Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Colite  Voltar

Colite

 

O que é colite?

Colite é uma inflamação do revestimento do cólon.

Alguns dos sintomas comuns desta doença incluem dores abdominais , freqüentes fezes moles ou diarréia persistente, perda de controle da função intestinal, febre e perda de peso.

Existem muitas causas potenciais de inflamação do cólon, e seu tratamento geralmente depende da causa.

Quais são as causas da colite

Todos os tipos de colite estão associados com a inflamação do cólon, apesar de alguns tipos podem ser mais graves e potencialmente perigosa do que outros.

Quando um paciente se queixa de dor e diarreia, com ou sem fezes com sangue, que é importante para o diagnóstico do tipo de colite desde tratamentos são diferentes para os diferentes tipos de colite.

Algumas formas de colite pode ser causada por uma infecção por bactérias, vírus e alguns determinados parasitas. Por exemplo, isto pode ser causado pela exposição a salmonela bactérias ou uma infecção amebiana. antibióticos ou medicamentos anti-parasitários, tipicamente são necessárias para tratar a inflamação do cólon, que tem qualquer uma destas causas.

Vírus como o rotavírus e norovírus também pode causar inflamação do cólon e pode resultar em desidratação, especialmente em pessoas que são muito jovens ou muito velhos. Descanso e aumento da ingestão de líquidos são frequentemente prescritos para esses casos. Se uma pessoa fica gravemente desidratado, porém, ele ou ela pode precisar de cuidados em um hospital para receber fluidos intravenosos.

Algumas doenças podem predispor os doentes a ataques de colite. A causa mais freqüente de inflamação de cólon em pessoas que têm doenças intestinais é a doença de Crohn, que é uma doença degenerativa intestinal. Uma pessoa que tem a doença de Crohn é mais propenso a inflamação do cólon e outras doenças graves, tais como intestino perfurado . Ele ou ela deve consultar um profissional de saúde imediatamente sempre que quaisquer sintomas de inflamação do cólon estão presentes, porque qualquer destes sintomas podem necessitar de tratamento médico.

A síndrome do intestino irritável ( SII ), também pode causar surtos de colite. IBS é difícil de diagnosticar e de tratar, de modo que quem teve recorrências freqüentes de sintomas da colite deve contactar um profissional de saúde. Isto é especialmente verdadeiro se as bactérias ou parasitas provoca os sintomas, porque o IBS pode piorar e pode necessitar de tratamento imediato.

Embora os antibióticos são usados para tratar a colite bacteriana, que também pode ser indicada como uma causa da inflamação do cólon, em alguns casos.

Outras causas podem incluir tomar medicação de controle de natalidade ou ter doenças auto-imunes. O fumo também pode causar inflamação do cólon ou contribuir para o agravamento dos sintomas.

As pessoas podem reduzir o seu risco de ter uma inflamação do cólon usando cozinhar sanitário e práticas alimentares, evitando bebidas com cafeína e não tomar medicamentos como o ibuprofeno para tratar do intestino irritável ou condições inflamatórias intestinais. O tratamento para as pessoas que têm crises freqüentes de colite vai se concentrar em tentar reduzir os sintomas, como diarréia e dores de estômago. Algumas vezes, o tratamento dos sintomas é a única maneira de tratar a inflamação do cólon. Mesmo com o tratamento, no entanto, as pessoas que têm doença de Crohn, doenças autoimunes ou outros distúrbios do estômago conhecidos devem estar atentos se suspeitar de colite, uma vez que outras condições mais graves podem ter os mesmos sintomas.

Colite

Definição de colite

A colite termo é usado para se referir a inflamação do cólon. Quando, como muitas vezes acontece, muitas vezes, a inflamação do cólon está associada com a pequena enterite (intestino) é apresentado enterocolite.

Correspondência da colite

Normalmente, a colite ulcerosa são divididos em específico, ou seja, não devido a causas infecciosas bem definidos, tais como febre tifóide, disenteria bacilar e amebiana, tuberculose na infância, etc, e colite genérica, específica ou inespecífica.

Amebiano colite: Colite devido a Escherichia Amoeba ou Entamoeba histolytica
Colite mucosa ou cólon irritável.
Polipóide Colite: Inflamação do passado porções do cólon com produção de tumores pedunculados, como pólipos, característica da doença de Crohn.
Colite ulcerosa: ulceração crônica do cólon, com exacerbações episódico que sempre afeta o reto e pode estender ao longo de todo o intestino.

