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MESOPOTÂMIA E SEUS POVOS

CIVILIZAÇÃO HEBRAICA

Os hebreus, povo de pastores nômades, viviam na cidade de UR no sul da Mesopotâmia. Partiram de UR, subindo o Rio Eufrates, e fixaram em HARAN, ao norte de Assíria. Posteriormente, chefiados por ABRAÃO segundo a Bíblia, Abraão foi escolhido por deus para ser o pai de um povo bastante numerosos; ele deveria fixar-se no lugar que um dia seria de seus filhos e netos, a TERRA PROMETIDA onde se estabeleceram por volta do ano de 2000 a .C.

A Palestina, uma estreita faixa de terra que se estende pelo Vale do rio Jordão, naquela época tinham limites, ao norte a FENÍCIA (região onde se desenvolveu uma civilização marítima mercantil) ao sul o deserto do SINAÍ, leste o deserto da SÍRIA, a oeste o Mar Mediterrâneo.

A história política dos hebreus (também chamados israelitas ou judeus) pode ser dividida em três períodos caracterizados pelo governo dos patriarcas, dos juizes e dos reis.

Nenhum dos povos do Antigo oriente, com exceção, talvez dos egípcios, teve maior importância para o mundo moderno do que os hebreus. Foram eles, já se sabe, que nos deram grande parte do substrato da religião cristã, como os mandamentos, as histórias da criação e do dilúvio, o conceito de Deus como legislador e juiz, e ainda mais dois terços da Bíblia. As concepções hebraicas da moral e da teoria política influenciaram profundamente as nações modernas, em especial aquelas em que a fé calvinista foi particularmente vigorosa.

Por outro lado é necessário lembrar que os próprios hebreus não desenvolveram sua cultura no vácuo. Não foram capazes que qualquer outro povo de fugir à influência das nações circunvizinhas. A religião hebraica em conseqüência disso, continha numerosos elementos cuja a origem egípcia ou mesopotâmica é evidente. A despeito de todos os esforços de profetas para expurgar a fé hebraica de corrupções estrangeiras, muitas permaneceram e outras foram adicionadas depois.

Com um breve descobrimento, a lei hebraica baseou-se largamente em fontes de antigas culturas babilônias, ainda que certamente com modificações. A filosofia hebraica era parte egípcia e em parte grega; muito antes mesmo de ser escrito o LIVRO DE JÓ, existia já um antigo drama babilônio de caráter semelhante. Ninguém pode negar por certo que os hebreus fossem capazes de realizações originais; mais inda assim não podemos passar por alto o fato de terem sido eles grandemente influenciados pelas civilizações mais antigas que os rodeavam.

A origem do povo hebreu constitui um problema ainda confuso. Certamente não constituíram uma raça à parte, nem possuíam qualquer caráter físico capaz de despenque-los nitidamente dos povos vizinhos. A origem de seu nome é devidos, segundo alguns ele deriva de KLABIRU ou HABIRU, apelativo dado pelos seus inimigos e significando "estrangeiros ou nômades". De acordo com outras autoridades se relacionam com a palavra EVER, ou EBER a qual designava os que procediam do outro lado do EUFRATES. Seja qual for sua origem o nome parece ter sido aplicado originalmente a vários povos imigrantes, restringindo-se mais tarde os israelitas.

A maioria dos historiadores, admitem, que o berço primitivo dos hebreus foi o DESERTO DA ARÁBIA. A primeira vez que os fundadores da nação de Israel apareceram na história, é contudo no noroeste da MESOPOTÂMIA. Já em l800 a . C, segundo todas as possibilidades, um grupo de hebreus, sob a chefia de ABRAÃO, se estabeleceram ali. Mais tarde o neto de ABRAÃO, JACÓ conduziu uma emigração para o poente e iniciou a cupação da PALESTINA.

