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Doenças Inflamatórias Intestinais

O QUE SÃO?

Denominam-se Doenças Inflamatórias Intestinais um grupo de distúrbios inflamatórios crônicos envolvendo os intestinos delgado e grosso, representadas pela Retocolite Ulcerativa, Doença de Crohn e pelas Colites Indeterminadas, que são formas que apresentam sinais e sintomas que podem ser comuns entre estas duas doenças.

A Retocolite Ulcerativa e a doença de Crohn são doenças, as quais apresentam relatos de sua ocorrência desde o Século XIX.

Os relatos históricos mostram que, após a década de 30, ocorreu um sensível aumento do número de casos relatados a nível mundial, sendo que as duas doenças apresentam na atualidade uma freqüência semelhante, com incidência aproximada de até 20 por 100.000 habitantes. Regiões que apresentam uma elevada incidência de Retocolite Ulcerativa também têm uma alta incidência de doença de Crohn. Existe uma tendência de ocorrência familiar e racial na Doença Inflamatória Intestinal, possibilitando a afirmativa da importância do fator genético, sendo que uma história familiar de doença de Crohn está associada a um aumento tanto para a doença de Crohn como para a Retocolite Ulcerativa e vice versa. Determinados perfis de personalidade também podem relacionar-se com o aparecimento destas doenças.

Admite-se que o fumo constitui um fator ambiental que tem sido consistentemente associada a um menor risco de Retocolite Ulcerativa e um maior risco de doença de Crohn. A relação da ocorrência destas doenças com o estado sócio-econômico, as atividades físicas, a dieta e os anticoncepcionais orais foram propostos, mas os resultados dos diversos estudos são inconsistentes. Podem ocorrer em ambos os sexos, todas as raças e qualquer faixa etária, porém geralmente em jovens.

Alguns estudos tem proposto que ocorrências nos primeiros anos de vida de situações como infecções graves, maus hábitos de higiene estão associados com o aparecimento destas doenças.

COMO SE MANIFESTAM?

A Retocolite Ulcerativa é uma doença crônica, com característica de ser recorrente, localizada no intestino grosso (cólon), que é a porção terminal do intestino, com aproximadamente noventa centímetros de comprimento que inicia-se na porção inferior direita do abdome (cólon ascendente), terminando no reto. Esta estrutura do intestino tem como uma de suas funções, a de desidratar as fezes, e a outra,é a de armazenar fezes já formadas até o momento da evacuação. Quando a Retocolite Ulcerativa afeta o cólon, há no revestimento interno do intestino inflamação em algum segmento e formação de úlceras. A doença pode envolver todo o cólon ou somente parte, como no reto, ou mais correntemente, alguma área localizada entre eles.

A Colite Ulcerativa caracteriza-se por uma reação inflamatória que envolve sobretudo a mucosa do intestino grosso. Esta doença inflamatória crônica e ulcerativa da mucosa do intestino grosso quase sempre começa no reto. Quando está ativa, a mucosa intestinal torna-se maciçamente infiltrada por células inflamatórias de fases aguda e crônica. A musculatura intestinal pode estar danificada, levando ao que se chama de megacólon (dilatação importante do intestino grosso).

Seus principais sintomas são: diarréia sanguinolenta e dor abdominal, esses sintomas são freqüentemente acompanhados por febre e perda de peso. O paciente grave queixa-se de cólicas fortes e demonstra sinais e sintomas de desidratação, anemia, febre e perda de peso. Diante de comprometimento predominantemente retal, pode ocorrer em vez de diarréia, constipação. As manifestações fora do intestino são artrite, alterações cutâneas ou evidências de doenças no fígado; pode ser um fator predisponente para câncer de intestino grosso. A deficiência de ferro pode ocorrer decorrente da perda crônica de sangue.

Certas anormalidades dos eletrólitos, sobretudo baixo nível de potássio sanguineo (hipopotassemia), refletem o grau de diarréia. A perda de proteína para o lúmem, através da mucosa ulcerada, pode levar a hipoalbuminemia.