Sintomas de colite

Os mais comuns são a colite mucosa ou catarro, em que o agente microbiano é usado para desenvolver e localizado no revestimento do cólon, diminuindo a resistência das paredes intestinais.

Provoca transtornos podem ser alimentares, barriga resfriados, esforço físico, repetido abuso de purgantes e enemas, etc contusão abdominal.

Sintomas de colite aguda catarral

Sintomas de colite catarral aguda são:

Dores abdominais são acentuadas durante a defecação
Diarréia mais ou menos abundante, por vezes, alternando com períodos de constipação

Malaise

Febre geralmente irregular e não elevada, às vezes falta.
As fezes é líquido ou semi-líquidos, muco esbranquiçado e com mau cheiro.
Dentro de 5-7 dias a colite aguda catarral tende a curar, mas às vezes tende a se tornar crônica.

Sintomas de colite crônica catarral

Este pode ser o resultado de colite aguda catarral ou apresentados, desde o início com os personagens de cronicidade.

Seus sintomas incluem:

Dor ao longo do abdômen
A mão que toca o colo do abdômen, por vezes percebida como um cordão duro por causa da contratura e espasmos que tem endurecido as suas paredes.
Emagrecimento progressivo.
A pessoa torna-se nervoso ou irritado para seu sofrimento.

Os sintomas da colite ulcerativa

Além disso, existem outras formas de colite como a colite ulcerosa, a mais grave de etiologia duvidosa.

Embora às vezes é manifesto colite aguda com febre alta e diarréia mucopurulenta com inúmeras descargas misturado com sangue, na maioria das vezes estes colite são introduzidos de forma lenta e insidiosa.

No início, o paciente tem de vez em quando por alguns dias e cólicas abdominais, mais ou menos vivo e descargas diarréicas com emissão de fezes moles ou líquidas contendo muco e pus (nos intervalos longos entre os episódios de bem-estar após a cólica e mal tem tempo suficiente para se recuperar totalmente).

Mas, depois de episódios pigtails estão se tornando mais freqüentes, mais longa e severa, e fezes, e contém muco e pus, também contêm sangue das úlceras formado na mucosa do cólon.

Emerge um quadro de intoxicação generalizada com febre, tipo de anemia perniciosa progressiva, diminuição da pressão arterial e emagrecimento rápido e impressionante.

É preciso distinguir este colite de colite ulcerativa colite amebiana, a colite ulcerosa úlcera tuberculosa do câncer do intestino ou do cólon e de estabelecer um diagnóstico diferencial.

Fonte: saludbio.com

Colite

As colites representam um estado de inflamação do cólon que podem ter diversas etiologias, sendo as principais as doenças infectoparasitárias e doenças inflamatórias intestinais.

Atualmente, com o surgimento da síndrome de imunodeficiência adquirida (AIDS) e o aumento do número de transplantes de órgãos, passaram a ser diagnosticadas doenças infectoparasitárias que não representavam mais causas comuns de colites.

Independente da etiologia, as manifestações clínicas são muito semelhantes, predominando a diarréia, às vezes com sangue, vômitos, febre e dor abdominal. O diagnóstico é confirmado através do somatório dos dados da história clínica, exame físico, exames laboratoriais, aspecto endoscópico das lesões e resultado das biópsias.

CAUSAS INFECCIOSAS

1) Bacterianas: São representadas especialmente pelas infecções por Salmonella sp, Shighella sp, E. coli enteropatogênica, Campylobacter jejuni, Yersinia enterocolitica e outras bactérias menos freqüentes. O exame histopatológico auxilia pouco no diagnóstico, sendo importante a coprocultura.

A tuberculose acomete especialmente o reto e a transição íleo-cólica. Por ser doença granulomatosa faz diagnóstico diferencial com doença de Crohn. Outras micobacterioses podem mimetizar a tuberculose intestinal em imunodeficientes.

2) Virais: A mais freqüente é a colite por citomegalovírus, ocorre especialmente em imunodeprimidos, embora também possa ocorrer em imunocompetentes. O diagnóstico é confirmado pelo achado de inclusões virais intracelulares específicas.

A colite por Herpes é menos freqüente e pode ocorrer em pacientes com antecedentes de Herpes simplex perianal.

3) Fungos: Hitoplasmose e cândida são causas raras.

4) Protozoários: Em imunodeficientes, a causa mais freqüente é a infecção por Crypstoporidium sp. Também podendo ocorrer o Isospora belli e Microsporídia.