Foi com JACÓ, subseqüentemente chamado ISRAEL, que os israelitas derivaram seu nome. Em época incerta, mas posteriormente a 1700 a . C., algumas tribos israelitas em companhia de outros hebreus desceram ao Egito para escapar às conseqüências da fome. Segundo parece, instalaram-se nas vizinhanças do Delta e foram escravizados pelo governo do faraó. Por volta de 1300-1250 a . C., os seus descendentes encontraram um novo líder no indômito MOISÉS, que os libertou da escravidão, conduzindo-os à PENÍNSULA DO SINAÍ e os converteu-o ao culto da IAVÉ. Até então IAVÉ tinha sido a divindade dos povos pastores hebreus que habitavam o SINAÍ. Utilizando como núcleo, o culto iavista, MOISÉS uniu as várias tribos de seus seguidores numa confederação por vezes chamada Anfictionia de Iavé. Foi essa confederação que desempenhou o papel dominante na conquista da PALESTINA OU TERRA DE CANAÃ.


Estatueta de ouro que exibe um modelo dos carros persas.
Por todos os caminhos do império, veículos como este facilitavam a comunicação.

Em sues dias primitivos as tribos de Israel eram um povo pastoril e algumas sempre permaneceram assim, especialmente as que viviam no sul. Após a conquista da Canaã, porém também se dedicaram á agricultora a às profissões simples, que aprenderam dos cananeus, mais adiantados. No tempo de SALOMÃO, haviam também organizado extenso comércio, cujos os lucros ajudaram a sustentar o dispendiosos esplender da corte salomõnica, com seu grande templo e palácio.

Especialmente no norte da região de Israel, floresce a vida citadina, o que significava que o comércio e a indústria estavam em explosão.

Enquanto os demais povos ganhavam destaque por conquistas militares ou por realizações no campo da arte e das ciências, o povo hebreu destacou-se por sido o primeiro a afirmar sua fé num único deus. Os hebreus acreditavam na vinda de um Salvador, o Messias. Os israelitas, porém nunca reconheceram Jesus como salvador esperado por eles. O deus único do judaísmo, a religião dos hebreus, é Jeová. A imagem do Deus judaico não podia ser reproduzida em pintura ou estátua.

Os hebreus deixaram um documento muito importante para a compreensão de sua história: Bíblia (da palavra grega biblion, que significa conjunto de livros). Este livro sagrado é dividido em duas partes: o Antigo Testamento (que conta a história do povo hebreu) e o Novo Testamento ( que foi escrito por seguidores da doutrina de Jesus).

No tempo de MOISES - 1200 A . C.,-a organização social dos hebreus era de um simples povo de pastores. Com o começo da vida em cidades entretanto e mais tarde com a criação do Reino de Davi, mudaram as condições. Os anciãos das tribos que outrora haviam exercido a autoridade, foram substituídos por uma nova aristocracia que compreendia os parentes e os servidores do rei. Outro elemento novo foi à classe média, composta dos ricos mercadores das cidades, cuja posição social ficava entre os nobres e a dos criadores de gado, mais pobres. Como nas antigas sociedade, os escravos formavam a classe mais baixa.

As leis dos hebreus revelam considerável preocupação pela justiça e uam séria tentativa de manter alto padrão de moralidade.As mulheres, embora não igualadas aos homens na sociedade judia, gozavam de uma posição de respeito. Contudo os judeus do tempo de DAVI eram quase tão cruéis e sanguissedentos como seus vizinhos, embora suas leis fossem superiores às do CÓDIGO DE HAMURABI, que data de talvez mil anos antes.

Não se distinguiram os judeus nem nas ciências, nem nas artes embora aprendessem a executar simples beldade e indústrias, eram tão fracos na perícia que SALOMÃO teve que importar artesãos fenícios para planejar e decorar seu grande palácio em JERUZALÉM.


Selo da época do rei Salomão.
O original desapareceu em Istambul, era esculpido em jaspe.

Com a literatura foi diferente. Neste setor, os antigos hebreus sabiam como expressar-se de modo admirável. Em suas lendas, tradições históricas e poesia, tinham como registradas no Velho testamento, criaram um dos maiores monumentos literários de todos os tempos. A história de suas peregrinações de suas guerras, seus crimes, suas tragédias e seus sucessos foi inspirada e embelezadas pelo motivo magnífico, que percorre toda a sua literatura, do desenvolvimento de sua poderosa religião, a qual foi realmente, a sua mais significativa contribuição à civilização.

É na literatura religiosa que encontramos uma dos grandes brihos da cultura hebraica. O melhor exemplo são os livros bíblicos do Antigo testamento, dentre os quais se destacam os SALMOS, CÂNTICO DOS CÂNTICOS, LIVRO DE JÓ, e PROVÉRBIOS.

