"Enquanto o Coliseu se mantiver de pé, Roma permanecerá; quando o Coliseu ruir, Roma cairá e acabará o mundo". - Monge e Historiador inglês Beda - Século VII " De temporibus liber"
Depois dos grandes espetáculos das corridas de bigas do Império Romano que eram até mesmo mais perigosas do que as corridas de Fórmula 1, chega a vez dos fortes combates entre gladiadores, feras e outros no Coliseu de Roma - Itália.
Uma das cidades com maior importância na história mundial, sendo um dos símbolos da civilização européia, que segundo a tradição, foi fundada por um dos irmãos gêmeos (Rômulo e Remo), "Rômulo" conhecido como o "Pai da Pátria" em 753 a.C..
Alguns autores acreditam que Roma foi fundada pelos Etruscos, mas na opinião dominante, a cidade teria sido fundada pelas próprias populações do Lácio.

Anfiteatro Flávio - Coliseu de Roma - Coliseum
Roma teria se originado de um forte construído por latinos e sabinos no monte Capitolino, às margens do rio Tibre. Conserva até hoje inúmeras ruínas e monumentos na parte da cidade antiga.
A cidade tem cerca de 3,6 milhões de habitantes. Entre esses antigos monumentos encontra-se o anfiteatro Flaviano, conhecido como o Coliseu (Coliseum em Latim) uma exceção entre os anfiteatros da época pelo seu volume e relevo arquitetônico, sua construção teria sido iniciada por Vespasiano no ano 70 d.C. e finalizada pelos seus filhos Domiciano e Tito, e em 80 d.C. inaugurada.
O Coliseu com mais de 50 metros de altura, cobria uma área elipsóide com 188 x 156 metros, três andares, que mais tarde com o reinado de Severus Alexander e Gordianus III foi ampliado com um quarto andar, sendo capaz de suportar de 70 a 90 mil espectadores.
Foi construído em mármore, pedra travertina, ladrilho e tufo (pedra calcária com grandes poros). A fachada compõe-se de arcadas decoradas com colunas dóricas, jônicas e corintias, de acordo com o pavimento em que se encontravam. Esta subdivisão deve-se ao fato de ser uma construção essencialmente vertical, criando assim uma diversificação do espaço.
Os assentos são em mármore e a cavea, escadaria ou arquibancada, dividia-se em três partes, correspondentes às diferentes classes sociais: o podium, para as classes altas; as maeniana, setor destinado à classe média; e os portici, ou pórticos, construídos em madeira, para a plebe e as mulheres. A tribuna imperial ou pulvinar encontrava-se situada no podium e era balizada pelos assentos reservados aos senadores e magistrados.
Rampas no interior do edifício facilitavam o acesso às várias zonas de onde podiam visualizar o espetáculo, sendo protegidos por uma barreira e por uma série de arqueiros posicionados numa passadeira superior de madeira, para o caso de algum acidente.
Por cima dos muros ainda são visíveis as mísulas, que sustentavam o velarium, enorme cobertura de lona destinada a proteger do sol os espectadores e, nos subterrâneos, ficavam as jaulas dos animais, bem como todas as celas e galerias necessárias aos serviços do anfiteatro. O edifício permaneceu como sede principal dos espetáculos da urbe romana até ao período do Imperador Honorius, no século V.
Danificado por um terremoto no começo deste mesmo século, foi alvo de um extensivo restauro na época de Valentinianus III. Em meados do século XIII, a família Frangipani transforma-o em fortaleza e, ao longo dos séculos XV e XVI, foi por diversas vezes saqueado, perdendo grande parte dos materiais nobres com os quais tinha sido construído.
Acredita-se que o Coliseu tenha sido cenário dos primeiros martírios de cristãos e, por isso, no século XVII, o papa Bento XIV consagrou-o à Paixão de Cristo e declarou-o lugar sagrado. Os trabalhos de consolidação e restauração parcial do monumento, já há muito em ruínas, foram feitos sobretudo pelos pontífices Gregório XVI e Pio IX, no século XIX.
