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Climas do Brasil

 

A maior parte do território brasileiro está localizada entre o equador e o trópico de Capricórnio, o que, aliado a um relevo de altitudes médias e a uma distribuição equilibrada de terras e águas, favorece um clima marcado pela tropicalidade. Os climas do país se enquadram nos três primeiros grupos da classificação de Köppen (grupo dos megatérmicos, dos xerófitos e dos mesotérmicos úmidos).

Os climas megatérmicos (ou tropicais chuvosos) são característicos da região Norte do Brasil, em que predominam os tipos Af (clima das florestas pluviais, com chuvas abundantes e bem distribuídas) e Am (clima das florestas pluviais, com pequena estação seca). Apresenta temperaturas anuais elevadas (24º C no baixo Amazonas), com grandes variações, e total de precipitações superior a 1.500mm ao ano.

Na região Centro-Oeste, existem duas estações bem definidas, a chuvosa (com médias inferiores a 1.500mm anuais) e a seca, o que configura o tipo climático Aw. A área submetida a esse tipo de clima engloba o planalto Central e algumas zonas entre o Norte e o Nordeste. As temperaturas são elevadas (superiores a 26º C).

O clima semi-árido, equivalente à variedade Bsh do grupo dos climas secos ou xerófitos, encontra-se no interior do Nordeste e alcança o litoral do Rio Grande do Norte e o vale médio do rio São Francisco. Apresenta temperaturas elevadas (acima de 26º C) e as chuvas são escassas (inferiores a 700mm anuais, no sertão do Nordeste) e irregulares.

Nas regiões Sudeste e Sul predominam os climas mesotérmicos úmidos, enquadrados nas variedades Cfa, Cfb, Cwa e Cwb. No Sudeste, conservam-se as características tropicais modificadas pela altitude. As temperaturas são amenas (entre 20º C e 24º C) e as chuvas (entre 1.500 e 2.000mm) são bem distribuídas em duas estações do ano, de outubro a março.

O Sul do país (de parte de São Paulo até o Rio Grande do Sul) caracteriza-se por temperaturas amenas (entre 16º C e 20º C), com chuvas que se distribuem regularmente durante todo o ano (superiores a 1.500mm).

Neves esporádicas caem sobretudo nos pontos mais elevados do planalto: São Francisco de Paula RS, Caxias do Sul RS, São Joaquim SC, Lajes SC e Palmas PR.

Fonte: www.colegiosaofrancisco.com.br

Climas do Brasil

O clima do Brasil pode ser classificado, em geral como equatorial, tropical e subtropical, mas dentro do território brasileiro há muitas diferenças quanto ao clima em mesmas regiões.

Para um estudo mais preciso do clima do Brasil é necessária uma classificação mais especifica.

Atualmente a melhor classificação é a de Koppen que leva em conta fatores como relevo, regime de chuvas, temperatura entre outros e representa com letras características de temperatura e regime de chuvas nas diversas estações do ano.

Na visão global, o Brasil esta localizado em duas áreas climáticas. 92% do território esta acima do trópico de capricórnio, sendo então da zona tropical.

Apenas a região sul e o sul de São Paulo se localiza na zona temperada.

Outro fator marcante do Brasil é seu grande e extenso litoral, fazendo assim um país bastante úmido. Ou seja, basicamente o Brasil é um país quente e úmido, mas logicamente nem todos lugares do território nacional é assim.

Veja abaixo um mapa de classificação mais precisa, feita por Koppen - Geiger:

Climas do Brasil

Am: Temperaturas elevadas e pluviosidade elevada.As médias de temperatura são maiores que 22°C em todos os meses e as mínimas no mês mais frio são maiores que 20°C.
Aw:
Temperaturas elevadas com chuva no verão e seca no inverno. As médias de temperatura dos meses é maior que 20°C e no mês mais frio do ano as mínimas são menores que 18°C.
Aw´: Temperatura elevada com chuva no verão e outono. Temperatura sempre maior que 20°C.
Cwa:
Temperaturas moderadas com verão quente e chuvoso. No mês mais frio a média de temperatura é menor que 20°C.
Cfa:
Temperatura moderada com chuvas bem distribuídas e verão quente. Nos meses de inverno há ocorrência de geadas sendo a média de temperatura neste período inferior a 16°C. No mês mais quente as máximas são maiores que 30°C.
Af:
Temperatura elevada sem estação seca. Temperaturas sempre maiores que 20°C.
As:
Chuva de inverno e outono com temperaturas elevadas sempre maiores que 20°C.
BSh:
Temperaturas altas com chuvas escassas no inverno. Temperaturas maiores que 22°C.
Cwb:
Verão brando e chuvoso com temperatura moderada. Há geadas no inverno e as médias de temperatura no inverno e outono é inferior a 18°C com temperaturas mínimas inferior a 12°C.
Cfb:
Temperatura moderada com chuva bem distribuída e verão brando. Podem ocorrer geadas, tanto no inverno como no outono. As médias de temperatura são inferiores a 20°C, exceto no verão. No inverno média inferior a 14°C como mínimas inferiores a 8°C.

Temperatura média anual

Climas do Brasil

Tais características de temperatura e chuvas se devem bastante pelo relevo e pela latitude do Brasil. A maior parte do país esta a uma altitude entre 200 e 1000 metros, não muito alto e há raras localidades com altitude superior a 2000 metros. A latitude baixa também influência.

O local mais extremo do país (Chui RS) esta a um latitude inferior a S 35°, por isso não observa-se temperaturas muito baixas e climas rigorosos. Esta associação do relevo, com a latitude e a maritimidade ainda com um movimento de massas de ar benéficas, em sua maioria, dá ao país este clima invejado pelas pessoas de outros países.

Vegetação

Em razão do clima brasileiro a vegetação é diversificada e muito rica. A floresta Amazônica e o Pantanal são sem duvida nenhuma as mais imponentes do Brasil tendo destaque internacionalmente como reservas biológicas. Assim como estas, a Mata Atlântica é rica em biodiversidade, mas foi largamente devastada e hoje sobra pouco dela. Estes três tipos de vegetação são heterogenias de clima quente e úmido com grande riqueza animal e vegetal. Diferente destas, na região sul se encontra a Mata das Araucárias, uma espécie de clima subtropical e mais resistente a temperaturas baixas. Por exemplo a Bananeira não resiste a temperaturas inferior a 6°C, já as Araucárias suportam temperaturas inferiores a 0°C.

