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MESOPOTÂMIA E SEUS POVOS

MESOPOTÂMIA E SEUS POVOS
Esta estátua segundo a escrita cuneiforme representa Gudea, rei da cidade de Lagash, por volta de 2150 a.C.

No mesmo milênio em que ia sendo formada a civilização egípcia, desenvolvimento semelhante se verificava ao longo das margens dos RIOS TIGRE E EUFRATES, apenas a poucos centenas de quilômetros de distância.

Ali como no Egito, o progresso técnico ocorria muito mais rapidamente do que na Europa. Antes que todos os povos europeus houvessem adotado o uso do metal, haviam os povos orientais passado pela ERA DO COBRE E DO BRONZE e ingressado na IDADE DO FERROEe seus primitivos centros no Egito e na terra entre os RIOS TIGRE E EUFRATES, a civilização logo se espalhou por todo o FERTÌL CRESCENTE - a área de terrenos produtivos em forma de ferradura -- que se estende no rumo norte de BABILÔNIA para o planalto do EUFRATES, e depois se curva no rumo sul, outra vez, passando pela SÍRIA e pela PALESTINA.

Gradualmente, a civilização ainda mais se difundiu: na direção leste para a terra dos medos e dos persas; na do oeste pela Ásia Menor, até as ilhas e península de Grécia e da Itália, até as costas distantes do MEDITERRÂNEO.

Por conveniência, os historiadores se referem a essa civilização como "MESOPOTÂMICA", embora seja às vezez o termo MESOPOTÂMIA restringido à parte norte da terra que fica entre os dois rios.

A civilização mesopotâmica era completamente diferente da egípcia. Sua história política á assinalada por interrupçoes bruscas; sua composição racial era menos homogênea e sua estrutura social e econômica oferecia campo mais longo à iniciativa individual.

A cultura egípcia era predominantemente ética; a mesopotâmica jurídica. O desprezo dos egípcios pela vida, excetuando-se o período do Médio Império era geralmente uma atitude de alegre resignação relativamente liberta de superstições grosseiras. A atitude mesopotâmica, ao contrário era melancólica, pessimista e inquietada por terrores mórbidos. Enquanto o nativo do Egito acreditava na imortalidade da alma e debicava grande parte de seus esforços a preparação da vida futura, seu contemporâneo mesopotâmico vivia no presente, olhava com indiferença seu destino após a morte. Finalmente a civilização do Vale do Nilo compreendia conceitos de monoteísmo uma religião de amor e iqualdade social, a do Tigre - Eufrates era egoísta.Uma religião raramente ultrapassava o estágio de um politeísmo primitivo e seus ideais de justiça se limitavam em grande parte à observância literal dos termos de um contrato.

Hoje em dia não se considera a Mesopotâmia uma região muito especial a não ser pelo petróleo que possui . Na antiguidade porém era um lugar privilegiado para a sociedade humana. Na época das cheias os Rios Tigre e Eufrates transbordavam e provocavam enchentes em sua planície. Quando as águas retornavam ao leito normal, uma rica camada de " húmus" (matéria orgânica que se origina da decomposição de restos de animais e vegetais) ficava depositada sobre a terra tornando-a fértil e própria para o cultivo. Irrigado e fertilizado pelas enchentes, o solo mesopotâmico possibilitada a produção de grande parte dos legumes, grãos. Além disso, os rios cheios de cardumes favoreciam a pesca. Havia ainda, a caça abundantes nas margens dos rios e condições para criação de animais.

O bom aproveitamento dessas vantagens naturais dependia, entretanto do trabalho e do planejamento dos homens, com o esforço coletivo dos membros da comunidade.

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A escrita cuneiforme consistia em sinais que representavam um son ou uma imágem, pelos quais o leitor chegava ao objeto representado. A foto mostra um texto cuneiforme de teor jurídico-administrativo cer ca de 2300 a.C.

O trabalho do controle das cheias do Tigre e Eufrates e de construção de sistemas de irrigação era fundamental para a sobrevivência das populações da região e gerado essa necessidade de uma organização coletiva.

Essas atividades eram exercidas por homens livres e por escravos que tinham alguns direitos definidos em leis.

Todo este esforço coletivo para o abastecimento de água visava ao desenvolvimento da agricultura ( cevada, trigo, legumes, árvores frutíferas ) principal atividade econômica da região.

Para o desenvolvimento da agricultura e das cidades, foi necessário a construção de diques ( construção sólida utilizada para represar águas correntes ) para conter as violentas enchentes, além de canais de irrigação para levar a água dos rios às terras distantes.

A exploração da terra na Mesopotâmia baseava-se em um complexo sistema de propriedade, segundo a qual a posse privada ainda não ser exercida na plenitude. De modo geral a propriedade da maioria das terras era dos templos e do Estado que as distribuíram para rendeiros, colonos e funcionários públicos. Para realizar todas as tarefas, exigiu esforços de todos e com o tempo sentiu-se a necessidade de um poder centralizado que dirigisse essa sociedade. Desse processo surgiu o ESTADO. O poder do Estado justificava-se inicialmente porque um governo centralizado poderia coordenar melhor o trabalho da população na construção de grandes obras de interesses comum

Houve, no entanto um desvio de funções que se esperavam do Estado. O pequeno grupo de pessoas controlavam o governo passou a usar o poder que detinham para explorar o restante da sociedade. Os governantes aumentavam suas riquezas e privilégios. A maioria do povo era vítima da pobreza e da exploração, desta forma acentuam-se a distancia entre governantes e governados

Assim o nascimento da civilização na MESOPOTÂMIA foi marcada não só pela formação do Estado, mas também pelo início da desigualdade e da exploração social entre homens, que passaram de uma sociedade comunitária para uma sociedade dividida em classes.

O controle político era exercido por uma elite que obrigatoriamente também era o chefe religioso ( patesi) e responsável pelo templo (zigurate).

Diferente do Egito, onde o chefe do Estado era visto como um deus, na MESOPOTÂMIA ele era apenas um dos representantes dos deuses na Terra. Ele mantinha um grupo de sacerdotes para ajuda-lo a administrar as cidades.

Estabeleceram assim uma íntima relação, muito presente e forte nesse período da história entre o poder político e o religioso; um não existia sem o outro.

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Pode-se perceber que a organização da sociedade mesopotâmica dividida de forma geral entre os chefes religiosos e sacerdotes (no comando) os ricos comerciantes e proprietários, a população livre e escravos.
As atividades administrativas das cidades (arrecadação de impostos e obras públicas) o trabalho coletivo e o intenso comércio foram importantes para o gradativo desenvolvimento da escrita, da matemática, do calendário, das leis, dos padrões monetários de pesos e medidas.

Toda essas normas eram registradas por meio de escrita cuneiforme, os símbolos eram registrados em pedaços de barro úmido e mole, que depois secavam e endureciam ao sol. Esse processo de registro alterou radicalmente as formas de transição de conhecimento, causando uma verdadeira "revolução cultural".

Era muito instável o quadro político na MESOPOTÂMIA, em razão dos confrontos, disputas entre os povos e as cidades da região.

Por ser área muito fértil ao meio de um deserto, atraia invasores nômades a região. Com o passar dos tempos, alguns povos e cidades destacaram-se, assumiram um relativo poder durante um determinado período.

A VIDA DOS MESOPOTÂMICOS

Escravos e homens de condições humildes levavam o mesmo tipo de vida. A alimentação era muito simples: pão de cevada, um punhado de tâmara, um pouco de cerveja leve. Isso era essencial no cardápio diário. Às vezes comiam legumes, lentilhas, feijão, pepinos ou ainda algum peixe ´pescado nos rios ou nos canais; a carne era um alimento muito raro.

Na habitação era a mesma simplicidade. Às vezes a casa era um simples cubo de tijolos crus revestidos de barro. O telhado era plano e feito com troncos de palmeiras e argila comprimida. Esse tipo de telhado tinha a desvantagem de deixar passar a água nas chuvas mais torrenciais, mas em tempos secos eram usados como terraços.

As casas não tinham, janelas e à noite eram ilumindadas por lampiões de óleo de gergelim. Os insetos eram abundantes nessas moradias.

Embora os ricos se alimentassem melhor, e morassem em casas mais confortáveis que os pobres, suas condições de higiene não eram mais adequadas. Quando as epidemias se abatiam sobre as cidades a mortalidade era a mesma em todos as classes

OS POVOS DA MESOPOTÂMIA

A história da mesopotâmica é marcada por uma sucessão de guerras e conquistas de um povo sobre o outro. Povos que de modo geral disputavam as melhores terras junto a rica planície dos RIOS TIGRE E EUFRATES além disso seus exércitos realizaram expedições de roubo fazendo guerras para conquistar as riquezas dos adversários e submete-los à escravidão.

