O COMÉRCIO TRIANGULAR
As Colônias do Centro
Entre os territórios delegados à Cia. de Londres e à Cia. de Plymouth desenvolverase um terceiro grupo de colônias, denominadas colônias do Centro. O vazio territorial fora ocupado por outros europeus, principalmente holandeses. Entre os anos de 1624 e 1633, a Cia. das Índias Ocidentais holandesa funda uma série de estabelecimentos, destacandose a Nova Amsterdã (núcleo original de Nova Iorque). Suecos, finlandeses e alemães também juntaram-se aos holandeses no vale de Delaware (CHAUNU, 1969, pp. 150-1).
A restauração dos Stuart, na década de 1660, levara os ingleses a um novo impulso colonizador, sendo o centro da América do Norte o alvo primordial da sua expansão. Nesta região os ingleses, entre idas e vindas, conseguem estabelecer o controle sobre a colônia holandesa, agora denominada Nova Iorque.
Outras colônias foram fundadas, na esteira da conquista inglesa. Deleware, habitada originalmente por suecos, após um rasgo de dominação holandesa, passara ao controle inglês em 1664, ligada a Nova Iorque. Seria transformada em colônia autônoma em 1701.
No mesmo ano da conquista de Delaware, surgira Nova Jérsei, já habitada por puritanos ingleses e holandeses vindos da Nova-Inglaterra, agora propriedade de Lord John Berkley e Sir George Carteret. Igualmente Carlos II doara a Willian Penn, líder dos quakers, um território, dando origem a colônia da Pensilvânia (1681). A liberdade religiosa e a facilidade na aquisição de terras trouxeram imigrantes de diversas partes da Europa, principalmente alemães.
Marcadas pela heterogeneidade do povoamento e de religiosidade, ao longo de seu desenvolvimento as colônias centrais perderiam parte de sua originalidade, ao assemelhar-se gradualmente a Nova-Inglaterra. Contribuíra para tal a imensa vaga de colonos germânicos – 9000 habitantes em 1685 (CHAUNU, 1969, p. 152) – levando os descendentes dos primeiros imigrantes extremistas à formação de uma sociedade aristocrática e censitária, para garantir suas prerrogativas e privilégios, e barrar a diluição de sua cultura em meio às demais contribuições “estrangeiras”.
As Instituições Político-administrativas.
O processo de colonização inglesa na América, realizado através do empenho das companhias privadas e de proprietários e colonos responsáveis pela viabilização e defesa dos empreendimentos coloniais, conformara um modelo colonizador distinto dos vislumbrados na América ibérica. Como afirmara Leandro Karnal, o “Estado e a Igreja oficial, na verdade, não acompanharam os colonos ingleses” (KARNAL, 2001, p. 27). Situação diversa da encontrada nas Américas espanhola e portuguesa, onde seus Estados metropolitanos e a Igreja Católica a eles interligada fizeram-se presentes.
As instituições político-administrativas das Treze Colônias tiveram variações entre si, mas de modo geral todas possuíam suas próprias autoridades e autonomia em relação as demais e a metrópole. Podem ser enquadradas em três modelos administrativos:
Colônias de companhias de comércio – foram as primeiras a ser fundadas: Virgínia e Massachusetts;
Colônias de proprietários – concedidas a particulares pela Coroa: Maryland, New Hampshire, Nova Jérsei, Carolina do Norte, Carolina do Sul, Pensilvânia, Nova Iorque e Geórgia;
Colônias reais – foram aquelas que a Coroa assumira a direção da colonização, sendo que nenhuma fora fundada pelo Estado. A primeira fora a da Virgínia. No século VXII constituíam a menor parte das colônias, mas ao longo do XVIII se tornaram a maioria, exceto Maryland, Deleware, Pensilvânia, Connecticut e Rhode Island.
AS TREZES COLÔNIAS INGLESAS

As instâncias administrativas contidas em cada colônia eram a) um governador, representante dos interesses metropolitanos, possuindo amplos poderes. Nas colônias das companhias o governador era eleito pelos colonos, geralmente para um mandato de um ano e sem direito a veto às leis das assembléias, b) um conselho ou câmara alta composto por membros nomeados dentre os colonos mais influentes, ou eleitos, funcionando como órgão assessor do governador e c) as assembléias eleitas pelos homens livres, geralmente de forma censitária, que elaboravam leis e fixavam impostos nas colônias (AQUINO, 2000, p. 138).
Esta forma de governo, bastante distinta da América ibérica, levava os colonos a experimentarem um sentimento de autogoverno, o que contribuiu para a emancipação quando a Inglaterra lançara mão de medidas que pretendiam estabelecer um maior controle administrativo e tributário sobre as Treze Colônias.
As Antilhas e as Guianas
Na região das Antilhas, ingleses, franceses, holandeses e dinamarqueses, entre outros, se aproveitaram do declínio do poderio espanhol e do vazio deixado pelo genocídio da época da conquista nos séculos XV e XVI. Este vazio fora preenchido, ao longo do século seguinte, quando a Inglaterra (São Cristóvão, Nevis, Montserrat, Barbados e Jamaica), a França (principalmente a parte de São Domingos, denominada Haiti), a Holanda (Curaçao, Margarida, Bonária, Santo Eustáquio e Aruba) e a Dinamarca (os dinamarqueses fundaram a Companhia Dinamarquesa das Índias Ocidentais em 1671, sendo que permaneceram nas Ilhas Virgens até 1917) partilharam as ilhas tomadas à Espanha (CHAUNU, 1969, p. 142).
Contudo, juntamente com as espanholas Cuba, São Domingos e Porto Rico, foram a Jamaica e o atual Haiti as mais importantes porções antilhanas para o comércio colonial.
Seu produto principal, o açúcar, florescera pelo lucrativo comércio, beneficiado pelo eclipse do Nordeste açucareiro da América portuguesa.
Tanto os ingleses como os franceses deixaram para trás o século XVI da pirataria e do corsarismo, levado a cabo por flibusteiros baseados em ilhas tomadas ou abandonadas para estabelecer bases econômicas nos moldes das plantations escravistas no século XVII.
Podemos perceber o desenvolvimento da parte francesa de São Domingos pela descrição feita, em 1789, por Moreau de Saint-Méry:
[...] 793 engenhos de açúcar, 3150 plantações de anil, 789 de algodão, 3117 de café, 182 destilarias de cachaça e outras aguardentes de cana, 36 fábricas de tejolos e telhas, 6 fábricas de curtumes, 370 fornas de cal, 29 olarias e 50 plantações de cacau, independentemente de um sem número de outros estabelecimentos conhecidos [...] (in: CHAUNU, 1969, p. 143)
A parte inglesa das Antilhas, além de integrar-se de forma mais completa no projeto mercantilista inglês, participará do comércio triangular com as colônias norteamericanas, trocando açúcar e melaço por produtos manufaturados e rum, bem como consumia sucessivas levas de escravos africanos trazidos pelos comerciantes coloniais e metropolitanos.

As guianas seguiram o mesmo padrão da conquista antilhana, por conta da incapacidade espanhola em efetivar o povoamento da costa Norte da América do Sul, dando origem às três guianas – inglesa, holandesa e francesa:
Assim, entre o Orenoco e o Amazonas, toda uma frente costeira, por traição da Espanha, demasiado longe da América, demasiado sobrecarregada de trabalhos na Europa, escapará no fim das contas e definitivamente aos Ibéricos. O primeiro estabelecimento inglês duradouro na Guiana – obra de Walter Raleigh – data de 1595; a primeira colônia holandesa duradoura, de 1621, é o forte “Kijk over all”, numa ilha costeira. O forte Nassau data de 1624. Quanto aos Franceses, expulsos da França equinoxial, instalam-se na Cayenne em 1650, sob a égide da Companhia do cabo do Norte. (CHAUNU, 1969, p. 111)
A América Francesa
A França em relação à sua história colonizadora na América, passara por um processo semelhante ao inglês nas etapas iniciais: fora retardatária, devido ao atraso em sua centralização política em comparação aos ibéricos, bem como vacilante em suas iniciativas, ainda mais que os ingleses. Porém tivera uma diferença básica em relação aos ingleses que os aproximava dos ibéricos: a presença de missionários no Canadá, com o fito de catequizar os indígenas, processo sempre incompleto.
Não obstante o atraso na concretização de um projeto colonizador, os franceses não estiveram alheios à expansão marítima ibérica:
Aliás, Francisco I pediu para ver “a cláusula do testamento de Adão” que, segundo o papado, o excluiu da partilha do mundo. Na verdade, por muito tempo faltaram à França meios para montar um grande dispositivo comercial, e no século XVI ninguém teve realmente essa idéia. Foi preciso que a guerra de corso se iniciasse para que Saint-Malo, Nantes etc. se lançassem, mas várias décadas depois de Portugal e Espanha, e com menos determinação do que a Inglaterra. Foi preciso, sobretudo, que o Estado quisesse ter colônias. (FERRO, 1996, p. 61)
Envolta pelas guerras religiosas e pelo conflito interno entre católicos e huguenotes, a França indispunha de energias para rivalizar com espanhóis e lusitanos nos empreendimentos coloniais americanos. Entretanto, no bojo da centralização política e construção do Estado absolutista, iniciativas foram tomadas, em parte decorrentes dos conflitos religiosos. Foi assim que entre 1555 e 1567 huguenotes chefiados por Nicolau de Villegagnon fundaram a França Antártica, destruída pelos portugueses. Expulsos da Baía da Guanabara, tentaram ainda se estabelecer ao norte, no litoral maranhense, sendo igualmente repelidos pelos lusitanos.
Seria na América do Norte, contudo que os franceses lograriam estabelecer-se. O estímulo inicial se dera pela pesca, praticada há tempos no Mar do Norte. Mas não somente pela pesca. Assim como os ingleses, os franceses intentaram descobrir uma passagem ao norte para o Pacífico, objetivando o contato com o Oriente asiático. Jacques Cartier, em 1535 descobre a rota do São Lourenço, via de penetração para o interior continental. Entretanto Cartier não logrou estabelecer uma ocupação duradoura na região.
Somente no reinado de Henrique IV (1589-1610), quando o absolutismo encontravase consolidado e a política mercantilista tornara-se uma de suas bases de sustentação, os franceses efetivaram sua presença em terras americanas. Samuel Champlain, em 1605, fundou Port-Royal no litoral atlântico e Quebec (1608), nas margens do rio São Lourenço. Entretanto, o povoamento significativo não se dera senão após um longo período de relativo abandono, tendo o Estado pouco investido na colonização. Neste momento inicial prevalecia a pesca e o comércio com os nativos, fornecedores das peles negociadas na Europa. Em 1660, apenas 2000 colonos habitam as povoações francesas da Nova França (CHAUNU, 1969, p. 113).
Franciscanos e jesuítas encetaram o trabalho missionário durante o governo do cardeal Richelieu, dificultado pela resistência nativa e pelos conflitos decorrentes. Os iroqueses, verdadeiros algozes dos franceses no Canadá, dificultaram maiores empreendimentos pelo interior.
Um novo impulso na colonização ocorrera durante o reinado de Luis XIV, enquadrado na política mercantilista desenvolvida por Colbert, secretário das finanças. O Canadá foi transformado em colônia real, bem como medidas foram tomadas para aumentar a ocupação da região, que manteve-se porém pequena, dispersa, ligada principalmente ao comércio de peles. Para estabelecer o comando metropolitano fora criado o governo geral, situado em Quebec, além do intendente (justiça e finanças) e um Conselho formado por representantes de Quebec, Montreal e Trois Rivières.
Dera-se estímulo à emigração para a Nova França. Entretanto, ao longo de todo o período colonial o povoamento mantivera-se diminuto e disperso.

O comércio de peles incentivava expedições pelos grandes rios do interior, sendo que nelas se descobrira o Mississipi, dando origem a uma nova zona de colonização: a Louisiana. Na virada do século XVII para o XVIII foram fundadas Biloxi e Mobille, núcleos que atraíram colonos para a região. New Orleans, criada pela companhia organizada para a exploração da Louisiana, se tornou a capital desta colônia. Não obstante as iniciativas, a Louisiana permaneceu fracamente povoada (muitos dos que vieram eram engajés, ou engajados, servos brancos – por três anos – semelhantes aos existentes nas Treze Colônias) e constantemente ameaçada pelos ataques de indígenas, de espanhóis da Flórida e de colonos das Treze Colônias que se chocavam com os franceses em sua expansão para o interior.
A colonização francesa, menos expressiva que a inglesa, sentira o peso dos conflitos contra os nativos, ao mesmo tempo em que se aliava a algumas nações nativas para atacarem os colonos ingleses. Foram constantes os choques e guerras na América do Norte, seguindo a lógica da rivalidade franco-inglesa na Europa. Com a derrota na Guerra dos Sete Anos (1756-63) e a decorrente assinatura do Tratado de Paris, a colonização francesa na América iniciara seu ocaso, com a entrega do Canadá e de diversas ilhas das Antilhas ao poderio inglês.
Os Holandeses na América
Tradicionalmente ligados ao mar (os Países Baixos formam uma região de aterramentos e diques), os holandeses, em sua luta pela independência frente à Espanha, deram sua partida para a expansão ultramarina. A União Ibérica (1580-1640) transformara as possessões portuguesas em alvos primordiais para os holandeses, por conta de sua fragilidade. A República das Províncias Unidas, instituição política dos Países Baixos, teve sua complementação econômica nas Companhias das Índias Orientais e Ocidentais, que fizeram da primeira metade do século XVII um período de hegemonia holandesa. O lucro era seu único objetivo: “Quando os holandeses se lançam mundo afora, têm um projeto simples: ganhar dinheiro. Jesus Cristo está ausente de suas preocupações, evangelizar não lhes interessa.” (FERRO, 1996, p. 65)
Na América os holandeses da Companhia das Índias Ocidentais atacam Salvador (1624) e conquistam parte do Nordeste, centrados em Pernambuco (1630-54). Ao Norte, ocuparam os espaços entre os territórios das companhias de Londres e Plymouth, fundando o futuro núcleo da cidade de Nova Yorque.
O sucesso holandês estava escorado na fraqueza ibérica momentânea e no seu modelo de gestão empresarial, visando unicamente o lucro, e dirigido pelas companhias do ocidente e oriente. Mas, quando tiveram que sustentar a implantação do aparato colonial e defender-se da reação dos colonos brasileiros, bem como da concorrência do comércio inglês, os holandeses perderam seu ímpeto e foram forçados a recuar para pequenos enclaves ao redor do mundo, terminando assim a fase áurea de seu desenvolvimento colonialista.
A Independência Norte-americana
Vimos que, ao longo do primeiro século da colonização inglesa na América do Norte, os colonos tiveram autonomia para se desenvolverem e prosperarem por seus próprios méritos. O empreendimento colonial se dera muito mais pela atuação de companhias e particulares do que pelo empenho estatal. A começar pela defesa. Cada colono era responsável por salvaguardar suas terras e família dos ataques indígenas. Coletivamente, a defesa dos povoados e colônias era realizada pelas milícias organizadas pelos próprios colonos, que tantas vezes teriam que enfrentar as nações indígenas e os franceses (aliados ou não aos nativos). A presença das tropas inglesas era reduzida, somente se tornando mais constante a partir da Guerra dos Sete Anos.
É justamente no segundo quartel do século XVIII que a metrópole se lançara com afinco no projeto de consolidação do império ultramarino, através de um controle mais rígido dos negócios e da vida coloniais. Pierre Chaunu faz uma síntese do processo:
Ao império britânico, comunidade antiga mas realidade política recente, falta o peso dos hábitos duas vezes e meia seculares que actuam a favor do Império espanhol. No momento em que a Inglaterra procura dar-lhe um conteúdo mais preciso, as dificuldades surgem de todos os lados. Tanto mais que a Inglaterra está mais distante da América que a América da Inglaterra.
O tempo, ademais, aumenta as dificuldades. Uma temtativa de império teria sido mais fácil no século XVII. Mas o século XVII com sua vida econômica enfadonha não se prestava a tais construções custosas. Entretanto, pouco a pouco a América inglesa individualiza-se em relação à Inglaterra. De muitas maneiras: o modo de vida, a distância, a fraca densidade das comunidades, a interrupção prematura da emigração propriamente inglesa. A população anlgoamericana é, desde meados do século XVIII, crioula em 97 ou 98%. Seu aumento é essencialmente natural. Os novos emigrantes são na maioria alemães, irlandeses, escoceses.
(CHAUNU, 1969, p. 170)
Assim, quando a metrópole intentara reforçar os laços com as colônias – reverter sua “Negligência Salutar” – o projeto se mostrara anacrônico. Pertence a um outro tempo. Os ventos do liberalismo iluminista do século XVIII sopravam na América inglesa. Processo facilitado por dois motivos: primeiramente, o alto índice de alfabetização entre os colonos (pois todo bom protestante tinha que ler a Bíblia para concretizar sua religiosidade), derivado da criação de instituições de ensino – Harvard e Yale, por exemplo –; se junta a isto a ausência de instituições restritivas como a Inquisição, presente nas terras da América espanhola. O acesso às obras iluministas, portanto era aberto.
Para além da influência das idéias iluministas, havia um conjunto de fatores que impulsionaram os colonos à independência: senso de autonomia, liberdade religiosa em relação à Igreja Anglicana, heterogeneidade de povoamento, resistência às imposições fiscais...
Durante o século XVIII, os encargos coloniais, bem como a fiscalização e controle sobre o contrabando, foram aumentados. As guerras e conflitos geravam despesas que a metrópole intentava compartilhar com as colônias. O Estado inglês saíra vitorioso, porém endividado, da Guerra dos Sete Anos. O Parlamento britânico queria dividir com as colônias o custo de 400 mil libras anuais que as tropas inglesas na América acarretavam.
Para os colonos, eliminado o perigo francês do Canadá, pagar a conta parecia indigesto:
tinham que “pagar por um exército que, a rigor, estava ali para policiá-los.” (KARNAL, 2001, p. 71) Acreditavam que, pelo contrário, sem a presença francesa ao Norte não careciam das tropas inglesas para segura-las.
Mas, sem voz no Parlamento inglês, viram encargos sendo criados sem contrapartidas. A Lei do Açúcar (1764) reduzira o imposto sobre o melaço estrangeiro, ao mesmo tempo em que estabelecia impostos adicionais sobre vários produtos. Fora criada uma corte na Nova Escócia com jurisdição sobre as Treze Colônias para punição dos que burlassem o fisco, o que prejudicava o tradicional comércio triangular dos colonos. A corte estava enquadrada no âmbito da política mercantilista revigorada.
Houve reação. Para os colonos, imbuídos pelo princípio inglês de que “taxação sem representação é ilegal”, protestaram, além de boicotar artigos importados da Inglaterra.
Iniciava-se o processo de contestação-rompimento. Desejavam os colonos co-participação nas decisões do império. Não foram atendidos, porém os protestos obrigaram a revogação da Lei dois anos depois. Entretanto não impedira que mais leis restritivas e taxativas fossem criadas: