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Monet

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Oscar Claude Monet

Oscar-Claude Monet nasceu em Paris, França, 14 de novembro de 1840 e morreu em Giverny, 5 de dezembro de 1926. Ele foi um pintor francês, o mais célebre entre os pintores impressionistas.

O termo impressionismo surgiu devido a um dos primeiros quadros de Monet, "Impressão, nascer do sol", quando de uma crítica feita ao quadro pelo pintor e escritor Louis Leroy: "Impressão, nascer do Sol”

– eu bem o sabia! Pensava eu, justamente, se estou impressionado é porque há lá uma impressão. E que liberdade, que suavidade de pincel! Um papel de parede é mais elaborado que esta cena marinha." . A expressão foi usada originalmente de forma pejorativa, mas Monet e seus colegas adotaram o título, sabendo da revolução que estavam iniciando na pintura.Pintou também a ponte de rio sena.

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Seu pai, Claude-Auguste, tinha uma mercearia modesta. Aos cinco anos, sua família mudou-se para Le Havre, na Normandia. Seu pai desejava que Claude continuasse no comércio da família, mas ele desejava pintar. Foi a sua tia Marie-Jeanne Lecadre que o apoiou a seguir a carreira artística, pois ela fora também pintora. Em 1851, Monet entrou para a escola secundária de artes e acabou se tornando conhecido na cidade pelas caricaturas que fazia. Nas praias da Normandia, Monet conheceu, por volta de 1856, Eugène Boudin, um artista que trabalhava extensivamente com pintura ao ar livre nessas mesmas praias, e que lhe ensinou algumas técnicas ao ar livre. Em 28 de janeiro de 1857, sua mãe morreu e, aos dezesseis anos, Monet abandonou a escola e foi morar com sua tia Marie-Jeanne Lecadre.

Em 1859, Monet foi para Paris estudar pintura, e foi aí que conheceu a sua primeira mulher, Camille. Monet retratou-a muitas vezes, em quadros onde ela aparecia mais do que uma vez na mesma pintura. Em 1859, Monet mudou-se para Paris. Frequentava muito o museu do Louvre onde copiava os grandes mestres. Em 1861, ele foi obrigado a servir no Exército na Argélia. Sua tia Lecadre concordou em conseguir sua despensa do serviço caso Monet se comprometesse a cursar Artes na universidade. Ele deixou o exército, mas não lhe agradou o tradicionalismo da pintura acadêmica.

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Decepcionado com o ensino da pintura acadêmica na Universidade, em 1862 ele foi estudar artes com Charles Gleyer em Paris, onde conheceu Pierre-Auguste Renoir, Frédéric Bazille e Alfred Sisley. Juntos desenvolveram a técnica de pintar o efeito das luzes com rápidas pinceladas, o que mais tarde seria conhecido como impressionismo. Dois anos após conhecer Bazille, eles foram morar juntos em Honfleur. Em 1865, ajudado por seu pai, Monet e Bazille alugaram um pequeno estúdio em Paris.

No mesmo ano, Monet entraria para o Salão oficial de Paris com duas telas: "Estuário do Sena" e "Ponte sobre Hève na Vazante".

No ano seguinte, Monet novamente expôs duas telas no salão de Paris: "Camille" ou "O vestido verde" e "A floresta em Fontainebleu". A tela "O vestido verde" recebeu grandes elogios por parte dos críticos e ganhou um prêmio no salão de Paris. Em "Camille", Monet retratou Camille Doncieux, que se tornaria sua futura mulher. No ano de 1867, Monet tentou inscrever a obra "Mulheres no Jardim" no Salão, que não a aceitou. A tela era tão grande que ele construiu uma vala para poder enterrar a parte inferior e atingir a parte superior da tela ao pintar. No mesmo ano, Monet e Camille teriam seu primeiro filho, Jean. Em 1868, Monet entrou em dificuldades financeiras, teve um quadro inscrito no Salão de Paris, "Navio deixando o cais de Le Havre", que recebeu uma crítica negativa. Recebeu, no mesmo ano, medalha de prata na Exposição Marítima Internacional de Le Havre pela tela "O molhe de Le Havre".

