Esta classe é também conhecida por Hexapoda. A ela pertencem todos os Arthropoda que apresentam o corpo dividido em cabeça, tórax e abdome e possuem três pares de patas. Podem ou não apresentar asas.
Como em todo artrópode, o corpo dos insetos é formado pela justaposição de vários escleritos, formando anéis ou metâmeros: tergitos, esternitos e pleuritos.
A cabeça, que está unida ao tórax pelo pescoço ou cérvix, apresenta numerosos escleritos, com considerável variação de forma, bem como um par de antenas.
1. EXTERNA
Olhos
A maioria dos insetos possui um par de olhos compostos (formados pela união de centenas de omatídeos) e dois ou três olhos simples ou ocelos. Estes estão localizados atrás de cada olho ou agrupados no vértex da cabeça.
Em alguns Diptera, pode-se distinguir o sexo pelo formato dos olhos compostos: no macho são holópticos (os olhos se tocam, dorsalmente), na fêmea são dicópticos (os olhos são separados, dorsalmente).
Antenas
São duas e apresentam formas e tamanhos variáveis; têm função sensorial e são implantadas junto e adiante dos olhos.
Peças bucais
São muito variáveis em tamanho e forma, mas podem ter duas funções básicas: sugadora ou mastigadora.
Apresentam os seguintes componentes básicos: labro ou lábio superior, epifaringe, mandíbulas, maxilas, lábio inferior, hipofaringe. Geralmente as peças bucais estão apoiadas na ponta da cabeça, numa área chamada clípeo.
É formado por três metâmeros ou segmentos: Protórax, mesotórax e metatórax. Freqüentemente, o mesotórax é o mais desenvolvido, em detrimento dos outros dois. Cada segmento possui um par de pernas.
Quando o inseto é alado, o par de asas anterior apoia-se no mesotórax e o posterior no metatórax (na Ordem Diptera, o par posterior é atrofiado: chama-se balancim; tem função de equilíbrio durante o vôo).
Pernas
Formadas pelas seguintes partes - coxa, trocânter, fêmur, tíbia, tarsos (três a cinco) e garras (duas).
Asas
São formadas por várias nervuras de sustentação e células. O formato e posição das nervuras e células são extremamente importantes na classificação.
c) ABDOMEN
É formado pela união de oito a dez anéis, sendo que o oitavo e o nono são adaptados para a função reprodutora; o orifício retal abre-se no último segmento.
Freqüentemente, no macho, os anéis estão adaptados para apreensão da fêmea durante a cópula, formando uma genitália complexa; nas fêmeas, a genitália é mais simples, representada pelo ovipositor.
Apresenta os órgãos ou sistemas vitais, que são:
a) SISTEMA DIGESTIVO
Intestino anterior (estomodeu) e intestino posterior (proctodeu). ü intestino anterior é formado por: boca, faringe, esôfago, papo e proventrículo. As glândulas salivares abrem-se na boca. O intestino posterior é formado pelo intestino delgado, intestino grosso e pelo reto. Ao iniciar-se o intestino posterior, notamos os tubos de Malpighi, que são rgãos excretores.
b) SISTEMA RESPIRATÓRIO
É formado por um conjunto de tubos e traquéias que se ramificam por todo o inseto. Esta ramificação é tão intensa de modo a permitir que as trocas gasosas sejam ao nível celular, sem auxílio da hemolinfa (sangue). As traquéias abrem-se para o exterior ao nível da cutícula em diversos orifícios, denominados espiráculos. Estes apresentam um sistema de fechamento que regula a entrada de O2, a saída de CO2 e a perda de água.
A respiração é controlada pelo sistema nervoso central; em insetos ou larvas aquáticas ou que vivem em ambiente úmido, além da respiração traqueal existem trocas gasosas através da cutícula, que é permeável: Os espiráculos respiratórios abrem-se lateralmente no tórax e abdome podendo existir dois a dez pares, conforme a ordem do inseto.
c) SISTEMA CIRCULATÓRIO
Apresenta um tubo dorsal chamado coração, localizado no abdome, seguido por um tubo dirigido para o tórax denominado aorta; o sistema circulatório é aberto (o coração apresenta orifícios), sendo que o sangue (hemolinfa) circula do abdome para o tórax, através do bombeamento cardíaco, banhando todos os órgãos.
