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Colhereiro

Ajaja ajaja

Características

É uma ave belíssima e muito procurada pelos traficantes. Mede cerca de 87 cm e sua envergadura é de 130 cm. Possui plumagem rósea, adquirida após o terceiro ano de vida, caracteriza-se pela forma do bico, que é largo e achatado tendo a forma de uma “colher”, daí vem o nome de – colhereiro. Machos e fêmeas são similares, mas possuem algum dimorfismo sexual, ou seja, machos são maiores e adquirem muda nupcial, apresentando tons fortes de rosa nas asas durante o período de acasalamento.

Habitat

Praias lamacentas do litoral e dos rios, manguezais, brejos, lagos, veredas e matas ciliares

Ocorrência

Desde a região neotropical dos Estados Unidos até o nordeste da Argentina, no Brasil ocorrem grandes populações na região do Pantanal, mas está amplamente distribuído em todo território nacional.

Hábitos

Vivem em bandos a procura de alimentos em pontos de pouca profundidade, mergulhando e sacudindo a "colher" do bico lateralmente, peneirando a água. Voam com o pescoço levemente curvado para baixo, com as asas em forma de concha, misturando-se com outras espécies

Alimentação

Pequenos peixes, insetos, moluscos e crustáceos, cracas e principalmente larvas.

Reprodução

Durante o período de reprodução nidifica no alto das árvores, formando colônias, é nessa época que proporcionam um grande espetáculo, tingindo as árvores de rosa. As fêmeas colocam geralmente três ovos que depois de 24 dias de incubação nascem os filhotes, são alimentados pelos pais até saírem do ninho. Quando saem do ninho já estão emplumados, mas em tons de branco. Normalmente o casal permanece junto dos filhotes dentro do ninho.

Ameaças

Desconhecimento da atual população, destruição do habitat e o tráfico de animais.

Fonte: www.vivaterra.org.br

Colhereiro

Uma das mais espetaculares aves do Pantanal, o colhereiro destaca-se pelas cores vivas do exemplar adulto . O bico é amarelado, sendo que na época da reprodução aparece uma bolsa na base, esverdeada. As penas da cauda são amareladas, geralmente recobertas pelas penas rosas do ventre.

A ave juvenil, no entanto, sai do ninhal com uma plumagem rosa claro, quase branca e durante um período de 5 anos vai mudando, pouco a pouco, para a plumagem adulta. A cabeça e pescoço, emplumados no início da vida, vão perdendo as penas e adquirindo as características adultas.

Além dessas cores espetaculares, o colhereiro carrega uma outra característica única. O bico do adulto, ao contrário das outras íbis, é reto, largo e achatado, terminando em uma ponta arredondada e mais larga. Esse formato lembra uma colher e é a razão do nome comum.

Fonte: www.flickr.com

Colhereiro

Platalea (=Ajaia) ajaja

Colhereiro

Período Reprodutivo

Julho a outubro

Locais de observação

Brejos, Cambarazal, Mata ciliar rio Cuiabá, Mata ciliar rio São Lourenço, Rios, corixos e baías.

Uma das mais espetaculares aves do Pantanal, o colhereiro destaca-se pelas cores vivas do exemplar adulto (foto). O bico é amarelado, sendo que na época da reprodução aparece uma bolsa na base, esverdeada. As penas da cauda são amareladas, geralmente recobertas pelas penas rosas do ventre.

Colhereiro

A ave juvenil, no entanto, sai do ninhal com uma plumagem rosa claro, quase branca e durante um período de 5 anos vai mudando, pouco a pouco, para a plumagem adulta. A cabeça e pescoço, emplumados no início da vida, vão perdendo as penas e adquirindo as características adultas.

Além dessas cores espetaculares, o colhereiro carrega uma outra característica única. O bico do adulto, ao contrário das outras íbis, é reto, largo e achatado, terminando em uma ponta arredondada e mais larga. Esse formato lembra uma colher e é a razão do nome comum. Em vôo, o colhereiro mantém a cabeça um pouco mais alta do que o pescoço, para deixar o bico direcionado para a frente. Ao nascer, o filhote de colhereiro possui um bico semelhante ao de outras íbis jovens, assumindo a sua forma característica ainda no ninhal.

