Características do Classicismo
Imitação dos gregos e latinos
Ao redescobrirem os valores do ser humano, abafados pela Igreja durante a Idade Média, os artistas deste período voltam-se para a Antiguidade. O próprio nome desse estilo de época "Classicismo" tem sua origem no aprofundamento dos textos literários e filosóficos estudados nas escolas.
Na Idade Média, esses textos eram reproduzidos nos conventos e difundidos entre os estudiosos, mas passavam por uma censura religiosa, que só mantinha os aspectos que não feriam a moral cristã. Com o Renascimento, houve um retorno a esses textos, mas em sua versão original, completa.
Foi da Arte Poética de Aristóteles que os artistas do Classicismo retiraram o conceito de imitação ou mímesis. Segundo Aristóteles, a poesia devia imitar a perfeição da natureza ou da sociedade ideal, além de retomar idéias de outros poetas, reconhecidamente importantes por sua obra. Não se trata de copiar outros autores, e sim de assemelhar-se à sua obra.
Petrarca comparava esta semelhança à que existe entre pai e filho: é inegável que se pareçam, mas o filho tem suas características próprias, que o individualizam.
O mesmo aconteceria à obra literária: seria semelhante à de Virgílio, Horácio e outros autores da Antiguidade, usando o que eles tivessem de melhor, mas conservando seus traços próprios.
O universalismo
Para os clássicos, a obra de arte prende-se a uma realidade idealizada; uma concepção artística transcendente, baseada no Bem, no Belo, no Verdadeiro ? valores passíveis de imitação. A função do artista é a de criar a realidade circundante naquilo que ela tem de universal.
O racionalismo
Os autores clássicos submetem suas emoções ao controle da razão. Ao abandonar o teocentrismo, o homem deste período afasta os temores da Idade Média e passa a crer em suas potencialidades, incluindo nelas a habilidade de raciocinar. A cultura clássica é uma cultura da racionalidade.
A perfeição formal
Preocupados com o equilíbrio e a harmonia de seus textos, os autores clássicos adotam a chamada medida nova para os poemas: versos decassílabos e uso freqüente de sonetos (anteriormente, usava-se medida velha: redondilhas).
Elitismo
Os clássicos evitam a vulgaridade. O Classicismo tende à realização de uma arte de elite, o que reflete a organização social da época (a aristocracia era a classe dominante).
A concepção clássica foi introduzida em Portugal por Sá de Miranda, ao regressar da Itália, onde conheceu novos conceitos de arte e novas formas poéticas.
Uso da mitologia
Voltados para os valores da Antiguidade, os autores clássicos utilizam-se, com freqüência, de cenas mitológicas, as quais simbolizam com propriedade as emoções que o autor quer exteriorizar. Assim, a imagem do Cupido, por exemplo, simboliza o amor.
Fonte: www.cienciashumanas.com.br
Em Arte, o Classicismo refere-se, geralmente à valorização da Antiguidade Clássica como padrão por excelência do sentido estético, que os classicistas pretendem imitar.
A arte classicista procura a pureza formal, o equilíbrio, o rigor - ou, segundo a nomenclatura proposta por Friedrich Nietzsche: pretende ser mais apolínea que dionisíaca.
Alguns historiadores de arte, entre eles Giulio Carlo Argan, alegam que na História da arte concorrem duas grandes forças, constantes e antagônicas: uma delas é o espírito clássico, a outra, o romântico.
As duas grandes manifestações classicistas da Idade Moderna européia são o Renascimento e o Neoclassicismo.
Serve também o termo clássico para designar uma obra ou um autor depositários dos elementos fundadores de determinada corrente artística.
Características Do Classicismo:
Universalismo
Racionalismo
Antropocentrismo
Paganismo
Neoplatonismo
Referência à cultura grega
Apuro Formal:
Soneto (2 Quadras 2 Tercetos)
Versos Com Até 10 Síladas Métricas (Estilo doce novo & Medida nova)
Rimas consoantes, por vezes até ricas
Designa-se Música Clássica a música erudita, ou seja, a música ocidental composta entre os séculos XVIII e XIX.
Num sentido mais amplo, é tomada também como sinônimo de toda a música erudita ocidental.
O Renascimento surgido na Itália, no século XV, espalhou-se por toda a Europa já no século seguinte. Isso aconteceu em virtude da rapidez da divulgação cultural, a partir da invenção da Imprensa . O trabalho de recuperação e tradução dos textos antigos , desenvolvido pelos humanistas , contribuiu para a substituição gradativa do ensino religioso pelo ensino laico nas universidades. A cultura deixou de ser exclusividade dos membros da Igreja, atingindo camadas mais amplas da burguesia emergente, que a encarava como um meio de destaque social, substituidor dos títulos de nobreza e do sangue aristocrático que ela não possuía. As descobertas científicas recentes voltavam a privilegiar o racionalismo, indicando uma tendência antropocêntrica que ressaltava ainda mais a distância em que o mundo se encontrava da era medieval.
Convencido e consciente de sua capacidade, o homem, agora, preocupava-se com a sua realidade diária, concreta, humana, terrena e menos com a idéias de morte com a salvação da alma. Evidentemente , isso não significava uma onda de ateísmo declarado, mas uma mudança de se tornar a "medida de todas as coisas".
Em Portugal, o Quinhentismo (Classicismo) teve início em 1527, quando do retorno do poeta Sá de Miranda da Itália , onde vivera vários anos para estudos . Na bagagem, trazia novas técnicas versificatórias , o "dolce stil nuovo ". Além de introduzir no país o decassílabo (medida nova) em oposição à redondilha medieval (5 ou 7 sílabas), que passou a ser chamada de medida velha, trouxe uma nova conceituação artística . Devemos entender, portanto, que Sá de Miranda não trouxe para Portugal apenas um verso de medida diferente , mas um gosto poético mais refinado .
Juntamente com o decassílabo, passaram a ser cultivadas novas formas fixas de poesia, como o soneto (2 quartetos e tercetos , com metrificação em decassílabos e rimas em esquemas rigorosos ), a ode (poesia de exaltação), a écloga (que tematiza o amor pastoril), a elegia (revelação de sentimentos tristes), a epístola (carta em versos). É preciso lembrar que a substituição do verso redondilha ( medida velha) , característico da Idade Média, pelo decassílabo (medida nova) não se deu de forma imediata, pois ambas as medidas conviveram por grande parte do século XVI.
Os acontecimentos marcantes da história portuguesa do século XVI (a liberdade predominante durante a dinastia de Avis, as grande navegações), contribuíram para o considerável desenvolvimento cultural do país. a obra de Gil Vicente já era um exemplo disso, mas ao longo do século a tendência se acentuou ainda mais.
São marcas dessa consolidação: a estruturação de usos da língua portuguesa; o surgimento ou a reafirmação de autores de produção regular (como João de Barros, Damião de Góis, Fernão Mendes Pinto nos estudos históricos; Sá de Miranda, Antônio Ferreira e Luís de Camões no terreno da literatura); o incremento na literatura de autores estrangeiros consagrados, como Francesco Petrarca, Dante Alighieri e Giovanni Boccaccio.
Mas, nesse século, também se deram os fatos que marcaram oficialmente o fim do Classicismo. No ano de 1580, ocorreu a anexação de Portugal pela Espanha, situação que perduraria por 60 anos. No mesmo ano, a morte do maior autor clássico português, Luís de Camões, encerrava o Classicismo . A partir dessa data, Portugal passará a viver o estilo Barroco, sob a influência espanhola.
O antropocentrismo da sociedade européia, descrito acima deságua na identificação com conceitos da cultura greco-latina , que passa a ser valorizada, resgatada, estudada e facilmente assimilada e incorporada a hábitos e tradições e à visão de mundo de artistas e intelectuais europeus. A cultura greco-latina se sobrepõe ao quadro espiritual herdado da Idade Média.
O caráter básico do classicismo é exatamente a influência do modelo greco-romano. Daí se originou a atitude racionalista , que via a razão como bem supremo a ser atingido e cultivado.
Do racionalismo advém a busca de equilíbrio , entre forma e inspiração , e a presença da harmonia e da clareza na obra de arte , como conseqüência de uma sociedade crente em si mesma , porque otimista quanto ao presente e futuro do homem .
A herança greco-romana determinou a presença dos deuses do Olimpo ( mitologia grega ) nas obras literárias da época. O respeito e culto à natureza vieram como conseqüência da adoção da teoria aristotélica do homem natural. Belo passou a ser encarado como conceito associado ao Bem ( nobreza de sentimentos ).
Um componente fundamental foi o universalismo , trazido a partir de dois fatores básicos: uma nova mentalidade científica voltada para a reflexão em torno do lugar do Homem no mundo ( pesquisas de Leonardo da Vinci , Copérnico , Kepler , Giordano Bruno e outros ) e uma preocupação maior com o bem coletivo.
Esses traços identificadores do classicismo renascentista definiram um caráter fundamental: o antropocentrismo.
Os arroubos místicos medievais foram momentaneamente afastados.
A expressão artística buscava a linguagem clara , simples , sem excessos , como correspondente do equilíbrio na maneira de encarar o mundo . A expressão dos sentimentos permaneceu , mas estava submetida a uma tentativa de explicação racional , de explanação lógica .
Fonte: pt.wikipedia.org