5) Parasitoses: Ameba acomete especialmente o cólon direito e causa lesões ulceradas de pequeno diâmetro em meio a mucosa de aspecto normal e de bordas elevadas. O diagnóstico é confirmado pala biópsia das lesões ou pelo exame parasitológico de fezes.

A esquitossomose pode causar colite por infestação maciça na submucosa do cólon, simulando retocolite ulcerativa em atividade ou por infecção crônica, acometendo especialmente o reto e o sigmóide, formando pólipos inflamatórios ou com aspecto de "cabeça de Medusa (granulomas na mucosa e submucosa, com confluência de vasos mais calibrosos da submucosa).

CAUSAS NÃO INFECCIOSAS

1) Colite pseudomembranosa: O agente etiológico é o Clostridium difficile, e ocorre preferencialmente em pacientes submetidos a tratamento prolongado por antibioticoterapia. O diagnóstico é feito pelo aspecto endoscópico, que se caracteriza pela presença de pequenas membranas de fibrina branco amareladas no cólon, friáveis a sua remoção ou pela pesquisa das toxinas A e/ou B nas fezes.

2) Colite actínica: Ocorre por agressão da mucosa por irradiação terapêutica de Cânceres localizados na pelve. As lesões ocorrem principalmente no reto e sigmóide, embora também possam ocorrer no cólon proximal e delgado.

3) Colite Isquêmica: Ocorre em pacientes com fatores de risco para o desenvolvimento de isquemia, tais como pacientes submetidos à revascularização aórtica, comprometimento hemodinâmico, arritmia cardíaca, idosos, doença pulmonar obstrutiva crônica, diabetes, vasculite e estados de hipercoagulabilidade. Os achados endoscópicos dependem do grau de acometimento, variando desde segmentos róseos ou avermelhados, com edema de mucosa até necrose transmural.

4) Doenças inflamatórias intestinais: São representadas pela retocolite ulcerativa idiopática (RCUI), a doença de Crohn (DC) e as colites indeterminadas.

Causam inflamação intestinal, sendo que a DC se caracteriza por áreas inflamadas intercaladas por mucosa de aspecto normal, podendo desenvolver úlceras, estenoses e fístulas, e acometem da boca ao ânus, incluindo o intestino delgado. A RCUI acomete o reto e cólon de forma contínua, a inflamação não é transmural, limitando-se a mucosa, e se estendendo a partir do reto de forma proximal.

5) Colite microscópica: Causa diarréia aquosa crônica, com exame endoscópico e radiológico normais. O diagnóstico é confirmado pelas biópsias realizadas na colonoscopia.

6) Outras: Por exemplo colite por desuso e doença do "enxerto X hospedeiro".

Fonte: www.gastroendo.com.br

Colite

Diz-se que será a próxima doença do século! A colite, não mata... mas dói! É desencadeada pela fadiga pelo stress e pelas preocupações.

São-lhe atribuídas diversas denominações: "cólon espástico", "colite espástica", "diarreia nervosa", e "neurose do cólon".

A necessidade de eliminar as denominações pouco corretas, levou à escolha de outra também inespecífica, e que hoje é considerado o mais correto que é o Síndroma do cólon irritável!

COMO SE MANIFESTA

A dor abdominal e as alterações na evacuação do conteúdo intestinal (obstipação e / ou diarreia) são os sintomas fundamentais da colite

Com base nestes sintomas podem apresentar-se três formas clínicas de colite:

Uma com dores abdominais e obstipação
Outra com dores abdominais e diarreia
Outra forma ainda com dores abdominais, obstipação e diarreia alternadas

Além destes há no entanto, toda uma série de diferentes sintomas relacionados com o tubo digestivo, como o meteorismo, sensação de tensão abdominal, eructação, mau hálito, boca amarga, regurgitações ocasionais, náuseas sobretudo matinais mas que raramente acabam em vómitos, diminuição do apetite e movimentos ruidosos do intestino. Com frequência também se manifestam dores de cabeça, palpitações, dores no tórax, enjoos, tremores, sudação, enxaqueca, tendência para a fadiga, dificuldade em concentrar-se e em trabalhar. Entre as mulheres é frequente aparecerem também perturbações urinárias e alterações do fluxo menstrual.

A dor abdominal, embora seja um dos sintomas característicos da colite, varia na intensidade, localização e duração conforme o indivíduo. Frequentemente, o doente sente a necessidade urgente de evacuar logo após ter ingerido alimentos ou coincidindo com emoções ou estados de stress. As fezes podem ser liquidas, mas mais frequentemente são pastosas e muito moles. Não há um aumento da quantidade de fezes mas apenas evacuações repetidas em pequena quantidade, por vezes acompanhadas da emissão de muco..

