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Classe Insecta

 

Esta classe é também conhecida por Hexapoda. A ela pertencem todos os Arthropoda que apresentam o corpo dividido em cabeça, tórax e abdome e possuem três pares de patas. Podem ou não apresentar asas.

Como em todo artrópode, o corpo dos insetos é formado pela justaposição de vários escleritos, formando anéis ou metâmeros: tergitos, esternitos e pleuritos.

A cabeça, que está unida ao tórax pelo pescoço ou cérvix, apresenta numerosos escleritos, com considerável variação de forma, bem como um par de antenas.

MORFOLOGIA

1. EXTERNA

a) CABEÇA - Apresenta as seguintes estruturas:

Olhos: A maioria dos insetos possui um par de olhos compostos (formados pela união de centenas de omatídeos) e dois ou três olhos simples ou ocelos. Estes estão localizados atrás de cada olho ou agrupados no vértex da cabeça. Em alguns Diptera, pode-se distinguir o sexo pelo formato dos olhos compostos: no macho são holópticos (os olhos se tocam, dorsalmente), na fêmea são dicópticos (os olhos são separados, dorsalmente).
Antenas:
São duas e apresentam formas e tamanhos variáveis; têm função sensorial e são implantadas junto e adiante dos olhos.
Peças bucais: São muito variáveis em tamanho e forma, mas podem ter duas funções básicas:
sugadora ou mastigadora.
Apresentam os seguintes componentes básicos:
labro ou lábio superior, epifaringe, mandíbulas, maxilas, lábio inferior, hipofaringe. Geralmente as peças bucais estão apoiadas na ponta da cabeça, numa área chamada clípeo.

b) TÓRAX

É formado por três metâmeros ou segmentos: Protórax, mesotórax e metatórax. Freqüentemente, o mesotórax é o mais desenvolvido, em detrimento dos outros dois. Cada segmento possui um par de pernas.
Quando o inseto é alado, o par de asas anterior apoia-se no mesotórax e o posterior no metatórax (na Ordem Diptera, o par posterior é atrofiado:
chama-se balancim; tem função de equilíbrio durante o vôo).
Pernas:
Formadas pelas seguintes partes - coxa, trocânter, fêmur, tíbia, tarsos (três a cinco) e garras (duas).
Asas:
São formadas por várias nervuras de sustentação e células. O formato e posição das nervuras e células são extremamente importantes na classificação.

c) ABDOMEN

É formado pela união de oito a dez anéis, sendo que o oitavo e o nono são adaptados para a função reprodutora; o orifício retal abre-se no último segmento.
Freqüentemente, no macho, os anéis estão adaptados para apreensão da fêmea durante a cópula, formando uma genitália complexa; nas fêmeas, a genitália é mais simples, representada pelo ovipositor.

II. INTERNA

Apresenta os órgãos ou sistemas vitais, que são:

a) SISTEMA DIGESTIVO: Intestino anterior (estomodeu) e intestino posterior (proctodeu). ü intestino anterior é formado por: boca, faringe, esôfago, papo e proventrículo. As glândulas salivares abrem-se na boca. O intestino posterior é formado pelo intestino delgado, intestino grosso e pelo reto. Ao iniciar-se o intestino posterior, notamos os tubos de Malpighi, que são rgãos excretores.
b) SISTEMA RESPIRATÓRIO:
É formado por um conjunto de tubos e traquéias que se ramificam por todo o inseto. Esta ramificação é tão intensa de modo a permitir que as trocas gasosas sejam ao nível celular, sem auxílio da hemolinfa (sangue). As traquéias abrem-se para o exterior ao nível da cutícula em diversos orifícios, denominados espiráculos. Estes apresentam um sistema de fechamento que regula a entrada de O2, a saída de CO2 e a perda de água.

A respiração é controlada pelo sistema nervoso central; em insetos ou larvas aquáticas ou que vivem em ambiente úmido, além da respiração traqueal existem trocas gasosas através da cutícula, que é permeável: Os espiráculos respiratórios abrem-se lateralmente no tórax e abdome podendo existir dois a dez pares, conforme a ordem do inseto.

c) SISTEMA CIRCULATÓRIO

Apresenta um tubo dorsal chamado coração, localizado no abdome, seguido por um tubo dirigido para o tórax denominado aorta; o sistema circulatório é aberto (o coração apresenta orifícios), sendo que o sangue (hemolinfa) circula do abdome para o tórax, através do bombeamento cardíaco, banhando todos os órgãos.

O bombeamento cardíaco é feito pela contração de fibrilas musculares que formam o órgão pulsátil.

A hemolinfa é constituída de plasma e hemócitos; os hemócitos possuem as funções de: fagocitose, secreção (formação de tecido conjuntivo), coagulação e cicatrização; o plasma é responsável pelo transporte de alimentos, armazenamento,dispersão de hormônios e transporte de resíduos aos tubos de Malpighi. A hemolinfa parece que não se envolve no processo respiratório do inseto.

d) SISTEMA NERVOSO

Próximo ao esôfago existe o gânglio supra-esofagiano (cérebro), do qual partem duas cadeias de gânglios ventrais e, destes. numerosos filamentos nervosos que se ramificam por todo o corpo do inseto.

e) SISTEMA SENSORIAL

Representado pelos olhos (simples e compostos), cerdas e antenas tácteis; apresentam também órgãos auditivos e quimioreceptores.

f) SISTEMA REPRODUTOR

Apesar de poder haver hermafroditismo e partenogênese, o método de reprodução usual é o cruzamento entre o macho e a fêmea.
Os órgãos masculinos são:
dois testículos, ductos eferentes, vesícula seminal, ducto ejaculatório e edeago (ou falo).
Os órgãos femininos são:
dois ovários, ovidutos e sistema reprodutor feminino. Junto desta existe a espermateca, que é o reservatório de espermatozóides, após a cópula.

CICLO BIOLÓGICO

A maioria das espécies é ovípara; algumas poucas são larvíparas. O formato dos ovos e o local escolhido para a oviposição é tremendamente variável, podendo mesmo dizer-se que em qualquer lugar que procurarmos acharemos ovo ou larva de algum inseto.

Desde ovo até adulto, o inseto sofre várias modificações complexas, reguladas por hormônios.

A) LARVAS: São completamente diferentes do adulto, tanto morfologicamente como biologicamente (exemplo: a lagarta, que é larva de borboleta).
B) NINFAS:
São formas semelhantes ao adulto, mas não possuem órgãos genitais e as asas, quando presentes, são rudimentares (exemplo: as ninfas dos barbeiros).

Esse desenvolvimento por fases evolutivas e mudas é o recurso que os insetos usam para crescer.

Exemplifiquemos: um barbeiro-fêmea faz a postura dos ovos, cada um medindo cerca de um milímetro. Ao eclodir, nasce uma ninfa mole, incapaz de se locomover apesar de possuir pernas. Ela é mole porque o seu esqueleto externo (exoesqueleto) é de quitina e demorará alguns minutos para enrijecer. Assim que o fizer, a ninfa pode andar, mas não poderá crescer mais, pois o esqueleto quitinoso que a envolve impede isto. Essa ninfa, dois a cinco dias após o nascimento, fica em repouso e, por ação hormonal, rompe a quitina ao nível do tórax e sai por essa fenda. Ao sair, estará mole e muito maior que a forma anterior. Em alguns minutos ela se tornará rígida e o processo será repetido mais cinco vezes até chegar à forma adulta. Essa forma não crescerá mais. Chama-se muda ou ecdise ao processo de uma ninfa (ou larva) sair da quitina anterior e passar para uma forma seguinte maior. Chama-se exsúvia ao exoesqueleto quitinoso deixado pela ninfa que sofreu uma ecdise.

SISTEMÁTICA

A classe Insecta é subdividida em 25 ordens: Protura, Collembola, Thysanura, Ephemeroptera, Odonata, Plecoptera, Embioptera, Orthoptera, Dermaptera, Isoptera, Corrodentia (= Psocoptera), Anoplura, Mallophaga, Thysanoptera, Hemiptera, Homoptera, Strepsiptera, Coleoptera, Neuroptera, Mecoptera, Diptera, Siphonaptera, Trichoptera, Lepidoptera e Hymenoptera. Alguns autores incluem os Dipluraentreos Thysanura. Para outros, os Zoraptera estão compreendidos entre os Psocoptera.

Destas, serão estudadas apenas as que têm importância na parasitologia veterinária quer como vetores quer como causadores de doenças: Hemiptera (barbeiros, percevejos), Diptera (moscas e mosquitos), Siphonaptera (pulgas), Anoplura (piolhos e chato).

Fonte: w3.ufsm.br

Classe Insecta

Os insetos controlam as asas através de dois mecanismos alternativos: por controlo direto ou indireto. No primeiro caso, músculos associados à base das asas contraem-se e relaxam, fazendo deslocar as asas. No segundo caso, as asas deslocam-se para cima e para baixo por alterações da forma do tórax, o que lhes permite movimentos mais rápidos (100 a 400 batimentos por minuto, contra cerca de 50 batimentos por minuto por controlo direto). Tanto num caso como noutro, os músculos utilizados são extremamente poderosos, o que permite ao inseto aquecer-se durante o tempo frio apenas com a sua contração e relaxação.

Muitas vezes o par anterior de asas é córneo - élitros - , não sendo usado para o voo mas apenas como proteção das asas membranosas, que se dobram sob elas, como no caso de muitos besouros.

O abdómen com 11 segmentos no máximo e apresenta os sistemas vegetativos (digestão e excreção, por exemplo) e reprodutores. Não contém apêndices embora as partes terminais estejam modificadas como genitália externa.

Sistema digestivo completo com boca com glândulas salivares, intestino dividido em anterior, médio e posterior.

O sistema circulatório é aberto e apresenta um coração delicado dorsal ligado a uma aorta anterior, não apresentando veias ou capilares.

A respiração é feita através de traqueias muito ramificadas, com espiráculos pares em cada segmento do tórax e abdómen, que transportam oxigénio diretamente aos tecidos.

A excreção é geralmente feita por numerosos tubos de Malpighi, embora algumas espécies apenas apresentem um par, fixos na extremidade anterior do intestino posterior.

O sistema nervoso é desenvolvido e está associado a órgãos dos sentidos variados:

Ocelos: Olhos simples.
Olhos compostos:
Formados por centenas de pequenas unidades designadas omatídeas, todas ligadas por nervos ao cérebro.
Quimioreceptores:
Localizados nas antenas.
Receptores do gosto:
Localizados perto da boca.

Pêlos tácteis variados

Distribuídos por toda a superfície do corpo e apêndices.
Algumas espécies são capazes de captar e produzir sons.
Muitos insetos sobrevivem a temperaturas baixas entrando em estado de dormência. No entanto, algumas das formas maiores realizam migrações de longas distâncias (mais de 4000 Km, como no caso das borboletas monarca, que voam desde o Canadá até ao México para passar o Inverno).
A reprodução pode ser assexuada por partenogénese (em algumas espécies) ou sexuada, com sexos separados e fecundação interna.
Os ovos apresentam muito vitelo e casca protetora, sendo colocados perto de uma fonte de alimento.

O desenvolvimento pode ser direto ou indireto, dependendo da espécie:

Ametabolia

Comum em insetos sem asas, neste caso os jovens pouco diferem do adulto, apenas aumentando gradualmente de tamanho em mudas sucessivas.

Metamorfose incompleta

Neste caso, as larvas assemelham-se ao adulto mas não apresentam asas nem rgãos reprodutores. A metamorfose em adulto é gradual e está associada ao aumento de tamanho;

Metamorfose completa

Os estados imaturos - larvas - são totalmente diferentes do adulto e sofrem sucessivas mudas. O tempo que decorre entre cada muda designa-se instar. A larva é a fase de alimentação do indivíduo, crescendo rapidamente. Este estado pode ser de duração muito variada, desde duas semanas a mais de 17 anos. O último instar ocorre no interior de um estrutura protetora construída pelo animal - casulo - e transforma a larva em pupa ou crisálida. Nessa última metamorfose os tecidos e órgãos são totalmente reorganizados e forma-se o adulto. Por este motivo, a pupa é considerada a fase de "repouso" do ciclo de vida.

O objetivo único da fase adulta, neste tipo de ciclo de vida, é a reprodução, pelo que muitos insetos não se alimentam e morrem imediatamente após a reprodução.

Fonte: curlygirl.naturlink.pt

Classe Insecta

Origem dos Insetos

Os insetos são animais de grande sucesso evolutivo. Há atualmente mais de 700 mil espécies, cada uma delas representada por um grande número de indivíduos.

Em função de uma espantosa capacidade adaptativa e reprodutora, eles ocuparam todos os ambientes, exceto os mares. São ainda os únicos invertebrados voadores e, sendo uma das razões para explicar a sua presença nos mais variados habitats. Esta característica lhes permite grande vantagem na obtenção de alimento e uma fuga rápida dos predadores.

Habitat dos Insetos

Vivem em todos os ambientes, estando ausentes apenas no mar; são os únicos invertebrados capazes de voar.

Os insetos estão adaptados ao ambiente terrestre. Mas há diversas espécies na qual as larvas ou os adultos vivem na água doce.

São invertebrados que têm a capacidade de adaptar-se aos mais diversos meios ambientes e que podem, dependendo de seus hábitos alimentares, ser úteis ou prejudiciais ao homem.

Morfologia dos Insetos

Classe Insecta
Morfologia dos Insetos

Ainda que o aspecto externo dos insetos seja extremamente variada, certas características de sua anatomia são comuns a toda a classe.

O corpo é constituído de três partes: cabeça, tórax e abdome. Na cabeça há um par de antenas, um par de mandíbulas, um par de mandíbulas auxiliares ou maxilas e um segundo par de mandíbulas auxiliares.

Todos os insetos têm três pares de patas localizadas no tórax.

Este último é dividido em: prototórax, mesotórax e metatórax. Nos insetos alados, as asas (que costumam ser quatro) localizam-se entre o mesotórax e o metatórax.

O abdome comumente tem dez ou onze segmentos bem definidos. Nas fêmeas o abdome possui um órgão destinado à colocação dos ovos (ovipositor) que pode estar alterado em forma de ferrão, serra ou agulha, para efetuar a postura nos tecidos internos de plantas ou animais.

Possuem esqueleto externo (ou exoesqueleto). Este é um tegumento composto pelo endurecimento da carapaça exterior do corpo, devido à impregnação com pigmentos e à polimerização de proteínas.

Sistema Respiratório dos Insetos

O sistema respiratório dos insetos é do tipo traqueal.
A partir de aberturas no corpo, chamadas de espiráculos, existem tubos(trâqueias) de reforço aspiralado, que se ramificam profusamente, levando oxigênio do ar diretamente a todas as células corporais.
É tambem pelas trâqueia que o gás carbônico é eliminadodo corpodo inseto.

Sistema Digestório dos Insetos

O sistema digestivo dos insetos é completo.
A boca situa-se enter as peças bucais, e nelas desembocam glândulas salivares, que lubrificam o alimento.O tubo digestivo apresenta partes diferenciadas(faringe,esôfago,estômago e intestino). Cecos gástricos ligados ao tubo intestinal aumentam a superficie digestiva e facilitam a absorção do alimento que ocorre extracelularmente. O alimento absorvido pelas celulas do intestino passa para o sangue(hemolinfa), que o distribui para as demais celulas do corpo.

Reprodução dos Insetos

Os insetos são organismos dióicos. O macho e a fêmea podem, geralemnte, ser distinguidos externamente, ou seja, apresentam dimorfismo sexual.

Basicamente, o sistema reprodutor dos insetos pode ser assim descrito: o aparelho genital feminino é composto por 1 par de ovários de onde saem os ovidutos, que se abrem no orgão genital. Ligados ao sistema reprodutor feminino existem um par de glândulas acessórias e um duto que termina por uma porção alargada, a espermateca ou receptáculo seminal; O aparelho genital masculino é composto por 1 par de testículos, de onde saem os dutos deferentes, que se alargam formando as vesículas seminais. Estas unem-se formando o duto ejaculador, que termina no órgão copulador, o falo. Ligado ao duto ejaculador existem duas glândulas acessórias.

A reprodução inicia-se com a cópula. O macho introduz o falo no aparelho genital da fêmea e ejacula, isto é, elimina seus espermatozóides. Estes vão ter à espermateca, onde são armazenados temporariamente. Começa então a produção dos óvulos que são fecundados internamente e eliminados. Em alguns insetos, a porção terminal do abdômen da fêmea forma uma projeção, o ovopositor , que serve para perfurar o solo, frutas ou mesmo outros animais aí introduzir seus ovos.

O desenvolvimento dos ovos dos insetos pode seguir diversos caminhos. Alguns insetos podem eclodir do ovo já com forma semelhante ao adulto. Ocorrem mudas sucessivas durante seu desenvolvimento, o que é necessário para que possam crescer, desde que seu exoesqueleto quitinoso é rígido. Quando atingem o estágio adulto, as mudas cessam. Insetos desse tipo, em que o jovem é muito semelhante ao adulto são denominados AMETÁBOLOS (a=não metábolos=mudança).

Outros insetos podem, durante seu desenvolvimento, passar por mudanças graduais ou incompletas. Assim que saem do ovo, são chamados ninfas, tendo alguma semelhança com o adulto. Com as sucessivas mudas o jovem vai sofrendo uma metamorfose incompleta, que culmina com atransformação no adulto, chamado imago. Insetos que sofrem metamorfose incompleta são chamados HEMIMETÁBOLOS (hemi=metade e metábola=mudança).

Em outro insetos, do ovo eclode um pequeno organismo vermiforme, com corpo segmentado, que pode ou não ter pernas, mas não tem olhos nem asas.