Colhereiro

O bico do colhereiro possui uma série de terminações nervosas na ponta, as quais permitem detectar os movimentos de suas presas na água. Pesca pequenos peixes, crustáceos, insetos e moluscos. Para apanhar o alimento, faz como o cabeça-seca. Mantém o bico semi-aberto e submerso, ao mesmo tempo em que anda e faz movimentos de cabeça em semicírculo. Alimenta-se tanto solitariamente, como em grupos. A coloração do colhereiro é adquirida a partir de pigmentos encontrados em suas presas, em especial os crustáceos. Em cativeiro, caso não tenha uma dieta capaz de fornecer os pigmentos, tornam-se rosa muito claro ou mesmo esbranquiçados.

Nidifica em colônias mistas com outras aves, associando-se em especial com o cabeça-seca. Seus ninhos costumam ficar na parte mais interna e baixa das árvores, sendo uma das últimas das espécies coloniais a reproduzir-se. Como o cabeça-seca, a altura da cheia anterior afeta a disponibilidade de alimento e a reprodução em uma determinada colônia.

Colhereiro

Com a subida das águas, a partir de novembro, as condições de alimentação no Pantanal diminuem para o colhereiro e ele reduz sua presença ou desaparece da planície pantaneira. Embora a principal população reprodutora da espécie esteja no Pantanal e um grupamento significativo tenha sido anilhado, ainda não se conhecem os movimentos dessa ave. Devido à sua forte associação ao cabeça-seca, seja nos locais de reprodução, seja nas áreas de alimentação, é possível que migre para o sul, como aquela espécie. Colhereiros anilhados em colônias do sul do Brasil foram encontrados a centenas de quilômetros de sua origem, mostrando sua capacidade de vôo.

Na região da RPPN, o colhereiro nidifica no ninhal da Moranguinha e em uma grande colônia mista no Pantanal de Barão de Melgaço (fora dos limites da reserva), bem como nas colônias de Poconé. Pode ser visto cruzando toda a reserva em seus vôos matinais e vespertinos, desde o ponto de dormida para os locais de alimentação e vice-versa. No período reprodutivo, faz seus vôos altos no meio do dia, quando vai levar comida para os filhotes ou trocar o choco com o parceiro. Suas principais áreas de alimentação na RPPN estão na região do Riozinho e nos corixos demandando o rio Cuiabá, a partir do interior da reserva. Ocasionalmente, aparece nas baías e nas praias do rio Cuiabá, bem como nos alagados do centro da RPPN.

Fonte: www.avedomestica.com

Colhereiro

Ave rara e inconfundível devido à forma do bico que lhe dá o nome, o Colhereiro está presente como nidificante na Europa, onde concentra três quartos da população mundial e enfrenta a crescente deterioração e perda do seu habitat.

CARACTERÍSTICAS E IDENTIFICAÇÃO

O Colhereiro (Platalea leucorodia) pertence à família Threskiornithidae e é o único representante desta família (que inclui várias espécies de ibis) com presença regular em Portugal. Com cerca de 80 a 90 cm de comprimento, 115 a 130 cm de envergadura, pescoço e patas compridas e uma plumagem maioritariamente branca, o Colhereiro assemelha-se a uma garça-branca de grande dimensão. Apresenta, no entanto, pescoço e patas mais longas, plumagem de um tom branco-creme e um bico inconfundível, comprido e terminando em forma de colher. Na plumagem nupcial os adultos apresentam uma poupa de penas amarelo-pálido, uma mancha alaranjada na base do bico e uma banda alaranjada à volta do peito. O bico é preto com a extremidade alaranjada na estação reprodutora; as patas são pretas. Nos juvenis as pontas das asas são pretas; o bico é cor-de-rosa, tornando-se preto no primeiro Inverno. Trata-se de uma espécie que não oferece qualquer dificuldade de identificação quando bem observada, nomeadamente quando é possível observar o seu bico inconfundível.

