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Colômbia

A historia colombiana está estreitamente ligada a muitos países da América do Sul.

Seu nome foi dado por Américo Vespúcio em homenagem a Cristóvão Colón, quando em 1499 visitou pela primeira vez o país em companhia de Alfonso de Ojeda.

Em 1538, recorrido todo o território colombiano pelos espanhóis, recebeu de Quesada o nome de Novo Reino de Granada, sob a autoridade do vice-reinado do Peru. Em 1654 a colônia de Nova Granada se converteu em presidência autônoma, e em 1718 foi elevada a vice-reinado, o qual compreendia os atuais territórios de Colômbia, Venezuela e Equador.

1810-1830: A INDEPENDÊNCIA

Em 1810 estalou a revolução e começou uma guerra de independência que, depois de várias alternativas e graças ao esforço de Simón Bolívar, conduziu, em 1819, à proclamação da República da Colômbia, constituída por Nova Granada e Venezuela e incorporada posteriormente por Equador. Não tardou me surgirem discrepâncias entre federalistas e unionistas e, após a vitória dos primeiros, Venezuela e Equador se separaram da Confederação. Assim, em 1831 se dividia em três repúblicas a Grande Colômbia criada por Bolívar.

1830-1880: A BUSCA DA ESTABILIDADE

Colômbia viveu um período de confrontos civis e lutas entre os dois principais partidos, liberais e conservadores, nas primeiras décadas de vida independente.

Depois de diversas alternativas, no final dos anos 60 a ala mais avançada do liberalismo conseguiu impor seu predomínio sobre os liberais moderados e os conservadores.

1880-1930: O PERÍODO CONSERVADOR

A aliança entre setores liberais moderados e conservadores, liderados por Rafael Núñez e Miguel Antonio Caro, terminou com o domínio liberal radical e inaugurou meio século de estabilidade assentada no predomínio conservador. De todas formas, esta época esteve salpicada por conflitos e guerras civis como a Guerra dos Mil Dias (1899-1901) que não só provocou grandes perdas ao país, mas também a separação do Panamá (1903) que se converteu num Estado independente. A ditadura de Rafael Reyes entre 1904 e 1909 e os governos civis do Partido Conservador conduziram a marcha do país até a crise do 29, num período marcado pela estabilidade e o desenvolvimento da economia e as infra-estruturas.

1930-1946: A REPÚBLICA LIBERAL

A divisão no conservadorismo, unida à moderação do liberalismo propiciou o triunfo destes últimos em 1930. Desta época destacam as reformas políticas e sociais introduzidas pelo principal líder liberal Alfonso López Pumarejo, quem foi duas vezes presidente (1934-1938 e 1942-1946). Ademais, produziu-se nesta época uma radicalização das posturas tanto no liberalismo como no conservadorismo. Jorge Eliécer Gaitán se transformou nos anos 40 no líder da facção mais à esquerda no liberalismo, enquanto Laureano Gómez encabeçava a um conservadorismo de tendências corporativistas e cercania ideológica com o franquismo.

1946-59: A VIOLÊNCIA

O assassinato de Gaitán em 1948 desatou uma onda de confrontos ao longo de todo o país e lançou a ações guerrilheiras a numerosos dirigentes liberais. A resposta foi uma acentuação da repressão tanto durante o governo de Laureano Gómez (1950-1953) como durante a ditadura do general Rojas Pinilla (1953-1957).

1959-2005: A DEMOCRACIA

Liberais e conservadores chegaram na um acordo para compartilhar pacificamente o poder e a partilha dos postos administrativos para evitar novos conflitos e confrontos civis. Entre 1959 e 1974, a conhecida como a época da Frente Nacional, alternaram-se no poder e respeitaram a paridade na representação de cargos públicos, fechando a possibilidade de que terceiras forças entrassem no sistema.