A doença de Crohn e a colite ulcerativa afetam principalmente os intestinos, resultando em dor, diarréia severa, hemorragia intestinal, perda de peso e febre. A Doença de Crohn e a Colite Ulcerativa afetam igualmente ambos os sexos. São mais comuns em indivíduos brancos que em negros ou asiáticos; com maior incidência em judeus. Podem ocorrer em todas as faixas etárias, no entanto, costumam aparecer entre os 15 e 35 anos de idade.

Os intestinos delgado e grosso são fundamentais para a digestão e absorção de nutrientes, auxiliado por de secreções vindas do fígado, pâncreas e intestino delgado que ocorre o prolongamento da digestão no duodeno e jejuno, antes já iniciada na boca e estômago. A absorção ocorre primariamente no jejuno; sendo que algumas substâncias são absorvidas no íleo terminal, como é o caso das gorduras, sais biliares e vitamina B12. O Intestino grosso, ou cólon, é o responsável por absorver água e excretar massa fecal.

A Doença de Crohn caracteriza-se por inflamação crônica que se estende por todas as camadas da parede intestinal. Envolve predominantemente a parte distal do intestino delgado (íleo). Um quadro inflamatório semelhante pode ocorrer no intestino grosso (cólon) isoladamente ou com acometimento concomitante do intestino delgado. A Doença de Crohn localizada em segmentos do íleo também é conhecida como Enterite Regional.

Este distúrbio tanto pode desaparecer eventualmente, apresentando um curso benigno, quanto pode levar a complicações graves, como obstrução intestinal ou formação de fístula. Suas principais manifestações clínicas são: febre, dor ou cólica abdominal, fadiga generalizada, diarréia por período de tempo prolongado ou recorrente, anorexia e perda de peso. Pode haver anemia causada pela perda de sangue oculto, pelo efeito da inflamação crônica sobre a medula óssea ou pela má absorção de folato e vitamina B12. Outras manifestações não relacionadas com o aparelho digestivo podem ocorrer, como artrite, conjuntivite, uveíte, lesões na pele.

Nos casos de doença de Crohn, a diarréia pode resultar de malabsorção de sais biliares, área da superfície intestinal inadequada, tratamento fistulosos ou crescimento bacteriano excessivo. Em relação a consistência das fezes, quando estas se apresentam aquosas e soltas sugerem o envolvimento ileal, enquanto a incontinência, urgência ou sangramento retal (o que é mais comum na Colite Ulcerativa) sugerem envolvimento do intestino grosso. Os casos que apresentam diarréia importante, podem acontecer anormalidades dos sais do organismo, os eletrólitos (hipopotassemia, hipomagnesemia). A hipocalcemia (baixos níveis de cálcio sangüíneo) pode refletir extenso envolvimento da mucosa e má absorção de vitamina D. A má absorção de aminoácidos, bem como uma enteropatia perdedora de proteína podem levar a diminuição da síntese protéica, com baixos níveis plasmáticos de albumina. Esteatorréia pode acontecer decorrente da depleção de sais biliares e da lesão da mucosa.

CAUSAS

A causa básica destas doença é ainda desconhecida, muito embora pesquisadores acreditam que pode ser um defeito no sistema imunológico, em que os anticorpos do próprio organismo ataquem o cólon. Outros especulam que um microorganismo não identificado seja responsável pela doença. Muito provavelmente, a combinação desses fatores, incluindo hereditariedade, podem estar envolvidos na causa. Pesquisadores já estabeleceram desenvolveram o primeiro perfil genético para a doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa, dois tipos de doenças inflamatórias do intestino. Segundo estes, alguns dos genes identificados devem estar envolvidos em eventos primários, causando as doenças diretamente, enquanto outros são importantes na determinação da evolução da doença. Esta caracterização genética poderá auxiliar os médicos a diagnosticar mais especificamente pacientes que permanecem na categoria inespecífica de "Colite indeterminada".

