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Combustível

 

O combustível é um material cuja a queima é utilizada para produzir calor, energia ou luz. A queima ou combustão é uma reação química na qual os constituintes do combustível se combinam com o oxigênio do ar.

Para iniciar a queima de um combustível é necessário que ele atinja uma temperatura definida, chamada de temperatura de ignição.

O poder calorífico de um combustível é dado pelo número de calorias desprendida na queima do mesmo. Os combustíveis são classificados segundo o estado em que se apresenta (sólido, líquido ou gasosos).

Além dos produtos naturais existem os artificiais.

Estado Físico Combustíveis Combustíveis Artificiais
Sólido Lenha, turfa, carvão Coque, briquetes, carvão, vegetal, tortas vegetais
Líquido Petróleo Produtos da destilação de petróleo de alcatrão; álcool, gasolina sintética
Gasoso Gás Natural Hidrogênio, acetileno, propano, butano, gás de iluminação, gás de gasogênio, gás de alto - forno
2>Combustível Sólido2>

Os principais combustíveis sólidos naturais são a madeira e os produtos de sua decomposição natural, turfa e carvão. Para que um sólido possa ter valor como combustível é necessário que tenha um poder calorífico tão elevado quanto possível e queime com facilidade, com ou sem chama.

2>Combustível Líquido2>

O combustível líquido tem certas vantagens comparação com os sólidos, tais com poder calorifico elevado, maior facilidade e economia de armazenagem e fácil controle de consumo.

Quase todos os combustíveis líquidos são obtidos a partir do petróleo. O combustível líquido são: gasolina, querosene, óleo diesel e álcool.

Combustível Gasoso

Apresentam certas vantagens em relação aos combustíveis sólidos, tais como: permitir a eliminação de fumaça e cinzas, melhor controle de temperatura e comprimento das chama.

Os combustíveis sólidos são: gás natural, gás de iluminação, gás de água, gás de gasogênio, acetileno, propano e butano.

Fonte: www.adorofisica.com.br

Combustível

CÉLULA A COMBUSTÍVEL

O esgotamento dos combustíveis fósseis e a degradação do meio ambiente estão entre os principais e cruciais problemas enfrentados pela sociedade moderna.

Estes problemas são relacionados porque uma das principais fontes de poluição ambiental é o uso indiscriminado de combustíveis fósseis para produzir energia.

Em particular, o uso desses combustíveis em um número cada vez maior de veículos que transitam nos grandes centros urbanos é uma das maiores preocupações atuais, visto o grande número de poluentes produzidos.

A energia química armazenada nos combustíveis é liberada através da combustão. Neste processo o combustível reage com oxigênio produzindo água e dióxido de carbono e liberando parte da energia armazenada nas ligações químicas.

A combustão direta ideal pode ser resumida:

Combustível + O2 ? H2O + CO2 + energia (a maior parte na forma de calor).

Infelizmente os combustíveis possuem impurezas, muitas delas compostos de enxofre, e as altas temperaturas atingidas no processo de combustão permitem a reação do nitrogênio presente no ar.

Além disso nem sempre a quantidade de oxigênio presente é suficiente para que ocorra a total queima do combustível, gerando macropartículas de carbono. Todos estes fatores geram uma considerável poluição.

Na combustão direta real temos:

Combustível (contém enxofre - S) + ar (O2, N2) ?
H2O  + CO2 (aumentando o Efeito Estufa)
+ SOx + NOx (causando a Chuva Ácida)
+ outros componentes poluentes (monóxido de carbono, hidrocarbonetos, macropartículas de carbono, aldeídos, etc. - causando problemas respiratórios e cardíacos, etc. )

Outro problema é a eficiência do aproveitamento da energia química contida no combustível. A maior parte da energia liberada na combustão direta, como a que ocorre na queima de combustível no motor dos automóveis ou nas usinas termoelétricas, está na forma de calor.

O movimento do carro ou do gerador é o resultado da expansão que este calor provoca nos gases, dentro dos motores, ou do vapor de água na termoelétrica. Nos dois casos apenas uma pequena parcela (aproximadamente 20%) da energia química pode ser aproveitada como energia mecânica ou como energia elétrica.