O bombeamento cardíaco é feito pela contração de fibrilas musculares que formam o órgão pulsátil.
A hemolinfa é constituída de plasma e hemócitos; os hemócitos possuem as funções de: fagocitose, secreção (formação de tecido conjuntivo), coagulação e cicatrização; o plasma é responsável pelo transporte de alimentos, armazenamento,dispersão de hormônios e transporte de resíduos aos tubos de Malpighi. A hemolinfa parece que não se envolve no processo respiratório do inseto.
d) SISTEMA NERVOSO
Próximo ao esôfago existe o gânglio supra-esofagiano (cérebro), do qual partem duas cadeias de gânglios ventrais e, destes. numerosos filamentos nervosos que se ramificam por todo o corpo do inseto.
e) SISTEMA SENSORIAL
Representado pelos olhos (simples e compostos), cerdas e antenas tácteis; apresentam também órgãos auditivos e quimioreceptores.
f) SISTEMA REPRODUTOR
Apesar de poder haver hermafroditismo e partenogênese, o método de reprodução usual é o cruzamento entre o macho e a fêmea.
Os órgãos masculinos são: dois testículos, ductos eferentes, vesícula seminal, ducto ejaculatório e edeago (ou falo).
Os órgãos femininos são: dois ovários, ovidutos e sistema reprodutor feminino. Junto desta existe a espermateca, que é o reservatório de espermatozóides, após a cópula.
A maioria das espécies é ovípara; algumas poucas são larvíparas. O formato dos ovos e o local escolhido para a oviposição é tremendamente variável, podendo mesmo dizer-se que em qualquer lugar que procurarmos acharemos ovo ou larva de algum inseto.
Desde ovo até adulto, o inseto sofre várias modificações complexas, reguladas por hormônios.
A) LARVAS
São completamente diferentes do adulto, tanto morfologicamente como biologicamente (exemplo: a lagarta, que é larva de borboleta).
B) NINFAS
São formas semelhantes ao adulto, mas não possuem órgãos genitais e as asas, quando presentes, são rudimentares (exemplo: as ninfas dos barbeiros).
Esse desenvolvimento por fases evolutivas e mudas é o recurso que os insetos usam para crescer.
Exemplifiquemos: um barbeiro-fêmea faz a postura dos ovos, cada um medindo cerca de um milímetro. Ao eclodir, nasce uma ninfa mole, incapaz de se locomover apesar de possuir pernas. Ela é mole porque o seu esqueleto externo (exoesqueleto) é de quitina e demorará alguns minutos para enrijecer. Assim que o fizer, a ninfa pode andar, mas não poderá crescer mais, pois o esqueleto quitinoso que a envolve impede isto. Essa ninfa, dois a cinco dias após o nascimento, fica em repouso e, por ação hormonal, rompe a quitina ao nível do tórax e sai por essa fenda. Ao sair, estará mole e muito maior que a forma anterior. Em alguns minutos ela se tornará rígida e o processo será repetido mais cinco vezes até chegar à forma adulta. Essa forma não crescerá mais. Chama-se muda ou ecdise ao processo de uma ninfa (ou larva) sair da quitina anterior e passar para uma forma seguinte maior. Chama-se exsúvia ao exoesqueleto quitinoso deixado pela ninfa que sofreu uma ecdise.
Protura, Collembola, Thysanura, Ephemeroptera, Odonata, Plecoptera, Embioptera, Orthoptera, Dermaptera, Isoptera, Corrodentia (= Psocoptera), Anoplura, Mallophaga, Thysanoptera, Hemiptera, Homoptera, Strepsiptera, Coleoptera, Neuroptera, Mecoptera, Diptera, Siphonaptera, Trichoptera, Lepidoptera e Hymenoptera. Alguns autores incluem os Dipluraentreos Thysanura. Para outros, os Zoraptera estão compreendidos entre os Psocoptera.
