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Colonização do Brasil

A colonização do Brasil aconteceu por volta do século XVI, por meio da expedição de Martim Afonso de Souza. O objetivo era manter o domínio das nossas terras sobre tudo o que havia sido encontrado, para que pessoas de outros países não tomassem posse do que havia sido descoberto.

Os índios trabalhavam como escravos, cultivavam suas próprias terras e os alimentos extraídos eram usados para abastecer o mercado europeu. Também eram obrigados a derrubar árvores de pau-brasil, cortá-las em toras e carregar os navios portugueses, que levavam a madeira.

O pau-brasil, uma madeira muito avermelhada, era usado para fazer tintura de tecidos, o que lhe dava grande valor comercial na Europa. Por isso era muito explorado.

Na primeira expedição, Martim Afonso de Souza trouxe aproximadamente quatrocentas pessoas, a fim de explorar e garantir para os portugueses as riquezas do nosso país. Nessas viagens, os portugueses trouxeram animais domésticos, sementes e mudas de cana-de-açúcar, ferramentas agrícolas e armas.

Em razão da beleza da madeira e sua grande utilidade, os franceses também passaram a visitar o Brasil, com o intuito de explorar a madeira e obter altos lucros para seu país. Com isso, os portugueses foram implantando as feitorias para garantir que a exploração de determinadas terras ficassem apenas sob o domínio de Portugal. Um das primeiras feitorias foi a da baía de Guanabara, onde conseguiram manter a rota dos produtos, não permitindo que fossem desviados.

No dia 22 de janeiro de 1.532, Martim Afonso de Souza fundou ainda a ilha de São Vicente, em São Paulo, deixando ali uma de suas feitorias.

A disputa pela colonização era grande. Ao chegar à costa de Pernambuco, Martim Afonso de Souza encontrou três navios carregados com pau-brasil e os prendeu, garantindo a mercadoria para Portugal.

Os índios ficavam encantados com as bugigangas que os portugueses lhes ofereciam, como canivetes e espelhos. Trocavam essas quinquilharias pelas riquezas de nossas terras, ao que deram o nome de escambo – troca feita sem dinheiro. Dessa forma, estavam sempre satisfeitos, mantendo uma relação amigável com os portugueses.

Jussara de Barros

Fonte: professorajanainaspolidorio.files.wordpress.com

Colonização do Brasil

Colonização do Brasil
O marco da Colonização

Expressão usada para definir o processo geral de ocupação, administração e exploração econômica do Brasil por Portugal entre os séculos XVI e XIX, do descobrimento em 1500 à independência em 1822. Esse processo é controlado pelo Estado e dele participam a nobreza, a burguesia e o clero, com seus interesses próprios.

Iniciada com a expedição de Martim Afonso de Souza em 1530, que fundou a primeira vila na colônia – São Vicente, em 1532 –, a ocupação das terras brasileiras é lenta e dispersa.

Colonização do Brasil
Martim Afonso de Souza

Até meados do século XVII permanece limitada à estreita faixa litorânea, onde se concentram a exploração do pau-brasil e a produção açucareira, mas daí por diante se estende para o interior, estimulada pela pecuária, pela mineração e pela atividade missionária. A base econômica da colonização é a produção – extrativista, agrícola ou mineral –, sustentada no trabalho escravo e voltada essencialmente para o comércio com a própria metrópole. A estrutura político-administrativa da colônia é constituída pelas capitanias hereditárias e pelo governo-geral, estando o governo local de vilas e cidades a cargo das câmaras municipais. O culto religioso, a educação e o controle moral da população, além da catequese indígena, cabem à Igreja Católica e às suas ordens religiosas.

Pacto colonial

A colonização portuguesa do Brasil, como outras colonizações européias na América no mesmo período, tem caráter essencialmente mercantilista: ocupar a terra e produzir riquezas para proporcionar renda ao Estado e lucros à burguesia. Isso é garantido pelo monopólio comercial e pelo pacto colonial, que legitima o direito exclusivo de comprar e vender na colônia por meio de seus comerciantes e de suas companhias. Mas a sociedade colonial desenvolve interesses próprios, econômicos e políticos. E, quando começa a entender que nesse pacto suas aspirações são sempre secundárias, passa a contestá-lo. Crescem as revoltas entre os séculos XVII e XVIII. O sistema colonial enfraquece e avança o movimento de independência.

Fonte: www.santacruz.br

Colonização do Brasil

A Colonização do Brasil foi um processo de povoação, exploração e dominação do território, já que a Corte Portuguesa acreditava na hipótese de ter o território brasileiro invadido e tomado caso não fosse ocupado. Apesar dessas intenções, a Corte Portuguesa também tinha como objetivo transformar o novo território em fonte de renda para Portugal.

Indiscutivelmente os primeiros colonizadores das terras brasileiras foram os índios. Não se sabe ao certo a origem destes povos, acredita-se que os índios vieram da Ásia e Oceania através do estreito de Behring ou pelo Oceano Pacífico.

Em 1516, sob comando de Dom Manuel I a Corte Portuguesa enviou pessoas dispostas a iniciar o povoamento no Brasil e lhes entregou ferramentas para que conseguissem iniciar o desbravamento de algumas terras. Dois anos após a chegada dos portugueses, os índios invadiram e destruíram a colônia firmada em Porto Seguro. Após este ataque, o Brasil permaneceu até 1530 sem receber novas pessoas intencionadas em residir ali.

No ano de 1530, Dom João III, rei de Portugal da época, enviou Martim Afonso de Souza ao Brasil para explorar seu território em busca de minerais e ainda fazer demarcações estratégicas no território de modo que beneficiasse a extração dos minerais. Com total autonomia dada pelo rei, Martim Afonso designava autoridades e distribuía terras para aqueles que se comprometiam a realizar a missão determinada pelo rei. Quase todo o litoral foi explorado por Martim Afonso e suas expedições.

No litoral paulista foram firmados os primeiros povoados do país, onde as primeiras plantações de cana-de-açúcar foram formadas, além dos primeiros engenhos.

Fonte: marechalrondon.wikispaces.com

Colonização do Brasil

O descobrimento do Brasil, como costumamos dizer, foi um acaso no caminho dos Portugueses, que foram lançados ao mar com o intuito de chegarem as índias e conquistar novas terras comerciais no Oriente, que era tida como a principal área de fluxo comercial da Europa. Descobrir uma nova nação, a princípio, não foi algo de grande interesse para a Coroa Portuguesa, que ainda não tinha ideia de toda riqueza existente em solo brasileiro.

Quando pisaram na nova terra, os portugueses encontraram os habitantes desta vasta terra, os indígenas  o que de certa forma acaba modificando um pouco o sentido da palavra “Descobrimento”, pois a terra recém-descoberta já era habitada. Por isso muitos historiadores acham mais correto fala que houve uma colonização portuguesa do que um descobrimento propriamente dito, pois tal afirmação estaria apagando a história daqueles indígenas que por muito tempo foram os verdadeiros donos da terra.

