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Coleiro



Sporophila caerulescens

Características

Mede 11 cm de comprimento. Há bastante variação individual e regional de canto. Pelagem do macho cinza-escura na parte dorsal e ventre branco com mancha preta no pescoço em forma de coleira. Fronte preta. A fêmea possui colorido mais pardacento.

Habitat

Campos abertos, capinzais.

Ocorrência

Praticamente em todo Brasil, com exceção da Região Amazônica e Nordeste.

Alimentação

Sementes.

Reprodução

Reproduzem-se na primavera-verão

Ameaças

Captura indiscriminada para apreciadores de pássaros canoros e tráfico de animais.

Fonte: www.vivaterra.org.br

Coleiro

Cantor popular brasileiro

Nacionalidade: Brasil

Nome Científico: Sporophila c. caerulescens

Ordem: Passeriformes

Alimentação: Sementes e larvas de tenebra

Tamanho: 10 a 12 cm

Canto: Sim

Média de Vida: 9 a 11 anos

Convivência: Não territorialista (exceto durante a reprodução)

Postura: 3 a 5 ovos

Incubação: 15 dias

Reprodução: Não há dados técnicos sobre a época ideal

Ninho: Aberto, como o usado para canários

Instalação: Gaiola - 70 x 40 x 30 cm

CARACTERÍSTICAS

O Coleiro, também conhecido como coleirinha, é um pássaro da fauna nacional, sendo por isso protegido por leis federais. O canto do coleiro é um dos cantos mais apreciados pelos criadores brasileiros. Se você pretende adquirir um exemplar desta espécie, entre em contato com o IBAMA para verificar se existem criadouros credenciados em sua região. Não contribua para o extermínio do Coleiro na natureza.

Fonte: www.avedomestica.com

Coleiro

DO NORTE AO SUL, TERRITÓRIO DOS COLEIROS

A carinha pode ser séria, mas ele é um bom sujeito. Não tira o terno nem quando fica à vontade em sua casa, ao lado da companheira que, por sinal, é daquelas bem ciumentas.

Os apelidos e nomes populares sempre se justificam. Quem já não ouviu um sujeito loiro ser chamado de alemão? Ou aquele indivíduo de bigode cuja fama se fez em cima de seu buço cabeludo? Há milhares de apelidos e os brasileiros sempre foram prolíficos em arrumar os nomes mais engraçados para todas as coisas. Por que não chamar então aquele passarinho com uma listra no pescoço de Coleirinha?

Esse é o nome popular do Sporophila C. caerulescens, uma ave com aproximadamente 13 cm (o macho, contando-se a cauda que mede de 5 a 6 cm) e que muito passarinheiro tem ou já teve em casa. Espécie original do sul da Amazônia até o Rio Grande do Sul, ele também atende por Coleira Virado, Coleiro da Bahia, Coleira Estrela e Papa Capim. Aliás, este último apelido também é facilmente explicável como o nome Coleirinha.

Tudo acontece porque onde há capim, há uma Coleirinha. Em seu habitat, ele se alimenta da semente de gramíneas, ou seja, espera o capim começar a dar semente para chegar em bandos sobre o matagal e atacar os pendões com sementes. Isso não significa, porém, que ele despreza outras sementes mais "nobres" como as plantações de arroz e outros campos arados.

VESTIMENTA SÓBRIA

Não se pode dizer que o forte do Coleirinha seja seu colorido. Sua plumagem é praticamente branca e preta com leves tons de cinza esverdeado no dorso, cauda e em algumas penas das asas. A carinha, fronte, nuca e abaixo da gola aparecem em preto, assim como os pés e a íris. O bico contrasta com a sobriedade de tons, destacando o amarelo esverdeado.

As fêmeas, por sua vez, possuem uma coloração mais mortiça, num cinza azeitonado e com o ventre branco. Os filhotes, até atingirem a idade adulta, são muito parecidos com elas. Foi aqui que nasceu a expressão "coleiro virado": é o Coleirinha macho cuja plumagem está se modificando, adquirindo o colar preto. Para um filhote macho virar Coleiro definitivamente é preciso um ano de idade.