A abertura do sistema no final dos anos 70 veio acompanhada de novos problemas: a transformação dos carteis da droga, sobretudo o de Medellín liderado por Pablo Escobar, em poderosos atores econômicos e políticos que chegaram inclusive a desafiar ao próprio Estado. Ademais, os diferentes grupos guerrilheiros foram fortalecendo-se, em especial as FARC, que converteram o território por eles dominado num Estado dentro do Estado. A debilidade desse mesmo Estado, à hora de combater à insurgencia, propiciou a aparição de poderosas forças paramilitares que enfrentaram com o terror o avanço guerrilheiro.

Desde 1990 se seguiram diferentes vias para combater às FARC. Desde a reforma do sistema tentando aprofundar a democratização do mesmo durante a presidência de César Gaviria, passando pelo diálogo direto mantido com a guerrilha durante a presidência de Andrés Pastrana (1998-2002) até chegar a ofensiva militar desenvolvida contra as FARC desde a chegada ao poder de Álvaro Uribe em 2002, que provocou uma retirada da guerrilha para posições de retaguarda.

Turismo

San Augustín, uma população localizada nas mediações do Maciço Colombiano, é um dos lugares arqueológicos mais importantes do país. Essa região montanhosa foi habitada durante vários séculos por diversas culturas que deixaram numerosos vestígios arqueológicos, entre os quais se destacam as estátuas, talhas de pedra e sarcófagos monolíticos com representações humanas e animais.

O quê ver?

Santa Fé de Bogotá

Rodeada por montanhas, Santa Fé de Bogotá é o centro político, administrativo, econômico e cultural do país. Fundada em agosto de 1538, albergou uma das culturas pré-colombianas mais avançadas da região. Hoje em dia é uma cidade comospolita, com edifícios e rasga-céus modernos, que contrastam com casarões e edificações coloniais. Bogotá oferece aos seus visitantes atividades culturais e uma grande variedade de restaurantes, bares e centros noturnos.

Amazonas

A maior reserva ecológica do mundo é a Amazônia. Possui abundantes espécies vegetais e animais. Esta região, considerada o "pulmão do mundo", está marcada pelo passo do rio Amazonas, o mais caudaloso de todos. Convida aos visitantes a conhecer um mundo cheio de encantos e belezas primitivas e a conviver diretamente com a natureza. É uma boa oportunidade de conhecer um rio que por sua imensidão às vezes parece com o mar.

Parque Arqueológico

Aqui se pode apreciar um dos legados culturais da Colômbia: suas estatuas. Além disso, o parque possui um museu e uma biblioteca especializada em temas arqueológicos relacionados com a região.

Popayán

Fundada em 1537, esta cidade é uma das mais tradicionais da Colômbia, principalmente no que se refere a arquitetura. Entre os lugares de interes estão a Capela de Belém, com vista panorâmica da cidade; a Ermita, os Templos de San Francisco, do Carmen, da Encarnación, de San José e de Santo Domingo além da igreja de San Augustín. No museu de Arte Religioso se encontra objetos coloniais de grande valor.

Cafetera

Localizada na Cordilheira Central em direção sul de Antioquia.

Estende-se pelo o que foi o "Viaje Caldas" e que hoje se divide em três: Caldas, Risaralda e Quindío. Os recorridos pela zona cafeteira passam por municípios de grande beleza. No meio dos cultivos de café e banana surgem as tradicionais fazendas cafeteiras com sua suntuosa arquitetura e repleta de flores.

Esta zona é também uma terra de tradição, beleza arquitetônica e festas.

Gastronomia

Parte da vida cotidiana da Colômbia é sua comida. Sua tradição culinária e seus excelentes temperos permitem que a cozinha colombiana possa competir com qualquer outra; nela se mesclam as influências das tradicionais cozinhas árabe e espanhola. Os exemplos mais típicos são o "aborrajado" de peixe, arroz com coco, gato encerrado (composto de banana, queijo branco e goiaba). Nas sobremesas encontramos o manjar branco, elaborado com leite, uvas e passas e os docinhos de goiaba.

Esportes

O país se destaca no âmbito esportivo em esportes tão diferentes como o ciclismo, o boxe, o automobilismo ou o futebol.

