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Nova economia, nova proposta de educação

Modismos envolvem apenas "falação". Negócios envolvem dinheiro. E quando envolvem muito dinheiro, como no caso da Nova Economia, é bom prestar atenção. Aliás, nova ou recauchutada, pouco importa. O que importa é que o contexto econômico mudou e para mantermos nossas instituições - e nós mesmos - úteis e produtivos,

precisamos mudar também.

Um contexto econômico mudado exige novas capacitações, que tornam necessárias formas novas de educação. E o desemprego estrutural - quando há vagas no mercado de trabalho, porém muitas pessoas permanecem desempregadas por não terem as habilidades e os conhecimentos exigidos para exercer as novas funções - é o sinal mais evidente de que a educação precisa mudar para ensejar ao aluno-trabalhador obter as qualificações desejadas por um mercado de trabalho diferente e não atendido.

Mudanças na educação, no entanto, não passam apenas pelo currículo. Passam principalmente pelos processos e pelas pessoas que fazem a educação funcionar (ou não). Imersa em grandes mudanças ambientais, a educação no Brasil precisa mudar muito! E rapidamente! Desenvolver pressupõe mudar. E o principal motor de desenvolvimento econômico e social das nações tem sido a tecnologia - com especial destaque para o computador e para a Internet. Introduzir estas tecnologias na escola, portanto, implica em introduzir mudanças na educação.

É evidente que estas tecnologias - hoje, essenciais ao trabalho - precisam estar presentes na escola, onde se deve praticar novas habilidades de comunicação (e-mails e fóruns de discussão), de trabalho em grupo e de gestão do tempo pessoal, com menos supervisão e maior orientação para resultados.

Ademais, para profissionais adultos, dependendo do critério que se utilize (tempo dedicado, por exemplo), a sala de aula, apesar de essencial, hoje representa menos de 10% do envolvimento com educação. Livros e outras leituras (muitas multimídia), conversas e encontros (muitos virtuais) com outros profissionais representam mais de 80% do tempo dedicado a aprender. Assim, o ensino presencial tradicional vem tendo um impacto decrescente na educação do adulto-aprendiz, enquanto a leitura de pesquisas e trabalhos acadêmicos (de preferência multimídia) passa a ter uma importância cada vez maior.

O adulto-aprendiz contemporâneo utiliza o computador na realização de seus trabalhos e, através da Internet, se mantém atualizado profissionalmente, lendo e conversando com outros profissionais com interesses comuns, estejam eles onde estiverem. E este aluno dispõe, além de leituras e conversas avulsas, de conteúdos estruturados em cursos multimídia - sobre os mais diversos assuntos -, que podem ser realizados conforme sua conveniência pessoal, em termos de ritmo, horário e local.

Estes cursos criam novas possibilidades de estudo sem prejuízo para as já existentes.

Ou seja, o ensino à distância (via Web) não pretende eliminar nem substituir o ensino presencial. Muitas empresas já adotam a Internet para cursos introdutórios ou de caráter geral, economizando com viagens e tempo não trabalhado. Os conteúdos mais sofisticados ficam, então, para o momento seguinte, em classes com instrutores, conseguindo-se, assim, índices mais elevados de aproveitamento de tempo e de aprendizagem.

É surpreendente, no entanto, que muitas escolas no Brasil ainda fiquem alheias ao uso extensivo do computador e da Internet como suporte e complemento de estudo e de pesquisa, tanto para formação como para aperfeiçoamento profissional dos alunos.

A ampliação do uso da Internet parece antes ser uma questão cultural - de mudança de conceitos (ou de pré-conceitos?) - com relação ao uso de recursos tecnológicos na educação. Nossos melhores professores não cresceram usando estes instrumentos.

Este assunto desperta temores legítimos que servem, lamentavelmente, como uma alavanca bem posicionada para impedir a evolução natural e necessária da introdução e do uso mais intenso do computador e da Internet na educação.

Rogério Machado

Rogério Machado é diretor-executivo da Aluni - Aliança Universitária -, engenheiro Mecânico, MS in Management pelo MIT, e consultor na área de desenvolvimento de negócios

Fonte: www.pr.senai.br

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