Na forma espástica (ou péptica), em contrapartida, as fezes são muito duras, em forma de pequenas bolas, por vezes revestidas por restos de sangue.

CAUSAS

Muitos e de difícil determinação são os fatores que desempenham um papel importante no aparecimento e especialmente na manutenção crónica da colite.

O intestino por ser a parte terminal do tubo digestivo, é afetado não só pelas anomalias que nele podem ocorrer, mas também por alterações localizadas em zonas mais altas. Assim, uma dentadura estragada, uma higiene bucal deficiente ou o hábito de comer depressa ou não mastigar bem fazem com que os alimentos passem para o intestino mal digeridos, provocando uma irritação e uma autêntica inflamação.

Ao mesmo resultado conduzem também algumas doenças do estômago, como as gastrites ou as intervenções cirúrgicas que reduzem o volume e a capacidade digestiva do estômago. Do mesmo modo, uma atividade insuficiente do pâncreas ou do fígado não permite que se complete a última parte da digestão antes da absorção. Uma alimentação irregular, quer por ausência de horário fixo para as refeições, quer por abuso de substâncias que estimulam a motilidade intestinal, pode, a longo prazo, provocar ou favorecer em indivíduos predispostos, o aparecimento da doença.

A mucosa intestinal pode também tornar-se hipersensível a uma determinada substância, embora seja de uso muito corrente, e até que a referida substância seja identificada e eliminada a doença continua.

Cabe também salientar, a propósito da obstipação e da colite espástica, a importância do baixo consumo de fibras vegetais. Atualmente há uma tendência para uma dieta rica em açúcares muito refinados, assim como proteínas e gorduras, mas em contrapartida, perdeu fibra vegetal. Por tais razões, os alimentos são agora mais facilmente digeríveis e absorvíveis, e isso, além de favorecer o aparecimento da diabetes, da obesidade, de aumentar o colesterol no sangue e a arteriosclerose, não permite a formação de uma quantidade suficiente de resíduos, o que provoca a redução da massa das fezes e favorece o aparecimento da obstipação. Do mesmo modo, algumas doenças infecciosas intestinais, assim como o uso e abuso de laxantes e clisteres, conduzem com o tempo à instauração de uma forma irritativa do cólon, desencadeando alterações que persistem mesmo depois da suspensão dos laxantes ou clisteres.

Por último, uma das hipóteses mais discutidas acerca das causas possíveis da colite é a que faz referência à componente psicossomática. Com efeito, é fácil encontrar na história passada dos pacientes afetados por esta doença uma situação de stress de ordem familiar, económica, laboral, uma aspiração frustrada, um estado de neurose obsessiva ou alterações da esfera afetiva. É sabido que os movimentos intestinais se reduzem em correspondência com estados depressivos e se acentuam nos estados de ansiedade ou medo

DIAGNÓSTICO

A identificação do síndroma do cólon irritável não é fácil, já que pode apresentar o quadro clínico de um elevado numero de doenças intestinais e extra-intestinais.

Os exames auxiliares de diagnóstico mais utilizados são em regra a pesquisa de sangue nas fezes, uma cultura para determinação da existência de uma eventual infecção intestinal, uma radiografia do cólon com clister opaco, e eventualmente uma colonoscopia.

EVOLUÇÃO

A colite é uma doença crónica recorrente; em alguns casos, pode apresentar-se só durante um período limitado da vida, na medida em que a cura pode produzir-se espontaneamente ou em consequência do tratamento.

TRATAMENTO

São vários os medicamentos utilizados no tratamento desta doença, desde antiespasmódicos até anti-diarreicos. Os psicofármacos (ansiolíticos e antidepressivos) também têm um papel importante dada a componente psíquica característica desta patologia.

Recentemente, voltou a dar-se muita importância à eficácia das fibras dietéticas vegetais, como, por exemplo, o farelo, já que aumentam o volume e o conteúdo de água das fezes. Por outro lado, o referido efeito deve-se não só às propriedades das fibras mas também à produção no cólon de ácidos gordos que atuam localmente como laxantes.

Pelo contrário devem ser evitados, e mesmo proibidos, todos os laxantes irritativos.

A dieta é fundamental!

Nas formas fermentativas, devem eliminar-se ou reduzir-se de forma drástica o pão, as massas, os produtos de pastelaria em geral, o arroz, as ervilhas, os feijões, as favas, as lentilhas e todas as hortaliças ricas em amido.