Esta fase vermiforme é chamada larva e passa por sucessivas mudas, transformando-se em uma pupa. A pupa difere da larva por apresentar, geralmente, menor movimentação que a larva. Na pupa ocorrem profundas mudanças e, em determinado momento, dela emerge o adulto (imago) completamente formado e que não sofrerá mais nenhuma muda. A transformação da pupa em adulto é a metamorfose completa e os insetos que a possuem são chamados HOLOMETÁBOLOS ou METÁBOLOS (holo=total e metábolo=mudança).

Tanto nas mudas como a metamorfose parecem ser provocadas pela liberação de certos hormônios no organismo.

Aproveitamento Econômico dos Insetos

Os insetos podem colaborar com o homem, na agricultura, na indústria de defensivos agrícola, e inúmeros são os insetos que produzem benefícios diretos para o ser humano, como as abelhas de mel e outros insumos, a mariposa Bombyx mori ou bicho-da-seda pela produção de seda; ou pelos besouros e moscas necrófagas, ou seja, alimentam-se de fezes e animais mortos e as formigas e os cupins que reciclam a matéria orgânica no solo atuando sobre plantas mortas e, nesse sentido até as baratas na natureza são importantes, pois devido ao seu hábito alimentar de aproveitar quase todos os detritos orgânicos realizam a reciclagem dos nutrientes, porém quando estão em certos locais (esgotos, lixões,...) nas cidades tornam-se um problema de saúde pública.

Por fim, os insetos são de extrema importância para a manutenção do equilíbrio dos ecossistemas terrestres, sem os quais não haveria algumas reciclagens e assim toda a cadeia alimentar entraria em colapso, já que são a base alimentar de muitos outros animais, inclusive para o ser humano. Em algumas culturas, certos insetos, como gafanhotos, besouros, içás,larvas de insetos e até baratas são iguarias com alto teor protéico. Portanto, não são os "vilões" mas sim, o ser humano com sua forma de degradação dos ambientes naturais no seu contexto predatório da sociedade de consumo. Devemos respeitar e admirar aqueles que realmente conquistaram o nosso planeta como um todo, pois mais da metade das formas de vida simplesmente são insetos.

Ecologia

As abelhas se destacam nesta classe devido a sua “organização social”que é classificado assim:

Rainha: Por ovos.
Zongões:
Fecundar os ovos que a rainha produz.
Operária:
Construir as colméias e alimentar seus moradores.

As formigas e os cupins têm sociedades semelhantes as abelhas.Certas espécies de formigas levam para seu formigueiro pulgões, os quais sugam a seiva elaborada de plantas e “ordenham-nos”, obtendo assim seiva açucarada desses animais.Em troca, dão-lhes proteção e alimento.Outras formigas cultivam fungos que lhes servem de alimento.

Particularidades

São hexápodes (possuem 06 pernas)
Existem cerca de 900 000 espécies
Possuem um par de antenas com função tátil e olfativa
Únicos invertebrados capazes de voar, mas nem todos têm asas

Fonte: br.geocities.com

Classe Insecta

MORFOLOGIA INTERNA E FISIOLOGIA

Aparelho Digestivo dos Insetos

Os alimentos dos insetos podem consistir de qualquer tipo de matéria orgânica, viva, morta ou em decomposição. Alguns insetos alimentam-se de madeira, lã, penas, papel e outros materiais diversos que os mamíferos não podem assimilar. Entretanto, como nos outros animais, a fonte final de matéria e energia é carboidrato, gordura e proteína. O sistema digestivo é portanto modificado para adaptar-se às diferentes dietas. Muitas espécies possuem simbiontes intestinais para auxiliar a digestão.

O aparelho digestivo dos insetos é formado basicamente por um longo tubo que percorre seu corpo no sentido longitudinal, desde a boca até o orifício retal, denominado canal digestivo ou alimentar. O espaço entre o canal alimentar e a paredes do corpo é chamado hemocele ou cavidade geral, e é grandemente ocupado por sangue (hemolinfa). O comprimento e a complexidade do tubo alimentar dependem do hábito alimentar do inseto. Por exemplo, em lagartas esse tubo é simplificado, enquanto em alguns insetos sugadores (Ordem Hemiptera: Homoptera), ocorrem especializações que maximizam o aproveitamento da seiva vegetal pelo inseto.

De maneira geral, o tubo alimentar é diferenciado em 3 regiões principais (Fig. 1), o intestino anterior ou estomodéu, o intestino médio, ou mesêntero, e o intestino posterior, ou proctodéu. Válvulas entre as três divisões principais do canal alimentar regulam a passagem do alimento, e impedem que o alimento volte de uma região para outra. Curiosamente, larvas de certos insetos (ex. abelhas) não têm conexão entre o mesêntero e o proctodéu, e só podem eliminar os excrementos quando chegam à fase adulta.

Quase todos os insetos tomam o alimento pela boca. O intestino anterior inicia-se na cavidade oral e termina na válvula cardíaca. É geralmente formado por faringe, esôfago, papo e proventrículo. A faringe de um inseto adulto em geral ocupa mais ou menos metade do comprimento da cabeça. Muitos insetos com peças bucais mastigadoras cortam e trituram os alimentos, forçando-os para dentro da faringe. A faringe dos insetos sugadores funciona como uma bomba que puxa o alimento líquido através do rostro para o esôfago. O alimento é movido ao longo do canal alimentar por ação peristáltica. No estomodéu já ocorre parte da digestão, através de glândulas salivares e enzimas como amilases e maltases. Alguns insetos lançam enzimas digestivas sobre o alimento para digeri-lo parcialmente antes que ele seja ingerido.

Saliva é geralmente adicionada ao alimento quando ele penetra no canal alimentar, ou antes, no caso de insetos sugadores que injetam saliva no substrato. As glândulas salivares surgem como evaginações do intestino anterior e podem estar localizadas na cabeça e no tórax. Além de auxiliar na digestão, principalmente de carboidratos, pela produção de enzimas, a saliva serve também para umedecer o substrato, limpar as peças bucais, ou, no caso de insetos hematófagos, produzir substâncias anticoagulantes, que impedem o entupimento do rostro do inseto.

Após a ingestão, o alimento passa através do esôfago - que se diferencia pouco da faringe - para a parte posterior do estomodéu (papo ou inglúvio). No papo, o alimento é armazenado e pode sofrer digestão parcial. O intestino anterior é revestido com cutícula e muito pouca absorção (exceto possivelmente de gorduras) ocorre nessa região. O proventrículo, no final do intestino anterior, pode ser provido de "dentes" em forma de agulhas que trituram partículas grandes em pedaços menores. Esses "dentes" quitinosos são de ocorrência geral nos insetos mastigadores. Após passagem pela válvula cardíaca, o alimento chega ao intestino médio.

O intestino médio consta basicamente de duas porções: uma parte maior (ventrículo), que representa o mesêntero propriamente dito, e estruturas em forma de bolsas, situadas anteriormente, chamadas cecos gástricos. O ventrículo tem a forma de um saco alongado, e é nele que se completa a digestão iniciada no estomodéu. O ventrículo é revestido com células epiteliais, algumas das quais produzem enzimas e outras absorvem o alimento digerido. Quase toda assimilação de substâncias aproveitadas pelo inseto dá-se no mesêntero, uma vez que as paredes dessa região não são revestidas de quitina.

Da parte terminal do ventrículo saem os túbulos de Malpighi, órgãos envolvidos na excreção (ver adiante). Os cecos gástricos são pequenas bolsas laterais que ocorrem em número de 2 a 8 e provavelmente mantêm bactérias e outros microorganismos produtores de enzimas que auxiliam a digestão. Os hábitos alimentares do inseto determinam os tipos de enzimas produzidas no intestino médio.

As enzimas presentes são semelhantes às do homem: maltase (para digerir açúcares) amilase (amido), invertase (sacarose), lipase (gorduras) e protease (proteínas).

As células epiteliais do intestino médio dos insetos são delicadas e podem ser protegidas por uma membrana peritrófica, cuja função aparente é proteger o epitélio secretor contra partículas sólidas abrasivas, impedindo que o alimento entre em contato direto com as células. Essa membrana é permeável, permitindo o intercâmbio de enzimas digestivas e de produtos prontos para a absorção.

O intestino posterior inicia-se a partir do mesêntero pela válvula pilórica e termina no orifício retal, por onde os excrementos são eliminados. O proctodéu tem a forma de um tubo simples, porém pode ser diferenciado em duas porções, uma anterior (íleo) e uma posterior (cólon). Em continuação ao cólon encontra-se o reto, uma porção dilatada em forma de ampola que contém a abertura terminal, o orifício retal. No proctodéu existem glândulas que re-absorvem água e nutrientes essenciais antes que os excrementos sejam eliminados. A conservação da água é vital para os insetos, especialmente para aqueles que se alimentam de material muito seco, como grãos armazenados.

Aparelho Circulatório dos Insetos

O sistema circulatório dos insetos, ao contrário da maioria dos animais superiores, não desempenha função essencial no transporte de oxigênio e na remoção de gás carbônico, mas serve principalmente como um meio para as trocas químicas entre os órgãos do corpo, funcionando no transporte de materiais nutritivos, produtos de excreção, hormônios, entre outros. O sistema circulatório é aberto e consta de vaso que percorre o inseto dorsal e longitudinalmente.

O vaso dorsal constitui-se de um tubo relativamente simples, fechado em sua extremidade posterior e aberto em sua ponta anterior (Fig. 3). A parte posterior deste tubo, situada no abdome, compreende o coração. A parte anterior, a aorta, inicia-se no tórax e termina na cabeça, numa abertura perto do cérebro.

O coração é dividido por válvulas em uma série de câmaras, cada uma das quais possui pelo menos um par de aberturas chamadas óstios, por onde o sangue retorna ao coração. O número de óstios varia nas diferentes espé-cies. As válvulas ostiolares impedem a volta do fluxo do vaso dorsal para a cavidade do corpo.

Pulsações do coração (sístole e diástole) bombeiam o sangue para a frente e para fora da aorta até a região anterior. O aumento da pressão nessa área leva o sangue a mover-se para trás através da cavidade do corpo. Essa cavidade serve como uma câmara para a circulação do sangue e os órgãos e tecidos dos insetos são assim banhados pelo sangue circulante. As extremidades do corpo, como asas, antenas e pernas, são irrigadas através de órgãos pulsáteis acessórios, em forma de tubos, válvulas ou bombas. Movimentos respiratórios podem também influir na circulação do sangue.

O meio circulante (sangue) chama-se hemolinfa, e é em geral um líquido claro de cor verde-azulada ou amarela, que constitui de 5 a 40% do peso do corpo do inseto (em média 25%). Além de atuar nas trocas químicas necessárias para o funcionamento dos órgãos e tecidos, ela funciona como fluido hidráulico para manter a pressão do animal, tem papel na ecdise e na reserva de água. A hemolinfa é composta principalmente de aminoácidos e proteínas e sua composição varia não somente entre as diversas ordens de insetos, mas também de acordo com o sexo, idade, alimento ingerido, etc.

As células da hemolinfa são chamadas hemócitos e podem ter formas variadas.

Possuem quatro funções básicas: fagocitose (ingestão de partículas pequenas e substâncias como metabolitos), encapsulação de partículas estranhas e invasoras, coagulação da hemolinfa e por último o armazenamento e distribuição de nutrientes. O número de hemócitos na hemolinfa também depende da espécie, fase de desenvolvimento, etc., sendo que em geral há de 30.000 a 50.000 células/mm3 de sangue. Como a hemolinfa contém baixos teores de pigmentos respiratórios, possui uma capacidade de transporte de oxigênio insignificante.

Aparelho Respiratório dos Insetos

Assim como os vertebrados, os insetos precisam obter oxigênio do ambiente e eliminar dióxido de carbono como subproduto da respiração. A troca de gases nos insetos, ou seja, a retirada de oxigênio, sua distribuição para os tecidos e a remoção do dióxido de carbono, é efetuada por um complexo sistema de tubos traqueais. Os tubos principais desse sistema, as traquéias, são de origem ectodérmica e abrem-se externamente nos espiráculos (ou estigmas). Internamente, as traquéias se ramificam e se estendem por todo o corpo, terminando em ramos muito finos chamados traquéolas, que permeiam os tecidos.

As traquéias são revestidas por uma cutícula delgada (tenídia), que permite certa flexibilidade e resistência à compressão. Apresentam-se prateadas quando cheias de ar e observadas sob uma lupa. O volume ocupado pelas traquéias no corpo do inseto varia de 5 a 50%, dependendo do seu hábito (insetos mais ativos têm sistema traqueal mais desenvolvido). Já as traquéolas são células simples com paredes finas que penetram diretamente nas células.

Os espiráculos estão localizados lateralmente e variam em número de 1 a 10 pares. Tipicamente, há um par no meso e um no metatórax, e um par em cada um dos primeiros 7 ou 8 segmentos abdominais. As paredes do espiráculo encontram-se revestidas de pêlos e processos cuticulares que previnem a entrada de pó e auxiliam a reduzir a perda de água.

A respiração nos insetos pode ser considerada uma ventilação. Normalmente, o inseto mantém alguns espiráculos abertos e outros fechados, com periodicidade de 5 a 10 segundos. Esse ritmo depende da espécie e de fatores ambientais (é mais rápido em temperaturas mais elevadas). O oxigênio penetra pelos espiráculos, é dirigido através das traquéias para as traquéolas, por ventilação ou difusão devido ao gradiente de concentração. O dióxido de carbono é eliminado pelos mesmos espiráculos, ou pelo próprio tegumento. O controle das trocas gasosas é efetuado aparentemente pelo sistema nervoso. Quando o inseto está inativo, os espiráculos se mantêm fechados, para evitar a perda de água.

Como parte do sistema respiratório, encontramos ainda os sacos aéreos, que são dilatações da traquéia em forma de bolsas diminutas em número variável, encontradas no abdome de insetos voadores. Sua função é armazenar oxigênio e auxiliar no equilíbrio durante o vôo do inseto, especialmente nas ordens Hymenoptera e Diptera.

Muitos insetos aquáticos e larvas de parasitóides apresentam variações na sua troca de gases, e os espiráculos podem estar ausentes. Certas larvas de Diptera respiram pelo tegumento e por brânquias banhadas pela hemolinfa. Muitos besouros aquáticos possuem pêlos hidrófobos que possibilitam a entrada de ar - mas não a de água - em seus espiráculos.

Aparelho Reprodutor dos Insetos

A reprodução nos insetos é quase sempre sexuada, e por oviparidade, sendo os sexos separados. Os óvulos liberados pela fêmea desenvolvem-se após a fusão com os espermatozóides colocados livres pelo macho.

Variações do padrão reprodutivo usual podem ocorrer: por exemplo, castas de operárias em inseto sociais são incapazes de repro-duzir; e em certas espécies a reprodução ocorre sem a presença do macho (partenogênese).

Os sistemas reprodutores dos insetos consistem de glândulas sexuais pares (os ovários das fêmeas e os testículos dos machos) de origem endodérmica, situados no abdome. Destas gônadas, partem gonodutos pareados e um ducto mediano de origem ectodérmica por onde os produtos sexuais são descarregados.

Na fêmea , os ovidutos geralmente se unem posteriormente formando um órgão genital que se abre para o exterior numa vulva. Associada com um aparelho reprodutor, há geralmente uma estrutura em forma de saco chamada espermateca, na qual os espermatozóides são armazenados, e algumas glândulas acessórias de funções variadas (desde a produção de substâncias protetoras ao ovo até veneno, no caso de vespas). A genitália feminina consta ainda de um ovipositor, especializado em muitas ordens para perfurar substratos como tecidos vegetais e animais durante a postura dos ovos.

No macho os vasos deferentes dos testículos se unem posteriormente para formar o ducto ejaculatório, o qual se estende para o exterior. Cada ducto contém uma porção alargada, a vesícula seminal, que armazena os espermatozóides. Esse ducto geralmente termina em um órgão copulador, o orgão genital ou edeago, que pode conter vários processos. A genitália externa do macho é extremamente variável e tem grande valor taxonômico. Os machos também possuem glândulas acessórias, que podem servir para produção de substâncias necessárias à formação do espermatóforo (o "pacote" de espermatozóides em algumas ordens), ou à nutrição e motilidade do espermatozóide.

Os espermatozóides em geral são depositados diretamente na espermateca da fêmea pelo macho, através da inserção de seu falo. Esse comportamento representa um importante passo evolutivo em relação às espécies de artrópodos mais primitivas que deixam seus espermas em espermatóforos no solo, expostos a uma série de intempéries, antes que a fêmea o apanhe. A fecundação ocorre quando o óvulo, passando pela sistema reprodutor feminino, encontra um ou mais espermatozóides que deixam a espermateca. Mediante a fusão dos núcleos, é formado o ovo ou zigoto, que vai dar origem ao novo indivíduo. O acasalamento com vários machos é uma prática comum entre as fêmeas da maioria das ordens de Insecta.

Sistema Nervoso dos Insetos

O sistema nervoso dos insetos consiste de um cérebro localizado na cabeça, acima do esôfago, um gânglio subesofágico ligado ao cérebro e um cordão nervoso ventral que se estende em direção posterior (Fig. 4). O cérebro consiste de uma massa nervosa ganglionar dividida em 3 partes, o protocérebro, que contém os nervos óticos, sendo portanto associado à recepção de estímulos visuais; o deuterocérebro, que é o centro nervoso das informações recebidas pelas antenas, e o tritocérebro, que contém os nervos destinados às peças bucais e à digestão em geral. O cordão nervoso ventral é tipicamente duplo e contém gânglios em cada segmento.

A célula nervosa, o neurônio, funciona na transmissão de impulsos de uma parte do corpo para outra. Essa célula consiste de um corpo celular mais ou menos arredondado (núcleo) ligado por um filamento longo (dentrito) que transmite o estímulo a um terminal (axônio) provido de várias ramificações. O axônio pode estar conectado a outro neurônio, uma glândula ou um músculo, por exemplo. Os nervos são formados por um aglomerado de neurônios envolvidos por uma bainha conjuntiva especial. O impulso origina-se em um órgão sensitivo e percorre todo o corpo até chegar no sistema nervoso central; nesse centro, ele passa por células especializadas até atingir as células motoras nas quais ele se desloca até um músculo ou glândula.