A imponência desse monumento testemunha o verdadeiro poder e esplendor de Roma na época dos Flávios. Em Fevereiro de 2004 foi lançada uma reportagem na BBC BRASIL.Com, com os planos da Prefeitura de Roma de remodelar a região antiga da cidade para dar uma "melhor perspectiva do visual da Roma Antiga", os planos previam a reconstrução das partes que faltam da muralha exterior do Coliseu, o que causou muitos protestos na Itália.
Muitos acadêmicos dizem estar "indignados" com a idéia de transformar o centro de Roma no que eles temem que se torne um "parque temático de arqueologia".

Anfiteatro Flávio - Coliseu de Roma - Coliseum - Interior
Roma teria se originado de um forte construído por latinos e sabinos no monte Capitolino, às margens do rio Tibre. Conserva até hoje inúmeras ruínas e monumentos na parte da cidade antiga.
A cidade tem cerca de 3,6 milhões de habitantes. Entre esses antigos monumentos encontra-se o anfiteatro Flaviano, conhecido como o Coliseu (Coliseum em Latim) uma exceção entre os anfiteatros da época pelo seu volume e relevo arquitetônico, sua construção teria sido iniciada por Vespasiano no ano 70 d.C. e finalizada pelos seus filhos Domiciano e Tito, e em 80 d.C. inaugurada.
O Coliseu com mais de 50 metros de altura, cobria uma área elipsóide com 188 x 156 metros, três andares, que mais tarde com o reinado de Severus Alexander e Gordianus III foi ampliado com um quarto andar, sendo capaz de suportar de 70 a 90 mil espectadores.
Foi construído em mármore, pedra travertina, ladrilho e tufo (pedra calcária com grandes poros). A fachada compõe-se de arcadas decoradas com colunas dóricas, jônicas e corintias, de acordo com o pavimento em que se encontravam. Esta subdivisão deve-se ao fato de ser uma construção essencialmente vertical, criando assim uma diversificação do espaço.
Os assentos são em mármore e a cavea, escadaria ou arquibancada, dividia-se em três partes, correspondentes às diferentes classes sociais: o podium, para as classes altas; as maeniana, setor destinado à classe média; e os portici, ou pórticos, construídos em madeira, para a plebe e as mulheres. A tribuna imperial ou pulvinar encontrava-se situada no podium e era balizada pelos assentos reservados aos senadores e magistrados.
Rampas no interior do edifício facilitavam o acesso às várias zonas de onde podiam visualizar o espetáculo, sendo protegidos por uma barreira e por uma série de arqueiros posicionados numa passadeira superior de madeira, para o caso de algum acidente.
Por cima dos muros ainda são visíveis as mísulas, que sustentavam o velarium, enorme cobertura de lona destinada a proteger do sol os espectadores e, nos subterrâneos, ficavam as jaulas dos animais, bem como todas as celas e galerias necessárias aos serviços do anfiteatro. O edifício permaneceu como sede principal dos espetáculos da urbe romana até ao período do Imperador Honorius, no século V.
Danificado por um terremoto no começo deste mesmo século, foi alvo de um extensivo restauro na época de Valentinianus III. Em meados do século XIII, a família Frangipani transforma-o em fortaleza e, ao longo dos séculos XV e XVI, foi por diversas vezes saqueado, perdendo grande parte dos materiais nobres com os quais tinha sido construído.
Acredita-se que o Coliseu tenha sido cenário dos primeiros martírios de cristãos e, por isso, no século XVII, o papa Bento XIV consagrou-o à Paixão de Cristo e declarou-o lugar sagrado. Os trabalhos de consolidação e restauração parcial do monumento, já há muito em ruínas, foram feitos sobretudo pelos pontífices Gregório XVI e Pio IX, no século XIX.
A imponência desse monumento testemunha o verdadeiro poder e esplendor de Roma na época dos Flávios. Em Fevereiro de 2004 foi lançada uma reportagem na BBC BRASIL.Com, com os planos da Prefeitura de Roma de remodelar a região antiga da cidade para dar uma "melhor perspectiva do visual da Roma Antiga", os planos previam a reconstrução das partes que faltam da muralha exterior do Coliseu, o que causou muitos protestos na Itália.
