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Descobrimento da América

12 de Outubro

Em 12 de outubro de 1492, o navegador Cristóvão Colombo descobre a América, a terra nova. Ele avista Guanaani e nela se aporta (San Salvador, nas Pequenas Antilhas), sem ter noção da grande descoberta. Pensa ter chegado mais ao norte das Índias.

Mas trata-se ainda de sua primeira viagem. A primeira das outras quatro que faria ao continente americano. Só depois, nas viagens de 1493, 1498 e 1502 é que o navegador genovês reconhece a originalidade da ilhas do Caribe. Essa "América" que Colombo imagina ser o paraíso terrestre.

Com essa descoberta, Colombo marca um tempo novo.

Um tempo que mudou de forma significativa e irreversível a face do mundo: as relações políticas, econômicas e sociais entre os povos do ocidente.

QUEM FOI COLOMBO?

Cristóvão Colombo nasceu em Gênova, na Itália, no ano de 1451. Pertencia a uma rica família de artesãos e, apesar de ter vivido nesse importante centro mercantil, não obteve uma formação intelectual profunda.

Fez contato com os conhecimentos relacionados à navegação e à cartografia - saber comum, na época, em qualquer porto cosmopolita. Sua primeira aventura no mar aconteceu aos dez anos de idade.

Em 1476, então com 25 anos, Colombo naufragou ao largo do Algarve, a bordo de uma embarcação mercante flamenga. Por conta desse naufrágio, ele acabou indo para Lisboa, onde já morava seu irmão Bartolomeo.

Dizem que Portugal marcou Colombo não só na língua, mas também nos seus conhecimentos marítimos e no seu espírito aventureiro. Em outras palavras, dizem que Portugal é que fez de Colombo, Colombo.

Exagero ou não, a verdade é que o navegador genovês viveu um bom tempo em Lisboa e casou-se com uma abastada portuguesa da Ilha da Madeira. A única coisa que Portugal negou a Colombo foi a delegação de poderes para navegar com o apoio da coroa portuguesa.

OS REIS CATÓLICOS DA ESPANHA

O reino de Portugal tinha consciência dos interesses econômicos e políticos que envolviam a corrida pelo domínio dos mares e das novas terras por descobrir.

Tentando manter seu monopólio sobre as navegações, os portugueses negam a Colombo, em 1485, a delegação de poderes para a navegação.

Poder esse que ele só conseguiria tempos depois, pelas mãos e bênçãos dos Reis Católicos de Aragão e Castela, mais precisamente em abril de 1492.

Com carta branca para agir, Colombo partiu das Ilhas Canárias no comando de duas caravelas (Pinta e Nina) e de uma nau galega (Santa Maria), no dia nove de setembro de 1492, rumo a novas rotas. Foi à frente de uma tripulação sedenta de riquezas e especiarias.

Após mais três viagens à América, a morte da rainha Dona Isabel de Castela - sua mecenas - e cair doente, o navegador italiano morreu em Valladolid, na Espanha, no ano de 1506.

OS COLONIZADORES

Uma vez descoberta, a América foi colonizada principalmente por quatro povos - espanhol, português, inglês e francês.

De acordo com o tipo de interesse do colonizador em determinada região do continente, ocorreram formas de colonizar diferenciadas, na verdade duas: colonização de povoamento e de exploração.

Nas colônias de povoamento, as características básicas foram: pequena propriedade, policultura e mão-de-obra familiar, visando ao mercado interno. Já na de exploração, predominou a grande propriedade, a monocultura e o trabalho escravo, de olho no mercado europeu.

Colonização

Espanhola Começou com a conquista das ilhas do Caribe, em fim do sécilo XVI.
As populações nativas foram dizimadas. no México, os astecas foram massacrados em 1519.
No Peru, a conquista e destruição do Império Inca iniciaram-se em 1532.
Portuguesa Decaindo o comércio na Ásia, Portugal passou a ocupar em definitivo as terras brasileiras.
Implantou as capitanias hereditárias e instalou as sesmarias.
Inglesa Começo em 1607, com a colonização da América do Norte.
Ao norte dos Estados Unidos, instalaram-se os pequenos proprietários de terra.
Ao sul, predominaram as grandes propriedades.
Francesa Formaram na América do Norte, as colônias de Terra Nova,
Nova Escócia e Nova França (Canadá), a partir de 1603.
De 1682 em diante, rumaram para o vale do Mississipi (Louisiana) e fundaram Nova Orleans.

COMO É DIVIDIDA A AMÉRICA

O continente americano é dividido geograficamente em América do Norte, América Central (incluindo Caribe) e América do Sul. Banhado a Oeste pelo oceano Pacífico e a Leste e pelo Atlântico, é o segundo maior continente do mundo, com 42.560.270 km2.

Há também uma divisão socioeconômica, que difere da geográfica e reparte o continente em dois blocos: Canadá e Estados Unidos ao Norte e a chamada América Latina (que inclui o México, país geograficamente localizado na América do Norte, e os demais países da América Central e do Sul).

Esta última divisão mostra a gritante diferença econômica que existe entre as duas áreas. Enquanto Estados Unidos e Canadá apresentam Produto Interno Bruto (PIB) dos mais altos no mundo, a maioria dos outros 33 países que compõem a parte Latina vivem problemas sociais graves, por conta da pobreza.

Interesses econômicos

O reino de Portugal tinha consciência dos interesses econômicos e políticos que envolviam a corrida pelo domínio dos mares e das novas terras por descobrir.

Tentando manter seu monopólio sobre as navegações, os portugueses negam a Colombo, em 1485, a delegação de poderes para a navegação.

Poder esse que ele só conseguiria tempos depois, pelas mãos e bênçãos dos Reis Católicos de Aragão e Castela, mais precisamente em abril de 1492.

Com carta branca para agir, Colombo partiu das Ilhas Canárias no comando de duas caravelas (Pinta e Nina) e de uma nau galega (Santa Maria), no dia nove de setembro de 1492, rumo a novas rotas. Foi à frente de uma tripulação sedenta de riquezas e especiarias.

Após mais três viagens à América, a morte da rainha Dona Isabel de Castela - sua mecenas - e cair doente, o navegador italiano morreu em Valladolid, na Espanha, no ano de 1506.

Divisão da América

O continente americano é dividido geograficamente em América do Norte, América Central (incluindo Caribe) e América do Sul. Banhado a Oeste pelo oceano Pacífico e a Leste e pelo Atlântico, é o segundo maior continente do mundo, com 42.560.270 km2.

Há também uma divisão socioeconômica, que difere da geográfica e reparte o continente em dois blocos: Canadá e Estados Unidos ao Norte e a chamada América Latina (que inclui o México, país geograficamente localizado na América do Norte, e os demais países da América Central e do Sul).

Esta última divisão mostra a gritante diferença econômica que existe entre as duas áreas. Enquanto Estados Unidos e Canadá apresentam Produto Interno Bruto (PIB) dos mais altos no mundo, a maioria dos outros 33 países que compõem a parte Latina vivem problemas sociais graves, por conta da pobreza.

Para se ter uma idéia, a renda per capita dos Estados Unidos é de 29.240 dólares por ano. Já no Haiti não passa de 410 dólares anuais.

Fonte: : www.ibge.gov.br

Descobrimento da América

12 de Outubro

Descoberta do continente americano chamado Novo Mundo pelo navegador italiano Cristóvão Colombo.

Entre 1492 e 1504, em quatro viagens sob as ordens da Coroa espanhola, Colombo abre caminho para a conquista e a colonização da América.

A expansão marítima é motivada pelo desejo dos reinos europeus, principalmente Portugal e Espanha, de expandir seus domínios territoriais e conquistar rotas alternativas de comércio.

O principal objetivo é chegar às Índias – nome genérico que inclui todo o Oriente –, grande fornecedora de especiarias e um novo mercado de consumo.

Para evitar a travessia do Mediterrâneo, dominado por comerciantes italianos e muçulmanos, Portugal busca uma rota alternativa contornando a África e acaba por estabelecer bases nas costas do continente.

Na Espanha, os reis católicos Fernando II e Isabel I decidem financiar viagens às Índias depois de expulsar os mouros (árabes muçulmanos), que por mais de cinco séculos dominaram a região.

Sob influência de Colombo e do navegador florentino Américo Vespúcio, os reis escolhem a direção ocidental, com base na tese da esfericidade da Terra.

Viagens dos exploradores – A frota da primeira viagem de Colombo, formada pelos navios Santa Maria, Pinta e Niña, deixa o porto espanhol de Palos no dia 3 de agosto de 1492. Em 12 de outubro aporta na ilha de San Salvador (Bahamas), pensando ter alcançado as Índias.

Em 1500 é descoberto o Brasil. Entre 1503 e 1513, Vespúcio e outros navegadores exploram as Antilhas e o litoral atlântico ao sul dos territórios descobertos.

Em 1508 chegam à península de Yucatán (México) e, em 1512, alcançam a Flórida e o delta do rio Mississippi (EUA). Concluem tratar-se de um novo continente, que é denominado América em homenagem a Vespúcio.

Fonte: : br.geocities.com

Descobrimento da América

12 de Outubro

Cristóvão Colombo, figura de suma importância na descoberta da América, nasceu em Gênova – província italiana da região de Ligúria –, no ano de 1451, pertencente a uma rica família de artesãos.

Não se tornou, porém, um intelectual, interessando-se pelos conhecimentos referentes à navegação e à cartografia, vindo a ter sua primeira experiência no mar aos 10 anos de idade.

Aos 25 anos, já no ano de 1476, foi vítima de um naufrágio ao longo do Algarves – região mais ao sul de Portugal Continental –, quando se encontrava no interior de uma caravela comercial flamenga. Em conseqüência deste incidente Colombo acabou indo para Lisboa, local em que morava seu irmão Bartolomeu.

Viveu ali por um tempo razoável para que se casasse com uma portuguesa rica, natural da Ilha da Madeira.

Era de interesse de Colombo explorar os mares e as novas terras que ainda se encontravam por assim dizer, escondidas, porém a Coroa Portuguesa negou a ele apoio para esta empreitada, esperando desta forma proteger o privilégio da posse exclusiva sobre as navegações, mesmo tendo total conhecimento dos interesses econômicos e políticos que abrangiam a concorrência pela possessão dos mares e das terras que ainda restavam ser encontradas e colonizadas.

Somente no ano de 1492, com 41 anos de idade, Colombo realiza seu sonho de explorar os mares, com o consentimento dos Reis Católicos de Aragão e Castela – Fernando II e Isabel I -, que lhe deram total liberdade para agir.

A expansão marítima era de total interesse dos reinos europeus, com destaque para Portugal e Espanha, os mais interessados em ampliar suas possessões territoriais e descobrir novos caminhos marítimos como alternativas para a realização do comércio.

O objetivo maior era alcançar as Índias – nome que abrangia todo o Oriente -, grande abastecedora de especiarias e um novo ponto comercial de consumo.

A Armada da primeira viagem de Colombo, constituída pelos navios Santa Maria, Pinta – cujo capitão era Martín Alonso de Pizón – e Nina – comandada pelo capitão Vicente Yáñez Pinzón -, sai do porto espanhol de Palos em 03 de agosto de 1492.

No dia 12 de outubro ancora em uma ilha denominada pelos índios de Ilha de Guanahaní, porém batizada por Colombo com o nome de San Salvador (Bahamas), pensando ter alcançado as Índias. O primeiro desembarque deu-se na Baía Long, no litoral ocidental, local em que foram afixados o estandarte Real, pelo então denominado Almirante Colombo, e as demais bandeiras da Cruz Verde, fixadas pelos outros capitães. O escrivão da Armada, Rodrigo de Escobedo, foi incumbido de redigir e escrever o documento de posse da nova terra.

No ano de 1500 o Brasil é descoberto, entre 1503 e 1513 cabe a Américo Vespúcio e outros navegadores explorarem as Antilhas e o litoral atlântico na parte mais ao sul dos territórios recém-descobertos. Em 1508 eles alcançam a península de Yucatán – México – e no ano de 1512 chegam à Flórida e ao delta do rio Mississipi (EUA). Diante das evidências, concluem que descobriram um novo continente, que em homenagem a Américo Vespúcio é denominado América.

O descobrimento da América fez desmoronar uma idéia remota de que o mundo era constituído apenas por um bloco de três continentes: Ásia, África e Europa, rodeado por um grande oceano.

Com a descoberta do Novo Mundo, Colombo marca uma nova era, que transformou de forma expressiva e irreversível a fisionomia do mundo, que se baseia nas relações políticas, econômicas e sociais entre os povos ocidentais.

