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Política da Colômbia

A Colômbia é uma república onde o poder executivo (presidência da República) domina a estrutura de governo. O presidente, eleito por voto popular em conjunto com o vice-presidente para um único mandato de quatro anos, serve tanto como chefe de estado como chefe de governo.

O parlamento bicameral da Colômbia é o Congresso, ou Congreso, que consiste de um senado de 102 lugares e de uma Câmara de Representantes com 166 lugares. Os membros de ambas as câmaras são eleitos por voto popular para mandatos de quatro anos.

A Colômbia é um membro da Comunidade Sul-Americana de Nações.

O sistema judicial da Colômbia sofreu reformas significativas na década de 1990.

Política da Colômbia

De acordo com a vigente constituição, de 1991, a Colômbia é um Estado Social, em forma de República Unitária, onde o poder executivo (presidência da República) domina a estrutura de governo. O poder público encontra-se dividido em três partes, o executivo, o legislativo e o judiciário. O presidente e seu vice são eleitos por voto popular para mandatos de quatro anos. O presidente só pode ser reeleito uma única vez e serve tanto como chefe de estado como chefe de governo. O primeiro presidente a se reeleger depois da nova Constituição foi Álvaro Uribe Vélez. O parlamento bicameral da Colômbia é o Congresso. A Casa de Nariño, situada na capital federal Bogotá, é a sede do governo.

Sistema político:presidencialismo O sistema de governo colombiano se caracteriza por ser presidencialista. O presidencialismo tem gerado uma concentração do poder nas mãos do poder executivo como afirma a Constituição de 1991.;

Regime político: República Unitária

Poder legislativo

Tem como funções principais criar leis e exercer o controle político sobre o governo e a administração. Funciona como um sistema bicameral que é integrado pelo Senado e pela Câmara de representantes. Os senadores e os representantes são eleitos por votação popular para um período de quatro anos, que se inicia no dia 20 de julho do ano seguinte à eleição. O Congresso se reúne em sessões ordinárias por dois períodos anuais, os quais constituem uma só legislatura. Também podem se reunir em reuniões por convocação do governo pelo tempo que este determinar. Cada Câmara elege comissões permanentes, que discutem no primeiro debate os projetos legislativos. O Senado e a Câmara de Representantes podem dispor que as comissões se reúnam durante o recesso. Ambas as Câmaras e suas comissões requerem de pelo menos uma quarta parte de seus membros para reunir-se.

Senado

O Senado é integrado por 102 senadores que se dividem assim: 100 por circunscrição nacional e 2 em circunscrição nacional especial, em representação de comunidades indígenas. Os representantes de comunidades indígenas que aspiram integrar o senado devem ter exercido um cargo de autoridade em suas comunidades ou terem sidos líderes de organizações indígenas.Para ser eleito senador requer ser colombiano nato e cidadão maior de 30 anos no dia da eleição. O Senado admite ou não as renúncias do presidente e do vice presidente; aprova ou descarta os ascensos militares; concede licença ao presidente para afastar-se temporariamente do cargo; elege os magistrados da Corte Constitucional e o titular da Procuradoria Geral da Nação.

Câmara de Representantes

Os Representantes se elegem por circunscrição territorial e especial. Existem 166 lugares, onde cada departamento tem 1 representante para cada 125.00 habitantes. A circunscrição especial conta com 5 representantes de minorias étnicas e políticas e de colombianos residentes no exterior. Para ser eleito representante requer ser colombiano nato e cidadão maior de 25 anos na data da eleição.

A cada quatro anos, no mês de março, se renova todo o Congresso por meio de eleições gerais, nas quais podem votar os maiores de 18 anos.

Poder judicial

Tem como função principal administrar a justiça de acordo com a legislação vigente. Formam o poder judicial a Corte Suprema de Justiça, o Conselho de Estado, a Corte Constitucional, a Fiscalização Geral da Nação e o Conselho Superior de Judicatura, os tribunais e os juízes.

