Diferentes de seus parentes répteis, que às vezes dão à luz a seus filhotes, todas as espécies de aves põem ovos. Apesar dos ovos parecerem bastante frágeis, seu formato oval oferece grande resistência e eles podem suportar grandes pressões sem quebrar. Como os ovos são pesados e incômodos de carregar, as fêmeas colocam os ovos assim que são fertilizadas, quase sempre em um ninho construído para proteger o ovo contra predadores e para mantê-lo aquecido durante o desenvolvimento do embrião. Diferentes espécies de aves põem números diferentes de ovos - os pingüins normalmente põem um único ovo, enquanto o chapim azul europeu põe entre 18 e 19 ovos.
A construção de um ninho é uma das grandes façanhas de design e engenharia do reino animal. Espécies diferentes mostram uma diversidade extraordinária na construção de seus ninhos. Algumas aves constroem ninhos minúsculos tão bem esconidos, que nem mesmo o caçador mais determinado pode encontrá-los, mas outras espécies constroem ninhos enormes, altamente visíveis, que elas defendem corajosamente contra qualquer criatura que se aproxime. Os cisnes freqüentemente constroem ninhos com vários centímetros de diâmetro, enquanto que o Scopus umbretta umbretta africano constrói ninhos em forma de cúpula, que podem pesar até 50 quilos, levando várias semanas para serem construídos.
Os pássaros usam uma grande variedade de materiais para construir seus ninhos. Algumas espécies usam apenas galhos e ramos para construir os tipos de ninhos normalmente vistos em jardins e cercas vivas.
Outras usam um pouco de tudo: de folhas a penas, debarro a musgos, e até mesmo objetos feitos pelo homem, como papel laminado. O Collocalia maxima do sudeste da Ásia faz seus ninhos inteiramente de sua própria saliva, e os constrói nos tetos de cavernas.
Nem todas as aves constroem ninhos. O cuco, em particular, usa o ninho de outras aves em vez de construir o seu. A fêmea voa rapidamente para um ninho apropriado, retirando um dos ovos da "hospedeira" e coloca seu próprio ovo, normalmente do mesmo tamanho e forma do que ela retirou.
O pingüim imperador sequer usa um ninho: ele coloca seu seu único ovo diretamente sobre neve, e o incuba com a temperatura de seu corpo.
Fonte: www.animalplanetbrasil.com

O ninho tem como função principal a proteção dos ovos e das crias quer das condições atmosféricas desfavoráveis quer de inimigos naturais.
O ninho evoluiu ao mesmo tempo que evoluíram as aves. As aves começaram por depositar os ovos no solo ou sobre materiais em decomposição, tal como os répteis. À medida que a temperatura do seu corpo se estabilizou, deixaram de depender do calor externo para incubar os próprios ovos. Durante a incubação há também uma maior proteção e vigilância.
As aves cujas crias nascem num estado de desenvolvimento avançado e que abandonam muito cedo o ninho, constroem-no sem demasiados cuidados , no solo ou em alguma plataforma rochosa. Se as crias nascem praticamente num estado embrionário e permanecem durante muito tempo no ninho, necessitam de uma melhor proteção. Algumas procuram cavidades naturais enquanto outras constroem os ninhos com materiais bons isolantes térmicos. Muitas vezes procuram sítios de difícil acesso em árvores altas ou paredes escarpadas nas rochas.
1 - Ninhos elementares
2 - Ninhos escavados
3 - Ninhos sobre o solo
4 - Ninhos nas árvores
5 - Ninhos nas paredes e escarpas
6 - Ninhos coletivos
São os ninhos típicos dos pingüins, alguns gansos-patolas e corvos marinhos, a maioria das gaivotas, abetardas, noitibós, etc.
Algumas aves ocupam cavidades naturais outras nem isso colocam os ovos diretamente no solo em qualquer local. Podem também escavar uma pequena covo ou amontoar pedras ou restos vegetais. Muitas vezes os próprios excrementos são depositados no ninho, formando um ninho de excrementos.
Estes ninhos são escavados no solo e podem ter galerias de vários metros de extensão como é o caso dos abelharucos e o do guarda-rios. Utilizam o bico e as patas para escavar, normalmente um túnel reto que depois se alarga numa câmara onde incubam os ovos.
Estes ninhos estão bastante protegidos, quer do clima quer da maior parte dos predadores.
São muitas vezes utilizados pequenos ramos, restos vegetais, penas, etc., para construir uma plataforma onde colocam os ovos. Estes ninhos podem ser construídos em locais descobertos, como o ninho das gaivotas, mas outras são muito bem dissimulados entre a vegetação. As aves mais pequenas que fazem o seu ninho no chão, utilizam materiais como o musgo ou a lã para atapetar o interior do ninho.
A grande maioria das aves constrói o ninho nas árvores. Muitos escavam ou aproveitam cavidades existentes nos troncos das árvores como por exemplo o pica-pau e o mocho, respectivamente. É usual os ovos das aves que nidificam em cavidades serem completamente brancos uma vez que não necessitam de outra camuflagem.
Os ninhos construídos nas árvores variam muito quer no tamanho quer na técnica quer nos materiais usados na construção. Algumas aves localizam os seus ninhos na zona mais alta das árvores.
Algumas aves, como o tentelhão, forram o exterior do ninho com líquenes e outros vegetais para que o ninho seja mais difícil de detectar.
Um dos ninhos mais curiosos é o do papa-figos que por vezes parece uma pequena cesta pendurada na extremidade de uma ramo, numa ramificação do mesmo.
Muitas vezes estes ninhos são construídos com barro e terra como é o caso das andorinhas. A construção também pode ser de vegetais reforçada por barro.
As aves que constroem grandes ninhos coletivos como os republicanos da África do Sul, não existem entre nós. Mesmo assim, podemos encontrar ninhos coletivos de estorninhos, andorinhas e pardais. Os pardais são "profissionais" para aproveitarem o ninho das cegonhas para a sua colônia.
Fonte: www.amora.cap.ufrgs.br