Colhereiro

DISTRIBUIÇÃO E ABUNDÂNCIA

Distribui-se de forma dispersa na Europa, principalmente nas regiões orientais, estando presente no Ocidente, mas ausente no Norte. Quase três quartos da população mundial nidificam na Europa (entre 5.000 e 9.000 casais), localizando-se os principais núcleos reprodutores na Rússia, Turquia, Hungria, Ucrânia, Países Baixos e Espanha. Para além do Paleárctico Ocidental, nidifica da Ásia Central, até ao Norte da China e desde a Índia até à costa africana do Mar Vermelho, e inverna no Norte de África. Em Portugal está presente no litoral sul do país como invernante, concentrando-se a maioria destas aves nos Estuários do Tejo e Sado, na Lagoa de Santo André e, principalmente, na Ria Formosa e Castro Marim. Como nidificante é raro, tendo mesmo chegado a desaparecer. No entanto, na última década estabeleceu-se novamente como nidificante no Paúl do Boquilobo, em Pêro Pião e na Ria Formosa.

Colhereiro

ESTATUTO DE CONSERVAÇÃO

Esta espécie encontra-se em acentuado declínio no que respeita a mais de dois terços da sua população, embora se registe um actual aumento na Europa Ocidental. Em Portugal tem estatuto de vulnerável. A nível europeu encontra-se protegido pelas convenções de Cites (Anexo II), Bona (Anexo II) e Berna (Anexo II) e ainda pela Directiva Aves (Anexo I).

FACTORES DE AMEAÇA

As principais causas de declínio desta espécie são a perda de locais de nidificação e de alimentação, devido às drenagens, deterioração e perturbação das zonas húmidas. Outros factores de ameaça são a exploração de ovos e crias e a poluição dos corpos de água utilizados como áreas de alimentação.

Colhereiro

HABITAT

Ocorre principalmente em zonas de clima quente, penetrando localmente em regiões temperadas. Ocupa zonas húmidas de baixa altitude e, de um modo geral, junto à costa, nomeadamente deltas de rios, estuários, lagoas e pauis. Os colhereiros necessitam, para se alimentar, de águas pouco profundas e de fundo lamacento. As colónias estabelecem-se em extensos caniçais, geralmente com arbustos e árvores, ou em ilhas, em locais seguros em relação à perturbação e a predadores terrestres.

ALIMENTAÇÃO

Os colhereiros procuram o alimento em águas pouco profundas, em geral até aos 30 cm de profundidade. Caminhando, muitas vezes em grupo, fazem passar o bico com movimentos ceifantes, na cadência dos seus passos, através das camadas fluidas de lama. Deste modo capturam animais que vivem na lama ou que ali se escondem, principalmente insectos e as suas larvas, incluindo Coleoptera, Odonata, Trichoptera, Orthoptera, Diptera e Hemiptera. Alimentam-se ainda de pequenos peixes, moluscos, crustáceos, rãs, répteis e algum material vegetal.

REPRODUÇÃO

Trata-se de uma espécie colonial, que pode formar colónias mistas com outras aves palustres, nomeadamente garças e corvos-marinhos. Os ninhos são construídos em caniços velhos ou, pontualmente, em árvores, encontrando-se a uma altura superior a 5 metros. De um modo geral, no centro de uma colónia a densidade de ninhos é muito elevada, podendo os vários ninhos, ao longo do tempo, formar uma única plataforma. A época de postura ocorre em Abril, sendo colocados entre 3 a 4 ovos manchados (por vezes 5 ou 6, raramente 7), que são incubados durante cerca de 25 dias. Os juvenis atingem a emancipação com 50 dias de idade.

MOVIMENTOS

Esta é uma espécie migradora e dispersiva. Os juvenis fazem pequenas deslocações em Julho e Agosto, mas as aves adultas só abandonam as colónias em Setembro, voltando no ano seguinte, em geral, no mês de Março. A migração é principalmente diurna, sendo comum observar bandos de colhereiros em formação. As populações nidificantes na Europa passam o Inverno na bacia do Mediterrâneo e no Nordeste de África, com excepção de algumas populações do Leste, que podem invernar no Médio Oriente e na Índia.