Nas formas por excesso de putrefação, a dieta deve basear-se numa redução mais ou menos drástica das proteínas, conforme a gravidade do caso. Por outro lado, dado que existe uma inflamação da mucosa intestinal devem evitar-se também a ingestão de substâncias ricas em celulose (o repolho, o tomate e a abóbora) as quais devido ao seu volume estimulam com demasiada energia as paredes do cólon

Fonte: ptsocsaude.atspace.org

Colite

Algumas expressões relativas à saúde têm uma presença tão marcante na linguagem popular que tornam-se muitas vezes sinônimos de diagnósticos de doenças, até mesmo banalizadas, pela freqüência e ingenuidade com que são utilizadas. Este comportamento ajuda a disseminar conceitos, sustentados pelo vocabulário leigo e nem sempre apropriados que, apesar de suas melhores intenções, pode confundir as pessoas e criar expectativas ou ansiedades desnecessárias.

Certamente a palavra "colite" ocupa uma posição de destaque entre essas expressões. Ela deve ser, aliás, uma das mais difundidas pelo "dicionário" não médico, formado a partir da opinião pública não especializada, sempre disponível para auxiliar alguém necessitado de recompor seu bem estar físico ou psíquico.

É preciso reconhecer também que esta terminologia faz parte, igualmente, do linguajar médico, e infelizmente nem sempre é corretamente aplicada, o que demonstra que sua fixação ao idioma cria vícios, inclusive entre os profissionais que trabalham diretamente com o doente. Apenas para exemplificar, o sufixo "ite" implica na existência de inflamação, o que, em realidade, não é identificada em todos os doentes portadores dessa suposta afecção.

A doença "colite", conhecida por vários nomes - colite nervosa, colite espástica ou cólon irritável - é uma alteração do funcionamento intestinal, caracterizada por mudanças na freqüência das evacuações e na consistência das fezes, acompanhadas de dor abdominal, que se alivia quando o indivíduo evacua ou elimina gases intestinais. É hoje denominada síndrome do intestino irritável (SII) e calcula-se, no mundo ocidental, que afete algo em torno de 20% da população, de todas as raças e idades, com predomínio entre as mulheres. Trata-se, portanto, de um número significativo de pessoas, que ao lado de doentes com outros distúrbios funcionais são responsáveis pelo maior contingente de consultas das clínicas gastroenterológicas

Pode se apresentar no formato constipado, aquele em que o doente encontra maior dificuldade para evacuar, diariamente ou não, eliminando, com esforço, fezes muito endurecidas, de pequeno volume, restando a sensação de evacuação incompleta. Um segundo modelo do intestino irritável é o diarreico, no qual múltiplas evacuações, em geral após o desjejum, retêm o indivíduo no seu domicílio, retardando o início de suas atividades, pois a vontade de evacuar lhe obriga a um atendimento de urgência, sob risco de não conseguir controlá-la. É como se ocorresse a fragmentação de uma evacuação em várias partes. Um fato que chama a atenção da diarréia do intestino irritável é que ela não acorda o doente durante a noite sendo, portanto, exclusivamente diurna.

E um terceiro modelo, misto ou alternado, intercala períodos constipados e diarreicos. Todas estas formas de apresentação da SII costumam entremear fases de absoluta normalidade intestinal, que com o passar do tempo tendem a se tornar cada vez mais curtas, até que as alterações se tornam permanentes

Hipersensibilidade

Outra queixa freqüente que acompanha as modificações do funcionamento intestinal é a percepção de gases, provocando a sensação de aumento do volume abdominal, nem sempre visível, devido a hipersensibilidade que essas pessoas têm dos vários segmentos do seu intestino.

Dessa forma, os sintomas diarréia ou constipação, dor e estufamento do abdome, concorrem para prejudicar a qualidade de vida dos doentes, interferindo no seu desempenho profissional, restringindo de alguma forma sua dieta alimentar e comprometendo seu estado de humor. Mas apesar dos grandes incômodos que esta disfunção intestinal provoca, sua evolução arrastada, porém benigna, não predispõe o indivíduo portador da colite a outras doenças intestinais, por mais demorada que seja sua duração.

Como outras doenças exclusivamente relacionadas a um distúrbio de funcionamento de alguma víscera, na SII os exames convencionais não identificam qualquer anormalidade. Por isso, devem ser investigados apenas os casos onde exista dúvida de diagnóstico ou aqueles em que haja algum fator de risco para doenças do intestino, particularmente os com histórico familiar de tumores digestivos.