Seus ciclistas se destacaram, sobretudo, por serem extraordinários escaladores. Destaque para Martín Ramírez, primeiro ciclista colombiano que ganha uma carreira profissional na Europa, Campeão da Dauphine Liberé em 1984 e campeão do Tour del L'Avenir em 1985. Junto com ele se destaca Luis Alberto Herrera, ganhador da volta da Espanha em 1987, campeão duas vezes da Dauphine Libere (88 e 91), campeão de montanha na Volta da Espanha, Giro de Itália e Tour da França. Não devemos esquecer de Fabio Parra, terceiro no tour da França em 1988 e subcampeao da volta da Espanha em 1989.

O boxe colombiano também teve figuras tão relevantes como Miguel Maturana, ganhador da Medalha de Ouro no Mundial de Boxe em Montreal em 1981, ou Eliecer Julio que se proclama campeão em 1992, ao derrotar o estadunidense Edie Cook em doze assaltados.

Num esporte tão diferente aos anteriores como o automobilismo destaque para Juan Pablo Montoya, piloto espetacular nos adiantamentos e campeão da fórmula 3.000 em 1998, com a equipe Super Nova Racing, sendo nesse mesmo ano piloto de provas da equipe Williams de F1. Dois anos mais tarde ganha as quinhentas milhas de Indianópolis. Em 2004 Montoya tem quatro vitórias em outros grandes prêmios.

O futebol colombiano se caracteriza por ser valente, mas de nível intermediário na América. Seus jogadores mais conhecidos são Valderrama ou o goleiro Higuita.

Literatura

Colômbia tem bastante tradição no que se refere a pensadores e escritores.

Destacam-se, entre outros: José Asunción Silva, Rafael Pombo, José Eusebio Caro, Gregorio Gutiérrez González, José Eustasio Rivera, Luis Carlos López, Porfirio Barba, León de Greiff, Guillermo Valencia, Jorge Rojas, Eduardo Carranza, Baldomero Sanín Cano, Pedro Gómez Valderrama e Germán Arciniegas.

Entre os escritores mais relevantes se encontra o novelista do século XIX Jorge Isaacs e no século XX o poeta e novelista Álvaro Mutis, ganhador do premio Príncipe de Astúrias de Letras em 1997, e o novelista Gabriel García Márquez premio Nobel em 1982.

Meios de Comunicação

Os Principais jornais sao: El Tiempo, El Espacio e El Espectador.

Política de cooperação

A política de cooperação colombiana foi iniciada, há décadas, através dos programas bilaterais com diversos países doadores e instituições internacionais. No entanto, essa cooperação carecia de uma coordenação e uma centralização de suas políticas. Esta ausência se solucionou com a aprovação, em setembro de 1996, da Lei 318.

A partir deste momento, Colômbia articula sua política de cooperação através da Agência Colombiana de Cooperação Internacional (ACCI), que inicia suas atividades em dezembro de 1997. Segundo a própria agência, "a criação da ACCI foi o resultado de um processo de negociação interna em Colômbia, tendo em vista aproveitar o potencial dos recursos de cooperação e otimizá-los segundo as políticas nacionais".

Porém, além de razões de coordenação e otimização dos recursos, o nascimento da ACCI responde a outras causas. Assim, a diminuição dos recursos de cooperação provenientes de fontes multilaterais e bilaterais, e o fato de que Colômbia fora catalogada em meados dos noventa como país de "desenvolvimento médio", levou a que o Governo Nacional emitisse dois documentos do Conselho Nacional de Política Econômica e Social (CONPES), que resultaram fundamentais para a constituição definitiva da ACCI, e com ela, a política de cooperação do país.

A ACCI começou a trabalhar sob a missão de ordenar e coordenar a cooperação técnica e financeira não reembolsável, orientada à transferência de tecnologias e capacidades internacionais, com o fim de fortalecer as diferentes regiões e setores do país.