CURIOSIDADES

A recolha de dados, através da leitura de anilhas, relativos à proveniência das aves reprodutoras em Portugal demonstrou que aquelas que nidificam na Ria Formosa e em Pêro Pião são maioritariamente de origem espanhola, enquanto que as do Boquilobo são, em geral, holandesas.

LOCAIS FAVORÁVEIS DE OBSERVAÇAO

Em Portugal pode não ser uma espécie de fácil observação, uma vez que está restricta a poucas zonas húmidas nacionais. O Paúl do Boquilobo, os Estuários do Tejo e Sado, a Lagoa de Santo André, a Ria Formosa e as salinas de Castro Marim são os principais locais de invernada da espécie, que só está presente como reprodutora no Paúl do Boquilobo, em Pêro Pião e na Ria Formosa.

BIBLIOGRAFIA

Elias, G. L., Reino, L. M., Silva, T., Tomé, R. e P. Geraldes (Coods.) 1998. Atlas das Aves Invernantes do Baixo Alentejo. Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Lisboa.

Farinha, J.C. e V. Encarnação 1996. Estado actual das colónias de Colhereiro Platalea leucorodia em Portugal. In Farinha, J.C., J. Almeida e H. Costa (Eds.) Actas do I Congresso de Ornitologia da Spea, pags.:70-71. SPEA. Lisboa.

Sauer, F. 1983. Aves Aquáticas. Editorial Publica.

Snow, D.M: and C.M. Perrins (Eds.) (1998). The birds of the Western Palearctic. Concise Edition; vol. 1 Non passerines. Oxford University Press.

Tucker, G.M. and M.F. Heath (1994). Birds in Europe: Their Conservation Status. Birdlife Conservation Series nº 3.

Teresa Catry

Fonte: www.naturlink.pt

Colhereiro

Colhereiro

Bicos para o alto

Quando um bando de colhereiros está pousado e outro colhereiro passa voando, todas as aves do bando se põem a olhar como se nunca tivessem visto nada mais bonito: os bicos para o alto, olhos perdidos em profunda contemplação. Essas aves alimentam-se em pequenos bandos durante o dia e, à noite, juntam-se a outras aves aquáticas como íbis e garças.

O colhereiro é a única espécie do hemisfério ocidental. Ele é encontrado na América do Sul e no extremo sul dos Estados Unidos, na Flórida e em Louisiana. é uma grande ave pernalta, com um bico muito comprido, chato e largo nas pontas. Quando adulto, adquire um tom cor-de-rosa brilhante com uma mancha vermelha ao longo das costas. Seus filhotes são brancos até os 3 anos de idade.

Os colhereiros têm um ritual de acasalamento dos mais complicados. Um casal de colhereiros engancha os bicos um no outro. Depois, o macho oferece gravetos à fêmea, que constrói um ninho, geralmente numa ilha. Os colhereiros fazem ninhos juntos em grandes colônias. Se for perturbado, um bando inteiro de colhereiros pode abandonar seus ninhos e ovos.

Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem:Ciconiiformes
Família: Threskiornithidae

CARACTERÍSTICAS

Comprimento: 84 cm
Envergadura: 130 cm
Ovos:3 brancos com pintas amarelas
Período de incubação: 24 dias
Voz: cacareja e ronca baixo

Fonte: www.achetudoeregiao.com.br

Colhereiro

Ordem: Ciconiformes
Família: Threskiornithidae
Nome popular: Colhereiro
Nome em inglês: Roseate spoobill
Nome científico: Platalea ajaja

Distribuição geográfica

Habita a região neotropical, distribuindo-se do sul dos EUA à Argentina, ocorrendo
também em áreas do Equador e Peru.

Habitat: Mangue e alagados
Hábitos alimentares: Carnívoro
Reprodução: Postura de 2 a 3 ovos, incubação de 22 dias
Longevidade: Entre 10 e 15 anos

O colhereiro (Platalea ajaja) habita a região neotropical, distribuindo-se do sul dos EUA à Argentina, ocorrendo também em áreas do Equador e Peru. O formato de seu bico, que é comprido e possui uma “colher” na extremidade, deu origem a seu nome popular.