Inflamação

Do outro lado, as doenças entendidas como verdadeiras colites devem, obrigatoriamente, ser acompanhadas da presença de inflamação. Esta estará localizada em uma ou mais camadas da parede do cólon (intestino grosso).

Dentre os vários tipos de doença inflamatória intestinal está a conhecida retocolite ulcerativa inespecífica (RCUI), que se caracteriza por apresentar, cronicamente, alterações decorrentes do processo inflamatório cuja causa não é, até hoje, determinada. Somente uma poente. Na RCUI pode haver algum grau de emagrecimento e anemia, fatos ausentes do distúrbio funcional comentado anteriormente.

Diante de tudo o que foi explicado aqui, pode-se concluir que quando se diagnostica uma colite, significa que o quadro em questão tem características inflamatórias e que quaisquer alterações do funcionamento intestinal presentes estarão na dependência das conseqüências decorrentes desta. Neste caso, há uma série de exames complementares que permitem sua confirmação, pelas anormalidades habitualmente identificadas nequena parcela da população, em geral composta por pessoas jovens (homens ou mulheres), será afetada por esta doença. A proporção varia de 5 a 20 casos em cada 100.000 pessoas, ou seja, um número muito menor que o da popular colite.

Também muito diferente é o conjunto de sintomas observado na RCUI: evacuações diarreicas, diurnas ou noturnas, cujas fezes exibem em variados graus a presença de muco e sangue vivo, acompanhadas de cólicas abdominais, febre e perda de peso. Indisposição geral e inapetência também são queixas relatadas com alguma freqüência.

Estas manifestações podem até não incomodar muito e desaparecer espontaneamente. Assim, pelo menos nas fases iniciais, podem ser interpretadas como meras intoxicações alimentares, tanto pelo doente quanto pelo médico, num eventual atendimento durante aos primeiros surtos agudos da doença. Entretanto, com o passar do tempo, a repetição das crises deve sugerir ao doente a procura da assistência médica, cabendo ao profissional analisar a hipótese de doença inflamatória e encaminhamento para esclarecimento do diagnóstico.

Uma outra diferença clínica importante entre essas duas entidades que tendem a ser rotuladas pelo mesmo termo colite, é que o processo inflamatório crônico da RCUI altera o estado geral do destas eventualidades.

A doença "colite", conhecida por vários nomes - colite nervosa, colite espástica ou cólon irritável - é uma alteração do funcionamento intestinal

Colite manifesta-se em cerca de 20% da população adulta mundial

Esse distúrbio é mais comum no intestino grosso. Caracteriza-se por alterações na freqüência das evacuações e nas características das fezes. Uma parte dos portadores tem diarréia, outros apresentam prisão de ventre e os restantes ora um problema, ora o outro.

A colite ocorre em cerca de 20% da população adulta do planeta, principalmente nas mulheres de 15 a 45 anos.

Colite não é doença. É um distúrbio das funções intestinais, que se caracteriza por alterações na freqüência das evacuações e nas características das fezes. Há ainda aumento da sensibilidade nos intestinos, o que leva à dor ou ao desconforto abdominais. O problema é mais comum no intestino grosso, porém ocorre também no intestino delgado. Parte dos doentes tem diarréia, outros ficam com prisão de ventre e os restantes ora têm diarréia, ora prisão de ventre.

A colite, ou síndrome do intestino irritável, atinge 20% da população adulta. Ocorre mais em mulheres dos 15 aos 45 anos - a proporção, no Ocidente, é de duas mulheres para cada homem. Acredita-se que essas pessoas nasçam predispostas a terem os sintomas em algum momento da vida.

As queixas dos portadores de prisão de ventre são evacuações difíceis, que exigem esforço, fezes de pequeno volume e calibre, endurecidas, nem sempre diárias.

Os que têm diarréia, de outro lado, precisam ir à toalete freqüentemente. Em geral, as evacuações se iniciam logo após o café manhã. Eles têm estímulos repetidos para evacuar, o que leva a uma sucessão de evacuações.

Característica importante é a urgência para evacuar: quando vem a vontade, são obrigados a atendê-la de pronto; caso contrário, correm o risco de não conseguir se controlar. Tudo pode repetirse depois do almoço. Outra característica é que a diarréia se manifesta só enquanto estão acordados e não os desperta durante a noite.

Já quem apresenta a forma alternada passa alguns dias com diarréia e outros com prisão de ventre. No início dos sintomas há dias com evacuações normais, mas a tendência, para a maioria dos indivíduos, é a diminuição dos intervalos de normalidade. Outro sintoma importante é dor ou desconforto abdominais, que diminui à medida que eles eliminam gases ou fezes.