Muitos estudos já demonstraram taxas aumentadas de câncer de cólon em pacientes com RCU e a superexpressão de vários genes de câncer fortalece o elo entre a doença e o câncer de cólon. A expressão aumentada de genes anti-germes em casos de DC, e mesmo em casos de RCU, aumenta a suspeita de que micróbios têm importante papel para o início da condição.

Estes distúrbios quase sempre possuem origem desconhecida. Fatores ambientais, genéticos, alimentares, imunológicos, infecciosos e até raciais tem sido investigados como seus possíveis causadores. Já se sabe que fatores psicológicos são provavelmente não primários, mas podem estar envolvidos também em sua etiologia.

Outros fatores, relacionados com a ingestão alimentar, sugerem que altos níveis de ingestão de proteína animal e ácidos graxos poliinsaturados, reduzida ingestão de ácidos graxos ômega-3 e ausência de fibras dietética possam ser aspectos que levam ao desenvolvimento destas doenças.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico é suspeitado pelos sintomas e evolução clínica recorrente dos mesmos. Um exame com endoscopia (colonoscopia, retosigmoidoscopia) é sempre necessário, pos fornece detalhes característicos destas doenças. A Tomografia Computadorizada e o Raios-X do intestino também podem fornecer importantes elementos diagnósticos. Eventualmente a biópsia se fará necessária para melhores esclarecimentos.

COMPLICAÇÕES

Muitas pessoas com estas doenças respondem bem ao tratamento e conseguem ter uma vida confortável. Entretanto a doença pode tornar-se bastante severa necessitando de internação e Raios-X do cólon. Em raros casos há necessidade de cirurgia de emergência em função do megacólon tóxico ou perfuração intestinal. A doença pode afetar a parte nutricional, causando retardo no crescimento infantil e do adolescente. Fígado, pele, olhos ou articulações ocasionalmente podem ter problemas mesmo antes de ter sintomas intestinais. A longo prazo a colite ulcerativa gera uma grande preocupação que é o câncer de cólon. O risco de desenvolver o câncer de cólon aumenta significativamente quando a doença começa na infância, quando se apresenta pior dos 8 a 10 anos, ou quando há história familiar de câncer de cólon. Nestas situações é particularmente importante a vigilância do intestino, mesmo quando não haja sintomas. Análise do cólon com biópsias realizadas durante a colonoscopia podem freqüentemente predizer se o câncer de cólon ocorrerá. Nestes casos, a cirurgia preventiva é recomendada.

TRATAMENTO

Há vários tipos de tratamento disponíveis: as substâncias anti-inflamatórias como sulfazalazina, mesalina, imunosupressores (Azathioprina, 6-MP, ciciclosporina e methotrexate) e glicocorticóides são basicamente o que se utiliza no tratamento medicamentoso das doenças intestinais inflamatórias.

Algumas complicações da Doença de Crohn, como obstrução e fístula, requerem tratamento cirúrgico. Este melhora as condições clínicas de pessoas que apresentam complicações agudas ou crônicas, mas não cura a doença, uma vez que esta recorre e persiste mesmo após a ressecção cirúrgica. Em muitos casos de Colite Ulcerativa o cólon deve ser removido e uma bolsa ileal ou anastomose ileoanal deve ser criada.

Os medicamentos utilizados na Doença Intestinal Inflamatória estabelecem forte interação com os nutrientes essenciais para o organismo. O glicocorticóide por exemplo, diminui a absorção dos minerais Cálcio e Fósforo e das vitaminas B6, C e D; aumenta o catabolismo protéico e inibe a síntese de proteína; aumenta a glicemia e aumenta a excreção urinária de Magnésio, Zinco, Cálcio, vitaminas K e C e Nitrogênio. Pode aumentar o colesterol sangüíneo e triglicerídeo.

A sulfazalazina inibe a absorção de ácido fólico, e pode levar a anemia megaloblástica. Especialmente nessas doenças em que se observam redução do apetite, diarréia, má absorção dos nutrientes; fatores que prejudicam a assimilação de fluidos, minerais e vitaminas pelo corpo; a boa nutrição se faz essencial. A conduta dietoterápica para portadores de doença intestinal inflamatória deve ser individualizada, pois cada paciente necessita de cuidados específicos que variam de acordo com seu estado clínico. Pacientes graves, enfermos, são tratados com nutrição parenteral já que os nutrientes não são absorvidos adequadamente pelo trato intestinal, que nesta ocasião deve ficar em repouso.

