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Monet

Monet
A Estrada da Ponte de Argenteuil

Claude Monet (1840-1926) começou como ilustrador e caricaturista, atividades em que alcançou certa fama quando ainda era ainda adolescente.

Monet sempre procurou retratar a impressão da luz, tentando capturar o piscar, daquele momento único.

Não se deixou abalar pelas críticas e tampouco quando percebeu que sua visão diminuía dia-a-dia. Três anos antes de falecer, foi submetido a uma cirurgia de catarata e recuperou-se.

No enterro do velho impressionista uma bandeira negra recobria o seu caixão, mas foi logo retirada por um amigo do pintor que a substituiu por uma cortina florida dizendo:

“Nada de preto para Monet”.

Fonte: www.caiozip.com

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Oscar Claude Monet é um famoso pintor francês nascido a 14 de Novembro de 1840, em Paris, segundo filho de Claude Adolphe Monet e Louise-Justine Aubree.

Foi o fundador do movimento Impressionista, que assim foi chamado após a pintura da sua obra: “Impression Sunrise”.

Baptizado na Notre-Dame-de-Lorette, viveu em Paris até 1844, com os seus pais e o seu irmão mais velho, Leon. A sua mãe era cantora e o seu pai possuía uma pequena loja.

Por volta de 1845 (Monet já com 5 anos de idade), o seu pai recebe uma oferta de emprego de um seu parente, que vivia em Le Havre. Claude Adolphe e a sua família mudam-se então para Le Havre, pequena vila na costa da Normandia.

Em Le Havre, Monet frequenta a escola primária e recebe uma educação clássica onde aprende Latin, Grego e frequenta a escola municipal de desenho.

Em 28 de Janeiro de 1857, morre a sua mãe, tendo ficado a cargo da sua tia.

Comeca por pintar a carvão, pequenos desenhos e caricaturas, barcos, paisagens. Normalmente estes desenhos eram pintados aos domingos, muitos deles sem data. Tornaram-se populares ao ponto de os ter começado a vender.

Foi também nesta altura que conheceu Boudin, 16 anos mais velho que Monet, ensinou-lhe algumas das técnicas de pintura, tornando-se o seu mentor. Com a direcção de Boudin, Monet pinta a sua primeira paisagem - “View from Rouelles”- , exibida em 1858 na exposição municipal em Le Havre. Esta pintura, também conhecida com “Vue des bords de la Lezarde”, pensava-se perdida, até ser decoberta cerca de 100 anos depois.

Em Abril de 1859, Monet foi para Paris para visitar o Salão de Exposição de Industria de Paris, onde estabeleceu contato com muitos outro artistas.

No mesmo ano, mas no Inverno, Monet muda-se definitivamente para Paris, para frequentar a Academia Privada Suiça, onde conhece Pissaro e Coubert. Aqui, e nesta altura, pintou várias figuras, mas nenhuma delas resistiu até hoje.

Em Junho de 1861, foi chamado para o serviço militar, cumprido na Argélia e com duração de um ano.

No ano seguinte (1862), partilha um estúdio, com o pintor suiço Charles Gleyre, onde vem a conhecer Pierre Auguste Renoir, Frederic Bazille e Alfred Sisley.

Todos os quatro tinham novos pontos de vista e todos tentavam pintar o efeito da luz, com cores contrastantes e rápidas pinceladas, mais tarde conhecido como impressionismo.

Em 1866, Monet participa no Salon com a pintura “La Femme a la Robe Verte”, pintado em quatro dias e que lhe trouxe algum sucesso e reconhecimento. Apostou forte no seu próprio projeto – “Women in the Garden”- , mas que no entanto não teve o sucesso do anterior, tendo sido rejeitado. Logo depois, a sua esposa Camille fica grávida, vindo a nescer o seu filho em 1867, de nome Jean. Foi ainda nesta altura que Monet teve de interromper os seus trabalhos no exterior, devido a problemas com a sua visão.

Durante o ano de 1869, estabeleceu-se numa vila – “Saint-Michael” – perto de Bougival onde pintou na companhia de Renoir.

Poucos trabalhos seus desta época sobreviveram, pois durante esta fase e em condições de dificuldades financeiras extremas, destruía os seus próprios trabalhos antes de serem arrancados pelos seus credores.

Tratou-se de uma fase da sua vida, em que ficou dependente das ajudas dos seus amigos. É também nesta altura, com o agudizar dos seus problemas financeiros, que Monet tenta suicidar-se.

Em 1870, casou-se com Camille Doncieux, imediatamente ante do início da guerra Franco-Prussiana. Para não ser incorporado, deixa a França, refugiando-se em Inglaterra, mais concretamente em Londres.

Em Inglaterra, conhece vários pintores: Jonh Constable e Joseph Mallord William Turner, sendo inspirado pelos seus trabalhos. É também nesta fase que conhece Pissarro. Em 1871 morre o seu pai.

Viaja até à Holanda e Bélgica, regressando depois a França, onde se instala em Argenteuil, uma pequena vila junto ao rio Sena, perto de Paris. Aqui vive até 1878. Nesta fase recebe a companhia frequente de vários seus amigos, como Renoir, Manet e Sisley.

Trata-se de um período muito importante na sua obra, o culminar do movimento impressionista, sendo alguns dos seus melhores trabalhos pintados aqui em Argenteuil.

Um dos seus mais famosos trabalhos - Impression: Soleil Levant - pintado em 1872/73, serviu de nome para todo o movimento que despontava.

Foi o crítico Louis Leroy quem pela primeira vez utilizou o termo impressionismo. Esta pintura foi exibida em 1874, pela primeira vez, no estúdio Nadar. Hoje está no Museu Marmottan – Monet, em Paris.

A Primeira exibição do impressionismo foi organizada por Manet, Degas, Cezanne, Renoir, Pissarro, Sisley e Monet, tendo sido um completo desastre. Por causa disso, voltaram os problemas financeiros e a insegurança no seio da família. Recorrendo novamente à ajuda dos seus amigos, acaba por permanecer em Argenteuil, por mais 4 anos. De forma a minimizar as dificuldades financeiras por que passava, é nesta altura que tenta vender os seus quadros no Hotel Drouot mas acaba também por fracassar.

Entre 1870 e 1880, tenta gradualmente refinar e aperfeiçoar a sua técnica de pintura efetuando, para o efeito, várias viagens por França, especialmente na costa Mediterrânica e Atlântica, de forma a melhor estudar os efeitosda luz e da cor. Nunca se deu por satisfeito.

Em 1876, conhece Ernest Hoschede, homem de negócios e colecionador e a sua mulher Alice. Ernest convida-o para o seu castelo Rottembourg, em Montgeron, tornando-se amigo da família. A família Hoschede acaba por compra alguns dos seus quadros, mas posteriormente Ernest Hoschede perde toda a sua fortuna tendo sido obrigado a vender todas as estas obras por preços muito baixos.

Em Março de 1878, nasce o seu segundo filho, Michael.

No ano seguinte, morre Camille Monet, sua esposa, com tuberculose. Alice Hoschede decide ajudar Monet, tomando conta dos seus dois filhos (Jean e Michael), em conjunto com os seus.

Em Abril de 1883, aluga uma casa em Giverny, onde irá viver por 43 anos, ou seja até á sua morte.

Muito influenciado por Manet e pelo japonismo, dedica-se à jardinagem, plantando um enorme jardim de inspiração japonesa, que lhe serviu de motivo para algumas das suas mais importantes obras, como por exemplo: The Water Lily Pool. Trabalhou nesta série de pinturas desde 1900 até à sua morte.

Foi também neste período que pintou alguns dos seus célebres conjuntos de pinturas, com o mesmo tema de fundo: Haystacks (montes de feno), Poplars (Álamos), Rio Sena, com diferentes variações de luz e a diferentes horas do dia e do ano.

Durante esta fase começa a conquistar o sucesso da crítica a ter algum retorno financeiro.

No ano de 1889 a Galeria Georges Petit expôs a maior retrospectiva do trabalho de Monet, mostrando 145 obras. Neste mesmo ano expôs com Rodin.

Por volta de 1890 compra a sua casa em Giverny, alterando o jardim, construindo estufas, o lago de nenúfars e a ponte japonesa.

Entre 1888 e 1891 pintou uma série de 25 hystacks (montes de feno), 15 destas pinturas foram expostas em Durand – Ruel, em 1891. Neste mesmo ano morre Ernest Hoschede.

Em 1892 exibe Poplars ao longo do rio Epte, em Durand Ruel.

Desde 1892 até 1898 pinta outras seis séries de obras: Rouen Cathedrals, The Houses of the Parliament, Mornings in the Seine e Water Lillies. Neste mesmo ano volta a casar, desta vez com Alice Raingo, viúva de Ernest Hoschede, com quem tinha tido um caso antes da morte da sua esposa, Camille.

Em 1900 pintou diversos pontos de vista da ponte japonesa existente no seu jardim. Entre 1899 e 1901 pinta o rio Tamisa, o parlamento e Charing Cross bridge.

Em 1904 viaja para Madrid onde se torna um admirador da obra de Velasquez.

Mesmo já velho e com a vista enfraquecida (sofria de cataratas), nunca parou de pintar. Em 1907, viaja para Veneza onde pinta importantes obras. Em Maio de 1911, morre a sua segunda esposa, em Giverny.

Em 1914 morre o seu primeiro filho e a sua cunhada vai viver com ele, olhando por ele até ao resto da sua vida.

Em 1915 constroi um espaçoso estúdio, em Giverny. Em 1923, já quase cego, continuava a pintar. Em Dezembro de 1926, morre em Giverny, com 86 anos, com cancro.

Fundador do impressionismo, Claude Monet é considerado uma das principais figuras da história da pintura. Famoso pela forma como tentava pintar as transformações da luz e da atmosfera, causadas pelas diferentes horas do dia e das estações. As suas constantes viagens, o estudo do fenomeno da luz e atmosfera, sempre cativaram a sua imaginação, na tentativa de registar de forma fiel toda essa variedade.

Monet
Claude Monet por Nickolas Muray. Este Retrato foi tirado três meses antes da sua morte.

Fonte: Condé Nast Archive

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