Nos insetos, entretanto, a maior parte das células nervosas e seus processos formam uma série de gânglios unidos longitudinalmente por conectivos. Tipicamente, cada segmento do corpo possui um par de gânglios. Alguns destes gânglios podem estar fundidos (ou até mesmo todos, como no caso dos percevejos que formam uma única massa ganglionar situada no tórax).

Os órgãos sensitivos dos insetos estão localizados principalmente na parede do corpo e a maioria deles é de tamanho microscópico. Os insetos têm órgãos sensitivos que reagem a estímulos principalmente mecânicos, químicos, visuais e auditivos. Os estímulos mecânicos são recebidos por espinhos, sensilas e pêlos tácteis de tipos variados. Os estímulos químicos são detectados pelas antenas (olfato) ou pelas peças bucais (gosto). Estímulos visuais são geralmente registrados pelos olhos compostos e ocelos, enquanto os estímulos auditivos são detectados por pêlos sensíveis e órgãos timpânicos.

Sistema excretor dos Insetos

Os túbulos de Malpighi são os principais órgãos excretores dos insetos. Estes túbulos variam de um ou dois até mais de uma centena. São muito finos e possuem sua extremidade distal fechada e a basal aberta, em contato com a parte anterior do proctodéu. Os túbulos de Malpighi têm função excretora, atuando como reguladores da composição da hemolinfa, retirando dela os produtos do metabolismo intermediário. Os principais produtos de excreção nitrogenada dos insetos é o ácido úrico. Os túbulos de Malpighi também são importantes no balanço hídrico.

Sistema muscular dos Insetos

O sistema muscular dos insetos é bastante complexo e foi desenvolvido de acordo com exigências peculiares do exoesqueleto e da segmentação do corpo.

Por esta razão, o número de músculos num indivíduo pode ser muito grande, variando de algumas centenas até alguns milhares (mais de 4.000) quando comparado ao do homem (500, em média). Os músculos são estriados transversalmente, muito fortes, e capazes de contrações rápidas. Por exemplo, certas espécies de insetos podem levantar mais de 20 vezes seu próprio peso, uma qualidade devida à presença do esqueleto externo e dos músculos poderosos.

Os músculos dos insetos estão divididos em 3 grupos, os músculos fásicos, capazes de contrações rápidas, que movimentam apêndices como asas e pernas, os músculos do exoesqueleto, que produzem expansão e contração dos segmentos do corpo, e os músculos viscerais, que servem aos órgãos internos.

Sistema glandular dos Insetos

Além da produção de metabolitos básicos para o funcionamento das células, tecidos e órgãos, há uma série de substâncias químicas que mesmo produzidas em pequenas quantidades, são essenciais para o perfeito desempenho das funções gerais do inseto. Essas substâncias são chamadas secreções, e as células, ou grupo de células, que as produzem são chamadas glândulas. Há dois tipos gerais de glândulas secretoras, glândulas endócrinas e glândulas exócrinas.

As glândulas exócrinas são dotadas de um ducto próprio através do qual descarregam suas secreções na parte externa do corpo. Seus principais produtos são venenos, feromônios, cera, espuma, substâncias adesivas e repelentes. Os feromônios mais comuns são os de alarme, de agregação, de trilha e os feromônios sexuais.

As glândulas endócrinas são desprovidas de ductos especializados e cujos produtos, os hormônios endócrinos, se difundem na hemolinfa que os distribui a todas as partes do corpo. Os hormônios têm funções diversas, sendo as mais importantes àquelas relacionadas ao desenvolvimento, incluindo as complexas mudanças morfo-fisiológicas e comportamentais relacionadas à muda e metamorfose.

Insetos

Dentre todos os grupos animais, os insetos (Classe Insecta) rivalizam com os seres humanos como os organismos mais bem adaptados à vida terrestre.

Estimativas de diversidade de insetos variam de 1 milhão a mais de 10 milhões de espécies. Pode-se dizer que mais de 90% das espécies animais terrestres são insetos.

Entre as razões para a fantástica multiplicidade de espécies de insetos estão:

Tamanho reduzido
Ciclo de vida de curta duração
Sofisticado sistema sensorial e neuro-motor
Interações evolutivas com plantas e outros organismos
Metamorfose
Presença de asas e pernas
Baixa taxa de extinção.

Essas características dão ao inseto a habilidade para explorar os mais diferentes habitats, com uma capacidade para responder a estímulos externos comparável a dos vertebrados. O tamanho reduzido permite que os insetos explorem diferentes nichos num mesmo habitat. Assim, por exemplo, uma árvore que proporcione algumas refeições a um grupo pequeno de mamíferos herbívoros pode garantir alimento para várias gerações de dezenas de espécies de insetos, que se alimentariam de virtualmente qualquer parte da planta, seja raiz, fruto, folhas, flor ou semente.

O ciclo curto favorece mudanças genéticas de natureza adaptativa em reação a mudanças ambientais, sejam elas alterações de temperatura, exposições a inseticidas, ou outros efeitos desfavoráveis. Essas adaptações resultam em baixa taxa de extinção.

O excelente sistema locomotor ajuda na notável distribuição geográfica dos insetos: com exceção da água salgada, os insetos colonizaram todo o planeta. A presença de asas certamente foi o fator mais importante na dispersão desses animais. Não é por acaso que as ordens de insetos mais numerosas contêm insetos alados e de metamorfose completa. Insetos que exploram diferentes habitats e diferentes alimentos durante seu ciclo teriam mais chance de sucesso, com menor exaustão dos recursos e (relativamente) menor exposição a inimigos naturais. Todas essas vantagens fazem com que insetos sejam encontrados em situações naturais em populações altamente numerosas.

Para entender a fantástica diversidade de insetos, é essencial estudar sua morfologia e fisiologia. O corpo de um inseto adulto é dividido em 3 regiões distintas, cabeça, tórax e abdome. Antes de estudar cada uma destas partes, deve-se entender as propriedades do exoesqueleto dos insetos, pois ele determina grande parte da sua anatomia, fisiologia e locomoção

CABEÇA

A cabeça é a região anterior do corpo em forma de cápsula que contém apêndices fixos (olhos e ocelos) e móveis (antenas e peças bucais) (Fig. 1). Em sua origem embrionária, a cabeça é formada por 6 segmentos. O formato da cabeça varia grandemente nas diversas espécies, mas é em geral bastante esclerotizada.

Além dos apêndices, a cabeça apresenta suturas e cristas cefálicas de grande valor taxonômico.

Antenas

Todos os insetos adultos e formas jovens de diversas espécies (ninfas) possuem um par de antenas (díceros). As antenas são apêndices móveis de função sensorial (olfato, tato, audição e gustação) e apresentam modificações diversas para o desempenho dessas funções.

A antena se origina do segundo segmento embrionário da cabeça, e é formada de 3 partes: escapo, pedicelo e flagelo (Fig. 2). O escapo é o primeiro segmento, em geral mais largo, e articula-se à cabeça.

O pedicelo é geralmente curto e o flagelo é mais longo, sendo formado por um número variável de segmentos (antenômeros).

A antena pode assumir formas diversas, como filiforme, setácea, moniliforme, clavada, fusiforme, pectinada, plumosa, denteada, geniculada, etc. (Fig. 2). Em muitas espécies, machos e fêmas possuem dimorfismo de antenas, pelo tipo, tamanho, ou inserção das antenas na cabeça. Algumas antenas apresentam ainda funções de equilíbrio e auxiliam o macho a segurar a fêmea durante a cópula. Numerosas estruturas sensoriais, como pêlos, ocorrem na antena e funcionam como quimiorreceptores, mecanorreceptores, termorreceptores e higrorreceptores.

Olhos

Com exceção de algumas poucas espécies subterrâneas e endoparasíticas, a maioria dos insetos consegue enxergar relativamente bem, e muitas espécies têm sistemas visuais altamente desenvolvidos.

A visão dos insetos é servida por 2 tipos de fotorreceptores: olhos compostos e ocelos. A maioria das ninfas e dos insetos adultos tem um par de olhos compostos, relativamente grandes e convexos, localizados dorso-lateralmente na cabeça. A superfície de cada olho composto é dividida em áreas circulares ou hexagonais chamadas facetas, que correspondem à lente de um omatídeo. Cada olho pode ser composto por poucos omatídeos (por exemplo de 5 a 10 nas operárias de formigas subterrâneas) ou por um número enorme (mais de 30.000 em libélulas). O formato dos omatídeos varia ainda com o hábito do inseto (por exemplo, insetos noturnos têm omatídeos mais alongados). Grande número de espécies consegue detectar cor, especialmente insetos polinizadores, como abelhas e borboletas.

A cabeça da maioria das larvas e de muitos insetos adultos pode conter ainda de 1 a 3 olhos simples (ocelos). Há dois tipos de ocelos, os laterais, típicos de larvas e pupas, que têm uma estrutura parecida com um omatídeo, e os ocelos dorsais, que são os olhos simples dos adultos. Os ocelos dorsais geralmente aparecem no vértice da cabeça, entre os olhos compostos. Ocelos estão mais envolvidos na detecção de variações na luz do que propriamente na formação de imagens.

Suturas

Suturas (ou sulcos) são linhas que demarcam uma dobra para dentro da cutícula, dividindo a cabeça em um número de escleritos mais ou menos distintos. Há uma variação considerável na disposição das suturas nas diferentes ordens de insetos. As suturas mais comuns são a epicranial, epistomal, labroclipeal, subgenal, ocular, antenal, pós-antenal, occipital e sub-occipital. Aparentemente, as suturas não têm relação direta com a metamerização da cabeça.

Peças bucais

O aparelho bucal é composto de apêndices móveis originados dos terceiro, quarto, quinto e sexto segmentos embrionários da cabeça. O aparelho bucal exposto (ectognato) compõe-se originalmente de oito peças.

São elas:

Lábio superior (labro)

É uma peça que se movimenta para cima e para baixo, com função de retenção do alimento a fim de ser trabalhado pelas mandíbulas duas mandíbulas: localizam-se abaixo do labro e estão adaptadas para triturar, perfurar, moldar e cortar, além de defesa lábio inferior (lábio): possui função táctil e de retenção do alimento duas maxilas: auxiliam as mandíbulas e são formadas por partes menores, algumas de função táctil, gustativa, mastigadora ou perfuradora epifaringe: localiza-se na parte interna do labro, sendo recoberta de pêlos de função gustativa hipofaringe: inserida junto ao lábio inferior, em forma de "língua", tem função táctil e gustativa

Estas peças bucais podem ser radicalmente modificadas ou atrofiadas de acordo com o hábito alimentar do inseto. Assim, há insetos que se alimentam de nutrientes sólidos através da mastigação do substrato, enquanto outros perfuram plantas e animais em busca de nutrientes. Alguns artrópodos hexápodos, como os Collembola, possuem aparelho bucal interno (endognatos) e sua inclusão na Classe Insecta ainda é discutida por alguns autores. Insetos agnatos são aqueles sem aparelho bucal funcional, como os Ephemeroptera, que praticamente não se alimentam após atingirem o estágio adulto. O conhecimento das peças bucais dos insetos é importante para estudos de taxonomia e também para determinação dos danos causados, no caso de insetos nocivos.

Há dois tipos básicos de aparelho bucal, mastigador e sugador, com algumas variações, como as descritas a seguir:

Tipos de aparelho bucal

Triturador ou mastigador

É considerado o mais primitivo. Todas as peças bucais estão presentes, e os alimentos são triturados/mastigados na cavidade pré-oral, também chamada cibário.

Ocorre na maioria das ordens, como Orthoptera (gafanhotos, grilos), larvas de Lepidoptera (borboletas e mariposas), Coleoptera (besouros), Odonata (libélulas), Mantodea (louva-a-deus) e Dermaptera (tesourinha).

Sugador labial (picador sugador)

As peças bucais são modificadas em estilete. O lábio inferior transforma-se num tubo (rostro), que aloja os estiletes. A sucção do alimento é feita pelas mandíbulas, epifaringe e hipofaringe. As maxilas possuem extremidades serreadas e têm função perfuradora. Ocorre em Diptera (mosquitos), Hemiptera (percevejos), Siphonaptera (pulgas), Thysanoptera (tripes), Anoplura (piolhos). Nas moscas domésticas as peças bucais possuem o formato descrito, porém não chegam a perfurar o substrato, estando adaptadas para lamber.

Sugador maxilar

A modificação ocorre somente nas maxilas; as demais peças são atrofiadas. O conjunto assume o aspecto de um tubo longo e enrolado (quando em repouso) denominado espirotromba. É típico dos adultos de Lepidoptera.

Lambedor

O lábio superior e as mandíbulas são normais; as maxilas e o lábio inferior são alongados e unidos, formando uma espécie de língua com a qual o inseto retira o néctar das flores. Ocorre em Hymenoptera (abelhas).

É interessante notar que uma mesma espécie de inseto pode apresentar um tipo diferente de aparelho bucal quando passa da forma jovem para a adulta.

Conforme o tipo de aparelho bucal encontrado na forma jovem e adulta, o inseto pode ser classificado em:

Menorrinco: O inseto apresenta aparelho bucal sugador labial tanto na fase jovem como na fase adulta. Ex: Thysanoptera e Hemiptera.
Menognato:
O aparelho bucal é do tipo mastigador nas larvas e adultos. Ex.: Coleoptera, Orthoptera, Blattodea (baratas), Isoptera (cupins).
Metagnato:
O inseto é mastigador apenas na fase larval, mas no estágio adulto o aparelho é sugador labial (Diptera), lambedor (Hymenoptera) ou sugador maxilar (Lepidoptera).

A posição das peças bucais na cabeça do inseto adulto varia entre as diferentes ordens.

De acordo com a direção das peças bucais em relação a um eixo longitudinal ao corpo os insetos são classificados como:

Prognata: As peças bucais são dirigidas para a frente. Ex.: Isoptera, Dermaptera.
Opistognata:
As peças bucais são dirigidas para baixo e para trás. Ex.: Hemiptera-Heteroptera, Siphonaptera.
Hipognata:
Os inseto possui as peças bucais dirigidas para baixo. Ex. Orthoptera, Odonata, Hymenoptera, Mantodea.

TÓRAX

O tórax é a segunda região do corpo do inseto, caracterizado por apêndices locomotores - asas e pernas.

É composto de três segmentos: protórax, que se une à cabeça, mesotórax, o segmento mediano, e metatórax, que se liga ao abdome. Cada uma dessas partes deriva de um segmento embrionário. Cada segmento possui um par de pernas; as asas, quando presentes, situam-se no meso e no metatórax. O protórax nunca tem asas.

Pernas

As pernas são apêndices locomotores articulados, adaptados para movimento terrestre ou aquático. Todo inseto adulto possui 6 pernas (hexápodos), sendo que um número variável de "falsas pernas" (pseudópodos) abdominais pode ocorrer nas formas jovens, como é o caso de lagartas. A perna típica de um inseto é composta de 5 partes coxa, trocanter, fêmur, tíbia e tarso. O número de segmentos tarsais (tarsômeros) em geral varia de 1 a 5, e este número tem grande importância sistemática.

As pernas podem ser adaptados para as mais diversas funções, como coleta de alimento, pólen (pernas coletoras das abelhas), escavação (pernas fossoriais das paquinhas), captura de presas (raptatórias nos louva-a-deus e preensoras nas baratas d'água), nadar (natatória em besouros e percevejos aquáticos), fixação em pêlos ou outros substratos (escansoriais nos piolhos), saltar grandes distâncias (saltatória em gafanhotos e pulgas) ou simplesmente para andar e/ou apoiar-se sobre o substrato (perna ambulatória, na maioria das espécies) (Fig. 4). O segundo par de pernas de praticamente todos os insetos terrestres é do tipo ambulatório. com sua função, a perna pode ser do tipo ambulatória, fossorial, saltatória, raptatória, coletora, nadadora, escansorial e preensora.

Asas

As asas são evaginações da cutícula localizadas dorso-lateralmente no corpo dos insetos. A maioria das ordens de insetos possui 4 asas, mas em adultos de Diptera, o par posterior é atrofiado, funcionando como órgãos de equilíbrio no vôo. Quanto ao número de asas os insetos podem ser ápteros (nenhuma), dípteros (2) ou tetrápteros (4). A formação destas asas é única no Reino Animal, pois são órgãos de origem própria, e não modificações de pernas. As asas contêm nervuras longitudinais e transversais que são expansões das traquéias enrijecidas que lhe dão sustentação. Essas nervuras também têm grande valor taxonômico.

As asas podem ser:

Membranosas: finas, flexíveis, com nervuras bem distintas; ocorre na maioria das ordens
Tégminas:
de aspecto pergaminhoso ou coriáceo, em geral alongadas, como as asas anteriores de Blattodea (baratas), Orthoptera e Mantodea
Hemiélitros:
a parte basal é coriácea e a parte apical membranosa, como as asas anteriores de Hemiptera: Heteroptera
Élitros:
asas duras e resistentes que servem de proteção. Ex.: asas anteriores de Dermaptera e Coleoptera
Balancins (halteres):
asas posteriores atrofiadas com função de equilíbrio, encontradas em Diptera
Franjadas :
alongadas, coberta de pêlos, com nervação reduzida, ex. Thysanoptera

ABDOME

Essa região caracteriza-se pela segmentação típica, simplicidade de estrutura e por apêndices sensoriais e genitais. O abdome é originalmente formado por 11 segmentos (urômeros), mas o último segmento é bastante reduzido, e a segmentação nem sempre é visível, dando a impressão de um número menor de segmentos. Apesar da sua aparente simplicidade, o abdome é uma região altamente especializada, pois contém as principais vísceras do inseto, e é o principal responsável pelos movimentos respiratórios.

Na maioria das espécies, as estruturas genitais estão situadas no nono segmento (machos) e no oitavo e nono segmentos do abdome (fêmea). O abdome de insetos imaturos pode conter uma série de apêndices, como brânquias, em larvas aquáticas ou pseudópodos, em larvas de Lepidoptera. Os apêndices mais comuns nos adultos são os 2 cercos no último segmento, de função sensorial, mas que em algumas espécies podem auxiliar na cópula ou exercer função preensora. No macho de certas ordens (ex.: Blattodea) existe ainda um par de apêndices sensoriais curtos (estilos). O ovipositor é uma estrutura encontrada na fêmeas de diversas ordens (ex.: Hymenoptera, Orthoptera), utilizada para inserir os ovos em substratos diversos, como no interior de tecidos vegetais, solo, ou mesmo sobre outros animais. O ferrão das abelhas é uma modificação de seu ovipositor.

Quanto à sua união ao tórax do inseto, o abdome pode ser:

Séssil: quando se liga ao tórax em toda sua largura. Ex.: Coleoptera, Orthoptera, Blattodea
Livre:
quando há uma constrição mais ou menos pronunciada entre o tórax e o abdome. Ex.: Lepidoptera, Diptera
Pedunculado:
quando a ligação é feita através de um área bastante estreita (pecíolo). Ex.: formigas e vespas

Simão Vasconcelos

Fonte: www.ufpe.br

Classe Insecta

Os insetos pertencem ao:

Reino Animal
Sub-reino Metazoa
Divisão Bilateria
Grupo Eucelomata
Filo Arthropoda
Classe Insecta

De maneira mais resumida podemos citar os insetos como Reino Animal, Filo Arthropoda, Classe Insecta.

Entomologia

Entomologia - é a ciência que estuda os insetos sob todos os seus aspectos e relações com o homem, as plantas e os animais. A entomologia é proveniente da união de dois radicais gregos entomon = inseto e logos = estudo e vem sendo empregada desde Aristóteles.

Histórico

O conhecimento que o homem tem sobre os insetos e bastante antigo, havendo uma série de pinturas e esculturas sobre insetos nos monumentos do Egito antigo.

Entre eles destacavam-se as abelhas e os escaravelhos. Além destes os gafanhotos são citados no Antigo Testamento como a décima praga que atingiu o Egito durante a escravidão dos Hebreus. Porém como ciência a Entomologia só ganhou impulso com Aristóteles (384-322 A.C), que escreveu o resumo mais fiel sobre os insetos daquela época.

Depois de Aristóteles, vieram os romanos, cuja principal preocupação eram as guerras e não a ciência. Após a queda do Império Romano a Inquisição da Idade Média tratou de obscurecer de vez os conhecimentos científicos, e assim foi até a Renascença, período da história da humanidade, caracterizado pela renovação científica, artística e literária, realizada nos séculos XV e XVI.

Nos períodos precedentes, ocuparam-se os entomologistas principalmente com a observação dos fatos e a criação de uma classificação. Sendo que a partir do início deste século as pesquisas visam o conhecimento dos grandes fundamentos biológicos, descobertos no século passado.

No Brasil, as pesquisas com entomologia iniciaram-se em meados do século passado com vários pesquisadores estrangeiros, sendo que neste século são inúmeras as pesquisas realizadas por centenas de cientistas que se dedicam a entomologia.

Especificamente no campo florestal, a entomologia ganhou força a partir da implantação dos primeiros reflorestamentos na década de 60, passando a fazer parte da área de pesquisa florestal denominada Proteção Florestal, que compreende o estudo e a prevenção dos incêndios, doenças e pragas florestais.

Os Insetos e os seres vivos

Os insetos vivem na terra a 300 milhões de anos.
O homem vive a 1 milhão de anos.
Reinos Vegetal + animal = 1.500.000 espécies.

Classe Insecta = 815.000 espécies, ou seja:

55% dos seres vivos
72% dos animais

Características dos insetos

Tamanho - Frações de mm até 30 cm
Corpo - Dividido em cabeça, tórax e abdômen
Respiração - Traqueal
Desenvolvimento - Direto nas ordens primitivas (Thysanura e Collembola), com metamorfose nas outras ordens
Metamorfose completa = ovo - larva - ninfa - pupa - adulto

Razões para o sucesso dos insetos

Segundo PANIZZI & PARRA (1991), não seria exagero sugerir que os insetos são os maiores competidores do homem pela hegemonia na terra, pois historicamente o homem sempre conseguiu dominar a maioria e, mesmo, extinguir alguns dos animais terrestres. Porém os insetos como grupo, permanecem como a única barreira biótica ao domínio total do homem, visto que a capacidade adaptativa dos insetos e amplamente conhecida.

Além disso, os insetos ao longo dos milênios passaram por várias transformações que permitem a sua adaptação aos mais variados ambientes, entre elas podemos destacar as seguintes:

Exoesqueleto, permite aos insetos uma grande área de inserção muscular, facilita o controle da evaporação e protege os órgãos internos.
Asas funcionais, fornecem aos insetos a capacidade de deslocamento, facilitam a procura de alimentos, facilita a fuga dos inimigos naturais e facilita a dispersão.
Tamanho pequeno, faz com que os insetos necessitem de pouco alimento, facilita a fuga, porém o fato de serem pequenos faz com a superfície total do corpo seja muito maior que o volume, aumentando a evaporação do corpo o que consiste numa desvantagem.
Metamorfose completa, o fato de passarem por vários estágios faz com que os insetos possam viver em diferentes hábitats, permite a larva e ao adulto viverem em condições totalmente diferentes.
Aumento do número de espécies, a grande capacidade de adaptação dos insetos aos mais variados ambientes fez com que o número de espécies se elevassem tanto que hoje eles ocupam praticamente todos os ambientes.

Importância dos Insetos como Grupo de Animais e suas relações com o Homem

Segundo ZUNDIR & MIYAZAKI (1993), desde os primórdios da humanidade, os insetos estiveram de uma maneira ou de outra relacionados com o homem, ao ponto de se poder afirmar que a sobrevivência do homem depende do equilibro deste grupo de animais, pois e de conhecimento público que o maior inimigo dos insetos são os próprios insetos,. Sendo assim o desequilíbrio de uma parte do sistema formado pelos insetos, pode afetar vários setores da nossa sociedade como a produção agrícola e florestal, além de desencadear uma série de doenças como a malária.

Insetos e suas utilidades para o ser humano

Produtos úteis dos insetos

São os produtos originados de uma produção direta como cera, seda, laca, mel e muitos outros.

Seda

O fio da seda provém da saliva da larva de Bombyx mori, o bicho da seda, que vem trabalhando para o homem a mais de 35 séculos, sendo que por mais de 2.000 anos apenas os chineses conheciam o bicho-da-seda, impedindo a sua saída da China, com penas severas quem tentasse contrabandea-los, até que em 555 d.C. dois monges levaram alguns casulos para Constantinopla. No ano de 1740 a atividade já estava difundida em toda Europa, chegando ao Brasil em 1848.

Atualmente o comércio mundial de seda supera os 500 milhões de dólares anuais, o que corresponde a mais de 35 milhões de Kg. de seda, que são produzidos por mais de 200 milhões de larvas. Para a produção de um Kg. de seda são necessários seis mil casulos.

Produtos de abelhas

Os produtos mais importantes, de uma colônia de Apis mellifera são: mel; cera; propólis; e geleia real. como subprodutos temos ainda o pólen e o veneno das abelhas que é empregado para combater artrite e reumatismo.

As atividades dentro de uma colmeia são intensas. Uma colmeia pode ter mais de sessenta mil abelhas, sendo que para a produção de um Kg de mel são necessárias entre oitenta e cento sessenta mil viagens a uma infinidade de flores. Para a produção de cera são necessários cerca de 6 Kg de mel para a produção de um Kg de cera, que é utilizada para a fabricação de velas, sabonetes, cremes, polidores, papel carbono, produtos elétricos e outros.

Laca

Este produto é originário da secreção do inseto Lacifer lacca, que vive em árvores nativas florestais da Ïndia, Burna, Indochina, Formosa, Ceilão e Filipinas.

Utilizada na fabricação de vernizes e polimentos, além de acabamento de madeiras, isolante elétrico, graxa para sapatos, discos fonográficos, etc. Anualmente são coletadas de 20 a 40 milhões de Kg de laca. Para a obtenção de um Kg de laca são necessários trezentos mil insetos.

Luz sem calor

Só dois por cento da energia de uma chama de gás é luminosa; da luz solar somente 35% da energia é luminosa. Na luz sem calor dos vaga-lumes, o aproveitamento da energia luminosa é de 92 a 100%, praticamente sem perda de energia calorifica ou ultravioleta.

Polinização

Muitas plantas dependem dos insetos, este tipo de polinização (feita pelos insetos) é conhecido como entomofilia, sendo que os principais polinizadores são os Himenópteros do grupo Apoidea, conhecidos genericamente por abelhas. Além deles existem outros insetos como moscas, mariposas e alguns besouros.

Outros produtos

Insetos de importância médica, existem muitas crendices populares em relação ao poder de cura dos insetos, porém existem alguns insetos que realmente são de importância medica fornecendo várias substâncias que podem ser utilizadas como medicamentos.

Insetos como alimento, muitos animais tem nos insetos uma importante fonte de alimento, não se excluindo o homem que em muitos lugares mata sua fome consumindo insetos.

Existindo inclusive algumas receitas como a do doce de gafanhoto, que tem como ingredientes: 2 xícaras de açúcar; 2/3 de xícara de nata; 1 pitada de sal; 1 colher de sopa de manteiga; 1 colher de chá de baunilha; 60 gramas de chocolate amargo; meia xícara de gafanhoto torrado.

Parasitas e predadores, por sua grande capacidade de reprodução e adaptação os insetos formam grandes populações, e a maneira mais fácil de combate-los e deixar a natureza agir, através dos parasitas e predadores. Os predadores são em geral grandes e muito ativos e apresa, geralmente e menor e mais fraca que o predador, os parasitas vivem do hospedeiro que geralmente é maior e mais forte. .

Controle de plantas, o controle que os insetos exercem sobre as plantas é muito grande. Certas plantas certamente iriam competir e dominar determinados ambientes se não fosse a ação de uma série de insetos que controlam o crescimento destes vegetais muitas vezes sem que o homem perceba.

Insetos como degradadores, vários insetos auxiliam a degradação de plantas e animais, auxiliando na limpeza do solo.

Insetos e seu valor estético, as borboletas certamente são os insetos mais apreciados pelo homem. Despertando a imaginação de vários artistas, que criam pinturas, poemas, fábulas e músicas utilizando os insetos como enredo.

Importância científica dos insetos, os insetos contribuem para o aperfeiçoamento de várias ciências, principalmente para o conhecimento da Citologia e da Genética.

Insetos nocivos

Danos às plantas
Vetores de doenças para as plantas, animais e para o homem
Insetos parasitos do homem e dos animais
Insetos venenosos
Insetos que atacam produtos armazenados

Ordens da Classe Insecta de Interesse Floresta

As ordens de interesse florestal são:

Ordem Neuroptera (Formiga Leão)

Hábitos

Maioria terrestre
Ovíparos Postura na areia ou solo
Alimentam-se de outros insetos Importância

São benéficos, pelos hábitos predatórios

Ordem Homoptera (Cigarras)

Hábitos

Exclusivamente fitófagos, alimentando-se da seiva vegetal
Ovíparos
Postura sobre folhas, galhos ou internamente nos tecidos das plantas
Importância

Prejudicam o desenvolvimento da planta, sugando a seiva, além de ferirem os tecidos vegetais, promovendo a ação de patôgenos.

Ordem Hemiptera (Percevejos)

Hábitos

Maioria terrestre
Alimentam-se de seiva vegetal (fitófagos), sangue (hematófagos) e insetos (predadores)
Ovíparos
Postura sobre galhos ou folhas

Importância

Danificam as plantas, sugando a seiva e os cloroplastos
Abrem caminho para os patôgenos transmissores de doenças ao homem
Benéficos ao homem por seus hábitos predatórios (algumas espécies)

Ordem Orthoptera (Grilos, Gafanhotos, Esperanças, etc.)

Hábitos

Fitófagos (alguns são predadores)
Vivem no solo ou em galerias
Vivem solitariamente ou agrupados
Produzem sons
Ovíparos
Postura no solo, sobre folhas ou galhos secos

Importância

Devoram as folhas e os tecidos jovens das plantas

Ordem Diptera (Moscas, Mosquitos, Pernilongos)

Hábitos

Podem ser ectoparasitas de aves ou parasitas de outros insetos, mas a maioria alimenta-se de matéria orgânica vegetal e animal em decomposição As larvas ocorrem em quase todos os tipos de habitats
Em geral são ovíparos
Postura próxima ou sobre o alimento

Importância

Transmissão de doenças
Danificam uma grande infinidade frutos
Parasitam insetos prejudiciais a florestas

Ordem Isoptera (Cupins)

Hábitos

Alimentam-se de madeira, papel e outros produtos vegetais
Vivem subterraneamente ou acima do solo
Vivem em colônias divididas em castas (operários, soldados, reis e rainhas)
Reis e rainhas são os reprodutores

Importância

Provocam danos em madeira beneficiada (móveis, tábuas, compensados, construções, etc.), também danificam a raiz e o colo de árvores vivas

Isopteros de interesse florestal:

Família Kalotermitidae: Cryptotermes brevis - atacam móveis
Família Rhinotermitidae: Coptotermes spp. e Heterotermes spp.:
atacam Pinus spp, Eucalyptus spp., Araucaria anfustifolia e outras plantas
Família Termitidae:
Constróem ninhos arborícolas. Anoplotermes spp.: atacam Pinus spp., Eucaluptus spp. e outras plantas

Ordem Hymenoptera (Formigas, Abelhas, etc.)

Hábitos

Vivem solitários ou em colônias
Alimentam-se de fungos, néctar, pólen e outras substâncias vegetais
Ovíparos
Na maioria, a fecundação determina o sexo

Importância

Produção de mel
Desfolha de essências florestais e culturas agrícolas
São os mais ativos parasitas e exercem um papel de extrema importância no controle biológico

Hymenopteros de insteresse florestal:

Família Apidae: Apis Mellifera - produção de mel e polinização.
Família Formicidae: Atta spp. e Acromyrmex spp.
- Formigas cortadeiras
Família Siricidae: Sirex noctilio
- Vespa da madeira

Ordem Coleoptera

Hábitos

Sua alimentação e extremamente variada, praticamente comem tudo, exceto sangue, tem peças bucais mastigadoras
São encontrados em praticamente todos os habitats, a maioria são alados, podem viver sobre a vegetação, superfície do solo ou no seu interior, outros são aquáticos ou semiaquáticos
Importância

São importantes pragas de produtos armazenados, de plantas agrícolas e florestais, de madeira estocada, móveis e outros materiais.

Coleópteros de interesse florestal:

São vários os coleópteros de interesse florestal, abaixo são citadas apenas as principais famílias e espécies:

Família Anobiidae: Anobius spp. (broca de madeira e móveis)
Família Lyctidae:
Lyctus spp. (broca de madeira)
Família Chrysomelidae:
Costalimaita ferruginea (ataca as folhas de Eucalyptus spp, tanto no estágio de larva como de adulto)
Família Curculionidae:
Naupactus spp. (Folhas de Eucalyptus spp. e acículas de Pinus spp.). Gonipteros spp. (Folhas de Pinus spp.)
Família Cerambycidae:
Oncideres spp. (broca de bracatinga, Ácacia negra, Eucalyptus spp., e outras plantas)
Família Scolytidae:
Xyleborus spp., Hypothenemus spp. - (broca de Eucalyptus spp, Pinus spp., e outras plantas)
Família Cerambycidae:
São conhecidos pelo nome vulgar de serrados ou serra-pau devido ao hábito que algumas fêmeas tem de serrar galhos por ocasião da postura. Todas as larvas desta família atacam troncos e galhos tanto de árvores em pé quanto de toras recém cortadas. O gênero Oncideres e considerado a principal praga da Acácia Negra e tem causado prejuízos em povoamentos de bracatinga. Para seu controle pode ser feita acatação manual e queima dos ramos cortados, porém o mais viável e a abertura de valas com a colocação dos galhos em seu interior, sendo posteriormente cobertos com tela fina, permitindo assim a ação dos inimigos naturais dos besouros e um maior equilíbrio biológico.
Família Scolytidae:
Esta família compreende besouros muito pequenos, que causam sérios danos às essências florestais. A maioria das espécies ataca árvores em pé, ou recém cortadas, algumas atacam madeira beneficiada outras são brocas de sementes.

Tanto adultos como larvas são daninhos as plantas, algumas espécies alimentam-se de fungos (como as formigas e a vespa da madeira), que são depositados no interior da árvore no momento da postura, a proliferação deste fungo torna a madeira azulada, sendo posteriormente perfurada pelas larvas.

O controle químico destes insetos e inviável economicamente, sendo o monitoramento das florestas com o uso de armadilhas etanólicas a medida mais recomendável. Em casos de infestação em toras ou em madeiras cortada deve-se observar um tempo de estocagem mínimo em campo ou no pátio de madeiras.

Ordem Lepidoptera

Hábitos

Noturno ou diurnos
Adultos alimentam-se de néctar ou não se alimentam
As larvas alimentam-se de folhas, frutos, sementes ou madeira de troncos
Ovíparos
Postura sobre plantas

Importância

Produção de seda (Bombix mori)
Grande maioria com hábitos fitófagos e muito vorazes

Famílias de interesse florestal:

Família Arctiidae
Família Geometridae
Família Noctuidae
Família Saturniidae

BIBLIOGRAFIA

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Fonte: www.floresta.ufpr.br

Classe Insecta

O grupo dos insetos (do latim insecta = seccionado) é formado por baratas, gafanhotos, besouros, formigas, moscas, piolhos e muitos outros animais semelhantes, que totalizam mais de 900 mil espécies. É o maior grupo de animais do planeta, vivendo em praticamente todos os hábitats, com exceção das regiões mais profundas no mar. São os únicos invertebrados capazes de voar, o que facilita a procura por alimento ou melhores condições ambientais; além disso, o vôo possibilita o encontro de parceiros para acasalamento e a fuga de predadores. Acredita-se que os insetos tenham sido os primeiros animais voadores existentes na Terra.

A importância ecológica dos insetos é notável. Cerca de dois terços das plantas fanerógamas, ou seja, plantas que possuem flores, dependem dos insetos, sobretudo abelhas, vespas, borboletas, mariposas e moscas, para a sua polinização. Também são importantes para a espécie humana. Mosquitos, piolho, pulgas e percevejos, entre outros, são hematófagos e podem parasitar diretamente o homem. Podem também servir como vetores de doenças que atingem o homem e os animais domésticos.

Por exemplo: malária, elefantíase e febre amarela são transmitidas por mosquitos; tifo é transmitido por piolhos; peste bubônica é transmitida por pulgas. Podem ainda ser pragas vegetais, quando se alimentam de partes variadas das plantas, reduzindo a produção agrícola e afetando o abastecimento de populações humanas. A Entomologia (do grego entomon = insetos) é uma área especializada da Zoologia que cuida dos estudos dos insetos.

Os insetos podem ser diferenciados dos demais artrópodes pelo fato de apresentarem três pares de patas e, geralmente, dois pares de asas.

Possuem um único par de antenas na cabeça e seu corpo divide-se em três partes: cabeça, tórax e abdome. Em geral, têm tamanho reduzido, variando de 2 a 40 milímetros de comprimento, embora algumas formas ocasionalmente possam ser maiores.

A cabeça contém um par de antenas articuladas, dois olhos compostos laterais não-pedunculados e, dependendo dos animal, três ocelos (áreas com grande concentração de células fotossensíveis), que funcionam na percepção de variações luminosas (não formam imagens). Também na cabeça ficam situadas as peças bucais, geralmente dirigidas para baixo e adaptadas a diferentes formas de obtenção de alimento. Assim, por exemplo, gafanhotos e baratas possuem mandíbulas cortantes que caracterizam um aparelho bucal do tipo mastigador, adaptado a rasgar, cortar e moer. Barbeiros e pernilongos, por outro lado, têm mandíbulas e maxilas alongadas e perfurantes, permitindo uma atividade hematófaga. O mesmo ocorre em cigarras e pulgões, que sugam seivas de plantas. Em borboletas, existe um canal alongado, a espirotromba (probóscide), usado na sucção do néctar das flores.

O tórax apresenta três segmentos; cada um contém um par de patas articuladas e os dois últimos, na maioria das espécies, apresentam um par de asas cada um.

As patas geralmente estão adaptadas para andar ou correr, embora, dependendo do modo de vida do animal, possam estar modificadas para pular, nadar, cavar e agarrar presas. As asas também apresentam diferentes estruturas. Na maioria dos insetos, entre os quais as libélulas e as abelhas, são finas e membranosas.

Entretanto, o par anterior de asas dos gafanhotos, por exemplo, é mais espesso e pigmentado e apenas as asas posteriores são membranosas. Já nos besouros, o par anterior é de asas rígidas e pesadas, conhecidas como élitros, servindo como placas protetoras. Apenas o par posterior, de asas membranosas, é efetivamente usado no vôo.

No abdome, geralmente, encontram-se os estigmas, por onde o ar penetra no sistema traqueal. Gafanhotos apresentam, no primeiro segmento abdominal, um par de tímpanos, membranas que captam vibrações sonoras e as transmitem a fibras sensitivas situadas dentro do corpo. Em alguns animais, os órgãos tímpanos ficam situados nas patas. Nas fêmeas de muitas espécies existe o ovipositor, estrutura terminal utilizada na postura de ovos. Os únicos apêndices abdominais são os cercos sensoriais existentes no ultimo segmento.

As asas representam uma característica marcante dos insetos. A grande maioria tem dois pares, sendo chamados de tetrápteros, mas existem também dípteros, como moscas e mosquitos, e ainda os ápteros, como as traças-de-livros e certos parasitas, entre os quais piolhos e pulgas. Nos dípteros, existe apenas o par anterior de asas, estando o par posterior transformado em halteres ou balancins, que servem como "lemes", estabilizando e direcionando o vôo. Entre as formigas e os cupins, apenas os indivíduos reprodutores apresentam asas, enquanto os demais não as possuem.

Nos insetos, as asas são projeções do revestimento corporal, diferentemente do que ocorre em aves e morcegos, nos quais são membros modificados. São formadas pela cutícula, espessa em muitos pontos, constituindo as nervuras. Estas, além de formarem um suporte esquelético para a asa, abrem-se no corpo e contêm hemolinfa. As nervuras maiores contêm também traquéias e ramificações nervosas. O arranjo das nervuras em uma asa varia de um tipo de inseto para o outro e é frequentemente utilizado na classificação. Inicialmente, os insetos apresentavam asas distendidas, como as libélulas atuais. Um evento importante na evolução da classe foi a capacidade de colocar as asas sobre o abdome quando fora de uso. Em gafanhotos, besouros e muitos outros, o par posterior de asas membranosas é mais longo e fica dobrado sobre o par anterior de asas espessas, sendo distendido apenas quando o animal voa.

O exoesqueleto dos insetos é constituído de placas, arranjadas da seguinte forma: um tergo dorsal, um esterno ventral e duas pleuras laterais. As asas ficam presas entre o tergo e as pleuras.

Os movimentos são feitos para cima e para baixo, por ação de músculos situados dentro do corpo: os músculos longitudinais e os músculos transversais, de ação antagônica. Quando os músculos transversais se contraem e os longitudinais se distendem, o tergo baixa e as asas levantam; quando ocorre o oposto, ou seja, os músculos transversais se distendem e os longitudinais se contraem, o tergo levanta e as asas baixam. Nos movimentos para frente e para trás, as asas são mantidas em diferentes ângulos, propiciando elevação e impulso frontal.

A velocidade do vôo varia de acordo com a espécie: por exemplo, insetos lentos, como as borboletas, batem as asas de 4 a 20 vezes por segundo, enquanto insetos rápidos, como os mosquitos, executam até 1000 batimentos por segundo. Alguns insetos podem pairar no ar e, repentinamente, disparar velozmente. Poucos são capazes de planar.

Os insetos são os únicos animais voadores pecilotérmicos, ou seja, sua temperatura corporal varia de acordo com a temperatura do ambiente. Dessa forma, quando em temperatura baixa e, consequentemente, com taxa metabólica reduzida, os insetos têm a mobilidade limitada. É interessante observar que, em dias frios, certas borboletas realizam uma espécie de aquecimento, permanecendo sobre uma superfície e agitando as asas até que seja atingida uma temperatura corporal suficiente para permitir a quantidade de batimentos necessária ao vôo.

Aproximadamente metade das espécies conhecidas de insetos é fitófaga, alimentando-se de tecidos ou seivas de plantas. Cupins vivem às custas de madeira e dependem de enzimas fornecidas por protozoários existentes em seu tubo digestivo para realizarem a digestão. Formigas se alimentam de fungos que cultivam em câmaras especiais dos formigueiros. Muitos besouros e larvas de moscas são saprófagos, alimentando-se de animais mortos. Existem ainda predadores que capturam e devoram outros animais, incluindo outros insetos.

Com relação à reprodução, os insetos sempre apresentam fecundação interna. O falo do macho é extensível ou eversível, dependendo da espécie, e introduz espermatóforos na abertura genital feminina. Em cada acasalamento, uma grande quantidade de espermatozóides é transferida para a fêmea, fertilizando muitos óvulos. Muitos insetos acasalam-se uma única vez durante a vida e, na maioria das formas, o número de acasalamentos é pequeno. A maioria das espécies é ovípara. Os ovos são depositados por um ovipositor abdominal em locais que dependerão do modo de vida do adulto. Algumas vespas e moscas põem os ovos em tecidos de plantas, levando a um intumescimento do vegetal conhecido como galha, que protege os ovos em desenvolvimento e cujos tecidos servem de alimento para as larvas.

Partenogênese, ou seja, desenvolvimento dos óvulos sem fecundação, ocorre em abelhas, vespas, formigas e pulgões. Pedogênese, ou partenogênese larval, ocorre em certos tipos de moscas. Poliembrionia, formando simultaneamente vários indivíduos iguais, acontece em certas vespas parasitas. Litomastix, por exemplo, é uma delicada vespa que deposita alguns ovos no corpo de uma lagarta grande de outra espécie. De cada ovo surgem, por poliembrionia, varias larvas, totalizando milhares, que se desenvolverão, devorando completamente o corpo da lagarta.

Quanto ao desenvolvimento, os insetos dividem-se em três grupos:

Os ametábolos são os que têm desenvolvimento direto, ou seja, sem metamorfose: do ovo eclode um jovem que, através de mudas, atingirá a fase adulta.

Este é o caso das traças-de-livros.

Os hemimetábolos têm desenvolvimento indireto e realizam metamorfose parcial ou incompleta. Neste caso, eclode do ovo uma pequena ninfa, semelhante, em linhas gerais, ao adulto. Durante as mudas, a ninfa sofrera algumas alterações estruturais, desenvolvendo as asas e mudando de coloração, até atingir a forma adulta ou imago. Isso ocorre com baratas, gafanhotos, cupins, entre outros.

Os holometábolos têm desenvolvimento indireto e metamorfose total ou completa. São exemplos as moscas, as borboletas, as abelhas e os besouros. Do ovo, eclode uma pequena larva vermiforme, segmentada, sem asas ou olhos. É uma estágio em que a alimentação é prioritária, embora o alimento e as peças bucais da larva possam ser bem diferentes do adulto. Em borboletas, por exemplo, a lagarta tem peças bucais mastigadoras e o adulto tem peças bucais sugadoras.

Algumas mudanças ocorrem durante o crescimento. No final do período larval, o animal cessa sua atividade e não se alimenta. É o estágio de pupa, no qual o inseto vive em locais protetores, como no chão, num casulo ou em tecidos vegetais. Mudanças radicais ocorrem neste estágio, de forma que poucas estruturas larvais permanecem. Da fase pupal, emerge o adulto ou imago.

A organização social é um aspecto da vida dos insetos que merece destaque, pois é um grupo em que a maioria das formas é solitária. Ocorre em cupins, formigas, vespas e abelhas. Nas sociedades, muitos indivíduos de ambos os sexos vivem em uma complexa organização, com definida divisão de trabalho.

Nenhum indivíduo vive fora do grupo nem pode fazer parte de outro grupo que não seja aquele em que nasceu. O polimorfismo é freqüente e os diferentes tipos de indivíduos são denominados castas, diferenciando-se morfologicamente de acordo com o trabalho que realizam. As principais castas são os machos, as fêmeas ou rainhas e as operárias. A rainha põe os ovos, os machos realizam sua inseminação e as operárias fornecem alimento e asseguram a manutenção da sociedade. Os cupins vivem em galerias construídas na madeira ou no solo. Os operários são indivíduos estéreis, de ambos os sexos; e os machos férteis são membros permanentes do grupo. Alguns operários atuam como soldados, sendo dotados de mandíbulas grandes e realizam a defesa da sociedade. As asas estão presentes apenas nos machos e rainhas durante o vôo nupcial, em que ocorrem os acasalamentos e a dispersão. Os ninhos de cupins podem apresentar sistemas de ventilação, câmara real, onde fica a rainha, e jardim de fungos, cultivados e usados como alimento, nas espécies que não utilizam a celulose da madeira.

Os formigueiros têm organização semelhante à dos cupinzeiros, formando sistemas de galerias no solo, em madeira ou sob pedras. As operárias são sempre fêmeas estéreis, os soldados podem existir, e as asas só ocorrem nas rainhas e machos em época reprodutiva. Após a copulação, o macho deixa de ser um membro funcional do grupo.

Em vespas e abelhas não há soldados e as operárias, sempre fêmeas, são aladas. As colméias são os agrupamentos sociais de inúmeras abelhas, como Apis mellifera. Os machos, conhecidos como zangões, morrem após copularem com a rainha em um vôo nupcial, devido ao rompimento de seus órgãos reprodutores e conseqüente extravasamento de hemolinfa. Os machos surgem partenogeneticamente, ou seja, a partir de óvulos não fecundados. O tipo de fêmea, rainha ou operária, é determinado pelo alimento recebido durante a fase larval.

A comunicação entre os insetos envolve diferentes tipos de sinais. Muito eficiente, principalmente entre os insetos sociais, é a secreção de feromônios, substancias químicas que identificam os indivíduos do grupo, marcam trilhas para que os outros sigam, avisam sobre ataques e aumentam a atividade. Entre as abelhas, as operárias coletoras de alimento informam às demais sua localização através de uma "dança", onde o tipo de movimento, sua direção e freqüência, indicam exatamente sua posição em relação à colmeia. A produção de som é evento comum em muitos artrópodes. Gafanhotos esfregam o par posterior de patas contra nervuras das asas, fazendo com que vibrem. Grilos esfregam a margem dianteira da asa anterior contra as nervuras da própria asa, sendo os cantos utilizados, por exemplo, na atração sexual. Em mosquitos, besouros e abelhas, o som está relacionado com a maneira de voar. O som das cigarras é produzido por vibrações de membranas quitinosas abdominais e serve para agregar indivíduos. Entre os sinais visuais, destacam-se os lampejos de luz dos vaga-lumes, que tem função na atração sexual.

A forma do corpo está relacionada com o modo de vida de cada inseto: é hidrodinâmica em besouros aquáticos; levemente achatada em baratas, que rastejam em fendas; e comprimida lateralmente em pulgas, que se movem entre pêlos e penas dos hospedeiros. Mariposas apresentam um cobertura peluda que protege do frio. Um aspecto que chama atenção em muitos artrópodes é sua coloração, que pode ser produzida por pigmentos depositados na cutícula ou na epiderme.

As cores brilhantes de certos besouros e borboletas são produzidas por incidência diferencial da luz sobre finas arestas e placas da cutícula. Muitas vezes a forte coloração serve para indicar predadores de que o inseto é venenoso.

Os insetos podem ser divididos em 32 diferentes ordens, mas nem todas elas são do mesmo tamanho; a menor tem 20 espécies, enquanto a maior tem cerca de 350.000 espécies. Algumas das ordens serão descritas resumidamente, até para que se tenha idéia da enorme diversidade desta classe.

As principais ordens são:

a) Ordem Thysanura: traças-de-livros

Não apresentam asas, mas são capazes de realizar movimentos rápidos. Vivem em folhas mortas e ao redor de pedras. Algumas espécies, encontradas em casas, comem livros e roupas. São ametábolos.
Thysanura:
traça-de-livros

b) Ordem Odonata: libélulas

Insetos predadores, dotados de asas longas, olhos grandes, peças bucais mastigadoras e patas adaptadas para capturar outros insetos no vôo. O corpo geralmente tem um colorido brilhante. São hemimetábolos e suas ninfas são aquáticas.

c) Ordem Orthoptera: gafanhotos, grilos

Possuem a cabeça grande com fortes peças bucais mastigadoras. Apresentam o par posterior de patas adaptado ao salto. As formas aladas têm asas posteriores membranosas em forma de leque, dobradas sobre as asas anteriores mais rígidas. Sendo principalmente herbívoros, podem causar danos severos à agricultura. São hemimetábolos.

d) Ordem Isoptera: cupins

Insetos sociais de corpo mole, com formas aladas e não-aladas. As asas anteriores e posteriores têm o mesmo tamanho e são mantidas horizontalmente sobre o abdome. São hemimetábolos.

e) Ordem Anoplura: piolhos e chatos

Ectoparasitas de aves e mamíferos, incluindo o homem e os animais domésticos. Possuem as peças bucais adaptadas para sugar. Alguns são vetores de doenças, como a febre tifóide. São hemimetábolos.

f) Ordem Hemiptera: percevejos e barbeiros

Dotados de peças bucais com o formato de uma "tromba" sugadora. Podem ser herbívoros, predadores e parasitas. As asas anteriores apresentam a base espessada e a extremidade membranosa. São hemimetábolos.

g) Ordem Homoptera: cigarras e pulgões

Insetos herbívoros, sugadores de seiva, sendo também dotados de uma "tromba". As asas membranosas são mantidas sobre o corpo, formando uma espécie de tenda. São hemimetábolos.

h) Ordem Lepidoptera: mariposas e borboletas

Dotadas de corpo mole, com asas, corpo e apêndices cobertos por "escamas" pigmentadas. As peças bucais do adulto estão numa espécie de probóscide enrolada, a espirotromba, que é usada para sugar néctar das flores. São holometábolos, sendo as larvas conhecidas como lagartas e alimentam-se de plantas.

i) Ordem Diptera: moscas e mosquitos

As asas anteriores são funcionais, mas as posteriores são reduzidas, formando os halteres. São holometábolos, sendo muitos adultos vetores de doenças, como a malária e a febre amarela.

j) Ordem Siphonaptera: pulgas

Não possuem asas e têm o corpo lateralmente achatado, além de patas adaptadas para saltar. As peças bucais são picadoras. Muitos se alimentam do sangue de mamíferos e aves. São vetores da peste bubônica e holometábolos.

l) Ordem Coleoptera: besouros e brocas

Esta é a maior ordem dos insetos, com mais de 350 mil espécies. O corpo é duro, dotado de peças bucais mastigadoras. As asas anteriores formam pesadas estruturas de proteção chamadas élitros. Embora existam espécies predadoras, a maioria das formas é herbívora. Há alguns representantes aquáticos. São holometábolos.

m) Ordem Hymenoptera: abelhas, vespas e formigas

Muito diversificada, com indivíduos dotados de peças bucais mastigadoras, sugadoras ou lambedoras. Asas transparentes, ausentes em algumas formas. São holometábolos.

n) Ordem Blattaria: baratas

o) Ordem Dermaptera: tesourinhas

p) Ordem Trichoptera: tricópteros

Fonte: www.geocities.com

Classe Insecta

Os insetos perfazem mais de 1 milhão espécies (fato que justifica uma ciência para os estudar - entomologia), sendo os mais abundantes, mais bem sucedidos e mais diversamente distribuídos dos animais terrestres. No entanto, estima-se que possam existir entre 5 e 10 milhões.

São igualmente os mais importantes invertebrados que podem viver em locais secos e os únicos capazes de voar. A capacidade de voar permite-lhes escapar aos inimigos, capturar presas e encontrar parceiros.

O seu tamanho varia desde menores que o maior protozoário (0,25 mm ou menores) até maiores que o menor vertebrado (besouros com 26 cm de comprimento ou libélulas com 28 cm de envergadura de asa).

São abundantes em todos os habitats excepto no mar, embora a maioria seja terrestre ou aéreo. Vários tipos, no entanto, vivem em água salobra e doce, solo, plantas e dentro ou sobre animais, embora raramente matem os seus hospedeiros.

Não existe certeza sobre o motivo para este tremendo sucesso evolutivo destes animais, mas das suas características principais, sem dúvida a capacidade de voar terá permitido uma capacidade de dispersão máxima. Outro aspecto importante será o fato de serem animais pequenos, o que lhes permite ocupar micro-habitats inacessíveis a outros animais. Os insetos apresentam ciclos de vida curtos, pelo que se podem multiplicar rapidamente em condições favoráveis.

Um único casal de coleópteros pode produzir, em apenas 432 dias, descendência suficiente para ocupar a totalidade do volume da Terra!! Assim, as espécies predadoras são muito importantes para controlar o número de outros insetos.

Os fósseis mais antigos de insetos datam do Devónico, há cerca de 400 M. a., mas foi no Cretácico que este grupo sofreu a sua maior diversificação, com o surgimento das Angiospérmicas, o início de uma relação evolutiva muito proveitosa para ambas as partes. As formas voadoras surgem repentinamente no registo fóssil, no período Carbonífero.

Existem várias tentativas de explicação para o surgimento das asas nos insetos, entre as quais a evolução de expansões laterais dorsais, inicialmente usadas como planadores. Tal teoria foi já posta em causa, no entanto.

A teoria mais credível atualmente aponta para a utilização das proto-asas como estruturas respiratórias e de controlo da temperatura interna, mas não foi completamente provada.

Caracterização da classe

As principais características dos insetos incluem cabeça, tórax e abdómen distintos, todos com função determinada.

A cabeça suporta o aparelho bucal, cuja forma e composição pode ser muito variada, e a maioria dos órgãos sensoriais (olhos e antenas).

Apresenta, assim, os seguintes apêndices:

Um par de antenas;
Armadura bucal - formada por peças especializadas em mastigar, sugar ou lamber e que inclui:
Um par de mandíbulas;
Um par de maxilas;
Lábio - corresponde às segundas maxilas fundidas.

O tórax, importante para a locomoção, tem 3 segmentos, cada um com um par de apêndices locomotores e geralmente 2 pares de asas (ou apenas um par ou nenhum), que não são mais que expansões dorsais do revestimento do corpo.

A asa de um inseto é formada por uma fina membrana coberta de finos pêlos, e suportada por "nervuras" por onde circula a hemolinfa. A aresta frontal da asa é mais forte e espessa que as restantes zonas, que são flexíveis e elásticas, podendo sofrer torção.

As asas dos insetos estão geralmente associadas uma à outra mas existem espécies, como as libélulas, em que batem separadamente, o que aumenta a capacidade de manobra. As moscas e mosquitos (dípteros) são os únicos insetos que apenas têm um par de asas, mas são também os mais ágeis, sendo capazes de voar para trás, para os lados e mesmo de cabeça para baixo.

Os insetos controlam as asas através de dois mecanismos alternativos: por controlo direto ou indireto. No primeiro caso, músculos associados à base das asas contraem-se e relaxam, fazendo deslocar as asas. No segundo caso, as asas deslocam-se para cima e para baixo por alterações da forma do tórax, o que lhes permite movimentos mais rápidos (100 a 400 batimentos por minuto, contra cerca de 50 batimentos por minuto por controlo direto). Tanto num caso como noutro, os músculos utilizados são extremamente poderosos, o que permite ao inseto aquecer-se durante o tempo frio apenas com a sua contração e relaxação.

Muitas vezes o par anterior de asas é córneo - élitros - , não sendo usado para o voo mas apenas como proteção das asas membranosas, que se dobram sob elas, como no caso de muitos besouros.

O abdómen com 11 segmentos no máximo e apresenta os sistemas vegetativos (digestão e excreção, por exemplo) e reprodutores. Não contém apêndices embora as partes terminais estejam modificadas como genitália externa.

Sistema digestivo completo com boca com glândulas salivares, intestino dividido em anterior, médio e posterior.

O sistema circulatório é aberto e apresenta um coração delicado dorsal ligado a uma aorta anterior, não apresentando veias ou capilares.

A respiração é feita através de traqueias muito ramificadas, com espiráculos pares em cada segmento do tórax e abdómen, que transportam oxigénio diretamente aos tecidos.

A excreção é geralmente feita por numerosos tubos de Malpighi, embora algumas espécies apenas apresentem um par, fixos na extremidade anterior do intestino posterior.

O sistema nervoso é desenvolvido e está associado a órgãos dos sentidos variados:

Ocelos: Olhos simples.
Olhos compostos:
Formados por centenas de pequenas unidades designadas omatídeas, todas ligadas por nervos ao cérebro.
Quimioreceptores:
Localizados nas antenas.
Receptores do gosto:
Localizados perto da boca.
Pêlos tácteis variados:
Distribuídos por toda a superfície do corpo e apêndices. Algumas espécies são capazes de captar e produzir sons.

Muitos insetos sobrevivem a temperaturas baixas entrando em estado de dormência. No entanto, algumas das formas maiores realizam migrações de longas distâncias (mais de 4000 Km, como no caso das borboletas monarca, que voam desde o Canadá até ao México para passar o Inverno).

A reprodução pode ser assexuada por partenogénese (em algumas espécies) ou sexuada, com sexos separados e fecundação interna.

Os ovos apresentam muito vitelo e casca protetora, sendo colocados perto de uma fonte de alimento.

O desenvolvimento pode ser direto ou indireto, dependendo da espécie:

Ametabolia: Comum em insetos sem asas, neste caso os jovens pouco diferem do adulto, apenas aumentando gradualmente de tamanho em mudas sucessivas.
Metamorfose incompleta:
Neste caso, as larvas assemelham-se ao adulto mas não apresentam asas nem rgãos reprodutores. A metamorfose em adulto é gradual e está associada ao aumento de tamanho;
Metamorfose completa:
Os estados imaturos - larvas - são totalmente diferentes do adulto e sofrem sucessivas mudas. O tempo que decorre entre cada muda designa-se instar. A larva é a fase de alimentação do indivíduo, crescendo rapidamente. Este estado pode ser de duração muito variada, desde duas semanas a mais de 17 anos. O último instar ocorre no interior de um estrutura protetora construída pelo animal - casulo - e transforma a larva em pupa ou crisálida. Nessa última metamorfose os tecidos e órgãos são totalmente reorganizados e forma-se o adulto. Por este motivo, a pupa é considerada a fase de "repouso" do ciclo de vida.

O objetivo único da fase adulta, neste tipo de ciclo de vida, é a reprodução, pelo que muitos insetos não se alimentam e morrem imediatamente após a reprodução.

Fonte: curlygirl.naturlink.pt

Classe Insecta

Antes também conhecida por Hexapoda. Hoje Hexapoda corresponde a um conjunto de classes, uma superclasse, que inclui aos insetos.

A classe Insecta se caracteriza por:

1. A cabeça apresenta um par de antenas (Arthropoda dícero).
2.
Dois olhos compostos e 1, 2 ou 3 olhos simples (ocelos).
3.
Órgão de Johnston dentro do pedicelo (segundo segmento) da antena. Este órgão é uma coleção de células sensoriais que detectam o movimento (para audição, por exemplo) do flagelo antenal (demais segmentos da antena).
4. O corpo é dividido em três regiões típicas e distintas:
cabeça, tórax e abdome.
5.
O tórax é composto por três segmentos, todos com um par de patas, podendo apresentar ou não asas no segundo e terceiro segmentos.
6.
Tarso subsegmentado.
7.
Mandibulados ectognatos.
8.
As fêmeas têm o ovopositor formado pelos segmentos 8 e 9 do abdome (gonapophyses).

O conjunto destas características excluem as antigas Ordens Collembola, Protura e Diplura que fazem parte agora da Superclasse Hexapoda.

Os insetos podem ser diferenciados dos demais artrópodos pelo fato de apresentarem três pares de patas toráxicas e, geralmente, na maioria das espécies, dois pares de asas. Em geral, têm tamanho reduzido, variando de 2 a 40 milímetros de comprimento, embora algumas formas ocasionalmente possam ser maiores.

A classe dos insetos (do latim insecta= seccionado) é formada por baratas, gafanhotos, besouros, formigas, moscas, piolhos e muitos outros animais semelhantes, que totalizam cerca de 1 milhão de espécies. É o maior grupo de animais do planeta, vivendo em praticamente todos os habitats, com exceção das regiões mais profundas no mar. São os únicos invertebrados capazes de voar, o que facilita a procura por alimento ou melhores condições ambientais; além disso, o vôo possibilita o encontro de parceiros para acasalamento e a fuga de predadores.

Acredita-se que os insetos tenham sido os primeiros animais voadores existentes na Terra. A importância ecológica dos insetos é notável. Cerca de dois terços das plantas fanerógamas, ou seja, plantas que possuem flores, dependem dos insetos, sobretudo abelhas, vespas, borboletas, mariposas e moscas, para a sua polinização. Também são importantes para a espécie humana. Mosquitos, piolho, pulgas e percevejos, entre outros, são hematófagos e podem parasitar diretamente o homem. Podem também servir como vetores de doenças que atingem o homem e os animais domésticos.

Por exemplo: malária, elefantíase e febre amarela são transmitidas por mosquitos; tifo é transmitido por piolhos; peste bubônica é transmitida por pulgas. Podem ainda ser pragas vegetais, quando se alimentam de partes variadas das plantas, reduzindo a produção agrícola e afetando o abastecimento de populações humanas. A Entomologia (do grego entomon= insetos) é uma área especializada da Zoologia que cuida dos estudos dos insetos.

MORFOLOGIA

A cabeça apresenta um par de antenas articuladas, dois olhos compostos laterais não-pedunculados e, dependendo dos animal, três ocelos (áreas com grande concentração de células fotossensíveis), que funcionam na percepção de variações luminosas (não formam imagens). Também na cabeça ficam situadas as peças bucais, geralmente dirigidas para baixo e adaptadas a diferentes formas de obtenção de alimento. Assim, por exemplo, gafanhotos e baratas possuem mandíbulas cortantes que caracterizam um aparelho bucal do tipo mastigador, adaptado a rasgar, cortar e moer.

Barbeiros e pernilongos, por outro lado, têm mandíbulas e maxilas alongadas e perfurantes, permitindo uma atividade hematófaga. O mesmo ocorre em cigarras e pulgões, que sugam seivas de plantas. Em borboletas, existe um canal alongado, a espirotromba (probóscide), usado na sucção do néctar das flores.

O tórax é formado por três metâmeros, somitos, ou segmentos, protórax, mesotórax e metatórax, cada um apresentando um par de patas articuladas e os dois últimos, na maioria das espécies, apresentam um par de asas cada um. Freqüentemente, o mesotórax é o mais desenvolvido, em detrimento dos outros dois.

As patas geralmente estão adaptadas para andar ou correr, embora dependendo do modo de vida do animal, possam estar modificadas para pular, nadar, cavar e agarrar presas (patas raptoriais do louva-Deus). As asas também apresentam diferentes estruturas.

Na maioria dos insetos, entre os quais as libélulas e as abelhas, são finas e membranosas. Entretanto, o par anterior de asas dos gafanhotos, por exemplo, é mais espesso e pigmentado e apenas as asas posteriores são membranosas. Já nos besouros, o par anterior é de asas rígidas e pesadas, conhecidas como élitros, servindo como placas protetoras.

Apenas o par posterior, de asas membranosas, é efetivamente usado no vôo. Quando o inseto é alado, o par de asas anterior apoia-se no mesotórax e o posterior no metatórax (na ordem Diptera, o par posterior é atrofiado e chama-se balancim; tem função de equilíbrio durante o vôo). As asas são formadas por várias nervuras de sustentação e células. O formato e posição das nervuras e células são extremamente importantes na classificação. Cada pata é formada pelas seguintes partes - coxa, trocânter, fêmur, tíbia, tarsos (três a cinco) e garras (duas).

O abdome é formado pela união de oito a dez anéis, sendo que o oitavo e o nono são adaptados para a função reprodutora; o orifício retal abre-se no último segmento. Freqüentemente, no macho, os anéis estão adaptados para apreensão da fêmea durante a cópula, formando uma genitália complexa; nas fêmeas, a genitália é mais simples, representada pelo ovipositor.

ANATOMIA

O Sistema digestivo é formado pela boca, onde abrem-se as glândulas salivares, faringe, esôfago, papo, proventrículo, estômago, intestino delgado, intestino grosso e pelo reto. Ao iniciar-se o intestino posterior, notamos os tubos de Malpighi, que são órgãos excretores.

Sistema respiratório

Algumas espécies de insetos respiram através da pele, por difusão direta. Todavia, de um modo geral, o sistema respiratório dos animais desta classe consiste numa rede ramificada de tubos, ou traquéias, que conduzem o ar ao longo do corpo, de modo a atingir diretamente todos os orgãos, sem intervenção da circulação. O oxigênio difunde-se diretamente da traquéia para os tecidos, e o dióxido de carbono segue o trajeto inverso.

A abertura exterior da traquéia designa-se estigma ou espiráculo.

Os estigmas localizam-se nas partes laterais do inseto, e são, geralmente, 20 (10 pares), encontrando-se 4 no tórax e 16 no abdômen; os espiráculos localizam-se na lateral do corpo, começando no mesotórax, metatórax, e nos primeiros sete ou oito segmentos do abdome. Assim, o sistema respiratório é formado por um conjunto de tubos e traquéias que se ramificam (traquéolas) por todo o inseto. Esta ramificação é tão intensa de modo a permitir que as trocas gasosas sejam ao nível celular, sem auxílio da hemolinfa (sangue).

As ramificações vão se tornando se tornando cada vez mais finas e os últimos ramos, as traquéolas, atingem os tecidos.

A entrada e saída do ar (ventilação) deve-se a movimentos do corpo, principal do abdome. Quando este se dilata, as traquéias também fazem o mesmo e o ar entra pelos espiráculos. No momento em que o abdome se comprime, a traquéia também se comprime, eliminando o ar. Esse movimento tenderia a achatar os tubos, mas isso não ocorre porque eles possuem um espessamento de quitina em forma de hélice ao longo de seu comprimento.

O sistema respiratório dos insetos é altamente eficaz: as traquéias e suas ramificações fornecem oxigênio diretamente a todas as células.

A respiração é controlada pelo sistema nervoso central; em insetos ou larvas aquáticas ou que vivem em ambiente úmido, além da respiração traqueal existem trocas gasosas através da cutícula, que é permeável: o oxigênio gasoso entra no corpo dos insetos através de espiráculos, passa pelas traquéias e traquéolas até atingir os tecidos, é metabolizado e deixa o corpo na forma de dióxido de carbono na direção oposta à que entrou. Esse processo é feito por difusão simples.

Alguns insetos, como os Orthoptera, possuem um mecanismo que leva o ar do tórax direto ao abdômen, aumentando a eficiência do processo. Ocorrem algumas adaptações de acordo com o modo de vida dos insetos, como em insetos aquáticos, de deserto ou parasitas.

Os insetos aquáticos podem ter brânquias nas laterais do abdômen, no orifício retal, ou nas pernas. São providos com um a grande número de traquéias. Outros podem ter uma cobertura de pêlos que forma uma bolha de ar. Alguns insetos podem fechar seus espiráculos evitando a perda de água.

Sistema circulatório

Apresenta um coração delicado com ostíolos laterais e uma aorta anterior, sem capilares ou veias; é um coração em forma de tubo dorsal, localizado no abdome, seguido por um tubo dirigido para o tórax denominado aorta; o sistema circulatório é aberto (o coração apresenta orifícios), sendo que o "sangue" (hemolinfa) circula do abdome para o tórax, através do bombeamento cardíaco, banhando todos os órgãos.

O bombeamento cardíaco é feito pela contração de fibrilas musculares que formam o órgão pulsátil. A hemolinfa é constituída de plasma e hemócitos; os hemócitos possuem as funções de fagocitose, secreção (formação de tecido conjuntivo), coagulação e cicatrização; o plasma é responsável pelo transporte de alimentos, armazenamento, dispersão de hormônios e transporte de resíduos aos tubos de Malpighi. A hemolinfa não se envolve no processo respiratório do inseto; como a hemolinfa contém baixos teores de pigmentos respiratórios, possui uma capacidade de transporte de oxigênio insignificante.

Sistema excretor

É formado pelos túbulos de Malpighi. Estes túbulos variam de um ou dois até mais de uma centena. São muito finos e possuem sua extremidade distal fechada e a basal aberta, em contato com a parte anterior do intestino, atuando como reguladores da composição da hemolinfa, retirando dela os produtos do metabolismo intermediário e devolvendo água e sais. O principal produto de excreção nitrogenada dos insetos é o ácido úrico(ureotélicos).

Os túbulos de Malpighi também são importantes no balanço hídrico.

Sistema nervoso

Próximo ao esôfago existe o gânglio supra-esofagiano (cérebro), do qual partem duas cadeias de gânglios ventrais e, destes, numerosos filamentos nervosos que se ramificam por todo o corpo do inseto.