O curioso desta espécie é que, apesar de bastante popular, ainda há dúvidas quanto à sua classificação. Além do caerulescens, também são considerados Coleiros o Sporophila c. hellmayr, com peito amarelo ao invés de branco e cinzento esverdeado nas partes superiores. Esta variedade é mais comum no Brasil Central.

Outros passeriformes que não apresentam coleira estão enquadrados no grupo, como o Sporophila ardesiaca, cujo peito é branco e a cabeça e o pescoço cinzento-escuros, o que lhe confere o formato de uma carapuça. Ele é mais comum na região de Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo. Outro que integra o bando é o Sporophila nigricolis, de um cinza-esverdeado nas costas e na carapuça e amarelo no peito, um filho legítimo do Brasil Central, Norte e Nordeste. Por fim, o Sporophila albogulars, de origem nordestina e com a garganta toda branca e pequeno espelho (manchas brancas) nas asas.

LINHA DURA COM OS COLEGAS

Um bom macho de Coleirinha é conhecido pelo canto, bastante agradável aos ouvidos humanos. Esse canto só não é bem-vindo por outro macho na época da reprodução. Nesta época eles deixam de andar em bandos e marcam seu território com a precisão de um bom latifundiário deixando ficar no pedaço apenas a patroa. Quando outro macho adentra seus domínios, o Coleirinha sai para enfrentá-lo e expulsá-lo. Algumas vezes acontecem brigas, mas não é comum que um dos pássaros saia machucado, pois eles se respeitam.

A mesma regra vale para uma fêmea. Só que com uma diferença: se uma fêmea invade o território de um macho, a sua companheira é que se encarregará de expulsá-la. Será que esta cena não lembra um pouco o civilizado cotidiano dos humanos?

Sendo um animal de índole pacífica, o Coleirinha adapta-se bem à vida em gaiolas e viveiros. Não fica agitado voando de um lado para outro, não se bate contra as grades e nem se machuca. Ele se limita a cantar, como o Curió e o Azulão, o que faz dele uma isca perfeita para os passarinheiros - caçadores inescrupulosos que o utilizam para atrair outros pássaros e vender no mercado negro.

O coleirinha é um pássaro da fauna brasileira. Para criá-lo é necessário obter autorização do IBDF.

CARACTERÍSTICAS E CUIDADOS

Média de vida

De 10 a 12 anos, em boas condições.

Gaiola

As ideais são o número 3, com 70x40x30cm e onde se acomoda um casal. Como esta espécie costuma fazer seu ninho em arbustos e árvores baixas, aconselha-se usar viveiros arborizados ou colocar areia nas gaiolas comuns e, se possível, algumas folhagens artificiais. O ninho em forma de taça pode ser substituído por um ninho para canário, à venda nas lojas especializadas.

Alimentação

Sendo um passeriforme granívoro, ou seja, um comedor de sementes, o Coleirinha deve receber alpiste e painço. Na época da reprodução, é bom acrescentar um ovo cozido à sua dieta, além de larvas de Tenébrio.

Reprodução

Apesar de ser uma espécie popular, não se conhecem casos de criadores que obtiveram sucesso na reprodução em cativeiro. As fêmeas põem de 2 a 3 ovos, que são chocados durante 13 dias. Após esse período, os filhotes nascem e permanecem no ninho por mais 13 dias.

Com 30 a 35 dias, já estão aptos para comer sozinhos.

Fonte: www.petbrazil.com.br

Coleiro

Período Reprodutivo

Agosto a dezembro

Locais de observação

Brejos, Cambarazal, Mata ciliar rio Cuiabá, Rios, corixos e baías.

Dentro do grupo, é uma das maiores espécies, destacada pelo bico negro e poderoso. Os machos adultos possuem um padrão único de plumagem, com a larga faixa negra atravessando o peito. Cabeça negra (foto). Isso ressalta as áreas brancas da fronte e garganta, aumentando o contraste com o tom marrom avermelhado do restante do corpo. Entre as asas, uma área negra bordejada de cinza. Asas e cauda negras, tendo, na asa fechada, a mesma mancha branca de outras espécies.

A fêmea pode ser confundida, à distância, com a fêmea do curió e vice-versa, devido ao domínio do tom alaranjado do ventre e o pardo das costas (foto). As finas linhas claras nas asas, visíveis sob boa luz, ajudam a solucionar o problema, na ausência dos respectivos machos.

Habitam os brejos, margens de corixos e baías, sempre que a vegetação é densa e com arbustos. Vive em casais, sem associar-se a outros coleiros em nenhum momento do ano.

Comum em todos os ambientes aquáticos da RPPN, aparece também nas áreas alagadas no acesso ao hotel em Porto Cercado. Os machos começam a cantar em agosto, sugerindo o início da reprodução. Canto alegre, com alguma variação e formado por assobios curtos de tons variados.

Ocorre em todo o Pantanal, sendo residente.

Fonte: www.avespantanal.com.br

Coleiro

Sporophila caerulescens

Representa bem o numeroso grupo de passarinhos chamados coletivamente de "papa-capins". É comum ver várias espécies destes juntas em bandos frequentando os capinzais para se alimentarem de suas inflorescências.

A fêmea é toda parda e praticamente indistinguível das fêmeas de diversas outras espécies do mesmo gênero.

Edson Endrigo

Fonte: www.ceo.org.br

Coleiro

COLEIRINHO (Sporophila caerulescens)

O coleirinho mede 11 cm e éassim chamado por possuir na garganta uma faixa branca. O restante da plumagem tem cor cinzenta, com ventre esbranquiçado. A fêmea é marrom-esverdeada em cima e mais clara em baixo.

Sua alimentação é composta de sementes de gramíneas e outras plantas de campo aberto, sendo, por isso, também chamado de papa-capim. Éabundante no verão em nosso Estado, tornando-se mais raro no inverno. Pode ser visto nos arbustos e árvores baixas.

Recebe também os nomes de coleiro, coleirinha, coleira-virada e coleiro-virado.

Fonte: www.lagoavermelha-rs.com.br

Coleiro

Considerações

Continuando na linha de bem informar o leitor e na seqüência de dicas sobre a criação dos principais pássaros canoros brasileiros, não poderíamos deixar de mencionar a criação do Coleiro. Sem dúvida, é o mais popular dos pássaros brasileiros, como disse o amigo Epaminondas Jr. em seu artigo no Jornal do Cubivale nº 11.

Seu ta­manho diminuto facilita o manejo. É a maior paixão de crianças que gostam de pássaros. Esse lindo pas­sarinho cantador é quase sempre o primeiro tipo de pupilo dos passarinheiros. Foi o meu primei­ro, quando tinha 6 a 7 anos, lá pela minha Manhuaçu. Havia centenas deles por perto de minha casa.

Hoje bem mais escasso, mas ainda é, certamente, o que existe em maior número pelo Brasil afora. Conhece-se, pelo menos, quatro formas diferentes: o coleiro de gola e do peito branco, o Sporophila caerulescens caerulescens; o cabe­ça preta do peito amarelo, o Sporophila nigricollis nigricollis; de gola e do peito amarelo, o Sporophila caerulescens hellmayri.

Há ainda citações sobre o Sporophila ardesiaca e o Sporophila melanops, como Coleiro mineiro e Coleiro de Goiás, respectivamen­te. Sobre o cabeça preta do peito branco não há uma clara definição sobre o nome científico. É preciso mais clareza dos técnicos e dos li­vros existentes sobre a questão para se ter a certeza sobre o nome cor­reto. É difícil, também, é conhecer as fêmeas de cada um deles, são idênticas. O mais comum é o de gola, coleira e de peito branco, o de dupla coleira - e é aquele que mais se cultiva, a espécie típica. Afirmam os mais entendidos que é o mais valente e cantador.

Conhe­cido também como:

Coleirinha, Coleirinho, Papa-Capim, Coleira ­Coleiro Laranjeira e Papa-Arroz - é um pássaro de porte pequeno, 11 cm de comprimento, envergadura 17 cm, com 14 penas grandes em cada asa. De cor preta chamuscada na cabeça e costas; abdome branco ou amarelo; mos­ca branca nas asas; garganta preta em cima de uma gola branca para ter logo abaixo uma coleira de um preto bastante intenso.

Os olhos enegrecidos são circundados com pequenas penas claras, formando um gatinho. Bico é delicado e pos­sui tons amarelados, cor de laran­ja. Há um marcante dimorfismo se­xual: a fêmea tem a cor diferente do macho. Ela é parda, castanho claro, a mesma cor dos machos jovens que vão gradati­vamente se tornando pretos, e já procriam pardos com a idade de 7/8 meses. Distribui-se por grande par­te do Brasil, es­pecialmente o Centro-Sul e paí­ses limítrofes. Na natureza, costu­ma procriar en­tre os meses de novembro e março.

Preferem as beiradas de matas, pomares, pastos, brejos, capoeiras e pra­ças das cidades. É um pássaro territorialista, isto é, quando está chocando demarca uma área geográfica em tor­no do ninho onde o casal não admite a presença de outras aves da espécie.

Canta mui­to e assim delimita seu território. Quando não estão na época da reprodução, contudo, podem ser vistos em pequenos grupos junto com os filhotes. Estão sempre à procura de alimentos, tipo semen­te de capim verde. Para isso, agar­ram-se aos finos talos dos cachos para poderem se alimentar; são especialistas nisso.

Embora o braquiária, seja um capim exótico, apreciam muito sua semente e ele tem ajudado muito como alimen­to. Nos meses de julho e agosto costumam se juntar em grandes bandos, especialmente nos anos de seca prolongada. Nessas ocasiões, o fogo costuma destruir os capinzais fazendo com que os nos­sos queridos pássaros desesperados e famintos procurem os locais onde possam encontrar comida, muitas vezes até no interior das cidades. Seu canto é simples, melodioso e a frase musical tem, em geral, pou­cas notas; entre cinco ou dez.

Não repetem o canto, mas retomam muito rápido em alguns casos um a dois segundos de espaço entre um canto e outro. Existe uma infi­nidade de dialetos; na verdade, cada ecossistema possui um pró­prio. Todavia, há alguns que são mais apreciados e cultivados pelos criadores. São eles: o tuí-tuí-zero­zero ou tuí-tuí-zel-zel (o mais co­mum), exemplo desse canto está na fita do Cabrito; já nos cantos mais so­fisticados, considerados clássicos, o Coleiro emite a terceira nota, as­sim: tuí-tuí-grom-grom-grom-ze-ze­zel-zel-zell ou tuí-tuí-tcho-tcho­tcho-tchá-tchá-tchaá e outras vari­ações, para frases bem parecidas.

A diferença está apenas no enten­dimento e na interpretação de seg­mentos de criadores nas nomen­claturas onomatopéicas das notas. Exemplo desse tipo de canto são as gravações dos Coleiros Mirante e Capricho. Em ambientes domés­ticos a característica principal do Coleiro é gostar de passear e de ser submetido a muita lida, isto é, quanto mais manuseado (mexido) mais canta. E seu desempenho nos torneios de canto e fibra está em relação direta com a dedicação que seu dono lhe dispensa.

Depen­de muito disso. É, todavia, de fácil entrosamento e fica muito manso com um pouco de carinho. Em suma, o Coleiro é uma ave muito apreciada por todos os segmentos de passarinheiros e para vários ob­jetivos, especialmente os torneios de canto. Agora, pela Portaria 057 do IBAMA, só podem ser transacionados, sair de casa e par­ticipar de torneios aqueles que fo­rem criados em ambientes domésticos e que tiverem anilha fecha­da, como prova disso. Está aí, tam­bém, a Portaria 118, que é a de criadouro comercial, a pessoa físi­ca ou jurídica que quiser montar um é só falar com o IBAMA, em sua respectiva Supe­rintendência Estadual. Dessa forma, competenos então, reproduzi-Ios em larga escala para poder preservá-Ios e suprir a grande demanda que está aí. Quem quiser e puder praticar a sua procriação, terá, com certeza, sucesso garantido.

O Coleiro reproduz-se com mais facilidade que o bicudo e o curió e com uma produti­vidade excelente. É uma ave longeva, vive por volta de trinta anos, dependendo de sua saúde e do trato que se lhe dis­pensa. A alimentação básica deve ser de grãos, notadamente o alpis­te 50%, painço amarelo 30%, senha 10%, niger 10%, acrescentar periodicamente o painço português legítimo.

É salutar que de disponibilize, também, ração de codorna misturada a 50% com milharina adicionando Mold-Zap® à base de 19gr por quilo. Dois dias por semana administrar polivi­tamínico tipo Orosol®, Rovisol® ou Protovit®, este à base de 2 gotas para 50ml d'água. Já sua alimenta­ção especial para a fase de repro­dução deverá ser a seguinte.

Quando houver filhotes no ninho, em uma vasilha separada, colocar 3 vezes ao dia, farinhada assim pre­parada: 6 partes de milharina, 1 parte de farelo de soja torrado, 1 parte de germe de trigo, / premix F1 da Nutrivet® (4 colheres de sopa para 1 quilo), / sal 2 gr por quilo, / Mold-Zap® 1 gr por quilo, / Mycosorb® 2 gr por quilo. Após tudo isso estar muito bem mistura­do, coloque na hora de servir uma gema de ovo cozido e uma colher cheia de "aminosol" para uma colher bem cheia de farinhada. Dá-­se larvas, utilizando a chamada "praga da granja"; (tipo de Tenébrio molitor, em miniatura, muito co­mum em granjas de avicultura in­dustrial), é a melhor e tem mais digestibilidade. Essa larva é dimi­nuta e condizente com o tamanho do bico do Coleiro. Oferecer até o filhote sair do ninho.

É bom, tam­bém, colocar sempre à disposição das aves "farinha de ostra" batida com areia esterilizada e sal mine­ral (tipo aminopan®). Outra ques­tão importante diz respeito ao lu­gar adequado para que eles pos­sam exercer a procriação. Esse lo­cal deve ser claro, arejado e sem correntes de vento.

A temperatu­ra ideal deve ficar na faixa de 25 a 35 graus Celsius e umidade relati­va entre 40 e 60%.

O sol não precisa ser direto, mas se puder ser, melhor. A época para a reprodu­ção no Centro Sul do Brasil é de novembro a maio, coincidente com o período chuvoso e com a choca na natureza.

Deve-se utilizar gaiolas de puro arame, com medi­da de 60cm comprimento X 30cm largura X35 cm altura, com quatro portas na frente, comedouros pelo lado de fora para dentro da gaiola. A tala, a me­dida entre um arame e outro não pode ser mai­or do que 13mm.

No fundo, ou bandeja da gaiola, colocar papel, tipo jornal, para ser reti­rado todos os dias logo que a fêmea tomar ba­nho. Logo depois se deve retirar a banheira para colocá-Ia no outro dia bem cedo.

O ninho, tipo taça, tem as seguin­tes dimensões: 6cm de diâmetro X 4 cm de pro­fundidade, e será coloca­do pelo lado de dentro da gaiola. Pode ser feito de bucha (Luffa cylindrica) por cima de uma armação de arame. Para estimular a fêmea prender raiz de capim ou fiapos de casca de coco, assim ela cobrirá o ninho com estes materi­ais.

O número de ovos de cada postura é quase sempre 2. Cada fêmea choca 3/4 vezes por ano, podendo tirar até 8 filhotes por temporada. As coleiras podem fi­car bem próximas umas das outras separadas por uma divisão de tá­bua ou plástico, mas não podem se ver, de forma alguma. Senão, matam os filhotes ou interrompem o processo do choco, se isto acon­tecer.

Utilizar um macho de exce­lente qualidade, de preferência um campeoníssimo, para 5 fêmeas. Nunca deixá-Io junto pois ele qua­se sempre prejudica o processo de reprodução, e mata os filhotes.

O melhor, é colocá-Io para galar e imediatamente afastá-Io da fêmea. O filhote nasce aos treze dias depois de a fêmea deitar e sai do ni­nho também aos treze dias de ida­de e pode ser separado da mãe com 35 dias. Com 8 meses, ainda pardos, já poderão procriar. As anilhas serão colocadas do 7º ao 10º dia, com anilha 2,3 mm de di­âmetro - bitola 1 a ser adquirida do Clube onde seja sócio. Pode-se trocar os ovos e os filhotes de mãe quando estão no ninho. Funda­mental, porém, é que se tenha todo o cuidado com a higiene.

Lembre­mos que os fungos, a coccidiose e as bactérias são os maiores inimi­gos da criação, e têm as suas ocor­rências inversamente relacionadas com a higiene dispensada ao criadouro.

Armazenar os alimen­tos fora da umidade e não levar aves estranhas para o criadouro antes de se fazer a quarentena, são cuidados indispensáveis.

Os tipos de torneio mais comuns são:

1) Fi­bra

Os pássaros são dispostos em círculo, a 20 centímetros do outro; aquele que mais cantar no final da prova é o que ganha

2) Canto li­vre

Ganha aquele que mais can­tar em 5 minutos, ele compete so­zinho, não é analisada a qualidade do canto; 3) Canto Clássico - A ave é examinada sozinha durante 5 mi­nutos; ganha aquela que tiver o canto mais perfeito dentro do pa­drão pré-escolhido.

Tem sido realizados torneios de Coleiros por quase todo o Brasil; sem poder ci­tar todos, destacamos aqueles que tivemos a oportunidade de pre­senciar ou de ser convidado: Por­to Alegre-RS, Florianópolis-SC SAC, Paranaguá-PR; Jacareí-SP­Cubivale , Ribeirão Preto-SP, Cam­pos-RJ , Cachoeiro do Itapemirim-ES, Belo Horizonte-MG, Brasília-DF, São Paulo­SP SERCA, Duque de Caxias-RJ. Como vimos, as regiões são as mais di­versas, a paixão é nacio­nal, sem fronteiras.

Por fim, como sem­pre dissemos, não pode­mos deixar de mencio­nar essa importa questão: como em todos os tipos de pássaros canoros, os produzidos domesticamente têm muito mais qualidade do que seus irmãos selva­gens, isto porque pode­remos cruzar os melhores com me­lhores. Esse é o grande fator de incremento e de estímulo da criação. Quem poderá duvidar disso, a se­leção através da genética funcio­na, e funciona bem.

É só testar. A confiança da classe é grande, a responsibilidade também, os afici­onados são muitos, a demanda é enorme, as matrizes estão aí, cap­turar é proibido; daí criatórios em ação, o respeito da sociedade e hobby preservado. Agradecemos, pelas informações recebidas dos criadores, Geraldo Magela Belo (11-810 5282), Epaminondas Castaldelli Júnior (11-4304543), do cultivador de canto clássico João da Quadra (16-6334186) e do expert no assunto Mário Correa Leite (12-3581786), o competente Presidente da Cubivale.

Aloísio Pacini Tostes

Fonte: www.criadourokakapo.com

Coleiro

Coleiro

Sporophila nigricollis

Identificação

O gênero Sporophila compreende mais de 25 espécies em nosso país. Estas espécies são conhecidas popularmente como “papa-capins”. As fêmeas da maioria destas espécies são pardas e praticamente impossíveis de serem distinguidas. Já os machos apresentam padrões de coloração mais típicos. O coleiro-baiano se diferencia de todas as outras espécies do gênero pela região negra que vai desde o peito até a face e pelas partes superiores marrom escuras. Só a região da barriga é clara.

De hábitos muito semelhantes aos dos outros papa-capins (ver Sporophila lineola e S. caerulescens neste site), com os quais chega a formar bandos mistos fora da época reprodutiva, o coleiro-baiano, também é chamado de coleirinho-macaco ou papa-capim-de-peito-preto.

O nome “baiano” não é muito apropriado, já que esta espécie se distribui pela maior parte dos estados brasileiros e até mesmo outros países, não só na Bahia como o nome indica. Por outro lado é fato que esta espécie é muito comum na Bahia e nos estados fronteiriços.

Não costuma chegar tão perto de áreas urbanas quanto o coleirinho ou o bigodinho, mas pode ser comum em fazendas.

Não é o papa-capim mais popular quando o assunto é criação de aves em cativeiro, mas há criadores que apreciam muito esta espécie.

Seu canto lembra o do coleirinho, porém é menos melodioso.

Na época da reprodução o casal se isola do grupo. O ninho é uma tigela rasa feita de gramíneas. A fêmea põe dois ou três ovos.

Fonte: www.bdc.ib.unicamp.br

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