A colonização inicialmente teve as seguintes características:

  1. Civilizar
  2. Exterminar
  3. Explorar
  4. Povoar
  5. Conquistar
  6. Dominar.

Os três primeiros termos tem relação com a relação entre colonizador e colonizado. Mostra a forma como os portugueses trataram aqueles que deveriam ser tidos como os donos da terra, mas que de uma forma ou outra passaram a ser meros empregados, que faziam serviços para os colonizadores em troca de bugigangas. Eles se achavam uma raça superior, e tratavam os indígenas com descaso, tentando impor sua cultura, exterminando aqueles que achavam que não serviriam para seus objetivos e explorando o trabalho deles, que eram fortes e sadios. Anos depois o negro-africano era inserido nas terras brasileiras como escravo, vindo a se tornar a mão-de-obra principal dos europeus, em sua exploração.

Os três últimos termos diziam respeito à questão territorial, a exploração que aquele território sofreria e ao povoamento que faria com que todas as outras nações do mundo soubessem que aquela terra era pertencente a Coroa Portuguesa.

1500 à 1530 – O lento processo de Colonização

Os trinta primeiros anos da colonização foi um processo lento, pouca coisa foi feita pela Coroa Portuguesa no novo território. Em 1501 Gaspar de Lemos chefiou uma expedição no território brasileiro, e em 1503 Gonçalo Coelho chefiou uma outra expedição.

Entre seus objetivos estavam:

Dar nomes a algumas localidades no litoral;

Construir algumas feitorias;

Confirmar a existência de pau-brasil.

Com o descobrimento de uma boa quantidade de pau-brasil nas regiões litorâneas brasileiras, os primeiros trintas anos da colonização eram mais centrados na exploração da madeira. Os portugueses contavam com a ajuda dos indígenas para a derrubada e o armazenamento, que davam sua mão de obra em troca de produtos e utensílios.

No ano de 1516, Dom Emanuel I, rei de Portugal, enviou vários rumo a nova terra para iniciar um povoamento. Eles se instalaram em Porto Seguro, a princípio, mas os indígenas trataram de expulsá-los rapidamente. Até o ano de 1530 este povoamento foi bastante simples, apenas em 1531, com a ameaça de uma invasão da Holanda, França e Inglaterra no território brasileiro, o monarca português Dom João III nomeou Martim Afonso de Souza como Capitão-mor da esquadra e das terras coloniais, enviando-o ao Brasil com o intuito de efetivar a exploração mineral e vegetal da região e a distribuição das sesmarias.

O início do povoamento do Brasil

Em 1532, Martim Afonso de Souza fundou os primeiros povoados do Brasil, as Vilas de São Vicente e Piratininga, que atualmente é a cidade de São Paulo, no litoral do estado de São Paulo. O capitão-mor utilizou as terras do litoral paulista para desenvolver o plantio de cana-de-açúcar.

Entre os anos de 1534 e 1536, o território brasileiro foi dividido em quatorze faixas de terras que receberam o nome de capitânias hereditárias, ou donatarias.

Essas terras, que iam do litoral em direção ao interior, foram doadas a capitães-donatários, que eram comerciantes, fidalgos e funcionários pertencentes à burguesia e a pequena nobreza, e tinham como compromisso promover o povoamento e exploração em troca da concessão das grandes propriedades e de direitos e privilégios.

A partir da união dos brancos europeus, os indígenas e os negros africanos, formou-se uma forte mistura racial que viria a formar a sociedade colonial. Era uma raça heterogênea, uma mistura que formaria o que hoje conhecemos como o povo brasileiro. Porém, mesmo com essa interrelação, o que valia era o fator financeiro, que era dominada pela cultura elitizada dos brancos. Para eles os índios eram selvagens primitivos, e os negros, eram seres impuros, desprezíveis e de baixa capacidade intelectual, praticamente animais.

Fonte: www.estudopratico.com.br

Colonização do Brasil

A colonização da América, e consequentemente do Brasil, foi uma das marcas da expansão capitalista no início da Idade Moderna, caracterizada pela política mercantilista como meio para a acumulação capitalista na Europa.

A burguesia ascendente, utilizou-se de um Estado centralizado para executar seus interesses mercantis, ao mesmo tempo em que buscava diminuir as influências da nobreza e do clero sobre as definições econômicas.

A COLONIZAÇÃO DO BRASIL

A colonização do Brasil iniciou-se na década de 30 do século XVI, através da instalação na colônia, da agromanufatura do açúcar. Desde o início da colonização, a produção colonial voltou-se para os interesses metropolitanos e desta forma, outras atividades econômicas foram marginalizadas. O latifúndio monocultor, apoiado no trabalho escravo africano formou a base do Antigo Sistema Colonial. Na verdade, o primeiro nível de acumulação de capitais fazia-se com o tráfico de escravos, responsável por grande lucro para Portugal, já percebido antes do início da colonização brasileira.

No entanto, apesar de definidas as atividades economicamente rentáveis, o desenvolvimento do engenho exigiu atividades complementares, consideradas secundárias, porém fundamentais, sem as quais seria impossível a produção açucareira. Nesse sentido destacaram-se duas atividades: a pecuária e a agricultura de subsistência.

A PECUÁRIA NORDESTINA

As primeiras cabeças a chegarem no Brasil vieram das Ilhas de Cabo Verde, em 1534, para a capitania de São Vicente. Em 1550, Tomé de Sousa mandou uma caravela a Cabo Verde para trazer um novo carregamento, desta vez para Salvador. Da capital da colônia o gado dispersou-se em direção a Pernambuco e daí para o nordeste, principalmente Maranhão e Piauí.

Como a atividade canavieira se desenvolveu no nordeste, a atividade pecuarista também nesta região se concentrou, em terras do interior, reservando a zona litorânea á cana-de-açúcar.

Dessa maneira a atividade criatória cumpriu um duplo papel: complementar a economia do açúcar e iniciar a penetração, conquista e povoamento do interior do Brasil, principalmente do sertão nordestino.

No entanto esse processo não ocorreu de imediato. Num primeiro momento o gado foi criado no próprio engenho, sendo utilizado como força de tração e alimento. O senhor de engenho era o dono dos animais.

Com o correr do tempo, a exigência cada vez maior de terras para o cultivo da cana-de-açúcar expulsou a boiada dos limites da área agrícola. Iniciou-se então uma segunda etapa, na qual existia uma nítida delimitação entre dois tipos de atividade, a agricultura e a pecuária, embora seguissem ainda vizinhos e interdependentes.

A partir do início do século XVII a atividade criatória torna-se mais independente, ocupa terras cada vez mais para o interior, pois o desenvolvimento dos rebanhos exige grandes extensões de terras para as pastagens. Os rebanhos se destinam ao mercado interno, principalmente aos engenhos, porém se tornam atividades separadas, e as feiras de gado tornam-se o elo de ligação entre ambos interesses. A primeira feira realizou-se na Bahia em 1614. É nesse momento que a pecuária pode ser vista como um fator de povoamento do interior.

Desde o século XVII, até meados do século XVIII a pecuária ocupou diversas regiões do interior do nordeste, tendo como centros de irradiação as capitanias da Bahia, onde o gado ocupou terras do "sertão de dentro" e de Pernambuco, ocupando as terras do "sertão de fora", sempre através dos rios, ao longo dos quais desenvolveram-se os currais. Diversos rios serviram como canais de integração entre o litoral, onde se concentrava a maioria da população da colônia e as novas terras ocupadas, abrangendo as regiões do Ceará, Piauí e Maranhão, para aqueles que partiam da Bahia, e as terras da Paraíba, e Rio Grande do Norte

O ELEMENTO SOCIAL

É importante lembrar que aqui surge a figura do vaqueiro, que se apresenta como um elemento a mais, na pouco complexa sociedade colonial.

