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Vôo das Aves

Por que alguns pássaros voam em formação?

Voar em bando e de modo organizado é uma estratégia das aves migratórias para gastar menos energia e cobrir distâncias maiores.

Esses voos são comuns entre pássaros grandes, como gansos e cisnes, e aves marinhas, como biguá e pelicano. A economia de energia é tanta que, ao fi m da jornada, os pássaros chegam até 70% mais longe do que se voassem desordenados.

O posicionamento também ajuda para que as aves se vigiem, já que nenhuma sai da vista da outra. "Outro diferencial para aves que migram em conjunto, mesmo fora de formação, é a questão da sobrevivência. Quando em grupo, elas estão mais protegidas de predadores, que ficam confusos ao atacar uma ave e causar uma revoada das outras ao redor", explica Roberto Cavalcanti, do departamento de zoologia da Universidade de Brasília (UnB).

PELOTÃO IMPECÁVEL

Aves como os gansos-do-canadá fogem do inverno para se alimentar viajando milhares de quilômetros sem sair da linha.

Vôo das Aves
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BÔNUS DE MILHAGEM

Cisnes viajam, por dia, o equivalente à distância entre São Paulo e Salvador

FORÇA V

Entre as aves migratórias, o alinhamento mais comum é em forma de V, e o número de aves envolvidas, assim como o tamanho de cada "asa" da formação, varia.

Quanto maior a velocidade do vento ou do próprio pelotão, mais agudo é o ângulo da formação - entre os gansos-do-canadá, a abertura vai de 27o a 44o

FORMAÇÃO ALTERNATIVA

A formação em arco é o jeito mais democrático de voar em bando, já que as aves economizam praticamente a mesma energia, seja qual for a posição ocupada.

O grupo, porém, não economiza mais. Pelo contrário, ao fim do dia as aves que voam em V percorrem maiores distâncias com menos esforço, graças ao revezamento

AERODINÂMICA NATURAL

Quando a ave rasga o ar à sua frente, um vazio, chamado vácuo, se forma atrás dela por um instante. As aves de trás tiram vantagem disso, já que a camada de ar para romper fi ca menos densa. Além disso, as asas também deslocam o ar ao redor delas, causando um redemoinho, ou vórtice

SUAVE NAS AVES

O deslocamento de ar causado pela ave dianteira faz a ave de trás obter o mesmo rendimento de voo batendo as asas menos vezes. Três pássaros voando juntos já são o sufi ciente para montar um pelotão em que cada ave gasta 40% menos energia. Com menos esforço, também diminuem os batimentos cardíacos

ROTA DE FUGA

Pássaros que migram à noite se orientam pelas estrelas, enquanto os diurnos usam o Sol como referência de rota. Acidentes geográfi cos, como o recorte do litoral ou o percurso de rios, também indicam o melhor caminho. Os pombos, por sua vez, seguem seu rumo de acordo com os polos magnéticos da Terra!

RODÍZIO CONSTANTE

A ave que comanda a formação é a que mais se desgasta, enquanto as que estão no centro de cada "asa" são as mais benefi ciadas pelo deslocamento de ar dos vórtices. Quando o líder se cansa, migra para uma das pontas e um dos pássaros da segunda fi la assume a dianteira. Isso se repete várias vezes durante o voo

CARDÁPIO DE VOO

Meses antes de migrar, os pássaros reforçam a dieta para acumular gordura e chegam a dobrar de tamanho. Esse saboroso esforço ajuda a suportar a fome e a fadiga durante a longa viagem. Algumas aves, como o sabiá, se alimentam de insetos antes de partir e, durante a viagem, comem plantas e frutas

Fonte: planetasustentavel.abril.com.br

Vôo das Aves

Vôo das aves: Quem pode, pode

Além de bonitas, as aves dão um show dde aerodinâmica.

Inveja. Esse sentimento é quase inevitável para o homem quando seus olhos batem numa ave planando no céu. Voar por conta própria, porém, não foi uma conquista fácil. Foram necessários 150 milhões de anos para que, segundo a teoria mais aceita sobre a origem das aves, os descendentes dos dinossauros sofressem as modificações anatômicas que as tornariam as mais eficientes máquinas voadoras do planeta.

