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Colesterol

Sabia que uma em cada cinco pessoas tem colesterol elevado?

Qualquer pessoa poderá tê-lo, seja ativa ou magra, nova ou velha.

FATO

O colesterol elevado é um dos mais importantes fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardíacas.

A verdade é que os níveis de colesterol elevado podem conduzir ao aparecimento de doenças cardiovasculares, das quais são exemplo os ataques cardíacos e as tromboses cerebrais (AVC), responsáveis por uma morte cada 33 segundos. Essa é a razão pela qual se torna fundamental que conheça a sua situação. Saber quais são os seus níveis de colesterol ajudá-lo-á a lidar melhor com os riscos envolvidos. Faça análises.

O que é o colesterol?

O colesterol é uma substância semelhante à gordura que é transportada pelo sangue para todas as células do organismo. O organismo necessita de colesterol para o desenvolvimento das paredes celulares, bem como para o desempenho de outras das suas funções importantes.

O colesterol provém de duas fontes: do seu organismo e dos alimentos que ingere. No organismo, o colesterol é produzido pelo fígado.

É este órgão que produz a maioria do colesterol de que o organismo necessita. Alguns dos alimentos que consome fornecem quantidades adicionais de colesterol.

O colesterol proveniente da sua alimentação encontra-se em produtos de origem animal, tais como, as carnes, o leite gordo, o queijo, a manteiga e os ovos.

Assim, enquanto que certas quantidades de colesterol no sangue são essenciais para a saúde, quantidades demasiado elevadas poderão ser-lhe prejudiciais.

Com o tempo, o colesterol em excesso pode depositar-se nas paredes das artérias, fazendo com que as placas assim formadas provoquem o estreitamento das artérias e diminuam o afluxo de sangue ao coração. Daí advém o risco de ataque cardíaco.

Se o seu nível de colesterol é superior a 190, significa que tem um risco maior de doença cardíaca.
Há muitas razões para os níveis elevados de colesterol, estando entre estas a dieta alimentar e os antecedentes familiares. A obesidade e outras doenças como a diabetes poderão igualmente contribuir para níveis elevados de colesterol.

Causas para o colesterol elevado

Existem muitos mitos associados ao colesterol elevado.

Já deve ter ouvido algumas pessoas afirmarem "Apenas as pessoas com excesso de peso é que têm o colesterol elevado" ou "Eu como alimentos saudáveis, por isso não preciso de me preocupar com o colesterol." Ora bem, chegou a altura de saber a verdade.

Qualquer pessoa pode ter o colesterol elevado mesmo que seja uma pessoa ativa ou magra, jovem ou idosa. E dado que o colesterol elevado pode fazer parte do seu código genético, mesmo que tenha uma alimentação correta e pratique exercício, poderá necessitar de ajuda para o controlar.

Alimentação

Evite os alimentos que contêm gorduras saturadas (gorduras frequentemente encontradas em produtos de origem animal) e colesterol, que se encontra apenas em produtos de origem animal. Assim, antes de ir às compras à mercearia, clique aqui para saber quais os alimentos aos quais deverá dar preferência e quais deverá evitar.

Peso

O excesso de peso tende a provocar o aumento dos seus níveis de colesterol. Peça ao seu médico que lhe indique qual é o seu peso ideal.

Exercício

Uma atividade física regular pode ajudar a diminuir os níveis de LDL-colesterol, o chamado "mau" colesterol e a aumentar os níveis de HDL-colesterol, o chamado "bom" colesterol. Deverá sempre consultar o seu médico antes de iniciar a prática de exercício. Não se preocupe, pois o começo será mais fácil do que julga.

Hereditariedade

Os seus genes podem determinar a quantidade de colesterol que é produzida pelo organismo, podendo o colesterol elevado ser uma herança de família.

Idade e Sexo

Por volta dos 20 anos, os níveis de colesterol total começam a aumentar, tanto nas mulheres como nos homens. Antes de atingirem a idade da menopausa (45-55 anos) as mulheres apresentam níveis de colesterol inferiores aos de homens com a mesma idade. Após a menopausa, os níveis de colesterol das mulheres tendem a aumentar.

Se pertence a qualquer um destes grupos, pode estar em risco de desenvolver doença cardíaca.

"Bom" vs. "Mau"

O colesterol e o sangue não se dão bem.

Assim, para que o colesterol seja transportado no sangue encontra-se revestido por uma camada de proteínas que forma a lipoproteína. Duas lipoproteínas de que talvez já tenha ouvido falar são a lipoproteína de alta densidade, ou o HDL-colesterol, e a lipoproteína de baixa densidade, ou o LDL-colesterol.

HDL-colesterol - colesterol "bom"

A lipoproteína de alta densidade, ou HDL-colesterol, é o chamado " colesterol bom", por se acreditar que elimina o colesterol do sangue. Ter níveis elevados de HDL-colesterol poderá ajudá-lo a minorar os riscos de doença coronária. Por outro lado, os níveis baixos podem aumentar o risco de doença cardíaca.

LDL-Colesterol - colesterol "mau"

A lipoproteína de baixa densidade, ou LDL-colesterol, é conhecido como sendo o " colesterol mau." O LDL-colesterol em excesso deposita-se nas artérias e pode estar na origem de doença cardíacas.

Quanto maior for o nível de LDL, maior será o risco de doença cardíaca.

Assim, ao diminuir os níveis de LDL-colesterol está a reduzir os riscos de vir a ter um ataque cardíaco.

Conselho útil:

Eis uma forma fácil de se lembrar dos valores, sempre que fizer análises ao colesterol:

O que se pretende é que o HDL - colesterol seja "elevado" e o LDL-colesterol seja "baixo".

Então o que é que se consideram níveis "elevados" ou "baixos" de colesterol?

E quanto aos triglicéridos?

Clique no link seguinte para saber mais sobre uma outra forma de gordura transportada na corrente sanguínea.

Os triglicéridos são um outro tipo de gorduras também presentes no sangue. A maioria do tecido adiposo do seu corpo é composto por triglicéridos, que são armazenados para serem utilizados sob a forma de energia. Os triglicéridos provêm basicamente das gorduras contidas nos alimentos. Níveis elevados de triglicéridos podem aumentar o risco de vir a sofrer de doença cardíaca.

É provável que o seu médico queira verificar os seus níveis de triglicéridos, para além dos níveis de colesterol, a fim de melhor poder avaliar qual o seu risco de desenvolver doença cardíaca.

Conheça os seus valores

Se tem o colesterol elevado, então não está sozinho. Qualquer um o pode ter.

De fato, uma em cada cinco pessoas tem colesterol elevado, o que significa que existem maiores riscos de desenvolver doença cardíaca. E uma vez que tanto afeta os mais jovens como os mais velhos, é importante que sejam feitos exames de diagnóstico.

Segundo a Sociedade Portuguesa de Aterosclerose, todas as pessoas com mais de 20 anos devem fazer análises ao colesterol, pelo menos, cada três a cinco anos. Dependendo do risco de doença cardíaca, o médico poderá recomendar-lhe que faça um controlo mais regular. Não se preocupe, os exames são fáceis de fazer. Basta uma simples análise ao sangue pedida pelo seu médico, para que fique a saber qual é exatamente o seu nível de colesterol total e de que forma está relacionado com o seu estado de saúde em geral.

Fatores de risco

O que é que se considera colesterol elevado?

A Sociedade Portuguesa de Aterosclerose (SPA) adaptou à nossa realidade um conjunto de diretivas relativas à detecção e tratamento do colesterol elevado nos adultos, com base nas recomendações da Sociedade Europeia de Aterosclerose.

Cada um de nós tem diferentes riscos de ter colesterol elevado. Uma vez que estes valores servem apenas para orientação geral, é importante que consulte o seu médico acerca dos valores aconselháveis para o seu caso particular. E porque os valores elevados podem não depender da sua vontade, é normal que necessite de uma ajuda complementar para os fazer descer.

Diretivas da Sociedade Portuguesa de Aterosclerose

Idealmente, devem ser aceites como favoráveis e objetivos terapêuticos a prosseguir, os seguintes valores lipídicos:

Colesterol total < 190 mg/dl

LDL-C < 115 mg/dl

Triglicéridos < 180 mg/dl (com excepção dos diabéticos e dos obesos, em que se pretendem valores < 150 mg/dl)

HDL-C > 45 mg/dl

Colesterol total/HDL-C (índice aterogénico) < 5

A valorização do perfil lipídico deve basear-se no cálculo do perfil global de risco, dando primazia ao cálculo do risco absoluto aos 10 anos.<

Os indivíduos com doença aterosclerótica em qualquer território vascular e os indivíduos assintomáticos com risco absoluto global ³ 20% devem ser abordados de forma mais intensiva para que, com a dieta e fármacos hipolipemiantes, se atinjam os objetivos definidos como os mais adequados (COL < 190 mg/dl e LDL-C < 115 mg/dl).

Os indivíduos com risco absoluto < 20% podem ser abordados de uma forma menos agressiva, pondo-se ênfase na implementação de normas dietéticas cujo objetivo último é também atingir os valores considerados desejáveis.

O que é o índice aterogénico?

O índice aterogénico = Colesterol total
                                          HDL-colesterol

Ao receber os resultados da análise ao colesterol, o médico poderá indicar-lhe o seu índice aterogénico, que pode ser calculado se dividirmos o colesterol total pelo HDL-colesterol; o valor, idealmente, é < 5.

Apesar de ser interessante saber qual é o índice, a American Heart Association recomenda vivamente que cada valor seja conhecido separadamente.

Certifique-se de que solicita ao seu médico os valores de colesterol total, LDL e HDL, individualmente, sempre que tiver de fazer análises ao colesterol.

Fonte: www.pfizer.pt

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