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Em 1870, Camille e Monet se casaram três anos após o nascimento do primeiro filho do casal. No mesmo ano, com o início da guerra franco-prussiana, Monet e sua família se refugiaram em Londres. De volta à França e com o pai já morto, refugiar-se em Le Havre não o atraía mais, por isso Monet mudou-se para Argenteuil, onde passou a receber seus amigos impressionistas (Manet, Renoir, Sisley e outros). Na cidade, o rio Sena e as belas paisagens serviram de inspiração para numerosos quadros de Monet e seus amigos que puderam pintar ao ar livre.

Em 1872 ele Monet pintou Impressão, nascer do sol (Impression: Soleil Levant (atualmente no Museu Marmottan de Paris), uma paisagem do Havre, exibida na primeira exposição impressionista de 1874. O quadro deu origem ao nome usado para definir o movimento impressionista. Em 1878, Monet mudou-se para Paris com a família devido a crise financeira. No mesmo ano, nasceria seu segundo filho, Michel. Em férias com o casal Hoschédé, Monet acabou apaixonando-se pela mulher do Sr. Hoschédé, Alice. Um ano depois, Camille Doncieux morreu de câncer aos trinta e dois anos de idade Em 1883, Monet mudou-se para Giverny, na Normandia. Monet trocava correspondência com Alice até a morte de seu marido em 1891. No ano seguinte ele e Alice Hoschédé casaram-se. Na década após o seu casamento, Monet pintou uma série de imagens da Catedral de Rouen em vários horários e pontos de vista diferentes. Vinte pinturas da catedral foram exibidas na galeria Durand-Ruel em 1895. Ele também fez uma série de pinturas de pilhas de feno.

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Em 1899, Monet pintou em Giverny a famosas série de quadros chamadas "Nenúfares". Em sua propriedade em Giverny, Monet tinha um lago e uma pequena ponte japonesa que inspirou a série de nenúfares. Estas obras quando foram expostas fizeram grande sucesso. Era o reconhecimento tardio de um gênio da pintura. Monet ao pintar Nenúfares se baseou no lago e a ponte japonesa de sua própria casa, no outono,porque era nessa época do ano em que as flores caiam sobre o lago criando uma linda visão na qual Monet resolveu pintar. A técnica de Monet para pintar quadros era bastante peculiar para as pessoas e outros artistas que o viam pintando, mas a técnica de Monet desenvolvia na época foi considerada mais tarde como umas das belas do mundo, que é o impressionismo que aparenta ser de perto apenas borrões mas ao distanciar a visão, o quadro se forma nitidamente.

Monet teve uma catarata no fim da sua vida. A doença o atacou por causa das muitas horas com seus olhos expostos ao sol, pois gostava de pintar ao ar livre em diferentes horários do dia e em várias épocas do ano, o que foi outra característica do Impressionismo. Durante sua doença Monet não parou de pintar, - usou nessa época de sua vida cores mais fortes como o vermelho-carne e vermelho goiaba, cor tijolo, entre outros vermelhos e cores mais fortes. Em 1911, com o falecimento de Alice e seu problema de visão, Monet perdeu um pouco a vontade de viver e pintar. Sua vontade só seria animada com a amizade de Georges Clémenceau, que lhe escrevia cartas de apoio.

Monet morreu em 1926 e está enterrado no Cemitério da Igreja de Giverny, Eure, na Haute-Normandia.

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Eglise de Vétheuil, na tradução portuguesa Igreja de Vétheuil, é uma célebre pintura de Claude Monet. Realizada a óleo sobre tela, em 1879, alguns anos após a «explosão» impressionista no Salon, e pertence atualmente à colecção do Museu de Orsay. No Verão de 1878 a família, agora com mais um membro, Michel, instala-se numa pequena casa nas margens do Sena, em Vétheuil.

Arruinados, os Hoschedé juntam-se a eles. Monet e a família permaneciam numa situação financeira quase insustentável. Monet já nem crédito tinha dos fornecedores. Enviava dia após dia cartas a Manet, a Durand-Ruel e outros amigos seus pedindo dinheiro. Porém, no Outono, alguns dias de sol restabeleceram em Monet a coragem de pintar. Do seu célebre barco-atelier, ele pinta a margem e a pequena vila com a sua igreja românica. Esse é o tema desta obra, que é uma das mais significantes dos finais de 1879.

Para além de uma situação financeira precária, deixou consigo os dois filhos Camille, a sua esposa, que faleceu a 5 de Setembro de 1879. Monet entrou em desespero, amaldiçoou-se a si e à sua obra. Num grito de desespero Monet pinta o último retrato da verdadeira musa do impressionismo, desta vez, no seu leito de morte. Camille Monet sur son lit de mort é a tela mais significante deste período. Nessa tela, e a partir daí, as pinceladas de Monet tornam-se confusas, desregradas, furiosas e vibrantes, revelando todo o seu sofrimento pela perda da sua única modelo até então e, mais que tudo, da sua Nesta obra, o pintor francês, a margem do Sena e os telhados e árvores da pequena povoação de Véthueil cobertos de neve, surgem com a mesma sensação.

Os traços surgem abruptamente, vibrantes. As cores, que variam entre o castanho e uns resquícios de vermelho e contrastam com o branco da neve e os tons oliva das águas do Sena, parecem rodopiar pela tela sem nenhuma direcção concreta. O quadro retrata uma quase total ausência de vida. Mesmo com uma situação financeira desesperante, anteriormente à morte de Camille sentia-se uma púdica alegria nas telas do artista.

Agora, não. E esta é um grande  testemunho de um dos períodos mais difíceis da vida de Monet. O quadro acasala em perfeição com o sentimento de dor e fúria de Monet e isso exprime-se a cada passagem, a cada pincelada. Mais tarde, diria Rodin, «Este é o verdadeiro Monet».

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Banhistas na Grenouillière (fr: Bain à la Grenouillère) é um célebre óleo sobre tela do impressionista francês Claude-Oscar Monet, datado do Verão de 1869. Este quadro foi pintado por Claude Monet no Verão de 1869, aquando da sua estadia em Bougival.

No Verão de 1869, Monet e a sua esposa e filho fixaram-se no local, perto de La Grenouillère. Trabalhando lado a lado com Pierre-Auguste Renoir, Monet pintou preferencialmente este tipo de cenas pouco quotidianas, mas muito populares na sociedade parisiense. Hoje, a tela encontra-se na National Gallery of London, em Londres, no Reino Unido. O tema principal da pintura são os banhistas no Sena, em Bougival.

Entretanto, Monet fez também referência a outros elementos. Esta pintura reflete o gosto popular pelos passeios de barco e pelos banhos de rio e faz elegante referência aos conhecidos cafés-fluviais do rio Sena. Todavia, a cena representada passa-se, não em Paris mas sim nos seus arredores, mais precisamente em Bougival, local muito popular entre os impressionistas da França e muito retratado pelos mesmos.

Monet,anos antes de 1869, havia sido aluno de Eugène Boudin e até foi este que o aconcelhou na pintura fora do atelier. Certo dia, Boudin referiu que a pintura ao ar livre, sem paredes por perto, nos dava uma liberdade estupenda e, enquanto num atelier o pintor tem tendência a modificar ecleticamente as suas obras, de forma a que estas se tornem mais prudentes e prodigiosas entre a sociedade, na pintura ao ar livre o pintor ganha liberdade e não faz senão aquilo que vê na sua frente, perante os seus olhos. Monet começou a seguir este conselho e começou a pintar fora do atelier. A partir daí, a sua obra aparece magnânima e revitalizada, fresca e pintada diretamente sem detalhes substanciais que faria se pintásse num atelier. Este quadro, porém, vai ainda mais além disso e, tal somente se consegue na perfeição em telas de grandes tamanhos.

Esta é sem dúvida uma das melhores e mais excepcionais obras de Claude Monet e há que fazer ainda referência à exímia paleta de cores e a um particular interessante: mediante a longividade do elemento pintado, maior é a sua disturção, ou seja, enquanto nos barcos atracados na margem do Sena são visíveis até alguns pormenores e o cascos têm-se detalhados, as pessoas que passam na ponte e, melhor exemplo, as árvores e os banhistas no fundo da composição, surgem quase «deformados», distorcidos, sem o mínimo detalhe.

As cores da água e os efeitos luminosos nesta foram por Monet excelentemente retratados, o que mostra a sua extrema maturidade e experiência a nível da cor e o seu conhecimento sobre esta.

É por estes fatos que Claude Monet é considerado o melhor dos impressionistas, e nem o seu antigo mestre, Boudin, conseguiu ir tão longe no estudo dos elementos da pintura.

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Coin d'atelier, na tradução portuguesa Canto de atelier, é uma pintura do francês Claude Monet. Realizada a óleo sobre tela em 1861, a tela integra a colecção do Museu de Orsay, em Paris, e marcou a fase inicial da carreira de pintor de Monet.

Dotado de uma percepção espacial e lumínica invulgar, Claude Monet, manifestou desde cedo interesse pela pintura e pelas artes na sua generalidade. Quando olhamos para esta pintura de 1861, quando o artista ainda estava somente a explorar a sua capacidade artística, percebemos várias coisas.

Monet esforçou-se para representar as cores húmidas da caixa de pinceís e a tinta pastosa que consome a madeira da paleta, o veludo baço da boina vermelha, a lombada usado dos velhos livros e as partes metálicas das armas, sob um excêntrico e sumptuoso papel de parede.

É claro que não atingiu a perfeição de um Impression, soleil levant, mas, neste início de carreira, e observando a natureza-morta, percebemos qual o verdadeiro projeto de Monet: a luz.

A obra impõe-se claramente na sua juventude. A paleta varia entre os restos de verde, vermelho, amarelo e preto, compondo uma exuberante composição temática, cuja ênfase seria muito menor sem o papel de parede. Este representa uma ribeira e as suas margens e conferem um exotismo mútuo de uma ponta à outra da tela. Destaca-se da composição a mesa de madeira torneada, que surge em primeiro plano, e parece sair da tela.

Com uma importância notável na carreira artística de Monet, a obra é muitas vezes ignorada.

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Femme assise sur un banc, na tradução portuguesa Mulher sentada num banco, é uma pintura do impressionista Claude Monet. Realizada a óleo sobre tela em 1874, a obra está exposta na National Gallery, em Londres, Reino Unido, por empréstimo da Tate Gallery.

Exemplar impressionista, a pintura concebida dois anos após a realização do maior marco da carreira de Monet, Impression, soleil levant, tem um tema peculiar representado de maneira peculiar, neste período da vida do artista.

O observador da pintura contempla-se com a imagem de uma mulher ainda jovem, sentada de pernas elegantemente traçadas num banco de jardim, resguardada da luz pela sombra das árvores que a sucedem na composição. O que torna a pintura peculiar é que este tema («mulheres no jardim») já tinha sido explorado na fase inicial de Monet, em meados da década de sessenta. A tela representou para o pintor um revisitar do tema e do seu próprio passado artístico. Acontece que, nessa época, as telas exibiam articulações e detalhes realistas, sorvidos de Manet. Basta reparar em Femmes au jardin. Nesta pintura isso não acontece. Monet insurgia-se contra as marés da sociedade, que remavam em oposição à modernidade, e impunha o seu próprio estilo.Essa é grande marca de Monet, algo visível neste quadro.

A modelo, que foi também a primeira esposa de Claude Monet e a musa do impressionismo, Camille Monet, era de fato uma modelo profissional, que chegou a posar para vários outros artistas, incluindo Degas.

Provavelmente, esta pintura foi realizada no Verão de 1874 em Argenteuil. O fundo assemelha-se a uma estampa japonesa, e é nesta tela que Monet começa a exprimir o interessa pelo estilo japonês, em voga na época, e que culminou no sacrifício de Madame Monet en costume japonais. O exercício tonal também é frenético e o traço do pintor é seguro e muito ágil. O quadro tem uma estética quase explosiva no segundo plano, frenética e brilhante, que vai acalmando à medida que se chega ao centro da tela. A modelo transparencia paz e reverência, com uma expressão serena e subtil, contrasta com o resto da composição.

A pintura pertence à Tate Gallery mas está exposta, através de um empréstimo, na National Gallery.

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Femme en blanc au jardin, cuja tradução portuguesa é Mulher de Branco no jardim ou somente Mulher no jardim, é uma pintura do impressionista Claude Monet.

Datado de 1867, é um óleo sobre tela, atualmente conservado pelo Museu do Hermitage, em São Petersburgo, na Rússia.

O quadro retrata uma mulher vestida de branco, sob a sombra do seu guarda-sol, de pé sobre a relva de um jardim, apreciando as flores. A tela exibe uma rica paleta de cores, baseada no verde, e um domínio soberbo sobre a luz e a conjugação desta com os elementos naturais.

A modelo do quadro é Marguerite Lecadre, prima do artista, e o jardim pertence à casa da modelo, em Havre, onde Monet e a família estavam hospedados e onde, dez anos antes, em 1857, tinha falecido a mãe de Monet.

A pintura é uma das mais célebres deste período de Monet, cujo interesse se voltava para mulheres em convívio no jardim. Femmes au jardin antecede esta pintura, e as duas antecedem o Impressionismo, criado em 1873. Neste quadro notam-se vagas passagens características da técnica impressionista que Monet exploraria após a formação oficial do grupo.

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Femmes au Jardin, cuja tradução portuguesa é Mulheres no jardim, é uma pintura do impressionista francês Claude Monet. Datado de 1866-1867, é um óleo sobre tela e, atualmente, pertence à colecção do Museu de Orsay, onde estão expostas algumas das maiores obras-primas do impressionismo e do realismo.

O quadro retrata o quotidiano burguês de quatro senhoras, que ocupam a sua manhã a colher flores no jardim, sob a sombra das árvores. Nesta cena primaveril, é notável a habilidade de Claude Monet na representação do traje feminino. No quadro o artista também explora intensamente a luz, mostrando um exímio jogo lumínico, estudo que lhe seria muito útil durante o seu percurso impressionista, iniciado poucos anos mais tarde.

O quadro foi relativamente bem recebido no Salon, ao contrário de Impression, soleil levant, apresentado ao público anos mais tarde.

Impression, soleil levant, traduzido para português Impressão, nascer do sol, é a mais célebre e importante obra do impressionista Claude Monet. É um óleo sobre tela, datado de 1872 (mas provavelmente realizado em 1873), que representa o nascer da matina no porto de Havre, com uma cerrada névoa sobre o estaleiro, os barcos e as chaminés no fundo da composição.[1] Está exposta no Museu Marmottan.

No quadro, antes de tudo, consegue imaginar-se fielmente uma grelha por detrás da pintura, que Monet terá utilizado, sobre a qual, solidamente, são sorepostas pinceladas de tinta sem grandes misturas, ou seja, as tintas originais. A sobreposição de cores originais, cruas, sem misturas, é uma grande característica da técnica impressionista, continuada a partir do momento em que os espectadores e os artistas se deram conta de que conseguiam obter resultados mais próximos da realidade.

A partir desta tela nasceu o movimento impressionista. Foi exposta pela primeira vez no antigo estúdio do fotógrafo Nadar, a 15 de Abril de 1874,numa fracassada exposição, abatida pela crítica, que troçou, inclusivé, do próprio nome do quadro. Na exposição constavam igualmente obras de Boudin, Sisley, Degas e Renoir.

Embora fracassada, a exposição converteu alguns dos espectadores mais liberais a esta nova tendência, que viria, mais tarde, a resultar na Arte Moderna. Esta pintura rompeu com todos os padrões tidos até à altura e com as barreiras realistas que ainda sobressaiam. Como tal, a pintura marcou uma profunda revolução social, embora demorada.

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La Seine à Asnières é uma pintura de Claude Monet. Realizada em 1873 a óleo sobre tela, a obra, ofuscada pelo brilhantismo de Impression, soleil levant (pintado no mesmo ano), pertence à colecção do Museu do Hermitage, em São Petersburgo.

Asnières, localizada nas proximidades de Paris, era uma comunidade independente no século XIX, popular como local de recreio da nova burguesia parisiense e pelo seu pequeno porto, onde atracavam variados barcos e onde os pescadores, matinalmente, descarregavam a sua carga.

Além de atrair a burguesia que, querendo manter-se alheia à confusão da grande metrópole francesa nos tempos de recreio, procuravam o abrigo da povoação, o local atraiu os amigos que pouco tempo mais tarde formariam o Grupo dos Impressionista. Monet, o «líder», foi o primeiro a frequentar o local.

Neste quadro, o tema são os bancos de areia nas margens do Sena, em frente à população. Do rio, vêem-se as duas margens. De uma delas, na margem esquerda da tela, não mais se vê do que uma pequena porção de areia e uma quantidade massiva de barcos atracados deste lado do rio oposto à povoação, visível em segundo plano.

Apesar da brilhante representação dos reflexos das embarcações e das casas nas águas do Sena, o mais interessante no quadro é mesmo o segundo plano. O segundo plano é formado pela outra margem do rio, pelo casario disposto irregularmente e pelas árvores que o sucedem. A disposição aparentemente confusa das casas, coordena um encadeamento rítmico destas, numa sequência feita desde a margem direita da tela até à margem esquerda, com as árvores.

Seguindo a sequência supra-apresentada, as casas maiores, nomeadamente as mais nobres, localizam-se à margem direita da tela, as de altura média, dispostas de forma frenética, a meio da tela, e as mais baixas, na margem esquerda. As árvores merecem a mesma coordenação que as casas, sendo que as maiores, nomeadamente ciprestes, sucedem as casas mais altas, e assim sucessivamente até à margem esquerda do quadro.

O quadro reflete uma cena perto do final da tarde. Não é somente uma vista sobre uma zona de recreio em voga, mas, mais do que isso, é uma enfática composição poética construída sobre a impressão da luz do sol da tarde sobre a povoação piscatória, antes do pôr-do-sol e da queda da noite no local.

O quadro foi transferido da Alemanha para o Museu do Hermitage, em São Petersburgo, Rússia, após a Segunda Guerra Mundial.

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Les bateaux rouges, na tradução portuguesa Barcos vermelhos, é uma tela, nos arredores de Argenteuil em 1875, pertence ao espólio do Musée de l'Orangerie, em Paris.

O tema é regular na obra de Monet, representando o quadro alguns barcos atracados em Argenteuil, entre eles dois barcos vermelhos.

É uma tela de técnica puramente impressionista, pintada no mesmo ano em que concebeu Madame Monet en costume japonais, e, se comparadas as duas telas, embora com temas distintos, têm um particular em comum: o vermelho. Isto está indiretamente relacionado com a invasão da Europa pelo excêntrico estilo japonês, que colocou em voga o vermelho, que até então estava um pouco abandonado.

Em ambas as telas o pintor coloca a quantidade certa de vermelho na pintura, ligando-o ritmicamente com a restante composição. Nesta obra, o vermelho sobressai no casco dos barcos de pesca e no reflexo na água, salpicada de um verde lodoso.

A composição mistura tons frios com tons quentes, ambos muito diferentes, mas também pintados de uma forma frenética, que faz com que o olhar do espectador seja controlado pela cor dos barcos. As cores parecem ganhar vida e rodopiar, respeitando uma grelha imaginária colocada por Monet nas suas telas, tornando as formas um pouco simétricas.

Na orla esquerda do quadro, duas pessoas, entre elas uma mulher trajada de branco sob um guarda-sol, admiram a paisagem. No fundo da telas, e atrás das duas observadoras figuras, vêem-se casas e até uma pequena igreja, cuja torre sobressai com um telhado azul escuro, difuso no horizonte.

Proeminente ensaio lumínico de ênfase impressionista, esta tela reside entre os melhores trabalhos de Claude Monet.

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Madame Monet en costume japonais ou La japonaise, na tradução portuguesa Madame Monet trajando um kimono ou A japonesa, é um célebre quadro do impressionista francês Claude Monet. Realizado a óleo sobre tela em 1875, pertence à colecção do Museu de Belas Artes de Boston, nos EUA. Foi exibido pela primeira vez em 1876.

O Japão só se abriu ao Oriente em meados do século XIX. Nesta altura, cerca de 1875, era já uma moda. O Ocidente, principalmente a Europa - que firmemente ditava as modas, não só no continente, como no resto do mundo ocidental -, havia deixado de lado a influência chinesa. A chinoiserie era já um marco do passado. Com a abertura do Japão ao mundo ocidental, notou-se uma instabilidade cultura em que se potenciavam, no Japão, as influências ocidentais (principalmente as dos EUA), e, na Europa, as influências japonesas. Terá sido uma excêntrica troca de culturas.

As estampas japonesas, cujos motivos de excelência se contavam entre montanhas e o oceano, mas todas pautadas por um notável encadeamento rítmico, influenciaram os pintores da época, e Monet não fugiu à regra. Mais tarde, a pintura perturbada e perturbante de Vincent van Gogh viria a refletir mais claramente este gosto orientalista.

A esta moda sacrificou-se Monet, quando pintou La Japonaise. A modelo é a esposa de Monet, Camille. Trajada com um magnifico kimono bordado até ao mais ínfimo pormenor, cujas orlas bordadas em relevo parecem animadas, vivas, Camille posa para Monet voltada para o pintor. A modelo abana, com uma suavidade e leveza reforçada pela palidez das mãos e do rosto, um leque tricolor (cujas cores são iguais às da bandeira francesa) e olha o espectador com um terno olhar sedutor.

A luz incidente nos seus louros cabelos faz jus à luz adjacente dos bordados dourados. Contudo, não são verdadeiros. Camille usa uma peruca.

Ao fundo, numa parede de tons oliva, também em voga na altura, estão dispostos vários leques, espalhados ao acaso. Refletem o gosto da época, e Camille de japonesa só tem a roupa. Ou seja, o quadro é uma farsa japonesada, um sacrifício de Monet ao gosto orientalista da época em que se situava. E, com efeito, vendeu a tela pela respeitável soma de 2000 francos.

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Nenúfares é um óleo sobre tela de Claude Monet, pintado no ano de 1904, nos arredores de Paris. Foi vendido no dia 19 de Junho de 2007 na Sotheby's, em Londres a um comprador anónimo por 26 milhões de Euros[1], o terceiro mais alto valor de sempre de um Monet.

O quadro retrata os nenúfares no lago do jardim do pintor, em Giverny.

A tela é um testemunho vivo da busca pela perfeição lumínica de Monet, nos seus trabalhos. A paleta de cores é exuberante, variando entre verdes, castanhos, azuis e rosas esquiços ou salmão, remetendo-nos para o início da matina, o nascer do sol. Na água do lago estão patentes perfeitos reflexos das árvores, que rodeiam o lago de Giverny.

Esta tela pertence à célebre série de pinturas do mesmo nome que o presente trabalho: Nenúfares. Esta é talvez o melhor trabalho pertencente à série, e é considerado um dos mais prodigiosas pinturas concebidas por Monet.

Ao contrário de algumas das telas da mesma série, esta não exibe qualquer vestígio de movimento. Pelo contrário, o lago e os seus nenúfares parecem estáticos, imóveis. As cores e o jogo lumínico remetem o espectador para o nascer da manhã, no jardim do pintor, muito frequentemente retratado pelo.

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Nature morte avec melon, na tradução portuguesa Natureza-morta com melão, é um pintura de Claude Monet. Realizada a óleo sobre tela em
1872, é uma natureza-morta, das poucas que se conhecem na temática de Monet. Integra a colecção do Museu Calouste Gulbenkian, em Lisboa, Portugal.

A pintura, realizada em 1872, ano de que é datado Impression, soleil levant, embora se pense que este foi concebido no ano seguinte, possivelmente terá resultado da inspiração em Henri Fantin-Latour.

Latour procurou representar de forma clássica, académica, o tema, mas Monet, encontrando paralelo noutro pintor com apelido parecido, Manet, preferiu incorporar a sua própria apreciação e um conteúdo subjetivo intencional ao objetos inanimados.

As formas esféricas e circulares sucedem-se estruturadamente na pintura. Os frutos estão pautados por um encadeamento rítmico e cromático subtil com os objetos de porcelana chinesa dispostos sobre uma toalha branca, mantendo uma coerência plástica. Através de um jogo lumínico sublime, Monet raspa a pintura ao ar livre, tão apreciada por si, por Boudin - que teve uma importância fulcral na carreira artística e na obra de Claude Monet - e pelos outros impressionistas.

A luz que invade a superfície da tela dá alas para imaginar um amanhecer, conferindo à obra de Monet uma percepção diferente do comum.

Esta é uma obra rara pois poucas naturezas-mortas são conhecidas de todo o trabalho de Monet, e ainda mais sendo desta época, pois Monet só se começou realmente a interessar pelo estilo em meados de 1880, meio ano após a sua esposa, Camille Monet, ter falecido. A obra pertenceu a Durand-Ruel.

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Le Bassin aux Nymphéas é um óleo sobre tela de Claude Monet, pintado no ano de 1919, em Giverny.

O quadro foi criado quando Monet já estava quase cego. No jardim desta sua casa, onde morreu, existiam os nenúfares que ele reproduziu em vários dos seus quadros.

Foi vendido no dia 24 de Junho de 2008 na Christie's, em Londres por 40,9 milhões de libras (51,6 milhões de euros), batendo o recorde mundial para uma obra de Monet.

Regata em Argenteuil é um óleo sobre tela de Claude Monet, pintado no ano de 1872.

Está no Museu de Orsay em Paris desde a sua abertura em 1986.

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Dans la Prairie - Na Pradaria é um óleo sobre tela de Claude Monet, pintado no ano de 1876.

A pintura retrata a esposa do pintor, Camille, lendo num campo florido. Foi exibida pela primeira vez em Paris, em 1877.

Foi leiloado em 4 de Fevereiro de 2009, pela Christie's de Londres por 11,2 milhões de libras (16,16 milhões de dólares).

Foi leiloado na Sotheby's de Nova Iorque em 11 de Novembro de 1999 por $15,402,500 dólares.

Fonte: www.cantanhede.ma.gov.br

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