A dieta na Doença de Cronh e Colite Ulcerativa deve ter alto teor protéico-calórico porque pacientes com doença intestinal inflamatória freqüentemente necessitam repor os depósitos corporais, para evitar quadros como anemia e perda de massa muscular. A interação com o glicocorticóide e a perda de proteína através dos episódios de diarréia também são fatores que contribuem para uma dieta hiperprotéica. O caseinato de cálcio, por seu efeito constipante, deve ser utilizada.

Atenção especial deve ser dada para os alimentos protéicos derivados de leite.

Na Doença de Crohn, a atividade da enzima lactase pode ser reduzida, levando a intolerância à lactose. Caso esta situação aconteça, o leite e seus derivados são desaconselhados, no entanto, alguns produtos lácteos como queijos, iogurtes e leite com baixo teor de lactose podem ser consumidos por serem bem tolerados.

Na doença de Crohn, as gorduras devem ser restringidas da dieta devido a deficiência em absorvê-las, formando a chamada esteatorréia (diarréia com coloração amarelada). Nesta situação os triglicerídeos de cadeia média são úteis por serem de fácil absorção.

Na Colite Ulcerativa onde o segmento intestinal mais afetado é o reto, quadros de esteatorréia são menos comuns; mesmo assim os triglicerídeos de cadeia média devem ser utilizados pelo seu alto valor calórico. A suplementação com fontes de ácidos graxos ômega-3 tem sido defendida para ajudar a minimizar o componente inflamatório das duas doenças. O ácido graxo ômega-3 pode ser encontrado em óleo de peixe, peixes de água fria e na semente de linhaça.

Os glicídios devem estar em quantidades normais ou levemente reduzidos na dieta, sem concentração de dissacarídeos (açúcares simples); preferindo os polissacarídeos.

Esta medida tem como objetivo evitar ou não potencializar distensão e dor abdominal, achados físicos característicos em ambas as doenças. Os açúcares simples podem ainda na Colite Ulcerativa levar a diarréia, devido a ação fermentativa que seus resíduos sofrem no intestino grosso. Se no tratamento da doença intestinal inflamatória estiver sendo usado glicocorticóide, atenção para a probabilidade do paciente em desenvolver hiperglicemia.

As fibras, principalmente celulose e hemicelulose, devem ser restritas na dieta uma vez que podem causar obstrução dos segmentos intestinais afetados. Portanto, vegetais e frutas crus, cereais ricos em fibras como farinha de aveia não devem ser administrados. Uma fibra que se faz necessária na doença intestinal inflamatória é a pectina, por ajudar a moldar a massa fecal. Pode ser encontrada em frutas como maçã, pêra, pêssego e banana, no entanto deve ser oferecida amassadas e/ou cozidas.

Refeições pequenas e freqüentes, ou seja, com menos volume e mais fracionada são, geralmente, mais bem toleradas do que grandes refeições e podem fazer com que o paciente se alimente melhor. As preparações não devem apresentar temperaturas extremas, principalmente fria, o que aumentaria a motilidade intestinal.

A ingestão abundante de líquidos, de forma que se previna desidratação mediante aos episódios de diarréia, é outra medida a ser considerada na dieta usualda Doença de Crohn e Colite Ulcerativa.

A suplementação das vitaminas K e B12, e possivelmente o ferro, devem ser dados como medicações injetáveis, já que não são absorvidos adequadamente pelo trato intestinal. A vitamina A e o mineral zinco são dois nutrientes que devem ser oferecidos por atuarem no processo de regeneração da mucosa intestinal e por beneficiarem o sistema imunológico.

