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Clorofórmio

Descoberto em 1831, o clorofórmio foi utilizado como anestésico pela primeira vez em 1847, pelo médico escocês Sir James Simpson.

O clorofórmio, ou triclorometano, é um composto orgânico de fórmula química CHCl3, de odor semelhante ao do éter, líquido à temperatura ambiente, incolor e não-inflamável. Seu ponto de fusão é -62 C e de ebulição, 61 C, com peso específico de 1,476. Decompõe-se na presença de chama, calor, luz e oxigênio, liberando compostos tóxicos. Pouco solúvel em água, apresenta elevada solubilidade em gordura animal e vegetal, álcool, éter e na maioria dos solventes orgânicos. É obtido a partir de vários compostos orgânicos, sobretudo álcool etílico e acetona.

O clorofórmio funciona como potente anestésico cirúrgico quando inalado: alguns mililitros são suficientes para anestesiar um adulto em poucos minutos. A maior parte da quantidade inalada é eliminada durante a expiração, e o paciente acorda cerca de quinze minutos após a inalação, geralmente tonto, mas com pouca sensação de enjôo.

A margem de segurança, no entanto, é estreita, devido a seu efeito depressor sobre a maioria dos órgãos, especialmente coração, vasos sangüíneos, fígado, pâncreas e rins. Casos de morte em pacientes anestesiados acontecem geralmente por superdosagem. Pode ocorrer envenenamento quando o clorofórmio é administrado em concentrações elevadas e na presença de quantidades reduzidas de oxigênio. O clorofórmio também é usado como antitussígeno, em pomadas e linimentos para tratamento de reumatismo, dores de cabeça e nevralgia, e no tratamento de picadas de insetos.

Fonte: biomania.com

Clorofórmio

Clorofórmio

Descrição e usos

O clorofórmio é um líquido claro, volátil e com odor característico, usado como solvente em vários produtos (vernizes, ceras, gorduras, óleos, graxas), agente de limpeza a seco, anestésico, em extintores de incêndio, intermediário na fabricação de corantes e agrotóxicos, fumigante para grãos e na fabricação de hidroclorofluorcarbonos (HCFC).

Atualmente alguns países proibem o uso de clorofórmio como anestésico e em determinados medicamentos e cosméticos.

Transporte e níveis ambientais

O clorofórmio pode ser liberado para o ar por processos diretos (uso, produção e armazenamento) e ser formado como subproduto na cloração da água. Fábricas de papel e celulose, estações de tratamento de esgotos, incineração de resíduos e indústrias químicas são também fontes antropogênicas do composto. A meia-vida no ar está entre 55 e 620 dias. Estima-se que a liberação total de clorofórmio para o ar é de 660.000 toneladas/ano e que 90% das emissões são de origem natural.

O clorofórmio é o trihalometano (THM) mais comum e o principal subproduto do processo de cloração da água potável. Os THM são formados na água potável como resultado da interação do cloro com matéria orgânica, particularmente ácidos húmicos e fúlvicos derivados de solos e da decomposição de plantas, presentes naturalmente em águas brutas. A taxa e grau de formação dos THM aumentam em função da concentração de cloro e ácido húmico, temperatura, pH e concentração de íons brometo.

O principal processo de remoção do clorofórmio da água superficial é a volatilização, com meia-vida de 1,5 dias para rios e de 9-10 dias para lagos. Estudos indicam pouca biodegradação após 25 semanas em sistemas aquáticos sob condições aeróbias. Na água subterrânea, a volatilização restrita e biodegradação lenta (sob condições anaeróbias) ou nenhuma biodegradação (na maioria das condições aeróbias) indica que o composto pode ser bastante persistente. A meia-vida por hidrólise é maior que 100 anos.

Estudos sugerem que a degradação química é lenta em sedimentos e solos, exceto sob condições anaeróbias metanogênicas. Os principais produtos de degradação do clorofórmio sob condições anaeróbias são dióxido de carbono, metano e cloreto de hidrogênio, e pequenas quantidades de diclorometano.

Exposição humana e efeitos à saúde

A exposição humana ao clorofórmio ocorre por ingestão, inalação e contato dérmico. A água clorada é a principal fonte de exposição, pois a água de beber e de piscinas contêm trihalometanos como subprodutos do uso do cloro para desinfecção. O composto também pode ser encontrado em pequenas quantidades nos alimentos.

O principal efeito da inalação de clorofórmio por curto prazo é a depressão do sistema nervoso central. O uso do clorofórmio como anestésico foi interrompido devido a mortes por arritmia cardíaca e insuficiência respiratória. Alguns pacientes tratados com o anestésico clorofórmio apresentaram náusea, vômito, prostração, icterícia e coma devido à disfunção hepática. A necrópsia revelou necrose e degeneração hepática.

A ingestão de clorofórmio pode causar sintomas e sinais similares aos observados na exposição inalatória. A exposição crônica oral pode produzir em efeitos no fígado, rins e sangue. A exposição também pode ocorrer durante o banho, atividades de limpeza e preparo de alimentos quando a água de torneira clorada contém concentrações elevadas de clorofórmio.

A Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC) classifica o clorofórmio como possível cancerígeno humano (Grupo 2B), com base na presença de tumores malignos e benignos em roedores expostos por via oral e inalatória.

Clorofórmio

Referência/Sites relacionados

NTP. Report on carcinogens – Twelfth edition. Washington: USDHHS, 2011. 507p. SILVA, D.H. Protocolos de Montreal e Kyoto: pontos em comum e diferenças fundamentais. Rev. Bras. Polít. Int., vol. 52, n. 2, p. 155-172, 2009.WHO. Guidelines for Drinking-water Quality. Fourth Edition. Geneva: WHO, 2011. 541p.
http://homologa.ambiente.sp.gov.br/prozonesp/grupo_ozonio/Refrigera%E7%E3o.pdf
http://www.atsdr.cdc.gov/
http://www.cetesb.sp.gov.br/userfiles/file/mudancasclimaticas/geesp/file/docs/consulta/relatorios/refrigeracao.pdf
http://www.epa.gov/
http://www.iarc.fr/
http://www.inchem.org /
http://www.mma.gov.br/conama/
http://www.unep.fr/ozonaction/information/mmcfiles/6268-p-Manual_de_Combate.pdf
http://www.who.int/ipcs/publication/cicad/en/cicad58.pdf

Fonte: www.cetesb.sp.gov.br

Clorofórmio

Clorofórmio (também chamado tricloro ) é uma substância química . É uma orgânico composto . O clorofórmio é um dos intermediários de substâncias que ocorrem na produção de politetrafluoretileno , mais conhecido como teflon. O clorofórmio é usado como um solvente. No século 19 , foi utilizado um anestésico.

História

O primeiro que relatou ter produzido clorofórmio foi o francês químico Eugène Soubeiran , em 1831. Soubeiran levou acetona e etanol , e usado branqueador em pó para a reacção. O médico americano Samuel Guthrie preparado litros do material descrito e a sua "delícia de sabor", de forma independente, Justus von Liebig também descreveu. Clorofórmio foi nomeado e caracterizado quimicamente em 1834 por Jean-Baptiste Dumas.

Clorofórmio
Estrutura de uma molécula de clorofórmio

Produção

O clorofórmio é produzido mediante metano e de cloro a uma temperatura de 400 a 500 ° C em conjunto. Nesta reacção, o resultado é uma mistura de clorometano, diclorometano, triclorometano e tetraclorometano.

Clorofórmio

Os quatro compostos ficam então separadas por uma destilação.
Nos laboratórios, o clorofórmio pode ser produzido mediante o hipoclorito de sódio e acetona em conjunto.

Uso

As principais utilizações de clorofórmio são:
- como um solvente
- como um anestésico (embora não utilizada, uma vez que existem efeitos colaterais)
- como um catalisador para ajudar a outras reações

Problemas

O clorofórmio foi utilizado como um anestésico durante o parto e cirurgia, desde cerca de 1847. Ele substituiu o éter que foi usado antes. Clorofórmio é muito venenoso e pode causar problemas respiratórios e problemas com o coração. Morte de clorofórmio pode vir de uma parada cardíaca . Quando o clorofórmio é armazenado durante um período de tempo mais longo, ele pode decair em fosgênio . Fosgênio foi uma arma química (gás venenoso) usado durante a Primeira Guerra Mundial. Clorofórmio pode causar defeitos de nascimento e levar a abortos espontâneos . Isso pode causar câncer .

Referências

clorofórmio - utilizado, em primeiro lugar, anestesia, sangue, corpo, anestésico clorofórmio, Simpson descobre Chloroforms potência" . discoveriesinmedicine.com . 2012 [última atualização] . Retirado 17 jul 2012 .
Eugène Soubeiran (1831). ".". Ann. Chim. 48 : 131.
Samuel Guthrie (1832). "Novo modo de preparar uma solução spirituous de Éter clórico". Am. J. Sci. e Artes 21 : 64.
Justus Liebig (1832). "Ueber die Verbindungen, welche durch die Einwirkung des Chlors auf Alkohol, Aether, ölbildendes Gas und Essiggeist entstehen". Annalen der Farmácia 1 (2):. 182-230 doi : 10.1002/jlac.18320010203 .
Jean-Baptiste Dumas (1834). "Untersuchung über die Wirkung des Chlors auf den Alkohol". Annalen der Farmácia 107 (41):. 650-656 doi : 10.1002/andp.18341074103.

Fonte: simple.wikipedia.org

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