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Classe Aves

Assim como os mamíferos, as aves são descendentes dos répteis. O arqueópterix é o mais antigo fóssil conhecido de ave e data de aproximadamente 140 milhões de anos atrás.

O arqueópterix era um pouco maior que uma pomba e possuía cauda longa, percorrida pela coluna vertebral, como os répteis. Também possuía mandíbulas ósseas com dentes, como os répteis. Mas tinha a mais marcante característica das aves: as penas. Tinha três dedos com garras nas asas.

Há cerca de 65 milhões de anos, com a extinção da maioria dos répteis, como os dinossauros, houve uma grande diversificação das aves, que passaram a povoar mais amplamente os diversos ambientes terrestres.

Como evidência encontrou-se perto de Solnhofen, região da Bavária, na Alemanha, um fóssil de Archaeopteryx lithographica, do tamanho de um pombo. No Cretáceo havia aves com dentes, em Kansas e Montana, EUA, foi encontrado Hesperornis sp. com cerca de 1,5m de comprimento. Originaram-se de répteis delgados de cauda longa e bípedes, que corriam rapidamente. As penas assim como as escamas dos répteis tem um crescimento inicial igual.

No início apareceram escamas móveis, antes da endotermia e sem relação com o vôo. Acredita-se que o vôo teve início a partir de barrancos, montanhas e sobre a vegetação quando corriam em alta velocidade, penetrando em um nicho aéreo pouco explorado. O vôo planado inicialmente requereu a endotermia. Para o vôo houve a necessidade da redução do peso corporal, com os ovos se desenvolvendo fora do corpo materno, perda de bexiga na maioria das espécies, aeração e reforço dos ossos. A visão seguido da audição foram os sentidos que mais se desenvolveram. A grande mobilidade e necessidade de comunicação a grandes distâncias promoveram uma elaboração de voz, que varia de acordo as espécies.

Características gerais

Corpo

Coberto com penas.

Dois pares de Extremidades

Anterior transformado em asas e posterior com pernas e pés, com 4 dedos, geralmente.

Esqueleto

Delicado, Forte e ossificado com ossos fundidos e aerados. Crânio com côndilo occipital. Pelve fundida a numerosas vértebras. Esterno grande geralmente com quilha mediana e com poucas vértebras caudais.

Coração

Com 4 câmaras ( 2 A + 2 V ) , persiste o arco aórtico sistêmico.

Respiração

Pulmões compactos preso às costelas e ligados a sacos aéreos.

Excreção

Rins metanéfricos, urina semi-sólida, ácido úrico e sem bexiga. A excreção é feita através de uma cloaca e orifício retal.

Fecundação

Interna e Cruzada. Possui segmentação meroblástica.

Reprodução

Seres geralmente com dimorfismo sexual. Postura de ovos com casca calcária e necessidade de incubação. Cuidado parental com os filhotes, na maioria dos casos.

Nervos cranianos

Em doze pares.

Siringe

Caixa vocálica localizada na traquéia.

Bico

Substitui a boca, se projeta como bainha córnea.

Pescoço

Longo e flexível. Com as veias jugulares cruzadas.

Aparelho digestivo

Completo, apresentando uma moela onde o alimento é triturado .

Circulação

Fechada . Com sistema porta hepático e sistema porta renal reduzido.

Uropígio

Glândula responsável pela produção de substância oleosa para impermeabilizar e dar elasticidade para as penas.

Endotérmicas

Possuem temperatura corpórea estável.

As aves são animais homotérmicos e ovíparos, pois botam ovos. As aves também têm dimorfismo sexual, ou seja, a aparência do macho é diferente da fêmea. Quando recém-nascidas elas têm o corpo nu, com pequenas plumas espalhadas pelo corpo.

As penas das asas são grandes, resistentes e têm a função de impulsionar a ave para o vôo. Já as penas caudais ajudam no vôo. As penas aquecem o corpo das aves e têm grande importância, em algumas aves, no acasalamento.

As aves aquáticas têm na região caudal a glândula uropígio, que produz uma secreção oleosa para lubrificar as penas, ajudando assim a elas não encharcarem com a água. Os ossos das aves são pneumáticos, isto é, ossos ocos.

Os alimentos das aves são os mais variados: frutos, néctar, sementes, insetos, vermes, peixes, moluscos, e pequenos vertebrados.