A colonização da América se realizou primordialmente por quatro povos: espanhóis, portugueses, ingleses e franceses.

Ocorreram duas formas de colonização diferentes: colônias de povoamento, suas especificidades básicas consistiram em: pequena propriedade, cultura variada e trabalho familiar objetivando o mercado interno; nas de exploração havia a predominância da ampla propriedade, da monocultura (um só tipo de cultivo) e do trabalho escravo, sempre de olhos bem abertos para o que se passava no mercado europeu.

O continente americano foi repartido geograficamente em América do Norte, América Central e América do Sul, sendo envolto a oeste pelo Oceano Pacífico e a Leste pelo Atlântico. Ele é considerado o segundo maior continente do mundo com aproximadamente 42.560.270 quilômetros quadrados.

Há também uma separação sócio-econômica que divide o continente em dois blocos: Canadá e Estados Unidos ao Norte e a denominada América Latina – que compreende os outros países das América Central e do Sul.

Há uma enorme diferença econômica entre os dois blocos: Estados Unidos e Canadá possuem um PIB (Produto Interno Bruto) bastante significativo no mundo, sendo que os demais países que fazem parte da América Latina, 33 ao todo, vivem na mais profunda miséria, possuem problemas sociais gravíssimos que precisam ser solucionados.

Fonte: : geocities.com

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12 de Outubro

De acordo com os dados disponíveis o primeiro navegador a alcançar terras americanas foi Cristóvão Colombo, em 1942 ao serviço de Castela, descobrindo a América Central.

Cristóvão Colombo inicia a sua viagem na madrugada de 3 de Agosto de 1492 como Capitão da Armada e da nau onde seguia, numa frota formada pela nau Santa Maria, a caravela redonda Pinta capitaneada por Martín Alonso de Pizón e a caravela latina Nina com Vicente Yáñez Pinzón como capitão.

A tripulação era composta por um total de 90 homens, segundo Las Casas e Fernando Colombo, ou 120 já segundo Gonçalo Fernadez de Oviedo.

Descobrimento da América
Gravura da Nau Santa Maria

Esta gravura é contemporânea da nau almirante da esquadra de Colombo, que em 1492 alcançou pela primeira vez as terras do Novo Mundo

Devido a uma avaria, a caravela Pinta é forçada a regressar e atracar em Las Palmas, a 6 de Agosto para reparações.

Descobrimento da América
Chegada de Colombo à América (gravura retirada da obra de Thierry de Bry, datada do século XVI e pretende
representar a descoberta da América e as relações que a partir de então se estabeleceram)

Cristóvão Colombo chega a Las Palmas a 25 de Agosto, onde muda o aparelho latino da Nina para redondo como o da Pinta.

A Armada sai finalmente 1 de Setembro de Las Palmas rumo a águas nunca até então navegadas. Colombo tinha como objetivo manter-se no paralelo a Oeste das Ilhas Canárias, não só devido a ordenação dos Reis Católicos de que não fosse mais a Sul que as ilhas Canárias, para que não infringisse o Tratado de Alcáçovas, não suscitando assim as reclamações de Portugal, mas também porque em termos de orientação seria mais fácil, uma vez que se orientaria pela Carta de Toscanelli, onde a Antilha estava representada, somente necessitando de seguir na direção Oeste, procurando apenas uma coordenada, a longitude.

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Retrato de Cristóvão Colombo de autor desconhecido, localizada no Município de Génova

A 7 de Outubro Colombo, de acordo com as indicações de Martín Alonso Pinzín, corrige o rumo para sudoeste; esta mudança providencial foi pois se não o tivesse feito iria rumar às costas da Florida, arriscando-se a ser levado pelas correntes do Golfo o que os obrigaria a dar a volta sem descobrirem nada.

Durante o pôr do Sol do dia 11 de Setembro são detectados sinais evidentes da proximidade de terra e, na madrugada de dia 12, é avistada terra pela caravela Pinta. Tinham então chegado ao grupo das Bahamas, à ilha de Guanahaní para os Índios, mas denominada por Colombo por ilha de S. Salvador. O primeiro desembarque ocorreu na Baía Long, na Costa Ocidental, local onde foi colocado o estandarte Real pelo, a partir de então, Almirante Colombo, e as bandeiras da Cruz Verde pelos restantes capitães, tendo o escrivão da armada, Rodrigo de Escobedo, lavrado a ata da tomada de posse desta nova terra.

A 15 de Outubro é descoberta a ilha de S. Maria da Conceição, a 19 a ilha Isabela, la Saometo para os índios, conhecida hoje como Crooked. A 21 Outubro Colombo pensa ter encontrado o Cipango (Japão) quando se deparou com a ilha de Cuba. A 28 do mesmo mês entra na baía de San Salvador, na costa norte da ilha de Cuba, onde envia uma embaixada ao seu interior, do que recebe a primeira indicação de que em terra as populações eram miseráveis, contrariando as expectativas de terem chegado à Índia.

Após 1495 a América do Norte foi alcançada por outros navegadores, com João Fernandes Lavrador e Pero Barcelos que alcançaram a Gronelândia e a “Terra do Lavrador”, sob ordem do Rei D. Manuel. Já ao serviço da Inglaterra João Caboto alcança a mesma Região em 1496.

D. Manuel recebe informações sobre esta zona como sendo composta por um mar cheio de gelo, onde abundam rios, árvores de fruto e animais e cujos habitantes vivem da pesca, utilizando utensílios de pedra.

Em 1500 aparecem pela primeira vez na carta de Juan de La Cosa as terras da América do Sul, os estados do Brasil, das três Guianas e da Venezuela, inicialmente descobertas por Alonso Ojeda e Cosa em 1499 e por Vicente Yañez Pinzón em Janeiro de 1500, e finalmente em Março de 1500 por Pedro Álvares Cabral com o descobrimento da ilha de Vera Cruz.

O descobrimento da América fez desabar uma ideia antiga de que, grosso modo, o mundo era constituído apenas por um bloco tricontinental composto pela Ásia, África, Europa e cercado por um enorme oceano. Com o conhecimento do Novo Mundo dá-se uma total dessacralização da representação cosmográfica conhecida até então, e que se acentuará com o conhecimento progressivo do continente americano.

Fonte: : www.instituto-camoes.pt

Descobrimento da América

12 de Outubro

Cristóvão Colombo (1451-1506), navegador, muitas fontes e estudos internacionais, desde finais do século XV, dão-no como natural da Génova. Atualmente, contesta-se essa sua naturalidade, levantando a hipótese de ele ser português, catalão, basco, galego, corso, francês e mesmo grego. Viveu bastantes anos em Portugal, mais propriamente no arquipélago da Madeira onde casou com Filipa Moniz, filha de Bartolomeu Perestrelo.

Este grande navegador e explorador europeu, ofereceu os seus serviços à coroa portuguesa, e esta os recusou, dizendo que tinha informações que lhe permitiam saber que a rota para a Índia era bastante mais curta. Sem perder o ânimo, Colombo partiu então com a mesma proposta para os reis de Espanha que a aceitaram.

Partindo do ponto de vista de que a terra era redonda, achava que viajando para o ocidente, forçosamente chegaria às Índias. No dia 3 de agosto de 1492, Cristóvão Colombo partiu com três caravelas, a Niña, a Pinta e a Santa Maria e uma tripulação de aproximadamente 100 homens. Após uma longa viagem que durou cerca de 2 meses, só no dia 12 de outubro de 1492, o navegador Cristóvão Colombo descobre a América, a terra nova. Ele avista Guanaani mais tarde chamada de San Salvador, nas Pequenas Antilhas, e nela se aporta. Sem ter noção da grande descoberta, Cristóvão Colombo pensa ter chegado mais ao norte das Índias. O novo continente passou a chamar-se América, isto porque em 1503, Américo Vespúcio publicou um livro em que defendia a tese de que as terras descobertas não faziam parte da Índia e que era um continente ainda desconhecido, o que veio a confirmar-se. Colombo fez mais três viagens, descobrindo sempre novas ilhas. Na sua primeira volta à Espanha, foi nomeado Vice-rei da nova colônia, mas não foi feliz como administrador. Destruído, voltou à Espanha preso, onde morreu pobre e esquecido.

Fonte: www.apoioescolaronline.net

Descobrimento da América

12 de Outubro

Era o dia 03 de agosto de 1492 (Sexta-feira) e Colombo levantava âncora de Palos em direção ao Atlântico. A bonança retinha a pequena frota perto das Canárias, de onde seguira viagem depois de uma parada que durou de 10 de agosto a 6 de setembro.Talvez, apenas Colombo mantivesse a serenidade e a confiança.

Estava certo do êxito desde que saíra com uma frota de três navios: Santa Maria, Pinta e Niña e 87 homens a bordo.

O temor de não ver mais terra invadia toda a tripulação e ele percebeu que devia preparar-se para afastar as superstições daquela gente.

Deliberou ter duas contagens das milhas percorridas: uma para si próprio e outra – falsa – para o resto da tripulação.

Os homens de Colombo estavam inquietos: pensavam que, como durante muito tempo soprara apenas o vento do levante, ali não houvesse brisa que os levasse de volta à Espanha. Temiam o mar de sargaços, temiam os meteoros, como o que viram riscar os céus em 15 de setembro.

Grande era o abatimento.

A 25 de setembro um dos participantes da expedição, Martín Alonso Pinzón, acreditou ter visto terra, e gritou a Colombo da popa de sua nau: Terra, terra! Mas eram apenas nuvens.

A 7 de outubro elas enganaram a Niña, que disparou um tiro, sinal convencionado para terra à vista. Estas sucessivas desilusões tinham efeito deprimente e tanta era a ansiedade de ver terra que os homens não acreditavam mais em sinal algum. Martín Alonso chegou a pedir mudança de rota para oeste, a fim de atingir o Japão de Marco Polo.

A 10 de outubro, Colombo enfrentou os marinheiros dizendo que eram inúteis as lamentações porque “tinha decidido ir às Índias e continuaria até a meta, com a ajuda de Deus”. Consentiu, porém em alterar o rumo, ante a visão de pássaros que voavam de norte para sudoeste.

Na noite de 11 para 12 de outubro, com mar grosso, Colombo voltou à sua rota do poente, mas por pouco tempo: um marinheiro da Pinta anunciou terra à vista.

A terra apareceu claramente por volta das 2 horas da madrugada, à distância de umas duas léguas. Era uma ilha do extenso arquipélago situado entre o golfo do México e o mar das Caraíbas, mais tarde denominado Antilhas. Navegaram em torno procurando um lugar onde ancorar. Na costa, intrigados com os monstros marinhos de asas brancas, homens, mulheres e crianças aglomeravam-se, inteiramente nus. Essa primeira terra descoberta recebeu o nome de San Salvador.

Colombo navegou entre as Bahamas por 96 dias e onde quer que desembarcasse, plantava cruzes. De ilha em ilha, chegou a Cuba e fez amizade com os índios. Embora maravilhado com tudo o que viu, Colombo não podia deixar de pensar no ouro pela qual convenceu sua gente a segui-lo. E ouro não há. A não ser o pouco que ornamentam os índios, sempre dispostos a trocá-lo por quinquilharias.

A 6 de dezembro, Cristóvão Colombo aportou no atual Haiti, cuja paisagem lhe lembrou a Espanha e por isso a batizou de Hispaniola. De volta à Espanha, aonde chegou em março de 1493 a bordo da Niña, Colombo viu seu triunfo ser festejado em Barcelona. A corte e toda a população foram recebê-lo.

Os reis católicos não permitiram que Colombo se ajoelhasse diante deles e em máxima honra, sentou-se à direita da rainha. Da cerimônia constava o batismo dos seis índios que tinha trazido, como troféus vivos do grande feito. Tanto o navegador quanto os soberanos espanhóis estavam convencidos de que a viagem havia levado às Índias. A idéia de que Colombo havia aportado em outras terras não passava pela cabeça de ninguém e o primeiro que vislumbrou a verdade foi o humanista italiano Pietro Martire d’Anghiera.

Fonte: : www.grupoescolar.com

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12 de Outubro

RESUMO - DESCOBRIMENTO DA AMÉRICA e A EXPANSÃO MARÍTIMA

As ideias de Colombo

Na época dos descobrimentos, isto é, no século XV, já se sabia na Europa que a Terra tinha forma arredondada e, por isso, quem navegasse sempre para ocidente chegaria às Índias que ficam a oriente.

Um sábio nascido na cidade italiana de Florença, chamado Paulo Toscanelli, traçou um mapa em que figuravam a China, o Japão e a Índia.

