesma sanção o assassinato de um cidadão) e os deuses da cidade (cada cidade tem seus próprios deuses e cultos reservados para os cidadãos).

Civilização Grega
Modelo da Ágora de Atenas

Os cidadãos estão agrupados em torno de um centro urbano: a cidade ou asty, que serve como um centro e fortaleza na econômica, política, intelectual, religiosa, ...

Este centro urbano é considerado essencial (gregos, em áreas remotas, não têm são semi-bárbaros), e da linguagem em si, quer polido pela cidade ou localidade.

O território está localizado ao redor da cidade e, com exceção tão rara (Sparta ou algum tipo de cidades coloniais) é preenchida, também, os cidadãos que vivem em aldeias chamadas Khora.

Não há nenhuma diferença entre os direitos e deveres dos cidadãos, vivam eles na cidade ou no país plano (é óbvio, no entanto, é mais difícil para um homem que vive um dia de caminhada a cidade para participar da vida pública para quem vive na ágora): Esta terra plana é essencial para a vida da cidade, como este é onde fica suas riquezas lá nenhuma cidade que não tem Khora.

BIBLIOGRAFIA

Dicionários e enciclopédias Larousse todos os tipos e idades.
Enciclopédia Universalis.
Dicionário de Rachet grego civilização Guy. Larousse edições.
Grécia clássica Anne-Marie Buttin. Edições de Letras.
A civilização da Grécia antiga Maurice Croiset. Edições Payot.

Fonte: mythologica.fr

Civilização Grega

A Grécia antiga desempenhou um papel muito importante na Antigüidade, constituindo uma civilização cuja influência foi profunda na formação da cultura ocidental.

A Grécia antiga abrangia o sul da península Balcânica (Grécia europeia ou continental), as ilhas do mar Egeu (Grécia insular) e o litoral da Ásia menor (Grécia asiática).

Na Grécia continental, o solo é árido e pedregoso, o que tornava difícil a prática da agricultura. O relevo, muito acidentado, dificultava a comunicação entre vários pontos do interior dessa região. No litoral, havia facilidade de comunicação pelo mar. Sendo extremamente recortada, a costa grega apresentava uma série de portos naturais.

Vida econômica

A economia grega teve, no seu início, um caráter nitidamente agrícola e familiar. Cada agregado familiar bastava-se a si mesmo. Enquanto o homem construía a casa, cultivava a terra, fabricava as armas, a mulher tratava da vida interior do lar, cozinhando, lavando, confeccionando as roupas.

O sistema de trocas, forma primitiva da vida econômica, começa, contudo, já a esboçar-se, do que nos dão conta os poemas homéricos em que vemos os pastores trocarem a lã e o leite de seus gados por utensílios e produtos que vão buscar nas povoações vizinhas. É ainda um sistema rudimentar, mas que já anuncia uma mais vasta transformação. Os grandes domínios desaparecem, ou ficam limitados a um pequeno número, e a terra, até aí abandonada ou coberta de florestas, começa a ser racionalmente aproveitada. Em breve o sistema de trocas aperfeiçoa-se, por mostrar-se insuficiente.

Moeda

Com o passar do tempo, os povos evoluíram, e aparece a necessidade de criar um sistema mais aperfeiçoado de troca. Foi o início da criação da moeda.

Nos séculos VII e VIII, o ouro, o cobre e o ferro fazem a sua aparição, como matéria prima utilizáve cunhada, isto é, aquela em que o fabricante garante, pela sua marca e sua efígie, o peso e a qualidade, só posteriormente começa a ser difundida.

A moeda aligeira-se e passa a ser fabricada apenas em ouro e prata, acabando finalmente por se tornar monopólio do estado.

Com a difusão do uso da moeda, criam-se diferentes sistemas monetários, e como conseqüência disso, as minas de ouro e prata da Grécia, são rapidamente esgotadas.

Só Esparta conserva a sua pesada e imprópria moeda de ferro, que se mantém em uso até o começo do século III.

A Escravatura

O escravo grego, adquirido por compra aos povos orientais ou prisioneiro de guerra, embora sendo tratado com humanidade e podendo adquirir um pequeno pecúlio, não possuía teoricamente nenhum direito, não podendo pelo menos de início, libertar-se.

A Religião Grega

A religião grega, cujas origens são múltiplas como as de todas as religiões, apresenta, de início, um caráter acentuadamente totêmico, que se reflete no culto pelas divindade animais. Vestígios do primitivo totem aparecem ainda nos tempos históricos com os deuses de cauda de serpente com os animais que acompanham as divindades antropomórficas, como a coruja de Atenéia e a águia de Zeus. Em Delfos, que tanta influência iria ter, não sobre a vida religiosa, mas sobre a vida política dos gregos, o antigo deus era representado por uma serpente e só mais tarde assumiria a forma de Apolo. A divinização das forças da natureza, que encontram-se em todas as religiões primitivas misturadas com prática de magia de caráter imitativo, também é uma das características da antiga religião grega, e traduz-se no culto da deusa-mãe, próprio de muitos outros povos, em que a terra primitivamente virgem se torna fecunda pela ação das chuvas.

Os gigantes e os titãs antepassados dos homem que nascem desse conúbio mais tarde serão escorraçados por Zeus, - deus de origem indo-ariana - o que nos faz supor que essas formas primitivas do culto correspondem à população autóctone, mais tarde vencida e dominada pelas tribos helênicas.

Os gregos adoravam vários deuses, e os representavam sob a forma humana. Portanto, sua religião era politeísta e antropomórfica. Os deuses habitavam o monte Olimpo.

No monte Olimpo habitavam 15 deuses, são eles:

Zeus - Deus do céu e Senhor do Olimpo;
Héstia -
Deusa do lar;
Hades -
Deus do mundo subterrâneo (inferno);
Deméter -
Deusa da agricultura;
Hera -
Deusa do casamento;
Posêidon -
Deus dos mares
Ares -
Deus da guerra;
Atena -
Deusa da inteligência e da sabedoria;
Afrodite -
Deusa do amor e da beleza;
Dionísio -
Deus do vinho, do prazer e da aventura;
Apolo -
Deus do Sol, das artes e da razão;
Artemis -
Deusa da Lua, da caça e da fecundidade animal;
Hefestos -
Deus do fogo;
Hermes -
Deus do comércio e das comunicações.
Asclépio -
Deus da medicina.
As três Graças.
As noves Musas.
Eros.
As Horas.
As Morais.

O culto aos deuses era tão desenvolvido entre os gregos, que chegaram a erigir soberbos templos as suas divindades, nos quais realizavam suas orações.

Consideravam que os oráculos eram meios utilizados pelos deuses para se comunicarem com eles.

Literatura

Pelo que diz respeito a literatura grega, há a considerar, uma grande obra: os poemas homéricos.

De fato, eles são a obra comum de um povo cuja unidade espiritual, se começa a formar, e será a mais forte, através da história, de todos os povos conhecidos.

E o seu valor não é especificamente literário. Contribuindo para a formação de uma tradição mítica e de uma religião comuns, eles estabeleceram definitivamente a base histórica dessa unidade.

Mas logo a seguir, a literatura começou a individualizar-se e, no século VI, as manifestações literárias de caráter pessoal já se multiplicavam por todo o mundo grego. Esse fenômeno é particularmente evidente na poesia, que ensaia, com felicidade, os seus primeiros vôos líricos e dramáticos.

A arquitetura e a escultura

A arquitetura e a escultura vão se desenvolvendo a par, seja no progresso material, que se traduz pelo enriquecimento das cidades e das populações, seja no progresso espiritual , que se revela nas instituições morais e políticas, na literatura e na filosofia.

É certo que as cidades gregas só virão atingir o seu máximo esplendor material na época helenística e conservarão sempre, no seu conjunto, um aspecto modesto, em nada comparável com a grandiosidade suntuosa das cidades dos antigos impérios. A partir do século VI começam a notar-se grandes progressos, que se evidenciam não só no tamanho das construções como no aperfeiçoamento e multiplicidade das formas arquiteturais.

O aperfeiçoamento da aparelhagem das paredes, a utilização da falsa-esquadria, que permite a adaptação de pedras poligonais, e o uso, em larga escala, de colunas caneladas e mais altas, coroadas por fustes soerguidos de formas mais delicadas e imaginosas, vem a par com o emprego do mármore nas construções, que, a partir do século VI, se generaliza.

O estilo dórico mais simples, mas mais grandioso, combina-se com o jônico, impregnado de influências orientais, com os seus graciosos capitéis cercados por frisos esculpidos, cariátides ou motivos ornamentais como cenas descritivas, ou em que a flor de loto predomina.

A arquitetura grega teve como mérito essencial o ter justificado e encorajado a escultura, dado que o escultor tinha como principal função ornamentar as grandes obras arquiteturais. Estas, mesmo no século V, confinavam-se aos edifícios públicos, especialmente aos templos, vistos que as residências particulares conservam até a época helenística a mesma configuração sóbria e modesta.

Mas até nos templos as inovações não abundam. Os arquitetos gregos, mesmo os maiores, que dirigiram a construção do Partenon, dos Propileus e do Erecteion, e cujos nomes como o de Calícrates, Fílocles, Menesicles e Ictino passaram a posteridade, não conseguiram resolver os problemas técnicos a que os obscuros arquitetos medievais, iriam, entre o século X e o XIV, dar uma tão simples e harmoniosa solução.

A Pintura e a Cerâmica

Da pintura grega, se é certo que chegaram até nos os nomes de Micon, Polignoto e Panaínos, apenas se sabe, diretamente, que servia como decoração interior dos templos, visto que desapareceram todas as suas composições.

Pelo desenho dos vasos pode-se afirmar que ele revela um progresso nítido sobre a pintura dos impérios antigos, embora esse progresso se refira exclusivamente ao desenho e não à cor, que continua a ser basta e empastada.

Da cerâmica conservaram-se magníficos exemplares, alguns assinados por Eufrônio, o mestre ceramista mais notável da antigüidade grega.

A Ciência e a Filosofia

Ciência e filosofia são, de começo, na Grécia, inseparáveis, e a sua cisão só se virá a fazer - e dentro de certa medida - na época helenística, para se efetivar nos tempos modernos, sem que, as ligações entre as duas se rompam inteiramente.

Ciência, no seu sentido mais vasto, significa conhecimento, e assim parece envolver a própria filosofia, que não é mais que uma tentativa permanente desiludida, mais teimosamente persistente, de conhecimento total.

Esparta

Esparta , ou Lacedemônia, localizava-se na península do Peloponeso, na planície da Lacônia. Foi fundada no século IX a.C., as margens do rio Eurotas, após a união de três tribos dóricas.

Esparta tem sido considerada muito justamente o protótipo da cidade aristocrática.

Politicamente, Esparta organizava-se sob uma diarquia, ou seja, uma monarquia composta por dois reis, que tinham funções religiosas e guerreiras. As funções executivas eram exercidas pelo Elforato, composto por cinco membros eleitos anualmente.