Além disso, esta vitamina atua na síntese protéica e, principalmente sob a forma de betacaroteno possui propriedades antioxidantes, assim como também possui a vitamina E e os minerais Selênio, Cobre, Cromo, Magnésio e Manganês, que também ajuda no combate a hipocalcemia ao mobilizar Cálcio ósseo e fosfato.

A vitamina C é outro nutriente essencial na doença intestinal inflamatória, por auxiliar no processo de cicatrização da mucosa intestinal e síntese de massa magra. Também previne a anemia ferropriva ao aumentar a absorção intestinal de ferro, além da sua ação antioxidante.

O complexo B é outro grupo de micronutrientes essencial na doença de Crohn e Retocolite Ulcerativa por atuar como auxiliar no metabolismo de proteínas, lipídios e glicídios e, além disso são úteis para reverter ou prevenir quadros de anemia. Vitaminas como a B1(Tiamina) atuam ainda na normalização da peristalse ao controlar a função tônica do intestino. O Cálcio, Potássio, Zinco, Ferro, Manganês, Fósforo e até mesmo o Sódio, são os minerais mais perdidos pelos episódios de diarréia, por isso também devem estar presentes na dieta.

Nestas doenças, devem ser eliminados do cardápio os condimentos, os alimentos de difícil digestibilidade e ricos em enxofre. A purina, por ser capaz de aumentar o peristaltismo, e agravar o quadro de diarréia, também deve estar isenta da dieta.

Os alimentos ricos em enxofre devem ser evitados por provocarem o acúmulo de gases no intestino, formando a flatulência. Pertencem a este grupo de alimentos o brócolis, couve-de-bruxelas, couve-flor, feijão e ervilhas secos, leite e laticínios (para pessoas com dificuldade de digerir o açúcar natural do leite), cebola, soja e nabo. Os gases podem ser diminuidos com uso de alimentos como gengibre e os chás de erva-doce e cidreira.

O controle do estado emocional é importante, na medida em que se correlacione a piora do estado clínico com distúrbios nesta esfera.

Portanto, a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa são passíveis de controle clínico apropriado, desde que as orientações médicas sejam seguidas à risca, quando a maioria dos pacientes poderão viver normalmente, com poucas restrições. Muito embora não haja cura, o controle medicamentoso e dietético é possível; casos que requerem intervenção cirúrgica são eventuais e pouco freqüentes.

Fonte: www.rafe.com.br

Doenças Inflamatórias Intestinais

DOENÇAS INTESTINAIS CRÔNICAS

Doença Inflamatória Intestinal ou Doença Inflamatória Intestinal Crônica é um termo geral para um grupo de doenças inflamatórias crônicas de causa desconhecida envolvendo o trato gastrintestinal.

As Doenças Inflamatórias Intestinais podem ser divididas em dois grupos principais, a Colite Ulcerativa e a Doença de Crohn.

A Doença de Crohn é uma inflamação crônica do trato gastrintestinal, de origem desconhecida que envolve o intestino fino (íleo) em 30% dos pacientes, a região ileocecal em 40% dos casos ou uma região maior, a ileo-cólon direita.

A Colite Ulcerativa é igualmente uma doença inflamatória crônica do intestino, porém, restringindo-se ao cólon. Quando a doença está ativa (em crise), a mucosa intestinal torna-se maciçamente infiltrada por células inflamatórias e é afetada por micro-úlceras.

Essas doenças são mais comuns em brancos que em negros e orientais, com uma incidência maior (três a seis vezes) em judeus em comparação a não judeus.

Os dois sexos são igualmente afetados. Muitos acham que a incidência da Doença de Crohn vêm aumentando cinco vezes mais rapidamente que as de Colite Ulcerativa.

Embora o pico de maior ocorrência das duas doenças esteja entre os 15 e os 35 anos de idade, elas têm sido relatadas em todas as décadas de vida. Não se sabe com certeza a causa para essas doenças mas, de qualquer forma, parece haver uma provável base hereditária e um componente ambiental. Fatores familiares ou genéticos, infecciosos, imunológicos e psicológicos podem estar ligados ao surgimento dos sintomas.

Fonte: gballone.sites.uol.com.br

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