Veja como é o sistema digestivo das aves:

Bico: importante na captura e preparo de alimentos;
Papo: onde se armazena e amolece o alimento antes de ir para o estômago químico;
Estômago químico: onde se inicia a digestão;
Moela: onde é triturado pelas contrações dos músculos;
Cloaca: por onde sai os restos não triturados, misturados urina.

Alimentação

Frugívoros: De frutas. (Papagaio, tiriba, saíra, gaturamo, inhambu..)

Onívoros: Diversos tipos de alimentos. (Bem-te-vi, sabiá, pardal..)

Carnívoros: De carne vermelha e artrópodes.(Falcão, gavião, coruja..)

Piscívoros: De peixes. (Martim pescador, atobá..)

Necrófagos: De carniças. (Urubu, gaivotão..)

Insetívoros: De insetos. (Andorinha, pica-pau..)

Malacófago: De moluscos. (Caramujeiro..)

Nectarívoro: De néctar das flores. (Beija-flor..)

Fitófagos: De plantas. (Cigana..).

Importância das Aves

Alimentando-se de Pragas: Exercem papel no controle biológico. Perdizes controlam insetos em lavouras e pastagens. O caracará é o principal predador de lagartas em lavouras.

Controle de ratos e cobras: Os gaviões, corujas são os consumidores habituais de ratos aos quais caçam dia e noite. A seriema e a ema têm fama de grandes comedoras de cobras.

Na limpeza da Natureza: Os urubus consomem rapidamente carcaças de animais mortos, inclusive em áreas urbanas.

Na polinização das flores: Principalmente os beija-flores têm o papel de perpetuamento de espécies de flores, sendo que a extinção de um acarreta a extinção de outro.

Dispersão de sementes: Muitas espécies de plantas tem suas sementes dispersas por aves como a Araucaria angustifolia (pinheiro-do-Paraná ) e a Myrsine sp (capororoca).

Fornecimento de adubo: As galinhas fornecem o esterco que é usado na agricultura. O andorinhão-de-coleira-falha pernoita no mesmo local acumulando grande quantidade de adubo que é usado por moradores da região. Diminuindo o uso de adubos químicos.

Fornecimento de alimento: Várias aves domésticas, como galinhas, perus, faisões, codornas e pombas são aproveitadas há anos na alimentação humana.

No lazer, Inspiração e beleza: Ao serem observadas transmitem a sensação de bem estar e harmonia, além de possuírem belos cantos. São motivos de inspiração para símbolos, músicas, poesias, trovas, fotografias, filmes, livros.Visando a observação de aves, em 1974, foi criado o COAS, Clube de Observadores de Aves, sendo fundado no Rio Grande do Sul, tendo a observação de aves como um hobby e passa-tempo numa interação com a natureza.

Determinação do Sexo em Aves

Determinar o sexo em aves é muito difícil, pois os filhotes raramente mostram uma morfologia ligada ao sexo, e estima-se que quando adultos, machos e fêmeas parecem idênticos em mais de 50% das aves do mundo. Isto se torna um problema para estudos evolucionários e para a criação assistida das aves.

Griffiths, da Universidade de Glasgow, no Reino Unido, desenvolveu um teste de DNA que ajuda a resolver este problema. Este teste consiste na identificação, em um indivíduo, de dois genes chamados CHD (cromo-helicase ligadora de DNA) conservados que estão localizados nos cromossomos sexuais de todas as aves (com a exceção para os ratitos). O gene CHD-W está presente no cromossomo W, único para fêmeas (ZW), e o gene CHD-Z é encontrado no cromossomo Z, que ocorre nos dois sexos (macho é ZZ).

Este é um teste simples, no qual o gene retirado de qualquer célula nucleada do indivíduo pode ser identificado. Após sua amplificação pela técnica do PCR (cadeia de reação da polimerase), com primers específicos desenvolvidos pelo pesquisador, ele é passado em um gel de eletroforese. Neste gel, as fêmeas apresentarão 2 bandas, correspondentes ao dois genes: CHD-W e CHD-Z, enquanto os machos apresentarão apenas a banda correspondente ao gene CHD-Z. Desta forma, a identificação do sexo das aves pode ser feita de forma simples, rápida e segura com a utilização deste teste.

As Aves Antárticas

A fauna antártica, de modo geral, é caracterizada, basicamente, pela pequena variedade de espécies, grande número de indivíduos e pelo ciclo sucessivo de migração.

Na Antártica, existe uma pequena variedade de aves se comparadas, por exemplo, com as aves da Amazônia. Em contrapartida, as aves antárticas apresentam-se em quantidades muito superiores. Podem-se encontrar mais de 2 milhões de albatrozes de uma única espécie, reunidos num mesmo local, na época de procriação, ou mesmo colônias de pingüins com 1,5 milhões de indivíduos.

O reduzido número de espécies de aves deve-se à cadeia alimentar bastante simplificada, com poucas opções alimentares e a pouca disponibilidade de locais adequados à reprodução. O rigor do clima não é o fator principal para o reduzido número de espécies, já que existem imensas populações de aves de uma determinada espécie que, evidentemente, estão adaptadas às condições alimentares e de procriação disponíveis nas regiões antárticas.

As aves mais características da Antártica são os pingüins. São bastante adaptados vida aquática. Suas asas transformaram-se em verdadeiros remos, nadam com bastante rapidez, atingindo velocidades de até 40 quilômetros por hora, chegando a mergulhar até 250 metros de profundidade, permanecendo submersos por até 18 minutos. No mar, avançam saltando para fora d'água como os golfinhos, para diminuir o atrito com a água e para respirar. A maior parte das espécies habitam regiões de água fria e, para reduzir a perda de calor, possuem uma grossa camada de gordura sob a pele e uma espessa proteção de penas. Sempre que retornam do mar, os pingüins fazem a impermeabilização de suas penas, que são untadas com óleo retirado de uma glândula especial. Esse procedimento, efetuado com o bico, confere um eficiente isolamento hídrico e térmico para enfrentar os rigores do clima.

Os pingüins possuem uma grande capacidade de adaptação tanto à vida na terra quanto no mar. O branco de seu ventre ilude os predadores que vem de baixo, como as focas e as baleias, e o preto do dorso engana as aves de rapina, como as skuas e os petréis, que observam do alto. De todas as espécies de pingüins que habitam a Antártica, somente o pingüim-imperador e o pingüim-adélia nidificam no Continente Antártico. As demais espécies ocupam a Península Antártica e ilhas próximas e outras ilhas subantárticas.

Os seus principais predadores são as skuas que atacam os seus ninhos, "roubando" ovos e filhotes. Os ninhos vazios permanecem ocupados pelos pais, contribuindo para a proteção da colônia, revelando um elevado caráter de proteção de grupo. Assim procedendo, evitam que ninhos mais do interior da colônia sejam predados pelas skuas. No mar, são predados por algumas espécies de focas, que atacam tanto os filhotes quanto os adultos.

A skua, Catharacta skua, ou gaivota rapineira, é também uma das aves mais características da Antártica. Possui bico forte em forma de gancho e plumagem escura. Essas aves são bastante agressivas e defendem seu território contra todos os invasores, inclusive o homem, lançando-se em vôo rasante sobre ele. Possuem uma atração especial por ovos e pequenos filhotes de pingüins. As skuas vivem em casais e seus ninhos são covas construídas nos musgos, onde põem de um a dois ovos de um verde cinza-oliva com manchas escuras. Seus filhotes são de cor marrom acinzentado claro. Uma característica interessante dessas aves é que elas podem migrar para o Ártico, durante o inverno antártico. Em 1979, uma skua polar, anilhada para estudo, próxima à estação americana Palmer, foi encontrada seis meses depois por esquimós na Groenlândia, tendo percorrido 14 mil quilômetros.

Os petréis são aves meramente marítimas que, em período de procriação, procuram o Continente Antártico ou as suas ilhas. Existem nos mais variados tamanhos e suas narinas localizam-se na parte superior do bico. O petrel-gigante, Macronectes giganteus, possui envergadura de aproximadamente 2,10 metros. Seu corpo tem cerca de 90 centímetros. Geralmente são da cor marrom, com a cabeça um pouco mais clara. Certos exemplares têm coloração branca, com manchas pretas no corpo. Seus filhotes são da cor branca. Os petréis-gigantes alimentam-se de qualquer animal recentemente morto ou já em decomposição, mas também caçam, especialmente, pingüins.

A pomba-do-cabo, Daption capense, tem a cabeça negra e o dorso branco com numerosas pintas escuras. São localizadas, freqüentemente, nas proximidades das embarcações, em grupos de muitos indivíduos. Fazem seus ninhos entre as rochas, nas saliências das escarpas à beira-mar e alimentam-se de peixes.

Já a pomba-antártica, Chionis alba, vive nas colônias de pingüins onde constrói seu ninho e alimenta-se, preferencialmente, das fezes de pingüins, ricas em proteínas. É inteiramente branca e o bico tem uma placa achatada, terminando numa ponta fina.

O biguá tem pescoço comprido e o bico recurvado é fino e longo. A coloração negra recobre o dorso, a cabeça e o bico, enquanto o ventre é inteiramente branco e os olhos azuis. A cor dos olhos faz com que seja chamado biguá-de-olhos-azuis, Phalacrocorax atriceps. Fazem seus ninhos em pequenos montes formados de lama, fezes, penas e restos de vegetais e são utilizados, todos os anos, pelos mesmos indivíduos daquela colônia.

Os trinta-réis são gaivotinhas ou andorinhas-do-mar. Têm corpo delicado com cerca de 38 centímetros de comprimento e são providos de um bico fino e pontudo. O trinta-réis antártico, Sterna vittata, alimenta-se de peixes, pescando-os em vôo de queda livre. O trinta-réis do Polo Norte, Sterna paradisae, é um visitante do Ártico. Nidifica, exclusivamente, no Ártico e migra para a Antártica, fugindo dos rigores dos invernos polares, vivendo nos extremos do planeta, onde os dias são permanentes durante os verões, talvez seja o animal da Terra que mais vê a luz solar.

Curiosidades

A Ema é a maior ave sul-americana, pesa mais de 35Kg. Seus ovos de 14x8 pesam 700g. Essa espécie tem a ninhada com cerca de 40 ovos, que incubam em 42 dias.

Muitos pensam que as penas das aves servem apenas para cobrir e proteger o corpo. Mas não é só isso. As penas das asas, por exemplo, ajudam a levantar vôo, descer, imprimir maior ou menor velocidade, planar, etc. As penas das asas recebem o nome de rêmiges.

As penas das caudas são o"leme" das aves e servem para orientar a direção do vôo. São chamados retrizes.

As penas que cobrem o corpo da ave quando adulta chamam-se tetrizes.

Existe ainda a penugem, que é uma camada de penas minúsculas e macias, presa diretamente na pele das aves. Funciona como isolante térmico, impedindo que a ave perca calor.

As penas podem ser recobertas por um tipo de óleo produzido pelas glândulas uropigianas. Essas glândulas estão localizadas próximas ao orifício retal. A ave recolhe esse óleo com o pico e passa-o cuidadosamente em todas as penas. As aves aquáticas tornam-se impermeáveis e dessa maneira não afundam. Essa característica também colabora durante o vôo. Se a ave estiver voando sob chuva, as gotas escorrerão pelas penas e não aumentarão o peso da ave.

Fonte: www.portalbrasil.net

Classe Aves

As aves apareceram no período Jurássico, há 210 milhões de anos e durou por 70 milhões de anos da era mesozóica.Nesta era, a fauna do mundo mudou e foi quando os dinossauros tiveram o seu auge.

A era mesozóica é dividida nos períodos: triássico (de 245-210 milhões de anos atrás), o jurássico ( de 210 a 146 milhões de anos atrás), e o cretáceo (de 146 a 65 milhões de anos atrás).

Os dinossauros evoluíram no período triássico, e foram extintos no fim do período cretáceo, com exceção dos pássaros.

Os intermediários entre as aves e dinossauros possuíam penas, que serviam para proteção ou exibição, mas ainda se assemelhavam aos celurossauros, dinossauros saurisquianos precursores das aves.A arqueopterix foi considerada a primeira ave da Terra. Ela não voava, mas dava pequenos saltos para a caça ou exibição. Ela possuía características das aves e dos dinossauros.

As aves Apresentam o corpo coberto de penas, dois de pares de extremidades; o anterior transformando em asas para voar; o posterior adaptado para empoleirar, andar ou nadar ( com palmouras), cada pé geralmente apresenta 4 dedos.

As aves evidentemente evoluirão da linhagem dos répteis voadores e, certamente antes de terem desenvolvido plena capacidade de voar, passarem por uma fase de vôo planado. Penas e escamas de fato, são formadas de maneira muito semelhante em embriões de aves e répteis, respectivamente. As garras e as escamas de suas pernas são vestígios que elas ainda conservam como um testemunho de seus ancestrais repetilianos.

O que mais chama atenção nas aves é a capacidade de voar, porém a mais importante "invenção" das aves não é o vôo, que aliás não lhes é exclusivo, mas a HOMEOTÉRMICA, isto é, a capacidade de manter uma temperatura alta a constante . A temperatura alta é conseqüência de uma grande atividade metabólica, com a queima de muita matéria orgânica para liberar calor.

A temperatura constante dá a um animal a possibilidade de se libertar muito mais do meio ambiente. Um sapo ou um réptil não são capazes de viver em regiões polares, pois já que a temperatura de seu corpo varia em função da temperatura do ambiente, seu metabolismo cai abaixo de um nível crítico, acarretando a morte do animal. As aves podem viver nestes ambientes desde que consiga alimentos suficientes para manter a combustão interna necessária para gerar calor.

A temperatura do corpo das aves é constante, variando conforme as espécies entre 37,8 a 44,6 graus centígrados, sendo sempre mais elevada que nos mamíferos. Como as aves não transpiram, o controle da temperatura do corpo é realizado pela respiração. Depois do vôo, grande quantidade de calor interno se perde, juntamente com o vapor de água, pelos pulmões e sacos aéreos.

O avestruz com 2,5 m de altura e peso de 120 kg, é maior ave existente. Atualmente, só é encontrada na África e no sudeste da Ásia. A menor ave que se conhece é o beija-flor-de-Helena, de Cuba, com 5,7 cm de comprimento e com cerca de 3g de peso

Fonte: www.consulteme.com.br

Classe Aves

As aves (latim científico: Aves) constituem uma classe de animais vertebrados, bípedes, homeotérmicos, ovíparos, caracterizados principalmente por possuírem penas, apêndices locomotores anteriores modificados em asas, bico córneo e ossos pneumáticos. São reconhecidas aproximadamente 9.000 espécies de aves no mundo.

As aves variam muito em seu tamanho, dos minúsculos beija-flores a espécies de grande porte como o avestruz e a ema. Note que todos os pássaros são aves, mas nem todas as aves são pássaros. Os pássaros estão incluidos na ordem Passeriformes, constituindo a ordem mais rica, ou seja, com maior número de espécies dentro do grupo das aves.

Enquanto a maioria das aves são caracterizadas pelo vôo, as ratitas não podem voar ou apresentam vôo limitado, uma característica considerada secundária, ou seja, adquirida por espécies "novas" a partir de ancestrais que conseguiam voar. Muitas outras espécies, particularmente as insulares, também perderam essa habilidade. As espécies não-voadoras incluem o pingüim, avestruz, quivi, e o extinto dodo. Aves não-voadoras são especialmente vulneráveis à extinção por conta da ação antrópica direta (destruição e fragmentação do habitat, poluição etc.) ou indireta (introdução de animais/plantas exóticas, mamíferos em particular).

Chapim-real (Parus major)
Chapim-real (Parus major)

Classificação científica

Domínio: Eukariota
Reino: Animalia
Subreino: Metazoa
Filo: Chordata
Subfilo: Vertebrata
Infrafilo: Gnathostomata
Superclasse: Tetrapoda
Classe: Aves
Linnaeus, 1758

Adaptações ao vôo

No seu caminho evolutivo, as aves adquiriram várias características essenciais que permitiram o vôo ao animal.

Entre estas podemos citar:

1. Endotermia
2. Desenvolvimento das penas
3. Desenvolvimento de ossos pneumatizados
4. Perda, atrofia ou fusão de ossos e órgãos
5. Desenvolvimento de um sistema de sacos aéreos
6. Postura de ovos
7. Presença de quilha, expansão do osso esterno, na qual se prendem os músculos que movimentam as asas
8. Ausência de bexiga urinária
9. Ausência de dentes
10. Corpo leve e aerodinâmico

As penas, consideradas como diagnóstico das aves atuais, estão presentes em outros grupos de dinossauros, entre eles o próprio Tyrannosaurus rex. Estudos apontam que a origem das penas se deu a partir de modificações das escamas dos répteis, tornando-se cada vez mais diferenciadas, complexas e, posteriormente, vieram a possibilitar os vôos planado e batido. Acredita-se que as penas teriam sido preservadas na evolução por seu valor adaptativo, ao auxiliar no controle térmico dos dinossauros – uma hipótese que aponta para o surgimento da endotermia já em grupos mais basais de Dinosauria (com relação às aves) e paralelamente com a aquisição da mesma característica por répteis Sinapsida, que deram origem aos mamíferos.

Os ossos pneumáticos também são encontrados em outros grupos de répteis. Apesar de serem ocos (um termo melhor seria "não-maciços"), os ossos das aves são muito resistentes, pois preservam um sistema de trabéculas ósseas arranjadas piramidalmente em seu interior.

Com relação a características ósseas relacionadas à adaptação ao vôo, podemos citar:

Diminuição do crânio, sendo este composto por ossos completamente fusionados no estágio adulto

Rostrum (mandíbula + maxila) leve, podendo ser "oco" (p. ex. em tucanos, Ramphastidae) e coberto por uma camada córnea, a ranfoteca

Forame magno direcionado posteriormente, facilitando a posição "horizontal" da ave (quando em vôo)
Diminuição do número de vértebras, em especial no sinsacrum (fusão de vértebras e outros ossos da cintura pélvica) e pigóstilo (vértebras caudais fusionadas)

Tarsos (mãos) com grande fusão de ossos, sendo que atualmente só se observam três dedos

Fusão das clavículas formando a fúrcula (conhecido popularmente como "osso da sorte"), como adaptação ao fechamento dos órgãos dentro de uma caixa óssea

Costelas dotadas de um processo uncinar (projeção óssea posteriormente direcionada de modo a fixar uma costela com a costela imediatamente atrás), também uma adaptação ao fechamento

Prolongamento do osso esterno e desenvolvimento da carena ou quilha esternal, sendo que o primeiro também é uma adaptação à formação da caixa óssea e o segundo uma adaptação para a implantação dos músculos do vôo, necessariamente fortes.

Fusão de ossos nas pernas (apêndices locomotores posteriores) formando a tíbia-tarso e tarso-metatarso.

Quanto a outros órgãos, as aves perderam os dentes (redução do peso total do animal) e as bexigas, e a grande maioria dos grupos de aves perderam o ovário direito. O sistema de sacos aéreos funciona em conjunto com o sistema respiratório (por isso a respiração em aves é diferente dos outros grupos de tetrápodes). Ainda tem função de diminuir a densidade do animal, facilitando o vôo e a natação (no caso de aves que mergulham).

Todas essas características já são observadas em outros grupos de répteis, em especial nos Dinosauria, o que levou especialistas a classificar as aves não como um grupo à parte (Classe Aves, como era conhecida antigamente), e sim como um grupo especializado de dinossauros (veja Ascendência das aves).

Morfologia

Morfologia de uma ave
Morfologia de uma ave (Vanellus malabaricus) - Clique para Ampliar

Do ponto de vista morfológico, as aves constituem um grupo um tanto particular e uniforme dentro dos tetrápodes (Tetrapoda) atuais. Particular porque se distinguem facilmente de outros grupos de animais vivos e uniformes porque, apesar do grande número de espécies e adaptações das mais variadas para diferentes nichos ecológicos, o grupo como um todo mantém sua morfologia bastante semelhante (diferentemente, p. ex., dos mamíferos).

Entre as características morfológicas de grande importância ecológica e evolutiva, estão o formato do bico e dos pés e a proporção área alar/tamanho corporal.

Do ponto de vista sistemático, a estrutura da siringe é de particular interesse, tendo sido de fundamental importância na divisão da ordem Passeriformes em Tyranni (Suboscines, ou "aves gritadoras") e Passeri (Oscines, ou "aves canoras, que cantam"). Mais recentemente, a estrutura da siringe também tem sido usada para estudos filogenéticos em grupos de aves não-Passeriformes (p. ex. os Falconiformes).

Classificação das Aves

Classificação das Aves

Classificação Tradicional

A classificação tradicional segue o padrão de Clements (também conhecido como as ordens de Clements):

Subclasse Archaeornithes (Aves ancestrais)

Ordem Archaeopterygiformes

Subclasse Neornithes (Aves modernas)

Ordem Hesperornithiformes
Ordem Ichthyornithiformes
Ordem Struthioniformes
Ordem Rheiformes
Ordem Casuariiformes
Ordem Aepyornithiformes
Ordem Dinornithiformes
Ordem Apterygiformes
Ordem Tinamiformes
Ordem Sphenisciformes
Ordem Gaviiformes
Ordem Podicipediformes
Ordem Procelariiformes
Ordem Pelecaniformes
Ordem Ciconiiformes
Ordem Anseriformes
Ordem Falconiformes
Ordem Galliformes
Ordem Gruiformes
Ordem Charadriiformes
Ordem Columbiformes
Ordem Psittaciformes
Ordem Cuculiformes
Ordem Strigiformes
Ordem Caprimulgiformes
Ordem Apodiformes
Ordem Coliiformes
Ordem Trogoniformes
Ordem Coraciiformes
Ordem Piciformes
Ordem Passeriformes

Classificação Sibley-Ahlquist

Ordens de aves segundo a Taxonomia de Sibley-Ahlquist

Subclasse Paleognathae

Ordem Struthioniformes inclui Rheiformes, Casuariiformes, Apterygiformes, Aepyornithiformes e Dinornithiformes (avestruz, quivi, casuar, ema, ave-elefante e moa)

Ordem Tinamiformes (macuco, inhambu)

Subclasse Neognathae

Ordem Craciformes separada de Galliformes (jacu, mutum, aracuã, megapódio)
Ordem Galliformes (galo, perdiz, faisão)
Ordem Anseriformes (pato, ganso)
Ordem Turniciformes (toirão)
Ordem Piciformes (pica-pau e tucano)
Ordem Galbuliformes separada de Piciformes (arirambas)
Ordem Bucerotiformes separada de Coraciiformes (calaus)
Ordem Upupiformes separada de Coraciiformes (poupa)
Ordem Trogoniformes (surucuá)
Ordem Coraciiformes (martim-pescador, rolieiro)
Ordem Coliiformes (rabo de junco)
Ordem Cuculiformes (cuco, alma-de-gato)
Ordem Psittaciformes (papagaio, cacatua e arara)
Ordem Apodiformes (andorinhão)
Ordem Trochiliformes separada de Apodiformes (colibri)
Ordem Musophagiformes (turacos)
Ordem Strigiformes inclui a Caprimulgiformes (coruja, curiango, bacurau)
Ordem Columbiformes (rola, pombo)
Ordem Gruiformes (grou)
Ordem Ciconiiformes inclui a Charadriiformes, Falconiformes, Gaviiformes, Pelecaniformes, Podicepidiformes, Sphenisciformes, Procellariiformes (cegonha, falcão, gaivota, mergulhão, pinguim, albatroz, pelicano)
Ordem Passeriformes (pássaros)

Grupos extintos

Ordem Lithornithiformes† (ave-trovão)
Ordem Aepyornithiformes† (ave-elefante)
Ordem Ambiortiformes†
Ordem Palaeocursornithiformes†
Ordem Gansuiformes†
Ordem Dinornithiformes† (moa)
Ordem Hesperornithiformes†
Ordem Enantiornithes†

Ancestrais

As aves descendem de répteis Diapsida Theropoda, ao passo que os mamíferos fazem parte da linhagem Sinapsida.

O Archaeopteryx é o mais antigo fóssil conhecido de ave e data de aproximadamente 140 milhões de anos atrás, do período Jurássico. Era um pouco maior que uma pomba e possuía cauda longa, percorrida pela coluna vertebral, como os répteis, além de dentes, dedos individualizados com garras e, como característica mais marcante, penas do corpo e penas de vôo assimétricas (indícios de que esse animal era capaz de voar).

As aves pertencem ao mesmo grupo dos dinossauros, sendo que já foram descobertas penas (ou estruturas semelhantes, mais primitivas) em outros grupos de Dinosauria. Portanto, atualmente aceita-se o grupo aves não como Classe (a exemplo de Mammalia), mas um grupo bastante diversificado e atual de Dinosauria.

Há cerca de 65 milhões de anos, com a extinção da maioria dos grandes grupos de répteis ocorreu uma grande radiação adaptativa e consequente diversificação das aves, que passaram a povoar praticamente todos ambientes terrestres.

A filogenia dos grupos atuais de aves ainda está pouco elucidado, sendo difícil afirmar quais os grupos ancestrais e quais os mais derivados e de quem descendem.

Atualmente aceitam-se dois grandes grupos de aves: Paleornithes (ratitas) e Neornithes (carinatas).

Fonte: pt.wikipedia.org

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