Havia também a Gerúsia, composta por 28 membros da aristocracia, com a idade superior a 60 anos, que tinham funções legislativas e controlavam as atividades dos diarcas. Na base das estruturas políticas, encontravam-se a Ápela ou assembléia popular, formada por todos os cidadãos maiores de 30 anos, que tinham a função de votar leis e escolher os gerontes.

O modo de vida espartano, rigidamente regulamentado, visava perpetuar de todas as formas, a estrutura social existente. A educação do cidadão espartano era dirigida intensamente para a obediência à autoridade e para a aptidão física, fundamentais à um estado militarizado. Todas as crianças que possuíssem debilidade física, algum indício de doença ou fraqueza, eram sacrificadas ao nascer. As demais ficavam com suas famílias até os sete anos de idade, e depois os meninos eram entregues ao estado.

Até os 18 anos aprendiam a viver em duras condições, recebiam uma rígida disciplina, depois entravam para o exército, tornando-se hoplitas. Aos 30 anos tornavam-se cidadãos, podendo casar e ter participação política. Somente aos 60 anos eram desmobilizados do exército podendo fazer parte da Gerússia.

Atenas

Atenas situava-se na Ática, apresenta uma paisagem movimentada, onde colinas e montanhas parcelam pequenas planícies.

A ocupação inicial da Ática se fez com os arqueus, seguidos posteriormente por jônios e eólios.

Atenas conservou a monarquia por muito tempo, até que foi substituída pelo arcontado. O arcontado era composto por nove arcontes cujos mandados eram anuais. Foi criado também um conselho - o aerópago - composto por eupátridas, com a função de regular a ação dos arcontes. Estabeleceu-se assim o pleno domínio oligárquico.

No século V, período de seu maior desenvolvimento, essa admirável democracia ateniense representou a maior realização política da antigüidade.

O regime político de Atenas, pela primeira vez, o conceito puro de democracia se estabelece, assenta sobre a igualdade dos cidadãos em face da lei. Aos poucos, os últimos vestígios de privilégio vão desaparecendo, e ficam de fora as mulheres, os estrangeiros e os escravos.

Além de se encarnar nos usos e costumes que o exercício das liberdades e o sentimento de igualdadeorna mais compassivos e humanos, ela se encontra garantida na lei que lhe proíbe que lhes seja dada a morte pelo seu senhor, punindo, severamente, as sevícias e os maus tratos.

Sem ser perfeito, o funcionamento da democracia em Atenas está assegurado pela adequada formação dos seus órgãos políticos.

De fato, tanto quanto é possível, a vontade popular, isto é, a soberania do povo, encontrou nas instituições democráticas de Atenas a forma se exprimir e exercer.

Fonte: geocities.com

Civilização Grega

Há mais ou menos 1.500 anos a.C. desenvolveu-se na Península Balcânica a Civilização Grega a mais importante da Antigüidade e também a mais influente de toda a história. Arquitetos Gregos criaram estilos que são copiados até hoje.

Seus pensadores fizeram indagações sobre a natureza que continuam a serem discutidas nos dias atuais. O teatro também nasceu na Grécia, onde as primeiras peças eram representadas em anfiteatros abertos. Foi em Atenas, uma Cidade-Estado, que se fundou a primeira democracia, isto é, o governo do povo - embora houvessem escravos, que por não serem cidadãos não votavam.

A sociedade grega atravessou diversas fases, atingindo seu apogeu entre os anos 600 e 300 a.C., com grande florescimento das artes e da cultura. A Grécia foi unificada por Felipe da Macedônia. Seu filho, Alexandre O Grande, disseminou a cultura grega pelo Oriente Médio e pelo norte da África.

Descrição do país

Na região sudoeste da Europa, formando a extremidade meridional da península balcânica, situa-se a Grécia, país de tanta fama e grandeza nas páginas das grandes civilizações.

O país compreende duas partes: a continental e a insular.

Aquela (conforme se pode observar em qualquer mapa) caracteriza-se pelo número de regiões: a Tessália e o Épiro ao norte; a Etólia próxima a Delfos, a Beócia, junto a Tebas e a Ática triangular em que se situa Atenas. Mais para o sul, no Peloponeso separado do restante do país pelo istmo de Corinto, temos a Élida, a Arcádia, a Lacônia e Messênia. A parte insular compreende centenas de ilhas constantemente citadas na história, na literatura e nas artes (Creta, Milo, Paros, Samos, Lesbos são algumas das que tem maior celebridade).

O clima da Grécia assemelha-se ao dos países mediterrâneos: quente e seco no verão, frio e úmido no inverno.

O nome de Grécia foi desconhecidos por seus antigos habitantes, Estes se chamavam Helenos e ao país denominavam de Hélade. Foram os romanos, os criadores daquele termo derivado de Graea, povoação do Épiro, de onde vieram os primeiros colonos helenos da Itália.

O papel do mar

O mar desempenhou para os gregos uma função de alta importância; dilatou-lhes excepcionalmente o horizonte.

É assim que, navegando de ilha em ilha (era o tempo em que a navegação não ousava perder de vista o horizonte terrestre). os gregos chegaram:

a) pelo mar Egeu ao litoral da Ásia Menor, onde fundaram colônias e dominaram localidades;
b)
pelo mar Jônico à Itália Meridional e à Sicília, onde fundaram a Magna Grécia.

O mundo grego compunha-se, portanto, graças ao mar, de três partes: a Grécia propriamente dita, a Grécia da Ásia Menor ( o outro lado do mar Egeu, diziam os gregos) e a Magna Grécia.

A formação do povo

Os próprios gregos ignoravam a sua origem e procuravam explica-la através de lendas maravilhosas (os mitos). Na verdade, porém, a Grécia foi habitada, em tempos, muito distantes, por povos não gregos, de origem mediterrânea a que se dá o nome de pelasgos.

Mais tarde, o país foi invadido por povos arianos - Aqueus e dórios principalmente - os quais acabaram por se mesclar e deram origem aos helenos.

A religião dos gregos

Os gregos tal como os egípcios eram politeístas, isto é, adoravam muitos deuses. Os mais poderoso era Zeus, deus do céu e do fogo. Hera, sua esposa protegia a vida familiar. Seguiam-se entre outros, Apolo, o deus do sol, Ártemis, a deusa da Lua, Hermes, deus dos oradores e comerciantes, Ares, deus da guerra e Atena deusa da sabedoria.

O culto e os heróis

O culto aos deuses comportava entre os gregos o sacrifício de animais e festas. Algumas festas eram particulares a determinadas cidades, enquanto outras eram comuns a toda Grécia. Entre as primeiras, cita-se a procissão de Palas-Atena, realizada em Atenas em honra da deusas que protegia a cidade. Das segundas, cita-se a de Olímpia, onde compareciam gregos de todos os lugares para participar ou assistir os Jogos Olímpicos.

Ademais, os gregos reverenciavam os heróis (homens que haviam realizado feitos extraordinários e que uma vez mortos se aviam transformados em deuses). O mais famoso dos heróis gregos foi Hércules.

Os monumentos Gregos

Os mais belos monumentos arquitetônicos da Grécia antiga constituíam-se de templos dedicados a vários deuses. Cada cidade-estado tinha orgulho de seus templos. Nenhuma, porém, possuiu templos tão grandiosos e tão belos como Atenas. Os templos atenienses agrupavam-se num planalto rochoso, isto é, na acrópole (parte alta da cidade).

O principal era o Partenon, templo dedicado a Palas-Atena. O arquiteto que construiu este templo foi Fídias que era igualmente um grande escultor. Suas obras principais de estatuária consistiram na estátua de Palas-Atena, junto ao Partenon, e na de Zeus, erguida na cidade de Olímpia.

As letras Gregas

Os maiores escritores da Grécia viveram entre o V e o IV séculos. Entre outros citam-se Ésquilo, Sófocles e Euripedes, autores teatrais que se dedicaram a celebração dos episódios mais gloriosos da história do país. Aristófanes escritor de comédias e Demostenes, também famoso orador se integram a citação resumida que aqui faço.

A tais nomes cumpre ainda juntar os de Píndaro (famoso poeta), Heródoto e Túcides (grandes historiadores) e Tales de Mileto, Pitágoras, Sócrates e Platão (grandes pensadores).

Filosofia Grega

A filosofia grega dividi-se em antes e depois de Sócrates. Foram pré-socráticos Tales de Mileto (fim do século VII - início do VI a.C.); Pitágoras (582 - 497 a.C.); Demócrito (460 - 370 a.C.); Heráclito (535 - 475 a.C.); e Parmênides (540 - ? a.C.). No tempo de Sócrates predominava a escola dos sofista que se serviam de reflexão para atingir fins imediatos, ainda que por falso argumentos. O maior dos sofista foi Pitágoras.

Sócrates (470 - 399 a.C.) - Fundou a Filosofia Humanista. Criou a maiêutica ("parto das idéias"), método de reflexão que consiste em multiplicar as perguntas para obter, a partir da indução de casos particulares, um conceito geral do objetivo. Para Sócrates, a virtude era uma ciência que se podia aprender. Uma voz interior, daimon, indicaria o caminho do bem. Irônico, hábil em confundir o interlocutor, cercado de discípulos extravagantes, como Alcebíades, atraiu muitos inimigos. Acusado de renegar os deuses e corromper a juventude, Sócrates foi condenado a beber cicuta (tipo um veneno), o que fez com bravura e serenidade.

Platão (427 - 347 a.C.) - Principal discípulo de Sócrates, fundou a Academia de Atenas. Segundo sua teoria, baseadas nas idéias (formas essenciais), o mundo real transcende o mundo das aparências, o qual nada mais é do que uma derivação das idéias matrizes. Em suas obras políticas, destaca como virtudes essenciais a bravura, a serenidade e a justiça.

Obras importantes: Apologia de Sócrates, Críton, O Banquete, Fédon, Fedro e A República.

Aristóteles (384 - 322 a. C.) - Considerado por muitos como o maior filósofo de todos os tempos. Abarcou todos os conhecimentos de seu tempo - Lógica, Física, Metafísica, Moral, Política, Retórica e Poética. Sua obra foi editada pela primeira vez no séc. I a.C. por Andrônico de Rodes. Partindo de Sócrates e Platão, Aristóteles sistematizou os princípios da Lógica, formando uma ciência que ele chamou de Analítica. Sua Metafísica estuda o "ser enquanto ser"e investiga os "primeiros princípios" e as "causas primeiras do ser". Em sua Teologia, Aristóteles procura demonstrar racionalmente a existência de Deus, o "primeiro motor móvel", o "não-vir-a-ser", o "ato puro".

Fonte: greek.hp.vilabol.uol.com.br

Civilização Grega

Origem da Civilização Grega

Introdução

No sul da Europa, em uma região de relevo e de litoral cheio de ilhas, desenvolvem-se a grande civilização grega.