Destas, serão estudadas apenas as que têm importância na parasitologia veterinária quer como vetores quer como causadores de doenças: Hemiptera (barbeiros, percevejos), Diptera (moscas e mosquitos), Siphonaptera (pulgas), Anoplura (piolhos e chato).
Fonte: w3.ufsm.br
Os insetos controlam as asas através de dois mecanismos alternativos: por controlo direto ou indireto. No primeiro caso, músculos associados à base das asas contraem-se e relaxam, fazendo deslocar as asas. No segundo caso, as asas deslocam-se para cima e para baixo por alterações da forma do tórax, o que lhes permite movimentos mais rápidos (100 a 400 batimentos por minuto, contra cerca de 50 batimentos por minuto por controlo direto). Tanto num caso como noutro, os músculos utilizados são extremamente poderosos, o que permite ao inseto aquecer-se durante o tempo frio apenas com a sua contração e relaxação.
Muitas vezes o par anterior de asas é córneo - élitros - , não sendo usado para o voo mas apenas como protecção das asas membranosas, que se dobram sob elas, como no caso de muitos besouros.
O abdómen com 11 segmentos no máximo e apresenta os sistemas vegetativos (digestão e excreção, por exemplo) e reprodutores. Não contém apêndices embora as partes terminais estejam modificadas como genitália externa.

Sistema digestivo completo com boca com glândulas salivares, intestino dividido em anterior, médio e posterior.
O sistema circulatório é aberto e apresenta um coração delicado dorsal ligado a uma aorta anterior, não apresentando veias ou capilares.
A respiração é feita através de traqueias muito ramificadas, com espiráculos pares em cada segmento do tórax e abdómen, que transportam oxigénio diretamente aos tecidos.
A excreção é geralmente feita por numerosos tubos de Malpighi, embora algumas espécies apenas apresentem um par, fixos na extremidade anterior do intestino posterior.
O sistema nervoso é desenvolvido e está associado a órgãos dos sentidos variados:
Olhos simples.
Formados por centenas de pequenas unidades designadas omatídeas, todas ligadas por nervos ao cérebro.
Localizados nas antenas.
Localizados perto da boca.
Distribuídos por toda a superfície do corpo e apêndices.
Algumas espécies são capazes de captar e produzir sons.
Muitos insetos sobrevivem a temperaturas baixas entrando em estado de dormência. No entanto, algumas das formas maiores realizam migrações de longas distâncias (mais de 4000 Km, como no caso das borboletas monarca, que voam desde o Canadá até ao México para passar o Inverno).
A reprodução pode ser assexuada por partenogénese (em algumas espécies) ou sexuada, com sexos separados e fecundação interna.

Os ovos apresentam muito vitelo e casca protetora, sendo colocados perto de uma fonte de alimento.
O desenvolvimento pode ser direto ou indireto, dependendo da espécie:
Comum em insetos sem asas, neste caso os jovens pouco diferem do adulto, apenas aumentando gradualmente de tamanho em mudas sucessivas.
Neste caso, as larvas assemelham-se ao adulto mas não apresentam asas nem rgãos reprodutores. A metamorfose em adulto é gradual e está associada ao aumento de tamanho;
Os estados imaturos - larvas - são totalmente diferentes do adulto e sofrem sucessivas mudas. O tempo que decorre entre cada muda designa-se instar. A larva é a fase de alimentação do indivíduo, crescendo rapidamente. Este estado pode ser de duração muito variada, desde duas semanas a mais de 17 anos. O último instar ocorre no interior de um estrutura protetora construída pelo animal - casulo - e transforma a larva em pupa ou crisálida. Nessa última metamorfose os tecidos e órgãos são totalmente reorganizados e forma-se o adulto. Por este motivo, a pupa é considerada a fase de "repouso" do ciclo de vida.
O objetivo único da fase adulta, neste tipo de ciclo de vida, é a reprodução, pelo que muitos insetos não se alimentam e morrem imediatamente após a reprodução.

Fonte: curlygirl.naturlink.pt