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Doença de Crohn

CONCEITO

Doença granulomatosa crônica (inflamatória), podendo ocorrer em qualquer parte do tubo digestórios, da boca ao orifício retal, localizando-se com maior freqüência na região ileocecal.

A distribuição da doença compreende, aproximadamente: intestino delgado 25%, cólon 20%, região íleocólica 55%.

PATOGENIA

Caracteriza-se por inflamação transmural, atingindo todas as camadas da parede intestinal, envolvendo o mesentério adjacente e linfonodos.

A inflamação leva ao espessamento da parede intestinal, fibrose, estenose e úlceras profundas levando a formação de fístulas e fissuras.

ETIOLOGIA

Fatores genéticos

Agentes infecciosos

Mecanismos imunológicos

Embora nenhum ainda definitivamente comprovado.

EPIDEMIOLOGIA

A crise inicial ocorre em qualquer idade

Maior incidência ocorre entre os 20 e 40 anos de idade

Ambos os sexos

Mais freqüente em indivíduos brancos

Nos EUA, é duas vezes mais freqüente em judeus.

QUADRO CLÍNICO

As manifestações iniciais podem ser intestinais ou decorrentes das complicações da doença.

O quadro clínico tem, geralmente, início insidioso e depende da localização da doença.

Apresentando como sinais e sintomas:

Diarréia, perda de peso, febre baixa, astenia, dor abdominal tipo cólica, perda sanguínea via retal,

Crises intermitentes, episódios transitórios de obstrução intestinal parcial ou total quando o intestino delgado.

Está comprometido.

DIAGNÓSTICO

Pode ser dificultado e atrasado devido alguns pacientes ter sintomas discretos e pelas manifestações extras intestinais chamar mais atenção do médico do que os digestórios.

Anamnese

Exame Físico

Exames Radiológicos

Exames Endoscópicos

Exames Laboratoriais, entre outros.

EXAME FÍSICO

Os sinais dependem da extensão do intestino envolvido, da gravidade do quadro e das complicações.

EXAME DO ABDOME – pode demonstrar massa abdominal em geral na fossa ilíaca direita ou mesmo irritação peritonial.

EXAME DA REGIÃO PERIANAL – pode demonstrar fístula, abscesso ou fissura.

Manifestações extras intestinais incluem úlceras orais, sinais de inflamação articular e ocular, eritema nodoso e pioderma gangrenoso.

Maior incidência de cálculos vesiculares, em conseqüência da mau absorção e redução de sais biliares e da hipomotilidade vesicular.

EXAMES RADIOLÓGICOS

Radiografia simples de abdome – presença de alças dilatadas no intestino delgado e níveis hidroaéreos quando há obstrução intestinal. Também pode ocorrer pneumoperitônio por perfuração intestinal.

Exame contrastado do intestino delgado - trânsito intestinal. (espessamento e edema de alças coniventes, alterações das mucosas).

Enema opaco – perda de haustrações.

EXAMES ENDOSCÓPICOS

Endoscopia digestória alta: a biópsia de regiões aparentemente normal pode apresentar granuloma.

Retossigmoidoscopia: a biópsia demonstra alterações inflamatórias e granuloma.

Colonoscopia: determina extensão e gravidade do envolvimento colônico.

OUTROS EXAMES

Hemograma: leucocitose, trombocitose (casos graves), anemia microcítica ou megaloblástica.

Provas de sensibilidades cutânea

Hipoalbunemia

Fosfatase alcalina e bilirrubina: aumentada nos casos de complicações hepato biliares.

Balanço de gordura fecal

Ultra-sonografia

Tomografia computadorizada

Ressonância magnética

Obs: Na US, TC e RM sugere estenose das alças comprometidas e localização de coleções.

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

RCUI – nos casos de Doença de Crohn com envolvimento colônico

Doenças Infecciosas – Tuberculose intestinal, Yersinia enterocolítica, Blastomicose, Actinomicose e Histoplasmose.

Outras – Doença isquêmica intestinal, Tumores (linfoma, adenocarcinoma), Síndrome carcinóide, Apendicite bloqueada, Ameboma, Esquistossomose, Perfuração intestinal bloqueada, Amiloidose, Sarcoidose.

TRATAMENTO

CLÍNICO

Medidas de suporte:

Repouso no leito,

Anticolinérgicos (loperamida, codeína),

Uso de sonda nasogástrica (quando ocorrer suboclusão ou obstrução intestinal),

Antibióticos (quando dor, febre e leucocitose),

Suporte emocional é indispensável,

Agentes antiinflamatórios e imunossupressores (prednisona, sulfassalazina, metronidazol, ciprofloxacina, 6-mercaptopurina).

CUIDADOS GERAIS E NUTRICIONAIS:

Em crises graves é recomendável suspender a alimentação oral e utilizar via parenteral.

Quando existe obstrução, recomenda-se aspiração nasogástrica.

Vitamina D, vitamina K, cálcio, ácido fólico, ferro.

Vitamina B12 e triglicerídeos quando houver comprometimento ileal e má absorção intestinal.

CIRÚRGICO

Devido ao fato da etiologia permanecer desconhecida e o tratamento clínico ser pouco satisfatório, o tratamento cirúrgico tem sido indicado com maior freqüência nos últimos anos.

Indicações – irritabilidade clínica, fístulas, obstrução intestinal, doença perianal extensa associada à incontinência retal, manifestações extra intestinais, retardo do crescimento.

TRATAMENTO CIRÚRGICO DE URGÊNCIA

INDICAÇÕES:

Hemorragia maciça,

Obstrução aguda,

Perfuração com peritonite,

Megacólon tóxico,

Ileíte aguda.

Fonte: www2.unoeste.br

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