Uma civilização que nos deixou um vasto legado cultural, nos mais variados campos.

Foi dos gregos que herdamos, por exemplo, os conceitos de cidadania e democracia.

Neste trabalho falaremos sobre a sociedade grega, sua economia, cultura e religião.

A Grécia situa-se na península Balcânica, no sul da Europa. É banhada pelos mares mediterrâneo, ao sul, Egeu, a leste, e Jânio, a oeste.

Na antigüidade, tinha como limite ao norte uma região denominada Macedônia.

As três Grécia

O território da Grécia antiga pode ser dividido em três grandes partes:

I. Grécia Continental à região ao norte do golfo de Corinto, localizada no interior do continente europeu.
II. Grécia peninsular
à região ao sul do golfo de Corinto, a península do Peloponeso.
III. Grécia insular
à região formada pelas diversas ilhas do mar Egeu e do mar Jânio, destacando-se entre elas a ilha de Creta, a maior de todas.

Sociedade:

A sociedade cretense era predominantemente urbana.

As ruínas encontradas revelam cidades bem planejas, com ruas, calçadas, sarjetas, lojas de comércio e casas luxuosas. Desta cavamse, entre elas, Cnossos, Faistos, Mália e Tilisso.

A maior parte da população das cidades dedicava-se ao comércio marítimo ou as oficinas artesanais, vivendo modestamente e trabalhando para sustentar o luxo das classes altas.

Parece, no entanto, que em Creta a vida das pessoas comuns era melhor que a de outras comunidades da antigüidade.

Vários aspectos demonstram isso:

I. A economia cretense, baseada no artesanato e no comércio, proporcionava grande número de ocupações e mais chance de escolha de trabalho.
II.
Em Creta existem poucos escravos, e eles eram geralmente estrangeiros. A escravidão não foi muito importante para a ida econômica cretense.
III.
A liberdade social das mulheres cretense, liberdade não encontrada em outras regiões do mundo antigo, onde as mulheres eram semi-escravos dos homens. As obras de artes de Creta mostra mulheres passeando pelas ruas, praticando jogo e doenças, ocupando lugar de destaque nos teatros e nos circo. Eles participavam ao lado dos homens, de esportes como touradas ou lutas. Havia ainda as sacerdotisas, mais importantes do que os sacerdotes, que desempenhavam o papel principal nas cerimônias religiosas.

Economia: (primeiro império comercial marítimo)

Os cretenses tinham uma economia rica e variada. Praticavam a agricultura, criavam animais e produziam delicadas peças em cerâmica ou metal (cobre, bronze, ouro e prata) nas inúmeras oficinas artesanais.

Mas foi no comércio marítimo que os cretense mais se destacaram. Através dele, toda produção artesanal era vendida em diversas regiões do mundo antigo, como Egito e Mesopotâmia.

Creta dominou o comércio nos mares Egeu e Mediterrâneo, criando o primeiro império comercial marítima do qual temos conhecimentos (aproximadamente dois mil anos antes do Fenícios). A esse império dá-se o nome de talassocracia, palavra composta dos termos gregos talassos, que significa mar, e cracia, que significa poder.

Cultura e mentalidade: originalidade

Devido à sua localização, a ilha de Creta funcionava como ponto de encontro entre a Europa e o Oriente Médio. Por isso o povo cretense desempenhou importante papel na assimilação de elementos culturais a antigüidade oriental. Esses elementos depois de transformados e desenvolvidos, foram transmitidos em grande parte para a cultura grega.

Religião: os cretenses tinham uma religião matriarcal, isto é, adoravam uma deusa e não um deus.

A principal divindade era a deusa mãe, considerada a criadora de todos os seres vivos. Além de deusa mãe também cultuavam animais como o touro e o minotauro (animal mitológico), certas árvores sagradas e objetos, como a cruz.

Nos cultos religiosos, matavam-se diversos animais em sacrifício oferecido aos deuses.

Os cretenses acreditavam numa vida depois da morte e, por isso, enterravam os mortes com objetos pessoais e alimentos, antigos considerados necessários, para o bem estar da pessoa na outra vida.

Fonte: www.fileden.com

Civilização Grega

Os gregos (ou helenos) viveram na extremidade meridional da península balcânica e sua cultura se desenvolveu a partir da mistura das diversas populações que lá se estabeleceram nos últimos 8000 anos, no entanto, as mais antigas características culturais que se pode chamar de "gregas"apareceram somente depois de 2000 a.C.

A Grécia Antiga abrangia os povos que habitavam a bacia do mar Egeu e as ilhas ao redor, e durou desde o surgimento da civilização minoana, na Idade do Bronze, até a sua tomada pelos romanos, em 146 a.C.

A partir de 500 a.C. a cultura grega influenciou de tal forma o mundo mediterrâneo que, sem exagero, acabou por constituir um dos mais sólidos fundamentos de toda a Civilização Ocidental.

As primeiras populações que falavam grego ocuparam, por volta de 2000 a.C., várias regiões da península balcânica, território de topografia irregular localizado no sudeste da Europa. Posteriormente, em sucessivas fases de expansão marítima, os gregos se estabeleceram em outros locais, notadamente nas ilhas do Egeu e nas margens do Mar Mediterrâneo e do Mar Negro.

Na Antigüidade, as mais importantes comunidades gregas se concentravam na própria península balcânica, nas ilhas do Mar Egeu, na costa ocidental da península anatólica (Ásia Menor), no sul da península italiana e nas grandes ilhas da Sicília, a oeste, e de Creta, ao sul.

Os gregos antigos constituíram a primeira civilização duradoura da Europa, que foi a base da cultura ocidental de tempos posteriores. Deram importantes contribuições nos campos das artes, literatura, filosofia e ciência, apesar de nunca terem conseguido a unificação política.Enfim, as mais vastas experiências sociais ocorreram na Grécia, berço de filósofos, sábios e literatos famosos.

Como Surgiram

A cerca de 2600 a.C., povos da Anatólia, que sabiam trabalhar o ferro e aperfeiçoaram a navegação e a agricultura, invadiram o território grego. A partir de 2000 a.C., a região foi novamente invadida, desta vez por povos indo-europeus (aqueus, eólios, dórios e jônios), que destruíram a civilização existente, absorvendo seus hábitos e cultura.

Primeiro os aqueus invadiram (2000 a.C.). destruíram o Império de Creta, assimilaram sua cultura e estabeleceram seu reino no Peloponeso, construíram as cidades de Micenas Tirino.

Depois vieram os eólios que se fixaram em Tessália, Etólia e parte do Peloponeso. A cidade mais importante criada por esse povo foi Tebas.

Mais tarde vieram os dórios, que atravessaram o istmo de Corinto, conquistaram, obrigando os aqueus a procurarem refugio na Ásia Menor. Posteriormente conquistaram a cidade de Esparta que mais tarde se distinguiria como potencia militar.

Os jônios, que vieram junto com os dórios, estabeleceram-se na região da Ática, fundaram Atenas, criando uma forte civilização que iria influir fortemente nos destinos dos homens.

Gradativamente, o povo grego começou a absorver a língua e a religião dóricas, e tornou-se comum a todos os povos da região cultuar um conjunto de deuses antropomórficos,(que pela forma se assemelhavam aos homens), chamados Olímpicos, pois habitavam o topo do monte Olimpo. Em homenagem a esses deuses, eram realizados festivais e competições atléticas, dentre as quais as mais famosas foram os Jogos Olímpicos, em homenagem a Zeus e a Hera, que se iniciaram no ano 776 a.C. Esta foi a primeira data registrada na história da Grécia Antiga, e o calendário grego foi feito a partir dela.

Período Arcaico séc. VIII a.C. a VI a.C.

Durante esse período, o território grego se expandiu de maneira surpreendente, principalmente devido ao aumento desenfreado da população das cidades-estados já existentes e do surgimento da propriedade privada o que estimulou muitas pessoas a migrarem em buscas de novas terras. Das mais de cem cidades-estados gregas, várias se mantiveram oligárquicas, e muitas outras desfrutaram de uma democracia.

Na história Grega este período foi o mais longo e é dividido em três partes.

A primeira fase se tem notícia através dos poemas de Homero, a Ilíada e a Odisséia. É conhecida como Tempos Heróicos ou Tempos Homéricos. Foi a fase anterior a ao século VIII a.C.

A segunda fase é mais conhecida, começou a partir deste século. Nela se deram as grandes invasões gregas e foram criadas colônias na Ásia Menor e na Magna Grécia (sul da Itália e a Sicília). Esparta, Atenas, Corinto e outras cidades tiveram seu maior desenvolvimento.

Numa terceira fase que teve início no século VI a.C., a Pérsia conquista as colônias gregas da Ásia menor, originando vários conflitos entre esses dois povos (guerras médicas do século V a.C.). Nesta fase, Esparta torna-se poderosa e Atenas cria suas obras artísticas e literárias.

Também neste período, surgiu a cunhagem de moedas, aprendida pelos jônios com o povo lídio, um de seus vizinhos. Surgiram na mesma época a literatura, a filosofia e o alfabeto gregos, também frutos de cidades jônicas.

Período Clássico 480 a 323 a.C.

Este período foi divididos em duas partes.

A primeira fase, durante os séculos V e IV a.C., foi marcada pelos seguintes acontecimentos:

Rivalidade entre as cidades gregas, levando-as a guerra, enfraquecendo-as;
Dario I, rei dos persas e depois Xerxes, contando com o enfraquecimento das cidades, tenta dominar a Grécia;
Os persas foram vencidos pelos gregos, nas batalhas de Maratona, Salamina e Platéia;
Esparta, invejando o progresso de Atenas, depois das guerras medicas, aliada com outras cidades gregas, vence sua rival (431 a 404 a.C.);
Em 338 a.C. Filipe da Macedônia invade a Grécia.

Durante essa fase, mesmo com tantas guerras, os gregos conseguiram realizar suas mais importantes obras de arte e literárias.

A segunda fase, século III a II a.C., deu-se então:

A conquista dos persas, por Alexandre da Macedônia, que fundou um novo e grande império, incluindo o da Índia, o Egito, e a Grécia;
Um maior contato dos gregos com outros povos transformou a sua cultura;
O domínio do Império Alexandrino pelos soldados de Roma, no século II a.C., ficando a Grécia submissa aos romanos.

Além do estabelecimento de um dos mais duradouros padrões de beleza artística, os atenienses nos deram a tragédia, a comédia, a filosofia de Sócrates, a historiografia de Heródoto e Tucídides e um sistema político original, a democracia (literalmente, "o poder do povo"), talvez a maior de todas as contribuições.

A autoridade era exercida somente pelos nobres. Posteriormente o rei (nobre) foi substituído por um chefe que, em Atenas, recebeu o nome de Arconde.

O povo reagia contra a nobreza e alguns indivíduos tomavam o poder: os Tiranos (pessoas que tomavam o poder de forma irregular). Como o povo queria continuar mandando, substituíam os tiranos por Magistrados.

Essa organização não era a mesma em todas as cidades.

Período Helenístico 323 a 30 a.C.

Os povos Macedônicos (Felipe II e Alexandre) conquistaram o povo grego e misturaram sua cultura com a cultura dos povos do Oriente, sendo que Alexandre, amante da cultura grega, queria formar um Império Universal onde a cultura grega fosse o ponto unificador dos povos conquistados, formando assim uma nova cultura, o Helenismo.

Do ponto de vista político o continente grego afastou-se do centro dos acontecimentos. Com o estabelecimento do Império Romano em 27 a.C., a Macedônia e os territórios da Grécia Continental tornaram-se simples províncias romanas.

As antigas póleis, agora meros centros municipais, beneficiaram-se da Pax Romana e cessaram suas eternas disputas armadas. Os jogos continuaram sendo disputados e os festivais celebrados; muitas instituições políticas tradicionais conservaram os nomes e a influência local. Atenas manteve o status de cidade universitária.

A cultura grega foi adotada pela elite romana e a cidade de Roma se tornou o mais novo e mais importante centro de cultura helênica. Na cidade, a medicina e o ensino da filosofia e da retórica, tão prezada pelos romanos, estava na mão de gregos (às vezes simples escravos); escultores de origem grega trabalhavam para patronos romanos; e os intelectuais romanos liam, falavam e escreviam fluentemente em grego.

Mas o Império Romano, no fim do século III, começou a se desagregar. em 395 d.C. os bárbaros visigodos conseguiram saquear Atenas, Corinto e outras importantes cidades gregas. Nesse mesmo ano, o imperador Teodósio I dividiu formalmente o Império em dois, e a Grécia foi incorporada ao Império do Oriente. A sede era a cidade de Constantinopla, fundada em 330 d.C. pelo imperador Constantino ao lado da antiga cidade grega de Bizâncio.

No Ocidente, a península italiana e as províncias romanas caíram gradualmente nas mãos dos bárbaros. No Oriente, a cultura grega sobreviveria ainda durante muitos séculos (até 1453 d.C.); sua influência seria explícita a partir de 610 a 641 d.C., quando o grego se tornou a língua oficial do Império Bizantino, embora a oposição dos cristãos, agora dominantes, contra qualquer forma de paganismo.

A Igreja Cristã absorveu muitas coisas da antiga cultura grega; apesar disso, fez muita pressão para acabar com o paganismo. O ano de 529 d.C. marcou, o fim do vigor criativo da antiga cultura grega.

Cidades-Estado

As Cidades-Estados eram cidades que progrediam e ficavam mais independentes.

As principais cidades-estados foram:

Esparta e Corinto, no Peloponeso;
Atenas, na Ática;
Tebas, na Beócia;
Delfos, no Monte Parnaso;
Mileto, Esmira e Éfeso, na Ásia Menor.

Durante o século V a.C. o poder político se polarizou entre atenienses e espartanos. Atenas agregou diversas póleis a uma poderosa aliança política e econômica conhecida por Liga de Delos; os espartanos, por sua vez, organizaram a igualmente poderosa Liga do Peloponeso.

Esparta

Esparta era a capital da Lacônia e se distinguiu pelo seu espírito guerreiro. Foi conquistada pelos aqueus, mas progrediu mesmo com a chegada dos dórios.

Sua organização social era dividida em três classes:

Espartanos: formada pelos descendentes dos dórios, era a classe dominante;
Periecos:
formada por camponeses que apoiaram a dominação dórica, tinham alguns privilégios, mas não podiam ocupar cargos políticos por serem considerados como estrangeiros.
Ilotas:
eram os escravos por no passado terem se revoltado contra os dórios, não podiam se afastar das terras em que produziam.

Organização em Esparta

Esparta era governada por dois reis, em caso de guerra um ia para o combate enquanto o outro ficava na cidade.

Mas os monarcas eram limitados por órgãos oficiais:

Gerúsia: câmara formada por pessoas com mais de sessenta anos, que legislavam para todo o povo, eram vinte e oito membros eleitos pelo povo.
Apela:
Assembléia do Povo, formada por cidadãos com mais de trinta anos, eles aprovavam ou não as leis da Gerúsia.
Conselho dos Éforos:
formado por cinco magistrados eleitos pelo povo. Podia fiscalizar os monarcas e expulsar estrangeiros, podia convocar a Gerúsia e a Apela, atuar junto aos militares e administrar justiça.

Educação em Esparta

Os espartanos eram preparados acima de mais nada para a guerra, crianças que nascessem com problemas físicos eram jogadas no desfiladeiro. As que nasciam bem, ficavam com os pais até os sete anos, a partir daí o Estado tratava de educá-los.

As meninas eram ensinadas na arte domésticas e aos vinte anos eram obrigadas a casarem-se, embora os homens só pudessem casar depois dos trinta anos.

Os meninos logo cedo faziam exercícios físicos, leitura e canto. Cuidavam rigorosamente da perfeição do corpo. Entravam para o exército aos vinte e um anos, de onde saiam aos sessenta.

Esparta representava o poder absoluto, ditatorial, onde os filhos eram educados dentro de leis rígidas, que por severas demais, terminava por favorecer a corrupção.

Atenas

A vida civil de Atenas foi muito diferente do viver militar dos espartanos.

Cidade formada por jônios, com sua localização próxima ao mar exerceu grande influencia na sua formação, contato com outros povos de civilizações adiantadas aprenderam e desenvolveram os elementos de uma vida espiritual e materialmente superior, votada para ciências e artes.

Tinha sua população dividida em três classes:

Cidadãos: eram os filhos de atenienses.
Metecos:
eram estrangeiros que se dedicavam ao comércio e a indústria. Não tinham direitos públicos, eram livres e bem tratados.
Escravos:
classe menos numerosa, recebiam tratamento humano e podiam conquistar a liberdade.

Organização em Atenas

No inicio Atena era governada por aristocratas que mais tarde escolheram governantes que receberam o nome de Arcondes, eram magistrados, sendo uns vitalícios, outros não. Depois, ao invés de 3 eles escolheram 9 magistrados, o arcontado, que governavam por um ano.

Escolheram também membros da assembléia chamada Aerópago, semelhante a Gerúsia de Esparta.

Como tinha pouca participação do povo nesse governo, os atenienses, em maioria comerciantes e artesões, clamavam por leis escritas com melhores condições de vida e como queriam atuar no governo, formaram uma nova classe social.

Atenas serviu de modelo a muitas cidades gregas e foi a grande exceção no mundo antigo, quanto a forma de governo Foi considerada o berço da democracia, onde o povo amava a liberdade e se dedicavam à cultura, às artes, à beleza.Foi desta cidade que saíram grandes legisladores, filósofos e poetas.

As Leis

Com a pressão do povo, no século VII a.C., surgiram leis formando o Código atribuído a Drácon. Que por serem leis muito severas, acabaram por descontentar o povo e os aristocratas

Em 594 a.C. os atenienses elegeram Sólon, um dos sete sábios gregos, para a Arcontado, que realizou por sua vez, importantes reformas na democracia, favorecendo os direitos de todos:

1º. Liberou, em parte, os devedores que por isso eram, anteriormente, escravizados.
2º.
Deu garantia a liberdade individual.
3º.
Estabeleceu o trabalho como dever, assim o pai tinha que ensinar um oficio ao filho.
4º.
Dividiu o povo em quatro classes de acordo com seu rendimento. Conservou o Aerópago e o Arcontado, criou o Bule, que era formado por cidadãos escolhidos entre os membros das três primeiras classes sociais, e criou ainda a Eclésia que era composta por vinte mil cidadãos, havendo entre eles pessoas sem posses.

Pisístrato

As reformas de Sólon originaram descontentamento: os eupatridas se viram prejudicados e o povo achou que devia ter mais direitos. Das lutas aproveitou Pisístrato, jovem endinheirado que, apoiado no partido popular, apoderou-se do governo.

Deu-se- o qualificativo de tirano, que, como sabemos, designava os que se elevavam ao poder por meios irregulares.

Pisístrato administrou com justiça e acerto, respeitando as leis de Sólon e procurando melhorar as condições dos menos favorecidos. A ele se atribui a iniciativa de determinar a compilação das obras de Homero. Quando morreu, sucederam-lhe os filhos Hiparco e Hípias.

No entanto, estes não foram felizes: Hiparco foi assassinado numa rebelião e Hípias fugiu perseguido pelos nobres de Atenas. (510 a.C.).

Educação em Atenas

Diferente de Esparta, as crianças ficavam em casa até os seis anos, e depois os meninos iam à escola para aprender leitura, cálculo, escrita, poesia, canto e ginástica. Cultivavam o amor a pátria, às letras e às artes.

Os rapazes, aos dezoito anos entrava no exercito. Freqüentavam o liceu ou a academia. Tornavam-se cidadãos.

As meninas ficavam no lar, onde aprendiam a tecer, fiar, e bordar. Só poderiam freqüentar festas religiosas e não poderiam comer à mesa na presença de pessoas estranhas.

As Guerras

As Gueras Médicas ou Guerras Greco-Pérsicas

A primeira guerra começou quando Dario I mandou emissários render as cidades gregas pacificamente. Várias cidades gregas cederam, menos Esparta e Atenas, que mataram os emissários persas.

Dario então preparou um grande exército e desembarcou na planície de Maratona, próximo a Atenas. Os Atenienses, com um exército bem menor, tiveram de lutar sozinhos, pois os espartanos só poriam seus exércitos em marcha sob lua cheia, e na época era quarto crescente. Mesmo assim os gregos lutaram com garra e venceram em 490 a.C.

Na segunda guerra, com a morte de Dario I, os persas passaram a serem governados por Xerxes, Prepararam um poderoso exército que iria por terra. Uma esquadra saiu costeando pelo mar Egeu, acompanhando a marcha dos soldados.

Invadiram a Grécia pelo norte, renderam Tessália, que aliou-se a eles. Algumas cidades uniram-se a Atenas. Quando eles conseguiram passar pelo desfiladeiro das Termópilas, entraram em Atenas, saquearam, incendiaram a cidade. Mas os grego haviam construído uma esquadra, que embora em menor numero era mais veloz e equipada que as embarcações persas. Os gregos vencem mais uma vez, agora na Baía de Salamina. Mandam Xerxes de volta para a Ásia.

Mas os persas continuavam querendo a Grécia. Eles estavam no Mar Egeu. Xantipo comanda os gregos e vence a esquadra persa na batalha naval de Miracle.

Finalmente as guerras médicas chegaram ao fim quando Címon destrói a última esquadra persa em Eurimedonte.

Com essas vitórias, Atenas consegue grande prestígio, provocando a inveja de Esparta.

Guerras Internas

Os interesses dos dois grupos, Atenas e Esparta, logo entraram em choque, e os aliados de Esparta e os aliados de Atenas enfrentaram-se numa longa e desgastante guerra, conhecida por Guerra do Peloponeso (431 a 404 a.C.).

Péricles agora governava Atenas, uniu várias cidades gregas formando a Confederação de Delos, buscando manter a paz.

Esparta não participou desta confederação, e unida a outras cidades, atacou a Ática, levando seus habitantes a refugiarem-se em Atenas.

Atenas mandou uma esquadra para devastar o Peloponeso, mas a peste atacou esta cidade com mais força que seus navios, matando inclusive Péricles.

As duas cidades, já fracas de lutarem assinaram uma trégua que deveria durar 50 anos. Porém isso não ocorreu pois Alcebíades aconselhou o governo a conquistar a Silícia (rica em trigo), mas para isso os Atenienses teriam que atacar Siracusa, aliada de Esparta.

A campanha foi um desastre, já que por um incidente Alcebíase traiu Atenas e revelou suas intenções à Esparta.

O fim das guerras finalmente chegou quando Lisandro venceu a esquadra ateniense, que por sua vez, obrigou-se a assinar sua rendição a Liga do Peloponeso, ficando submissa a Esparta, o que não durou muito, já que um ateniense,Trasíbulo, que havia se refugiado em Tebas libertou Atenas. E ainda, dois tebanos, Pelópidas e Epaminondas, investiram contra Esparta e venceram-na.

Com a disputa, finalmente vencida pelos espartanos, os atenienses perderam quase todo o poderio político e financeiro adquirido nos anos anteriores.

Com todas essas guerras entre as cidades, a Grécia ficou enfraquecida, sendo invadida e dominada pela Macedônia, monarquia semi-bárbara, existente ao norte.

O século IV a.C. começou com um curto período de hegemonia espartana, concomitante a um hesitante renascimento ateniense, a que se seguiu um período igualmente curto de hegemonia tebana.

Atenas, porém, manteve sua importância cultural: esse foi o século de Platão, Aristóteles e Demóstenes.

Quando as póleis se deram conta, a partir de 350 a.C., da progressiva intromissão do rei Felipe II da Macedônia nos assuntos gregos, era tarde demais: em 338 a.C. o exército macedônico pôs fim à autonomia das póleis helênicas. Após a morte do rei, um ano depois, seu filho Alexandre III ("O Grande") tomou o Egito, o Oriente Médio e o Império Persa em menos de quinze anos, com um exército de macedônios.

Período Helenístico 323 a 30 a.C.

Os povos Macedônicos (Felipe II e Alexandre) conquistaram o povo grego e misturaram sua cultura com a cultura dos povos do Oriente, sendo que Alexandre, amante da cultura grega, queria formar um Império Universal onde a cultura grega fosse o ponto unificador dos povos conquistados, formando assim uma nova cultura, o Helenismo.

Do ponto de vista político o continente grego afastou-se do centro dos acontecimentos. Com o estabelecimento do Império Romano em 27 a.C., a Macedônia e os territórios da Grécia Continental tornaram-se simples províncias romanas.

As antigas póleis, agora meros centros municipais, beneficiaram-se da Pax Romana e cessaram suas eternas disputas armadas. Os jogos continuaram sendo disputados e os festivais celebrados; muitas instituições políticas tradicionais conservaram os nomes e a influência local. Atenas manteve o status de cidade universitária.

A cultura grega foi adotada pela elite romana e a cidade de Roma se tornou o mais novo e mais importante centro de cultura helênica. Na cidade, a medicina e o ensino da filosofia e da retórica, tão prezada pelos romanos, estava na mão de gregos (às vezes simples escravos); escultores de origem grega trabalhavam para patronos romanos; e os intelectuais romanos liam, falavam e escreviam fluentemente em grego.

Mas o Império Romano, no fim do século III, começou a se desagregar. em 395 d.C. os bárbaros visigodos conseguiram saquear Atenas, Corinto e outras importantes cidades gregas. Nesse mesmo ano, o imperador Teodósio I dividiu formalmente o Império em dois, e a Grécia foi incorporada ao Império do Oriente. A sede era a cidade de Constantinopla, fundada em 330 d.C. pelo imperador Constantino ao lado da antiga cidade grega de Bizâncio.

No Ocidente, a península italiana e as províncias romanas caíram gradualmente nas mãos dos bárbaros. No Oriente, a cultura grega sobreviveria ainda durante muitos séculos (até 1453 d.C.); sua influência seria explícita a partir de 610 a 641 d.C., quando o grego se tornou a língua oficial do Império Bizantino, embora a oposição dos cristãos, agora dominantes, contra qualquer forma de paganismo.

A Igreja Cristã absorveu muitas coisas da antiga cultura grega; apesar disso, fez muita pressão para acabar com o paganismo. O ano de 529 d.C. marcou, o fim do vigor criativo da antiga cultura grega.

Ciência Grega

Considerando o povo grego em conjunto, notava-se nele uma curiosidade inventiva em todos os aspectos:

Herdeiros dos cretenses e fenícios na arte de navegar, aperfeiçoaram e construíram barcos, adaptando-os de acordo com seus objetivos, seja para transporte, comércio ou competições.

Inventaram a âncora, aperfeiçoando-a de tal maneira que até hoje é utilizada, sem grandes modificações.

Quanto a moeda, foi aperfeiçoada e transformada pelos gregos em instrumento normal de troca expandindo-a por toda a parte.

Os gregos inventaram e construíram o relógio de sol. Foi um sábio grego (Arquimedes) nascido em Siracusa, que estabeleceu o princípio geral da alavanca, inventou o parafuso e porca, a roldana, as engrenagens, entre outras.

A ciência desenvolveu-se devido aos grandes filósofos gregos, homens que se dedicavam ao estudo de vários ramos do conhecimento humano (Física, Matemática, Astronomia, etc...) assim sendo, a filosofia (literalmente: amor a sabedoria) englobava todas essas ciências.

Hipócrates de Cós, ( o Pai da Medicina), estabeleceu que as doenças tinham causas naturais e por isso deveriam ser tratadas por processos também naturais e não através de magias. Dessa maneira, os gregos dotaram as criações orientais de um novo espírito, o espírito da ciência, ou seja, da explicação racional dos fatos.

Alguns Filósofos e Artistas Gregos

Tales de Mileto: admitia a existência de um elemento básico – a água – do qual derivam todas as coisas do universo.
Anaximandro:
desenvolveu a teoria de que os primeiros animais viveram na água.
Pitágoras:
matemático, pioneiro das ciências naturais, astrônomo e reformador moral.
Ésquilo:
primeiro dos grandes dramaturgos gregos.
Fídias:
escultor, escultor da estatua de Atena, protetora de Atenas, do Partenon e da estátua de Zeus Olimpo.
Heródoto:
grande historiador considerado o “Pai da Historia”, viajava em busca de fatos.
Sócrates: grande filosofo, frase celebre:
“Conhece-te a ti mesmo”.
Platão:
discípulo de Sócrates
Aristóteles:
discípulo de Platão, foi um dos criadores do método cientifico, valorizando a experiência e comprovação.

Arte grega

Foi um povo onde a criatividade se fez presente, tanto na arte quanto na literatura. Na arquitetura, as muitas construções públicas comprovam uma combinação de conhecimentos arquitetônicos e gosto artísticos raras vezes igualadas (Partenon e Erecteu), nas letras os poemas Ilíada e Odisséia, atribuídos a Homero, a poesia lírica de Píndaro, as tragédias de Ésquilo, Sófocles e Eurípedes, foram escritos com tanta perícia que serviram de modelo em épocas posteriores. Até hoje os temas das tragédias gregas (vida, amor, liberdade, morte, predestinação e religião) não perderam sua atualidade dramática nem seu valor poético.

Na arquitetura grega prevalecia a linha reta, eles não empregavam nem arcos nem abóbodas como os egípcios e os povos mesopotâmicos.Utilizavam muitos as colunas, dando aos templos um aspecto elegante e imponente.

Destacam-se três estilos muito usados na construção grega: o dórico, estilo mais antigo e simples.

Partenon

O jônico, mais leve e flexível, representado por colunas finas e graciosas;
O coríntio, o mais trabalhado e, sendo assim, o mais complexo.

Seus prédios públicos e templos eram construídos empregando muito o mármore, material fartamente encontrado na Grécia.

Na escultura, destacou-se Fídias com suas estátua de Atena, colocada no Partenon, toda em marfim e ouro e a de Zeus, no Templo de Olímpia.

A pintura acha-se ligada a escultura, destacando-se Apolodoro e Apeles.

Criaram também, no teatro, junto com as tragédias, as comédias, onde se destacou Aristófane.

Os gregos cultivavam a oratória, sendo que Demósteges e Péricles, (governante de Atenas), empolgavam o povo com seus discursos vibrantes. Herdamos, também, dos gregos, a maneira de contar estórias com um fundo moral.

Os gregos eram politeístas, cultuavam vários deuses e para cada um deles criaram lendas explicando sua origem. É o que se conhece como Mitologia Grega.

Evoluindo de época para época, os deuses acabaram por constituírem formas, paixões e aparências humanas. Embora inspirassem temor e respeito, não inspiravam horror aos mortais. Construíram belos templos para os adorarem.

Os deuses:

Zeus: rei dos deuses, morava no Olimpo.
Atena: deusa das artes, ciências, razão e sabedoria.
Hermes: deus do comercio.
Ártemis: deusa da lua e da caça.
Hefaisto: deus do fogo.
Ares: deus da guerra.
Afrodite: deusa do amor e da beleza.
Hístia: deusa da família e do lar.
Posseidon: deus do mar. Irmão de Zeus.
Hades: deus do inferno. Irmão de Zeus.
Hera: deusa do casamento.

Cultuavam também as musas que representavam as artes. Como Clio (musa da história), Eutepe (musa da música) e Calíope (musa da poesia).

Criaram também heróis, aos quais atribuíam feitos foras do comum, ligados a realização das cidades:

Teseu: fundará Atenas e vencera o Minotauro de Creta.
Édipo: construíra Tebas e levara a Esfinge a se atirar num precipício, após decifrar-lhe o enigma:
‘Quem é que de manhã anda com quatro pés,ao meio dia com dois, e à noite com três?”
Hércules:
filho de Zeus, o mais venerado pelos espartanos, realiza doze trabalhos colossais que serviram de base para muitos filmes e livros.
Orfeu:
que dominava as feras com sua lira e desceu aos infernos para salvar sua amada Eurídice.

Os gregos acreditavam que a Terra fosse chata e redonda e que seu país ocupava o centro da Terra, sendo seu ponto central, por sua vez, o Monte Olimpo, residência dos deuses ou Delfos, local famoso pelos oráculos ( pessoas que consultavam divindades ou espíritos, que davam conselhos).