Mas, como Toscanelli julgasse que as dimensões da Terra fossem menores, aqueles países do Oriente eram localizados em regiões próximas das ilhas dos Açores e das Canárias.

Acredita-se que Colombo obteve cópia desse mapa e, desde então, ficou convencido de que era possível atingir as índias pelo ocidente.

Antes de oferecer seus serviços aos reis de Espanha, Fernando e Isabel, Colombo esteve em Portugal, onde expôs seus planos a D. João II. Mas o soberano português já estava interessado no descobrimento de outro caminho, o que contorna a África, depois percorrido por Vasco da Gama.

Colombo, então, passou-se para a Espanha e lá esperou algum tempo até ser atendido porque os "reis católicos", Fernando e Isabel, estavam ocupados com a guerra contra os árabes, ainda senhores do pequeno reino de Granada.

Expulsos os árabes em 1492, pôde Colombo, ainda nesse ano, partir do porto de Paios com três caravelas: Santa Maria, Pinta e Nina. Um de seus companheiros era Vicente Pinzón, que esteve no Brasil, numa outra viagem, em janeiro de 1500, antes, portanto, da expedição de Pedro Álvares Cabral.

Nessa viagem Pinzón percorreu a costa do Norte, descobriu a foz do rio Amazonas, que chamou Mar Dulce, e o rio Oiapoque, que durante muito tempo teve o nome de Vicente Pinzón.

As viagens de Colombo

Em sua primeira viagem Colombo partiu de Paios, a 3 de agosto de 1492. Em meio do caminho os marinheiros ameaçaram revoltar-se e, conta-se, chegaram até a pensar em jogar Colombo ao mar.

O grande navegador, porém, não desanímava e, a 12 de outubro, da caravela Pinta, foi dado um tiro de canhão, sinal de terra à vista: era a ilha de Guanaani, nome dado pelos índios e que passou a cha-mar-se São Salvador.

Colombo, entretanto, julgou haver chegado às índias e é por isso que os selvagens da América tiveram o nome de índios. Em seguida partiu à procura de Cipango, nome que naquele tempo se dava ao Japão, e pensou haver chegado a esse país quando descobriu a ilha de Cuba; logo depois avistava a ilha de Haiti.

Na segunda viagem que fez ao Novo Mundo, com uma esquadra de dezessete navios, Colombo descobriu as ilhas de Porto Rico e Jamaica. Na terceira, chegou a terra firme, na América do Sul, onde avistou a foz do rio Orenoco que êle chamou Boca de Dragão porque aí um temporal quase afundou seus navios.

VIAGENS DE COLOMBO

Descobrimento da América

Nessa ocasião ocorreram desordens na povoação de São Domingos, na ilha de Haiti: os índios ameaçavam revoltar-se e os espanhóis estavam descontentes porque não haviam encontrado ouro. Os reis de Espanha, informados dessas ocorrências, enviaram à América Francisco Bobadilha que levou presos para a Europa Cristóvão e seu irmão Bartolomeu Colombo. O rei Fernando, porém, ordenou que os soltassem e o descobridor empreendeu a quarta viagem, que foi a última.

Na quarta viagem Colombo chegou outra vez a terra firme, na América Central, onde obteve informações sobre um oceano do outro lado do continente: era o oceano Pacífico que o espanhol Balboa descobriu e denominou mar do Sul. Também soube da existência de um rico império indígena, o dos astecas, situado no México.

Quando Colombo voltava para a Espanha, morreu Isabel (1504), a rainha que havia sido sempre sua protetora. Dois anos depois, em 1506, morria ele também, pobre e esquecido, na cidade de Valladolid.

Colombo não conseguiu realizar seu objetivo, o de chegar às Índias navegando para ocidente. Verificada a existência do continente americano, navegadores espanhóis e portugueses procuraram por sua costa uma passagem que ligasse o Atlântico ao Pacífico para, por meio deste oceano, chegar às índias.

Essa passagem foi afinal encontrada por Fernão de Maga-lliãcs, português a serviço da Espanha, que havia partido do porto de Sevilha em 1519; sua expedição continuou sempre para ocidente e chegou novamente a Sevilha, depois de três anos de viagem, dando uma volta à Terra.

Com essa expedição realizou-se o plano de Colombo: chegar às índias pelo ocidente.

Consequências do descobrimento da América

A primeira consequência do descobrimento da América foi a assinatura, em 1494, do Tratado de Tordesilhas, que separou as terras portuguesas das espanholas.

Cristóvão Colombo, quando voltava para a Europa, depois da primeira viagem à América, esteve em Portugal. Disse, então, ao rei D. João II que havia atingido as índias, mas esse soberano, desconfiando que as terras descobertas por Colombo já fossem conhecidas pelos portugueses, resolveu preparar uma expedição para percorrê-las. Essa expedição não chegou a partir porque as duas nações, Espanha e Portugal, concordaram em assinar o Tratado de Tordesilhas (junho de 1494).

Ficou estabelecido, pelo Tratado de Tordesilhas, que os domínios portugueses seriam separados dos de Espanha por um meridiano, situado a 370 léguas a oeste do arquipélago de Cabo Verde. Todas as terras a leste desse meridiano seriam portuguesas e as que ficassem a oeste, espanholas.

O meridiano, chamado de Tordesilhas, passa pelo Brasil e corta seu litoral, ao norte, no lugar onde depois foi fundada a cidade de Belém e, ao sul, a de Laguna, no atual Estado de Santa Catarina. Desse modo o Brasil, descoberto seis anos depois, possuía um território menor que o atual, pois a maior parte de suas terras, como as do Rio Grande do Sul, ficava a oeste do meridiano e pertencia, portanto, à Espanha.

Outra consequência foi a propagação da civilização europeia pelas terras do Novo Mundo. Nessa obra distinguiram-se as ordens religiosas, principalmente a dos jesuítas, padres que muito trabalharam pela catequese dos índios.

Também com o descobrimento da América o Atlântico passou a ser o oceano de maior atividade comercial e até hoje mantém intenso tráfico entre o Novo Mundo e a Europa.

Finalmente, cita-se como consequência importante o descobrimento de riquezas minerais no continente americano. No Brasil essas riquezas só foram encontradas mais tarde pelos bandeirantes; mas nos outros países, como o Peru e o México, já as minas eram ativamente exploradas pelos índios, quando os espanhóis os descobriram.

O ouro e a prata, levados da América em grande quantidade, tornaram ricas e poderosas as pessoas que não çram nobres mas que se dedicaram ao có mércio e às conquistas. Também contribuíram para a construção de grandes obras, como o famoso convento de Mafra, em Portugal.

RESUMO.

Descobrimento da América

a) As ideias de Colombo

O plano de chegar às índias pelo ocidente: mapa de Paulo Toseanelli com a posição da China-, Japão e Índia.

Colombo cm Portugal: recusa de D. João II interessado em descobrir o caminho pelo litoral africano.

As dificuldades 11a Espanha: luta dos "reis católicos" contra os árabes.

b) As viagens de Colombo

Primeira viagem: descoberta de Guanaani (12 de outubro de 1492), Cuba o Haiti.

Segunda viagem: descoberta de Jamaica e Porto Rico.

Terceira viagem: Colombo avista a foz do Orenoco (Boca do Dragão).

Carta viagem: Colombo chega à America Central.

Realização do plano de Colombo: a expedição de Magalhães chega às Índias pelo ocidente.

c) Consequências do descobrimento da América

O Tratado de Tordesilhas (junho de 1494): as terras portuguesas separadas das espanholas por um meridiano a 370 léguas a oeste das ilhas de Cabo Verde.

Propagação da civilização europeia na América: obra das ordens religiosas.

Outra consequência: importância comercial do Atlântico.

Descobrimento de riquezas minerais: enriquecimento das pessoas que não eram nobres.

Fonte: : www.consciencia.org

Descobrimento da América

12 de Outubro

No século XV pouco do mundo era conhecido. As nações exploradoras como Portugal e Espanha tinham um conhecimento superficial do que era a Ásia e nem imaginavam a existência das Américas, Oceania e mesmo do litoral africano.

Com o advento das Grandes Navegações, parte do mundo que conhecemos foi sendo descoberto: as Ilhas dos Açores, Ilha da Madeira e do Cabo Verde e a costa africana do Atlântico até o Cabo das Tormentas que, depois de conquistado, passou a ser chamado de Cabo da Boa Esperança. Ser um navegador era aventura para poucos naquela época.

Os cientistas ainda tinham dúvida sobre o formato da terra, esférico ou plano, e os candidatos a exploradores se assustavam com a possibilidade de se depararem com os mitológicos monstros marinhos ou despencarem das "bordas" do mundo.

Porém, tudo isso passava de lenda para o genovês Cristóvão Colombo. Este alimentava o sonho de conquistar as longínquas terras que as lendas contavam há muito tempo. Cristóvão era pobre. Fora comerciante de livros quando jovem e estudante de geografia, vindo se dedicar à navegação mais tarde.

Munido de documentos e planos de viagem Cristóvão fora pedir o patrocínio do governo de Gênova para empreender sua viagem.

O plano era simples: alcançar a Ásia rumando ao ocidente, dando a volta no globo. Taxado como louco, Cristóvão vai a Portugal.

Nova negativa e novo rumo: a Espanha, onde encontra apoio.

Era o dia 16 de setembro de 1492 quando Colombo partiu com as três caravelas: Santa Maria, Pinta e Niña esperando atingir a Ásia pelo ocidente. Foi uma viagem extenuante recheada pela revolta da tripulação que cansada quase se amotinou por não encontrarem terra alguma. Mas, uma tempestade o fez que a rota fosse mudada e as terras descobertas.

Aos 12 de outubro de 1492, Colombo pisava em terra firme, mais exatamente em uma ilha, a qual dera o nome de San Salvador. Pensava ele ter alcançado a Ásia, mas estava próximo do continente que viria ser desbravado apenas em 1499, quando da sua terceira expedição. Este novo continente se chamaria América, em homenagem a Américo Vespúcio, incumbido de mapear o novo mundo. Hoje é um dia de comemoração para a História da Humanidade.

No Brasil não é feriado, mas nos Estados Unidos é, e somente duas pessoas têm feriado nacional exclusivo nesse país, Colombo e Martin Luther King Jr. Muitos americanos consideram essa data como a do descobrimento dos Estados Unidos da América, e convenhamos é mesmo, até o Congresso americano concorda, pois vem mantendo a festa com reverência e respeito.

Fonte: : www.trabalhonota10.com.br

Descobrimento da América

12 de Outubro

Cristóvão Colombo nasceu em Gênova, na Itália, no ano de 1451. Pertencia a uma rica família de artesãos e, apesar de ter vivido nesse importante centro mercantil, não obteve uma formação intelectual profunda.

Fez contato com os conhecimentos relacionados à navegação e à cartografia - saber comum, na época, em qualquer porto cosmopolita. Sua primeira aventura no mar aconteceu aos dez anos de idade.

Em 1476, então com 25 anos, Colombo naufragou ao largo do Algarve, a bordo de uma embarcação mercante flamenga. Por conta desse naufrágio, ele acabou indo para Lisboa, onde já morava seu irmão Bartolomeo.

Dizem que Portugal marcou Colombo não só na língua, mas também nos seus conhecimentos marítimos e no seu espírito aventureiro. Em outras palavras, dizem que Portugal é que fez de Colombo, Colombo.

Exagero ou não, a verdade é que o navegador genovês viveu um bom tempo em Lisboa e casou-se com uma abastada portuguesa da Ilha da Madeira. A única coisa que Portugal negou a Colombo foi a delegação de poderes para navegar com o apoio da coroa portuguesa.


O reino de Portugal tinha consciência dos interesses econômicos e políticos que envolviam a corrida pelo domínio dos mares e das novas terras por descobrir.

Tentando manter seu monopólio sobre as navegações, os portugueses negam a Colombo, em 1485, a delegação de poderes para a navegação.

Poder esse que ele só conseguiria tempos depois, pelas mãos e bênçãos dos Reis Católicos de Aragão e Castela, mais precisamente em abril de 1492.

Com carta branca para agir, Colombo partiu das Ilhas Canárias iniciando a sua viagem na madrugada de 3 de Agosto de 1492 como Capitão da Armada e da nau onde seguia, numa frota formada pela nau Santa Maria, a caravela redonda Pinta capitaneada por Martín Alonso de Pizón e a caravela latina Nina com Vicente Yáñez Pinzón como capitão. A tripulação era composta por um total de 90 homens, segundo Las Casas e Fernando Colombo, ou 120 já segundo Gonçalo Fernadez de Oviedo.

Devido a uma avaria, a caravela Pinta é forçada a regressar e atracar em Las Palmas, a 6 de Agosto para reparações.

no comando de duas caravelas (Pinta e Nina) e de uma nau galega (Santa Maria), no dia nove de setembro de 1492, rumo a novas rotas. Foi à frente de uma tripulação sedenta de riquezas e especiarias.

Após mais três viagens à América, a morte da rainha Dona Isabel de Castela - sua mecenas - e cair doente, o navegador italiano morreu em Valladolid, na Espanha, no ano de 1506.

Cristóvão Colombo chega a Las Palmas a 25 de Agosto, onde muda o aparelho latino da Nina para redondo como o da Pinta. A Armada sai finalmente 1 de Setembro de Las Palmas rumo a águas nunca até então navegadas. Colombo tinha como objetivo manter-se no paralelo a Oeste das Ilhas Canárias, não só devido a ordenação dos Reis Católicos de que não fosse mais a Sul que as ilhas Canárias, para que não infringisse o Tratado de Alcaçovas, não suscitando assim as reclamações de Portugal, mas também porque em termos de orientação seria mais fácil, uma vez que se orientaria pela Carta de Toscanelli, onde a Antilha estava representada, somente necessitando de seguir na direção Oeste, procurando apenas uma coordenada, a longitude.

A 7 de Outubro Colombo, de acordo com as indicações de Martín Alonso Pinzín, corrige o rumo para sudoeste; esta mudança providencial foi pois se não o tivesse feito iria rumar às costas da Florida, arriscando-se a ser levado pelas correntes do Golfo o que os obrigaria a dar a volta sem descobrirem nada.

Durante o pôr do Sol do dia 11 de Setembro são detectados sinais evidentes da proximidade de terra e, na madrugada de dia 12, é avistada terra pela caravela Pinta. Tinham então chegado ao grupo das Bahamas, à ilha de Guanahaní para os Índios, mas denominada por Colombo por ilha de S. Salvador. O primeiro desembarque ocorreu na Baía Long, na Costa Ocidental, local onde foi colocado o estandarte Real pelo, a partir de então, Almirante Colombo, e as bandeiras da Cruz Verde pelos restantes capitães, tendo o escrivão da armada, Rodrigo de Escobedo, lavrado a ata da tomada de posse desta nova terra.

A 15 de Outubro é descoberta a ilha de S. Maria da Conceição, a 19 a ilha Isabela, la Saometo para os índios, conhecida hoje como Crooked. A 21 Outubro Colombo pensa ter encontrado o Cipango (Japão) quando se deparou com a ilha de Cuba. A 28 do mesmo mês entra na baía de San Salvador, na costa norte da ilha de Cuba, onde envia uma embaixada ao seu interior, do que recebe a primeira indicação de que em terra as populações eram miseráveis, contrariando as expectativas de terem chegado à Índia.

Após 1495 a América do Norte foi alcançada por outros navegadores, com João Fernandes Lavrador e Pero Barcelos que alcançaram a Groenlândia e a “Terra do Lavrador”, sob ordem do Rei D. Manuel. Já ao serviço da Inglaterra João Caboto alcança a mesma Região em 1496.

D. Manuel recebe informações sobre esta zona como sendo composta por um mar cheio de gelo, onde abundam rios, árvores de fruto e animais e cujos habitantes vivem da pesca, utilizando utensílios de pedra.

Em 1500 aparecem pela primeira vez na carta de Juan de La Cosa as terras da América do Sul, os estados do Brasil, das três Guianas e da Venezuela, inicialmente descobertas por Alonso Ojeda e Cosa em 1499 e por Vicente Yañez Pinzón em Janeiro de 1500, e finalmente em Março de 1500 por Pedro Álvares Cabral com o descobrimento da ilha de Vera Cruz.

O descobrimento da América fez desabar uma idéia antiga de que, grosso modo, o mundo era constituído apenas por um bloco tricontinental composto pela Ásia, África, Europa e cercado por um enorme oceano. Com o conhecimento do Novo Mundo dá-se uma total dessacralização da representação cosmográfica conhecida até então, e que se acentuará com o conhecimento progressivo do continente americano.

Com essa descoberta, Colombo marca um tempo novo.

Um tempo que mudou de forma significativa e irreversível a face do mundo: as relações políticas, econômicas e sociais entre os povos do ocidente.

Uma vez descoberta, a América foi colonizada principalmente por quatro povos - espanhol, português, inglês e francês.

De acordo com o tipo de interesse do colonizador em determinada região do continente, ocorreram formas de colonizar diferenciadas, na verdade duas: colonização de povoamento e de exploração.

Nas colônias de povoamento, as características básicas foram: pequena propriedade, policultura e mão-de-obra familiar, visando ao mercado interno. Já na de exploração, predominou a grande.

Fonte: : www.feranet21.com.br

Descobrimento da América

12 de Outubro

Quem descobriu a América?

Muitos vieram antes de Colombo

Os vikings descobriram a América mil anos antes de Colombo. Hoje, alguns manuais de história já admitem o fato como verdadeiro.

Entretanto, as pesquisas vão ainda mais longe: antes dos vikings, os celtas (galeses, irlandeses e bretões) também teriam visitado o "novo mundo".

Colombo era apenas o representante de uma nova mentalidade, que precisava de propaganda para se impor. Antes dele, porém, até o Vaticano já tinha enviado expedições para cobrar o dízimo dos vikings convertidos ao cristianismo, que residiam na Groenlândia.

A história oficial, gravada no mármore das universidades, continua a afirmar: Cristóvão Colombo descobriu a América em 1492. Colombo entrou a serviço da rainha Isabel de Castela com a intenção de abrir um novo itinerário marítimo para a Índia.

Partiu de Palos no dia 3 de agosto de 1492, em meio a uma grande festa popular, e deparou em outubro com um obstáculo que barrava seu caminho: um continente desconhecido. De fato, durante essa primeira viagem, abordou somente São Salvador, Cuba e Haiti. Só desembarcou no continente em sua terceira expedição de 1498, que seria a penúltima.

Descobrimento da América
Torre de Newport
Foto de cartão estereográfico de William Herman Rau (1855-1920) - da coleção de James Baker, de Newport/EUA

Nos últimos quinhentos anos, contudo, surgiram alguns elementos inesperados que não podiam ser incluídos na tese colombiana aceita tradicionalmente. Somente alguns vestígios, por vezes imperceptíveis, se desprendem do passado; o significado deles surge pouco a pouco graças ao estudo de alguns pesquisadores.

A preguiça incita muitas vezes a repelir na sombra o que havia permanecido muito tempo nela: as certezas não gostam de ser abaladas. Pelo fato de importunar a história oficial, os indícios que afetavam a reputação da gloriosa epopéia colombiana foram classificados sob a rubrica do que Darwin denominava "os fatos malditos". O número deles cresceu a ponto de explodir o caldeirão.

Por que razão, segundo a narrativa do filho de Cristóvão Colombo em suas Memórias, o navegador genovês foi à Bretanha antes de empreender sua primeira viagem, com a certeza de encontrar ali informações preciosas sobre a navegação no Atlântico? Qual é a origem de uma lenda transmitida pelas tribos da América Central antes do desembarque de Cortez: a lenda do homem branco? Quem ergueu certos monumentos antigos, inexplicados, na região de Boston?.

Medo de modificar os livros - As pesquisas sistemáticas sobre a civilização dos vikings confirmou o fato de que esses conquistadores intrépidos atingiram a costa oriental da América do Norte por volta do século X, isto é, cinco séculos antes de Colombo, e que se instalaram na Groenlândia.

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Cortez: encontrou na América uma civilização já bastante desenvolvida e sofisticada, a asteca

A fim de não ter que modificar os livros de história, alguns autores admitiram que a descoberta fortuita deles, causada por tempestades que desorientaram os pilotos, não teve conseqüências. Sem dúvida, a lenda de Cristóvão Colombo sofreu com isso. Ele não havia domesticado uma virgem pura, mas apenas uma mulher inocente que tinha sido violada durante seu sono. Era um incidente sem muita significação, já que a virgem não conservava nenhuma lembrança desse fato dos bandidos, e que coubera à Espanha introduzi-la na civilização.

O ensino clássico é uma longa tradição transmitida nas escolas por gerações e gerações de professores. Ele aceita dificilmente certos retoques. Em compensação, o edifício inteiro desmorona algumas vezes sob a pressão dos fatos. Nossa época de renascimento assiste a diversas demolições e renovações. Eu, pessoalmente, critiquei a química tradicional de Lavoisier, ponto em dúvida alguns aspectos adquiridos da biologia, da medicina, da geologia e do atomismo.

As ciências naturais não são as únicas que envelhecem ou evoluem; as ciências humanas conhecem as mesmas transformações. As pesquisas arqueológicas de Schliemann não transformaram em realidade a lenda de Tróia?

A descoberta dos manuscritos do mar Morto revolucionou nossa visão das civilizações pré-cristãs. Da mesma forma, dos arquivos onde se encontram guardados os documentos sobre as relações da Europa-América antes de Colombo sobe um "grande clamor de silêncios", segundo a expressão colorida de Charles Fort.

Mil anos antes de Colombo - Das narrativas, dos mapas, dos vestígios, surgem à tona algumas coincidências exageradas, feitas sob medida para derrubar nossos conhecimentos históricos. Uma conjuração de elementos parece demonstrar que o continente americano era conhecido uns mil anos antes da viagem do enviado especial de Isabel de Castela, que as ligações entre a Europa e a América eram freqüentes e organizadas. Cristóvão Colombo, na verdade, beneficiou-se com a propaganda criada em torno de suas expedições que, além de influenciar a história e os historiadores, deu a elas uma importância imerecida.

A Espanha armava seus navios com intenções de conquista e de comércio. Era necessário despertar a curiosidade das cortes e dos comerciantes da Europa para que o empreendimento fosse lucrativo. Nas brumas dos pequenos portos da Bretanha e da Irlanda, alguns comandantes transmitiam igualmente, há muitos séculos, os mapas dos ventos e das correntes marinhas que permitiam atravessar o Atlântico e chegar em menos de três semanas à sua outra costa .

A regra deles era o segredo e o silêncio, ao contrário da do navegador genovês, porque o essencial para eles era conservar o domínio do mar. Não há dúvida que Cristóvão Colombo ignorava onde tocaria realmente na terra, ao navegar em direção ao Oeste, apesar de suas visitas insistentes aos marinheiros bretões.

Mas o capitão da Santa Maria, Juan de la Cosa, sabia com exatidão. Mais informado sobre a cosmografia do que o comandante da expedição, não se enganou nos seus cálculos. Sabia perfeitamente que o solo onde desembarcou não era o das Índias. Ele pertencia, certamente, ao número de iniciados para os quais o Atlântico não era um mar desconhecido e assustador.

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Torre que teria sido construída pelos celtas em Newport (Rhode Island/EUA),
500 anos antes da chegada de Colombo à América

Os celtas chegaram antes dos vikings

Desde o fim do século XIX, uma extensa literatura foi dedicada ao período americano dos vikings, que principia antes do ano 1000. Alguns livros escolares começam mesmo a fazer referência a essa parte da história que permaneceu oculta durante mais de mil anos.

A análise dos documentos não foi muito profunda, caso contrário teria revelado uma presença nitidamente anterior às navegações dos vikings: a dos celtas.

Denominados celtas, os galeses, os irlandeses e os bretões, isto é, os povos do mar Céltico.

Cristóvão Colombo não errou ao fazer suas investigações na Bretanha, em lugar de ir buscar informações na Noruega. Os celtas conheciam muito melhor do que os vikings as rotas marítimas para Oeste - e há muito mais tempo. Cristóvão Colombo devia estar informado desse fato, já que se limitou a andar pelos portos interrogando os marinheiros. Tentou seguir os navios que partiam para Oeste.

Nas primeiras vezes, foi facilmente despistado. Durante uma tentativa mais afortunada, os navios bretões preferiram voltar do meio do caminho... e pôr-se ao mar sem aviso prévio. Cinqüenta anos antes da partida da nau Santa Maria, de Palos, uma carta do rei da França concedia à abadia de Kérity, perto de Paimpol, o direito de receber uma décima parte de todos os produtos desembarcados procedentes do mar e dos países situados na outra costa do oceano.

Os vikings, por sinal, mencionam a presença dos celtas no continente americano. Essas alusões são encontradas muitas vezes em suas sagas, isto é, em suas narrativas familiares dos antepassados ilustres. Os arquivos dos chefes vikings foram transcritos em 1180. São esses documentos que chegaram até nós, confirmando que a viagem de ida e volta da Europa do Norte à América do Norte era realizada freqüentemente. As sagas eram transmitidas oralmente há mais de dois séculos quando foram fixadas em pergaminho.

Palavra escrita e tradição oral

Esse fato diminui sua importância? Nossa civilização livresca manifesta uma desconfiança profunda pela tradição oral. Suspeitamos que os diversos narradores tenham deformado ou embelezado suas histórias. Não estamos, dessa forma, atribuindo aos antigos nossos próprios defeitos? Mas um povo sem escrita, cujo pensamento e história circulam há muito tempo de boca em boca, não deve demonstrar um respeito minucioso pelos textos que transportam a totalidade de seu patrimônio cultural?

O narrador que se deixasse empolgar, ou cuja memória falhasse, era imediatamente repreendido e corrigido por um vizinho atento. A palavra não tinha a força de nossos contratos assinados? E ninguém ousava infringi-la. Nessas condições, é possível que algumas deformações tenham ocorrido durante um milênio. Mas em duzentos anos, que supõem apenas três ou quatro intermediários entre o primeiro que viveu os fatos e o último que os transmitiu, a verdade não sofreu mais do que alterações insignificantes.

A maioria dos conhecimentos adquiridos nessa época eram transmitidos oralmente, e alguns não podiam ser retocados sem causar graves incidentes. Onde os marinheiros conservavam suas ciências senão na memória?

Descobertas recentes provam que existiam mapas em épocas muito antigas: os mapas de Piri Reis, de Thordsten ou de Zeno ainda não revelaram todos os seus mistérios aos especialistas. Eles descrevem os contornos dos continentes e a topografia interior.

Mas, a direção dos ventos?

Os pontos de encontro das correntes marítimas? As estações favoráveis às navegações? O comportamento a ser adotado nas tempestades? Os locais em que as tempestades afastavam os navios da rota? Essas informações, tão valiosas quanto as outras, pertenciam à tradição oral. A fantasia dos mensageiros não encontrava um terreno propício.

Nossos longínquos antepassados tinham certamente em relação à palavra a mesma atitude de respeito que reservamos aos escritos. Isso explica por que Colombo voltou de mãos vazias de sua viagem à Bretanha. Se as informações que procurava estivessem nos mapas, ele as teria encontrado. Mas, diante do estrangeiro que não pertencia à profissão de marinheiro, os capitães bretões guardaram o silêncio.

As sagas nórdicas são provas históricas

As sagas que conhecemos, sejam de origem norueguesa, groenlandesa ou islandesa, formam um conjunto suficiente homogêneo para confirmar o papel que atribuímos à tradição oral. Fora isso, elas fornecem informações que revolucionam a história. Nas 80 sagas que conhecemos, há inúmeras alusões à presença dos celtas na América.

Cada uma das referências consideradas isoladamente não prova grande coisa; mas quando são reunidas e comparadas, constituem um acervo impressionante de provas. Num estudo curto como esse é impossível analisar todas as menções, uma por uma; devemos nos limitar ao essencial.

A saga mais antiga é a de Ari Marson

Esse marujo que partiu da Islândia em 983, após a conquista da ilha pelos vikings, foi arrastado por uma tempestade até uma costa desconhecida, onde brancos que falavam o gaélico acolheram-no e batizaram-no à força na religião católica.

Vinte e cinco anos mais tarde, o nobre islandês Karselfni e sua mulher, em sua viagem de núpcias à América, encontraram indígenas chefiados por celtas, entre os quais havia "uma mulher de cabelos claros presos na testa por uma fita, e de pele muito clara". Ela se dirigiu em celta à jovem esposa e fez alguns comentários sobre o filho recém-nascido.

Em 1013, ao navegar pela costa da Nova Escócia, após ter desistido de se instalar no continente ocupado por populações hostis, Karselfni avistou um homem barbado na companhia de duas mulheres e de duas crianças.

Uma estranha procissão católica

Os adultos fugiram, mas as crianças foram capturadas e levadas para a Noruega como prova do contato com o continente americano. Ao aprenderem a língua dos vikings, as crianças contaram que, certos dias, seus pais brancos, vestidos com roupas claras, reuniam-se em procissões tendo à frente homens vestidos de branco, que cantavam alto, enquanto outros carregavam tecidos de cores vivas na ponta de varas compridas.

Quem eram esses homens brancos?

Padres celtas e seus fiéis, sem dúvida alguma, vestidos com seus hábitos e cantando hinos atrás de seus estandartes religiosos. Os ritos e o cerimonial, muito apreciados pelos povos de todas as épocas, chamaram a atenção das crianças capturadas por Karselfni. Os celtas fugiram da Irlanda antes da invasão pagã dos vikings.

Expulsos por esses degoladores de padres, saqueadores de igrejas, destruidores de abadias, refugiaram-se no continente americano conhecido há muito tempo.

Os historiadores surpreenderam-se de que os vikings tenham se instalado na Islândia e na Groenlândia e só tenham feito breves incursões no continente americano.

Concluíram que as tempestades arrastaram alguns navios perdidos em direção à costa oriental do Atlântico, e que os náufragos só tinham um desejo: ancorar num porto seguro.

Um estudo minucioso das sagas demonstra que diversas tentativas de fixação no continente foram levadas a cabo sem sucesso. Os celtas chefiavam os indígenas; sua preocupação principal era repelir os invasores. As sagas dos vikings mencionam contatos esporádicos com os celtas estabelecidos na América de 983 a 1029, isto é, durante 46 anos.

O nobre Leif passou um inverno no continente americano com 35 anos, de 1003 a 1004. Seu irmão, Thorvald, explorou a região do Oeste por volta de 1006, mas morreu num combate. Em 1904, uma tentativa épico-cômica terminou como as precedentes; diante dos insucessos dos homens, a irmã de Leif, violenta e depravada, organizou uma expedição composta essencialmente de mulheres. Também essa foi mal sucedida após vários combates sangrentos.

Os celtas que se encontravam na América no momento dessas incursões vikings habitavam ali há muito tempo. No século IX, os piratas noruegueses ocuparam todos os portos da Irlanda e instalaram-se pouco depois na etapa necessária que constitui a Islândia. Nas datas dos acontecimentos narrados pelas sagas, a viagem dos celtas da Europa para a América era impraticável desde um século e meio.

Os celtas encontrados por Leif, Thorvald, Karselfni e outros chefes de expedições residiam há várias gerações na América. Como não eram provavelmente muito numerosos e como havia cessado toda contribuição de sangue novo, devem ter se mesclado pouco a pouco às populações indígenas, assumindo a liderança delas.

As sagas não são as únicas fontes de informação sobre a América pré-colombiana; os arquivos do Vaticano fornecem comparações preciosas.

A Igreja não podia desinteressar-se dos cristãos instalados na outra costa do Atlântico, os quais deviam contribuir para as despesas do culto. A autoridade do papa levou algum tempo para se estender sobre toda a cristandade, mas, desde 1026, Inocêncio III nomeou um arcebispo para a Noruega, a Islândia e a Groenlândia, e se queixava das irregularidades na contribuição obrigatória à Igreja.

O Vaticano também chegou antes de Colombo

Diversas expedições foram organizadas para cobrar o dízimo dos sete mil vikings residentes na Groenlândia e convertidos ao cristianismo.

Em 1354, o papa Inocêncio IV lançou um grito de alarma: as populações cristãs da Groenlândia passaram mais de 12 anos sem enviar uma única pele nem uma única presa de morsa (grande mamífero anfíbio) ao Vaticano. Convocado pelo papa, o rei da Noruega organizou uma nova expedição.

Ela nos interessa mais do que as primeiras, porque os enviados especiais do rei e do papa não se limitaram dessa vez a ir à Groenlândia: navegaram até o continente americano. O Vaticano fornece assim a prova de que os marujos possuíam desde o século XIII o domínio perfeito do Atlântico e conheciam a existência de um continente situado além da Islândia.

Quando a expedição aportou na Groenlândia, descobriu casas e estábulos intactos, mas nenhum vestígio dos cristãos. Supondo que a população houvesse partido em direção a regiões mais clementes, a expedição ganhou o mar e abordou o continente americano, na região da atual cidade de Boston. Mas não encontrou tampouco nenhum indício dos fiéis vikings. Em vista disso, as naus seguiram a costa em direção ao Norte e entraram na baía de Hudson. Os arquivos nos informaram que a expedição instalou seu acampamento junto à foz do rio Nelson. Um grupo de expedicionários partiu para a pesca enquanto o acampamento ficou guardado por dez homens.

Quando os pescadores voltaram e descobriram que os guardas haviam sido massacrados, decidiram aumentar o número dos homens da guarda para evitar novas surpresas. Vinte homens permaneceram em terra; trinta outros subiram o rio Nelson em canoas. Atravessaram o lago Winnipeg e rumaram para o Sul. Acamparam a 14 dias de marcha dos navios da expedição, a Noroeste dos Grandes Lagos. Continuavam sem notícias dos cristãos desaparecidos.

Caracteres rúnicos gravados nas rochas

A missão decidiu finalmente, oito anos depois de sua partida, voltar à Noruega, e deixou um marco para comemorar sua passagem: no alto de uma pedra plana que faz parte de um conjunto de rochedos, gravou uma inscrição em caracteres rúnicos. Os marujos voltaram ao porto de partida em 1362 e enviaram um relatório a Urbano VII, que nesse meio tempo ocupava o trono de São Pedro.

Assim, a América do Norte, a partir da região de Nova York e de Boston, até os Grandes Lagos e a baía de Hudson, foi explorada pelos escandinavos enviados pela corte da Noruega e pelo Vaticano. Os exploradores sabiam onde se situavam os rios e as montanhas. Sabiam perfeitamente que estavam desembarcando em continente americano.

Relatórios escritos e minuciosos existiam há 130 anos antes da viagem de Cristóvão Colombo. Não se tratava mais de narrativas transmitidas com dois séculos de atraso, mas de um diário de bordo, por assim dizer, dos membros da expedição organizada pelo papa e pelo rei da Noruega.

Os arquivos romanos, apesar de se preocuparem de uma maneira geral com o destino dos cristãos da Islândia e da Groenlândia, não fazem nenhuma menção aos celtas instalados na América. Talvez esse silêncio se explique pelo fato de que a implantação deles era nitidamente anterior à supremacia do Vaticano, e que a organização religiosa deles não seguia estritamente a da Igreja romana; ela gravitava em torno de um mosteiro.

Nenhum bispo era nomeado e nenhum arcebispo reconhecido: a única autoridade aceita era o abade, o chefe da abadia ou mosteiro.

Os celtas da América seguiram certamente o exemplo dos europeus. Foi somente na metade do século IX que a Igreja bretã organizou-se nas mesmas bases da Igreja franca, e foi somente em 1199 que aceitou a integração e renunciou a seu arcebispo autônomo.

Entretanto, encontramos nos documentos religiosos nórdicos alguns elementos provando que o papado se interessou um momento pelos cristãos da América: foi por essa razão que o bispo Jon embarcou na Islândia, em 1054, com destino ao continente americano. Foi aprisionado e morto pelos índios.

Um outro bispo, Eric Gnupson, partiu da Dinamarca meio século depois com o mesmo destino: desapareceu sem deixar notícia.

A partir do século VII, no momento em que os piratas do Norte da Europa atacavam a Irlanda e a Bretanha, a região de Boston era um centro monástico importante. Além dos monges celibatários, alguns padres tinham se instalado com suas famílias, o que possibilitava a renovação da colônia celta. O celibato do clero só foi imposto por Hildebrando, que se tornou papa em 1073 e assumiu o nome de Gregório VII.

Descobridores e cosmonautas

Não foi por acaso que a colônia se estabeleceu em Boston. O mar impôs essa região. Ela oferecia a vantagem capital, reconhecida pelos primeiros marinheiros celtas que tinham sido desorientados pelas tempestades, de apresentar ali, em volta do cabo Cod, o ponto de encontro das rotas naturais, rápidas e diretas, para a Irlanda, a Mancha e a Bretanha.

De maio a outubro, durante todo o período da navegação, os ventos sopram ali favoravelmente. Essa zona costeira era igualmente um ponto natural de chegada.

Os veleiros que partiam da Europa tomavam naturalmente essa direção. Os vikings fizeram essa experiência depois dos celtas, dificultando por sinal a implantação européia ao barrarem a passagem das embarcações.

