
Animais conhecidos como centopéias, lacrais ou escolopenderas. Apresentam o corpo alongado e achatado dorsoventralmente. Possuem na cabeça um par de longas antenas, um par de mandíbulas e dois pares de maxilas.
Trato digestivo é reto com dois ou três pares de glândulas salivares na boca, no final do tubo digestivo ocorrem dois longos túbulos de Malpighi pra a excreção.
O coração percorre o corpo todo, e emite artérias para cada segmento.
São encontradas principalmente em regiões quentes, escondendo durante o dia debaixo de pedras e trocos caídos. A noite elas são muito ativas, correndo rapidamente a procura de suas presas representadas por minhocas, insetos, aranhas, pequenos pássaros, camundongos e lagartixas, que são apanhadas facilmente e mortas pelo veneno.
No Brasil, a lacraia mais comum é a Scolopendra viridicornis que pode atingir cerca de 20 cm de comprimento porém no Chile e Peru ocorre a maior das espécies (Scolopendra gigantea) que pode alcançar 26 cm de comprimentos.
Estes animais possuem o corpo coberto por uma casca dura, rígida e impermeável, chamada exoesqueleto, que os protege de agressões externas e da desidratação. Devido ao fato de o exoesqueleto impedir o desenvolvimento do animal durante a fase de crescimento, os miriápodes livram-se dele e secretam outro, adaptado ao seu tamanho maior (muda).
Os miriápodes podem ser herbívoros ou carnívoros. Os carnívoros são predadores, ou seja, caçam e alimentam-se de pequenos animais, como moscas, grilos ou vermes. As lacraias capturam sua presa com pinças muito fortes que possuem no último par de patas. Depois, cravam suas unhas pequenas presentes na cabeça e injetam um veneno mortal em suas vítimas.
A reprodução dos miriápodes é sexuada. Os sexos estão separados em indivíduos diferentes (machos e fêmeas). A fecundação é interna: o macho deposita suas células sexuais no corpo da fêmea, dentro da qual encontram as células sexuais femininas.
Fonte: www.pucrs.br

Existem cerca de 3000 espécies destes predadores activos, que vivem principalmente em zonas húmidas e quentes, escondendo-se de dia e saindo à noite para perseguir as suas presas, geralmente outros artrópodes, embora centopeias grandes (atingem cerca de 30 cm) possam capturar pequenos vertebrados, como rãs, aves, cobras, etc.
Todos os quilópodes são venenosos, embora em graus variáveis. O veneno é poderoso, causando em humanos uma dor ardente, quer por mordeduras quer por aranhões. Nas espécies maiores, o veneno pode causar náuseas e paralisia parcial temporária ou mesmo a morte, em crianças ou adultos fracos.

Os quilópodes (gr. khilioi = mil + podos = pé), como as centopeias, têm corpo delgado, com numerosos segmentos e achatado dorso-ventralmente.
O corpo está dividido em duas regiões, cabeça e tronco segmentado.
A cabeça possui vários pares de apêndices:
Na cabeça estão, também, localizados os órgãos dos sentidos, nomeadamente os olhos simples (invulgar em artrópodes), pois apenas um género apresenta olhos compostos.
Dependendo da espécie, o tronco pode ser composto por 15 a 177 segmentos, o primeiro dos quais contém um par de garras venenosas – maxilípedes - e os restantes um par de patas locomotoras curtas. O número de pares de patas varia mas é sempre um número impar, por qualquer motivo ainda não esclarecido.
O veneno paralisa as presas, que são depois mastigadas e devoradas, com a ajuda das mandíbulas.
O sistema digestivo apresenta dois longos tubos de Malpighi associados, para a excreção.
O coração estende-se ao longo de todo o corpo dorsalmente, com ostíolos e artérias laterais em cada segmento.
A reprodução é sexuada com os sexos separados, existindo frequentemente cuidados parentais prolongados.
A fecundação é interna, com o macho a transferir espermatóforos par ao corpo da fêmea de uma forma muito semelhante à dos aracnídeos. Noutros casos, o espermatóforo é apenas abandonado pelo macho, de forma ser encontrado pela fêmea, que o recolhe.
Dos ovos emergem pequenas centopeias ou escalopendras, geralmente com cerca de 7 pares de patas, que irão aumentar em cada muda do exosqueleto.
Fonte: curlygirl.naturlink.pt