Habita ambientes aquáticos, como praias lamacentas e manguezais, e realiza migrações sazonais. Peneira a água, sacudindo e mergulhando o bico à procura de alimento, dentre eles peixes, insetos, camarões, moluscos e crustáceos. A presença de algumas substâncias nestes itens alimentares, chamadas carotenóides, dão uma coloração rosada ao colhereiro, que se torna mais intensa na época reprodutiva.

A fêmea geralmente realiza a postura de 2 a 3 ovos que são incubados por cerca de 22 dias. Após 6 semanas o juvenil começa a voar e aos 3 anos de idade atinge a maturidade sexual e apresenta a plumagem adulta. Chega a viver entre 10 e 15 anos.

O colhereiro, também conhecido por ajajá, é um animal gregário, ou seja, que vive em bandos. Ele nidifica em colônias e constrói o ninho com gravetos e talos secos de gramíneas em árvores. As colônias costumam ser mistas, englobando outras espécies de aves, como biguás e garças.

Mundialmente não está ameaçado de extinção, porém encontra-se em perigo em algumas localidades, como no Pantanal e no estado de Minas Gerais. O colhereiro é uma ave indicadora da boa qualidade ambiental, pois é muito sensível e não resiste à poluição e à contaminação do meio ambiente, principalmente da água.

Fonte: www.zoologico.sp.gov.br

Colhereiro

Colhereiro

Platalea ajaja

Classificação: Ordem Ciconiiformes, Família Threskiornithidae
Nome em inglês: roseate spoonbill
Tamanho: 87cm
Voz: grunhidos e grasnados

Vive em praias lamacentas e em manguezais. Aos bandos, procura alimento em pontos de pouca profundidade, mergulhando e sacudindo a "colher" do bico lateralmente, peneirando a água; apanha pequenos peixes, moluscos e crustáceos, cracas e principalmente larvas.

Bibliografia

Sick, H. 1997. Ornitologia Brasileira. Volume Único, Editora Nova Fronteira.

Fonte: www.informaves.hpg.ig.com.br

Colhereiro

Este mês de Setembro escolhi como ave do mês uma curiosa ave a que chamamos de colhereiro. O seu nome deve-se principalmente à ponta do seu bico, que tem a forma de uma espátula (daí o nome espanhol, 'espátula', pois realmente não se parece nada com uma colher).

Colhereiro

Comecemos pela classificação e características físicas:

Classificação Taxonómica

Reino: Animalia (animais)
Filo: Chordata (Cordados)
Classe: Aves (aves)
Ordem: Ciconiiformes (aves com formato de cegonha)
Família: Treskiornithidae (íbis e colhereiros)
Género: Platalea (colhereiros)
Espécie: leucorodia (colhereiro-comum - Platalea leucorodia)

O colherereiro é, de modo geral, fácil de identificar. A sua cor é principalmente branca, com pescoço comprido, ganhando algumas manchas de outras cores muito ténues na época nupcial. As patas e o bico são pretos. Durante a época nupcial, ganha um penacho branco na cabeça como as garças e a 'espátula' do bico fica com a ponta amarela, o que com um telescópio é bem fácil de ver. De forma geral, quando voa também é inconfundível.

Colhereiro

A silhueta branca com patas e bico pretas chama a atenção para uma garça-branca, mas se olharmos paro bico, mesmo em voo é fácil perceber que tem uma forma estranha. Os juvenis apresentam as pontas das asas pretas.

Os colhereiros comem um pouco de tudo, incluindo vegetais, rãs e na sua maioria insectos e larvas que apanha realizando movimentos ceifantes (um comportamento característico deles) com o bico nas lamas ou em águas muito pouco profundas. Os colhereiros, tal como as garças com que por vezes convivem, fazem ninhos em colónias nas copa de árvores próximas de zonas aquáticas, chegando a constituir por vezes plataformas de ninhos unidas.