Cronograma

1500 a.C. - A civilização minóica atinge seu apogeu.
1400 a.C. -
A civilização micênica domina a Grécia; grandes palácios são construídos nas regiões continentais.
1250 a.C. -
Época provável das guerras entre os micenas e Tróia.
1000 a.C. -
Os primeiros povos de língua grega se estabelece na área e fundam as cidades-Estados.
776 a.C. -
Realizam-se em Olímpia os primeiros jogos Olímpicos.
750 a.C. -
Fundação das primeiras colônias gregas.
505 a.C. -
Atenas adota a democracia como forma de governo.
500-449 a.C. -
As Guerras Médicas; as cidades gregas se unem para combater os persas.
400 a.C. -
Apogeu do teatro grego.
490 a.C. -
Os gregos derrotam os persas na batalha de Maratona.
480 a.C. -
Os gregos destroem a frota persa na batalha de Salamina.
479 a.C. -
Derrota final persa na batalha de Platéia.
461-429 a.C. -
Péricles governa Atenas; construção do Partenon.
431-404 a.C. -
Guerra do Peloponeso, entre Esparta e Atenas; início da supremacia de Esparta sobre a Grécia.
359 a.C. -
Filipe torna-se rei da Macedônia.
338 a.C. -
Filipe domina toda a Grécia.
336-323 a.C. -
Alexandre o Grande, filho de Filipe, expande o império grego até o Oriente Médio.

Conclusão

Conclui que o povo grego preocupava-se com a arte, a democracia, a ciência e a filosofia, buscavam a perfeição das formas e conseguiram o que representou um grande avanço na historia da arte, queriam também que os homens fossem perfeitos para serem considerados como heróis, “os heróis gregos”.

Foi um povo que espalhou sua cultura pelas inúmeras civilizações existentes na época, suavizando, por exemplo, a cultura romana e persa que eram mais guerreiros, esses povos mesmos é que tratavam de expandir e levar a cultura grega aos mais diversos lugares.

A política grega chamou atenção pela imposição de democracia, o que é usado, com ainda mais vigor, até hoje.

Rodrigo Silveira Machado

Bibliografia

Vicentino, Cláudio – Historia, Memória Viva – Vol. 8
Valuce, Ládmo – História Geral – Ensino de 1° Grau
Saroni, Fernando e Darós, Vital – Historia das Civilizações – Vol. 1

Fonte: www.iaulas.com.br

Civilização Grega

A civilização grega, um mundo à medida do homem

Os antigos gregos acreditavam que eram diferentes de qualquer outro povo que conheciam. Isso porque se sentiam livres, enquanto o resto do mundo vivia escravizado. O conceito de democracia na qual todos os cidadãos podem pronunciar-se sobre o modo de governar o Estado nasceu na antiga Grécia.

No Egito e na Mesopotâmia, nas grandes regiões banhadas pelo Nilo e pelo Eufrates, era fácil sujeitar a população a um governo único. Na Grécia, porém, onde cada cidade era separada das outras pelas montanhas ou pelo mar, era quase impossível manter um controle centralizado. Por isso, os gregos não se consideravam parte integrante de uma nação, mas membros de uma cidade-estado.

Os gregos foram os primeiros a experimentar diferentes formas de governo e a refletir sobre elas.

Eles experimentaram as seguintes formas de governo:

Monarquia — Forma de governo em que o rei governa sozinho ou com um conselho de nobres.
Aristocracia —
Sistema em que os nobres assumiam o poder dos reis.
Oligarquia —
Governo de poucos, geralmente dos que eram donos de terras.
Tirania —
Governo de um homem que assumia o poder pela força.
Democracia —
Sistema no qual todos os cidadãos homens tomavam parte na elaboração das leis. Mulheres, crianças e escravos não eram considerados cidadãos.

A História da Grécia Antiga estende-se por l 400 anos e costuma-se dividi-la em quatro períodos:

Período Homérico (l 700 a.C.-800 a.C.) O período mais antigo da História grega recebe esse nome porque os poucos conhecimentos que temos sobre ele foram transmitidos por dois poemas, a Ilíada e a Odisséia, atribuídos ao poeta grego Homero. Nessa época a vida na Grécia tinha por base a grande família ou clã, e havia pouca diferenciação entre as classes. No final do Período Homérico, o crescimento demográfico e a falta de terras férteis provocaram uma crise cuja conseqüência foi a desagregação das comunidades baseadas no parentesco. Com a desagregação dessas comunidades, surgiram as cidades-estados.
Período Arcaico (800 a.C.-500 a.C.) Esse período caracterizou-se pelo desenvolvimento das cidades-estados e pela fundação de colônias gregas em regiões longínquas.
Período Clássico (500 a.C.-338 a.C.) No século V a.C., sob o governo de Péricles, Atenas tornou-se a cidade mais importante da Grécia e a civilização grega atingiu seu maior esplendor. Esse século, considerado pêlos historiadores a Idade de Ouro da civilização grega, ficou conhecido também como Século de Péricles. Péricles sonhava em fazer de Atenas a mais bela capital do mundo, onde todos os cidadãos participassem das decisões sobre os assuntos da cidade. Mas a rivalidade com Esparta, que era uma cidade militarista, aristocrática e conservadora, provocou a Guerra do Peloponeso. No final, Esparta saiu vitoriosa e tornou-se senhora das Cida des gregas (404 a. C.).
Período Helenístico (338 a. C. -30 a.C.) Depois da Guerra do Peloponeso, a Grécia continuou agitada por lutas entre as cidades-estados. Felipe, rei da Macedônia, aproveitou-se dessa situação e, em 338 a.C., dominou toda a Grécia.

Vejamos outros aspectos relacionados com a civilização grega:

Religião

Os gregos possuíam numerosos deuses.

Os principais eram: Zeus, que reinava no Monte Olimpo, a mais alta montanha da Grécia; Hera, sua esposa, deusa do casamento, da maternidade, das crianças e dos lares; Atena, deusa da inteligência, do trabalho e da guerra; Afrodite, deusa da beleza e do amor; Artêmis, deusa da caça; Apoio, deus da beleza, da verdade e das artes.

Além dos deuses, existiam os heróis ou semideuses, autores de grandes feitos e proezas. Cada cidade grega cultuava a memória de um herói. Os atenienses, por exemplo, cultuavam Teseu, fundador de sua cidade. Outro herói grego muito famoso foi Prometeu. Segundo a lenda, foi ele quem roubou o fogo de Zeus e ensinou os homens a usá-lo.

Os gregos acreditavam que os deuses interferiam em sua vida do dia-a-dia. Por isso, era preciso ganhar sua simpatia e conseguir seu apoio. Isso era feito por meio de orações, presentes e sacrifícios de animais.

A arte grega

As façanhas dos deuses e heróis, em honra dos quais foram erguidos templos em todo o mundo grego, constituíram os temas de quase todas as obras dos artistas gregos.

Os gregos destacaram-se principalmente na arquitetura. O mais notável conjunto arquitetônico era o da Acrópole, em Atenas, mandado construir por Péricles.

A literatura e o teatro

O mais importante poeta grego foi Homero, autor da Ilíada e da Odisseia. Outro grande poeta foi Hesíodo, autor de Teogonia. Destacam-se ainda Esopo, que escreveu fábulas, e Péricles e Demóstenes, autores de importantes discursos.

O teatro foi, sem dúvida, uma das maiores realizações dos gregos antigos, e sua influência continua até hoje.

Eles criaram dois géneros teatrais: a tragédia e a comédia.

Os principais autores de tragédias foram: Esquilo (525 a.C.-456 a.C.), considerado o fundador da tragédia, cuja obra-prima é Prometeu acorrentado; Sófocles (496 a. C.-406 a.C.), que teve como tema dominante o conflito entre o indivíduo e a sociedade; escreveu Édipo-rei, Antígona, Electra; e Eurípides (480 a.C.-406 a.C.).

O mais famoso autor de comédias foi Aristófanes (450 a.C.-338 a.C.), que satirizou a sociedade, a política, a justiça e os costumes urbanos de seu tempo.

Suas principais comédias são: As rãs. As nuvens e A paz.

A Filosofia e a Ciência

A Grécia foi a pátria dos primeiros grandes filósofos, cujo pensamento ainda hoje exerce considerável influência em nosso mundo. Sócrates, Platão, Aristóteles e outros filósofos gregos continuam presentes no pensamento ocidental contemporâneo. Na Grécia não havia distinção clara entre Filosofia e Ciência. Assim, muitos pensadores dedicavam-se ao mesmo tempo às especulações filosóficas e às observações científicas.

Fonte: www.colegioviasolis.com.br

Civilização Grega

O INÍCIO DA CIVILIZAÇÃO GREGA

Sem Grécia e Roma nós não seríamos o que somos”. Michael Grant

Crença nos mitos (os deuses interferem nas ações e nas leis humanas = politeístas antropomórfica).
Os homens gregos acreditavam que as divindades interferiam nos acontecimentos diários de suas vidas e de tudo que acontecia.
Civilização clássica – aparecimento da pólis (cidade-estado) o milagre grego.
Passagem do mundo rural, da aristocracia (donos da terra), para o mundo urbano.
Surgimento da escrita, da moeda, das leis escritas, que culminam no aparecimento da filosofia (racionalidade), desligada do mito (tutela divina); Atenas é a principal cidade-estado da Grécia: aparecem os conceitos de cidadania e democracia (embora podendo participar apenas os homens livres), com apogeu no séc. V desde a época de Péricles até Alexandre, o Grande.

A Grécia e a Política

Pólis do Grego = cidade, cidadão, cidadania;
TA POLÍTIKA = negócios públicos dirigidos pelo cidadão; costume, leis erário público; organização da defesa e da guerra; administração dos serviços públicos (ruas, estradas, portos, construção de templos e fortificações, obras de irrigação).
POLIS (grego) - CIVITAS (latim) = ESTADO (moderno)
TA POLÍTIKA(grego) = RESPUBLICA(latim)

OS GREGOS ANTIGOS: COMO SER UM CIDADÃO

Foram os precursores da história, da filosofia (da metafísica até a economia) e da política e etc: o que os antecede não é política (em oposição a teocracia e o despotismo oriental). A política é entendida como “vida boa” (como racional feliz e justo próprio dos homens livres).A política para os gregos era uma maneira de pensar, sentir e relacionar-se com os outros;Os gregos obedeciam às leis da sua polis.

A própria identidade dos gregos estava ligada a polis. Sendo que o pior castigo para o cidadão grego era o ostracismo (banimento).
As leis e políticas das cidades provinha das discussões entre os cidadãos (os iguais) na agora (praça pública = arena para debates políticos).
Os cidadãos eram iguais perante a lei = Isonomia; Isegoria: direito de expor e discutir em público o que a cidade deve ou não realizar;; Igualdade política = Isocracia.
O Cidadão ea o homem, o oligarca, nascido na Grécia.
Apenas 10% da população; Detinha o poder racional e Participava da Academia, pois tinham acesso direto com a literatura, a política, a educação (Paidéia), a ciência, a filosofia, a dança, os cantos, o teatro na acrópole (tragédia e comédia), jogos olímpicos, a música, a poesia, a arquitetura, a escultura.