Tratava-se de homens livres, não-proprietários de terras, que se encarregavam das boiadas, quase sempre pelo sistema de "partilha", recebendo certo número de reses, como pagamento pelo serviço prestado aos donos do rebanho - em geral o acordo era feito na base de um quarto do número total de cabeças, após cinco anos de serviço; eram ajudados por dez ou doze outros homens, conhecidos por "fábricas", que receiam um pequeno salário anual.

Esses homens, rudes e duros, muitas vezes escravos fugidos das fazendas do litoral, foram os verdadeiros conquistadores do sertão, abrindo caminhos, fundando povoações e ocupando áreas antes totalmente virgens da presença dos colonizadores.

" É preciso reconhecer, entretanto, que a penetração do gado e dos vaqueiros nos sertões do Nordeste nem sempre se verificou de maneira pacífica. Na Bahia, por exemplo, houve um enorme levante dos índios janduís e paiacus durante as últimas décadas do século XVII, obrigando o Governo-geral a solicitar a ajuda de bandeirantes vicentinos (os "sertanistas de contrato") afeitos desde há muito à guerra e à caça ao índio. Em socorro aos vaqueiros baianos vieram experimentados apresadores de indígenas, como Estêvão Parente, Domingos Barbosa, Brás Arzão, Domingos Jorge Velho, Cardoso de Almeida e outros, que foram empregados na repressão à chamada "Guerra dos Bárbaros" ou "Confederação dos Cariris".

Muitos dos paulistas empregados nas guerras do norte não tornaram mais a São Paulo e preferiram a vida de grandes proprietários nas terras adquiridas por suas armas: de bandeirantes, isto é, despovoadores, passaram a conquistadores, formando estabelecimentos fixos.

A pecuária do nordeste, que em princípio destinava-se a desempenhar o papel de atividade complementar à economia açucareira, de setor fornecedor de alimento e força de tração aos engenhos, ganhou considerável impulso com a descoberta do ouro das Gerais, nos fins do século XVII.

Fonte: www.historianet.com.br

Colonização do Brasil

A COLONIZAÇÃO PORTUGUESA

Os primeiros trinta anos do domínio português no Brasil ( 1500-1530) é chamado de período pré–colonial,pois o governo português não traçou um plano de ocupação, limitou-se apenas a defendê-la contra invasões, principalmente francesas. O interesse pelo pau-brasil. A extração do pau-brasil foi predatória , utilizando-se mão de obra indígena, com retribuição de presentes, (escambo).

Em 1530, preocupado em perder as terras para os franceses e o fracasso com o comércio oriental, a Coroa portuguesa decidiu pela ocupação das terras brasileiras.

A organização na forma de Capitanias Hereditárias: o território foi dividido em lotes e concedidos a pessoas interessadas e com recursos próprios.

Dois documentos regiam o sistema: as Cartas de Doação e os Forais. A Carta de Doação é o documento hábil de posse e os poderes a ele concedido. O Foral determinava os direitos e deveres dos donatários. O efeitos foram satisfatórios e apenas duas prosperaram (Pernambuco e São Vicente ).

O Governo Geral (1549-1553) – Tomé de Sousa, a vinda dos jesuítas e criação do primeiro bispado.

A consolidação do governo geral (1553-1558) Duarte da Costa A Base Econômica da Colonização. O açúcar. Os portugueses não encontraram de início metais preciosos e optaram pela colonização a base agrícola devido suas experiências nas ilhas do Atlântico (Açores e Cabo Verde). O açúcar é de origem indiana, foi introduzido na Europa e chegou a ser produzido na Sicília São Vicente foi a primeira capitania onde se fez cultivo da cana, mas o Nordeste foi a região que mais se destacou na empresa do açúcar.

Os fatores que determinaram o êxito da empresa são: o interesse do mercado externo; a experiência dos Portugueses; a qualidade dos solos e as condições climáticas; a participação holandesa, através do financiamento, refino e distribuição na Europa.

A forma de ocupação da terra: a grande propriedade (sesmarias- tinha em média entre 6 e 24 km). O engenho como unidade produtora.

Produzia além o açúcar tudo mais do que necessitava, havia dois tipos de engenho: os engenhos reais, movidos à água e os trapiches, utilizavam tração animal.

O engenho era composto: casa-grande, senzala, casa do engenho e capela. Um engenho de porte médio contava com cinqüenta escravos, os grandes com centenas . As terras do engenho eram formadas pôr canaviais, pastagens e áreas dedicadas ao cultivo de alimentos.

A especialização da economia: a monocultura, cujo caráter era extensivo, incorporação de novas terras e não pela melhoria técnica. Ao mesmo tempo desenvolvia-se a pecuária, que se tornou uma atividade independente do engenho, interiorizando o processo colonização. O povoamento e colonização do Brasil começou com a ocupação do litoral mediante á expansão da cultura açucareira

Fonte: www.cepa.if.usp.br

Colonização do Brasil

A Contribuição dos Portugueses na Colonização do Brasil

A experiência portuguesa no processo de colonização do Brasil

Os colonizadores que chegaram ao Brasil a partir do século XVI possuíam uma cultura e se pautavam na cultura portuguesa, com suas leis, tradições, família e uma religião oficial. Na colônia pelo modo de produção desenvolveram lavouras de cana e produziram em seus engenhos o açúcar através do trabalho escravo.A cultura portuguesa que havia lhe proporcionado as Grandes Navegações e os descobrimentos lhes concedera o Brasil para colonização, portanto os senhores de engenho possuíam um padrão cultural, uma enraizada cultura reinícola. Porém muitos colonizadores a fim de atender seus próprios interesses desconsideravam alguns aspectos da sua cultura oficial, tornando-se preocupação e alvo da justiça da coroa, das ações dos donatários de capitanias, intervenção da igreja e dos senhores de engenho. Todavia é importante ressaltar que a cultura portuguesa mesmo com alguns desvios tinha uma grande predominância, abrangendo o viver diário da colônia.

A identidade portuguesa pode ser assim definida: os portugueses eram sobretudo católicos, eram europeus, vassalos do rei ou de um senhor, eclesiásticos, etc.

Com uma cultura de personalidade, atribuíam grande valor a pessoa humana e a autonomia de cada um, eram portadores de uma característica peculiar.Devido a influencia da cultura portuguesa em especial na vida dos senhores do engenho pode-se afirmar que a cultura portuguesa possuía uma amplitude no desempenho do papel social. A sociedade colonial dava grande importância nos hábitos sociais, políticos e culturais.