“A relação entre o peso, o comprimento das asas e a potência de cada uma delas é completamente harmoniosa”, explica o ornitólogo Reginaldo José Donatelli, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Bauru, interior de São Paulo. As maiores aves, como o albatroz, aproveitam as asas de até 3,4 metros de envergadura para planar; assim, não precisam arcar com o todo o peso do corpo. As mais leves, como o canário, têm asas curtas, que batem sem parar. Gastam muita energia, mas voam depressa e podem ir mais longe.

Apesar da notória especialização, os pássaros não tiveram a primazia na conquista dos céus. Os santos-dumonts do reino animal foram os insetos, que ganharam os ares há 300 milhões de anos. Entre os vertebrados, os pterossauros decolaram primeiro. Esses répteis voadores, que não eram ancestrais das aves, desenvolveram asas como as dos morcegos – quatro dedos gigantescos ligados por uma membrana –, que podiam medir até 14 metros de uma ponta à outra. Seu reinado durou até 65 milhões de anos atrás, quando sumiram, junto com os dinossauros. Sorte dos passarinhos.

De carona

Quando precisam fazer uma viagem longa, algumas aves optam por voar coletivamente, como estes patos selvagens. A batida das asas de quem está na frente gera uma corrente de ar que impele para cima a turma de trás. Essas aves migratórias se alternam nas posições dianteiras. Assim, ninguém se cansa e todos aproveitam a carona.

Quem sabe é super

Os gafanhotos podem saltar obstáculos até 500 vezes maiores que eles.

Sem esse impulso, dado pelas patas, o bicho não poderia voar: suas asas são grandes demais para serem abertas no chão.

Esquadrilha animal

HELICÓPTERO

O beija-flor pode voar de costas, para os lados e até ficar parado no ar. A versatilidade se deve ao jeito como ele bate as asas, para a frente e para trás, cerca de 100 vezes por segundo. “Funciona como um helicóptero”, compara o ornitólogo Reginaldo Donatelli, da Unesp.

PLANADOR

Em vez de bater asas, o condor prefere planar. Essa ave de rapina aproveita colunas de ar quente – as correntes ascendentes – para ganhar altura, voando em círculos a centenas de metros de altura. A envergadura de suas asas, que pode chegar a 3 metros, o ajuda a subir sem fazer força.

BOMBARDEIRO

O besouro tem quatro asas. Duas menores, que formam sua carapaça, e duas maiores, logo embaixo, que ficam dobradas e guardadas quando ele está no solo. Gordinho em relação aos outros insetos, ele tem pouca capacidade de manobra, como os aviões bombardeiros.

Perfeição emplumada

Cada detalhe da ave ajuda no vôo.

HÉLICES

Essenciais para o vôo, as penas primárias – nove ou dez de cada lado – são as responsáveis pelo movimento das aves para a frente e para cima, como as hélices do avião.

MANOBRAS

As penas secundárias, dez ou doze de cada lado, funcionam como os ailerons. Ficam na base das asas. O animal as inclina quando quer ir para a direita ou para a esquerda.

LEMES

Também conhecidas como retrizes, as penas da cauda direcionam o vôo. Funcionam como o leme dos aviões, permitindo, entre outras coisas, que a ave voe em linha reta.

MOTOR DE ARRANQUE

Os músculos peitorais fornecem a potência necessária para bater as asas.

Podem ser comparados às turbinas de um avião: garantem a força na decolagem.

LEVEZA

Os ossos são pneumáticos, isto é, porosos e cheios de ar. Assim, o bicho fica bem leve.

BRAÇO DISFARÇADO

Por baixo das penas, as asas se revelam como modificações dos membros anteriore:s mãos, braço e antebraço. Ao batê-las, os bichos criam uma corrente de ar que lhes dá sustentação.

CORTA-VENTO

Nas aves que voam, o osso esterno é bem desenvolvido, largo, e se projeta para a frente formando uma quilha, fundamental para o vôo.

BALÕES FLUTUANTES

As aves têm bolsas de ar chamadas sacos aéreos, comunicados com os ossos, que ajudam a dar leveza. O volume de todas as bexigas juntas é cerca de nove vezes o dos pulmões dos bichos.

Fonte: super.abril.com.br

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