Cumpridos os objetivos originais, na atualidade se desenvolve um processo de restruturação que procura dar-lhe à Lei 318 um caráter mais dinâmico, conforme com a realidade nacional. Trata-se em definitiva de fortalecer a cooperação para que esta responda eficazmente à demanda e oferta da Cooperação Internacional de maneira sustentável.

Estratégia e objetivos

A estratégia de cooperação internacional da Colômbia, baseada no Plano Nacional de Desenvolvimento, pretende fortalecer a coligação internacional que trabalha pela paz na Colômbia, permitindo um melhor entendimento e participação da comunidade internacional. Além disso, pretende-se melhorar a cooperação internacional que recebe o país, incrementar o fluxo de recursos e ampliar o espectro da ajuda internacional que se recebe, ao fazê-la complementar com outras formas de apoio e financiamento para o desenvolvimento, como o são o comércio e o investimento justo.

Esta estratégia tem como finalidae a busca da paz, o fortalecimento do Estado e a sociedade civil, o desenvolvimento humano sustentável e a assistência humanitária, e se fundamenta, segundo a própria ACCI, no interesse do Estado Colombiano por coordenar a ajuda internacional para a solução dos problemas estruturais que enfrenta o país.

Fonte: www.ciberamerica.org

Colômbia

A Colômbia faz fronteira com o Panamá à noroeste, Venezuela e Brasil ao oeste, e Peru e Equador à sudeste.

É atravessada pela Cordilheira dos Andes e tem dois terços de seu território coberto por densas florestas tropicais drenadas pelos rios Amazonas e Orinoco.

Foi colonizada por espanhóis que, no século XVI, acreditavam ficar ali a lendária Eldorado.

O país vive da produção agrícola com destaque para o café, tabaco e cana.

O subsolo também é generoso, oferecendo ouro, esmeraldas, carvão e petróleo.

A conquista espanhola tem início em 1525. Cartagena, fundada em 1533, torna-se a maior base naval e comercial do Império Espanhol na América. Santa Fé (atual Bogotá) é fundada em 1538.

A rebelião contra o domínio espanhol tem início em Bogotá em 1810. No ano seguinte a província de Cartagena proclama a independência.

Depois de uma vitória militar liderada por Simón Bolivar é instalada, em 1821, a Grã-Colômbia, que inclui Colômbia, Venezuela, Equador e Panamá.

Em 1830, a Colômbia torna-se Estado com o nome de Nova Granada.

Da segunda metade do século XIX até o início do século XX, a Colômbia vive um período de guerras civis entre liberais e conservadores.

A Guerra dos Mil Dias entre 1899 e 1903, provoca 130.000 mortes e arruína a economia colombiana.

Em 1903, uma revolta apoiada pelos EUA (que tinham interesse na abertura do Canal), separa a Colômbia do Panamá.

Entre 1930 e 1946, os liberais realizam uma reforma agrária e o país vive um período de expansão econômica. Os conservadores voltam ao poder em 1946.

Entre 1948 e 1962 - período que ficaria conhecido como "La Violencia" - conflitos civis e golpes de Estado provocam a morte de 200.000 pessoas.

No governo de Carlos Lleras Rastrepo (1966-1970), a economia colombiana volta a crescer, impulsionada pela alta do preço do café.

Em 1970, os partidários do general Rojas Pimilla formam a organização guerrilheira M-19 (Movimento 19 de Maio).

Em 1987 a UP, partido formado por ex-guerrilheiros comunistas torna-se a terceira força política da Colômbia, mas é vítima da violência.

Cerca de 1.000 integrantes do partido são assassinados pelo narcotráfico e esquadrões da morte de extrema direita. Em 1989, a M-19 é trasformada em partido legal.

Em 1991, são presos os traficantes Fábio Ochoa Vazquez e Pablo Escobar (morto em 12/1993) e em 1995 os irmãos Orejuela (Jorge, Gilberto e Miguel), desferindo um golpe mortal contra o Cartel de Cali.

Em 1997 e 1998, os EUA não concedem para a Colômbia o certificado anual de país aliado na luta contra as drogas.