Entre os principais povos que estabeleceram na MESOPOTÂMIA destacaram: os sumerianos, os acádios, os amorritas, (antigos babilônios) os assírios, os caldeus (novos babilônios), os hebreus, hititas, fenícios, arameus, dentre outros.

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Carro de guerra Assírio

OS SUMÉRIOS

Entre os montes ZAGROS e o DESERTO DA ARÁBIA correm dois rios caudalosos que desembocam no Golfo Pérsico: o Eufrates e o Tigre.

O vale que eles fertilizam é conhecido como MESOPOTÂMIA, designando-se Assíria a sua parte norte, e Caldeia a sua parte sul. Na zona mais meridional da MESOPOTÂMIA onde antes desembocavam separados os dois rios foi que os sumérios se estabeleceram no quarto milênio antes de Cristo. Sua origem é desconhecida, mas parece que vieram do planalto da Ásia Central. Fundaram cidades como UR, NIPPUR, LAGASH, cada uma constituindo um pequeno estado, regido por um chefe religioso e civil chamado de patesi.

Os sumérios tinham rebanhos bovinos, ovinos e praticavam agricultura para a qual haviam ideado um arado e uma semeadora puxados por bois. Em seu novo lar apreenderam como aumentar a produtividade natural do vale fluvial construindo canais de irrigação.

Aprenderam a construir suas aldeias em outeiros naturais ou artificiais, de modo a ficarem a salvo das águas de enchentes e terem maior segurança contra ataques. Por volta de 3.500 a .C., como sabemos por escavações feitas em UR, os sumerianos haviam atingido uma brilhante civilização. Provavelmente sua cultura continuou a dominar a BAIXA MESOPOTÂMIA por mais de 1500 anos enquanto em BABILÔNIA reinava a dinastia de HAMURABI.

Uma acentuada evolução técnica chegou a caracterizar a vida das cidades sumerianas. Para edificar sus moradias tiveram que recorrer ao tijolo, material cujas as possibilidades souberam aproveitar ao máximo e que deu uma fisionomia singular à arquitetura mesopotâmica; a pedra porém costumava utiliza-la para esculpir estátuas de deuses e de reis dos quais algumas eram de notável expressão

Os sumérios desenvolveram um sistema de escrita que inicialmente se destinava ao registro de contabilidade dos templos. Os registros escritos eram necessários para a administração do rico patrimônio acumulado pelos templos através de oferendas religiosas, como escravos, rebanhos, terras.

A administração desses bens exigia que os sacerdotes mantivessem um console preciso de operações como empréstimos de animais ou sementes, pagamentos a construtores de barcos ou a comerciantes estrangeiros, relação de mercadorias vendidas, emprestadas e estocadas. Para manter esse controle a solução foi registrar por escrito as operações realizadas.

A escrita sumeriana foi desenvolvendo com o tempo e, por volta de 3000 a .C., passou a ser utilizada também no registro de textos religiosos, literários e de algumas normas jurídicas.

Originalmente, essa escrita feita na argila mole, com um estilete em "forma de cunha", o que determinou o formato dos sinais.

Por isso a escrita sumeriana ficou conhecida como "cuneiforme" ( em forma de cunha )

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Estastueta suméria do templo de TELL ASMAR, mostra um rei em oração.

SISTEMA POLÍTICO

Através da maior parte de sua história os sumerianos viveram numa frouxa confederação de cidades-estados, unidas unicamente para fins militares. À frente de cada uma estava um patesi, que acumulava as funções de primeiro sacerdote, comandante do exército e superintendente do sistema de irrigação. Ocasionalmente um desses governadores mais ambiciosos teria estendido seu poder sobre certo número de cidades a assumindo o título de rei. No entanto foi só na época de DUNGI, mais ou menos 2300 a .C., que todos os sumerianos se uniram sob a autoridade única de um chefe de sua nacionalidade.

O enfraquecimento político dos sumerianos, decorrentes da desunião, permitiu que povos semitas vindos do norte da cidade de ACAD, invadissem a região.