Por muito tempo se especulou sobre a possibilidade de a causa do distúrbio ter origem psicogênica. Submetido a impactos emocionais durante o dia, o organismo responderia com dor e alteração do ritmo intestinal. O fator emocional é real, mas hoje se sabe que os sintomas estão relacionados sobretudo à serotonina, substância produzida por células do estômago e do intestino que é responsável pela modulação dos movimentos e da secreção de fluidos nos dois órgãos.

Os critérios para o diagnóstico clínico do problema são os seguintes: dor ou desconforto abdominais que diminuem com a evacuação ou eliminação de gases, associados à alteraçãona freqüência das evacuações ou na consistência do bolo fecal.

Os sintomas devem existir no mínimo há um ano, por pelo menos três meses, consecutivos ou não, e em 25% das evacuações ou mais. Esses critérios dão exatidão diagnóstica à maioria dos casos; até porque não há exames de laboratório ou imagem que identifiquem qualquer anormalidade intestinal.

Os sintomas da colite podem ser intensificados por stress, ansiedade, depressão e outros fatores psicossociais. Já alimentos gordurosos, laxativos ou produtores de gás - como leite, repolho, couve e grãos - aumentam o desconforto abdominal.

Pessoas com sintomas ou que se achem portadoras de colite devem consultar um gastroenterologista.

O diagnóstico é clínico: o médico as examina e conversa com elas para descobrir se se enquadram nos critérios de diagnóstico. Constatado que são portadoras, caso tenham dor significativa, o controle é feito com antiespasmódicos ou outros relaxantes da musculatura intestinal, ou, ainda, com drogas que atuem sobre a sensibilidade da víscera, por interferência na ação da serotonina. O tratamento inclui produtos que corrijam o ritmo das evacuações e a consistência do bolo fecal.

A colite é tratada com remédios, mas tende a voltar - muitas vezes sem motivo aparente ou quando a pessoa sofre impactos emocionais, mesmo positivos. É importante, finalmente, que evite os alimentos citados e, se possível, mude seu estilo de vida, aumentando os períodos de lazer com o objetivo de minimizar o stress.

Sender Miszputen

Fonte: www.caras.com.br

Colite

Colite Associada a Antibióticos

A colite associada ao uso de antibióticos é a inflamação do intestino grosso decorrente do uso de antibióticos. Muitos antibióticos alteram o equilíbrio entre os tipos e as quantidades de bactérias presentes no intestino, permitindo dessa maneira a proliferação de determinadas bactérias patogênicas (que causam doenças).

A bactéria que mais comumente causa problemas é o Clostridium difficile, que é responsável pela produção de duas toxinas que podem lesar o revestimento protetor do intestino grosso.

Os antibióticos que mais freqüentemente causam esse distúrbio são a clindamicina, a ampicilina e as cefalosporinas (p.ex., cefalotina). Outros antibióticos que podem causar o distúrbio incluem as penicilinas, a eritromicina, o sulfametoxazol-trimetoprim, o cloranfenicol e as tetraciclinas.

O crescimento excessivo de Clostridium difficile pode ocorrer independentemente do antibiótico ser administrado pela via oral ou parenteral. O risco aumenta com a idade, mas os adultos jovens e as crianças também podem ser afetados. Nos casos leves, o revestimento do intestino pode tornarse discretamente inflamado.

Na colite grave, a inflamação é extensa e o revestimento apresenta ulcerações.

Sintomas

Normalmente, os sintomas iniciam enquanto o indivíduo está utilizando antibióticos. No entanto, em um terço dos pacientes, os sintomas ocorrem 1 a 10 dias após a interrupção do medicamento, e, em alguns indivíduos, eles manifestamse somente após seis semanas. Tipicamente, os sintomas variam de uma diarréia leve a uma diarréia sanguinolenta, dor abdominal e febre. Os casos mais graves podem provocar uma desidratação potencialmente letal, hipotensão arterial, megacólon tóxico e perfuração do intestino delgado.

Diagnóstico

O médico diagnostica a colite por meio da inspeção do intestino grosso inflamado, normalmente através de um sigmoidoscópio (um tubo de visualização rígido ou flexível utilizado para examinar o cólon sigmóide). Quando a área afetada encontra-se localizada em um ponto além do alcance do sigmoidoscópio, pode ser necessária a utilização de um colonoscópio (um tubo de visualização flexível mais longo que permite o exame de todo o intestino grosso).