Em janeiro de 1999 a crise econômica do país, que obtém USD6,9 bilhões do FMI, se agrava devido aos gastos com reconstrução da área atingida por um terremoto que deixa cerca de 1.000 mortos.

Em agosto de 2000, o governo norte-americano aprovou o "Plano Colômbia", disponibilizando mais de 1 bilhão de dólares para o "combate à produção de drogas e desestruturação dos grupos de guerrilha".

Álvaro Uribe foi eleito presidente em maio de 2002, prometendo combate aos rebeldes e ao tráfico.

Um grave aumento na violência fez com que Uribe declarasse Estado de Emergência apenas uma semana após assumir.

Em 2004, a ONU anunciou que a situação na Colômbia havia conduzido à maior crise humanitária do ocidente, com mais de 2 milhões de pessoas tendo que deixar suas casas e diversas tribos indígenas colocadas à beira da extinção.

Até 2006, os EUA já haviam injetado cerca de 4 bilhões de dólares no Plano Colômbia.

O presidente Uribe, reeleito em maio de 2006, vem alcançando resultados relevantes no combate à criminalidade do país, mas a produção de drogas continua aumentando (26% de aumento na produção de cocaína entre 2000 e 2006).

Geografia

Localização: norte da Am. Sul, na orla do Mar do Caribe e Oceano Pacífico entre Venezuela e Equador.
Área:
total - 1.138.910 km² terra - 1.038.700 km² água - 100.210 km²
Comparativo:
aprox. 10% menor que o Pará
Litoral:
Mar do Caribe - 1.760 km, Oceano Pacífico - 1.448 km
Fronteiras:
Venezuela - 2.050 km, Peru - 1.800 km, Brasil - 1.644 km, Equador - 590 km, Panamá - 225 km
Clima:
tropical no litoral e leste; mais frio nas montanhas.
Elevação:

Ponto mais baixo: 0m orla do Oceano Pacífico
Ponto mais alto:
5.775m Pico Cristóvão Colombo

Recursos Naturais: petróleo, gás natural, carvão, minério de ferro, ouro, níquel, esmeralda, cobre
Uso da terra:

arável: 2,01%
cultivo permanente:
1,37%
outros:
96,62%% (2005)

População: 43.593.035 habitantes
Principais cidades:
Bogotá - 6.763.325 (7.887.044 metrop.); Medelin - 2.187.356; Cali - 2.039.626; Barranquilla - 1.109.067; Cartagena - 845.801hab. (2005 est.)
Índice de Desenvolvimento Humano:
0,790 - 70º colocação no ranking mundial - 5º na América do Sul
Faixa etária:

0-14 anos: 30,3%
15-64 anos:
64,5%
mais de 65 anos:
5,2%

Divisão por sexo (homem/mulher):

no nascimento: 1,03 h/m
até 15 anos:
1,02 h/m
15-64 anos:
0,95 h/m
mais de 65 anos:
0,78 h/m
total:
0,96 h/m

Crescimento da população: 1,46% ao ano
Taxa de natalidade:
20,48‰
Taxa de mortalidade:
5,58‰
Mortalidade infantil:
20,35‰
Fertilidade:
2,54 crianças por mulher
Expectativa de vida:
total - 71,99 anos homens - 68,15 anos mulheres - 75.96 anos
Grupos étnicos:
mestiço 58%, branco 20%, mulato 14%, negro 4%, índio 1%
Religião:
Católica Romana 90%
Idioma:
espanhol
92,5% da população com de 15 anos alfabetizada (2003 est.)

