Uma vez confirmado o diagnóstico do aumento do colesterol sangüineo, devem ser verificados os hábitos de vida, para que mudanças possam ser estabelecidas. Dessa forma, os primeiros passos devem envolver modificações na direção de um conjunto de atitudes voltadas para uma vida saudável.
Além dos vários efeitos nocivos que tem sobre o aparelho cardiocirculatório, o cigarro leva à modificação do perfil lipídico, com a modificação do HDL-colesterol e aumento discreto dos triglicérides e do LDL-colesterol
O nível de atividade fisíca também deve ser avaliado, já que o exercício fisíco regular, principalmente o aeróbico, leva à melhoria do perfil lipídico. Normalmente, após alguns meses do início de uma atividade fisíca, já se percebe a diminuição dos triglicérides, aumento do HDL-colesterol e diminuição do LDL-colesterol (principalmente quando há perda de peso). No entanto, o efeito do exercício sobre o metabolismo dependem mais da sua regularidade e do tempo em que é realizado, do que da sua intensidade.
O estresse emocional é, sabidamente, fator de risco para a doença das coronárias. Assim, programas para a diminuição desse problema podem ser implantados, fazendo com que as pessoas tolerem melhor as frustações e as ansiedades do dia a dia.
Primeiro, deve se restringir o consumo total de gorduras (menos de 30% do valor calórico total do dia). Se ingerirmos gorduras saturadas (encontradas geralmente nos produtos de origem animal), teremos um estímulo alimentar maior para o aumento da LDL-colesterol. Sendo assim, elas devem ter sua digestão restrita a não mais que 7% do valor calórico total.
Existe uma variação individual na resposta do colesterol sangüíneo ao colesterol alimentar, fazendo com que alguns indivíduos aumentem mais que outros seu colesterol do sangue, quando consomem alimentos ricos em colesterol.
Principalmente os de origem animal, como as carnes e seus derivados (embutidos em geral), o leite e seus derivados (nata de leite, manteiga, iorgute creme de leite, requeijão), e também alguns de origem vegetal, como o óleo de palma (dênde) e a banha de coco.
São sempre de origem animal (carnes, leite, ovos e seus derivados), uma vez que não é encontrado nos de origem vegetal. Alguns alimentos contém teor mais alto de colesterol, como os frutos do mar (camarão, polvo, lula, marisco, caranguejo, ostra) e as vísceras (míolo, fígado, miúdos - rins, costela, coração).
A Sociedade brasileira de Cardiologia recomenda que sejam consumidas no máximo 200 mg por dia de colesterol na alimentação, quantia que está contida, aproximadamente, em uma gema de ovo.
É importante mudar não apenas a qualidade dos alimentos, mas também a quantidade, ajustando as necessidades calóricas e nutricionais para cada situação. Conhecer a composição dos produtos que consumimos é fundamental para que possamos fazer uma alimentação saudável. A prática de atividade física e regular, a abstenção do fumo, o controle do peso e do estresse emocional, também complementam o estilo de vida adequado para a prevenção ou controle da doença arterosclerótica
Fonte: www.astrazeneca.com.br
Uma molécula que saiu dos livros de química e acabou no vocabulário comum da sociedade. Onipresente na mídia e nas preocupações das pessoas, esta molécula desempenha um papel muito importante em nosso organismo, e, ao mesmo tempo, pode estar relacionada com muitas doenças cardiovasculares.
| VALORES PARA ADULTOS EM mg/dl |
|||
|---|---|---|---|
| DESEJÁVEIS | LIMÍTROFES | AUMENTADOS | |
| Colesterol total | Abaixo de 200 | 200-239 | Acima de 240 |
| LDL colesterol | Abaixo de 130 | 130-159 | Acima de 160 |
| HDL colesterol | Acima de 35 | - |
- |
| Triglicerídeos | Abaixo de 200 | - |
Acima de 200 |