Em Abril, põem normalmente cerca de 4 ovos manchados, que são incubados durante 25 dias, atingindo a cria a emancipação aos 50 dias. Por causa deste modo de nidificação os colhereiros gostam de todo tipo de zonas húmidas de baixa altitude e junto à costa, e quando é para nidificarem, zonas húmidas com árvores de tamanho considerável.

O colhereiro é uma ave de distribuição bastante alargada. A sua área de nidificação abrange a parte mais a leste do Sul e Interior da Europa, estando apenas ausente na Europa do Norte, e estende-se pela Ásia Central e Índia até à China (mas quase três quartos da população mundial reproduzem-se na Europa). Para invernar migra para áreas do Norte de África.

O colhereiro é uma daquelas aves que em Portugal são observáveis todo o ano, não porque são residentes, mas porque existem tanto populações nidificantes (das poucas da Europa Ocidental) como invernantes (que invernam a norte do habitual). Como nidificante, existem algumas colónias no Escaroupim, Paúl do Boquilobo e até na Ria Formosa (Ludo e Sapal de Castro Marim). O melhor sítio para observar uma colónia de colhereiros é mesmo Escaroupim, um antigo porto de pesca avieiro no Tejo, do lado de Salvaterra de Magos, à frente do qual está um pequeno mouchão densamente povoado por vegetação. Mas a vegetação não é a única coisa. Aqui vive a mais diversa colónia de ciconiiformes em conjunto de Portugal, em que convivem dezenas de garças de várias espécies, íbis-pretas e colhereiros. Por outro lado as populações invernantes são mais numerosas, sendo a Lagoa de Santo André, os Estuários do Tejo e do Sado e a Ria Formosa os melhores locais para os ver. Ocasionalmente os colhereiros ocorrem em açudes do interior alentejano. Eu próprio só vi colhereiros três vezes: no Zambujal, no Estuário do Sado; na Ponta da Erva, no Estuário do Tejo e na Barroca d'Alva, no Estuário do Tejo (tudo indivíduos invernantes, mais provavelmente).

O colhereiro está classificado como 'Vulnerável' em Portugal, contudo as populações da Europa Ocidental estão a enfrentar um ligeiro aumento, contrariamente ao grande declínio que ocorre no resto do mundo. As colónias desta espécie, tal como as de garças, são extremamente sensíveis à perturbação humana (lembre-se o caso do Açude da Murta), devendo-se sempre evitar aproximações nestas zonas. Todas as populações de colhereiros se encontram seriamente afectadas pela má gestão das zonas húmidas, com destaque para o Estuário do Tejo, a Ria Formosa e o Paúl do Boquilobo. Neste último caso, eu considero que as pessoas não podem proteger certas espécies se não as conhecerem, e por isso acho bastante útil a criação de observatórios camuflados que permitissem a observação das colónias de aves sem as perturbar, entrando assim na Área de Protecção Total apenas de modo controlado. Por outro lado, existem zonas importantes para a espécie que não beneficiam de um estatuto de área protegida, caso da colónia de Pero Pião, perto de Évora, ou da Ria de Aveiro, da Lagoa dos Salgados e da Ria de Alvor.

Por fim, menciono as outras espécies de colhereiros do mesmo género:

Colhereiro-africano (Platalea alba)

Este colhereiro em vez de apresentar as patas e o bico pretos apresenta-os vermelhos, habita em zonas húmidas do interior africano e terras baixas de Madagáscar, por toda a África a sul do paralelo 17º N (tirando as regiões áridas).

Colhereiro-australiano - (Platalea regia)

Muito parecido com o colhereiro-comum mas habita as zonas húmidas da Austrália.

Colhereiro-asiático - (Platalea minor)

Também muito parecido como colhereiro-comum mas com populações seriamente ameaçadas nas costas da China e da Coreia.

Colhereiro-de-bico-amarelo - (Platalea flavipes)

Também vive na Austrália, mas prefere zonas húmidas interiores e tem o bico com uma cor amarelada

Fonte: ninhodeobservacoes.blogspot.com

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