O diagnóstico da colite associada ao uso de antibióticos é confirmado quando o Clostridium difficil e é identificado em uma coprocultura (cultura de fezes) ou quando sua toxina é detectada nas fezes.

A toxina pode ser detectada em 20% dos casos de colite leve associada ao uso antibióticos e em mais de 90% dos casos de colite grave associada ao uso de antibióticos. Os exames laboratoriais revelam uma contagem leucocitária anormalmente elevada durante os episódios graves.

Tratamento

Quando o indivíduo com colite associada ao uso de antibióticos apresenta uma diarréia intensa enquanto estiver utilizando o medicamento, este é imediatamente suspenso, exceto quando ele for imprescindível. De modo geral, devem ser evitados os medicamentos que retardam o movimento intestinal (p.ex., difenoxilato), pois eles podem prolongar a doença ao manterem a toxina responsável em contato com o intestino grosso.

A diarréia induzida por antibiótico não complicada geralmente cessa espontaneamente em 10 a 12 dias após a interrupção do uso. Quando isto ocorre, nenhum outro tipo de tratamento é necessário. Entretanto, se ocorrer a persistência de sintomas leves, a colestiramina pode ser eficaz, provavelmente pelo fato dela ligarse à toxina. Para a maioria dos casos de colite grave associada ao uso de antibióticos, o metronidazol (um antibiótico) é eficaz no tratamento contra o Clostridium difficile.

A vancomicina (um outro antibiótico) é reservada aos casos mais graves ou resistentes. Os sintomas retornam em até 20% dos pacientes e eles devem ser tratados novamente. Quando a diarréia retorna repetidamente, pode ser necessária a instituição de uma antibioticoterapia prolongada. Alguns pacientes são tratados com preparações de lactobacilos administradas pela via oral ou de bacteróides administrados pela via retal, com o objetivo de restabelecer a flora bacteriana normal do intestino.

No entanto, esses tratamentos não são realizados de forma rotineira.

Raramente, a colite associada ao uso de antibióticos é aguda e fulminante e o indivíduo deve ser hospitalizado para a administração intravenosa de líquidos e eletrólitos e de transfusões de sangue. Ocasionalmente, como medida de salvamento, pode ser realizada uma ileostomia temporária (conexão criada cirurgicamente entre o intestino delgado e uma abertura na parede abdominal, desviando as fezes do intestino grosso e do reto) ou a remoção cirúrgica do intestino grosso.

Fonte: mmspf.msdonline.com.br

Colite

Descrição

É a inflamação da mucosa do intestino grosso que dá origem a sintomas de diarréia, dor e distensão abdominal, flatulência e desidratação.

Causas

Existem vários tipos de colite e suas causas são muito variadas: de doenças primárias, irritações do intestino por alterações da flora bacteriana e uso de antibióticos, até parasitas (ameba ou Entamoeba histolytica), bactérias (Campylobacter, Salmonella typhi, Shigella), vírus ou ulcerações.

Sintomas

Cada tipo particular de colite apresenta características especiais que dependem da longitude e da espessura da parede intestinal comprometidas no quadro.

Além dos Sintomas de diarréia, dor abdominal, flatulência e desidratação, pode-se apresentar febre alta e inflamação do peritônio, como no caso da colite ulcerosa; obstruções intestinais, formação de fístulas entre dois trechos do intestino ou de abscessos, como na doença de Crohn.

A diarréia pode ser aquosa e sanguinolenta, como no caso da colite hemorrágica, que causa grande desidratação, anemia e fraqueza.

Uma colite que acometa toda a espessura da parede pode dar origem a um íleo: a interrupção dos movimentos dessa parede e a paralisaçáo do trânsito intestinal.

Diagnóstico

A análise da sintomatologia do paciente, uma análise de fezes, que inclua estudos parasitológicos e coprocultura (cultura de fezes), ajuda a estabelecer o diagnóstico. Naqueles casos nos quais existem suspeitas de uma doença inflamatória de base pode ser feita uma inspeção do cólon. Os raios X de abdômen, com enema de bário, também podem contribuir para o diagnóstico.

Tratamento

Dependerá das causas que tenham provocado a colite.

Para tratar as infecções, pode-se ministrar antibióticos ou antiparasitários, dependendo do caso. Em linhas gerais, indica-se ingerir suficiente quantidade de líquido para repor o que se tiver perdido e manter uma dieta branda.

Fonte: www.saudesaude.com.br

Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal