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DESCOLONIZAÇÃO DA ÁSIA

Processo de independência das colônias no continente asiático iniciado após a II Guerra Mundial. Desde então surgem novos países, a maioria originária dos antigos impérios coloniais britânico e francês. Os movimentos pela autonomia nacional assumem várias formas: guerras de libertação, resistência pacífica aos colonizadores ou gestões diplomáticas para a conquista da independência.

Oriente Médio

O Líbano e a Síria, domínios franceses desde o final da I Guerra Mundial, obtêm a independência respectivamente em 1941 e 1946. A partir do final da II Guerra Mundial, os países de dominação britânica no Oriente Médio também conquistam a independência: Jordânia (1946), Omã (1951), Kuweit (1961), Iêmen do Sul (1967), Barein, Catar e Emirados Árabes Unidos (1971).

Sul da Ásia

A Índia, centro do império britânico na Ásia, que inclui ainda Paquistão e Bengala Oriental (atual Bangladesh), é palco de movimentos anticolonialistas já durante a II Guerra Mundial. Em 1947 é proclamada a independência da Índia, que se separa do Paquistão no mesmo ano. Bangladesh, incorporado ao Paquistão, torna-se independente em 1971. Os países sob controle britânico do sul da Ásia também conseguem a independência: Sri Lanka (1948), Butão (1949) e Maldivas (1965).

Sudeste Asiático

A Indochina, península do Sudeste Asiático colonizada pela França, era formada por Anã, Cochinchina e Tonkin (que juntos deram origem ao atual Vietnã), Laos, Camboja e pelo território chinês de Kuang-tcheou-wan. Durante a II Guerra Mundial é ocupada pelo Japão, o que estimula os movimentos de libertação nacional dos vários países. No Vietnã, a guerra de libertação é dirigida pelo Vietminh, liga revolucionária fundada em 1941. Também há guerra no Laos e no Camboja, que conquistam a independência em 1953. A Conferência de Paz de Genebra, realizada em 1954, divide a Indochina em três Estados independentes: Laos, Camboja e Vietnã. O Vietnã permanece dividido em duas zonas até 1976, quando é reunificado. Invadidas pelo Japão durante a II Guerra Mundial, a Indonésia (antiga colônia holandesa) alcança a independência em 1945 e as Filipinas (ex-colônia norte-americana), um ano depois. Posteriormente, os países do Sudeste Asiático sob domínio inglês tornam-se independentes: Mianmar (1948), Malásia (1957), Cingapura (1965) e Brunei (1984).

Fonte: www.geocities.yahoo.com.br

DESCOLONIZAÇÃO DA ÁSIA

No curso da Segunda Guerra Mundial intensificam-se os movimentos pela libertação e autonomia nacional em quase todos os países do continente asiático. Assumem a forma de guerras de libertação, em geral estimuladas ou dirigidas pelos comunistas, de resistência pacífica ao domínio colonial ou de gestões diplomáticas para a conquista da autonomia.

Indochina

No decorrer da guerra antijaponesa, cresce um forte movimento de libertação nacional no Vietnã, Laos e Camboja, com a participação de comunistas e nacionalistas. No Vietnã, a guerra de libertação é dirigida pelo Vietminh, movimento de frente única fundado em 1941 pelo líder comunista Ho Chi Minh. Em 1945, o Vietminh ignora as decisões da Conferência de Potsdam quanto à divisão do Vietnã e proclama a República Democrática, tendo Hanói como capital. Nesse mesmo ano os britânicos ocupam a região sul e Saigon e, em 1946, passam a administração dessa região às autoridades coloniais francesas. O Vietminh aceita o retorno das tropas francesas em troca do reconhecimento da República do norte no âmbito da União Francesa. Os ultranacionalistas franceses decidem, porém, resolver o problema militarmente. Tropas selecionadas ocupam o delta do rio Vermelho em 1946, deflagrando a guerra que se estende até 1954. O Vietminh combina táticas de guerrilha com a guerra de movimentos. A derrota final dos franceses ocorre na batalha de Dien Bien Phu, em maio de 1954. A guerra se desenvolve também no Laos e no Camboja. A Conferência de Paz de Genebra, realizada em 1954, divide a Indochina em três Estados independentes: Laos, Camboja e Vietnã. O Vietnã permanece dividido pelo paralelo 17 em duas zonas até a realização das eleições em 1956.

Índia

É o centro do Império Britânico na Ásia, incluindo também o atual Paquistão e Bengala Oriental (atual Bangladesh ). Durante a Segunda Guerra Mundial crescem os movimentos antibritânicos, que procuram um acordo de independência. O Partido do Congresso (pró-independência) sofre grande influência do movimento pacifista de Mohandas Ghandi. A Liga Muçulmana surge da divisão do Partido do Congresso, em 1940, com o objetivo de conseguir a separação do Paquistão da federação indiana. Em 1947, após a negativa de Ghandi e do Partido do Congresso a aceitar o status de domínio, é proclamada a independência, criada uma Assembléia Constituinte e formado um governo de transição. Em 1950 é proclamada a Constituição da União Indiana.

Mohandas Karamchand Ghandi (1869-1948)

Principal artífice do movimento de independência indiano, é advogado formado em Londres e vive de 1907 a 1914 na África do Sul, onde inicia seu movimento pacifista. Ao retornar à Índia, consegue disseminar seu movimento, cujo método principal de luta é a resistência passiva, que nega qualquer colaboração com o domínio britânico, mas mediada pela não-violência (ahimsa). É preso pelo menos quatro vezes e sensibiliza a opinião pública fazendo greves de fome. Torna-se famoso por sua simplicidade: usa sandálias de camponês e roupas feitas com algodão que ele mesmo tece manualmente. Ganha o apelido de Mahatma (homem santo, patriarca). Tenta manter hindus e muçulmanos unidos, mas os muçulmanos preferem estabelecer um Estado separado, o Paquistão. Em sua homenagem, Indira, filha de Jawaharlal Nehru - o primeiro a ocupar os cargos de primeiro-ministro e chanceler da Índia independente -, adota o sobrenome Ghandi. Ele aceita a divisão do país para evitar um banho de sangue, o que atrai a ira dos radicais nacionalistas hindus. Um deles assassina Gandhi com um tiro em janeiro de 1948.

Fonte: www.conhecimentosgerais.com.br

DESCOLONIZAÇÃO DA ÁSIA

Descolonização é o processo pelo qual uma ou várias colónias adquirem ou recuperam a sua independência, geralmente por acordo entre a potência colonial e um partido político (ou coligação) ou movimento de libertação.

Este processo é geralmente antecedido por um conflito entre as "forças vivas" da colónia e a administração colonial, que pode tomar a forma duma guerra de libertação (como foi o caso de algumas colónias portuguesas e da Argélia), um golpe de estado, em que as organizações na colónia substituem a administração colonial, como aconteceu na formação dos Estados Unidos da América, ou ainda por um processo mais pacífico, em que o partido ou movimento de libertação exerce pressão sobre o governo colonial, seja por petições legais, seja pela organização de manifestações, normalmente com o apoio de grupos de pressão dentro do país colonizador.

No entanto, houve casos em que a potência colonial, quer por pressões internas ou internacionais, quer por verificar que a manutenção de colónias lhe traz mais prejuízos que benefícios, decide por sua iniciativa conceder a independência às suas colónias, como aconteceu com várias das ex-colónias francesas e britânicas. Nestes casos, foi frequente o estabelecimento de acordos em que a potência colonial tem privilégios no comércio e noutros aspectos da economia e política com a ex-colónia, podendo esta nova relação tomar a forma de neocolonialismo.

Antecedentes e breve história da descolonização recente

O crescimento populacional e económico em vários países da Europa e da Ásia (os mongóis e os japoneses) levou a um tipo de colonização, com o carácter de dominação (e, por vezes, extermínio) de povos que ocupavam territórios longínquos e dos seus recursos naturais, criando grandes impérios coloniais. Um dos aspectos mais importantes desta colonização foi a escravatura, com a "exportação" de uma grande parte da população africana para as Américas, com consequências nefastas, tanto para o Continente Negro, como para os descendentes dos escravos, que perduram até hoje.

Esta foi a primeira forma de imperialismo, em que vários países europeus, principalmente Portugal, Espanha, França, a Holanda e a Inglaterra (mais tarde o Reino da Grã-Bretanha), constituiram grandes impérios coloniais abrangendo praticamente todo o mundo. A exploração desenfreada dos recursos dos territórios ocupados, levou a movimentos de resistência dos povos locais e, finalmente à sua independência, num processo denominado descolonização, terminando estes impérios coloniais em meados do século XX.

Resumo da descolonização de África

Quando os estados da Europa no final da Idade Média começaram a "descobrir" a África, encontraram aí reinos ou estados, quer de feição árabe ou islamizados, principalmente no norte e ocidente daquele continente, quer de tradição bantu. Os primeiros contatos entre estes povos não foram imediatamente de dominação, mas de carácter comercial. No entanto, os conflitos originados pela competição entre as várias potências europeias levaram à dominação política desses reinos, que culminou com a partilha do Continente Negro pelos estados europeus na Conferência de Berlim, em 1885.

No entanto, as duas grandes guerras que fustigaram a Europa durante a primeira metade do século XX deixaram aqueles países sem condições para manterem um domínio económico e militar nas suas colónias. Estes problemas, associados a um movimento independentista que tomou uma forma mais organizada na Conferência de Bandung, levou as antigas potências coloniais a negociarem a independência das colónias.

Resumo da descolonização das Américas

Nas Américas, em que a colonização tinha tido o carácter de quase extermínio da população autóctone, foram os próprios colonos que, a certa altura, decidiram que deviam separar-se da potência colonial e declarar unilateralmente a independência dos vários países. Os Estados Unidos da América foram constituídos a partir das primeiras colónias a declarar a sua independência em 1776, mas só a viram reconhecida sete anos depois, como resultado da Guerra pela Independência dos Estados Unidos da América, que terminou com o Tratado de Paris de 1783. No início do século XIX, com o conhecimento desta independência e ainda como efeitos da Revolução Francesa, apareceram movimentos independentistas em praticamente todas as colónias espanholas da América, que resultaram nas independências dos actuais países de língua espanhola.

A Independência do Brasil, declarada por Dom Pedro I do Brasil a 7 de Setembro de 1822, foi provocada pela retirada da regência do Brasil àquele soberano, na sequência da luta entre absolutistas e constitucionalistas e dos movimentos independentistas naquela colónia.

Já o Canadá iniciou o seu processo de autonomização com a declaração da Confederação Canadense, em 1867, como forma de se defenderem dos Estados Unidos que os tinham invadido. A dependência do Canadá com os ingleses foi diminuida em 1931, pelo Estatuto de Westminster.

As colónias neerlandesas e algumas francesas do Caribe decidiram, geralmente por referendo, manter-se ligadas à potência colonial, mas com autonomia interna, tendo os seus habitantes cidadania total, estando representados nos parlamentos dos países-"pais". Entre estas, contam-se Guadeloupe e Martinica, que são dependências de França, as Antilhas Holandesas e a Bermuda, dependente do Reino Unido. O Suriname tornou-se um território dependente, mas com autonomia interna, em 1954, tendo acedido à independência em 1975, por negociação entre um dos partidos políticos e o governo dos Países Baixos.

Fonte: http://pt.wikipedia.org

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