Corte Suprema de Justiça

É o tribunal máximo de jurisdição e se compõe de 23 magistrados. As principais funções desta corte são atuar como tribunal de cassação, julgar o presidente da república e demais funcionários públicos por qualquer efeito punível. Também investiga e julga os membros do Congresso.

Conselho de Estado

É integrado por 27 conselheiros e desempenha as funções do Supremo Tribunal e atua como supremo corpo consultivo do governo em assuntos de administração, dirigido em salas e seções. Além disso, apresenta e elabora projetos de reforma da Constituição e de leis; assessora o governo em relação com os atos diplomáticos e administra justiça. Ainda realiza algumas atividades em comum com a Corte Constitucional, o Conselho Superior da Judicatura, a Corte Suprema de Justiça e a Fiscalização Geral da nação.

Corte Constitucional

Guarda a integridade e supremacia da Constituição e vigia o seu cumprimento. Decide sobre assuntos de referendos, consultas populares e plebiscitos de ordem nacional. Os nove magistrados da Corte Constitucional são eleitos pelo Senado a partir de três representantes, como o presidente da República, a Corte Suprema de Justiça e o Conselho de estado. Não podem ser nomeados quem durante o ano anterior à eleição se tem desempenhado como magistrado da Corte Suprema de Justiça ou do Conselho de estado, e não podem ser reeleitos.

Fiscalização Geral da Nação

É integrado por um Fiscal Geral, além de outros funcionários determinados pela lei. Os fiscais são nomeados pela Corte Suprema de Justiça, para um período de quatro anos e não podem repetir seus cargos. A Fiscalização é autônoma, como todos os outros órgãos, e sua função é dirigir, realizar e coordenar as investigações em matéria penal.

Conselho Superior da Judicatura

É o tribunal da carreira judicial, e é encarregado da administração e tem a função de disciplinar o poder judicial. Divide-se em duas alas. É formado por treze magistrados, seis para a ala administrativa e sete para a disciplinar, nomeados pelo Conselho Nacional. Tem autonomia para criar, suprimir, fundir e transformar julgados, decisões e tribunais.

Os magistrados da Corte Suprema de Justiça e do Conselho de Estado são nomeados pela própria corporação. Para ser magistrado da Corte Constitucional, da Corte Suprema de Justiça e do Conselho de Estado, requer ser colombiano nato e cidadão, ser advogado, não ter sido condenado por sentença judicial, sendo privado de liberdade. Além disso, é necessário que tenha desempenhado cargos no Poder Judicial ou no Ministério Público, ou ter exercido a profissão de advogado ou a cadeira universitária em disciplinas jurídicas em estabelecimentos reconhecidos oficialmente. São nomeados para períodos individuais de oito anos, não podem ser reeleitos e permanecem no exercício de sues cargos enquanto observem rendimento satisfatório e boa conduta. Além dos três poderes existem outros órgãos de controle autônomos e independentes cujas funções colaboraram com que o estado funcione democraticamente: Ministério Público, Controladoria Geral da República, Conselho Nacional Eleitoral e Registradoria Nacional do Estado Civil.

Poder Executivo

Tem como principal função a administração pública dentro do marco legal vigente. O poder executivo é formado pelo presidente da República, os Ministros de Despacho, os diretores de departamentos administrativos, assim como pelos governadores, superintendentes, estabelecimentos públicos e empresas industriais ou comerciais do estado. Os governadores e os Prefeitos são parte do poder executivo e são máxima autoridade administrativa em suas respectivas jurisdições(Departamentos e Municípios(, e são eleitos pelo voto popular para períodos de 3 anos.

Presidente

O presidente da República da Colômbia é chefe e estado, chefe de governo e suprema autoridade administrativa do país. A forma de eleição do presidente é direta,majoritária e por circunscrição nacional. Desde 1991, o princípio de maioria absoluta implica que ,para ser eleito, se requer obter pelo menos 51% de votos válidos. Não se obtém essa porcentagem , se convoca uma nova votação três semanas depois, na qual só disputam os dois candidatos que obtiveram o maior número de votos durante a primeira apuração. Os candidatos do segundo turno devem ser os mesmos da primeira. Em caso de morte ou incapacidade física absoluta de algum dos candidatos, se pode inscrever um novo candidato antes da segunda votação. Se um dos candidatos majoritários renuncia, o substitui quem tenha obtido o terceiro lugar na primeira votação. Isto favorece a coalizão de partidos minoritários com objetivo de obter um resultado melhor no segundo turno eleitoral. O período presidencial é de quatro anos e se inicia no dia 7 de agosto do ano que se realiza a eleição. Para ser presidente requer ser colombiano nato e cidadão maior de 30 anos. Corresponde ao presidente a nomeação dos ministros e dos diretores dos departamentos administrativos, assim como dirigir as relações internacionais.

Uma função relevante do poder Executivo consistem em conservar a ordem pública e reestabelecer-lo onde seja alterado, dirigir as forças de segurança pública e Armadas. Em relação com o Poder Legislativo, o presidente instala e clausura as sessões do Congresso, sanciona, promulga, obedece e cuida do estrito cumprimento da leis.

* Álvaro Uribe Vélez Álvaro Uribe Vélez nasceu em 1952. Ele o presidente da Colômbia desde 2002. Uribe foi eleito Presidente da Colômbia para o período de 2002-2006 com 53% do total de votos, uma grande vantagem sobre o seu principal concorrente. Ele é o primeiro presidente a ganhar as eleições em primeiro turno desde que si instalou a medida da Constituição de 1991. Em 2005, aproveitando os grandes índices do popularidade de seu governo, conseguiu obter Corte Constitucional decisão favorável à mudança na Constituição que lhe permitisse disputar a reeleição em 2006. Uribe manteve uma margem de popularidade acima dos 70%, com iguais margens de aprovação de sua gestão, segundo enquetes, dada sua política de segurança democrática para restaurar a ordem num país imerso num conflito armado interno. Outras das políticas impulsionadas desde a campanha consiste na diminuição dos gastos do Estado. Uribe prometeu diminuir o congresso, fundir ministérios e reduzir os gastos de aposentadoria dos servidores públicos.

Vice presidente

Tanto o presidente como o vice presidente da república de elegem mediante votação popular no mesmo dia e da mesma forma. O presidente pode confiar ao seu vice missões ou encargos especiais e designá-lo em qualquer cargo da rama executiva. Para ser eleito vice presidente se devem cobri os mesmos requisitos que para ser presidente. O vice presidente não poderá ser eleito presidente na República nem vice presidente para o período seguinte de eleições.

Sistema de Partidos Os partidos políticos são cruciais para determinar quem governa a Colômbia.

Partidos Tradicionais

O sistema de partidos colombianos se caracterizam pelo elitismo e o dualismo de seus partidos tradicionais: Partido Liberal e o Partido Conservador. As elites destes partidos têm conseguido dominar as instituições políticas do país, uma vez que ocupa todas as posições de liderança da nação. Os grandes partidos tradicionais são confederações baseadas em organizações de partidos liderados e dependentes dos "gamonales" que adquirem sua posição e função por pertencerem a determinadas famílias, através de conexão com ricas e prestigiosas famílias que fazem parte da cúpula do partido. Os "gamonales" conservam sua posição mediante lealdade própria. Assim, não se podem definir os partidos tradicionais colombianos como partidos de massas que integram indivíduos e grupos. Os partidos colombianos tradicionais se caracterizam por: 1. Em sua cúpula, são agrupações notáveis; 2. A coesão interna dos partidos provém de elementos culturais comuns; 3. Ativam-se em tempos de eleições. De fato, estes partidos, através das alianças tradicionais, são capazes de grandes mobilizações em época de eleições; 4. Contam com estruturas simples e sem disciplina; 5. Os eleitos não se sentem obrigados a respeitar a disciplina do partido.

O sistema de partidos atual está diretamente relacionado com os acontecimentos e as dinâmicas derivadas do período da Frente Nacional. Na Colômbia os partidos tradicionais puderam manter sua posição hegemônica, devido à falta de oposição operária e de um partido fixo e centrista. Assim, para os partidos colombianos foi mais fácil integrar movimentos novos e unir em uma estratégia comum para frear o crescimento dos partidos de esquerda e de partidos populistas independentes. Quando a estratégia de integração falhava, se optava pelo uso das forças armadas no governo, pela opressão ou o assassinato. Recentemente, o assassinato tem sido utilizado contra a união patriótica e a Aliança Democrática M-19. Além disso, se pode dizer que na Colômbia os vínculos entre partidos políticos e organizações sociais são mais débeis que nos restantes sistemas de partidos democráticos mais estáveis, pois a participação social dentro da política nacional não é relevante. Por outro lado, se observa a criação de movimentos a nível local, mas sem incidência a nível nacional. Os partidos políticos tem conseguido dominar o sistema político devido à inexistência de alternativas viáveis a nível nacional, no caso da Colômbia, os partidos políticos não representam adequadamente os interesses do total da sociedade e, portanto, o conflito adota outras formas, pequenas e violentas. Na Colômbia, se observa como os políticos têm deixado de representar os interesses dos eleitores, deixando a população fora do sistema político e produzindo uma profunda crise dentro dos partidos.

Estrutura dos partidos políticos

A organização do partido é frágil e gira em torno dos respectivos líderes. As normas de autoridade entre patrões e clientes, caracterizam desde muito tempo os partidos latino-americanos, especialmente no Brasil e Colômbia, onde os "coronéis" e os "gamonales" exerciam, respectivamente, seu domínio nas zonas rurais eram vínculo crucial entre os líderes dos partidos e os eleitores. Desta maneira de ressalta a existência da relação de clientelismo, que se traduzem na compra de votos dos eleitores a troca de favores individuais ou coletivos. Estas relações de clientelismo se favorecem pelo mantimento da estrutura da que formam parte dos "gamonales". Outra característica dos partidos tradicionais na Colômbia é seu grau de fracionamento. Tanto o Partido Liberal como o Partido Conservador estão divididos internamente devido a rivalidades tanto pessoais como regionais. Pode-se interpretar que o fracionamento ajuda a perpetuar o sistema bipartidista sustentando o que poderia ser um sistema multipartidista muito fragmentado. O marcado fracionamento tem sido uma manifestação da erosão das organizações partidistas nas décadas seguintes. De fato, as facções podem apresentar seu próprio grupo de candidatos com a conseguinte perdida do controle organizacional sobre a seleção dos diversos candidatos. Por outro lado, é determinante a influência dos ex-presidentes nos partidos que, uma vez que unificam o mesmo, aguça-se o debilitamento de suas instâncias diretorias. O clientelismo (um fator importante no funcionamento do sistema político), a crise dos partidos tradicionais, a ineficácia administrativa, o exclusismo político, o atraso da modernização política criaram um clima de desconfiança no regime político e de se derivou uma profunda crise de legitimidade do sistema político (Governo, Congresso, corporações públicas), mas também existe uma crise de credibilidade para com as Forças Armadas, a justiça e os organismos de controle do Estado. 4.3 Partidos políticos atuais da Colômbia Os partidos que atualmente tem representação parlamentaria resultado das eleições para o Senado e a Câmara de Representantes de 8 de março de 1998 são:

Partido Social Conservador: O PSC se considera de centro-direita. Tradicionalmente este partido se tem decantado por um governo forte e por uma cooperação intensa com a igreja católica, ainda nos anos 80 lhe tem dado um empurrão reformista a suas propostas políticas, sobre tudo nas centradas no desenvolvimento social e a luta contra a pobreza. Na prática, a política do PSC não se diferencia muito da do Partido Liberal.

Partido Liberal: Considerado como reformista moderado. Tendem para a prática de uma política econômica liberal com conteúdo social. Considera-se o partido mais representativo dos interesses urbanos e industrial, ainda tem certo apoio nas zonas rurais.

Nova Força Democrática: fundada por Andrés Pastrana, também é uma força conservadora

Movimento de Salvação Nacional: foi criado em 1990 e é de tendência conservadora, foi o partido mais votado na Assembléia Constituinte e tem representado a linha mais doutrinária do conservadorismo.

Aliança Democrática M-19: fundada em 1990 quando a organização guerrilha M-19 largou as armas e aceitou a competência eleitoral para conseguir por em prática suas finalidades políticas, se considera de tendência de extrema esquerda.

União Patriótica: partido de tendência marxista considera-se como o braço político das FARC

Principais partidos políticos

Partido Liberal (PL)

Foi fundado em 1848 por Ezequiel Rojas, e obteve seu sustento ideológico na defesa das liberdades individuais, a separação da Iglesia e do Estado, e a eliminação dos monopólios estatais. É um partido que tende a refletir os interesses do setor mais comercializado e industrializado do eleitorado. O PL tem promovido reformas econômicas e sociais moderadas. Desde sua fundação, é o partido que tem estado mais vezes no poder. Em 1948 perdeu a eleição presidencial, o que gerou uma insurreição armada - mencionada já como o período de "La violência". Posteriormente, durante o tempo em que durou a Frente Nacional, no que estiveram aliados com os conservadores, os liberais obtiveram votações superiores nas eleições ao Congresso, exceto em 1970 para o Senado. Após o dito acordo, o PL tem vencido em cinco das últimas oito eleições presidenciais e tem obtido a maioria no Congresso, salvo no quatriênio 1986-1990. Em maio de 1979, após a conclusão do acordo do Grupo do 90, partido encabeçado pelo presidente Turbay Ayala e com a liderança do Partido Conservador, se introduziu ao partido um movimento de oposição, a União Liberal Popular(ULP), com a dissidência do partido Democratização Liberal do presidente anterior, Lleras Restrepo, no centro. Em uma convenção do partido em setembro de 1981, Lopéz Michelsen foi designado candidato para a Presidência para as eleições do ano seguinte. Como resultado, seu rival Lleras Restrepo e outro presidente anterior, Alfonso Lleras Camargo, deram seu apoio a uma campanha independente de centro-esquerda promovida por Luis Carlos Galán Sarmiento, da organização Novo Liberalismo (NL), com a finalidade de abrir o caminho para uma plataforma na que se pudera abandonar o sistema bipartidista da Constituição e que permitira a ex-presidente buscar a reeleição depois de somente quatro anos de haver abandonado o posto.

M-19

Mais conhecido como M-19, originalmente era uma auto-proclamada extensão da ANAPO, que sacudiu a estrutura militar, as bases militares, a instituição por seu ataque surpresa contra um arsenal militar na capital em janeiro de 1979. Formou-se a partir de uma união de pequenos partidos de direita, dissidentes liberais e conservadores, e alguns intelectuais. O M-19 foi depois o responsável pela ocupação durante dois meses da embaixada dominicana em Bogotá, no começo de 1980, e da ocupação por 27 horas do Palácio de Justiça na capital, em novembro de 1985, onde mais de 100 pessoas perderam a vida. Em 1981 pareceu ter-se separado em dois partidos: um grupo moderado guiado por Jaime Baterman Cayón e uma linha dura que se autonomeou a Coordenadora Nacional de Bases (CNB). Antes de sua morte em um acidente aéreo em abril de 1983, Baterman repudiou os acordos concluídos seis meses antes. Um novo diálogo com o governo, levado a cabo por seu sucessor em 1984, foi duramente questionado e criticado em meados de 1985. Carlos Pizarro Léon Gomez, comandante do Batalhão América, se converteu no "cabeça" no M-19 em março de 1986, seguido dos assassinatos por forças do governo de seus dois principais líderes; também foi assassinado em agosto de 1986 o segundo comandante do grupo. Em princípios de 1990, o M-19 esteve de acordo em deixar as armas e unir-se com diversos grupos pequenos, incluindo o Partido Democrata Cristiano (PDC), formando a Ação Nacionalista pela Paz (ANP) que teve êxito em superar a União Patriótica nas votações municipais e legislativas de 11 de março. Pizarro foi assassinado em 26 de abril e o sucedeu como líder do M-19 Antonio Navarro Wolff, quem conseguiu um surpreso terceiro lugar nas eleições presidenciais de 27 de maio desse ano como candidato de uma coalizão esquerdista de 13 membros, chamada Convergência Democrática. Seguindo as votações de Navarro Wolff, o grupo, agora operando com as siglas AD/M-19, depois que duplicou seus votos em quase 27% na Assembléia Constitutiva em dezembro, começou a declinar em quase 10% em outubro de 1991 e baixo ainda mais chegando a obter 3,81% nas primeiras eleições presidenciais em 30 de maio de 1994. Um partido dissidente liderado pelo antigo líder guerrilheiro Carlos Alonso Lucio, foi considerada como responsável pelo começo do desastre do Movimento ao considerar que seu líder abandonou os princípios revolucionários. Em julho de 1997 o Conselho Nacional Eleitoral aceitou sua personalidade jurídica. Nas eleições de 1998 obteve um só escaño na Câmara de Representantes.

União Patriótica

A UP foi fundada em maio de 1985 como um braço político das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e do Partido Comunista da Colômbia (PCC), com a intenção de chegar ao poder pela via eleitoral. Com um programa que incluía melhorar a participação política dos sindicatos, liberdade, reforma agrária e oposição a interferência dos Estados Unidos na América Latina, a UP ganhou uma cadeira no Senado e 10 na Câmara em março de 1986. Realizou um grande esforço em nome de seu primeiro candidato presidencial, o líder das FARC Jacobo Arenas, enquanto este declinou sua candidatura em janeiro, depois de inteirar-se do planejamento de um complô para matá-lo. Um número considerável de membros da UP foram assassinados depois, incluindo o presidente da organização Jaime Prado Leal, em 11 de outubro de 1987. A UP teve um pobre desempenho nas votações de 1990, em parte devido à competente recém-formada ANP. De fato, durante a campanha presidencial seu candidato, Bernardo Jaramillo Ossa, foi assassinado por ordens do Cartel de Medellín. Em 1994, depois de mais de 2 300 mortes, o partido decidiu não lançar um candidato presidencial, já que de acordo com seu líder, o candidato simplesmente "seria assassinado". Outro líder, Manuel Cepeda Vargas, representante da UP e dos comunistas no Senado, foi assassinado em agosto de 1994. Em 1998 a UP participou das eleições, sem obter nenhum voto.

Fonte: pt.wikipedia.org

Política da Colômbia

Política de cooperação na Colômbia

A política de cooperação colombiana foi iniciada, há décadas, através dos programas bilaterais com diversos países doadores e instituições internacionais. No entanto, essa cooperação carecia de uma coordenação e uma centralização de suas políticas. Esta ausência se solucionou com a aprovação, em setembro de 1996, da Lei 318.

A partir deste momento, Colômbia articula sua política de cooperação através da Agência Colombiana de Cooperação Internacional (ACCI), que inicia suas atividades em dezembro de 1997. Segundo a própria agência, "a criação da ACCI foi o resultado de um processo de negociação interna em Colômbia, tendo em vista aproveitar o potencial dos recursos de cooperação e otimizá-los segundo as políticas nacionais".

Porém, além de razões de coordenação e otimização dos recursos, o nascimento da ACCI responde a outras causas. Assim, a diminuição dos recursos de cooperação provenientes de fontes multilaterais e bilaterais, e o fato de que Colômbia fora catalogada em meados dos noventa como país de "desenvolvimento médio", levou a que o Governo Nacional emitisse dois documentos do Conselho Nacional de Política Econômica e Social (CONPES), que resultaram fundamentais para a constituição definitiva da ACCI, e com ela, a política de cooperação do país.

A ACCI começou a trabalhar sob a missão de ordenar e coordenar a cooperação técnica e financeira não reembolsável, orientada à transferência de tecnologias e capacidades internacionais, com o fim de fortalecer as diferentes regiões e setores do país.

Cumpridos os objetivos originais, na atualidade se desenvolve um processo de restruturação que procura dar-lhe à Lei 318 um caráter mais dinâmico, conforme com a realidade nacional. Trata-se em definitiva de fortalecer a cooperação para que esta responda eficazmente à demanda e oferta da Cooperação Internacional de maneira sustentável.

Estratégia e objetivos

A estratégia de cooperação internacional da Colômbia, baseada no Plano Nacional de Desenvolvimento, pretende fortalecer a coligação internacional que trabalha pela paz na Colômbia, permitindo um melhor entendimento e participação da comunidade internacional. Além disso, pretende-se melhorar a cooperação internacional que recebe o país, incrementar o fluxo de recursos e ampliar o espectro da ajuda internacional que se recebe, ao fazê-la complementar com outras formas de apoio e financiamento para o desenvolvimento, como o são o comércio e o investimento justo.

Esta estratégia tem como finalidae a busca da paz, o fortalecimento do Estado e a sociedade civil, o desenvolvimento humano sustentável e a assistência humanitária, e se fundamenta, segundo a própria ACCI, no interesse do Estado Colombiano por coordenar a ajuda internacional para a solução dos problemas estruturais que enfrenta o país.

- Principais doadores bilaterais
- Cooperação multilateral

Fonte: www.ciberamerica.org

Política da Colômbia

HISTÓRIA POLÍTICA DA COLÔMBIA

- Desde de 1810, a Colômbia é palco de levantes nacionalistas contra os espanhóis.

- A guerrilha colombiana tem suas raízes numa guerra civil, iniciada em 1948, que foi provocada pelo choque de duas facções da burguesia.

- O mundo vivia o inicio da Guerra Fria, e os conservadores, que estavam no poder, iniciam uma forte repressão, sob a tutela de Washington.

- Aumento da desigualdade social e miséria.

- Em 1964 foram criadas as FARCs, o ELN e outros grupos, sob inspiração da Revolução Cubana.

- Formação dos "esquadrões da morte" especializados em massacrar camponeses suspeitos de apoiar as guerrilhas e eliminar líderes sindicais e políticos defensores dos direitos humanos.

INTERVENÇÃO AMERICANA NA COLÔMBIA

- Treinamento dos "esquadrões da morte" ? a justificativa dos americanos é o combate à ameaça comunista internacional.

- Plano Colômbia .a justificativa é o "combate às drogas".

- Na verdade, a intervenção dos EUA está baseada em interesses:

- Geopolíticos Existência do chamado "triângulo radical"- Venezuela, Colômbia e Equador, mais os movimentos de esquerda em toda a América Latina, que visam questionar e modificar essa hegemonia dos EUA. ?Minar e conter a possibilidade de um avanço revolucionário.

- Geoeconômicos. A região norte da América do Sul é rica em petróleo e o tráfico de drogas na Colômbia possibilita a lavagem de dinheiro dos políticos, militares e empresários americanos.

- Manutenção da "mística" dos Estados Unidos através da crença de que não existe alternativa para hegemonia .

- Colômbia: exemplo de resistência, pois uma emancipação dirigida pelas guerrilhas coloca em cheque a "mística" do império e incentiva outros movimentos. E ainda possibilita a criação de um bloco político e econômico alternativo, a aliança Cuba, Venezuela e Colômbia, através de políticas adequadas.

- Pretensão do Plano Colômbia: manter a "mística" através de políticas neoliberais consideradas irreversíveis e que pregam a invencibilidade do império estadunidense.

- Sucesso do Plano Colômbia garantiria um maior controle do "triângulo radical" (Equador, Venezuela e Colômbia).

- Petróleo principal fonte de energia dos Estados Unidos.

POLÍTICAS DOS ESTADOS UNIDOS NO "TRIÂNGULO RADICAL"

- Colômbia: guerra total - centralização e expansão da máquina de guerra e marginalização das organizações populares.

- Venezuela: Procura evitar o confronto, pois não possui aparato do Estado. Guerra de propaganda, apoia-se nos problemas sociais afim de causar o descontentamento da sociedade criando a possibilidade de um futuro golpe civil-militar.

- Equador: Estado neoliberal adota postura de repressão dos movimentos sociais, a marginalização dos representantes da oposição no Congresso apoiado pelos Estados Unidos.

CONSEQUÊNCIAS

- Plano Colômbia: internacionalização do conflito interno (guerrilha) e transformação de uma guerra civil em luta de libertação nacional.

- Forças paramilitares colombiana assassinam camponeses e ativistas suspeitos de apoio a guerrilha com o intuito de aterrorizar a população.

- Refugiados cruzam as fronteiras do Brasil, Equador, Venezuela e Panamá criando instabilidades com os países vizinhos.

- Gastos militares afetam a população e criam uma rejeição do Estado criando aumento da demanda por aparato político-militar.

- O Plano Colômbia não contém o conflito e não constrói apoio para o Estado.

PLANO COLÔMBIA: ESTABELECIDO EM 3 HIPÓTESES

Falsa analogia com as vitórias de Washington na América Central.

Por que falsa?

- as guerrilhas colombianas apresentam um trajetória mais longa e maior experiência;

- liderança- composta por camponeses ou pessoas que desenvolveram laços com o campo;

- geografia diferenciada- a topografia favorece á guerra de guerrilha;

- centro das negociações- reformas sócio- econômicas

- guerrilhas se auto- financiam;

- tentativa de acordo entre 1984-90 resultou na morte de milhares de partidários e simpatizantes e não houve avanço na reforma do sistema sócio- econômico.

Equações falsas acerca da origem do poder das FARCs

- EUA iguala as FARCs ao narcotráfico.

- Ignora o processo histórico de formação e crescimento da guerrilha.

- O papel do imposto sobre vendas está moldado pela sua evolução histórica e política.

- FARCs protegem os produtores camponeses enquanto políticos e militares dos EUA e seus bancos comercializam as drogas e "lavam" os seus lucros.

- FARCs - inseridas na estrutura de classes.

- Intervenção violenta no campo pelos militares e paramilitares aproxima os camponeses da guerrilha.

Ênfase deslocada sobre a droga como base do poder político da guerrilha.

- Imposto sobre drogas, importante fonte de recursos para financiar a compra dee armas e alimentos.

- Porém, não consideram a importância da luta das FARCs: representação dos interesses básicos dos camponeses.

- FARCs relação com população rural cumpre o papel do Estado.

- A força das FARCs não se baseia no imposto sobre as drogas, mas sim nas práticas políticas de acordo com a realidade de vida dos camponeses.

A QUESTÃO DAS DROGAS

- As narcoguerrilhas e os camponeses que cultivam a coca recebem menos de 10% dos lucros.

- O restante fica nas mãos de quem exporta as drogas e de quem lava os lucros.

- Os grupos paramilitare4s, altos oficiais militares, proprietários de terras e banqueiros compram e processam a cocaína e lavam o dinheiro proveniente da droga nos principais bancos estadunidenses e europeus.

Fonte: seminariosgrep.tripod.com

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