O domínio dos mares não se limitava porém ao conhecimento dos recifes, das ilhas e dos continentes. Ultrapassava a cartografia banal. Era devido sobretudo à ciência das correntes e dos ventos. Em que época do ano os ventos impeliam as naus? A partir de que ponto do oceano? Para onde?

Os veleiros dos antigos eram semelhantes às naves espaciais que os cientistas modernos põem em órbita. O capitão que deixava um porto da Irlanda ou da bretanha procurava, antes do mais, dirigir suas naus para as correntes permanentes, de água ou de ar, que cruzavam o oceano. Os barcos penetravam no meio das forças imensas que governam o planeta, da mesma forma que as espaçonaves ingressam na lei geral da gravidade. O paralelo entre os primeiros conquistadores dos mares e os exploradores do cosmo pode ser levado mais adiante.

Os cosmonautas que explorarão amanhã Vênus ou um outro planeta do sistema solar, depois de amanhã a região da Alfa do Centauro, não deverão possuir as mesmas qualidades dos navegadores celtas? O que havia do outro lado do oceano? O que há do outro lado do cosmo? As perguntas se parecem, da mesma forma que a coragem necessária para encontrar a resposta. O oceano era mais misterioso inicialmente do que o espaço.

Os primeiros conquistadores que desembarcaram no continente americano ignoravam quem os receberia. Monstros? Homens? Ninguém? Os punhados de pioneiros que subiam penosamente os rios, no silêncio impressionante das florestas virgens, à procura do homem branco hipotético, eram semelhantes aos nossos Gagarins e Shepards. Como vimos, as expedições duravam dezenas de anos. Durante quanto tempo os primeiros exploradores da Alfa do Centauro vão se ausentar do sistema solar? O tempo das cidades, segundo o qual calculamos, é o tempo artificial dos relógios. A dois mil anos de distância, alguns homens vão viver segundo os ritmos amplos da natureza.

O que restará daqui a dois milênios da primeira passagem do homem por um outro mundo? Uma modesta pedra gravada que despertará o interesse dos cientistas?

Um pingo d'água na imensidade: eis o que restou da presença dos celtas na América no início de nossa era.

As sagas não são, por sinal, os únicos elementos que provam a presença dos celtas na América. Suas indicações são confirmadas por vestígios arquitetônicos. E é curioso observar que os únicos monumentos encontrados estão situados exatamente nas regiões mencionadas pela tradição viking. Em Newport, em região de Boston, uma torre intriga os arqueólogos há vários séculos.

Em seu livro, The Last Discovery, o arqueólogo americano Frederick Pohl refere-se a ela nesses termos: "Uma das funções prováveis da torre de Newport, segundo sua estrutura, era a de fortaleza. O único acesso aos andares superiores era por uma porta que ficava a 4,5 m do chão, exigindo o emprego de uma escada que era facilmente levantada por uma corda".

Essa descrição pode ser completada por um texto de Gérard Lavallée: "Essas torres eram certamente construções militares que surgiram nas cidades do século IX, época das primeiras invasões normandas: torres de vigia de onde era dado o alarma, e de defesa passiva, onde os habitantes se refugiavam graças a uma escada móvel, porque não possuíam porta, mas apenas uma janela elevada, a uns 5 m do solo". Essa descrição não se aplica à torre de Newport, mas à de Clonmcnois, na Irlanda. Trata-se de uma obra celta autêntica e reconhecida como tal.

Descobrimento da América
A torre celta de Newport

A única torre celta na América

A torre americana é única. Na Europa, ela existe em série. Realizei pessoalmente um trabalho de aproximação entre a torre de Newport e a torre céltica de Lanleff que se encontra nas costas do Norte. Os documentos fotográficos, nesse caso específicos, não revelam apenas uma simples concordância, mas uma semelhança verdadeira.

A torre de Newport é um terço menor do que o templo de Lanleff, mas a espessura das paredes - 3 pés - é a mesma; os arcos são bem trabalhados; as pedras foram assentadas, nos dois casos, por uma massa composta de cimento e areia, conchas calcáreas e argila cozida; a porta elevada é bem estreita e avança para o exterior.

Enquanto o templo de Lanleff é obra de um arquiteto habilidoso, a construção de Newport parece ser uma cópia realizada por amadores, monges e índios; as arcadas sobretudo são grosseiras.

O monumento de Lanleff, que data de 860 e terminou por pertencer à abadia de Lehon, era um priorado de monges; o claustro ficava no andar térreo; em caso de perigo, os monges refugiavam-se na parte superior. Esse tipo de igreja redonda só foi construído na Bretabnha até o início do século XI. A arquitetura evoluiu definitivamente a partir dessa data. A torre de Newport só pode ter sido construída por monges que deixaram a Europa antes dessa época.

Um outro elemento confirma essa teoria sobre a origem dos construtores de Newport: em 918, uma reunião dos delegados das diversas abadias da Bretanha realizou-se em Lehon (situada a alguns quilômetros do priorado de Lanleff).

Diante das invasões dos vikings, os religiosos deliberaram sobre as providências a serem tomadas: recuar para o interior da Gália e guardar em lugar seguro as relíquias e os tesouros.

Um texto nos informa que os monges de Lehon preferiram partir para alto-mar. Talvez seja essa a última grande expedição que se dirigiu ao "pais dos homens brancos" antes dos conquistadores normandos invadirem a Bretanha e barrarem a rota marítima.

Os índios eram aliados dos celtas

As sagas narram que os vikings surgiram na região de Newport, vizinha ao acampamento de Leif, em 1003 e 1004. Essa incursão foi seguida pelo reconhecimento de Thorvald, irmão de Leif, em 1005-1006, pela tentativa de implantação de Karselfni durante três anos, de 1010 a 1013, e finalmente pela expedição de Freydis, irmã de Leif, em 1014-1015. De todas as expedições organizadas nessa época, conservamos apenas algumas narrativas. Somos informados assim que os combates foram sangrentos.

Os celtas, aliados dos índios, julgaram prudente construir essa torre imensa como tinham feito seus predecessores na Bretanha em circunstâncias idênticas. A torre de Newport permitia vigiar toda passagem para Oeste, da foz do Hudson à cidade atual de Nova York.

Alguns autores atribuem sua construção aos vikings. Ignoravam certamente a presença dos celtas na América antes do século IX. Não há nada na arquitetura da torre que lembre as construções norueguesas, enquanto tudo, da base à porta elevada, aproxima-a dos santuários bretões.

Essa torre não é o único monumento que coloca certos problemas aos historiadores. Em Salem, no New Hampshire, a 75 km de Boston, uma construção lembra, como escreveu o arqueólogo Pohl, "certas obras antiqüíssimas da Islândia, da Escócia e da Bretanha, todas elas de pedra".

A descrição de Salem nos levou a aproximar essa construção misteriosa da arquitetura do curioso santuário dos Sete Santos, na comuna do Vieux-Marché (Costa do Norte), monumento igualmente enterrado, utilizando lajes de granito, com nichos abertos na pedra. Esse oratório de aspecto druídico data do século VI ou VII.

No início do cristianismo na Bretanha, a mistura dos ritos não surpreendia os fiéis; os monges utilizavam inclusive certos locais de culto tradicional para não ferir a sensibilidade dos povos que tentavam converter. O estilo arquitetônico indica que os oratórios dos Sete Santos e de Salem são contemporâneos e produtos de uma mesma cultura. Essa última construção nos permite datar as primeiras viagens dos celtas à América. A lenda celta (puramente oral) da navegação de São Brandão, um dos primeiros druídas convertidos ao cristianismo, precisa que no século VI um intercâmbio periódico existia com a Islândia.

Somos informados igualmente que o santo, avisado por um oráculo, reuniu uma tripulação de 16 homens para sair à procura de um outro monge, Mermoc, que não estava perdido, mas simplesmente atrasado... por uma penitência que se impusera. As primeiras viagens para a América realizaram-se provavelmente nessa época, sob a liderança de Brandão, conhecido por seu proselitismo infatigável. Os vestígios de Salem reúnem-se às lendas bretãs, como a torre de Newport confirma as sagas dos vikings.

É impossível abalar meio milênio da história oficial sem recorrer às referências. E utilizamos apenas alguns dados essenciais, tanto no tempo quanto no espaço. Fornos celtas e vikings, pedaços de punhais e de espadas, datados segundo os métodos científicos modernos, foram igualmente enumerados, fotografados, classificados e analisados. São apenas algumas das provas, espalhadas por uma costa de várias centenas de quilômetros. O detetive dispõe freqüentemente de um número menor de vestígios para reconstituir a verdade.

A totalidade das aproximações que estabelecemos ultrapassa os limites de uma introdução. Abrimos arquivos que estavam classificados separadamente, quando deviam estar juntos. No século XV, Cristóvão Colombo tomou conhecimento de uma tradição perdida. De fato, as viagens para a América realizaram-se até a metade do século XIV.

Foi assim que, em 1364, o armador veneziano Zeno, indo negociar na Irlanda, escreveu a seus irmãos uma notícia fantástica: um marinheiro contou-lhe em detalhe sua estada de 26 dias no além-mar, no "Novo Mondo". É a primeira vez que a expressão "novo mundo" foi empregada.

Colombo representava uma nova mentalidade - As colônias celtas da América e as vikings da Groenlândia e da Islândia foram dizimadas pelas epidemias. Assediada por lutas internas, a Europa se fechou.

Durante vários séculos, entre o VI e o X, a Europa tinha seus portos abertos. Esse é um detalhe importante.

Cristóvão Colombo levou para os mares e para a América a mentalidade da Europa do século XV: espírito de conquista, de comércio, de imperialismo.

O ideal dos monges medievais era bem diferente. Indo evangelizar e não escravizar, uniram-se imediatamente aos indígenas que consideravam como irmãos e não como escravos. A história conservou apenas alguns ecos dessa aventura fantástica.

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A torre celta de Newport: postal de 1906 de Blanchard, Young and Co.,
Providence (Rhode Island/EUA) - coleção de John Dandola

Torre

Sobre a torre celta, dados da página Web "The Portuguese Tower of Newport", do Dr. Manuel Luciano Da Silva, autor de "Portuguese Pilgrims and Dighton Rock": A torre está situada em 41'17 de latitude Norde, no mais alto ponto da península que forma a cidade de Newport, e sua vista panorâmica domina todas as entradas aquáticas do delta do Narragansett.

Instalada no atual Touro Park, e composta com materiais da própria região, tem estrutura cilíndrica com diâmetro externo de 23 pés e altura de 24 pés e meio, sustentada por oito colunas ou pilares redondos de 7 pés e meio de altura. As colunas 1 e 5 estão situadas na linha verdadeira Norte-Sul orientada pela Estrela do Norte. Cada coluna está assentada sobre uma base com 12 pés de circunferência. As colunas são ligadas por oito arcos redondos, formando a letra "U" invertida e sugerindo um estilo romanesco. Sobre os arcos há três janelas principais. A primeira, a 70 graus Leste/Nordeste descortina a área do Easton Point e a boca do rio Skonnet. A segunda, ao Sul, mostra o Oceano Atlântico. A terceira aponta para Oeste, com o porto de Newport e a entrada da Baía Narragansett.

Por dentro, a torre tem sete pequenos nichos e uma auto-denominada praça de fogo construída dentro dos muros. No topo de cada coluna, pelo lado interno, e entre os arcos, há encaixes triangulares para vigas de madeira.

O autor compara o formato cilíndrico com as torres que os bizantinos começaram a construir no século IV, evoluindo para o formato octogonal de seus templos, e que foi adotado pelo Cristianismo, tendo como exemplo marcante a igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém, construída no ano 330. Os templários, ao retornarem das Cruzadas no século XII, introduziram as igrejas redondas e octogonais na Europa. As torres redondas eram usadas para suportar domos nas igrejas, mas também foram empregadas como torres de vigia nos castelos medievais.

Após desconsiderar uma teoria de construção local da torre em 1675 - teoria Arnold, referente ao governador local Benedict Arnold, que se referia a uma torre de pedra por ele construída, em documento de 24/11/1677, e à semelhança entre a torre e a existente em Chesterton (Inglaterra), onde esse governador nasceu - o autor desmente igualmente a teoria viking, por não existirem torres semelhantes nos países escandinavos, nem serem conhecidas comunidades vikings cristãs.

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A torre de Newport (E) apresenta semelhanças com o castelo de Tomar (D), no centro de Portugal

Em seguida, constrói a teoria portuguesa, a partir da cidade de Tomar, no centro de Portugal, onde pode ser vista instalação do tipo no Castelo de Tomar, erigida em 1160 pela Ordem Portuguesa dos Templários, que em 1320 foi rebatizada como Ordem de Cristo. Esta Ordem foi a principal financiadora das missões marítimas portuguesas e, inspirada palas igrejas redondas e octogonais do Oriente Próximo, especialmente o Santo Sepulcro, construiu mais cinco castelos além de Tomar (Almoural, Idanha, Monsanto, Pombal e Zezere), no mesmo estilo misto de torre de igreja na base e vigia no alto.

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A torre de Newport em gravura publicada em 1852 por Benson J. Lossing e
William Barritt, em The Pictorial Field-book of The Revolution

Fonte: www.novomilenio.inf.br

Descobrimento da América

12 de Outubro

É paradoxal que um dos acontecimentos de maior transcendência na história humana, o descobrimento da América, resultasse de um erro no cálculo das dimensões da Terra: a suposição de que o extremo ocidental da Europa e o extremo oriental da Ásia estivessem separados por um estreito espaço marítimo, o oceano Atlântico. Foi com essa certeza - a de dirigir-se à região das especiarias - que Colombo partiu, em 1492, do porto de Palos de la Frontera, para sua grande aventura. Os progressos alcançados pela ciência náutica no século XV e a pujança política e econômica do reino de Castela tornaram possível o descobrimento do novo continente, cuja existência seria posteriormente confirmada pelos estudos de Américo Vespúcio.

Colombo e seus homens não foram, porém, os primeiros europeus a avistarem o continente americano. Bem antes deles, entre fins do século X e início do XI, os navegadores vikings (escandinavos) Erik o Vermelho e Leif Erikson chegaram à Groenlândia e às costas setentrionais da América do Norte. Leif Erikson batizou as terras visitadas com os nomes de Markland (país dos bosques) e Vinland (país da vinha), mas não teve consciência de haver descoberto um novo continente.

Expansão atlântica. Realização que coroou todo um século de explorações marítimas, o descobrimento da América pelos europeus situou-se no contexto de uma sociedade dinâmica que tentava superar os estreitos horizontes medievais.

No início do século XV, o quadro geográfico do mundo conhecido estendia-se do Japão até o oeste da Europa. Para além do estreito de Gibraltar ficava, no entanto, o mare tenebrosum ("mar tenebroso"), o Atlântico, segundo a concepção medieval. Tais limitações no conhecimento da geografia terrestre restringiram a navegação às proximidades do litoral, embora a idéia de um oceano aterrorizante fosse aos poucos desaparecendo.

Castela e Portugal foram as potências hegemônicas da expansão atlântica do século XV.

Essa expansão teve como móvel uma motivação econômica essencial para a Europa: o comércio com o Oriente. A rota terrestre para as Índias foi bloqueada no século XV pelos avanços do império otomano, o que obrigou os comerciantes europeus a buscarem um caminho alternativo. Do Oriente provinham as especiarias, muito procuradas para o tempero de alimentos, e os metais preciosos, de que a Europa precisava para fabricar dinheiro e facilitar, por conseguinte, as transações comerciais. Em Portugal, a expansão prosperou graças a sua excelente posição geográfica, à experiência de seus navegadores e ao apoio da coroa (D. João I e o infante D. Henrique o Navegador, que criou a Escola Náutica de Sagres).

Durante o século XV, os portugueses tentaram chegar às Índias costeando o litoral atlântico da África. Em 1427 descobriram as ilhas dos Açores, em 1434 dobraram o cabo Bojador e em 1444 alcançaram as ilhas de Cabo Verde.

Em sua expansão marítima, os interesses de Portugal chocaram-se com os de Castela. Em 1479, aproveitando-se dos conflitos internos do reino espanhol, os portugueses asseguraram para si o monopólio das rotas em direção ao sul do Saara, mediante a assinatura do Tratado de Alcaçobas. Esse fato obrigou os castelhanos a buscarem novas rotas que levassem às Índias, o que resultou na descoberta da América.

Antecedentes do descobrimento. Em 1476 chegou a Lisboa o mercador genovês Cristóvão Colombo, que tivera seu barco assaltado durante a viagem. Após instalar-se em Portugal, Colombo entrou em contato com os círculos locais de navegadores. A leitura de obras sobre geografia e viagens, tais como o Imago mundi, de Pierre d,Ailly, e os relatos de Marco Polo e de John Mandeville, proporcionou-lhe uma formação exaustiva sobre o assunto e a certeza de que, se navegasse para oeste, alcançaria o continente asiático. Tal hipótese fora referendada pelo humanista italiano Paolo Toscanelli quando este afirmou estarem as costas de Portugal mais próximas do limite oriental da Ásia do que se pensava. Essas leituras fizeram Colombo decidir-se a realizar a aventura atlântica. Entre 1484 e 1485 tentou conseguir o apoio do rei de Portugal, D. João II, mas a monarquia lusa, partidária da rota africana para as Índias, recusou-se a dar apoio a Colombo.

Em 1485 Colombo viajou para Castela, onde conseguiu, no ano seguinte, uma audiência com os reis católicos, Fernando e Isabel. Os monarcas espanhóis demonstraram interesse pelo projeto, mas decidiram adiar sua decisão para depois que se efetuasse a conquista do reino de Granada, último reduto muçulmano na península ibérica. Cinco anos depois, em 1491, Colombo obteve o apoio de frei Juan Pérez, monge do mosteiro da Rábida (próximo ao porto de Palos de la Frontera), que convenceu a rainha Isabel a financiar a expedição.

A guerra de Granada terminara e Castela não tinha mais terras a conquistar na península. Os turcos otomanos haviam fechado as rotas comerciais no Mediterrâneo oriental e os portugueses impediam a navegação pelo sul da África.

Restava pois, aos espanhóis, somente uma linha de expansão: a que propunha Colombo, mar adentro, na direção oeste.

Em 17 de abril de 1492 firmaram-se as Capitulações de Santa Fé, que concediam a Colombo o título de almirante, vice-rei e governador das terras que descobrisse, bem como dez por cento das riquezas que lá obtivesse. Tais condições vantajosas seriam, no entanto, posteriormente recusadas pela coroa.

Expedição e descobrimento. Colombo enfrentou dificuldades para organizar a expedição, uma vez que sua empresa era vista com receio, senão com zombaria, pelos marinheiros andaluzes.

Mesmo assim, os irmãos Pinzón - Martín Alonso e Vicente Yáñez - conseguiram reunir os homens (88, segundo alguns autores) necessários para tripular as três naves que comporiam a expedição: duas caravelas, a Pinta e a Niña, e uma nau, a Santa Maria.

Em 3 de agosto, as naves de Colombo zarparam do porto andaluz de Palos de la Frontera. Nove dias depois chegaram às ilhas Canárias, onde foram reparadas algumas avarias. Em 9 de setembro, iniciou-se a viagem histórica. Segundo os cálculos de Colombo, as Canárias estariam situadas no mesmo paralelo que Cipango (Japão); por esse motivo ele seguiu no rumo oeste, escolhendo, sem sabê-lo, a rota mais curta para atingir a América. No final do mês, a tripulação começou a perder a confiança nas expectativas de Colombo, mas a intervenção decisiva de Martín Alonso Pinzón, que desfrutava de grande prestígio entre os marinheiros, possibilitou o prosseguimento da viagem sem maiores problemas. Em 12 de outubro, Rodrigo de Triana, que se encontrava na Pinta, deu o grito de "Terra!"; no mesmo dia, o almirante desembarcou numa ilha das Bahamas, possivelmente a atual Watling, chamada pelos nativos de Guanahani e batizada por Colombo como San Salvador.

Convencido de haver alcançado o Extremo Oriente pelo caminho do Ocidente, o explorador seguiu viagem à procura de Cipango e Catai (Japão e China) e assim chegou às ilhas de São Domingos e Cuba. No litoral da primeira delas, à qual denominou Hispaniola (La Española) naufragou a nau Santa Maria, cujos restos serviram para construir o fortim da Navidad, primeiro estabelecimento europeu na América.

No início de 1493 Colombo decidiu retornar à Espanha, deixando em Hispaniola uma pequena guarnição sob o comando de Diego de Arana. A viagem de volta, iniciada em 16 de janeiro, foi marcada por dificuldades, devido a uma série de tormentas que obrigaram o navegador a fazer uma escala nos Açores, antes de avistar Lisboa em 4 de março. Onze dias depois, a Niña chegou ao porto de Palos; daí Colombo viajou por terra até Barcelona, onde se encontrava a corte, para comunicar aos reis católicos a descoberta da nova rota para as Índias. Em poucos meses a notícia espalhou-se por toda a Europa.

Problemas jurídicos: as bulas e o Tratado de Tordesilhas. O primeiro problema trazido pelo descobrimento referiu-se aos títulos de domínio sobre as terras encontradas. Segundo o direito da época, a exclusividade de um estado à posse de territórios era concedida pelo pontífice romano. Assim, para evitar que os portugueses reclamassem direitos sobre as terras descobertas, no mesmo ano de 1493 a coroa espanhola conseguiu do papa Alexandre VI várias bulas que sancionavam a propriedade castelhana dos territórios descobertos. Os portugueses, porém, não se deram por satisfeitos e propuseram uma nova linha demarcatória. Em 1494 firmou-se o Tratado de Tordesilhas, cuja cláusula mais importante fixava o meridiano de separação a 370 léguas a oeste de Cabo Verde. As terras situadas a oeste pertenceriam a Castela, enquanto as localizadas a leste caberiam a Portugal, que ganhava, assim, a parte oriental da América (Brasil).

Segunda e terceira viagens de Colombo. Em 25 de setembro de 1493 começou a segunda viagem de Colombo. A esquadra compunha-se de 17 barcos e cerca de 1.500 tripulantes, entre eles diversos religiosos, fidalgos e servidores da casa real, que levavam animais, plantas, sementes e implementos agrícolas para iniciar uma colonização intensiva. A expedição visava evangelizar os índios e estabelecer um ativo comércio com os nativos. Colombo fundeou nas ilhas antilhanas de Guadalupe e Dominica e, mais tarde, na Jamaica. Em Hispaniola, onde os índios haviam destruído o fortim da Navidad, fundou a cidade de Isabela, cujo governo confiou a seu irmão Bartolomeu. Este, por sua vez, devido à hostilidade dos índios, foi obrigado a evacuar a cidade e a fundar outra, Santo Domingo, em 5 de agosto de 1496. Nesse mesmo ano Cristóvão Colombo regressou à Espanha.

A terceira viagem de Colombo à América, iniciada em maio de 1498, tinha por objetivo descobrir terra firme. Em agosto a expedição chegou a Trinidad, de onde seguiu pela costa sul-americana até a foz do Orinoco, lugar que Colombo identificou como o paraíso terrestre. Convencido de haver alcançado terra firme, retornou a Hispaniola, onde ocorrera um choque armado entre facções rivais da colônia espanhola. A situação de desordem obrigou a coroa a enviar um interventor, Francisco de Bobadilha, que prendeu Colombo e seus irmãos e os embarcou para a Espanha.

As viagens de espanhóis, portugueses e outros europeus. As tentativas de Colombo de escravizar os índios para vendê-los na Europa (por não encontrar os esperados metais preciosos) foram rechaçadas pela coroa, que também lhe retirou os privilégios anteriores concedidos, por considerá-los excessivos. A partir de 1499, novas capitulações permitiram que outros navegantes realizassem expedições descobridoras. Essas viagens menores, protagonizadas sobretudo por Alonso de Ojeda, Juan de la Cosa, Américo Vespúcio, Vicente Yáñez Pinzón e Pero Alonso Niño, tiveram grande interesse geográfico, já que permitiam desenhar todo o contorno setentrional da América do Sul. Em 1500, oito anos após o descobrimento, Juan de la Cosa elaborou um mapa que mostrava uma extraordinária parcela do continente americano.

Apesar da obstinação de Colombo, consolidava-se a idéia de que aquelas terras nada tinham a ver com a Ásia. Todavia, entre 1502 e 1504, Colombo realizou uma quarta viagem, a última, na qual costeou a América Central em busca do estreito que abriria caminho para Cipango. Morreu na Espanha em 1506.

Em 1500 o rei de Portugal, D. Manuel I, enviou uma expedição sob o comando de Pedro Álvares Cabral, que chegou em 22 de abril à baía Cabrália, no atual estado da Bahia. Como, porém, os interesses portugueses estavam à época voltados para as colônias asiáticas, a colonização efetiva do território só se iniciou em 1533.

As descobertas de Colombo animaram os navegadores de outros países europeus a empreender suas próprias expedições, sem respeitar a divisão, sancionada pelo papa, de novas terras em favor da Espanha e de Portugal. Em maio de 1497, o italiano João Caboto, navegando sob bandeira inglesa, alcançou as ilhas e costas setentrionais do continente (Terra Nova, Cabo Bretão e península do Labrador). O fracasso de uma segunda viagem afastou temporariamente a Inglaterra de suas pretensões com relação à América. As terras continentais do Canadá foram exploradas pelos franceses com as expedições de Giovanni da Verrazzano (1524) e Jacques Cartier (1534, 1535 e 1541-1542).

A partir de princípios do século XVI, as viagens tiveram por principal objetivo encontrar a passagem para o outro lado da massa continental. Em 1513 Vasco Núñez de Balboa descobriu o oceano Pacífico, transpondo o istmo do Panamá, e em 1520 Fernão de Magalhães encontrou a passagem marítima ao dobrar a ponta sul da América pelo estreito que leva seu nome. Logo depois começou o ciclo de conquistas dos grandes impérios americanos.

Com o descobrimento da América ampliou-se o quadro geográfico e se incorporaram à realidade ocidental paisagens, homens e costumes que contribuíram para acabar com os antigos preconceitos e concepções sobre o mundo.

As ciências e o pensamento tiveram que adaptar-se aos novos conhecimentos e, pela primeira vez na história da Europa, dispôs-se de um vasto território para a colonização e o aproveitamento de enormes recursos econômicos: começava a idade moderna.

Fonte: : www.emdiv.com.br

Descobrimento da América

12 de Outubro

As viagens de Cristóvão Colombo

O historiador Carlos Guilherme Mota concedeu a entrevista que segue ao site Educação, do UOL, sobre o descobrimento da América, ocorrido em outubro de 1492.

Para começar, pode-se encarar a travessia do Atlântico por Cristóvão Colombo como uma grande aventura?

Sim, mas não se tratou de uma aventura isolada. Ela ocorreu num contexto mais amplo, em que europeus de diversas nações, em especial espanhóis e portugueses, voltavam sua atenção para a atividade mercantil e aumentavam seus conhecimentos de navegação.

Por que isso ocorria?

Tanto o descobrimento da América, em 1492, quanto o do Brasil, em 1500, estão ligados à expansão comercial europeia, no fim da Idade Média. Em 1453, os turcos tomaram Constantinopla e bloquearam o comércio europeu com as Índias pelo mar Mediterrâneo. Isso acelerou a procura de caminhos alternativos aos que vinham sendo trilhados desde a Antiguidade.

O Renascimento que marca o fim da Idade Média pode ser relacionado às Grandes Navegações e aos descobrimentos?

Sem dúvida. Afinal, o Renascimento foi um movimento cultural, técnico e científico. A cartografia conheceu grande desenvolvimento, revelando o verdadeiro tamanho da Terra, com maior precisão nas medidas. O aperfeiçoamento da náutica, o astrolábio, o conhecimento dos astros, o surgimento de novas embarcações, como a caravela, tudo isso contribuiu, principalmente, para a expansão da mentalidade europeia.

As pessoas da época tinham consciência dessa expansão?

Colombo tinha uma certa consciência do que estava ocorrendo.

Ele costumava dizer: "Andando mais, mais se sabe".

Nesse sentido, de mentalidade e não de biografia, quem era Cristóvão Colombo?

Era um homem de um tempo de transição, que ainda guardava características do homem medieval: apegado à Bíblia, respeitava a Inquisição e acreditava na ideia de "civilizar" os povos que encontrara no Novo Mundo. Ao mesmo tempo, ele só pôde chegar ao que pensava serem as Índias porque dominava certas técnicas e elementos da moderna ciência da natureza.

E como era, de maneira geral, a mentalidade do homem europeu da época?

As mentes europeias eram dominadas pelos mitos: as fontes de ouro estariam na costa africana, o Paraíso terrestre estava à espera dos aventureiros e descobridores. Os pescadores anônimos alimentavam lendas, contavam histórias fantásticas sobre as ilhas Malditas e Afortunadas, sobre ilhas perdidas... histórias que faziam parte de sua tradição oral. Eram homens que desbravavam os oceanos em busca de alimento. Mas é bom lembrar que, de concreto, os italianos de Florença têm notícia de uma possível rota ocidental para o Oriente das especiarias.

Portugal, entretanto, parece ter preferido não seguir essa rota ocidental...

Os portugueses estavam divididos no que se refere a procurar o caminho das Índias. Explorar gradualmente a costa africana e dobrar o cabo das Tormentas, depois chamado de Boa Esperança, ou tentar a rota ocidental? A ideia de que a Terra é esférica já estava evidente para viajantes como o mestre João Farras, que seria membro da tripulação de Cabral... De qualquer modo, prevaleceu a tese de uma exploração paciente pela costa da África. A propósito, era essa mesmo a opção correta para se chegar às Índias das especiarias, a Índia atual, bem como à China e ao Japão, que então era conhecido como Cipango.

Quais eram os resultados práticos dessas viagens?

Foram entrando em circulação pelas cidades e feiras europeias as mercadorias vindas de fora do continente: ouro, escravos, açúcar, vinho, tinturas para tecido, cereais, várias especiarias. E de Portugal saíam utensílios de latão, de cobre, panos, sal. A expansão europeia alimentava-se de novas trocas.

E, para ampliar seu alcance, precisava de homens: dentre muitos, Cristóvão Colombo foi um deles.

Qual a relação de Colombo, que era genovês, com Portugal?

Segundo uma lenda, numa expedição a Flandres, seu barco teria sido assaltado por um corsário francês; Colombo salvou-se a nado, retornando à costa portuguesa. O que se sabe com certeza é que Colombo conhecia bem Portugal, onde foi representante da família italiana Centurione, que negociava com os países ibéricos. Em 1479, ele estava em Lisboa, tratando do comércio de açúcar da ilha da Madeira. Nesse período ele certamente reforçou suas relações com o meio comercial e náutico de Lisboa. Fez viagens à costa africana e se se informou sobre as rotas comerciais.

Não é nessa época que ele mantém uma correspondência com o famoso cosmógrafo Paolo Toscanelli?

É. Ele escreveu cartas sobre a esfericidade da Terra e a possibilidade de descobrir o caminho das Índias navegando para o Ocidente.

Mas por que, afinal, Colombo não navegou sob a bandeira de Portugal?

Existem indícios de que ele ofereceu seus serviços ao rei dom João 2º. de Portugal, mas sem obter sucesso. Então, depois de algum tempo, Colombo acabou assinando um contrato com o rei da Espanha, em 17 de abril de 1492. Pelo contrato, foi nomeado Almirante dos Mares, Vice-rei e Governador das novas terras que eventualmente viesse a descobrir na Ásia.

Agora, por favor, vamos nos concentrar nas viagens de Colombo à América. Para começar a primeira...

Colombo deixou o porto de Palos, na Andaluzia, Espanha, em 3 de agosto de 1492. Comandava uma nau, a Santa Maria, e duas caravelas, Pinta e Nina. Graças aos ventos alísios, navegou com boa velocidade e logo alcançou a ilha Grande Canária. Ele escondeu de sua tripulação o número de léguas navegadas para não assustar os marinheiros, mas ainda assim enfrentou um motim. Afinal, em 12 de outubro encontrou a ilha de Guanaani, atual Watlig, no arquipélago das Bahamas.

Batizou-a de San Salvador. Em 29 de outubro chegou à costa de Cuba e, a 15 de dezembro, ao Haiti, que chamou de Hispaniola. Em 16 de janeiro do ano seguinte, começou o regresso, mas Colombo deixou em Hispaniola cerca de 40 homens.

Como foi a recepção do navegador na Espanha?

O que você acha? Ele foi recebido em Palos, em 15 de março de 1493, com todas as honras. Estava no apogeu de sua glória, ao contrário do que ocorreu em sua segunda viagem à América, da qual retornou cansado e doente, ou da terceira, em que voltou preso, acorrentado...

Preso?

Na terceira viagem, surgiram conflitos, entre nativos e europeus, que Colombo não conseguiu controlar - e o representante da Coroa espanhola mandou prendê-lo. Seis semanas depois de seu regresso à Espanha, os reis ordenaram sua libertação.

O que há a destacar na segunda e na terceira viagens?

Os locais visitados ou descobertos, de que os espanhóis tomaram posse, como Porto Rico e a Jamaica, só para dar dois exemplos.

E quanto à quarta e última viagem?

Também foi uma viagem desastrada, que não atingiu seu objetivo. A tripulação foi assolada pela fome e por doenças. O governador das Índias Ocidentais, como se chamavam as terras descobertas, teve de arranjar uma pequena nau para Colombo regressar à Espanha, onde ele chegou em novembro de 1504, pouco antes da morte da rainha Isabel, a última aliada desse pioneiro, cujo prestígio decaíra muito.

Mas Colombo não parou de navegar...

(Risos) Nem depois de morto. De Valladolid, na Espanha, suas cinzas foram transferidas para Cuba e colocadas no centro da capital, Havana. Posteriormente, foram doadas à República Dominicana, mas acabaram sendo mandadas de volta à Espanha, onde se encontram hoje, na catedral de Giralda, em Sevilha.

Por que a América não se chama Colômbia, em homenagem ao descobridor?

Porque Américo Vespúcio publicou, em 1503, o livro "Mundo Novo", em que defendia a ideia de que as terras encontradas faziam parte de um continente desconhecido e não da Ásia. Em homenagem a esse navegador, também italiano, que provou sua tese por meio de estudos e viagens, adotou-se o nome de América para o novo continente.

Para terminar, qual o significado do descobrimento da América?

É um dos acontecimentos mais importantes dentre os que definem o início da história moderna. As navegações de Colombo provaram a esfericidade da Terra e permitiram que os europeus entrassem em contato com civilizações que desconheciam. Isso abriu um novo capítulo na história da expansão europeia, marcada pela guerra de extermínio que sucedeu ao longo do período colonial, inclusive nas terras que constituíram o Brasil atual. Houve, sim, genocídio. Os historiadores de hoje até se perguntam se houve um descobrimento ou o "cobrimento" de várias civilizações indígenas. De minha parte, fico com a ideia de "cobrimento"!

Fonte: : educacao.uol.com.br

Descobrimento da América

12 de Outubro

As invenções marítimas espanholas foram iniciadas com a viagem de Cristóvão Colombo.

Certo de que a terra era redonda,aplicou a ciência e a indústria de navegação, planejando chegar às Índias, seguiu rumo ao Ocidente, enquanto Portugal procurava encontrar o mesmo caminho viajando rumo ao Oriente.

Para isso pediu,sem solução,apoio dos seguintes países: Inglaterra, França, Itália e Portugal.

Desenganado,seguiu para a Espanha a fim de solicitar apoio aos Reis Católicos Fernando e Isabel.

Para alcançar seu alvo,esperou durante seis anos.

Ao aceitar a ajuda,arranjou 3 caravelas: Santa Maria, Pinta e Nina, e com elas saiu do Porto de Palos na Espanha, a 3 de agosto de 1492 levando 190 homens atacando com toda coragem o oceano desconhecido, afim de descobrir novas terras.

Foi uma viagem acidentada pela demora,medo de acabar a alimentação e acomodação.

Os tripulantes revoltaram-se contra Colombo.

Este tinha certeza que iria encontrar novas terras,pediu um prazo de três dias,se não descobrisse terras, regressariam.

No terceiro dia,a 12 de outubro de 1492,a caravela Pinta deu sinal de descoberta de terra,disparando um tiro de canhão.

Colombo atracou na ilha de nome Guanani por seus habitantes,e batizou-a com o nome de São Salvador.

Mais tarde a terra descoberta recebeu o nome de América,em homenagem prestada ao piloto Florentino Américo Vespúcio,colega de viagem de Colombo.

Pensando ter chegado às Índias,Colombo chamou os habitantes da terra de índios.

Navegando para o sul encontrou as ilhas de Cuba e Haiti,voltando para a Espanha foi recebido com honras e festas,recebeu os títulos de Almirante e Vice-Rei E Governador das terras descobertas.Em seguida Colombo voltou à América por três vezes.

Na primeira chegou a Porto Rico,Jamaica e Pequenas Antilhas.

Na segunda chegou até Honduras e Panamá.Em 1504 faleceu a Rainha Isabel,sua protetora.

2 anos mais tarde Colombo morreu pobre na cidade de Valadolid.

Fonte: : pt.shvoong.com

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