Muitos acadêmicos dizem estar "indignados" com a idéia de transformar o centro de Roma no que eles temem que se torne um "parque temático de arqueologia".
Fonte: www.misteriosantigos.com

Maior e mais famoso símbolo do Império Romano, o Coliseu era um enorme anfiteatro reservado para combates entre gladiadores ou opondo esses guerreiros contra animais selvagens. Suntuoso, era mais confortável do que muitos estádios modernos.
Sua construção foi iniciada no ano 72 d.C., por ordem do imperador Flávio Vespasiano, que decidiu erguê-lo no local de um antigo palácio de Nero, seu antecessor no comando do império.
As obras levaram oito anos para serem concluídas e,
quando tudo ficou pronto, Roma já era governada por Tito, filho de Vespasiano.
Para homenagear seu pai, Tito batizou a construção de "Anfiteatro Flaviano".
Alguns historiadores especulam que o nome Coliseu só apareceria centenas de
anos depois, talvez no século 11, e teria surgido inspirado no Colosso de
Nero, uma estátua de bronze de 35 metros de altura, que ficava ao lado do
anfiteatro.
Os primeiros combates disputados para comemorar a conclusão do Coliseu duraram
cerca de 100 dias e se estima que, só nesse período, centenas de gladiadores
e cerca de 5 mil animais ferozes tombaram mortos em sua arena de 85 por 53
metros. Os jogos levavam o público ao delírio.
Suas arquibancadas, construídas a partir de 3 metros
do solo, acomodavam mais de 50 mil pessoas. Um camarote bem próximo à arena
era destinado ao imperador de Roma, que era reverenciado pelos gladiadores
antes dos espetáculos com uma saudação que se tornaria famosa: "Salve,
César! Aqueles que vão morrer te saúdam".
O anfiteatro, o primeiro permanente erguido em Roma, funcionou como o principal
palco de lutas da cidade até o ano 404, quando o imperador Flávio Honório
proibiu definitivamente os combates entre gladiadores.
Depois disso, o Coliseu teve diversos usos. Chegou a ser empregado como cenário para simulações de batalhas navais, ocasiões em que a área ocupada pela arena era alagada.
Durante a Idade Média, o mármore e o bronze de sua estrutura foram sendo saqueados aos poucos e usados para ornamentar igrejas e monumentos católicos. Peças de mármore do anfiteatro foram empregadas até na construção da famosa Basílica de São Pedro, no Vaticano.
Já no século 11, quando Roma era dominada por uma
família de barões, o Coliseu foi transformado em uma fortaleza, abrigando
membros de uma família nobre, os Frangipane, que usaram a edificação para
proteger-se em suas batalhas contra grupos rivais.
Hoje, apesar de estar em ruínas - e até sob a ameaça de desabamento - o Coliseu
ainda guarda sua majestade. Localizado bem no centro da capital italiana,
rodeado por avenidas, ele é considerado o principal sítio arqueológico da
cidade e recebe, anualmente, mais de 3 milhões de visitantes, que circulam
dentro dele para sentir um pouco o clima do mais grandioso anfiteatro da Antiguidade.
O anfiteatro resistente...
Construção sobreviveu ao tempo, a saques
e grandes terremotos
1 - Reforma constante
As primeiras escavações arqueológicas no Coliseu aconteceram no final do século
18. A partir daí, diversas restaurações foram feitas para preservá-lo. A última
terminou em 2000, após recuperar a face externa dos arcos de mármore
2 - Arena gigante
O Coliseu tem 48,5 metros de altura, o equivalente a um prédio de 12 a 15
andares. Com forma elíptica, ele mede 189 metros no maior de seus eixos e
156 metros no menor. Ninguém sabe ao certo qual arquiteto o projetou
3 - Corredores preservados
Entre as ruínas ainda dá para identificar os corredores que levavam às arquibancadas.
Eles foram projetados para criar acessos exclusivos para as diferentes classes
sociais da época. Amplos, permitiam que os 50 mil espectadores ocupassem ou
deixassem seus lugares em poucos minutos
4 - Material de primeira
Mais de 100 mil metros cúbicos de mármore travertino (de cor clara) foram
usados na construção do estádio, principalmente no revestimento da fachada
exterior. Mas esse material foi pilhado ao longo dos séculos, restando pouco
dele no Coliseu. Tijolos, blocos de tufa (uma espécie de pedra vulcânica)
e concreto também ajudaram a erguer o anfiteatro
5 - Ameaça natural
Desde a sua construção, no século 1, vários terremotos destruíram o Coliseu.
Os historiadores estimam que o primeiro grande tremor aconteceu entre os anos
523 e 526. Na primeira metade do século 9, outro terremoto destruiu as colunas
do piso superior e, em 1231, um forte abalo derrubou parte da fachada externa
6 - Labirinto de ruínas
O subsolo do Coliseu só foi escavado há pouco mais de um século. Ele ficava
abaixo da arena de lutas e tinha uma cobertura de madeira sobre a qual era
despejada areia. Nessa intricada rede de corredores, salas, elevadores e jaulas
ficavam os gladiadores e as feras antes de entrarem em cena.
...E o verdadeiro coliseu
No tempo dos jogos, o estádio tinha toldo
retrátil, feras e gladiadores
1 - Tribuna vip
Uma entrada exclusiva dava acesso ao camarote destinado ao imperador romano
e seus convidados. Essa tribuna especial ficava num ponto privilegiado do
anfiteatro, bem próximo à arena. O prefeito de Roma também tinha direito a
um camarote particular
2 - Fachada monumental
A fachada do anfiteatro impressionava pela riqueza de acabamento. Diferentes
estilos de colunas ornavam os vários níveis de piso: as dóricas ficavam no
térreo, as jônicas no primeiro andar e as coríntias no segundo. Cada um desses
pisos tinha 80 arcos, com cerca de 7 metros de altura cada. A fachada ainda
era decorada com centenas de estátuas de bronze
3 - Arena da morte
No início, os gladiadores que lutavam nos jogos eram soldados em treinamento.
Com o tempo, escravos, criminosos ou prisioneiros de guerra assumiram esse
papel. Eles se enfrentavam com lanças, espadas, tridentes, redes e escudos.
Mais de 10 mil gladiadores morreram em três séculos de combates, duelando
entre si ou enfrentando animais ferozes
4 - O caminho das feras
Os animais usados nos espetáculos - principalmente leões trazidos das colônias
romanas na África - percorriam um intricado caminho do subsolo até a arena.
Primeiro, eles eram levados para pequenas jaulas, que eram suspensas (num
elevador rudimentar) até um corredor. De lá as feras subiam alguns lances
de escada para, finalmente, surgirem na arena de combate pela abertura de
um alçapão
5 - Polêmica cristã
Não há consenso entre os historiadores se o Coliseu foi usado para sacrifícios
de cristãos quando estes eram perseguidos pelos romanos. Essa versão foi sustentada
pela Igreja Católica, mas não há provas conclusivas de que os martírios de
fato aconteceram no anfiteatro
6 - Proteção solar
As coberturas retráteis, que podem ser abertas ou fechadas, parecem coisas
dos tempos modernos. Mas nos seus dias de glória o Coliseu já teve um sistema
parecido. No topo do estádio, preso a 240 mastros, estendia-se um enorme toldo
retrátil, que podia proteger os espectadores do sol. A arena, no entanto,
nunca ficava sombreada
7 - Arquibancada dividida
As apresentações de luta no Coliseu eram gratuitas.As dezenas de milhares
de espectadores se dividiam nas arquibancadas em cinco diferentes setores
conforme sua posição social. Enquanto os senadores de Roma sentavam bem próximos
da arena de combate, as pessoas de baixa renda, por exemplo, ficavam no último
piso do estádio
Fonte: mundoestranho.abril.com.br