Colesterol e ácidos graxos, na forma de triglicerídeos, são insolúveis em água. Mas são transportado pelo sangue "embrulhados" em proteínas. Este complexo é chamado Liproteína. As lipoproteínas são classificadas em várias classes, de acordo com a natureza e quantidades dos lipídeos e proteínas. Dentre estas classes, destacam-se:
Grandes partículas, que transportam as gorduras alimentares e o colesterol para os músculos (para energia), para o tecido lipidinoso (para estocagem) e para os seios (para a produção de leite).
São sintetizadas pelo fígado e transportam triiglecirídeos para os músculos e para o tecido lipidinoso. Na medida em que perdem triglicerídeos, estas partículas podem coletar mais colesterol e tornarem-se LDL.
Carregam cerca de 70% de todo o colesterol que circula no sangue. São pequenas e densas o suficiente para atravessar os vasos sanguíneos e ligarem-se às membranas das células dos tecidos. Por esta razão, as LDL são as lipoproteínas responsáveis pela arteriosclerose. O nível elevado de LDL está associado com altos índices de doenças cardiovasculares.
É responsável pelo transporte reverso do colesterol: carrega o colesterol em excesso de volta para o fígado. O nível elevado de HDL está associado com baixo índices de doenças cardiovasculares.
Na sua forma pura, o colesterol é um sólido cristalino, branco, insípido e inodoro. É um membro da família dos esteróides. Apesar da má fama, o colesterol é um composto essencial para a vida: está presente nos tecidos de todos os animais! Além de fazer parte da estrutura das membranas celulares, é também um reagente de partida para a biossíntese de vários hormônios, do ácido biliar (ácidos colanóicos) e da vitamina D.
O colesterol é sintetizado pelo fígado, em um processo regulado por um sistema compensatório: quanto maior for a ingestão de colesterol vindo dos alimentos, menor é a quantidade sintetizada pelo fígado.

Este composto é insolúvel em água e, consequentemente, insolúvel no sangue. Para ser transportado na corrente sanguínea o colesterol liga-se com algumas proteínas e outros lipídeos, em um complexo chamado Lipoproteína. Existem vários tipos de lipoproteínas, e estas podem ser classificadas de diversas maneiras. O modo pelo qual os bioquímicos geralmente as classificam é baseado em sua densidade,medida em um densiômetro. Entre estas, estão as "Low-Density Lipoproteins", ou LDL, que é a classe maléfica ao ser humano: são capazes de transportar o colesterol do sítio de síntese, o fígado, até as células de vários outros tecidos. Uma outra classe de liproteínas, as "High Density Lipoproteins", ou HDL, podem transportar o excesso de colesterol dos tecidos de volta para o fígado, onde é utilizado para a síntese do ácido biliar.
As LDL, quando em excesso, é que são responsáveis pelos depósitos arteriosclerósicos nos vasos sanguíneos. As HDL, entretanto, podem ajudar para retardar o processo de formação da arteriosclerose. A imprensa, muitas vezes, se refere ao "bom" e ao mau" colesterol. Entretanto, existe somente um colesterol. Várias são as formas, porém, em que este pode ser transportado, no sistema circulatório

O colesterol forma um complexo com os lipídeos e proteínas,
chamado lipoproteína. A forma que realmente apresenta malefício,
quando em excesso, é a LDL

Nesta interação, a LDL acaba sendo oxidada por radicais livres
presentes na célula.

Esta oxidação aciona um mecanismo de defesa e, imediatamente,
glóbulos brancos juntam-se ao sítio, e este fica inflamado.

Após algum tempo cria-se uma placa no meio do vaso sanguíneo;
sobre esta placa, ocorre uma deposição lenta de cálcio,
numa tentativa de isolar a área afetada.

Isto pode interromper o fluxo sanguíneo normal - arteriosclerose -
e vir a provocar inúmeras doenças cardíacas. De fato,
a concentração elevada de LDL no sangue é a principal
causa de cardiopatias.
Diversos hormônios e outros compostos são sintetizados,
no organismo, a partir do colesterol. Observe a semelhança estrutural
entre alguns exemplos:

Colesterol

Cortisol

Progesterona

Testosterona

Algumas plantas reagem a organismos patogênicos, predadores, produzindo substâncias chamadas fitoalexínas. O Resveratrol (trans-3,5,4'-trihidroxistilbeno) é uma fitoalexína sintetizada por muitas plantas, e é encontrado, em grande escala, nas cascas da uva, como uma resposta à invasão por fungos do tipo Botrytis cinerea. Muitos cientistas já publicaram trabalhos mostrando uma ligação entre o consumo de vinho tinto e a diminuição das doenças cardiovasculares - o chamado "French Paradox". A estrutura química do resveratrol é semelhante ao estrógeno sintético dietilestilbestrol (DES). Cientistas acreditam que o resveratrol pode, tal como faz o DES, elevar a concentração de HDL sanguíneo - o "bom colesterol".
1. O Colesterol não é um veneno mortal, mas sim uma substância vital para as células.
2. Não existe "bom" ou "mau" colesterol. O colesterol é um só.
3. Seu corpo produz 3 ou 4 vezes mais colesterol do que aquele que você come. A produção aumenta se você ingere pouco colesterol, e diminui, se você ingere muito. Pouco adiantam, então, as dietas pobres em colesterol.
4. Não existe nenhum estudo científico que comprove que a quitosana pode diminuir o nível de colesterol
5. O único eficaz modo de diminuir o nível de colesterol é o uso de medicamentos que, em geral, tem muitos efeitos colaterais.
6. O colesterol só existe no reino animal. Os alimentos de origem vegetal (e.g. óleo de soja) não contém colesterol, por natureza.
A indústria farmacêutica investe milhões de dólares na pesquisa de fármacos capazes de reduzir o nível de colesterol. Citalor, uma droga da Pfizer, é um sal de cálcio do ácido [R-(R*,R*)]-2(4-fluorofenil)-dihidroxi-5-(1-metiletil)-3-fenil-4-[(fenilamino)carbonil]-1H-pirrole-1-heptanóico. Esse agente é um inibidor sintético da 3-hidroxi-3-metilglutaril-coenzima A (HMG-CoA) redutase, que é a enzima responsável pela conversão de HMG-CoA em mevalonato, um passo inicial e limitante da velocidade de biossíntese do colesterol.
Dados indicam que a Citalor é um inibidor tecidual seletivo da HMG-CoA redutase, com ação primária no fígado e efeitos modestos no baço e adrenal. Uma das grandes inovações desta droga é a ausência de atividade significativa nos testículos, rins, músculos ou cérebro.
Pela inibição da HMG-CoA redutase, no local de síntese do colesterol, Citalor promove uma redução da síntese hepática do colesterol e uma contra regulação compensatória dos receptores LDL hepáticos, que extraem partículas de LDL do plasma e a introduz, nas células hepáticas, para degradação e reprocessamento do seu colesterol. Isto, finalmente, resulta em aumento da captação e metabolismo de LDL-C circulantes.
Para algumas pessoas, exercícios e dieta não são suficientes
para diminuir o nível de colesterol. Existem 4 tipos de drogas para
o tratamento da hipercolesterolemia:
>Inibidores da HMG-CoA redutase
Agem inibindo uma das etapas na biossíntese do colesterol. Também
aumentam o número de sítios receptores de LDL no fígado.
Uma das drogas mais prescritas é a lovastatin.

Embora muitas pessoas utilizem, dois grandes estudos realizados pela World Health Organization falharam ao tentar mostrar sua eficácia. Muitos dos pacientes que tomam regularmente acabam tendo problemas gastro-intestinais. A mistura da moda é a quitosana.
Diminuem a concentração de colesterol por converter parte do colesteron plasmático em ácidos biliares, que são mais facilmente eliminado do corpo. A droga mais prescrita é o Colestid.

![]()
Também conhecido com vitamina B3, esta droga é capaz de diminuir a concentração de VLDL; isto acaba reduzindo a concentração de LDL e, ainda, aumentar as HDL.
Fonte: www.qmc.ufsc.br