Governo

Nome oficial: República de Colombia - (República da Colômbia)
Organizaçao politica:
República
Capital:
Bogotá
Divisões administrativas:
32 departamentos - Amazonas, Antioquia, Arauca, Atlantico, Bolivar, Boyaca, Caldas, Caqueta, Casanare, Cauca, Cesar, Choco, Cordoba, Cundinamarca, Guainia, Guaviare, Huila, La Guajira, Magdalena, Meta, Narino, Norte de Santander, Putumayo, Quindio, Risaralda, San Andres y Providencia, Santander, Sucre, Tolima, Valle del Cauca, Vaupes, Vichada; Bogota.
Independência:
20/07/1810 (da Espanha)
Feriado Nacional:
20/07 Dia da Independência
Constituição:
05/07/1991
Chefe de Estado:
Presidente Álvaro URIBE Velez (desde 07/08/2002 reeleito em 2006)

Economia

PIB: Oficial - USD 105,5 bilhões
PPP -
USD 366,7 bilhões - em paridade ao poder de compra norte-americano
Crescimento
- 5,4% ao ano
Per capita (PPP)
- USD 8,400
Composição 1º/2º/3º setor -
12% / 35,2% / 52,7%
Inflação:
4,3%
Desemprego:
11,1%
População abaixo da linha da pobreza:
49,2% (2005)
Orçamento:

receita: USD 50,7 bilhões
despesa:
USD 52,3 bilhões

Exportações: USD 24,86 bilhões - EUA 41,8%, Venezuela 9,9%, Equador 6,3%
Principais exportações:
petróleo, café, carvão, níquel, esmeraldas
Importações:
USD 24,33 bilhões - EUA 28,5%, México 8,3%, China 7,6%, Brasil 6,5%, Venezuela - 5,7%
Principais importações:
equipámentos industriais e de transporte, bens de consumo, produtos químicos, papel e combustível
Dívida externa:
USD 37,2 bilhões

Transporte

Ferrovias: 3.304 km (2005)
Rodovias:
112.988 km (16.270 km pavimentados) - (2004)
Hidrovias:
18.000 km (2005)
Oleodutos:
óleo cru 6.140 km, gás natural 4.360 km, derivados de petróleo 3.158 km (2006)
Portos:
Barranquilla, Buenaventura, Cartagena, Muelles El Bosque, Puerto Bolivar, Santa Marta e Turbo
Aeroportos:
984 (101 com pistas pavimentadas) - (2006)

Fonte: www.geocities.com

Colômbia

Localizada na América Latina, a Colômbia caracteriza-se por suas densas selvas e por uma atmosfera tropical.

É conhecida por dois produtos: o café e a cocaína.

Quase a totalidade dos colombianos é constituída de eurameríndios, europeus ibéricos e eurafricanos. Uma pequena parcela é de ameríndios. A maioria da população é alfabetizada, cerca de um terço tem idade inferior a 15 anos e três quartos vivem em zonas urbanas. Bogotá, a capital do país, é a cidade mais populosa, com 6 milhões de habitantes.

A Colômbia tornou-se independente da Espanha em 1819, quando era parte da Grã-Colômbia. Tornou-se um estado separado em 1831. Disputas políticas, a atuação da guerrilha marxista e a indústria do narcotráfico contribuíram para criar mais de um século de distúrbios civis e conflitos armados.

Em 1995, o país instituiu uma lei contra a lavagem de dinheiro, mas nunca alguém foi condenado e, pior que isso, os narcotraficantes têm se adaptado à pressão do governo e trocado seu estilo de vida de ostentação por um de caráter mais discreto. Eles tornaram-se praticamente desconhecidos, mas ainda assim muito eficientes, lidando com uma quantidade de cocaína estimada em 550 toneladas por ano.

Além do problema da droga, existe também o conflito armado das guerrilhas de esquerda. A Colômbia tem um dos conflitos de guerrilha mais duradouros do hemisfério ocidental. Entre 1990 e 1994, a insurreição armada provocou danos materiais superiores a US$ 12,5 bilhões e a morte de mais de 17 mil pessoas. O exército gasta aproximadamente um terço do orçamento do país nesta batalha. Muitos rebeldes são jovens e cerca de um décimo das fileiras guerrilheiras são compostas por adolescentes entre 13 e 17 anos. Grande parte da atividade guerrilheira é financiada pelo narcotráfico.