A relação dos portugueses com os habitantes da terra (índios) e os escravos

No processo de colonização do Brasil os portugueses não estavam sozinhos, tiveram que se relacionar com os indígenas e também com os africanos que os próprios portugueses trouxeram.O relacionamento com estes povos provocou alterações na cultura dos primeiros colonizadores, as modificações não sugiram da noite pro dia, foi necessário transcorrer um período de mudanças sociais.O modo de ser dos colonizadores era hegemonicamente fundado na cultura portuguesa, esses vieram para o Brasil determinado a trabalhar no cultivo da lavoura de cana, suas maiores preocupações eram se enriquecer e enobrecer.Porém esses colonizadores não vieram dispostos a usar de sua própria força de trabalho, sendo assim tentaram escravizar os índios, mas estes demonstraram resistência ao trabalho, mostrando-se maus trabalhadores, devido a isto, de não se adaptarem a cultura dos portugueses, estes por sua vez substituíram os índios pelos negros para realizarem o trabalho braçal.Em Portugal os africanos eram responsáveis por quase todo o tipo de trabalho, muitas das atividades especializadas acabaram sendo realizadas pelo braço escravo. Os portugueses estavam admirados com os africanos, pois provinham de culturas em que trabalhos com ferro, gado e outras atividades úteis para a lavoura açucareira eram praticados, especialmente os congoleses, que não sabiam a arte da escrita, mas eram considerados os povos mais avançados da raça negra.A maior parte dos escravos traficados para o Brasil provinha da costa ocidental da África, e era referido pelos colonizadores como “escravos da Guiné”, só a partir de 1550 que prevaleceram o embarque de africanos das regiões de Angola e do Congo. 

 Aspiração pela Nobreza

Para os portugueses a busca pela nobreza era algo natural, pois essa condição oferecia poder e privilégios, no entanto nobreza em Portugal dos séculos XVI e XVII era entendida como transmissível pelo sangue ou proveniente da reputação ou fama que certas atividades sociais proporcionavam.Existia a possibilidade de mobilidade social, mesmo para o estado do povo, através das categorias profissionais os cidadãos podiam ascender a um novo estado. Essas aspirações eram algo muito presente na sociedade portuguesa, pois, com esse estatuto diferenciador podiam obter isenções fiscais, regime especial de prova, prisão domiciliar e formas de tratamento diferenciadas.Apesar de acontecerem mudanças no pensamento social europeu, com os novos descobrimentos e a Reforma Protestante, essas classificações sociais fundamentadas na tradição perduraram em Portugal.Mesmo que o rei concedesse armas e brasões para as pessoas que não tivessem os títulos correspondentes, a nobreza continuava a ser vista como uma virtude essencialmente natural e quaisquer alterações radicais feitas pelo rei nesse pensamento eram mal recebidas.

 Poderes Informais

Na sociedade Portuguesa, as relações sociais como: amizade, serviço e clientela, eram considerados por eles de grande valor, fato este, para se obter benefícios e proteção. Consequentemente essas relações iriam auxiliar em suas praticas corporativistas. Nas diferentes relações sociais da sociedade portuguesa, os poderes informais, ligados ao vinculo familiar, possuíam grande influencia e não eram nada desprezíveis.

Portanto, questões institucionais ou jurídicas tinham por vista se misturarem e estarem em comum com outras relações paralelas baseadas em critérios, tais como: parentesco, amizade, fidelidade, honra e serviço.

Senhores de Engenho

Ser senhor de engenho no Brasil não era atividade simples e para qualquer um. Apesar de ser um sonho de boa parte dos colonos, esse ideal mantinha-se, desde o princípio da colonização, até o final de século XVII.André João Antonil era escritor, e, em seu livro “Cultura e Opulência do Brasil”, ele descreve as longas atividades e as relações sociais do engenho e de seu senhor. Ele revela que ser senhor de engenho não é para quem quer, mas, para quem tem  “cabedal e governo”.O título de senhor de engenho a que muitos desejam, tornava o homem mais respeitado, servido e obedecido por todos.No Brasil o sonho de conquistar o título de nobreza pelos colonizadores não foi atingido, pois a Coroa Portuguesa  regulamentava a autorização dessas honrarias para os colonizadores e até mesmo para os senhores de engenho. Mesmo não alcançando o título de nobreza e os privilégios senhoriais que eram concedidos aos senhores de capitanias, os senhores de engenho não abriram mão do ideal de viver nobremente na colônia.Os senhores de engenhos possuíam poder dentro de suas terras, e construíam relações que acrescentava e reforçava os seus poderes e influências, através de participações no esforço de segurança, milícia, havia também outros meios sutis como, uma política de casamentos que visava benefícios as famílias envolvidas. Através do casamento e do compadrio era possível trazer para as suas relações funcionários que ocupavam postos importantes da administração da Coroa. No entanto esta estratégia de casamento não agradava ao Concílio de Trento, que defendia  a liberdade de escolha dos noivos.Com todas estas ações os senhores de engenhos foram dominando a vida social e administrativa da Colônia.Faltava à sociedade colonial, mecanismos de interlocução que possibilitasse a defesa de seus interesses junto à metrópole.Na época de Duarte Coelho senhor das capitanias hereditárias de Pernambuco, o estabelecimento do Regimento de Tomé de Sousa, representou uma ameaça aos privilégios dos senhores de engenhos  e lavradores de sua capitania. Como Duarte Coelho mantinha acesso  direto a D. João  III, o problema foi superado, mas, ainda corria-se o risco da perda de privilégios. Tomé de Sousa  e o padre Manoel da Nóbrega sugeriram ao rei a retomada de direitos em todas as capitanias.Quando a Assembléia dos Três Estados se reunia, o que era acontecia somente quando era da vontade do rei, os representantes das colônias não participavam dessas reuniões. Havia chance de encaminhar petições à Coroa, mas a falta de interesse da administração e a política de interesses da acessoria de gabinete acabavam influenciando mais. Impossibilitados pela distância da metrópole e pela falta de representações que lhes possibilitassem influir na política, restava aos colonos somente à utilização dos “poderes informais”, e até ao suborno.Os senhores de engenhos que se destacavam como representantes dos grupos de interesses da colônia exerciam uma constante pressão sobre os funcionários da administração da Coroa, quanto à imposição da lei.As estratégias de casamentos, compadrio e atração de figuras importantes da administração da Coroa para as famílias locais, tem o mesmo significado da prática da cultura portuguesa, conhecida como os poderes informais. Os colonos que se encontravam afastados dos recursos da metrópole, da parentela e de amigos influentes do reino, sabiam das facilidades que os poderes informais proporcionavam. Por isso faziam o possível para atrair os amigos mais influentes para o seu convívio íntimo.Essas relações sociais fundadas no parentesco, na amizade e no compadrio tornaram-se uma realidade na cultura dos senhores de engenho e de outros colonizadores portugueses, e era algo perfeitamente natural e aceito sem restrições para a época.  

O significado da família na cultura portuguesa

No Brasil Colônia, nos séculos XVI e XVII, a família detinha grande importância, sendo esta direcionada pela tradição.

Na sociedade portuguesa, a família correspondia às pessoas que viviam sobre o mesmo teto, ou seja, os integrantes que compõe uma família: pai, mãe, filhos e até mesmo os domésticos. Também era comum, as elites de Portugal fazerem uso do termo família para se referirem aos escravos, e não ao seus filhos. A família podia também, ser compreendida pela descendência, pela hereditariedade, onde se inicia com um elemento principal que vai se multiplicando, isto é, se estendendo através de seus descendentes (filho, netos, e outros), construindo assim, uma família.Os portugueses mantinham a convicção de que os pais continuavam através de seus filhos e que por isso, o amor que sentiam por seus filhos era considerado um sentimento superior a todos os demais.Portanto, nota-se que a família na sociedade portuguesa possuía significados amplos, podendo abranger tanto seus descendentes como os criados, escravos e até mesmo os seus bens. Era uma sociedade patriarcal, em que o senhor de engenho era a autoridade máxima da casa, e todos deviam lhe obedecer.O processo de colonização do Brasil se estendeu através das capitanias hereditárias, em que se destaca a capitania de Pernambuco, que foi doada a Duarte Coelho. Sua família pertencia à nobreza rural da região de Entre Douro e Minho. Duarte Coelho antes de sua vinda ao Brasil realizou importantes serviços para a Coroa Portuguesa, e também chefiou uma armada no litoral africano. Tanto Duarte Coelho como os outros colonizadores possuíam uma experiência cultural, no entanto, ao estabelecerem contatos com os outros povos que aqui viviam tanto transformaram como também foram transformados, ocorrendo mudanças em suas relações sociais, onde paralelamente atuaram como elemento principal dessas relações.  O Primeiro Reinado

Em 1959 foi estabelecido o primeiro governo geral do Brasil e a primeira ordem religiosa, a Companhia de Jesus, tendo como superior da ordem o padre Manoel da Nóbrega. Um de seus primeiros feitos foi a criação do colégio da Bahia, onde a educação era gratuita e para brancos, pardos, mestiços ou escravos sem distinção. No final do século XVII houve um conflito social no Brasil, especificamente no colégio da Companhia de Jesus da Bahia, pela falta de perseverança e maus costumes, a sociedade passou a não tolerar mais a presença dos afro-brasileiros na escola, e eles não foram mais admitidos nas ordens que haviam se estabelecido no Brasil.

Os excluídos apelaram para o El-Rei e para o padre geral, ambos respondem encaminhando uma carta ao governador, admitindo a presença deles nas ordens, porem o governador apresentou sua resposta com determinados pontos de que: foram excluídos pelos ricos que provocaram constantemente com os filhos dos brancos; porque estes não queriam estar onde eles estivessem; porque admitidos ao sacerdócio, e tendo, por outro lado, letras não se davam a ofícios úteis e transformavam-se em’’ vadios’’; Porém, a exclusão só se devia manter nas escolas superiores, nas elementares de ler, escrever, contar e doutrinar, se admitiam sempre, e continuariam a admitir.Essa resposta dada pelo governador não mudara a questão dos excluídos. O direito da educação era um privilegio garantido somente aos primeiros, nem mesmo a primeira república teve êxito em solucionar os problemas educacionais, só se preocupou com a mudança de um regime.     

Conclusão

A experiência portuguesa no processo de colonização do Brasil traz alguns feito e ações que até o dia de hoje torna-se a repetir. São comportamentos que por muitos adquiridos, prejudicam o bom relacionamento social e o desenvolvimento de nossa sociedade.

Tais relações sociais como: amizade, família e serviços, que eram considerados por aquela cultura como vínculos que lhes traziam privilégios foram aos poucos e através de algumas ações diminuindo sua importância vital em meio à sociedade. De fato torna-se importante conhecer as diversas relações sociais desenvolvidas até os nossos dias.

Aline Jenifer Cantador
Edinéia Viana
Fernanda Oga
Geice Mara
Luciane Marcelino
Patrícia Parmezan
Tatiele Rodrigues

Fonte: www.mundofilosofico.com.br

Colonização do Brasil

A Colonização do Brasil é o nome do processo de exploração e dominação realizado pelos portugueses a partir do século XVI nas atuais terras brasileiras.

Tem início com a chegada dos colonizadores à nova terra, habitada por numerosas nações indígenas.

Estes indígenas teriam sido os primeiros colonizadores (no sentido de que se propagaram pelo território). Sua origem ainda não foi plenamente esclarecida, mas a opinião mais aceita é de que descenderiam de antigas raças da asiáticas e da Oceania que teriam chegado à América pelo estreito de Behring ou pela navegação.

A princípio os portugueses acreditavam que os índios pertenciam ao mesmo grupo racial.

Após algum tempo, percebeu-se que havia diferenças significativas: os grupos tupis eram mais cultos e falavam uma mesma lingua. Os tapuias habitavam o interior.

Hoje se diz que os índios do Brasil podiam ser divididos em quatro grande grupos étnicos: os tupi-guaranis, os tapuias (ou Jês), os nu-aruaques e os caraíbas.

Todas estas nações indígenas, embora não tivessem culturas adiantadas como as das civilizações do México, da Bolívia e do Peru e não opusessem ao colonizador português a resistência que essas haviam oposto ao espanhol, deixaram como legado milhares de novas palavras ao vocabulário da língua portuguesa hoje falada no Brasil.

Muitos topônimos são originários da língua dos índios: os nomes de vários Estados (Amapá, Ceará, Pará, Paraná, Pernambuco, Piauí), de numerosas cidades (Caraguatatuba, Carapicuíba, Embu, Itamarandiba, Itaquaquecetuba, Paranapiacaba etc.), de acidentes geográficos (Anhangabaú, Itapeva, Urubuqueçaba, Itacolomi) e de animais (jaguatirica, urubu, tapir, siriema, jacutinga) tem como origem a cultura indígena, provando sua força.

Causas da expansão da colonização do Brasil

Vasco da Gama explorou as costas do Oceano Índico, abrindo as portas do Oriente à colonização portuguesa. Com o objetivo de obter a hegemonia comercial na região, os portugueses entraram em luta com os mercadores árabes, os antigos senhores dos mares, conseguindo infligir-lhes sérias derrotas. Calecute, Egito e Veneza uniram-se contra Portugal, porém esta aliança foi derrotada em 1509.

Em 1510 Afonso de Albuquerque conquistou Goa, na Índia, que logo se transformou na principal possessão portuguesa na Índia. O controle português das rotas marítimas entre o oceano Índico e o mar Mediterrâneo foi assegurado com a tomada da ilha de Socotorá e da cidade de Ormuz.

Ao Sião e às ilhas de Sumatra e Java foi posteriormente imposto o protetorado português, com o domínio na região de Malaca na península da Malásia. Com tal domínio, os exploradores portugueses puderam chegar às ilhas de Sonda, à China e ao Japão. Portugal passou a ter um controle tão grande do Índico que era necessário a quem quisesse atravessá-lo solicitar um salvo-conduto às autoridades portuguesas.

As conquistas no Oriente, somadas à existência dos entrepostos comerciais da África, fizeram nascer o primeiro grande império colonial da Europa moderna, que se estendia por 20.000 Km de costas, do cabo Bojador, no Atlântico, às ilhas Molucas, no Pacífico.

Ineficaz, porém, foi a forma do monopólio da exploração do império.

Em vez de povoar os territórios, Portugal se impunha militarmente: para manter a logística, dispendia boa parte do que lucrava com o comércio das especiarias, sobretudo a pimenta.

Como se isso não bastasse, a concorrência começou a crescer com a entrada no comércio dos espanhóis, franceses, ingleses e holandeses atraídos pelos lucros obtidos com a revenda das especiarias na Europa.

Desta forma, por volta de 1550 já se encontravam decadentes as estruturas coloniais portuguesas na Ásia e na África. Era hora de Portugal voltar-se para o Brasil.

A pré-colonização européia

No início, houve poucos pontos de ocupação espalhados pela extensa costa do Brasil, entre os pontos extremos determinados pelo meridiano do Tratado de Tordesilhas (1494).

Portugal não se interessou pelo Brasil de início, pois estava no auge o interesse pelo comércio de especiarias após a expedição em que Vasco da Gama descobrira o caminho para as Índias. Os portugueses tinham vindo atrás de riquezas minerais, mas o principal tesouro que encontraram seria o pau-brasil (Caesalpinia echinata), árvore em relativa abundância em largas faixas da costa. Do cerne avermelhado da madeira se extraía uma substância corante, usada para tingir tecidos. A madeira, dada sua grande resistência, era usada para mobiliário e na construção de navios. Como não descobriram ouro no Brasil e o comércio do pau-brasil rendia muito menos do que a pimenta e a noz-moscada, o interesse de Portugal limitou-se ao envio de algumas expedições.

Até 1530 a intervenção de Portugal resumiu-se ao envio de algumas esquadras para verificação da costa, à exploração comercial do pau-brasil, fundando-se feitorias, estabelecimentos efêmeros onde se armazenava o pau brasil até a chegada da próxima frota. Eram atacadas por barcos franceses e por índios.

No início, vinham apenas homens portugueses para o Brasil, o que provocou grande miscigenação, formando-se casais inter-étnicos (portugueses-índias). A segunda geração, seus filhos mamelucos, conheciam a língua nativa e tinham outras facilidades de relacionamento. Alguns se tornaram famosos bandeirantes como Francisco Dias Velho, por exemplo, o fundador da povoação que deu origem à Vila de Nossa Senhora do Desterro , bisneto de uma tapuia.

Entre os portugueses que formaram família no Brasil destacaram-se no início da colonização Diogo Álvares Correia, o "Caramuru", e João Ramalho.

Caramuru viveu na Bahia, em cuja costa havia naufragado o navio em que viajava em 1510, até a sua morte, em 1557, sendo respeitado pelos Tupinambás.

Tinha várias mulheres , como costume entre os índios, entre as quais Paraguaçu, filha de um chefe guerreiro ou cacique. Com ela teve muitos filhos; duas filhas se casaram com espanhóis, moradores na região.

De João Ramalho, não se sabe se seria náufrago, degredado, desertor ou simples aventureiro. Desde 1508 convivia com os índios Guaianases, na região onde mais tarde seria fundada São Vicente. Casou-se com Bartira, também filha de um chefe guerreiro. Bartira e João Ramalho tiveram tantos filhos e filhas que estão presentes na genealogia de todas as antigas famílias paulistas.

O início da colonização européia

Diz-se que é a partir de 1516 que se inicia, realmente, a colonização, com a ordem de D. Manuel I de distribuir, gratuitamente, machados e enxadas aos portugueses dispostos a povoar o Brasil. Em 1518, porém, os índios exterminariam a colônia em Porto Seguro, atacando a igreja e, em seguida, a feitoria. Alguns historiadores situam o início da colonização por volta de 1530, quando começou a cultura da cana-de-açúcar e a instalação de engenhos para a fabricação do açúcar.

Mas a implantação deste esquema exigia atividades complementares, secundárias porém fundamentais para a produção açucareira: a pecuária e a agricultura de subsistência.

Antonil comenta, em sua obra de 1710, «Cultura e Opulência do Brasil por suas drogas e minas»: Quem chamou as officinas em que se fabrica o assucar, engenhos, acertou verdadeiramente no nome. Porque quem quer que as vê, e considera com reflexão que merecem, he obrigado a confessar que são huns dos principaes partos, e invenções do engenho humano, o qual como pequena porção do Divino, sempre se mostra no seu modo de obrar, admirável. (...)

O ser senhor de engenho, he titulo, a que muitos aspirão, porque traz consigo, o ser servido, obedecido e respeitado de muitos.» (na grafia original).

A cultura do açúcar incidiu primeiramente sobre o século da descoberta e sobre o início do século XVII, mas influenciou o Brasil durante quatro séculos. Até as grandes descobertas dos ibéricos, o açúcar era produto de farmácia, caro, ao alcance de poucos, presente oferecido em porções diminutas. Já no século XV Portugal o obtinha de canaviais plantados na Ilha da Madeira, Açores, São Tomé. Sua demanda pela Europa o foi fator que estimulou a ocupação da costa brasileira e a imediata criação de áreas produtoras, inicialmente situadas no Recôncavo baiano e na Zona da Mata pernambucana. As mudas vieram da Madeira com as primeiras expedições e se espalharam pelo litoral. Plantou-se cana de açúcar em todas as capitanias hereditárias mas Pernambuco foi onde deu certo!

Já as primeiras cabeças de gado vieram do arquipélago de Cabo Verde, em 1534, para a capitania de São Vicente. Em 1550 Tomé de Sousa mandou uma caravela a Cabo Verde trazer um novo carregamento, desta vez para Salvador. Da cidade, o gado começou a espalhar-se rumo a Pernambuco e para o nordeste e o norte, principalmente Maranhão e Piauí.

A interiorização da ocupação

O reconhecimento do interior da terra, descoberta há poucas décadas, começou a ser feito pelas entradas e bandeiras. Havia interesse em descobrir o ouro, a terra do Eldorado, ou diamantes como na India, e prata como nas minas do Potosí, na atual Bolívia. O sonho das riquezas estimulou a penetração, e foram surgindo arraiais. Estudamos na escola que as entradas eram penetrações organizadas pelos governadores e contavam portanto não seu incentivo, eram pagas pelo Rei. As principais saíram da Capitania de S. Vicente e destinavam-se a prender índios para escravizá-los (dizia-se prear carijós) e buscar os metais preciosos - ouro e prata - tão abundantes nas zonas de colonização espanhola como México, Peru, Bolívia...

Os vicentinos aproveitaram o fato de os rios do planalto sul do Brasil correrem para o interior e desceram por eles rumo ao interior, às bacias dos rios Paraná e Paraguai e Uruguai, penetrando regiões que teoricamente pertenciam à Espanha, onde os jesuítas aldeavam os índios, ou bugres, em aldeias a que chamavam reduções. Já os encontravam reunidos, catequizados, eram presa mais cobiçada!

Outros rumaram pelo que se chamava o sertão dos Cuietés, subindo serranias, padecendo de seus esforços brutais, na terra que hoje é Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso. Demoravam anos em pesquisas, alguns enlouqueciam mesmo, sem conseguir voltar a sua vida normal, alucinados com a febre do ouro, das esmeraldas, dos diamantes. Como tinham que plantar para comer, onde permaneciam meses deixaram o núcleo dos ajuntamentos que se transformaram em aldeias, vilas, cidades.

Já as bandeiras eram expedições financiadas por comerciantes, fazendeiros, traficantes de bugres. Juntavam-se aventureiros e mamelucos paulistas, partiam sob a chefia de algum homem das velhas famílias indigenizadas de São Paulo, Camargo, Pires, Pais Leme ou Bueno da Silva, deixando gerir seus negócios costumeiros suas valentes mulheres, as verdadeiras matronas. Passavam anos no mato, formavam famílias novas com as carijós da terra, fundavam arraiais onde plantavam milho, escalavam os picos da terrível serra da Mantiqueira, passavam fome e frio, tudo isso para trazer fieiras de índios e, muito mais tarde, nos anos finais do século XVII, as primeiras pepitas de ouro recolhidas nos ribeirões do Carmo... Entraram para a história do Brasil como bandeirantes.

Século XVII

América do Sul em 1650. Note-se que as cidades indicadas o são a título indicativo, pois muitas não existiam na época.Desde 1578, quando o jovem rei de Portugal, D. Sebastião, morreu combatendo alguns potentados mouros no norte de África, na batalha de Alcácer-Quibir, o destino de Portugal estava entregue à Espanha. Assumiu de imediato a coroa seu tio-avô, o velho cardeal Dom Henrique que morreria dois anos depois em 1580. Por força de seu sangue português, palavras, armas e dinheiro, Filipe II, rei da Espanha e tio de D. Sebastião, foi aclamado rei de Portugal como Filipe I.

Pelo Juramento de Tomar, o rei espanhol concedeu em 20 de abril de 1581 certa autonomia a Portugal: mantinha o idioma, os cargos seriam atribuídos a funcionários portugueses.

Teve início então o período de 60 anos de domínio espanhol: Portugal (e o Brasil) herdaria os inimigos da Espanha, que não eram poucos: Inglaterra, França e as Províncias Unidas ou Holanda. Com a União Ibérica, surgiu o interesse dos Países Baixos em nossa terra, por isso o Nordeste foi invadido e dominado por tantas décadas. O assunto é mais estudado no capítulo Invasão Holandesa.

Curiosamente, durante quase um século, entre 1648 e fim da década de 1740, o Brasil dominou Angola, tomando o lugar de Portugal no controle da colônia e do tráfico de escravos. O domínio começou com o envio de uma armada, financiada por comerciantes brasileiros, para reconquistar Angola, então sob o domínio dos Países Baixos.

De 1641 até à altura da Restauração de Angola, em 1648, ficou o Brasil em difícil situação econômica devido à falta de renovação da mão-de-obra escrava, ocorrendo declínio da colonização , ao mesmo tempo que aumentava, de maneira notável, o progresso das regiões ocupadas pelos holandeses da Companhia das Índias Ocidentais comandados por Maurício de Nassau. Em virtude de sua privilegiada posição estratégica com litoral no Atlântico Sul, em frente de Angola, e pelas condições que ofereciam os seus portos, em particular a Bahia e o Rio de Janeiro, estava o Brasil em ótima situação para servir de ponto quase obrigatório de passagem das armadas que se dirigiam a Angola. Assim sucedia com as frotas comerciais, que iam ao Brasil e só dali alongavam a sua viagem até Angola. Duas armadas militares enviadas a Angola em 1645 tiveram na Bahia a sua base naval, o mesmo tendo acontecido à armada libertadora de 1648.

Quando Angola foi libertada dos holandeses, os negros dali idos , em número elevado, constituíam apreciável aglomerado social vinculado espiritualmente à sorte da sua terra-mãe, sendo de destacar, entre eles, Henrique Dias, o qual combateu valorosamente pelo estandarte real tanto no Brasil como em Angola. A História que se ensina nas escolas lusófonas ignora ou quase ignora que negros, mestiços e brancos colaboraram entusiasticamente na empresa "angolana", solidarizando-se na tarefa da libertação e reconquista de Angola e São Tomé e Príncipe.

Este fato tem relações próximas com o fato dos neerlandeses terem invadido Pernambuco. Esta invasão neerlandesa durou de 1624 a 1654. Em 1637, instalou-se em Pernambuco o conde Maurício de Nassau. Nassau percebeu que faltava mão-de-obra na região e deu-se conta também de que podia vir de Angola. Assim, reportou a Amsterdã que para manter o domínio sobre Pernambuco era preciso dominar Angola. Desta forma os neerlandeses a tomam, em 1641. O domínio neerlandês em Angola dura até cerca de 1648, quando os portugueses já têm Pernambuco praticamente de volta. Portugal autoriza a retomada de Angola, mas não envia tropas. Quem toma esta atitude são os comerciantes do Rio de Janeiro, que pagam uma armada para tomar Angola dos neerlandeses, que não impõem resistência. Estes já estavam perdendo o Nordeste, portanto Angola já não lhes interessava. Num dia a armada brasileira tomou Luanda. A partir de então todos os cargos importantes do governo passaram a ser ocupados por pessoal vindo do Brasil, desde o governador-geral até o bispo e o comandante militar. Isto durou por quase um século.

Expansão territorial

Costuma-se dizer que durante o século XVI, as povoações se concentravam no litoral, já que os colonos tinham medo da floresta e dos índios. Isso começou a mudar quando os jesuítas passaram a fundar missões no interior. A partir daí, a marcha em direção ao interior foi efetuada pelos bandeirantes e pelos criadores de gados. Aumentou consideravelmente a extensão do território, por ações de expedições militares do Governo para expulsar estrangeiros; jesuítas que fundaram aldeias para catequizar os índios e exploração econômica de riquezas naturais do sertão. bandeirantes que buscavam apresar índios no sertão, e acharam metais preciosos, e criadores de gado cujos rebanhos e fazendas foram sendo "empurrados" para o interior.

As principais expedições militares fundaram Filipéia de Nossa Senhora das Neves (1584), hoje João Pessoa; o forte dos Reis Magos (1597), hoje Natal; a Fortaleza de São Pedro (1613) hoje Fortaleza e o Forte do Presépio (1616) atual Belém.

A pecuária desempenhou grande papel na economia colonial pois fornecia à população carne, força motriz para os engenhos, couro com suas múltiplas utilidades e os animais de transporte para as zonas mineradoras. Representava um negócio interno e seus lucros foram diretamente incorporados pela colônia mesmo sendo atividade bastante rudimentar. Carta régia de 1701 proibiu a criação do gado numa faixa de 10 léguas a partir do litoral, já que ocuparia extensos pastos mais lucrativos se utilizados na cultura canavieira. Os sertões do nordeste são a área criatória mais antiga da colônia. A fase de ascensão da pecuária nordestina estendeu-se até o início do século XVII, até sua pratica extinção causada pelas brutais secas de 1791 e 1793. Nas campinas da região sul, a pecuária encontraria por seu lado condições altamente favoráveis.

Depois da união ibérica (1640), Portugal entrou em recessão com a concorrência que o açúcar das Antilhas fazia ao do Brasil, cujo preço caiu. O velho sonho de encontrar ouro foi retomado...

Datas importantes no século XVII

Algumas datas são importantes marcos na história da colonização no Brasil.

1603 - Publicação das Ordenações Filipinas em 11 de janeiro, promulgação dos primeiro Regimento das Minas em 16 de agosto.

1604 - Criação do Conselho das Índias e Conquistas Ultramarinas.

1605 - Inicio das medidas de controle sobre a permanência de estrangeiros em território português ultramarino, concessão de ampla liberdade aos índios, por provisão real de 5 de junho, construção do Forte de Santa Cruz no Rio de Janeiro.

1606 - Concessão à Santa Casa do Rio de Janeiro dos mesmos privilégios e provisões da Santa Casa de Lisboa.