OS EXCLUÍDOS

Mulher: Instrumentalizada, servia para a procriação, não tomava parte nos assuntos da polis, era equiparada aos escravos, dedicada a função corporal.
Filho: O filho homem era educado para se tornar cidadão, a filha mulher seguiria os passos da mãe.
Escravo: Sustentava e mantinha os cidadãos; Não possuía direito civil ou político; Era maioria.
Bárbaro (estrangeiros): Não tinham acesso ao culto, os deuses não os protegiam, nem mesmo podiam invoca-los; O túmulo do estrangeiro não era sagrado; Não era considerado humano.

LEGISLADORES, GOVERNANTES E ESTADISTAS:

Drácon: em Atenas, estabeleceu o código penal;
Sólon:
completou o código penal de Drácon, criando o civil e político.
Clístenes:
Foi fundador da Democracia ateniense. Introduz a execução dos condenados à morte com ingestão de cicuta. E a pena do Ostracismo: envio do cidadão para o exílio, por dez anos (cassação dos direitos políticos daqueles que ameaçassem a democracia).
Péricles:
Principal representante da democracia grega.

OS FILOSOFOS

Buscavam conceitos universais, ou seja, o Arché (origem, essência, ser) princípio fundamental;
Críticos dos costumes de seu tempo, contribuíram para o pensamento político, pois para estes: Ser filósofo é ser cidadão por excelência;
Os filósofos eram adversários da democracia, pois segundos estes, o saber não era prioridade, imperando a incompetência e a falsidade da maioria.
Pré-socráticos - Sócrates – Platão e Aristóteles.

SÓCRATES (470-399 a.C) “Conhece-te a ti mesmo.”

Considerado o homem mais sábio da antiguidade clássica. Sócrates era filho de Sofronisco (escultor da época) e Fenarete (parteira), não fundou escola, tinha hábito do diálogo (na ágora e ginásios). Fascinou jovens, homens e mulheres da época.

Nasceu em 470 ou 469 a.C, em Atenas e morreu por volta do ano 400 a.C

Nunca cobrou por aulas e defendia a superioridade da fala sobre a escrita, pois não deixou nada escrito, conhecemos a sua obra graças a Platão e Xenofonte.

Cria o Diálogo socrático como Método.

A característica da filosofia socrática é a Introspecção: “conhece-te a ti mesmo” (torna-te consciente de tua ignorância).

Pensamentos - “Bem pensar para bem viver” – virtude e ciência. O erro é fruto da ignorância, “ser justo é saber a justiça”.

O sábio grego foi condenado a morte pó ingestão de cicuta, sob a acusação de corromper os jovens, pregar falsos deuses (ateísmo). FORMA IDEAL DE GOVERNO

O filósofo e Governo “daquele que sabe”

HOMEM

O filósofo se preocupou com o tema antropológico (o conceito que o homem pode ter do próprio homem). Os pré-socráticos perguntavam “o que é a natureza” ou “o fundamento último das coisas”.

Sócrates perguntava: “o que é a natureza” ou “a realidade última do homem”.

A resposta que o ateniense chegou é de que a essência última do homem é a sua alma – psyche -, nossa sede racional, inteligente e eticamente “operanti”, ou consciência e a personalidade intelectual e moral. Esse pensamento influenciou a tradição européia posterior até os dias de hoje.

"(...) é a ordem de Deus. E estou persuadido de que não há para vós maior bem na cidade que esta minha obediência a Deus. Na verdade, não é outra coisa o que faço nestas minhas andanças a não ser persuadir a vós, jovens e velhos, de que não deveis cuidar só do corpo, nem exclusivamente das riquezas, e nem de qualquer outra coisa antes e mais fortemente que da alma, de modo que ela se aperfeiçoe sempre, pois não é do acúmulo de riquezas que nasce a virtude, mas do aperfeiçoamento da alma é que nascem as riquezas e tudo o que mais importa ao homem e ao Estado.”

ESTADO - Leis humanas - A polis - O pensamento racional

Jostem Garden – no livro “O Mundo de Sofia” traça um paralelo entre Cristo e Sócrates:

Ambos eram pessoas carismáticas e eram considerados enigmáticos em vida;
Nenhum deixou algo escrito, o que sabemos deles nos vem dos seus discípulos;
Ambos eram mestres da retórica;
Ambos desafiaram os poderosos, bem como criticaram os costumes de suas épocas;
Ambos acabaram pagando com a vida.

O METODO SOCRÁTICO

O método de Sócrates seguia dois passos:

adotava uma posição de ignorante que apenas “sabe que não sabe”,
procurava nas discussões dar a luz às idéias dos que achavam que sabiam, fazendo-os perceber a ignorância que se encontravam (Maiêutica = dar a luz). Dessa forma, o filósofo conquistou amigos e inimigos.

Os principais métodos socráticos eram a Maiêutica e a Ironia, e se constituíam em verdadeiro instrumento político, pois o CONHECIMENTO era fator determinante de poder e cidadania.

Foi critico da democracia e dos filósofos Sofistas, combateu os vícios existentes na polis.

Como resultado da oposição feita por Sócrates, atualmente o termo sofismo significa engodo, engano, mentira.

Pois os Sofistas eram sábios itinerantes que ensinavam aos filhos dos cidadãos ricos táticas como o uso da eloqüência, retórica (persuasão)e da Oratória: discurso político/persuasão. Ocorre que muitos cargos provinham de sorteio; entretanto os mais importantes provinham das famílias ricas, daí surgem com o triunfo político da democracia; Ensinavam por um alto preço aos homens ávidos de poder político a conquistar o mesmo, pois o ensino era encarado como meio para fins práticos e empíricos (não para si mesmo).

Ensinavam apenas seus discípulos a vencerem seus oponentes e eram relativistas destituídos de moral.

DIREITO

Não formulou sistemas sobre o Direito; caminhos do ser e da verdade, do bem e da justiça
Leis estáveis; Normas universais verdadeiras; Identificação entre Lei e Justiça
A plena obediência à Lei; Considerações de caráter Jusnaturalista
Leis como expressão espiritual da cidade e a voz da comunidade

PODER

Contra a oligarquia e a democracia;
Era a favor do poder exercido por “aquele que sabe”;
Propunha uma nova forma de monarquia

PLATÃO “Muitos odeiam a tirania apenas para que possam estabelecer a sua.”

Nasceu em 427 a.C e Morre em 347 a.C, em Atenas
Filho de Aristão e Perictione; Nome verdadeiro: Aristoclés
Vira aprendiz de Sócrates por volta dos 20 anos
Após a morte de Sócrates, desiludiu-se com a democracia ateniense e partiu para Siracusa
A civilização grega encontra-se em declínio;
Fundou uma academia (Escola filosófica);
Na Alegoria da caverna: faz a oposição entre o real e o ideal;
Obras sobre política: A República, O Político, As Leis.

FORMAS DE GOVERNO:

Ideais/boas: Monarquia, Aristocracia e Democracia.

Ruíns/corrompidas: Tirania, Oligarrquia e Timocracia (desejo de honrarias)

HIERARQUIA DO ESTADO PARA PLATÃO:

Quem comandaria o Estado? Magistrados (Reis filósofos); Guerreiros; & Lavradores.

O Estado absorve o indivíduo e é contrário a propriedade privada. Foi idealista/utopista e defensor da Teoria das idéias inatas.

A justificação da sociedade e do Estado está na própria natureza humana, pois cada homem precisava de auxílio material e moral, pois a natureza do Estado, é essencialmente organismo ético transcendente; a sua finalidade é pedagógica- espiritual e educacional.

O estado ideal deveria ser dividido em três classes: a dos filósofos, a dos guerreiros e a dos produtores.

O Estado é educador de homens virtuosos, segundo as virtudes se referem às classes superiores

HOMEM

O homem era dividido em corpo e alma. O corpo era a matéria, que está em constante mudança, e a alma era o imaterial e divino que o homem possuía, que nunca muda. Em Platão o corpo era subordinado à alma.

A alma era dividida em três partes:

Racional
Irascível
Concupiscente

A alma, depois de morta, reencarna em outro corpo.

Por meio da relação de sua alma com a Alma do Mundo, o homem tem acesso ao mundo das idéias e aspira ao conhecimento e às idéias do Bem e da Justiça

DIREITO

Defendia a pena de morte, exílio, emigração para os que cometessem crime contra o patrimônio
A democracia era inadequada, pois a igualdade se dá apenas na repartição dos bens, mas nunca no igual direito ao poder
Não admitia igualdade entre os homens
Pensava em responsabilizar os juízes caso aplicassem sentenças injustas
Define Justiça como relação entre indivíduos sob a tutela do Estado
Em A República utiliza a palavra Justiça como “sinônimo d’aquilo que é do interesse do Estado melhor”
“Cada governo estabelece as leis de acordo com a sua conveniência.”

PODER

Para que o Estado fosse bem governado, era preciso que “os filósofos se tornassem reis, ou que os reis se tornassem filósofos”
Teoria da Soberania Platônica = colocar o poder na mão dos melhores

FORMA IDEAL DE GOVERNO

O sistema de governo deveria começar do zero
Era considerado um absurdo que homens com mais votos pudessem assumir cargos de mais alta importância, pois nem sempre o mais votado é o melhor preparado

ARISTÓTELES

Fundou sua própria escola, o Liceu quando tinha cerca de cinqüenta e um anos de idade.
Foi mais Realista do que Platão: “este é o mundo ideal”;
Principal obra política: A Política, dividido em oito livros:

1º: trata da origem do Estado;
2º: critica as teorias anteriores, em especial Platão;
3º e 4º: dedicados à descrição das formas de governo;
5º: trata das mudanças das constituições;
6º: estuda as várias formas de democracia e de oligarquia;
7º e 8º: tratam das melhores formas de constituição.

HOMEM e ESTADO

O homem é um animal político (social), portanto necessita viver em comunidade; pois é o único dotado da Logos: Razão, Linguagem.

O Estado é a sociedade política organizada.

Sociedade: associação.

Família (fim próprio)
Aldeia (fim próprio),
Cidade-estado (fim comum);

O Estado surge pelo fato do homem ser um animal naturalmente social.

O Estado é um organismo moral, condição e complemento da atividade moral individual.

Para Aristóteles a idéia de Homen estava muito ligada ao conceito de cidadão.

O cidadão (todo homem livre) é definido pela faculdade de participar em lugares públicos, onde acontece o debate sobre a polis; O cidadão participa do poder deliberativo e judicial.

O homem é um animal político por natureza; Sua função é, pois, uma atividade da alma que segue ou implica um princípio racional” O fim do homem é a felicidade, a que é necessária a virtude, e a esta é necessária a razão. É como ser racional e considera a atividade racional, o ato de pensar, como a essência humana.

O Estado realiza os ideais éticos, morais e políticos do cidadão, i. é, prepara o cidadão para a virtude; O Estado é um organismo moral, condição e complemento da atividade moral individual, e fundamento primeiro da suprema atividade contemplativa.

O cidadão será o homem corajoso, moderado, liberal, magnânimo, praticando a justiça, observando a eqüidade, comportando-se como perfeito amigo,em suma, o homem do “bom e belo”.

Era a favor da propriedade privada.

O Estado é o conjunto dos cidadãos, o governo é o conjunto de pessoas que ordenam e regulam a vida do Estado e excedem o poder.

A polis ideal para Aristóteles era a pequena proporção tanto de território como de população.

Partindo das disposições naturais do homem (disposições particulares a cada um e que constituem o caráter), a moral mostra como essas disposições devem ser modificadas para que se ajustem à razão. Estas disposições costumam estar afastadas do meio-termo, estado que Aristóteles considera o ideal. Assim, algumas pessoas são muito tímidas, outras muito audaciosas. A virtude é o meio-termo e o vício se dá ou na falta ou no excesso.

Por exemplo: coragem é uma virtude e seus contrários são a temeridade (excesso de coragem) e a covardia (ausência de coragem).

Embora sua produção tenha sido excepcional, apenas uma parcela foi conservada.

Ética a Nicômaco

No sistema aristotélico, a ÉTICA é uma ciência menos exata na medida em que se ocupa com assuntos passíveis de modificação. Ela não se ocupa com aquilo que no homem é essencial e imutável, mas daquilo que pode ser obtido por ações repetidas, disposições adquiridas ou de hábitos que constituem as virtudes e os vícios. Seu objetivo último é garantir ou possibilitar a conquista da felicidade.

As virtudes se realizam sempre no âmbito humano e não têm mais sentido quando as relações humanas desaparecem, como, por exemplo, em relação a Deus.

Totalmente diferente é a virtude especulativa ou intelectual, que pertence apenas a alguns (geralmente os filósofos) que, fora da vida moral, buscam o conhecimento pelo conhecimento. É assim que a contemplação aproxima o homem de Deus.

Ética a Eudemo (atualmente considerada como uma primeira versão da Ética a Nicômaco).

Grande Moral ou Magna Moralia (resumo das concepções éticas de Aristóteles).

Política (a política, para Aristóteles, é o desdobramento natural da ética).

No século XIX, foi descoberta a Constituição de Atenas.

Na sua obra A Política, o autor, procura justificar a propriedade privada, a família e a escravidão e anuncia que o homem é um animal político.

Formas de governo:

Boas / ideais: Monarquia, Aristocracia e República/Politéia

Ruins/degenerações: Tirania, Oligarquia e Democracia (política)

Forma ideal de Governo: Para Aristóteles as formas de governo não são naturais e são definidas pelas circunstâncias: o número de governantes; e a sua inclinação para a justiça.

O critério é o interesse comum e o interesse pessoal, isto é, se o governo busca o bem comum este é bom, ideal ou puro, porém se não visa o bem coletivo, este é ruim, degenerado ou impuro.

A condição indispensável para uma boa constituição, deve ser “o bem comum” e não a vantagem de quem governa despoticamente.

POLITICA

Na filosofia aristotélica a política é o desdobramento natural da ética. Ambas, na verdade, compõem a unidade do que Aristóteles chamava de filosofia prática.

Se a ética está preocupada com a felicidade individual do homem, a política se preocupa com a felicidade coletiva da pólis. Desse modo, é tarefa da política investigar e descobrir quais são as formas de governo e as instituições capazes de assegurar a felicidade coletiva. Trata-se, portanto, de investigar a constituição do estado.

Acredita-se que as reflexões aristotélicas sobre a política originam-se da época em que ele era preceptor de Alexandre, o Grande.

A vida política não se separa da vida ética = vida comunitária;
O objetivo da política é a vida = viver bem (euzen);
Valoriza a liberdade individual e a privacidade, que devem estar acima do poder social (ao contrário de Platão).
A vida superior só existe na cidade justa, é preciso buscar a melhor política para a cidade;
Aristóteles justifica a escravidão.

DIREITO

O direito é uma ciência dialética, por ser fruto de teses ou hipóteses.

É um desdobramento da ética. A equidade, para ele é a melhor forma de governo.

Poder: Em todas as constituições Aristóteles vê com discernimento, precisamente três poderes:

TEORIA DOS TRES PODERES: DELIBERATIVO, MAGISTRATURA E JUDICIAL

Contribuições

Na Lógica: Ele é o primeiro a identificar, separar e classificar as ciências.
Na Ética: O agir político estava no bem comum.
Na Equidade: Liberdade igual para todos.
No Direito: Contribuiu para o tema da discussão da justiça.
No Poder: Divisão dos três poderes.

LÓGICA (organon)

Interpretação: Simplificação do universo da linguagem
Analíticos: Raciocínio no qual determinadas coisas sendo afirmadas, segue-se inevitavelmente uma conclusão (premissas)
Ex.:

a) Todos os homens são mortais (premissa maior);
b)
Sócrates é homem (premissa menor);
c)
Sócrates é mortal (conclusão).

Fonte: www.ceap.br

Civilização Grega

A Grécia desempenhou papel de primeiro plano na Antiguidade, constituindo uma civilização cuja influência foi profunda, na formação da cultura ocidental.

Da Grécia antiga herdamos não só uma extensa gama de conhecimentos científicos, desenvolvidos por pensadores como Pitágoras, Eratóstenes, Euclides, Tales, Arquimedes, como também os grandes fundamentos do pensamento filosófico e político presente nas obras de Sócrates, Platão, Aristóteles e outros. Também nossos padrões estéticos de arte e beleza foram herdados dos gregos, influenciados por sua escultura, arquitetura e teatro.

As origens da civilização grega estão profundamente relacionadas à história de Creta, que viveu o processo de ascensão e queda de sua civilização entre 2000 a.C. e 1400 a.C.

A privilegiada situação geográfica de Creta, a maior ilha do mar Egeu, favoreceu os contatos marítimos com o Egito, a Grécia e a Ásia Menor, regiões com as quais desenvolveu intenso comércio.

Até o século XV a.C., Creta exerceu a mais completa hegemonia comercial sobre essa região do Mediterrâneo, estendendo seus domínios à Grécia continental, onde conquistou várias cidades.

As características desta civilização lembram, em suas estruturas, a antiguidade oriental. Em Creta, dado o enorme desenvolvimento das práticas comerciais, o controle político concentrava-se nas mãos de uma elite comercial (talassocracia), liderada por gregos reis, descendentes dos lendários Minos.

A cidade de Cnossos era a capital do reino, a qual, na época de seu apogeu, chegou a contar com uma população de mais de cem mil habitantes. As cidades cretenses, segundo as investigações arqueológicas, apresentavam um singular talento arquitetônico, com grandes palácios e edifícios dotados de complexos sistemas de saneamento e canalização de água. A amplitude do palácio governamental de Cnossos, com suas inúmeras dependências e a decoração, sugeriam a idéia de um verdadeiro labirinto.

Em Creta, sabe-se que a mulher desfrutava de direitos e obrigações quase desconhecidos em outras regiões na antiguidade. As mulheres cretenses possuíam uma importância que transparecia na religião, cuja principal divindade era feminina, a deusa Grande-Mãe. Isto faz supor que, na ilha, sobrevivesse uma forte influência das sociedades matriarcais pré-históricas. As mulheres participavam das grandes festas e das cerimônias religiosas, muitas eram sacerdotisas, outras fiandeiras e até pugilistas, caçadoras e toureiras. Em meados do século XV a.C., os aqueus – povos que habitavam nessa época a Grécia Continental – invadiram Creta, dando início à civilização creto-micênica, cujos representantes se espalhariam pelo mar Egeu dominando-o até o século XIII a.C.

Embora fundada por aqueus, a cidade de Micenas adotou muitos valores cretenses, especialmente os artísticos, apesar de impor a supremacia patriarcal, iniciando a transição para o mundo grego.

O predomínio de Micenas, que vencera também sua rival, arquitetura grega Tróia, duraria até o século XII a.C., quando a região foi invadida pelos conquistadores gregos chamados dórios. Provavelmente, os primeiros povos a habitar a Grécia foram os pelasgos, ou pelágios. Ao que tudo indica, por volta de 2000 a.C., esses povos, organizados em comunidades coletivistas, ocupavam a zona litorânea e mais alguns pontos isolados na Grécia continental. Foi aproximadamente nessa época que teve início, na Grécia, um grande período de invasões, que se prolongaria até 1200 a.C. Os povos invasores – indo-europeus provenientes das planícies euro-asiáticas – chegaram em pequenos grupos, subjugando lentamente os pelasgos.

Os primeiros indo-europeus que invadiram a Grécia foram os aqueus, e ali se estabeleceram entre os anos 2.000 a.C. e 1.700 a.C. Foram eles os fundadores de estátuas gregas Micenas, cidade que foi o berço da civilização creto-micênica.

Entre 1700 a.C. e 1400 a.C., outros povos atingiram a Grécia: os eólios, que ocuparam a Tessália e outras regiões, e os jônios, que se fixaram na Ática, onde posteriormente fundaram a cidade de Atenas.

A partir de 1400 a.C., com a decadência da civilização cretense, Micenas viveu um período de grande desenvolvimento, que terminaria por volta de 1200 a.C., quando se iniciaram as invasões dos dórios. Os dórios – último povo indo-europeu a migrar para a Grécia – eram essencialmente guerreiros.

Ao que parece, foram eles os responsáveis pela destruição da civilização micênica e pelo conseqüente deslocamento de grupos humanos da Grécia continental para diversas ilhas do Egeu e para a costa da Ásia Menor. Esse processo de dispersão é conhecido pelo nome de primeira diáspora.

Após o esplendor da civilização micênica, seguiu-se um período em que as cidades foram saqueadas, a escrita desapareceu e a vida política e econômica enfraqueceu, caracterizando um processo de regressão da Grécia a uma fase primitiva e rural.

Desse período (séculos XII a.C. a VIII a.C.), que foi a base da civilização grega, não se tem registro, exceto os poemas Ilíada e Odisséia atribuídos a Homero, que, tendo vivido no século VI a.C., teria recolhido histórias transmitidas oralmente durante os séculos anteriores. Por essa razão, esse período, posterior à invasão dórica, ficou conhecido como tempos homéricos. Em decorrência, o período anterior a 1200 a.C., caracterizado pela imigração de povos indo-europeus e pela formação da cultura creto-micênica, recebeu a denominação de tempos pré-homéricos.

Fonte: faustomoraesjr.sites.uol.com.br

Civilização Grega

Galeria de Imagens

Civilização Grega
Palacio de Cnossos

Civilização Grega
Vênus de Milo

Civilização Grega
Harpa Grega

Civilização Grega
Ostolos

Civilização Grega
Escultura

Civilização Grega
Partenon

Civilização Grega
Teatro - Grego

Civilização Grega
Templo da deusa Afeia

Civilização Grega
Vitória

Civilização Grega
Contruções Gregas

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal