
O coentro é uma erva utilizada há muito tempo na Europa e Ásia. O seu nome deriva do grego koriandron, que significa percevejo, isto devido ao aroma que os frutos verdes apresentam, que é muito parecido com os de percevejos.
Muitas histórias são contadas sobre o coentro. Comenta-se que na Idade Média as chamadas “bruxas” utilizavam o coentro nas poções chamadas de filtros de amor. Na história de Paracelso dizia-se que o coentro era utilizado juntamente com almíscar, açafrão e incenso para a produção de um perfume muito utilizado nas práticas de magia sexual.
Na Holanda os mais velhos que fumavam cachimbo costumavam mastigar alguns frutos para retirar o gosto de tabaco da boca. Já na Índia é muito empregado na culinária tradicional, chegando a fazer parte do famoso curry. Planta envolta em muitos mistérios, tem seu centro de origem provavelmente na África, e de lá se difundiu por vários países, sendo encontrado atualmente vegetando espontaneamente em várias regiões.
Planta anual, de ciclo curto, utiliza-se tantos os frutos secos moídos, como a pimenta do reino, ou mesmo as folhas frescas, como a salsa. De aroma e sabor intenso, muito característico, é muito empregado na culinária do norte e nordeste, chegando a substituir a salsa nos pratos do dia-a-dia. Mas em nossa região é pouco apreciado. As folhas frescas possuem um aroma mais agradável e atualmente pode-se encontrar os maços em supermercados de grandes redes.
O coentro sempre foi empregado como medicamento nos países europeus e asiáticos. Possui uma ação depurativa, podendo ser utilizado na forma de chá, tintura ou fresco em saladas. É indicado para problemas hepáticos não tão graves, como resultado de um excesso de bebidas alcóolicas ou um abuso domingueiro de um pernil ou uma leitoa assada. Sua ação digestiva é muito boa, podendo também ser empregado para combater cólicas intestinais e problemas de gases.
Mas em que pratos podemos empregar o coentro? Em saladas, vinagretes, picles, salsichas, e principalmente carne de peixes e moquecas. Vamos então aprender a preparar uma deliciosa moqueca de postas de pintado. Compre algumas postas de peixe, preferencialmente o pintado. Limpe bem e tempere com alho, sal, pimenta-do-reino e limão. Deixe marinar por cerca de 2 horas. Passe as postas em farinha de pão e frite em azeite de dendê até ficar bem douradas e crocantes. Reserve o peixe e comece a cortar os legumes. Corte em fatias grossas cebolas, pimentão verde, vermelho e amarelo, tomates maduros e separe uma grande quantidade de cebolinha e folhas de coentro.
Em uma panela grande, preferencialmente de barro, vá montando as camadas, inicie com uma camada de tomates, depois entre com os pimentões, cebola, cebolinha, folhas de coentro e as postas de peixe frito. Vá montando as camadas e termine com uma grande quantidade de coentro. Salpique sal e pimenta-do-reino nas camadas dos vegetais.
Depois de tudo montado, coloque no fogo e adicione uma grande quantidade de leite-de-coco e azeite de dendê para o cozimento. Tampe a panela e deixe em fogo baixo. Depois de algum tempo, os vegetais estarão cozidos e terá se formado um caldo consistente.
Sirva com arroz branco e salpique algumas folhas de coentro fresco por cima. Você nunca mais esquecerá o sabor desta moqueca. Experimente.
Fonte: www.jperegrino.com.br

Umbelliferae
“Coentro”.
Planta de 15 a 50 cm, glabra, erecta, segmentos das folhas inferiores ovado-acunheados, os das superiores partidos em lacínias (segmentos) lineares, brácteas involucrais 0 a 1; brácteas umbelulares geralmente 3, lineares; cremocarpo (fruto das umbelíferas) com 2-6x2-5 mm.
Cultivado no continente português e Açores como planta condimentar e pelos cremocarpos aromáticos, por vezes fugido de cultura.
Floração de Junho a Agosto.
Norte de África e Ásia ocidental.
Condimentar (guisados, saladas e molhos; sopas, açordas e outros pratos alentejanos) e medicinal (aperitivo, tónico digestivo e sedativo).
Os testes internacionais de análise de sementes desta espécie referem as seguintes condições de germinação:
Câmara de germinação a 20º C
Sementes sobre papel de filtro embebido em água, em caixas
Observações ao fim de 7 e 21 dias, para verificar a existência de exemplares viáveis (com radícula e cotilédones).
Fonte: www.cienciaviva.pt