Sistema sensorial

É representado pelos olhos (simples e ccompostos), cerdas e antenas tácteis; apresentam também órgãos auditivos e quimioreceptores.

Sistema reprodutor

Apesar de poder haver hermafroditismoo e partenogênese, o método de reprodução usual é o cruzamento entre o macho e a fêmea. Os órgãos masculinos são dois testículos, ductos eferentes, vesícula seminal, ducto ejaculatório e edeago (ou falo). Os órgãos femininos são dois ovários, ovidutos e sistema reprodutor feminino. Junto desta existe a espermateca, que é o reservatório de espermatozóides, após a cópula.

Desenvolvimento

A maioria das espécies é ovípara; algumas poucas são larvíporas. O formato dos ovos e o local escolhido para a oviposição é tremendamente variável, podendo mesmo dizer-se que em qualquer lugar que procurarmos acharemos ovo ou larva de algum inseto. Desde ovo até adulto, o inseto sofre várias modificações complexas, reguladas por hormônios.

Os tipos de evolução são

Ametábolos: Quando os insetos não apresentam mudanças distintas nas formas entre os estágios de ovo até adultos. Isto é, as formas jovens são semelhantes aos adultos. São exemplo os Thysanura, as traças de parede.
Hemimetábolos (do grego hemi= metade): São os insetos com metamorfose incompleta:
o ovo eclode e libera uma **ninfa, que é destituída da asas e órgãos sexuais desenvolvidos; à medida que as mudas ou ecdises se processam, a ninfa transforma-se na forma adulta, denominada imago. O gafanhoto é o exemplo mais conhecido.
Holometábolos ou com metamorfose completa:

São os insetos que passam pelas fases de ovo, *larva, pupa e adulto. São exemplo os Diptera, moscas e mosquitos, e os Siphonaptera, as pulgas.
As larvas são completamente diferentes do adulto, tanto morfologicamente como biologicamente (exemplo a lagarta, que é a larva de borboleta).
As ninfas são formas semelhantes ao adulto, mas não possuem órgãos genitais e as asas, quando presentes, são rudimentares (as ninfas dos barbeiros).
Esse desenvolvimento por fases evolutivas e mudas é o recurso que os insetos usam para crescer.

Exemplifiquemos: um barbeiro-fêmea faz a postura dos ovos, cada um medindo cerca de um milímetro. Ao eclodir, nasce uma ninfa mole, incapaz de se locomover apesar de possuir pernas. Ela é mole porque o seu esqueleto externo (exoesqueleto) é de quitina e demorará alguns minutos para enrijecer. Assim que o fizer, a ninfa pode andar, mas não poderá crescer mais, pois o esqueleto quitinoso que a envolve impede isto. Essa ninfa, dois a cinco dias após o nascimento, fica em repouso e, por ação hormonal, rompe a quitina ao nível do tórax e sai por essa fenda. Ao sair, estará mole e muito maior que a forma anterior. Em alguns minutos ela se tornará rígida e o processo será repetido mais cinco vezes até chegar à forma adulta. Essa forma não crescerá mais.

Chama-se muda ou ecdise ao processo de uma ninfa (ou larva) sair da quitina anterior e passar para uma forma seguinte maior. O hormônio que controla a ecdise é a ecdisona, secretada por certas glândulas endócrinas, as glândulas protoráxicas. Chama-se exúvia ao exoesqueleto quitinoso deixado pela ninfa que sofreu uma ecdise.

SISTEMÁTICA

A Super classe HEXAPODA é, hoje, subdividida nas classes Collembola, Protura, Diplura, que possuem 3 pares de patas mas não são insetos, e a classe Insecta.

Os integrantes da classe Insecta são agrupados da seguinte forma:

I. Apterygota (Archeognatha e Thysanura)

São os insetos mais primitivos.

II. Pterygota

São insetos alados ou secundariamente ápteros.

Entre os insetos alados existem:

a) Paleoptera: que não dobram as asas sobre o corpo, porque a articulação é feita por placas axilares que estão fundidas. Os Odonata e Ephemeroptera.
b) Neoptera:
que dobram as asas sobre o corpo, com articulação por escleritos móveis na base da asa. Todas as demais ordens de insetos alados fazem parte da divisão Neoptera.

Dentro desta divisão existem dois grupos:

b1) Exopterygota: que apresentam metamorfose imcompleta ou hemimetabolia. São os Hemiptera, Homoptera, Blattodea, Mantodea, Dermaptera, Isoptera, por exemplo.
b2)
Endopterygota: que apresentam metamorfose completa ou holometabolia. São os Lepidoptera, Diptera, Lepidoptera, Coleoptera, Hymenoptera, por exemplo.

Destacamos as principais ordens de insetos:

A Ordem Diptera (di: duas; ptera: asas). As moscas e os mosquitos. As asas anteriores (mesotórax) são funcionais, mas as posteriores (metatórax) são reduzidas, formando os halteres ou balancins. São holometábolos, sendo muitos adultos vetores de doenças, como a malária e a febre amarela.

A Ordem Odonata (odous= dente, gnatha= mandíbula) compreende os insetos vulgarmente conhecidos como libélulas e engloba cerca de 5.300 espécies em todo o mundo. No Brasil, a riqueza estimada é de 670 espécies. Há registros fósseis da Era Mesosóica, entre os períodos Cretáceo e Jurássico (cerca de 220 milhões de anos atrás). As libélulas apresentam uma fase larval, aquática, que pode durar algumas semanas ou vários anos, dependendo da espécie.

Os indivíduos adultos são bastante característicos e pouco mudaram após milhões de anos de evolução: têm olhos compostos bem desenvolvidos, tórax pequeno e abdome fino e comprido e dois pares de asas finas e transparentes. Uma vez que dependem de córregos e ricahos bem conservados, as libélulas são boas indicadoras da qualidade ambiental.

A Ordem Isoptera (iso=igual, pteron=asa)

Engloba as espécies de cupins que formam um grupo com uma organização social bastante complexa. As estimativas mundiais indicam a existência de aproximadamente 2.800 espécies, sendo que no Brasil estão descritas 10% desse total (280 espécies). A estrutura organizacional dos cupins engloba os operários e soldados (que são indivíduos estéreis). Há um par real (um rei e uma rainha) que são os únicos reprodutores na colônia.

Os operários são os indivíduos mais numerosos na colônia e responsáveis por todo o trabalho na colônia (construção, reconstrução, coleta de alimentos, cuidados dos ovos, alimentação de outros indivíduos e do par real).

Os soldados possuem adaptações especiais para a defesa da colônia: há espécies onde a defesa é mecânica, sendo os soldados dotados de poderosas mandíbulas; há espécies onde os soldados expelem jatos de uma substância química repelente; há também espécies que combinam os dois tipos de defesa. Na época reprodutiva indivíduos alados ("aleluias") deixam o cupinzeiro para reproduzirem-se e fundar uma nova colônia.

Os cupins possuem um importante papel na reciclagem da matéria orgânica nos ecossistemas e também na distribuição espacial de nutrientes do solo pois realizam grandes movimentações de terra. Sob o ponto de vista humano, podem chegar a causar grandes prejuízos econômicos.

A Ordem Hemiptera

Insetos cujas asas do primeiro par, ou par anterior, têm a metade basal rígida ou coriácea, e a metade distal membranosa, com nervuras, denominadas hemélitros. Além dessas, têm outro par (segundo par ou asas posteriores) membranosas, sem nenhuma característica especial (hemi= metade, pteron= asa).

Engloba as espécies de percevejos e barbeiros. As estimativas mundiais indicam a existência de aproximadamente 15.800 espécies, sendo que a riqueza conhecida para o Brasil é de 1.300 espécies. Os indivíduos dessa ordem caracterizam-se por ter o corpo dividido em três partes (cabeça, tórax e abdome), sendo que na cabeça, que é muito pequena, há um par de antenas segmentadas.

O aparelho bucal é do tipo picador-sugador, sendo de tamanho variável para cada tipo de espécie: nas espécies fitófagas (que se alimentam da seiva das plantas) ele é comprido e geralmente ultrapassa o primeiro par de patas; nas espécies predadoras (que sugam o líquido de suas presas) ele é curto e quase do tamanho da cabeça. Nas espécies hematófagas, o aparelho alcança até o primeiro par de patas. Nesse último grupo destaca-se a espécie Triatoma infestans, que é o barbeiro transmissor da doença de Chagas (causada pelo protozoário Tripanosoma cruzi). Esse protozoário vive normalmente no intestino do barbeiro.

A Ordem Coleoptera (koleos= estojo, pteron= asa)

Inclui os besouros e é a mais diversificada entre os insetos, existindo aproximadamente 350.000 espécies em todo o mundo. Esse total equivale a 40% de todos as espécies da Classe Insecta e 30% de todos os animais. A principal característica dos besouros e a existência dos élitros, que são asas duras que recobrem e protegem as asas membranosas posteriores.

O tamanho corporal pode variar de menos de 1 mm até 20 cm, como é o caso de um serra-pau da Amazônia (Titanus giganteus). Os coleópteros possuem um importante papel ecológico no controle de pragas, pois atuam como predadores e na reciclagem de matéria orgânica. Por outro lado, os besouros são pragas em potencial e atacam plantações diversas (feijão, algodão, café, arroz, milho) e também alimentos armazenados, além de livros, peles, tapetes. A riqueza dos coleópteros no Brasil chega a 30.000 espécies.

Ordem Hymenoptera

As formigas, vespas e abelhas fazem parte desta ordem que é a quarta mais diversificada entre os insetos. Existem cerca de 115.000 espécies descritas mas as estimativas sugerem que podem existir até meio milhão de espécies.

No Brasil as estimativas indicam a existência de 9.100 espécies. As abelhas estão entre os insetos que prestam serviços da maior importância para a polinização das plantas, além da produção de diversos produtos como mel, cera, própolis e, mais recentemente, venenos para fins terapêuticos.

Dentro da ordem existem representantes com alta organização social, como as abelhas, formigas e algumas vespas, e outros de solitários, como as vespas da família Sphecidae .

Essas últimas possuem um curioso sistema de predação pois os adultos selecionam suas vítimas (aranhas ou borboletas), injetando nelas uma toxina paralisante.

Em seguida depositam seus ovos, que não são numerosos, para que as larvas se alimentem da presa capturada. Entre as abelhas também existem espécies solitárias, onde cada fêmea constroi e mantém seu próprio ninho.

Nas espécies sociais existem, geralmente, dois tipos de indivíduos: os que realizam a reprodução da espécie e aqueles que fazem todo o trabalho da colônia como a manutenção, coleta de alimento, defesa, cuidados com as larvas e pupas.

Ordem Lepidoptera (lepidos= escamas, pteron= asa)

Engloba as borboletas, mariposas e traças de roupas, totalizando aproximadamente 1460.000 espécies. Para o Brasil são reconhecidas 26.016 espécies sendo que as estimativas dos especialistas indicam que essa riqueza pode ser de aproximadamente 40.000 espécies. As borboletas são importantes polinizadoras, sendo que os adultos alimentam-se de líquidos variados. Na fase larval a maioria das espécies é fitófaga, ou seja, alimentam-se de plantas (especialmente das folhas).

Após certo período, as larvas das borboletas (lagartas) criam um casulo e passam para o estágio seguinte (pupa) ao processo de metamorfose. As borboletas são bastante sensíveis às alterações ambientais e também são utilizadas como organismos indicadores da qualidade ambiental.

Ordem Siphonaptera (siphon= tubo, apteros= sem asa)

Engloba os insetos conhecidos como pulgas. A riqueza conhecida no mundo para essa ordem é de 3.000 espécies e no Brasil são registradas 59 espécies, mas as estimativas indicam uma existência provável de 80 espécies. As pulgas são parasitas externos (ectoparasitas) que se alimentam de sangue e possuem uma grande importância sanitária pois podem transmitir algumas viroses, riquetsioses e doenças bacterianas (como a peste bubônica), além das ações irritativas. Entre as espécies da ordem está Tunga penetrans , conhecida popularmente como bicho-de-pé.

Entre os hospedeiros estão os mamíferos e as aves, sendo que dentre os primeiros, a ordem Rodentia (roedores em geral) é a mais importante.

Ordem Anoplura

Os piolhos. São ectoparasitos obrigatórios, permanentes, hematófagos, dos mamíferos. Têm dimensões reduzidas (até 6 mm) e o corpo achatado dorsoventralmente. A cabeça é mais estreita que o tórax e a armadura bucal é picadora-sugadora. São ápteros. Pediculus humanus é a popular "muquirana".

Causadores da pediculose do corpo, encontram-se principalmente nas dobras do corpo presos à roupa; suas picadas causam inflamação aguda da pele e prurido, além de serem responsáveis pela transmissão de várias doenças infecciosas como o tifo, a febre recurrente a a febre das trincheiras.

O Pediculus capitis é o popular "piolho da cabeça". É um inseto sem asas com corpo apresentando divisão clara em cabeça, tórax e abdome, ao contrário do piolho genital. O seu ovo fixa-se ao fio de cabelo por uma substância pegajosa, assumindo a forma vulgarmente conhecida como lêndea .

O ciclo é autoxênico e inicia-se com a ovipostura. Os ovos necessitam de 4 a 14 dias para completarem a incubação. Após a eclosão, surgem as ninfas que atingem o estádio adulto em 2 semanas. A maturidade sexual nos adultos ocorre em 4 horas, com cópula imediata. Sobrevivem de 3 a 4 semanas; ovipostura de cerca de 90 ovos. Causador da pediculose, encontra-se principalmente nos cabelos da cabeça; é muito comum em crianças; causam inflamação do couro cabeludo em virtude das picadas, reações alérgicas e infecções secundárias.

É a classe que comporta o maior numero de espécie deste filo e dos demais conhecidos, pois compreende 60% das espécies de animais.Eles se distinguem de outros artrópodes por apresentarem 3 pares de extremidades locomotoras na fase adulta. A maioria também tem asas quando adultos; isto não ocorre em nenhum outro grupo de animal invertebrado. A capacidade de voas explica seu enorme sucesso como um grupo animal, pois auxilia-os a encontrar alimentos, parceiros e escapar de inimigos. Habitam todos os lugares, com exceção do mar aberto, sendo que alguns vivem em fontes termais onde a temperatura alcança até 49 graus centígrados, e outros como larvas de certas moscas vivem em poças de petróleo.

IMPORTÂNCIA DOS INSETOS

Muitos são extremamente valiosos para o homem, e sem eles a sociedade humana não poderia existir na sua forma presente. Pelas suas atividades polinizadora, possibilitam a produção de muitas colheitas agrícolas, incluindo os frutos de pomares, as plantas forrageiras, muitas verduras, o algodão, o maracujá, etc.

Fornecem o mel e cera, seda e outros produtos de valor comercial; servem como alimento para muitas aves, peixes e outros animais úteis; prestam serviços como predadores; auxiliam a manter animais e plantas nocivas sob controle, e tem sido úteis na medicina e em pesquisa científicas. Alguns insetos são nocivos e causam anualmente perdas enormes na agricultura e nos produtos armazenados. Alguns prejudicam a saúde do homem e dos animais..

MORFOLOGIA EXTERNA DE UM INSETO

Um inseto típico tem o corpo dividido em três regiões distintas:

Na cabeça encontramos o centro sensorial devido a presença de antenas e olhos.

Antenas

Todos os insetos adultos possuem, daí serem denominados de Díceros. São apêndice moveis que podem funcionar como órgão olfativo, auditivos, gustativos e táteis.

Uma antena típica é formada por artículos ou antenômeros e apresenta 3 regiões distintas: escapo, pedicelo e flagelo.

TIPOS DE ANTENAS

De acordo com o aspecto dos antenômeros do flagelos, podem ser reconhecidos diversos tipos:

01 - Filiforme: Todos os antenômeros são semelhantes, ligeiramente alongados. Exp. Baratas e esperanças.
02 - Clavada:
O flagelo termina em uma dilatação semelhante a uma clava. Exp. Borboletas.
03 - Setácea:
Cada antenômero tem o aspecto de um tronco de cone . Exp. Gafanhoto, serra-pau e odonatas.
04 - Lamelada:
Apresenta uma dilatação típica nos últimos segmentos, que quando se juntam, formam uma espécie de bola. Ex. Besouro da família Scarabaeidae.
05 - Aristada:
O flagelo apresenta um único pêlo. Exp. Mosca doméstica.
06 - Plumosa:
Apresentam pêlos que circundam todos os antenômeros. Exp. - Pernilongos machos.
07 - Geniculada:
Os antenômeros do flagelos são dobrados em ângulos com o escapo Exp. Formigas abelhas e gorgulhos.
08 - Pectinada:
Os antenômeros apresentam dilatações semelhantes a um pente. Exp. Machos de mariposas.

DIMORFISMO SEXUAL NAS ANTENAS

É possível o reconhecimento dos sexos de alguns insetos através das antenas, visto que elas se apresentam diferentes nos machos e nas fêmeas.

Para isso devem ser considerados:
Tamanho:
As antenas dos machos geralmente são mais desenvolvidas
Tipo:
Há casos que o machos e as fêmeas possuem antenas de tipo diferente. Por exemplo: Nos machos de mosquito (pernilongos) as antenas são plumosas, enquanto que nas fêmeas são filiformes.

TIPOS DE OLHOS

Os olhos podem ser de dois tipos

Olhos simples ou ocelos: São pequenos, variando de 1 a 3. Estão presentes especialmente nas larvas, mas também ocorrem nos adultos. São sensíveis à luz e sombra.
Olhos compostos:
São em numero de dois por insetos, ocupando a maior parte da cabeça. São formados por unidades chamadas omatideos, que possui forma hexagonal. São responsáveis pela formação de imagens.

APARELHO BUCAL

Compõe-se de um conjunto de peças móveis que varia de espécie para espécie, principalmente em função das adaptações alimentares.

Em gafanhotos, que possuem aparelho bucal primitivo (tipo mastigador), é constituído das seguintes peças:

Lábio inferior ou labium: Um par de maxilas
Lábio superior ou labro:
Epifarimge
Um par de mandíbula:
Hipofaringe

TIPOS DE APARELHOS BUCAL

Mastigador: É o mais primitivo, consistindo de mandíbulas opostas para mastigar e triturar alimentos sólidos. Ocorre na maioria das ordens dos insetos. Orthoptera, Coleoptera, Himenoptera, Isoptera, Neuroptera, Mallophaga e muitas formas larvais.
M. Lambedor:
Ocorre em abelhas (ingerem alimentos sólidos e líquidos.
Sugador (sifonado):
Nesse caso as maxilas são transformadas em um tubo longo e enrolado (quando em repouso) denominado espirotromba. Exp. Adulto de lepidopteros.
Picador Sugador:
Apresenta as peças bucais modificadas em estilete. Exp. Pernilongos, Barbeiros, Cigarras, Pulgas, etc.

Esponjador

Ocorre na mosca doméstica. Nesse caso o labium é expandido na sua forma distal, para formar lóbulos grandes e macios chamado LABELLA. Durante a alimentação, a saliva é bombeada para baixo, espalhando-se abaixo da labella e dissolvendo o alimento. Desse modo o inseto bombeia o alimento dissolvido abaixo da labella até a boca.

TÓRAX

É o centro de locomoção dos insetos; formado por 3 segmentos: protórax, mesotorax e metatórax; Todo com um par de pernas, além de apresentarem ou não asas 2º e 3º segmentos.

1º - segmento: protórax - 1º par de asas.
2º - segmento: mesotórax - 2º pares de pernas e 1º par de asas.
3º - segmento: metatórax - 3º pares de pernas e 2º par de asas.

Quando o inseto possui apenas um par asas, é o segundo par que falta. No caso de dípteros, apenas o par mesotorácico é funcional, sendo o par metatorácico transformado em balancins ou halteres que funcionam como orgãos de equilíbrio. Há ainda insetos ápteros, ou seja, os que não apresentam asas.

Constituição de um segmento: cada segmento torácico é composto por 3 grupos de placas de quitina denominados escleritos: o tergo ou noto dorsalmente, as pleuras lateralmente, e o esterno ventralmente.

O tergo é constituído por 4 pares de tergitos, cada pleura por 2 pleuritos e o esterno por 2 esternitos.

Apêndices Torácicos

Compreende principalmente as pernas e as asas que são apêndices móveis com funções locomotoras.

Pernas - no estado adulto os insetos apresentam 3 pares de pernas, e um número variável de pernas nas larvas Além da locomoção, as pernas são também usadas para escavar o solo, coletar alimentos, capturar presas, etc. - no estado adulto os insetos apresentam 3 pares de pernas, e um número variável de pernas nas larvas Além da locomoção, as pernas são também usadas para escavar o solo, coletar alimentos, capturar presas, etc. - no estado adulto os insetos apresentam 3 pares de pernas, e um número variável de pernas nas larvas Além da locomoção, as pernas são também usadas para escavar o solo, coletar alimentos, capturar presas, etc. - no estado adulto os insetos apresentam 3 pares de pernas, e um número variável de pernas nas larvas Além da locomoção, as pernas são também usadas para escavar o solo, coletar alimentos, capturar presas, etc.

Estruturas de uma perna típica - coxa, trocânter, fêmur, tíbia, tarso e pós tarso. O tarso é uma porção articulada constituida por artículos denominados tarsômeros, que varia de um a cinco.

O pós tarso pode ser constituído por garras ou unhas, ou por uma expansão membranosa provida de pêlos, que é o arólio. Tem função de auxiliar a fixação quer pelas garras em superfícies ásperas por meio do arólio que funciona como ventosas em superfícies lisa.

TIPO DE PERNAS

Ambulatórias: Sem qualquer modificação em quaisquer de suas parte. São adaptadas para andar ou correr. Exp. Baratas, moscas, formigas e vespas.
Escansoriais:
A tíbia, o tarso e a garra tarsal apresentam uma conformação típica que possibilita ao inseto agarrar ao pêlo do hospedeiro. Exp. Piolhos hematófagos.
Prensoras:
Possuem o fêmur desenvolvido, provido de um sulco onde se aloja a tíbia. Serve para prender outros animais entre o fêmur e a tíbia. Exp. 1º par da barata d'água.
Saltatórias:
São as pernas posteriores dos gafanhotos, grilos, esperanças e pulgas. Possuem o fêmur e a tíbia bastante desenvolvidos e alongados.
Fossoriais:
É o primeiro par de pernas das paquinhas e dos besouros escaravelhos. São pernas que servem para escavar o solo.
Natatórias:
Apresentam o fêmur, a tíbia e o tarso achatado e geralmente com as margens providas de pêlos e escorpiões. Exp. Baratas d'água e besouros aquáticos.
Coletoras:
É o terceiro par de pernas das abelhas e mamangabas. Servem para recolher e transportar grãos de pólen. A superfície esterna da tíbia contém longos pêlos, formando uma espécie de cesto denominado corbícula, onde o pólen é transportado.
Raptatórias:
Primeiro par de pernas do louva-a-deus. O fêmur e a tíbia possuem perfeita adaptação além de numerosos espinhos que auxiliam na apreensão do alimento.

TIPOS DE ASAS

As asas são evaginações da parede do corpo localizadas dorso lateralmente entre os terços e as pleuras.

De acordo com as modificações estruturais apresentadas, as asas podem ser agrupadas nos seguintes tipos:

Mebranosas: São asas finas e flexíveis, com as nervuras bem distintas. A maioria dos insetos possuem o par posterior de asas desse tipo. Exp. Lepidópteros, Himenópteros, dípteros, odonatas, etc.
Tégminas:
São de aspecto pergaminhosos ou coriáceo e normalmente são estreitas e longadas. Exp. Asas anteriores de gafanhotos e louva-deus, baratas e bicho pau.
Élitros:
São asas duras, resistentes, que servem de proteção às asas membranosas. Exp. Asas anteriores de besouros e dermápteras.
Hemiélitro:
São asas que apresentam a parte basal de aspecto coriáceo, e a parte apical membranosa, onde se nota facilmente as nervuras. Exp. Asas anteriores de percevejos.

Abdômen

Geralmente alongado e cilíndrico, caracterizado pela segmentação típica e ausência geral de apêndice locomotores . Constituido de 11 segmentos, sendo os terminais modificados para copulação ou postura de ovos.

Ao longo do lado inferior do tórax e abdome há pequenas aberturas, os estigmas, ligados ao sistema respiratório.

Apêndices abdominais

Alguns insetos apresentam em alguns estágios de seu desenvolvimento embrionário apêndice abdominais. Exp. Em traças existem na extremidade posterior 3 filamentos caudais, os dois laterais são os cercos e o central é o filamento mediano.

Larvas de Lepidópteros apresentam pernas abdominais (falsas pernas); baratas apresentam cerco que são multisegmentado, nos machos, além dos cercos há dois apêndices curtos unisegmentados que recebem o nome de estilos. Dermáptera (tesourinha) também apresentam cercos. Em pulgões aparecem um par de apêndices dorso abdominais denominados sifúnculos ou cornículos.

TIPOS DE ABDOME (baseados na ligação com o tórax)

Séssil: Ocorre na maioria dos insetos, o abdome liga-se ao tórax em toda a sua largura. Exp. Gafanhotos, baratas, besouros.
Livre:
Quando aparece na união do abdome com o tórax, uma constricção mais ou menos pronunciada. Exp. Borboleta, mosca, abelha. - quando aparece na união do abdome com o tórax, uma constricção mais ou menos pronunciada. Exp. Borboleta, mosca, abelha. - quando aparece na união do abdome com o tórax, uma constricção mais ou menos pronunciada. Exp. Borboleta, mosca, abelha. - quando aparece na união do abdome com o tórax, uma constricção mais ou menos pronunciada. Exp. Borboleta, mosca, abelha.
Pedunculado:
A ligação é feita através de uma constricção pronunciada em forma de pecíolo. Exp. Formigas e vespas.

MORFOLOGIA INTERNA

Aparelho Digestivo - é formado por 3 partes distintas:

Intestino Anterior: Formado pela boca, faringe, esôfago, papo, proventrículo (estômago mecânico) e válvulas cardíaca. - formado pela boca, faringe, esôfago, papo, proventrículo (estômago mecânico) e válvulas cardíaca.
Intestino Médio:
É o estômago dito, é onde se realiza a digestão e absorção de alimentos. - é o estômago dito, é onde se realiza a digestão e absorção de alimentos. - é o estômago dito, é onde se realiza a digestão e absorção de alimentos. - é o estômago dito, é onde se realiza a digestão e absorção de alimentos.
Intestino Posterior: Tem forma de um tubo simples diferenciado em duas porções:
uma anterior denominada ileum, e uma posterior, o cólon. Em continuação a este encontra-se o reto, que é uma porção dilatada em forma de ampola, que contém a abertura terminal, o orifício retal.

Aparelho Circulatório

É formado por um órgão pulsátil tubuloso, o coração, que é constituído por um conjunto de câmaras dispostas em cadeias de onde sai anteriormente uma artéria aorta responsável pela distribuição do sangue (hemolinfa) para as diversas partes do organismo. O sangue penetra no coração através de pares de aberturas laterais denominadas ostíolos, e serve principalmente para transportar alimento e resíduos, pois o sistema respiratório é separado. - é formado por um órgão pulsátil tubuloso, o coração, que é constituído por um conjunto de câmaras dispostas em cadeias de onde sai anteriormente uma artéria aorta responsável pela distribuição do sangue (hemolinfa) para as diversas partes do organismo.

O sangue penetra no coração através de pares de aberturas laterais denominadas ostíolos, e serve principalmente para transportar alimento e resíduos, pois o sistema respiratório é separado. - é formado por um órgão pulsátil tubuloso, o coração, que é constituído por um conjunto de câmaras dispostas em cadeias de onde sai anteriormente uma artéria aorta responsável pela distribuição do sangue (hemolinfa) para as diversas partes do organismo. O sangue penetra no coração através de pares de aberturas laterais denominadas ostíolos, e serve principalmente para transportar alimento e resíduos, pois o sistema respiratório é separado. - é formado por um órgão pulsátil tubuloso, o coração, que é constituído por um conjunto de câmaras dispostas em cadeias de onde sai anteriormente uma artéria aorta responsável pela distribuição do sangue (hemolinfa) para as diversas partes do organismo. O sangue penetra no coração através de pares de aberturas laterais denominadas ostíolos, e serve principalmente para transportar alimento e resíduos, pois o sistema respiratório é separado. O sistema circulatório nos insetos é aberto, pois não há capilares ou veias.

Aparelho Respiratório

É do tipo traqueal, sendo formado por grande número de canais que percorrem internamente o corpo do animal. Esses canais se encontram em comunicação com o meio exterior através de orifício respiratório ou espiráculos em número de um par para cada segmento abdominal. Essas traquéias apresentam ramificações dicotômica especiais de maneira que haja um aumento da superfície aérea. Os canais mais finos ou traquéolas transportam o oxigênio para as células dos tecidos e destes removem o dióxido de carbono.

Sistema Nervoso

É do tipo ganglionar e ventral, apresenta um par de gânglios supra esofagiano, um par de subesofagiano e uma série de gânglios torácico e abdominais.

Sistema Excretor

Os principais órgãos de excreção dos insetos são os túbulos de Mapighi, que são ligados à extremidade anterior do intestino posterior. Caracterizando-se por seres longos e finos, fechados na extremidade distal e abertos na basal.

Extraem do sangue, os produtos de excreção e os transferem para o canal digestivo, de onde os catabólitos são eliminados através do orifício retal. O principal excreta nitrogenados dos insetos é o ácido úrico, cuja principal propriedades é ser insolúvel em água. Economizando assim, esse precioso líquido que é fator crítico para a manutenção da vida.

O "CO2" , produto final do catabolismo de carboidratos e gorduras, é rapidamente eliminado pelos espiráculos ou por difusão gasosa.

Sistema Reprodutor

Os insetos são de sexos separados e apresentam o Sistema Reprodutor com gônodas globosas e condutos para a eliminação dos gamentas.

S. R. Masculino: é formado por dois testículos, dois canais deferentes, duas vesículas seminais, um canal ejaculador, um orgão genital e glândulas acessórias.
S. R. Feminino:
se acha constituído por dois ovários, dois ovidutos que se unem em um orão genital feminino, duas glândulas acessórias e um receptáculo seminal. Apresenta ainda uma espécie de bolsa denominada espermateca, que serve para armazenar os espermatozóides, lançados pelo macho durante a cópula.

O número de ovos produzidos por uma só fêmea varia grandemente nas espécies diferentes, mas pode ser muito alto. Certos insetos podem se reproduzir sem que os ovos seja fertilizados (pulgões por exemplo, tem geração sexual alternada). Estas partenogênese permite que a reprodução ocorra sem a presença do macho.

Nas abelhas do gênero Apis podem se distinguir 3 castas (ou classe sociais): a rainha, as operárias e os zangões.

A rainha (fêmea fértil) pode por ovos fecundados ou não. Os ovos não fecundados originam machos haplóides (zangão). Os ovos fecundados produzem fêmeas diploides (operárias e rainhas). O que determina se uma fêmea será operária ou rainha é a qualidade da alimentação que lhes é fornecida na fase de larva; enquanto larvas de zangões e operárias são alimentadas principalmente com mel as larvas que originarão as rainha são alimentadas com uma substância produzida pelas operárias adultas, á geléia real.

CICLO DE VIDA DOS INSETOS

Na maioria dos casos, ao sair do ovo, os insetos apresentam caracteres morfológicos e biológicos diferentes do que se observa nos adultos. A fim de atingir esse estágio, passam por profundas modificações morfológicas denominadas Metamorfose.

TIPOS DE METAMORFOSE

Sem metamorfose ou ametábolo

Saem do ovo com a constituição definitiva, não sofrendo modificações morfológicas durante sua vida. Exp. Traças.

Metamorfose Incompleta

Paurometábolo: Aforma que sai do ovo, assemelha-se ao adulto morfológicamente e biologicamente. Com o passar do tempo há crescimento do corpo, asas e apêndices genitais. Essas modificações se dão gradativamente, sendo que as formas imaturas recebem o nome de ninfa. Exp. Percevejos, gafanhotos, baratas, etc.
Hemimetábolo:
As formas jovens são aquáticas, recebendo o nome de náiades. Exp. Libélulas e gafanhoto.

Metamorfose Completa ou Holometábolo

Os jovens saem do ovo com uma forma diferente, morfologicamente e biologicamente do adulto. Saem na forma de larvas, crescem, sofrem mudas (troca de pele) atingindo o completo desenvolvimento. Passam por profunda metamorfose transformando-se em pupa, e desta origina-se o adulto.

Exp. Insetos das ordens lepidoptera, coleoptera, himenoptera, neuroptera, diptera, siphonaptera, etc.

Observação: Em lepidópteros a pupa recebe o nome de crisálida.

Fases do Desenvolvimento

LARVAS

Caracterizam-se nos insetos, por ser a fase de intenso crescimento, tanto em tamanho como em ganho de peso.

De acordo com sua forma podem ser classificados em:

Euriformes: Caracterizam-se por apresentarem o corpo cilíndrico, cabeça desenvolvida e distinta do corpo, pernas torácicas e falsas pernas abdominais. Exp. larvas de lepidópteros
Vermiformes:
Ausência total de pernas, cabeça não diferenciada corpo afilado, de coloração branco leitoso. Exp. Larvas de mosca.
Campodeiforme:
É típica dos insetos que precisam correr atrás de suas presas. Possuem 3 pares de pernas torácicas ágeis, alongadas e de fácil locomoção. Ex. Larvas de joaninhas.
Escabeiformes:
Possuem o corpo recurvado em forma de uma "c" com 3 pares de pernas torácicas, sendo que o ultimo segmento abdominal é bastante desenvolvido. Ex. Larva de escaravelhos.

Audição

A maioria dos insetos possui um órgão timpânico localizado no 1º segmento abdominal, alguns como as esperanças, possui o tímpano localizado na base de cada tíbia anterior, outros, como machos de mosquitos pertencentes a família Culicidade, possuem receptores de som chamados órgãos de Jonhnston, localizados no segundo segmento antena.

Orgãos Estridulatórios

Em Acrididae (gafanhotos), o som é produzido pela fricção das tégminas nos dentículos dos fêmures posteriores. Em grilos e esperanças o som é produzido pela vibração dos tímpanos no lado do 1º segmento abdominal.

CLASSIFICAÇÃO DOS INSETOS

Subclasse Apterygota ou Ametábola: compreende insetos que primitivamente não apresentam asas; Abdome com estilos e cercos, sem evolução por fases intermediárias.

Ordem Thysanura: Traças de livros
Ordem Collembola
: "pulgas de jardim" - "pulgas de jardim" - "pulgas de jardim" - "pulgas de jardim"
Subclasse Pterygota:
insetos ápteros ou alados (com asas), com evolução hemi ou holometábolo.
Hemimetábolo -
insetos com metamorfose simples.
Orthoptera
- gafanhotos, esperanças, grilos, baratas, paquinhas, louva-a-deus, bicho-pau.
Odonata -
libélulas (nome popular - lava-bunda)
Hemiptera
- percevejos
Homoptera
- cigarras, pulmões e cochonilhas (sugadores de raizes).
Isoptera
- cupins ou térmicas (atacam madeira).
Dermaptera
- tesourinhas ou lacraias
Anoplura -
piolho da púbis (chato) e piolho da cabeça
Mallophaga
- piolhos mastigadores (piolho de galinha).
Psocoptera
- corrodência (piolho livro)
Thysanoptera -
lacerdinhas
Ephemeroptera -
náide = alimento de peixe

Fonte: www.consulteme.com.br

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