1608 - Nova divisão do Brasil em duas administrações: norte e sul (incluindo Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Vicente). Foral da vila de Angra dos Santos Reis da Ilha Grande, Rio de Janeiro e criação da vila de Nossa Senhora da Conceição em Angra dos Reis, Rio de Janeiro.

1609 - Inicio do governo de Francisco de Souza, sediado no Rio. Criação do Tribunal da Relação do Brasil em Salvador, por resolução de 7 de março e Instalação do matadouro do Rio.

1612 - Reunificação administrativa do Brasil.

1615 - Elevação da vila (antiga feitoria) de Nossa Senhora da Assunção de Cabo Frio, construção do forte de São Mateus (ou Santo Inácio) próximo à ponta de Búzios, Cabo Frio, no Rio.

1616 - Tratado de paz entre Holanda e Portugal.

1617 - Provisão de Salvador Correia de Sá a seu filho Gonçalo Correia de Sá, ordenando a abertura do caminho da marinha para o rio Paraíba e exploração do sertão. Carta régia autoriza a todos os vassalos a exploração das minas descobertas no Brasil.

1618 - Inicio na Europa da Guerra dos Trinta Anos. Promulgado do segundo regimento das minas.

1619 - Estabelecimento da Venerável Ordem Terceira de São Francisco da Penitência no Rio.

1620 - Inicio do conflito entre jesuítas e o Santo Oficio.

1621 - Fundação da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais com privilégios comerciais na Africa e América. Inicio do reinado de Filipe III de Portugal (Filipe IV da Espanha), dinastia de Habsburgo. Divisão do Brasil em Estado do Brasil e estado do Maranhão e Grão-Pará.

1622 - Fundação dos primeiros engenhos de açúcar no Maranhão.

1627 - Inicio de povoamento dos Campos dos Goitacazes com introdução de pecuária, principalmente a partir de 1633.

1634 - Freguesia de Nossa Senhora da Candelária, na cidade do Rio de Janeiro.

1640 - Fim da União das Coroas ibéricas. Restauração da monarquia portuguesa com aclamação de D. João IV, da Casa de Bragança.

1642 - Criação do Conselho Ultramarino e dos conselhos da Consciência, Fazenda, Guerra, e Estado. Abolição dos monopólios régios nas Índias e Guiné, salvo o da canela. Decreto do monopólio do tabaco em favor da coroa.

1643 - Indicação de Salvador Correia de Sá para governador e administrador geral das minas de São Paulo, com poderes independentes.

1644 - movimento contra a família Sá e aclamação de Agostinho Barbalho como governador do Rio, "eleito pelo povo".

1648 - Reconquista de Angola por Salvador Correia de Sá. Fundação da Ordem Terceira de NS do Carmo no Rio de Janeiro.

1649 - Criação da Companhia Geral de Comércio do Brasil. Partida da primeira frota com destino ao Brasil. Portugueses expulsos Arábia e do Golfo Pérsico por árabes ajudados por ingleses e holandeses.

1650 - Inicio do curso de Artes e Teologia do Convento de Santo Antônio, no Rio de Janeiro.

1652 - Restabelecimento do Tribunal da Relação do Brasil suprimido pelos Filipes, ainda sediado em Salvador. Extensão da autorização para entradas a todas as ordens religiosas e não mais apenas aos jesuítas.

1657 - Ataque holandês a Portugal bloqueia Lisboa por três meses. Instauração da Custodia do Rio de Janeiro pelos franciscanos, depois da elevação da Custodia de Pernambuco a Província Autônoma sob a denominação de Santo Antônio do Brasil.

1659 - Extinção da Companhia Geral de Comércio do Brasil.

1660 - Revolta no Rio de Janeiro, liderada por Agostinho Barbalho contra Salvador Correia de Sá e a cobrança de impostos. Ordem de Salvador Correia de Sá para exploração da estrada de Parati visando à descoberta de minas de ouro.

1661 - Acordos de Londres e Haia - os holandeses reconhecem a perda do nordeste do Brasil.

1663 - Regimento dos capitães-mores.

1664 - Criação da Companhia Francesa das Índias. Os primeiros franceses em Caiena.

1666 - Instalação de estaleiro na Ilha Grande, Rio, para construção de fragatas. Ordem para envio de maior número de cavalos a Angola. Epidemia de bexiga no Rio de Janeiro, Pernambuco e Bahia.

1667 - Condenação do Pe Antônio Vieira a reclusão e silêncio. Foral da vila de Parati, Rio.

1669 - Requerimento da câmara municipal para que todos os anos viessem ao Rio de Janeiro três navios de Angola com escravos.

1671 - Revolta dos Frades no Rio, Bahia e Pernambuco pela isenção de submissão aos prelados portugueses.

1673 - Permissão de navegação transportando escravos negros para particulares e para companhias, obrigando a observação das "regras humanitárias" de 1664.

1674 - Publicação do regimento para os armazéns da Guiné e Índias e Armadas. Criação da Junta do Tabaco.

1675 - Criação da nova Província Religiosa do Rio de Janeiro com o nome de Imaculada Conceição.

1676 - Elevação do Bispado da Bahia a Arcebispado Metropolitano do Brasil. Criação do Bispado do Rio de Janeiro, sufragâneo da Bahia pela bula papal Romani Pontificis Pastoralis Solicitudo, de 22 de novembro. Delimita como limites diocesanos a área entre o sertão do Espírito Santo e o Rio da Prata.

1677 - Foral da vila de São João do Paraíba, Rio. Foral da vila de São Salvador dos Campos dos Goytacases, Rio.

1678 - Instalação da Relação Eclesiástica na Bahia.

1679 - Subordinação das capitanias do sul do Brasil ao governo do Rio de Janeiro

1680 - Criação da Colônia de Sacramento por Manuel Lobo, governador do Rio de Janeiro.

1681 - Criação da Junta das Missões. Descoberta de pedras preciosas por Fernão Dias Pais Leme.

1683 - Coroação de D. Pedro II (sucessor de D. Afonso VI).

1690 - Fundação do arraial de Sabará, Minas Gerais, pelos paulistas.

1695 - Destruição do Quilombo dos Palmares.

1696 - Nomeação do primeiro juiz de fora no Rio de Janeiro. Construção do Forte de Santiago da Misericórdia (ou do Calabouço) na base do Morro do Castelo, cidade do Rio.

1697 - Primeiras descobertas significativas de minas de ouro em Minas Gerais.

1698 - Sujeição da capitania de São Paulo ao Rio de Janeiro. Transferência da Casa da Moeda de Salvador para o Rio de Janeiro.

1699 - Sujeição da Colônia do Sacramento ao Rio de Janeiro.

1700 - Proibição de passagem de mestres, oficiais e escravos para Minas Gerais.

Até o final do século XVII Portugal explorou o Brasil com tranqüilidade. Havia interesses comuns entre colonos e o governo em função de interesses econômicos.

A um certo momento, pareceu-se entender que explorar a Colônia significava também incentivar algum desenvolvimento, e com o desenvolvimento, poderiam surgir idéias de independência. A contradição acabou provocando numerosas revoltas, mas nems empre com o objetivo de separar o Brasil de Portugal.

Os interesses eram mais bem econômicos: a fuga à opressão quando se afigurava demasiada.

Fonte: pt.wikipedia.org

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