ECONOMIA

Os sumerianos possuíam um sistema econômico muito simples, e dava importância aos empreendimentos individuais do que geralmente se concebiam no Egito.

A terra não era propriedade cimente do rei, nem a atividade comercial, nem industrial era monopólio governamental. As massas populares não tinham quase nenhum patrimônio como também propriedades.
A escravidão não era uma instituição importante, muitos dos que eram considerados escravos não passavam na realidade de servos que haviam hipotecado sua pessoa por dívida.

A agricultura era o principal interesse econômico da maior parte da população, sendo os sumerianos excelentes lavradores. Devido ao seu conhecimento de irrigação, conseguiram farta colheita de flutues e também de cereais. Sendo a terra divididas em grandes latifúndios que achavam nas mãos dois governadores, dos padres e dos oficiais do exército, o cidadão médio ou era rendeiros ou um servo. No comércio estava a segunda parte da riqueza sumeriana. Em todas as transações comerciais maiores, serviam como dinheiro, barras ou lingote de ouro e de prata, sendo a unidade-padrão de trocas um círculo de prata de valor de aproximadamente de dois dólares ao câmbio moderno.

Os sumerianos eram muito religiosos Consideravam o culto a seus deuses a principal função a desempenhar na vida. Quando interrompiam as orações, deixavam estatuetas de pedras que os representavam diante dos altares para rezarem em seu nome.

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Dentro dos templos havia oficinas para artesãos, cujos produtos contribuíram par a prosperidade da SUMÉRIA. Os sumerianos acreditavam num dado número de deuses, tendo cada um deles uma personalidade distinta com atributos humanos. Podemos citar alguns deuses: ISTAR, a deusa do princípio feminino da natureza, SHAMASH, era o deus do sol, dava o calor, luz em beneficio do homem, mas também podia mandar seus raios abrasadores para secar o solo e as plantas. O dualismo religiosos, envolvendo a crença em divindades inteiramente separadas do bem e do mal, só aparecem na civilização muito depois.
Os sumerianos destinavam sua religião exclusivamente a este mundo e não ofereciam qualquer esperança à outra vida, não partejavam a mumificação e nem construíram túmulos complicados. Os mortos eram enterrados sob o piso da casa sem caixão.

Os sumerianos não realizavam grades coisas nas atividades intelectuais. Sua grande realização no entanto, foi a escrita que esta destinada a ser ossada durante milhares de anos depois ao desaparecimento de nação. Na matemática, descobriram o processo de multiplicação e divisão a até a raiz quadrada e cúbica. Seu sistema de numeração, pesos e medidas, era duodecimal, com o número sessenta como unidade mais comum. A astronomia era pouco mais que astrologia e a medicina, um curiosos misto de ervaria e magia. O receituário dos médicos consistia principalmente em feitiços para exorcizar os epítetos maus e acreditavam serem causas das doenças.

Como artistas os sumerianos, destacaram-se nos trabalhos com metal, na lapidação de pedras preciosas e esculturas. Os edifícios característicos da arquitetura sumeriana é o ZIGURATE, depois de muito copiado pelos povos que se sucederam na região,era uma construção em forma de torre composta por sucessivos terraços e encimada por pequeno templo.

A educação estava nas mãos dos sacerdotes e assim sua influência era culminante sobre e a vida intelectual total da nação. Nas escolas dos templos, ensinavam aos estudantes o complicado sistema de escrita. Também se ensinava a matemática e ainda a língua sumeriana e semítica.

Os estudantes que desejassem podia continuar em estudos mais especializados, visando a profissão como medicina, o sacerdócio e a arquitetura.

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OS ACÁDIOS

As cidades sumerianas ocupavam as melhores terras da MESOPOTÂMIA. Por esse motivo atraíram a atenção dos acádios povos que habitavam a cidade de ACAD, esses povos estabeleceram ao norte dos sumérios, fundando algumas cidades, vindo ACADÉ a ser a mais importante.

Ali reinaram pouco depois o Rei SARGÃO, e seu neto NARAM- SIN, conquistaram um vasto império englobando todos os povos da CALDEIA, o ELÃ - no extremo ocidental da meseta do IRÃ - seria a Alta Mesopotâmia, até chegar à Ásia Menor.

Por volta de 2.500 a .C., os acádios dominaram as cidades dos sumérios. Nas batalha os acádios utilizaram o arco e a flecha, mostrando-se mais rápidos e eficientes que a infantaria (tropa que luta a pé) armada com pesadas lanças e escudos. Comandados por SARGÃO I, os acadianos conquistaram e unificaram as cidades sumerianas, fundaram o primeiro império mesopotâmico que expandiu desde o Golfo Pérsico até as regiões de AMORRU e da ASSÍRIA

Sargão foi um homem notável que se ergueu da humilde posição de copeiro para tornar-se o primeiro dos construtores de império semita. Estendeu seus domínios sobre os assírios, invadiu as Montanhas Zagros para leste e chegou mesmo a alcançara a Ásia Menor, a Síria, assim como a conquistar terras da Suméria e tornar a influência semítica, ali mais forte do que nunca. Por suas conquistas Sargão obteve o controle de regiões de grande riqueza mineral re comercial que pretendiam organizar como partes de seu império.

A unidade do Império Acádio porém durou pouco. Revoltas porém interferiram nos planos de Sargão I e seus sucessores não foram capazes de manter o império.

O sistema político acadiano era centralismo na pessoa do rei, a ponto de tornar-se divinizado. Com a morte de Sargão seguiu uma nova dinastia que estabeleceu na cidade de UR unificando acádios e sumérios. Nesta época - 2050 a l950 a C., - a região começou a sofrer a invasões e apesar dos sistemas de fortificações construídos ao longo do Rio Eufrates, não foi possível evitar a penetração dos cananeus e o desmembramento do Império Acádio.

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Estandarte sumério representando os grupos sociais.Na parte superior, o rei e sua corte.Nas duas partes inferidores pescadores, agricultores.

OS CASSITAS

Os cassitas eram, segundo parece de raça indo-européia, embora seja possível que, como os hicsos, constituíssem um conglomerado heterogêneo em que os indo-europeus seriam apenas os donos da situação

O certo é que, pouco depois do reinado de HAMURABI os cassitas - unidos talvéz aos hititas - apareceram na Mesopotâmia e a percorreram em rápidas conquistas. Muitos deles permaneceram ali, tais como soldados mercenários; mas por volta de 1769 a .C., um grupo de cassitas se apoderou do poder e fundou uma dinastia que se radicou na Babilônia e dominou a região durante quase dois séculos. A história desse período é pouco significativa e não se conhece muito bem. Os cassitas assimilaram prontamente a civilização babilônica e não introduziram nela alterações importantes, motivos por que os aspectos do país pouco mudou durante o tempo de sua dominação. Não foi uma brilhante era, mas o comércio continuou a ter importância e são conhecidos as relações que a Babilônia teve naquela altura com todos os estados da época. Finalmente, ante a violência da agressão dos assírios, a Mesopotâmia Meridional caiu em poder deste povo que estava destinado a impor sua hegemonia sobre uma vasta extensão do Mundo Antigo

AMORRITAS OU BABILÔNICOS

Vindo do deserto Arábico por volta de 2000 a .C. o povo amorrita, também conhecido como babilônico, chegou a Mesopotâmia e estabeleceran-se na babilônia.Por isso os Amorritas ficaram conhecidos como babilônicos. Dali governaram um vasto império que ultrapassou os limites do que tinham logrado formar Sargão e Naran-sin: organizaram com prudência e firmeza.

A características mais importante dos dominadores da Babilônia consistiu em saberem assimilar prontamente a civilização cuja as bases tinham sido lançados pelos sumérios. Sua técnica arquitetônica, suas invenções para o controle das inundações, sua escrita, suas industrias, tudo foi aproveitado pelos babilônios e desenvolvidos até em grau notável de progresso.

A cidade cuja, a divindade protetora chamava-se MARDUC. e possuía notáveis templos, cobriu-se de construções belíssimas e se tornou centros importantes de atividades de toda a sorte. Ali reinou entre 2133 a 2081 a .C. um rei chamado HAMURABI que passou a história como um dos grandes codificadores da Antiguidade.

Hamurabi decidiu ampliar seus poderes políticos e econômicos na região e chefiando os amorritas, venceu os povos vizinhos e expandiu os domínios babilônicos por toda a Mesopotâmia desde o Golfo Pérsico até o norte da Assíria. Com efeito, Hamurabi mandou recopilar os diversos dispositivos que regiam a vida civil e ordenou que fossem gravados em pedra para que tosos os povos submetidos a sua autoridade os conhecessem. Esses dispositivos foi na realidade o primeiro códigos jurídico, com leis escritas que se conhece: O CÓDIGO DE HAMURABI

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Zigurate de Ur, reconstrução de sua escadaria.

CÓDIGO DE HAMURABI

O PRIMEIRO CÓDIGO JURÍDICO

Vejamos algumas normas que mostram o rigor das punições

Se um filho bater com as mãos em seu pai, terá suas mãos cortadas.

Se um homem furar o olho de um homem livre, terá o seu olho também furado.

Se furar o olho de um escravo pagará metade do seu valor.

Se um médico tratou a ferida grave de um homem com faca de bronze e ele morrer, o médico terá suas
mãos cortadas, se um homem arrancar os dentes de outro homem livre, seus próprios dentes serão também arrancados.

Se um arquiteto construir uma casa e ela cair matando o dono, o arquiteto poderá ser morto.

Se o filho do dono da casa morrer, o filho do arquiteto também será morto.

Se um homem roubar uma casa, será morto no local onde praticou o roubo.

Ali podemos estudar qual era a organização da família, a variada condição dos indivíduos, o regime da propriedade, o sistema penal. Para as punições, esse código adotava a "lei de talião", que determinava que a pena aplicada ao criminoso fosse igual ao crime por ele cometido ou seja " olho por olho, dente por dente".

Ficamos sabendo ao estudar essas leis, que as leis que regiam o Império Babilônico eram muito semelhante às que Moisés outorgou ao hebreu e conhecedor pormenores da vida cotidiana de tão remotos tempos.

Hamurabi também empreendeu uma ampla reforma religiosa, transformando o deus MARDUC da Babilônia no principal deus da Mesopotâmia, mesmo mantendo as antigas divindades. A Marduc foi levantando um templo, junto ao qual foi erguido o zigurate da BABEL, citado pelo LIVRO GÊNESIS (Bíblia) como uma torre para se chegar aos céus.

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A influência da arquitetura sumeriana pode ser vista atualmente no minarete (torre) da Mesquita de Samara, no Iraque. Construido em 848, o minarete tem uma rampa exterior em forma de um caracol que termina em um pequeno templo.

OS HITITAS

Os hititas eram de origem indo-européia e haviam chegado à Ásia Ocidental no princípio do segundo milênio. Percorreram durante algum tempo extensas regiões, estabelecendo transitoriamente na Mesopotâmia; mas acabaram preferindo radicar-se no centro da meseta da Anatólia, no país que depois chamou Capadócia. Ali fundaram sua capital HATI, onde começaram a se estender em diversos sentidos; não tardou que se chocassem com os egípcios, iniciando-se uma série de lutas em que estes últimos levaram a melhor, devido a sua aliança com os mitanianos, os assírios, e os babilônicos. Contudo no século XIV os hititas conseguiram algumas vantagens por causa da crise interna que debilitou o poderio egípcio; de modo que as forças chegaram a contrabalançar-se. Em tais circunstancia eis que irrompeu um novo povo que lhes invadiu os territórios, ameaçando a ambos que, então resolveram se unir.

O domínio hitita trouxe consigo duas invenções de importância fundamental para o progresso da humanidade: a utilização do ferro e o uso do cavalo. Esse animal era muito ágil para o transporte veloz de carros de guerra, construídos não mais com rodas cheias já conhecidas pelos sumérios, mas rodas com raios mais leves e de fácil manejo.

O rei hitita era chefe do exército, juiz supremo e sacerdote.As rainhas dispunham de um certo poder. Apesar da decadência o Império Hitita durou em torno de 1200 a .C., certos elementos do mundo hitita sobreviveram três séculos nos pequenos reinos situados no sudeste da Anatólia e no norte da Síria.

A importância desta civilização reside no fato de ter sido ela que nos legou os mais antigos documentos escritos numa língua indo-européia (língua que deu origem a maior parte das línguas faladas na Europa) até hoje descobertos. A maior parte dos textos que tratavam de história, de política, de legislação, de literatura e de religião, eram gravados em cuneiforme sobre tabelinhas de argila.

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