Com a incapacidade do governo de anular ou pelo menos amenizar a ação dos guerrilheiros, forças paramilitares de direita (exércitos particulares) espalharam-se rapidamente e deixaram sua atitude defensiva, adotando uma postura ofensiva. Tais exércitos paramilitares continuam a se fortalecer e a realizar vitoriosas operações contra as bases da guerrilha esquerdista. Eles atuam principalmente em áreas carentes de qualquer proteção militar ou policial.

Dentro desse contexto, os cidadãos colombianos são os que mais sofrem. O país tem sido marcado profundamente pelos constantes conflitos e é conhecido como um dos mais violentos do mundo. Três assassinatos ocorrem por hora, cerca de 71 por dia, o que é quase o dobro dos índices europeus. De todos os seqüestros ocorridos no mundo, 45% ocorrem em território colombiano. Apesar dessa situação, somente 0,5% dos crimes são punidos devidamente.

Normalmente, as vítimas são muito jovens: 47% das crianças colombianas já sofreram algum tipo de abuso relacionado à violência. Estima-se que a guerra civil colombiana custe ao país pelo menos US$ 3,2 bilhões por ano. Grupos paramilitares já expulsaram milhares de camponeses de suas terras a fim de liberar o campo para a batalha. Com isso, cria-se um grande êxodo de desabrigados em direção às cidades, onde um novo ciclo de pobreza e violência é iniciado.

A Colômbia é uma república com um governo democrático e constitucional. O presidente é eleito a cada 4 anos pelo voto popular e não tem direito à reeleição.

Os principais partidos políticos são o Partido Liberal, o Partido Conservador, a Aliança Democrática/M-19 e a União Patriótica. O atual presidente é o conservador Andrés Pastrana, eleito em 1998.

A Colômbia é dominada pela Igreja Católica. Apenas uma pequena parcela da população - cerca de 2% - é atéia ou não professa nenhuma religião. Algumas das tribos indígenas ainda preservam suas práticas religiosas tradicionais e há pequenos grupos muçulmanos, judeus e bahaístas.

A Igreja

A primeira diocese católica foi estabelecida na Colômbia em 1534, enquanto os primeiros missionários protestantes chegaram ao país em 1825. Hoje, os protestantes compreendem 4% da população do país e os católicos 93%. Em 1953, um "tratado de missões" deu direitos exclusivos de evangelização no país às ordens missionárias católicas. Mais tarde, esse tratado foi revogado e a constituição de 1991 eliminou a posição privilegiada da Igreja Católica na sociedade, concedendo maior liberdade às minorias religiosas.

Apesar das disputas entre as diferentes tradições, o cristianismo continua a ser uma força significativa na vida colombiana. O trabalho agressivo de evangelização tem ajudado a igreja a crescer mais ainda. Pesquisas recentes indicam que a instabilidade do país tem levado os colombianos a reavaliar suas crenças religiosas, o que acaba por gerar um novo temor a Deus, quaisquer que sejam suas doutrinas. Mesmo a guerrilha têm sido alcançada pelo Evangelho. Um bom número de guerrilheiros convertidos e desertores agora estão empenhados em trazer a Palavra de Deus a todos ao seu redor, especialmente aos seus antigos companheiros.

A Perseguição

O crescimento da igreja tem sido significativo. As guerrilhas, os cartéis do narcotráfico, o corporativismo corrupto do governo e as religiões tradicionais continuam a testar a fé dos novos convertidos. Aqueles que se convertem são considerados traidores e alguns são assassinados. Missionários são ameaçados, seqüestrados e às vezes mortos. Muitos cristãos têm sido martirizados por assumirem posições contrárias ao crime.

A criminalidade é tão grave que os grupos paramilitares, reforçados por oficiais da polícia, usam a violência para conter a violência. Ainda muito jovem, Fausto e seus dois irmãos, Calebe e Mário, ingressaram em um desses grupos. O desejo de obter poder pelo uso das armas era o que os levava a aterrorizar na cidade de Bogotá. Eles participaram de atos de violência durante anos, executando todos aqueles que, segundo eles, participavam de algum tipo de movimento guerrilheiro.

Este tipo de ação era chamado de "limpeza". Eles chegavam até mesmo a pagar propinas à polícia para acompanhá-la em suas operações.

Certo dia, Fausto teve um encontro pessoal com o Senhor Jesus e descobriu o amor de Deus por todos eles. Ele se transformou em um verdadeiro soldado do exército celestial de Deus. O impacto de seu testemunho foi tão grande que levou à conversão de todos os seus irmãos, incluindo Mário e Calebe.

O alvo da pregação de Fausto eram seus antigos companheiros de crime. Ele e seu irmão Calebe distribuíram mais de mil Bíblias entre os membros de grupos guerrilheiros e paramilitares. Isso levou muitos a aceitarem Jesus Cristo. Entretanto, isso também chamou a atenção daqueles que viam o número de homens de suas fileiras diminuir porque muitas vidas haviam sido mudadas pelo Evangelho. No outono de 1999, um grupo armado atacou e disparou indiscriminadamente contra a casa de Fausto. Milagrosamente, nenhum membro da família saiu ferido. No entanto, alguns dias mais tarde, um bilhete foi deixado debaixo da porta, contendo uma ameaça de morte a todos os membros da família, e a Fausto em especial, se eles não deixassem a cidade.

Fausto retirou-se para uma área rural onde continua a ministrar para 150 pessoas que se mudaram para aquela pequena cidade a fim de fugir da violência urbana.

Pouco tempo depois, seu irmão Mário foi assassinado. Naquela mesma manhã, seu irmão Calebe estava vendendo bolos na rua quando ouviu alguns homens o chamarem, utilizando um apelido que ele tinha quando pertencia à força paramilitar.

Ele não esboçou qualquer reação ao ouvir apelido e então escutou alguém do grupo dizer: "Acho que não é ele."

Naquela noite, vários homens armados invadiram a casa de Fausto e lhe ordenaram que os acompanhasse. Disseram à sua esposa que ela o veria no dia seguinte. Sua esposa e filhos começaram a chorar e imploraram para que os homens não o levassem. O grupo armado ignorou os pedidos da família de Fausto e o levaram para o mato. A escuridão causada pela falta de eletricidade na propriedade permitiu que alguns dos filhos de Fausto seguissem os homens.

Eles viram o pai ser espancado repetidas vezes e o ouviram dizer: "Vocês estão enganados. Eu sou filho de Deus." Quando os homens perceberam que haviam sido seguidos, colocaram Fausto em um carro e partiram. Horas depois, Fausto foi encontrado morto. Suas mãos estavam amarradas e havia sinais de tortura em seu corpo. Junto ao corpo foi encontrada a bolsa onde Fausto carregava a Bíblia e os folhetos que costumava distribuir quando pregava.

O Futuro

A Igreja Protestante está crescendo duas vezes mais rápido que a Igreja Católica, mas é pouco provável que venha a responder por uma significativa parcela da população colombiana a curto prazo. Embora o cristianismo tenha uma posição firme na sociedade colombiana, ele tem sido incapaz até o momento de erradicar a criminalidade e a extrema violência que permeiam o país. A esperança é que a situação logo comece a melhorar.

Motivos de Oração

1. A igreja tem sofrido terrivelmente nas mãos dos narcotraficantes. Ore para que o Evangelho penetre de forma relevante na indústria do narcotráfico, permitindo que líderes de cartéis se convertam e abandonem o comércio ilegal.

2. A nação tem sido marcada pela violência e pelo crime organizado. Ore para que um reavivamento cristão permeie todo o país, permitindo um abrandamento das tensões.

3. Evangelistas e líderes cristãos têm sido ameaçados e assassinados. Ore para que eles tenham proteção contra narcotraficantes e guerrilheiros, e para que mantenham sua constante ousadia para pregar o Evangelho.

4. Missionários têm sido seqüestrados e mantidos reféns por meses ou mesmo por anos. Ore pedindo proteção para aqueles que trabalham na Colômbia e libertação para os cristãos seqüestrados pela guerrilha.

Fonte: www.portasabertas.org.br

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