O estilo vibrante dessa literatura e sua bela vigorosos imagens poéticas inspiraram grande parte da produção artística o Ocidente cristão.

Politicamente os hebreus conheceram três tipos de governo: o patriarcado, o juizado e a monarquia.

O PATRIARCADO

Os patriarcas eram ao mesmo tempo, sacerdotes, juizes e chefes militares. O primeiro patriarca, ABRAÃO, foi substituído pelo seu filho ISAAC, e este por JACÓ, que teve seu nome mudado para ISRAEL que significava 'forte com deus". Essa é a razão de o povo hebreu ser conhecido como israelita ou povo de Israel.

Por volta de 1700 a .C, a PALESTINA enfrentou uma grande crise de fome, causada pela seca assolou a região. Sob o comando de JACÓ UMA PARTE DAS TRIBOS HEBRAICA MIGROU PARA O EGITO, ONDE HAVIA ALIMENTOS, ESTABELECENDO-SE NUMA DELTA DO RIO NILO.

Permaneceram neste país cerca de quatrocentos anos. Alguns hebreus chegaram a ocupar altos cargos no governo. A presença dos hebreus no Egito coincidiu com a invasão dos hicsos.


Davi é sagrado pelo profeta Samuel

O relato bíblico nos informa que JOSÉ era filho predileto de JACÓ e, por isso seus irmãos o invejavam. Um dia, quando estavam no campo cuidando dos rebanhos, os irmãos de José planejaram mata-lo. Entretanto, graças a um deles, RUBEM, acabaram desistindo ,mas venderam-no a uma caravana de mercadores que se dirigiam ao Egito.

No país do Nilo, JOSÉ FOI VENDIDO COMO ESCRAVO, MAS GRAÇAS À SUA INTELIGÊNCIA, ATINGIU ALTOS POSTOS. Ganhou fama pelas interpretações que fazia dos sonhos.

Certa vez, foi chamado para interpretar dois sonhos do faraó.No primeiro, o faraó havia visto, perto do Rio Nilo, sete vacas gordas e belas serem devoradas por sete vacas magras e feias.No segundo, vira sete espigas grossas serem comidas por sete espigas finas.

A interpretação que José deu foi a que haveria no Egito sete anos de fartura seguidos por sete anos de miséria e fome.

Então, sugeriu ao faraó que armazenassem os alimentos produzidos nos anos de fartura, para suprir as necessidades do povo nos sete anos de miséria. Satisfeito, o faraó escolheu JOSÉ para administra o palácio.

Durante longo tempo, os hebreus gozavam de liberdade no Egito. Viviam unidos, preservando seus costumes e tradições. Contudo. Essa situação mudou após a expulsão dos hicsos. Os hebreus passaram a ser perseguidos, perderam seus bens e foram escravizados.

Por volta de 1250 a .C., sob o comando de MOISÉS, conseguiram sair do país, acontecimento concedo como ÊXODO.

Ainda segundo a bíblia, após a saída do Egito, MOISÉS, recebeu de Deus, no alto do MONTE SINAÍ, as Tábuas da Lei. Eram os mandamentos que deveriam nortear o comportamento do povo em relação a DEUS e à comunidade. Os hebreus vagaram quarenta anos pelo deserto.
Moisés morreu antes de chegar à PALESTINA e foi substituído por JOSUÉ.

A Bíblia nos informa que um Faraó teve medo de que o povo de Israel tornasse numeroso e dominasse o Egito.Por isso ordenou que todos os recém-nascidos judeus do sexo masculino fossem mortos. Para salvar seu filho, uma judia colocou-o num cesto e lançou-o no Rio Nilo. O menino foi encontrado e criado por uma filha do faraó,foi chamado de Moisés que significa "salvo das águas".
Durante a juventude Moisés viveu na corte do faraó. Descobrindo sua origem, revoltou-se contra a opressão ao seu povo e o conduziu de volta a Canaã.

O JUIZADO

Josué liderou a luta de seu povo pela reconquista da Palestina que estava ocupada por vários povos. Essa luta levou o fortalecimento dos chefes militares, que assumiram o comando político e religiosos e são conhecidos como juizes. Dentre eles destacaram-se: GEDEÃO, SANSÃO, SAMUEL.