Esta mata é mais homogenia e conta com o Pinheiro do Paraná (Araucária) e em volta com algumas espécies de ervas, por isso se caracteriza por menor diversidade vegetal.

O cerrado é o maior domínio vegetal brasileiro. É um tipo de vegetação com arvores de baixo porte, galhos retorcidos e o chão coberto por gramíneas. Muito presente na região Centro-Oeste em especial. Por muitos anos a imagem do cerrado não era boa, pois era vista como um tipo de vegetação pobre e com baixa diversidade de vegetais. Mas não é bem assim, pois seu solo é rico, as paisagens do cerrado são bastante usadas para o turismo pela beleza e varias espécies animais tem como seu habitat.

O litoral brasileiro é, desde o Rio de Janeiro, formado por coqueiros e outros tipos típicas do litoral. Esta riqueza de vegetação da ao Brasil o titulo de uma das regiões do mundo com maior riqueza e biodiversidade vegetal.

Fonte: www.climabrasileiro.hpg.ig.com.br

Climas do Brasil

Em conseqüência de fatores variados, a diversidade climática do território brasileiro é muito grande. Dentre eles, destaca-se a fisionomia geográfica, a extensão territorial, o relevo e a dinâmica das massas de ar. Este último fator é de suma importância porque atua diretamente tanto na temperatura quanto na pluviosidade, provocando as diferenciações climáticas regionais. As massas de ar que interferem mais diretamente são a equatorial (continental e atlântica), a tropical (continental e atlântica) e a polar atlântica.

O Brasil apresenta o clima super-úmido com características diversas, tais como o super-úmido quente (equatorial), em trechos da região Norte; super-úmido mesotérmico (subtropical), na Região Sul do Brasil e sul de São Paulo, e super-úmido quente (tropical), numa estreita faixa litorânea de São Paulo ao Rio de Janeiro, Vitória, sul da Bahia até Salvador, sul de Sergipe e norte de Alagoas.

O clima úmido, também com várias características: clima úmido quente (equatorial), no Acre, Rondônia, Roraima, norte de Mato Grosso, leste do Amazonas, Pará, Amapá e pequeno trecho a oeste do Maranhão; clima úmido subquente (tropical), em São Paulo e sul do Mato Grosso do Sul, e o clima úmido quente (tropical), no Mato Grosso do Sul, sul de Goiás, sudoeste e uma estreita faixa do oeste de Minas Gerais, e uma faixa de Sergipe e do litoral de Alagoas à Paraíba.

O clima semi-úmido quente (tropical), corresponde à área sul do Mato Grosso do Sul, Goiás, sul do Maranhão, sudoeste do Piauí, Minas Gerais, uma faixa bem estreita a leste da Bahia, a oeste do Rio Grande do Norte e um trecho da Bahia meridional.

O clima semi-árido, com diversificação quanto à umidade, correspondendo a uma ampla área do clima tropical quente. Assim, tem-se o clima semi-árido brando, no nordeste do Maranhão, Piauí e parte sul da Bahia; o semi-árido mediano, no Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e interior da Bahia; o semi-árido forte, ao norte da Bahia e interior da Paraíba, e o semi-árido muito forte, em pequenas porções do interior da Paraíba, de Pernambuco e norte da Bahia.

Apesar de variado, o clima no Brasil é relativamente estável, sem a ocorrência de grandes catástrofes meteorológicas, entretanto, um raro ciclone ocorreu em 2004 entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, ficando conhecido como Furacão Catarina.

A maior temperatura registrada no Brasil foi 44,7°C em Bom Jesus, Piauí, em 21 de novembro de 2005, superando o recorde de Orleans, Santa Catarina, de 44,6°C, de 6 de janeiro de 1963. Já a menor temperatura registrada foi de -17,8°C no Morro da Igreja, em Urubici, Santa Catarina, em 29 de junho de 1996, superando o recorde do município de Caçador, no mesmo estado, de -14°C, no inverno de 1975.

É interessante salientar que os municípios catarinenses de Urubici (detentor do atual recorde nacional de temperatura mais baixa, no Morro da Igreja) e Orleans (antigo detentor do recorde de temperatura mais alta no Brasil) fazem fronteira entre si.

Fonte: www.brazil.ru

Climas do Brasil

Clima é diferente de tempo, pois o primeiro é sucessão habitual dos tempos e o segundo é estado momentâneo da atmosfera.

Clima Brasileiro

Clima Equatorial (Amazônia)

Nível de Chuva Alto e constante
Alta temperatura durante todo o ano
Chuvas de Convexão

Obs.: A Friagem é provocada pela massa polar atlântica e atua principalmente no inverno (Amazônia).

Clima Subtropical (Região Sul)

Mesotérmico: Temperatura média devido a passagem de massa fria e quente, esse encontro provoca chuvas)
Chuvas bem distribuídas ao longo do ano (sempre úmido)
Chuvas Frontais: Resulta do encontro das massas quentes e frias
Grande amplitude térmica

Clima Tropical

Clima Semi-Árido:

Sertão Nordestino
Secas prolongadas
Chuvas curtas e torrenciais

Causas da seca:

Rios abertos para o mar
Solo impermeável (Solo não absorve a água)
Chapada da Borborema ( impede a passagem de massa úmidas)

Clima Tropical de Altitude

Sudeste
Mesotérmico, úmido
Chuvas Torrenciais
Chuvas orográficas ou de relevo ( é resultante do relevo, geralmente a orográfica é mais torrencial)

Tropical Semi-Úmido

Predomina no Brasil
Quente e úmido com chuvas de verão
Possui duas estações: a seca (no inverno) e a chuva (no verão)

Obs.: No nordeste é ao contrário, as chuvas predominam no inverno

Fonte: www.ficharionline.com

Climas do Brasil

O Brasil ocupa uma área de 8,5 milhõesde km²

Desse total, cerca de 90% está localizada entre os trópicos de Câncer e Capricórnio.

Daí o termo país tropical. Algumas características do clima tropical estão presentes em grande parte do território brasileiro: temperatura média elevada, muita chuva durante o ano e formações vegetais típicas, como florestas fechadas e cerrados. Isso não quer dizer que o clima do Brasil é uniforme.