Após a reconquista da Palestina, o território foi dividido entre doze tribos de Israel. Com o objetivo de manter a unidade do povo e garantir a defesa do território, Samuel, o último juiz por volta de ano 1000 a . C.., instituiu a monarquia.


Festa religiosa reunindo família judaica.

MONARQUIA

A monarquia durou um século. O rei centralizava todo o poder, sendo ao mesmo tempo chefe religioso, político e militar. O primeiro rei foi SAUL. Em sue governo, os filisteus atacaram e derrotaram os hebreus. \para não cair em mãos inimigas, o rei suicidou.Seu sucessor foi DAVI, que unificou as tribos e estabeleceu em Jerusalém. Fez inúmeras campanhas expandindo o território da \Palestina. Os SALMOS, pomas contidos na BÍBLIA são atribuídos a DAVI.

Em 966 a .C.,foi sucedido por seu filho SALOMÃO, que herdou uma monarquia consolidada. Em seu governo houve grande desenvolvimento do comércio, do artesanato e das construções públicas.

Nessa época foi construído o TEMPLO DE JERUZALÉM, um santuário onde deveria ficar a ARCA DA ALIANÇA, uma urna com as TÁBUAS DA LEI. Para cobrir os gatos com a realização dessa obra, houve significativo aumento dos impostos, o que descontentou o povo.


Bracelete em ouro que pertenceu ao filho do rei Salomão

Foram instituídas várias festas religiosas como

SABBAT: comemoração do sétimo dia da criação

PÁSCOA: comemoração do Êxodo

PENTECOSTE: comemoração do recebimento das Tábuas da Lei

TABERNÁCULOS: comemoração da permanência no deserto

Com a morte de SALOMÃO, seu sucessor não foi aceito pelos hebreus. Ocorreu o CISMA, que representou o rompimento da unidade política do povo hebreu.

As tribos formaram dois reinos:

ISRAEL: ao norte com a capital em SAMARIA formado por dez tribos

JUDÁ: ao sul com a capital em Jerusalém, formado por duas tribos

SALMO 2

DEUS, PASTOR DO HOMEM

O Senhor é meu pastor, nada me falta.
Em verdes prados ele me faz deitar
Conduz-me junto às águas refrescantes,
Refaz a minha alma.
Pelos caminhos retos ele me leva,
Por amor do seu nome.
Ainda que eu atravesse o vale escuro,
Nada temerei, pois estás comigo.
Vosso bordão e vosso báculo
São o meu amparo.
Preparais para mim a mesa
À vista de meus inimigos.
Ungis de óleo a minha cabeça,
Transborda a minha taça.
Graças à misericórdia hão de seguir-me
Por todos os dias da minha vida.
E habitarei na casa do Senhor
Na amplidão dos tempos.

A separação enfraqueceu o povo hebreu, que acabou sendo dominado pelos povos conquistadores do oriente Próximo. E, 722 a . C., o Reino de Israel, foi dominado pelos assírios, chefiados por SARGÃO II, em 586 a . c., o Reino de Judá caiu nas mãos dos caldeus comandados por NABUCODONOSOR.Muitos habitantes foram aprisionados e levados a BABILÔNIA ( CATIVEIRO DA BABILÔNIA)

Em 539 a .C., quando o Rei CIRO da PERSIA, dominou a MESOPOTÂMIA, libertou os hebreus e permitiu que voltassem a Palestina. Posteriormente, a Palestina foi conquistada por ALEXANDRE MAGNO da MACEDÔNIA -333 a . C.,- e pelos romanos - 63 a C. Em 70 d. C. os romanos destruíram o TEMPLO DE JERUSALÉM, provocando a revolta dos hebreus. A cidade de Jerusalém foi arrasada pelos invasores.

Mais tarde, em l3l d. C., o Imperador Romano Adriano empreendeu violenta repressão aos hebreus, levando-os a dispersar pelo mundo;esse episódio é conhecido como DIÁSPORA.

Durante muitos anos os judeus viveram em diferentes países, mas conseguiram manter a sua unidade cultural. Isso se deve a principalmente à religião, que os une. Após a Segunda Guerra Mundial, muitos judeus conseguiram retornar à Palestina. Em 1948 foi criado e reconhecido o ESTADO DE ISRAEL.

IMPÉRIO PERSA

Durante séculos antes da criação do vasto Império Persa do sexto século a .c , uma série de povos de além do MAR CÁSPIO, estiveram movimentar-se no rumo do OCIDENTE. Alguns passaram para a Europa sul-oriental, enquanto outros se espalharam pela Ásia menor destruindo o IMPÉRIO HITITA,assolando a SÍRIA e a PALESTINA e mesmo atacando o Egito,os mais poderosos desses invasores foram os últimos a aparecer os MEDOS do Irã noroeste de nosso dias, que varreram a Assíria e se mudaram para a Ásia Menor.

Mas os medos não deveriam ser conquistadores de todas as antigas civilizações, pois em 550 a . C., seu rei foi derrubado por CIRO, o governante dos persas que eram estreitamente aparentados com os medos. Esses herdeiros dos séculos, que iriam edificar o último e macero dos impérios do Antigo oriente Médio, haviam vivido por desconhecido espaço de tempo na parte mais meridional do que á atualmente o Irã. Além de dar início a suas mais amplas conquistas, seu grande Rei Ciro, derrotou o rei dos medos e começou a movimentar-se para oeste. Em pouco tempo Ciro conquistou o reino LÍDIO de CRESO na Ásia menor e as cidades gregas da costa. A sequir aniquilou o IMPÉRIO CALDEU. Por volta de 538 a . C ., quando caiu BABILÔNIA, o domínio persa chegava as fronteiras do Egito, incluindo todas as outras terras.

Assim em onze anos Ciro bem merecera ser chamado de CIRO O GRANDE, pois transformara num dos grandes e principais lideres militares da história. Infelizmente pouco se conhece a respeito além da simples menção de suas vitórias. Merece nota especial, entretanto, a libertação dos judeus concedida por Ciro. Embora permaneça vago como personalidade, Ciro o grande é famoso como fundador de um Império que durou mais de dois séculos - até que outro gênio Alexandre Magno lhe pôs fim-.

CAMBISSES, o cruel filho de Ciro, arredondou as vitórias de seu pai com a tomada do Egito em 525 a . C.. só três anos depois o rei, que sofria de epilepsia, perdeu a cabeça e suicidou. Já irrompera uma revolução no Império, mas logo dominada pelos nobres que em 521 a . C., elevaram Dario ao trono.


A pintura tinha função decorativas, com temas religioosos ou cenas de guerras.

Dario I o grande, como é chamado, dominou a Império de 521 a 486 a . C. Ocupou os primeiros anos de seu reinado em reprimir revoltas de povos submetidos em reforçar a organização administrativa do estado. Em ambas tarefas conseguiu êxito considerava, mas suas ambições de poder levar longe demais. A pretexto de reprimir as incursões dos citas, atravessou o Helesponto, conquistou uma grande parte da costa da Trácia e dessa forma provocou a hostilidade dos atenienses. Além disso, aumentou a opressão sobre as cidades jônicas da costa da Ásia Menor, que tinham caído sob o domínio persa com a conquista da Lídia.Interferiu em seu comércio, impôs-lhes tributos mais pesados e forçou os seus cidadãos a servir nos exércitos imperiais. O resultado imediato foi a revolta das cidades jônicas com o apoio de Atenas. Quando Dario tentou punir os atenienses pela participação na rebelião, encontrou-se envolvido numa guerra com quase todos os estados da Grécia.

REIS PERSAS

Ciro, o Grande = 550-529 a .C.

Cambisses= 529-521 a . C

Dario I = 521-485 a . C

Xerxes I= 485-465 a . C.

Artaxerxes= 465-425 a . C

Xerxes II = -424 a . C.

Dario II= 423-404 a . C

Artaxerxes II = 404-358 a . C

Artaxerxes III = 358-338 a . C

Dario III = 336-330 a .C.

Em teoria o rei persa era um monarca que governava pela graça do deus da luz. Nenh8uma constituição ou princípio da justiça limitava a sua autoridade soberana. Na ética porém, devia deferência aos principais nobres do reino, e dispersar alguma consideração aos costumes antigos e as leis tradicionais dos medos e depois persas.

Para efeito da administração local o império era dividido em vinte e uma sátrapa ou governador civil. Apesar de absoluto em todos os assuntos de jurisdição civil, o sátrapa não tinha autoridade militar. As forças militares eram confiadas ao comandante das guarnições em toda a província, como uma salvaguarda adicional, designava-se um secretário para cada província a fim de examinar a correspondência do sátrapa e denunciar quaisquer provas de deslealdade. E finalmente para maior segurança, o rei enviava inspetores especiais uma vez por ano, com uma poderosa guarda, afim de visitar cada província e investigar a conduta do governo.

Esses funcionários eram conhecidos como "olhos e ouvidos do rei" eram geralmente membros da família real ou outras pessoas em que o monarca poderia depositar toda a sua confiança.

RELACIONAMENTO DOS PERSAS COM OS POVOS VENCIDOS

Ao contrário do modo extremamente cruel dos Assírios, os persas tratavam os povos submetidos de maneira mias tolerante, respeitando sua religião e seus costumes, desde que não se revoltassem.

O rei persa, porém, não deixava de ser tirano com os povos conquistados, impondo-lhes elevados tributos e obrigando-lhes ao serviço militar sob o comando de oficiais persas. Aqueles que desobedecessem às ordens do governo persa podiam ser esfolados vivos, ter seus corpos mutilados ou mesmo sofrer decapitação

Apesar de trabalhoso e caro o sistema funcionou tão eficientemente que as revoltas dos sátrapas figuraram entre as causas principais da queda da Pérsia.

Quase toda a atividade do governo imperial visavam a fins de eficiência militar e segurança política. Dario I principalmente enviou esforços para adestrar os jovens de nacionalidade persas em hábitos que os tornassem aptos a vida militar. Procurou incutir nas classes superiores as virtudes de austeridade, de lealdade e da honra e impedir que sucumbissem ao luxo e ao vício. Todos os seus esforços foram afinal em vão pois os persas não colocaram remitência mais do que os assírios, as tentações de um poder e de uma riqueza inesperada.Outro trabalho importante do governo foi a construção de uma esplêndida rede de estradas, a melhor que se conheceu da época dos romanos. A mais famosa era a ESTRADA REAL de cerca de 2.500 Km de extensão que ligava SUSA A SARDIS.

Tão bem conservada era esta estrada real que os mensageiros do rei, viajando noite e dia, podiam cobrir sua extensão total em menos de uma semana. Quase todas as províncias eram ligadas a uma ou outra das quatro capitais persas:SUSA, PÉRSEPOLIS, BABILÔNIA, ÉCBATONA

Ainda que contribuindo naturalmente para o desenvolvimento do comércio, essas estradas foram construídas com o objetivo principal de facilitar o controle sobre as partes remotas do Império.

A boa condição das estradas possibilitou o desenvolvimento de um eficiente serviço de correios, com diversos postos espalhados pelo caminho. A adoção da língua aramaica em todos os documentos oficiais foi mais uma das medidas adotadas que visava a unidade do Império.

A economia persa era baseada na agricultura ( centeio, trigo, cevada ) e na criação do gado. Com a expansão do Império, cada região ainda exercia suas atividades costumeiras. Entretanto, a unidade política imposta e a construção de estradas que facilitou a comunicação entre as satrapias, incentivaram o crescimento das atividades artesanais e do comércio.

Para facilitar as trocas mercantis, Dario mandou cunhar moedas de ouro - daricos - ( importantes sociedades do mundo antigo, egípcios, babilônios, desenvolveram-se sem a utilização da moeda - dinheiro. As transações comerciais faziam-se pela troca direta de um produto por outro.Mais tarde em algumas regiões, estabeleceu-se o uso da certos objetos como unidades de valor para facilitar as trocas. Exemplos: anzóis, bois, alimentos. Segundo o historiador JEAN PIERRE VERMANT, a moeda no sentido atual (cunhada) e garantida pelos Estado é uma invenção grega do século VI a . c ) mas a quantidade foi insuficiente. Posteriormente, permitiu-se a cunhagem de moedas de prata cuja a quantidade ainda não atendia às necessidades do comércio.

Na verdade, os reis persas em vez de cunhar moedas, preferiram acumular tesouros em metais preciosos, obtidos dos tributos arrecadados dos súditos.

A ampla atividade comercial era efetuada pela população dominada pelo Império Persa que estava submetida ao pagamento de pesados tributos e prestação de serviços públicos, seja nas grandes obras urbanas e construção de estradas, seja no exército constituindo a servidões coletiva, típica do Oriente Antigo. Boa parte da atividade comercial que contava com a rede de estradas e garantias imperiais era realizada pelos babilônios, fenícios e judeus, enquanto as atividades agrícolas, pelo restante da população subjugada.

Embora a outros respeitos, muito devessem a seus vizinhos mais civilizados, não precisaram os persas de obter empréstimos no campo da religião. A sua própria religião o ZOROASTRISMO, foi das maiores entre todas as religiões do Antigo Oriente, só rivalizada pelo dos hebreus, no seu melhor estágio, e pela dos hindus do Pendjab, que Dario conquistou.


Bracelete mostra a luta entre Ormuz-Mazda deus do bem e Arimã deus do Mal.

O grande mestre religioso dos persas foi um homem conhecido como ZOROASTRO OU ZARATRUSTRA,que viveu provavelmente na última metade do século VII e na primeira parte do século VI a . C.. Antes dessa época, os persas tinham uma religião primitiva baseada na adoração de muitos deuses representativos das forças da natureza. Os rituais de adoração eram dirigidos por sacerdotes chamados magos. Como os profetas hebreus, Zoroastro procurou expurgar essa religião da superstição e da mesquinharia para ergue-la a um plano ético mais elevado. Teve sucesso nisso, apesar da oposição do velho clero e seus conceitos religiosos foram depois aceitos pela corte no século VI a . C.

A reforma religiosa que Zoroastro inspirou estabeleceu a adoração de um deus AHURA-MAZDA ou ORMUZD. Era um deus de retidão e verdade que revezava seus preceitos e a seu profeta Zoroastro. A ele impunha um mal espírito, ANGRA-MAINYU ou ARIMÃ, que representava a mentira, isto é a negação da verdade. O mundo do homem era concebido como um gigante campo de batalha, em que lutavam as forças do bem e do mal. Cada homem devia escolher o lado de um ou de outro desses deuses em guerra a quem serviria.Podia se quicé servir a Arimã e naturalmente esse deus do mal o tentaria faze-lo. Mas se em vez disso, preferisse servir o deus da bondade, devia tomar papel ativo como soldado da causa do bem, sem mostrar complacência ou piedade com o outro lado.

O próprio Zoroastro pretendia que a sua religião fosse monoteísta. Considerava Ahura-Mazda um poder supremo que permitia aos homens escolhessem entre o bem e o mal, mas punia os que fizessem esta última escolha. Alguns de seus discípulos, porém modificaram esse monoteísmo ao ensinarem que o mal era obra de um segundo deus, Arimã. Posteriormente, ainda outras divindades, foram reconhecidas. Assim, MITRA, um dos antigos deuses persas, reapareceu como ajudante de Ormuzd, e Anahita, uma deusa semítica da fertilidade foi adotada.Mais tarde, os antigos sacerdotes, os Magos, recuperaram o poder e mais uma vez o ritualismo se tornou importante.

Zoroastro acredita na imortalidade e seu ensinamento a esse respeito é de crucial significação.O deus do mal estava fadado a ser por fim derrotado, embora ele e suas cortes o ignoravam. Essa derrota final do mal viria no dia do último grande julgamento, quando os mortos retornariam a vida. Nesse meio tempo, as almas dos mortos sobreviveriam em outro mundo, onde receberiam o tratamento que houvessem merecido por sua vida na terra. Três dias após a morte, cada alma era levada a uma grande ponte, que atravessava as profundezas do inferno. Se o bem que o homem houvesse praticado na terra não ultrapassasse o mal, sua alma atravessaria a ponte para um mundo de celestes felicidades, mas se os feitos do homem o revelasse como um servo do mal sobre a aterra, a ponte se estreitaria e sua alma seria precipitada no refino da pesada escuridão. Contudo, mesmo essas almas não permaneciam no inferno para sempre, pois isso deixaria muitas criaturas de ORMUZD em mãos dos inimigos. Mais tarde no dia do ajuste final, o mal seria purificado em metal derretido, que para o bem, é tão agradável como leite quente. Assim o próprio inferno seria purificado e a vitória pertenceria à verdade e à bondade.

O ZOROASTRISMO ATUALMENTE

A maior contribuição da civilização persa foi no campo da religião. Zoroastro, que viveu de 628-55l a . c., fundou o zoroastrismo a religião dos persas. Esta doutrina pregava o JUIZO FINAL e a vida eterna no paraíso para os bons. Este princípio religioso influenciou o judaísmo e o cristianismo, que também concebiam o julgmento final.

O zoroastrismo se tornou a força religiosa dominante no IRÃ; seu culto ainda é praticado atualmente naquele país. Com a chegada do islamismo, a religião quase desapareceu, embora existam muitos praticantes na Ásia e nos Estados Unidos da América do Norte. Porém o grupo mais numeroso se encontra na Índia. Os adeptos da religião são chamados de parses. Eles deixaram o Irã no fim do século XIX e foram para a Índia. Estabeleceran-se na região de BOMBAIN.

A religião dos persas, tal como ensinada por Zoroastro, não permaneceu por muito tempo em seu estado original. Foi corrompida principalmente pela persistência de superstições primitivas, pela magia e pela ambição do clero. Quanto mais a religião se estendia, tanto mais nela se enxertavam essas relíquias do barbarismo. Com o passar dos anos a influência da crença de outras terras, particularmente as dos caldeus, determinou novas modificações. O resultado final foi o desenvolvimento de uma poderosa síntese na qual o primitivo sacerdotalismo, o messianismo e o dualismo dos persas e combinavam como pessimismo e o fatalismo dos neobabilõnicos.

Desta síntese emergiu aos poucos uma produção de cultos, semelhantes em seus dogmas, básicos, mas concedendo a eles valores diferentes.O mais antigo dos cultos era o mitraísmo nome que se deriva de MITRA, o principal lugar-tenente deA MAZD na luta contra as forças do mal.

Mitra a principio, era apenas uma divindade menor da religião zoroástrica, encontrou finalmente agasalho no coração de muitos persas, como Deus mais merecedor de orações. A razão desta mudança foi, provavelmente, a auréola emocional que cercava os acidentes da vida. Acreditava-se que nascera num rochedo, em presença de um pequeno grupo de pastores, que lhes trouxeram presentes em sinal de reverência pela sua grande missão na terra. Passou então a sujeitar os seres vivos que encontrava, conquistando e tornando úteis ao homem muitos deles. Para melhor desempenhar essa missão, fez um pacto com o sol, obtendo calor e luz para que as plantações pudessem florescer. O mais importante de seus feitos, contudo, foi a captura do touro divino. Agarrando o animal pelos chifres, lutou desesperadamente até força-lo a entrar numa caverna, onde em obediência a uma ordem do sol, o matou. Da carne e do sangue do touro proveriam todas as espécies de ervas, grãos e outras plantas valiosas para o homem. Mal esses feitos foram realizados, Ahriman provocou uma seca na terra, mas Mitra enfiou a sua lança numa rocha e as águas dela borbulharam. Em seguida o Deus do mal mandou um dilúvio, mas Mitra mandou construir uma arca para permitir a salvação de um homem com seu rebanho. Depois de terminado os seus trabalhos, Mitra, participou de um festim sagrado com o sol e subiu aos céus. No devido tempo voltará e dará a todos os crentes a imortalidade.

A herança deixada pelos persas, ainda que não tenha sido exclusivamente religiosa, continham muitos elementos da natureza secular. A forma de governo característica desse povo foi adotada pelos monarcas romanos de época avançada, não no seu aspecto puramente político mas no seu caráter de despotismo de direitos divino. Quando os imperadores como Diocleciano, Constantino I invocaram a autoridade divina como base de seu absolutismo e exigiram que os súditos se prostrassem na sua presença, estavam na realidade identificando o estado com a religião como os persas tinham feito na época de Dario. São também discerníveis traços da influência persa em certos filósofos helenistas, mas ainda aqui essa influência foi essencialmente religiosa, pois se limitou quase inteiramente às teorias místicas dos neoplatônicos e dos seus aliados filosóficos.

Fonte: paginas.terra.com.br

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