Influência geográfica

Muitos fatores geográficos determinam o clima do Brasil. Entre os principais, estão a altitude (quanto mais alto, mais frio), o relevo (quanto mais plano o terreno, mais fácil é a passagem dos ventos), a cobertura vegetal (quanto mais ampla, maior é a umidade) e a latitude (quanto mais longe da linha do Equador, menor é a temperatura). Alguns cientistas afirmam que até mesmo as atividades humanas são capazes de modificar o clima. Ao desmatar uma floresta, por exemplo, o homem pode alterar as condições climáticas de uma região.

Variedade climática

O Brasil apresenta seis tipos de clima.

Equatorial úmido

As temperaturas são altas o ano todo. As chuvas são abundantes e bem distribuídas nos 12 meses. Esses fatores, mais o fenômeno da evapotranspiração, garantem a umidade constante na região.

Na Floresta Amazônica, predomina o clima equatorial, com temperaturas médias de 28 ºC e pluviosidade anual acima de 2.500 mm. Na área da Amazônia com clima equatorial semi-úmido, chove menos

Você sabia?

A Floresta Amazônica influencia não só o clima local, mas também o de outras regiões distantes. A América do Norte, por exemplo, recebe vapor d'água gerado na Amazônia e que é carregado pelos ventos.

A umidade transportada por centenas de quilômetros funciona como reguladora do clima da região.

Equatorial semi-úmido

O clima equatorial semi-úmido diferencia-se do equatorial úmido pela média pluviométrica mais baixa e pela presença de duas estações definidas: a chuvosa, com maior duração, e a seca.

Tropical

A maior parte do território brasileiro apresenta clima tropical. As temperaturas são altas - média de 25 ºC -e há uma clara distinção entre a temporada seca (inverno) e a chuvosa (verão).

Semi-árido

Nas regiões de clima semi-árido, as chuvas são escassas e irregulares: chove menos de 600 mm anuais. As temperaturas são altas o ano todo, ficando em torno de 26 ºC. A caatinga é a vegetação típica desse tipo de clima.

Tropical de altitude

No clima tropical de altitude, a média de temperaturas - em torno de 18 ºC - é mais baixa do que no tropical. O índice de pluviosidade é influenciado pela proximidade do oceano. As chuvas se concentram no verão.

Subtropical

As regiões de clima subtropical apresentam grande variação de temperatura entre verão e inverno. As chuvas são bem distribuídas durante o ano e não há uma estação seca.

GLOSSÁRIO

Caatinga: vegetação adaptada às áreas semi-áridas (arbustos e árvores espinhosas).
Evapotranspiração: fenômeno que combina a transpiração vegetal com a evaporação da umidade das folhas.
Média pluviométrica: média da quantidade de chuva durante um ano.

Fonte: www.cptec.inpe.br

Climas do Brasil

Características gerais

Em consequência de fatores variados, a diversidade climática do território brasileiro é muito grande. Dentre eles, destaca-se a fisionomia geográfica, a extensão territorial, o relevo e a dinâmica das massas de ar. Este último fator é de suma importância porque atua diretamente tanto na temperatura quanto na pluviosidade, provocando as diferenciações climáticas regionais.

As massas de ar que interferem mais diretamente são a equatorial (continental e atlântica), a tropical (continental e atlântica) e a polar atlântica.

O Brasil apresenta:

a) clima super-úmido com características diversas, tais como o super-úmido quente (equatorial), em trechos da região Norte; super-úmido mesotérmico (subtropical), no norte do Paraná e sul de São Paulo, e super-úmido quente (tropical), numa estreita faixa litorânea de São Paulo ao Rio de Janeiro, Vitória, sul da Bahia até Salvador, sul de Sergipe e norte de Alagoas.
b)
 clima úmido, também com várias características: clima úmido quente (equatorial), no Acre, Rondônia, Roraima, norte de Mato Grosso, leste do Amazonas, Pará, Amapá e pequeno trecho a oeste do Maranhão; clima úmido subquente (tropical), em São Paulo e sul do Mato Grosso do Sul, e o clima úmido quente (tropical), no Mato Grosso do Sul, sul de Goiás, sudoeste e uma estreita faixa do oeste de Minas Gerais, e uma faixa de Sergipe e do litoral de Alagoas à Paraíba.
c)
 clima semi-úmido quente (tropical), corresponde à área sul do Mato Grosso do Sul, Goiás, sul do Maranhão, sudoeste do Piauí, Minas Gerais, uma faixa bem estreita a leste da Bahia, a oeste do Rio Grande do Norte e um trecho da Bahia meridional.
d)
 clima semi-árido, com diversificação quanto à umidade, correspondendo a uma ampla área do clima tropical quente. Assim, tem-se o clima semi-árido brando, no nordeste do Maranhão, Piauí e parte sul da Bahia; o semi-árido mediano, no Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e interior da Bahia; o semi-árido forte, ao norte da Bahia e interior da Paraíba, e o semi-árido muito forte, em pequenas porções do interior da Paraíba, de Pernambuco e norte da Bahia.
e)
 clima mesotérmico, tipo temperado, domina praticamente toda a Região Sul.

Características regionais

Quanto ao regime térmico, a região Norte do Brasil apresenta clima quente com temperatura média anual variando entre 24° e 26°C na maior parte do ano. Nas áreas serranas as médias anuais são inferiores a 24°C e ao longo do baixo e médio Amazonas as médias ultrapassam os 26°C. No que diz respeito à pluviosidade, não há uma distribuição espacial homogênea como acontece com a temperatura. O total pluviométrico anual excede os 3.000 mm na foz do rio Amazonas, no litoral do Pará e a ocidente da região; já o corredor menos chuvoso, com total pluviométrico anual de 1500 a 1.700 mm, encontra-se na direção noroeste-sudeste de Roraima e leste do Pará.

Região Nordeste

O Nordeste do Brasil, em relação ao regime térmico, apresenta temperaturas elevadas cuja média anual varia de 20° a 28°C. Nas áreas situadas acima de 200m e no litoral oriental as temperaturas variam de 24° a 26°C. As médias anuais inferiores a 20°C encontram-se nas áreas mais elevadas da chapada Diamantina e da Borborema. A distribuição da pluviosidade da região nordeste é muito complexa, não só em relação ao período de ocorrência (três meses, podendo às vezes nem existir), como em seu total anual, que varia de 300 a 2.000 mm. Quanto ao período de ocorrência, o máximo ocorre no outono-inverno e o mínimo na primavera-verão, ao longo do litoral oriental e na encosta do planalto do Rio Grande do Norte à Bahia.

Região Sudeste

O clima dessa região é bastante diversificado no que diz respeito à temperatura, em função de três fatores principais: a posição latitudinal, a topografia acidentada e a influência dos sistemas de circulação perturbada.

Corresponde a uma faixa de transição entre climas quentes das baixas latitudes e os climas mesotérmicos das latitudes médias, mas suas características mais fortes são de clima tropical. A temperatura média anual está entre 20°C na divisa entre São Paulo e Paraná, a 24°C ao norte de Minas Gerais. Nas áreas mais elevadas das serras do Espinhaço, Mantiqueira e do Mar, a média chega a ser inferior a 18°C.

A pluviosidade é tão importante quanto a temperatura, com predominância de duas áreas bastante chuvosas: a primeira acompanha o litoral e a Serra do Mar e a outra vai do oeste de Minas Gerais até o município do Rio de Janeiro. A pluviosidade nessas áreas é sempre superior a 1.500 mm. Na Serra da Mantiqueira as chuvas ultrapassam 1.750 mm e no alto do Itatiaia alcançam 2.398 mm. Em São Paulo, na Serra do Mar, chove em média mais de 3.600 mm. Já foi registrado o máximo de chuva no país (4.457,8 mm), próximo a Paranapiacaba. No restante da região Sudeste, a pluviosidade atinge os 1.500 mm e nos vales do Jequitinhonha e Doce cerca de 900 mm.

Região Sul

Além do relevo e da posição geográfica, os sistemas de circulação atmosférica influenciam bastante na caracterização climática da região Sul que apresenta duas características próprias: a primeira é a homogeneidade quanto as chuvas e seu regime, e a outra a unidade climática. Em relação às temperaturas, o inverno é frio e o verão quente. A temperatura média anual fica entre 14° e 22°C e nos locais acima de 1.100 m, cerca de 10°C. No verão, nos vales dos rios Paranapanema, Paraná, Ibicuí e Jacuí, a média de temperatura é acima de 24°C e nas áreas mais elevadas é inferior a 20°C.

Nas áreas baixas as temperaturas máximas chegam a alcançar 40°C, ultrapassando esses valores nos vales acima referidos e no litoral. No inverno, a temperatura média oscila entre 10° e 15°C, exceto nos vales do Paranapanema-Paraná, Ribeira do Iguape, litoral do Paraná e Santa Catarina, onde as médias oscilam entre 15° e 18°C. A pluviosidade média anual situa-se entre 1.250 e 2.000 mm, excetuando-se o litoral do Paraná e o oeste de Santa Catarina, onde vai além de 2.000 mm. Numa pequena área litorânea de Santa Catarina e no norte do Paraná, a média anual de chuva é inferior a 1.250 mm.

Centro-Oeste

A região é bastante diversificada quanto à temperatura, em consequência do relevo, extensão longitudinal, continentalidade e circulação atmosférica. Já em relação à pluviosidade é mais homogênea. Nos extremos norte e sul da área, a temperatura média anual é de 22°C; nas chapadas situa-se entre 20° e 22°C. O inverno é brando, com ocorrência de temperaturas baixas em função da "friagem" (invasão de ar polar). A temperatura média do mês mais frio situa-se entre 15° e 24°C. A pluviosidade na região depende quase exclusivamente do sistema da circulação atmosférica.

A média anual de chuvas varia entre 2000 e 3.000 mm ao norte de Mato Grosso e vai diminuindo para leste e sul, chegando a alcançar 1.500 mm a leste de Goiás e 1.250 mm no Pantanal Mato-Grossense. Apesar dessa diferença, a região tem bom índice de pluviosidade. A predominância de chuvas ocorre no verão, pois mais de 70% do total das chuvas caem entre novembro e março. O inverno é muito seco e as chuvas são raras. À medida que se caminha para o interior o período da estação seca cresce, chegando até quatro meses.

Fonte: www.kippenhan.net

Climas do Brasil

Resumo: muitas pessoas confundem clima com o tempo. Mas será que há diferença entre os dois? É o que veremos nesta lição, bem como os fatores que influenciam o clima e os seus elementos. Também será mostrado uma visão geral dos principais climas do mundo.

O Clima

O clima pode ser definido como sendo o comportamento da atmosfera ao longo do ano, é constante, em um ponto qualquer da superfície da Terra. O clima não pode ser confundido com o tempo.

Por exemplo: se dizemos que o dia ontem estava quente, estamos nos referindo ao tempo. Mas, se dissermos que na Amazônia o tempo é quente e úmido o ano inteiro, estamos nos referindo ao clima da região. O tempo portanto, é algo passageiro, é como o ar está naquele momento.

CLIMA DO BRASIL

O Brasil, dada sua vasta extensão territorial, de dimensões continentais, possui uma tipologia climática variada. Além de sua extensão, outros fatores influentes nos diversos climas brasileiros são as condições de temperatura, altitude, pressão e proximidade com o oceano. Esta grande diferenciação climática do país resulta, por sua vez, em paisagens vegetais bastante variadas, o que faz do Brasil um dos países detentores do ecossistema mais variado e complexo no mundo.

O território brasileiro está dividido em faixas climáticas: 92% do território localiza-se entre a linha do Equador e o Trópico de Capricórnio. Portanto, pode-se dizer que o clima brasileiro é predominantemente tropical, ainda apresentando faixas equatoriais e sub-tropicais (zonas temperadas) distribuídos entre os 8% restantes do território. A predominância de altitudes mais baixas ao longo do território nacional acarretam em temperaturas mais elevadas. as temperaturas médias predominantes são superiores a 20 C.

Entendendo o clima

O extenso território brasileiro, a diversidade de formas de relevo, a altitude e dinâmica das correntes e massas de ar, possibilitam uma grande diversidade de climas no Brasil. Atravessado na região norte pela Linha do Equador e ao sul pelo Trópico de Capricórnio, o Brasil está situado, na maior parte do território, nas zonas de latitudes baixas -chamadas de zona intertropical- nas quais prevalecem os climas quentes e úmidos, com temperaturas médias em torno de 20 ºC.

A amplitude térmica - diferenças entre as temperaturas mínimas e máximas no decorrer do ano - é baixa, em outras palavras: a variação de temperatura no território brasileiro é pequena.

Os tipos de clima do Brasil

Para classificar um clima, devemos considerar a temperatura, a umidade, as massas de ar, a pressão atmosférica, correntes marítimas e ventos, entre muitas outras características. A classificação mais utilizada para os diferentes tipos de clima do Brasil assemelha-se a criada pelo estudioso Arthur Strahler, que se baseia na origem, natureza e movimentação das correntes e massas de ar.

Os tipos de clima A classificação de um clima depende de diversos fatores, como a temperatura, a umidade, as massas de ar, a pressão atmosférica, as correntes marítimas e ventos, entre outros. A classificação mais utilizada para os diferentes tipos de clima do Brasil assemelha-se à criada por Arthur Strahler, se baseando na origem, natureza e movimentação das correntes e massas de ar. Sabe-se que as massas de ar que interferem mais diretamente são a equatorial (continental e atlântica), a tropical (continental e atlântica) e a polar atlântica. Dessa forma, são verificados no país desde climas superúmidos quentes, provenientes das massas equatoriais, como é o caso de grande parte da região Amazônica, até climas semi-áridos muito fortes, próprios do sertão nordestino.

Temos então, como principais tipos climáticos brasileiros:

Subtropical
Semi-árido
Equatorial úmido
Equatorial semi-úmido
Tropical
Tropical de altitude

De acordo com essa classificação, os tipos de clima do Brasil são os seguintes:

Clima subtropical

As regiões que possuem clima subtropical apresentam grande variação de temperatura entre verão e inverno, não possuem uma estação seca e as chuvas são bem distribuídas durante o ano. É um clima característico das áreas geográficas a sul do Trópico de Capricórnio e a norte do Trópico de Câncer, com temperaturas médias anuais nunca superiores a 20ºC. A temperatura mínima do mês mais frio nunca é menor que 0ºC. Clima semi-árido O clima semi-árido, presente nas regiões Nordeste e Sudeste, apresenta longos períodos secos e chuvas ocasionais concentradas em poucos meses do ano. As temperaturas são altas o ano todo, ficando em torno de 26 ºC. A vegetação típica desse tipo de clima é a caatinga.

Clima equatorial úmido

Este tipo de clima apresenta temperaturas altas o ano todo. As médias pluviométricas são altas, sendo as chuvas bem distribuídas nos 12 meses, e a estação seca é curta. Aliando esses fatores ao fenômeno da evapotranspiração, garante-se a umidade constante na região. É o clima predominante no complexo regional Amazônico. Clima equatorial semi-úmido Em uma pequena porção setentrional do país, existe o clima equatorial semi-úmido, que também é quente, mas menos chuvoso. Isso ocorre devido ao relevo acidentado (o planalto residual norte-amazônico) e às correntes de ar que levam as massas equatoriais para o sul, entre os meses de setembro a novembro.

Este tipo de clima diferencia-se do equatorial úmido por essa média pluviométrica mais baixa e pela presença de duas estações definidas: a chuvosa, com maior duração, e a seca. Clima tropical Presente na maior parte do território brasileiro, este tipo de clima caracteriza-se pelas temperaturas altas.

As temperaturas médias de 18 °C ou superiores são registradas em todos os meses do ano. O clima tropical apresenta uma clara distinção entre a temporada seca (inverno) e a chuvosa (verão). O índice pluviométrico é mais elevado nas áreas litorâneas. Clima tropical de altitude Apresenta médias de temperaturas mais baixas que o clima tropical, ficando entre 15º e 22º C. Este clima é predominante nas partes altas do Planalto Atlântico do Sudeste, estendendo-se pelo centro de São Paulo, centro-sul de Minas Gerais e pelas regiões serranas do Rio de Janeiro e Espírito Santo. As chuvas se concentram no verão, sendo o índice de pluviosidade influenciado pela proximidade do oceano.

Fonte: paraiso.etfto.gov.br

Climas do Brasil

Apesar de sua grande extensão, quase todo o país encontra-se inserido na zona intertropical (zona compreendida entre os trópicos de Câncer, ao norte, e o de Capricórnio, ao sul), em torno do Equador, e não apresenta grandes cadeias montanhosas que modifiquem os valores médios do clima zonal. A continentalidade não é um fator relevante, já que a extensa massa florestal da Amazônia supre a escassez de massas de ar úmido provenientes do mar.

Os climas dominantes do Brasil são o clima equatorial úmido e o clima tropical seco e úmido. O centro de ação dominante é a posição da zona de convergência intertropical (ZCIT) e os ventos alísios (ventos permanentes) que a acompanham, tanto ao norte quanto ao sul. Ao extremo sul encontra-se o clima subtropical úmido, e a ação do anticiclone subtropical do Atlântico sul.

O Brasil, tomado em geral, é um país chuvoso. A temporada de chuvas depende da região, uma vez que o país estende-se ao norte e ao sul do Equador, ainda que a maior parte de seu território encontre-se no Hemisfério Sul. No norte, as chuvas duram de janeiro a abril, no noroeste de abril a julho e no sul de novembro a março.

A faixa atlântica é a mais chuvosa, com médias que vão acima dos 1.200 mm anuais, distribuídas de forma desigual, no entanto. Nas depressões do nordeste, desde o vale do rio São Francisco até o norte de Minas Gerais, as precipitações decaem para menos de 800 mm, e são particularmente irregulares e torrenciais.

Ao sul do trópico de Capricórnio, as temperaturas médias decaem. Nas áreas mais elevadas, o verão é suave, e o inverno rigoroso, com precipitações nivais ocasionais. As chuvas são muito abundantes, entre 1.500 e 2.000 mm, e uniformemente distribuídas.

O clima equatorial estende-se por todo o norte e a bacia do Amazonas: estados de Amazonas, Acre, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e Amapá. O clima tropical se estende por toda a região nordeste, sendo que no centro dessa região está o clima semi-árido, com chuvas esparsas distribuídas muito desigualmente durante o ano.

O clima tropical seco e úmido estende-se por toda a região Centro-Oeste, que compreende os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás e o Distrito Federal; e a região sudeste, estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. O período de chuvas é maior que o período seco, mas há uma estação seca bem diferenciada.

O clima subtropical úmido estende-se pelos estados de Santa Catarina, Paraná e Río Grande do Sul. Nos meses mais frios e nas serras chegam a dar-se geadas.

Entre os principais elementos que, combinados, determinam os climas do Brasil estão a pressão atmosférica (ventos e massas de ar), a umidade (chuvas) e as temperaturas. O mecanismo das massas de ar são o principal fator determinante dos tipos climáticos brasileiros, pois podem mudar bruscamente o tempo nas áreas onde atuam. O Brasil sofre a influência de praticamente todas as massas que atuam na América do Sul, exceto as que se originam no Oceano Pacífico, já os Andes barram sua entrada para dentro do continente. São cinco as massas de ar que atuam no País; duas continentais (provenientes do continente, logo secas) e três atlânticas (provenientes do Atlântico, logo úmidas). Quatro são quentes, e apenas uma é fria. Duas delas originam-se nas proximidades da linha do Equador, duas na área tropical e uma provém do pólo Sul.

São elas:

Massa equatorial continental (mEc) - Originária da Amazônia ocidental - área de baixa latitude e muitos rios. É uma massa de ar quente, úmido e instável. Atinge praticamente todas as regiões durante o verão no hemisfério sul, provocando chuvas. No inverno, a mEc recua e sua ação fica restrita à Amazônia ocidental.
Massa tropical atlântica (mTa) 
- Também de ar quente e úmido, origina-se no atlântico sul. Atua na faixa litorânea e é praticamente constante durante todo o ano. No inverno, a mTa encontra a única massa de ar frio atuante no Brasil, a mPa, cujo encontro provoca as chuvas frontais do litoral nordestino. No Sul e Sudeste, o encontro da mTa com as área elevadas da serra do Mar provocam as chuvas orográficas.
Massa polar atlântica (mPa) 
- De ar frio e úmido. Atua principalmente no inverno. Em virtude das baixas altitudes da área central do território brasileiro (planaltos rebaixados), no inverno essa massa chega a atingir a Amazônia ocidental, e provoca baixa de temperaturas. Como dito acima, essa massa encontra a mTa no litoral do Nordeste no inverno, provocando as chuvas frontais.
Massa equatorial atlântica (mEa) -
 Massa de ar quente e úmido. Atua principalmente durante a primavera e o verão no litoral do Norte e Nordeste. Conforme avança para dentro do país, perde a umidade.
Massa tropical continental (mTc) -
Origina-se na região do Chaco, Paraguai, que é uma zona de altas temperaturas e pouca umidade, que a torna a única massa de ar quente e seco. Também provoca um bloqueio que detém as massas de ar frio, mormente nos meses de maio e junho.

Apesar de nosso país apresentar médias anuais pluviométricas em torno de 1 000 mm, as chuvas não se distribuem de forma igualitária por toda sua extensão.

Áreas como alguns trechos da Amazônia, o litoral sul da Bahia e o trecho paulista da serra do Mar recebem mais de 2 000 mm de chuvas por ano. No oposto está o sertão nordestino, com totais muito abaixo da média do País.

Em quase 95% do nosso território tem-se temperaturas médias superiores a 18ºC, como decorrência da tropicalidade.

O comportamento das temperaturas também está sujeito à influência de outros fatores que não a latitude (distância maior ou menor do Equador): a altitude, a continentalidade e as correntes marítimas.

Quanto maior a altitude, mais frio é o local. Como o terreno do Brasil é de baixas altitudes, esse fator não exerce grande influência na configuração climática. São exceções Campos de Jordão, em São Paulo, e Garanhuns, Pernambuco. No que se refere à latitude, pode-se afirmar que sua influência é maior. Cidades próximas à linha do Equador têm amplitudes térmicas (diferença entre a maior e a menor temperatura registradas em períodos diversos) menores e temperaturas mais altas que as cidades mais afastadas.

Quanto mais próxima do mar (maritimidade), menor a amplitude térmica de uma cidade, i.e., mais constantes são suas temperaturas. Por conseguinte, quanto mais afastada do mar (continentalidade), maior amplitudes térmicas apresenta o local, uma vez que o mar não pode exercer seu efeito regulador.

O Brasil sofre a influência de duas correntes marítimas quentes: a corrente do Brasil (sentido sul) e a corrente das Guianas (sentido norte), que contribuem para o estabelecimento de climas quentes.

Fonte: oguiageografico.wordpress.com

Climas do Brasil

A localização de 92% do território brasileiro na zona intertropical e as baixas altitudes do relevo explicam a predominância de climas quentes, com médias de temperatura superiores a 20º C .

Os tipos de clima presentes no Brasil são: equatorial, tropical, tropical de altitude, tropical atlântico, semi-árido e subtropical.

O clima equatorial domina a região amazônica e se caracteriza por temperaturas médias entre 24º C e 26º C e amplitude térmica anual (diferença entre a máxima e a mínima registrada durante um ano) de até 3º C. As chuvas são abundantes (mais de 2.500 mm/ano) e regulares, causadas pela ação da massa equatorial continental. No inverno, a região pode receber frentes frias originárias da massa polar atlântica. Elas são as responsáveis pelo fenômeno da friagem, a queda brusca na temperatura, que pode chegar a 10º C.

Extensas áreas do planalto central e das regiões Nordeste e Sudeste são dominadas pelo clima tropical. Nelas, o verão é quente e úmido e o inverno, frio e seco.

As temperaturas médias excedem os 20º C, com amplitude térmica anual de até 7º C. As chuvas variam de 1.000 a 1.500 mm/ano.

O tropical de altitude predomina nas partes altas do Planalto Atlântico do Sudeste, estendendo-se pelo norte do Paraná e sul do Mato Grosso do Sul. Apresenta temperaturas médias entre 18º C e 22º C e amplitude térmica anual entre 7º C e 9º C. O comportamento pluviométrico é igual ao do clima tropical. As chuvas de verão são mais intensas devido à ação da massa tropical atlântica. No inverno, as frentes frias originárias da massa polar atlântica podem provocar geadas.

A faixa litorânea que vai do Rio Grande do Norte ao Paraná sofre atuação do clima tropical atlântico. As temperaturas variam entre 18º C e 26º C, com amplitudes térmicas crescentes conforme se avança para o sul. Chove cerca de 1.500 mm/ano. No litoral do Nordeste, as chuvas intensificam-se no outono e no inverno. Mais ao sul, são mais fortes no verão.

O clima semi-árido predomina nas depressões entre planaltos do sertão nordestino e no trecho baiano do vale do Rio São Francisco . Suas características são temperaturas médias elevadas, em torno de 27º C, e amplitude térmica em torno de 5º C. As chuvas, além de irregulares, não excedem os 800 mm/ano, o que leva às "secas do Nordeste", os longos períodos de estiagem.

O clima subtropical predomina ao sul do Trópico de Capricórnio, compreendendo parte de São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul e os Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Caracteriza-se por temperaturas médias inferiores a 18º C, com amplitude térmica entre 9º C e 13º C. Nas áreas mais elevadas, o verão é suave e o inverno frio, com nevascas ocasionais. Chove entre 1.500 mm e 2.000 mm/ano, de forma bem distribuída ao longo das estações.

Fonte: www.guianet.com.br

Climas do Brasil

O Brasil, pelas suas dimensões continentais, possui uma diversificação climática bem ampla, influenciada pela sua configuração geográfica, sua significativa extensão costeira, seu relevo e a dinâmica das massas de ar sobre seu território. Esse último fator assume grande importância, pois atua diretamente sobre as temperaturas e os índices pluviométricos nas diferentes regiões do país.

Em especial, as massas de ar que interferem mais diretamente no Brasil, segundo o Anuário Estatístico do Brasil, do IBGE, são a Equatorial, tanto Continental como Atlântica; a Tropical, também Continental e Atlântica; e a Polar Atlântica, proporcionando as diferenciações climáticas.

Nessa direção, são verificados no país desde climas superúmidos quentes, provenientes das massas Equatoriais, como é o caso de grande parte da região Amazônica, até climas semi-áridos muito fortes, próprios do sertão nordestino.O clima de uma dada região é condicionado por diversos fatores, dentre eles pode-se citar temperatura, chuvas, umidade do ar, ventos e pressão atmosférica, os quais, por sua vez, são condicionados por fatores como altitude, latitude, condições de relevo, vegetação e continentalidade.

De acordo com a classificação climática de Arthur Strahler, predominam no Brasil cinco grandes climas, a saber:

Clima equatorial úmido da convergência dos alísios, que engloba a Amazônia;
Clima tropical alternadamente úmido e seco, englobando grande parte da área central do país e litoral do meio-norte;
Clima tropical tendendo a ser seco pela irregularidade da ação das massas de ar, englobando o sertão nordestino e vale médio do rio São Francisco; e
Clima litorâneo úmido exposto às massas tropicais marítimas, englobando estreita faixa do litoral leste e nordeste;
Clima subtropical úmido das costas orientais e subtropicais, dominado largamente por massa tropical marítima, englobando a Região Sul do Brasil.

Quanto aos aspectos térmicos também ocorrem grandes variações. Como pode ser observado no mapa das médias anuais de temperatura a seguir, a Região Norte e parte do interior da Região Nordeste apresentam temperaturas médias anuais superiores a 25oC, enquanto na Região Sul do país e parte da Sudeste as temperaturas médias anuais ficam abaixo de 20oC.

De acordo com dados da FIBGE, temperaturas máximas absolutas, acima de 40oC, são observadas em terras baixas interioranas da Região Nordeste; nas depressões, vales e baixadas do Sudeste; no Pantanal e áreas rebaixadas do Centro-Oeste; e nas depressões centrais e no vale do rio Uruguai, na Região Sul. Já as temperaturas mínimas absolutas, com frequentes valores negativos, são observadas nos cumes serranos do sudeste e em grande parte da Região Sul, onde são acompanhadas de geadas e neve.

Região Norte

A região Norte do Brasil compreende grande parte da denominada região Amazônica, representando a maior extensão de floresta quente e úmida do planeta.

A região é cortada, de um extremo a outro, pelo Equador e caracteriza-se por baixas altitudes (0 a 200 m). São quatro os principais sistemas de circulação atmosférica que atuam na região, a saber: sistema de ventos de Nordeste (NE) a Leste (E) dos anticiclones subtropicais do Atlântico Sul e dos Açores, geralmente acompanhados de tempo estável; sistema de ventos de Oeste (O) da massa equatorial continental (mEc); sistema de ventos de Norte (N) da Convergência Intertropical (CIT); e sistema de ventos de Sul (S) do anticiclone Polar. Estes três últimos sistemas são responsáveis por instabilidade e chuvas na área.

Quanto ao regime térmico, o clima é quente, com temperaturas médias anuais variando entre 24o e 26oC.

Com relação à pluviosidade não há uma homogeneidade espacial como acontece com a temperatura. Na foz do rio Amazonas, no litoral do Pará e no setor ocidental da região, o total pluviométrico anual, em geral, excede a 3.000 mm. Na direção NO-SE, de Roraima a leste do Pará, tem-se o corredor menos chuvoso, com totais anuais da ordem de 1.500 a 1.700 mm.

O período chuvoso da região ocorre nos meses de verão - outono, a exceção de Roraima e da parte norte do Amazonas, onde o máximo pluviométrico se dá no inverno, por influência do regime do hemisfério Norte.

Região Nordeste

A caracterização climática da região Nordeste é um pouco complexa, sendo que os quatro sistemas de circulação que influenciam na mesma são denominados Sistemas de Correntes Perturbadas de Sul, Norte, Leste e Oeste.

O proveniente do Sul, representado pelas frentes polares que alcançam a região na primavera - verão nas áreas litorâneas até o sul da Bahia, traz chuvas frontais e pós-frontais, sendo que no inverno atingem até o litoral de Pernambuco, enquanto o sertão permanece sob ação da alta tropical.

O sistema de correntes perturbadas de Norte, representadas pela CIT, provoca chuvas do verão ao outono até Pernambuco, nas imediações do Raso da Catarina. Por outro lado, as correntes de Leste são mais frequentes no inverno e normalmente provocam chuvas abundantes no litoral, raramente alcançando as escarpas do Planalto da Borborema (800 m) e da Chapada Diamantina (1.200 m).

Por fim, o sistema de correntes de Oeste, trazidas pelas linhas de Instabilidade Tropical (IT), ocorrem desde o final da primavera até o início do outono, raramente alcançando os estados do Piauí e Maranhão.

Em relação ao regime térmico, suas temperaturas são elevadas, com médias anuais entre 20o e 28oC, tendo sido observado máximas em torno de 40oC no sul do Maranhão e Piauí. Os meses de inverno, principalmente junho e julho, apresentam mínimas entre 12o e 16oC no litoral, e inferiores nos planaltos, tendo sido verificado 1oC na Chapada da Diamantina após a passagem de uma frente polar.

A pluviosidade na região é complexa e fonte de preocupação, sendo que seus totais anuais variam de 2.000 mm até valores inferiores a 500 mm no Raso da Catarina, entre Bahia e Pernambuco, e na depressão de Patos na Paraíba. De forma geral, a precipitação média anual na região nordeste é inferior a 1.000 mm, sendo que em Cabaceiras, interior da Paraíba, foi registrado o menor índice pluviométrico anual já observado no Brasil, 278 mm/ano. Além disso, no sertão desta região, o período chuvoso é, normalmente, de apenas dois meses no ano, podendo, em alguns anos até não existir, ocasionando as denominadas secas regionais.

Região Sudeste

A posição latitudinal cortada pelo Trópico de Capricórnio, sua topografia bastante acidentada e a influência dos sistemas de circulação perturbada são fatores que conduzem à climatologia da região Sudeste ser bastante diversificada em relação à temperatura.

A temperatura média anual situa-se entre 20oC, no limite de São Paulo e Paraná, e 24oC, ao norte de Minas Gerais, enquanto nas áreas mais elevadas das serras do Espinhaço, Mantiqueira e do Mar, a média pode ser inferior a 18oC, devido ao efeito conjugado da latitude com a frequência das correntes polares.

No verão, principalmente no mês de janeiro, são comuns médias das máximas de 30oC a 32oC nos vales dos rios São Francisco e Jequitinhonha, na Zona da Mata de Minas Gerais, na baixada litorânea e a oeste do estado de São Paulo.

No inverno, a média das temperaturas mínimas varia de 6oC a 20oC, com mínimas absolutas de -4o a 8oC, sendo que as temperaturas mais baixas são registradas nas áreas mais elevadas. Vastas extensões de Minas Gerais e São Paulo registram ocorrências de geadas, após a passagem das frentes polares.

Com relação ao regime de chuvas, são duas as áreas com maiores precipitações: uma, acompanhando o litoral e a serra do Mar, onde as chuvas são trazidas pelas correntes de sul; e outra, do oeste de Minas Gerais ao Município do Rio de Janeiro, em que as chuvas são trazidas pelo sistema de Oeste. A altura anual da precipitação nestas áreas é superior a 1.500 mm. Na serra da Mantiqueira estes índices ultrapassam 1.750 mm, e no alto do Itatiaia, 2.340 mm.

Na serra do Mar, em São Paulo, chove em média mais de 3.600 mm. Próximo de Paranapiacaba e Itapanhaú, foi registrado o máximo de chuva do país (4.457,8 mm, em um ano). Nos vales dos rios Jequitinhonha e Doce são registrados os menores índices pluviométricos anuais, em torno de 900 mm.

O máximo pluviométrico da região Sudeste normalmente ocorre em janeiro e o mínimo em julho, enquanto o período seco, normalmente centralizado no inverno, possui uma duração desde seis meses, no caso do vale dos rios Jequitinhonha e São Francisco, até cerca de dois meses nas serras do Mar e da Mantiqueira.

Região Sul

A região Sul está localizada abaixo do Trópico de Capricórnio, em uma zona temperada, É influenciada pelo sistema de circulação perturbada de Sul, responsável pelas chuvas, principalmente no verão, e pelo sistema de circulação perturbada de Oeste, que acarreta chuvas e trovoadas, por vezes granizo, com ventos com rajadas de 60 a 90 km/h.

Quanto ao regime térmico, o inverno é frio e o verão é quente. A temperatura média anual situa-se entre 14o e 22oC, sendo que nos locais com altitudes acima de 1.100 m, cai para aproximadamente 10oC.

No verão, principalmente em janeiro, nos vales dos rios Paranapanema, Paraná, Ibicuí-Jacuí, a temperatura média é superior a 24oC, e do rio Uruguai ultrapassa a 26oC. A média das máximas mantém-se em torno de 24o a 27oC nas superfícies mais elevadas do planalto e, nas áreas mais baixas, entre 30o e 32oC.

No inverno, principalmente em julho, a temperatura média se mantém relativamente baixa, oscilando entre 10o e 15oC, com exceção dos vales dos rios Paranapanema e Paraná, além do litoral do Paraná e Santa Catarina, onde as médias são de aproximadamente 15o a 18oC. A média das máximas também é baixa, em torno de 20o a 24oC, nos grandes vales e no litoral, e 16o a 20oC no planalto. A média das mínimas varia de 6o a 12oC, sendo comum o termômetro atingir temperaturas próximas de 0oC, ou mesmo alcançar índices negativos, acompanhados de geada e neve, quando da invasão das massas polares.

A pluviosidade média anual oscila entre 1.250 e 2.000 mm, exceto no litoral do Paraná e oeste de Santa Catarina, onde os valores são superiores a 2.000 mm, e no norte do Paraná e pequena área litorânea de Santa Catarina, com valores inferiores a 1.250 mm. O máximo pluviométrico acontece no inverno e o mínimo no verão em quase toda a região.

Região Centro-Oeste

Três sistemas de circulação interferem na região Centro-Oeste: sistema de correntes perturbadas de Oeste, representado por tempo instável no verão; sistema de correntes perturbadas de Norte, representado pela CIT, que provoca chuvas no verão, outono e inverno no norte da região; e sistema de correntes perturbadas de Sul, representado pelas frentes polares, invadindo a região no inverno com grande frequência, provocando chuvas de um a três dias de duração.

Nos extremos norte e sul da região, a temperatura média anual é de 22oC e nas chapadas varia de 20o a 22oC. Na primavera-verão, são comuns temperaturas elevadas, quando a média do mês mais quente varia de 24o a 26oC. A média das máximas de setembro (mês mais quente) oscila entre 30o e 36oC.

O inverno é uma estação amena, embora ocorram com frequência temperaturas baixas, em razão da invasão polar, que provoca as friagens, muito comuns nesta época do ano. A temperatura média do mês mais frio oscila entre 15o e 24oC, e a média das mínimas, de 8o a 18oC, não sendo rara a ocorrência de mínimas absolutas negativas.

A caracterização da pluviosidade da região se deve quase que exclusivamente ao sistema de circulação atmosférica. A pluviosidade média anual varia de 2.000 a 3.000 mm ao norte de Mato Grosso a 1.250 mm no Pantanal mato-grossense.

Apesar dessa desigualdade, a região é bem provida de chuvas. Sua sazonalidade é tipicamente tropical, com máxima no verão e mínima no inverno. Mais de 70% do total de chuvas acumuladas durante o ano se precipitam de novembro a março. O inverno é excessivamente seco, pois as chuvas são muito raras.

Fonte: www.brcactaceae.org

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