A maior parte da energia é simplesmente liberada no meio ambiente na forma de calor, o que também é uma forma de poluição.

Em resumo, os maiores problemas de produção de energia por meio de combustão são:

Combustível fóssil não é renovável;
O aproveitamento da energia é pequeno (baixa eficiência);
Poluição ambiental severa promovendo problemas sérios para a saúde e bens materiais.

Então, nas alternativas para produção de energia devemos considerar:

Eficiência.
Poluição ambiental (que é mais importante).

A célula a combustível é uma alternativa em que a combustão é realizada de maneira controlada, aumentando a eficiência do aproveitamento da energia liberada e de modo menos poluente. A idéia é aproveitar o deslocamento que os elétrons sofrem durante a combustão.

O princípio de funcionamento está esquematizado na figura 1, utilizando como combustível o hidrogênio (H2). O hidrogênio entra em contato com um metal e cede elétrons para este metal produzindo H+.

Esse elétron circula por um circuito elétrico externo, onde sua energia pode ser aproveitada, e retorna para a célula a combustível onde, novamente através de um metal, encontra-se com o oxigênio.

Os dois pólos da célula são ligados por um eletrólito, ou seja, uma substância ou solução que permite o movimento de íons. Através do eletrólito, íons com o oxigênio que ganhou elétrons de um lado e o hidrogênio que perdeu elétrons do outro ligam-se formando água, que é o produto desta reação.

Por este processo até 50% da energia química pode ser transformada diretamente em energia elétrica. Se outros combustíveis forem usados, outros produtos serão obtidos.

Uma parte da energia química ainda é transformada em calor e também pode ser aproveitada, por exemplo, em sistemas para aquecimento de água. Assim a eficiência do aproveitamento da energia química pode chegar a 80%.

Porque célula a combustível é uma alternativa?

Possui elevada eficiência de conversão:

Elétrica 50%,
Com cogeração 80% (calor pode ser usado para aquecer água).
Geração no local, sem poluição química (porque produz somente água) e sem poluição sonora.
Vida útil de 40.000 horas.
Custo ainda é elevado porque é uma tecnologia nova e não é produzido em grande escala.

Aplicações da célula a combustível:

Veículos espaciais:

Local onde as pessoas possuem pequeno espaço, necessitam de energia elétrica e não podem ter poluição.

A água produzida pela célula também é utilizada para consumo dos tripulantes.

Agências de cartão de crédito: na falta de energia elétrica para os computadores causaria grande prejuízo, portanto neste caso a célula a combustível é utilizada como estratégia de segurança.

Em hospitais: energia elétrica é de extrema importância sendo que a falta desta causaria sérios problemas. A água e calor produzidos pela célula podem ser utilizados em suas lavanderias.

Em residências: como uma forma alternativa de produção de energia, independente de meios de distribuição. O calor produzido também poderia ser utilizado no aquecimento de água (chuveiro, cozinha e lavanderia).

Em veículos: que seriam movidos a motores elétricos, contribuindo de maneira significativamente para a redução no consumo e na redução da poluição.

REFERÊNCIAS

1. Gonzales, E. R.; Química Nova 2000, 23, 264.
2. Gonzales, E. R.; Produção de Energia não Poluente Através de Células a Combustível – Palestra proferida no Centro de Divulgação Científica e Cultural-USP, out 2000.

Fonte: fisica.cdcc.sc.usp.br

Combustível

Um combustível para o futuro

Desde os primórdios da humanidade o homem busca fontes de energia. Isso está diretamente ligado a sua evolução na Terra.

A primeira, e que originou todas as outras foi a energia calorífica do sol.

Com alterações climáticas, por volta de 10 mil anos A.C., o ser humano percebeu alterações na vegetação e nos hábitos dos animais.

Nos três mil anos seguintes surgiu a agricultura, tendo como fonte de energia o calor do sol e a energia mecânica da água. Com a descoberta do fogo, uma nova fonte de energia, através de um raio que incendeia uma árvore ou por meio de fricção de um pau contra o outro, alguns grupos humanos descobriram, 6 mil anos A.C., a cerâmica e aos poucos passou a trabalhar com metais.

O primeiro foi o cobre. Há 5 mil anos atrás foi possível o desenvolvimento da técnica de fusão dos metais, graças a energia calorífica do fogo, e chegou-se ao bronze, um metal mais resistente, resultante da fusão do cobre com o estanho. No século XVIII da nossa era surgiu a máquina movida a vapor, e com isso o sistema fabril.

Desde então a busca por novas fontes de energéticas tornou-se uma constante. Na década de 1970, com a abundância e os baixos custos de combustíveis fósseis, especialmente o petróleo, o mundo encontrou energia para suprir suas necessidades que não paravam de crescer.

Mas esse início de século XXI estamos diante de uma crise energética. O petróleo já não existe em fartura, existem guerras por esse combustível e sentimos os efeitos da rápida evolução que iniciou-se na Revolução Industrial e atingiu seu auge na segunda metade do século passado.

Mais do que interesses econômicos e políticos devemos visar o bem da sociedade, procurar combustíveis que não agridam tanto a natureza e temos de pensar na conservação do planeta, o efeito estufa e a destruição da Camada de Ozônio (O3) nos mostram as conseqüências dessa “evolução inconseqüente, no entanto não há como parar no avanço tecnológico e o jeito é encontrar uma fonte de energia que consiga suprir as necessidades humanas”.

Uma dessas fontes, devido a todo esse contexto histórico do final do século XX para o XXI, e que tem sido bastante estudada, é a energia do biodiesel.

O biodiesel é um combustível obtido através de óleos vegetais como do girassol, pinhão manso, algodão, soja e babaçu, assim renovável e torna-se uma opção para as fontes energéticas dos fósseis.

Ele reduz, em certa quantia, os lançamentos de poluentes, principalmente de dióxido de carbono (CO2), o gás responsável pelo efeito estufa na Terra, na atmosfera; promove o desenvolvimento da agricultura, principalmente em locais mais desfavorecidos, cria novos empregos e apresenta vantagens incontáveis comparado ao óleo diesel comum.

Em termos políticos e econômicos o progresso do Brasil seria mais rápido, também, já que a dependência quanto aos combustíveis fósseis diminuiria e com menos dinheiro gasto nessas importações, podia-se investir em mais projetos que favorecessem o mercado nacional e também podia exporta-se o combustível, 100% nacional.

Além do mais ele pode ser utilizado em motores diesel, puro ou junto com diesel fóssil com proporção indeterminada. A fabricação do óleo diesel não é das mais complexas.

A molécula de óleo vegetal é formada por três ésteres ligados a uma molécula de glicerina, o que faz dele um triglicídio.

O processo que transforma o óleo vegetal em biodiesel é chamado transesterificação, que nada mais é que a separação da glicerina do óleo vegetal.

Cerca de 20% da molécula do óleo vegetal é formada por glicerina que torna mais espesso e viscoso. Durante esse processo a glicerina é removida do óleo vegetal, tornando-o mais fino e com menos viscosidade.

Os ésteres são a base do biodiesel e na transesterificação a glicerina é substituída pelo álcool, proveniente do etanol ou metanol, mas prefere-se o etanol pois possui menos agressividade.

Várias podem ser as matérias primas base para o biodiesel, dentre todas elas tratarei, especificamente, de três que, de modo particular, chamavam minha atenção, o pinhão manso, a soja e o babaçu.

O pinhão manso, por existir em uma área que não lhe favorece, pode ser uma das mais próperas oleaginosas do Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, para substituir o diesel do petróleo, e ainda tem a vantagem de, até agora, não ter apresentado nenhuma praga.

É resistente a doenças e por segregar um leite que queima os insetos, não o ataca. A Soja é uma das principais fontes de proteína e óleo vegetal do mundo, e não há registro de danos causados ao meio-ambiente. As pesquisas no Brasil, inicialmente, foram com soja.

Hoje ela é um dos principais produtos exportados pelo Brasil. Eu penso, economicamente falando, que a pesquisa sobre o biodiesel com soja, devia ser deixada de lado.

Mas se conseguisse um acordo com os produtores, não já que a soja está sempre em constante evolução no planeta. O que mais me chamou a atenção no babaçu foi o fato de tudo se aproveitar, como acontece à maioria das palmeiras. Seu óleo é utilizado em produtos estéticos e apesar de demorara frutificar seu fruto é comestível.

Ele é altamente e seria uma opção em terras menos férteis, como no Nordeste. Com a introdução dessa cultura a migração para o Sudeste e o Sul caíra drasticamente e as conseqüências boas seriam visíveis em pouco tempo.

Também pode fazer-se pesquisa com o algodão, ele mantém o equilíbrio da fauna e da flora microbiana, já que enriquece o solo de matéria orgânica, e o girassol, que não serve pra fins unicamente ornamentais, mas é uma grande fonte de energia.

Já por ser de fontes renováveis o biodiesel nos chama a atenção, mas ele possui outras características, que o faz ter mais vantagens sobre os combustíveis fósseis.

Ele é mais seguro que o diesel do petróleo porque seu ponto de combustão (na forma pura) é de 300ºF contra 125ºF do diesel comum, então conclui-se que seus equipamentos são mais seguros.

Sua exaustão é menos ofensiva, seu uso resulta numa notável redução dos odores, que é um benefício espaços confinados já que seu cheiro assemelhasse ao de batata-frita. Não se possui notícias de irritação aos olhos e como é oxigenado apresenta uma combustão mais completa.

O biodiesel não necessita ser comportado em local específico. Na sua forma pura pode ficar em qualquer lugar onde fica armazenado o petróleo, e por seu ponto de fusão ser maior seu transporte é mais seguro.

Algo que é importante citar é que ele opera sozinho ou misturado com qualquer quantidade de diesel ou petróleo e ainda aumenta a vida útil de motores, já que os lubrifica. É biodegradável e não tóxico. Entre as principais vantagens está que o produtor rural produzirá seu próprio combustível e ele poderá fazer rotação de culturas em sua propriedade, favorecendo o solo e também haverá uma redução de gás carbônico (CO2) em nossa atmosfera, já que os vegetais necessitam dele para a fabricação de glicose, seu alimento, através da fotossíntese e ainda liberam (O2).

A tendência é que suba os preços dos derivados do petróleo, principalmente pelo problema físico, mas também pelo político. Sabemos que há uma guerra, hoje, por causa disso e já ocorreram outras, inclusive na década de 1990.

E como já foi citada, a saúde do nosso planeta está em risco por conta disso.

Se só temos a ganhar com o biodiesel porque ele não tornou-se o principal combustível no nosso país? As razões são puramente políticas e econômicas, principalmente econômicas.

Não é vantagem para algumas empresas as pesquisas com óleo vegetal e na nossa sociedade poucas são as pessoas que conhecem esse combustível, ser o assunto é ciência que favorece nosso bem-estar, não é propagado e as pressões políticas, principalmente externas são enormes, infelizmente existem pessoas que só pesam em si e somos dependentes de países que só visam ganância e poder.

Deve ocorrer uma substituição, sim, já que as vantagens são maiores que os problemas, mas a sociedade deve ser devidamente preparada e os jovens, principalmente, que manterão tudo isso, porém, é preciso mudar o conceito de química. A fama dela não é muito boa, alguns acham chata e outros difíceis.

Admito que por muito tempo pense assim, mas coloquei na minha cabeça que a química é fundamental para a sobrevivências dos seres vivos no planeta.

Muitos só observam seu lado ruim, como a criação de armas altamente destrutivas, mas a química proporciona bem-estar, com sua evolução constante na medicina, na alimentação, no laser, nos estudos, nos avanços tecnológicos. Sem a química não teríamos o padrão de vida que temos hoje.

Na questão energética devemos mudar o pensamento dos grandes empresários e políticos, pode se isentar dos impostos, por enquanto, toda a cadeia produtiva de biodiesel e também deve-se incentivar as comunidades, uma solução até para a distribuição de terra no Brasil. Podia-se formar cooperativas de pequenos agricultores produtores de biodiesel.

Todos sairiam ganhando, o governo, com um novo combustível e totalmente brasileiro, não precisariam importar tanto e passaria a exportar mais e esse dinheiro seria revertido a todos nós; os empresários, pois usariam um produto mais seguro e barato e com isso seus lucros seriam aumentados e suas empresas consequentemente cresceriam; os trabalhadores rurais que teriam seu trabalho valorizado e uma vida justa para a (nossa) sua família e nós, que teríamos uma sociedade mais justa e um ambiente mais saudável.

Lavoisier (1743-1794), o “pai da Química”, formulou em 1774 a Lei da Conservação da Massa, que dizia “Na natureza, nada se perde, nada se cria; tudo se transforma”.

Claro, ele refere-se à matéria, mas ouso aplicar essa lei à energia, sem ela a matéria não seria nada. Não podemos criar fontes energéticas, a natureza já nos deu tudo e não há como perdermos nada, tudo pode ser reaproveitado, quer exemplo maior que o lixo, orgânico ou não?

Tudo se transforma, estamos modificando as fontes energéticas no Brasil e isso é algo natural.

A abertura ao diálogo e se toda essa ciência for egoísta, todo nosso conhecimento torna-se inútil e nada terá valido a pena. Encerro meu trabalho com uma citação de Chaplin (1889-1977), em “O Grande Ditador”, é o que acredito:

“Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido”.

Fonte: www.sbq.org.br

Combustível

Combustíveis fósseis: Petróleo, Carvão e Gás Natural

A origem dos combustíveis fósseis

Existem três grandes tipos de combustíveis fósseis: o carvão, o petróleo e o gás natural. Os três foram formados há milhões de anos atrás na época dos dinossauros, daí o nome de combustível fóssil.

Os combustíveis fósseis são resultado de um processo de decomposição das plantas e dos animais.

As plantas armazenam a energia recebida do sol transformando-a no seu próprio alimento. A este processo chama-se fotossíntese.

Por sua vez, os animais comem as plantas para adquirirem energia. Finalmente, as pessoas comem os animais e as plantas para obter a energia necessária para trabalhar.

Quando as plantas, dinossauros e outras criaturas morreram, a terra decompôs os seus corpos enterrados, camada por camada, debaixo da terra.

São necessários dois milhões de anos para que estas camadas de matéria orgânica se transformem em pedra preta e dura a que chamamos o carvão, num líquido negro: o petróleo, ou ainda no gás natural.

Os combustíveis fósseis podem ser encontrados debaixo da terra em muitos locais do nosso planeta. Portugal não é um desses locais (não é um país rico em combustíveis fósseis).

Cada um dos combustíveis fósseis é extraído de diferente maneira. O carvão retira-se de minas profundas através da escavação.

As companhias petrolíferas extraem o petróleo escavando poços muito fundos. O petróleo é então bombeado e trazido para a superfície terrestre (tal como o furo de água existente em algumas das casas campestres).

Normalmente são transportados em tanques e barcos próprios até chegar á maioria dos países do mundo (é o que acontece em Portugal, pois quase todo o petróleo é exportado). O petróleo tem de ser transformado ou refinado noutros produtos antes de ser usado.

Refinarias

O petróleo é armazenado em grandes tanques antes de ser distribuído pelo mundo.

Existem muitos produtos que derivam do petróleo, como por exemplo, os fertilizantes para as quintas, as roupas que vestes, a pasta de dentes, as garrafas e canetas de plástico, etc. Quase todos os plásticos têm origem no petróleo.

Nas refinarias o petróleo bruto é separado em vários produtos pelo aquecimento deste espesso combustível. Estes produtos são: a gasolina, o gasóleo, o combustível dos aviões, os óleos, etc.

O Gás Natural

O gás natural é mais leve que o ar, sendo constituído maioritariamente por metano. O metano é um composto químico simples constituído por átomos de carbono e hidrogénio. A sua fórmula química é o CH2.

Este gás é altamente inflamável e encontra-se em reservatórios subterrâneos perto do petróleo. Desta forma é bombeado e transportado de forma semelhante á do petróleo.

O gás natural não tem odor nem pode ser visto, por isso, antes de ser canalizado por tubos até aos tanques de armazenamento, mistura-se um químico que lhe confere um forte odor parecido com ovos podres. Assim, é facilmente identificada uma fuga de gás.

O gás armazenado nos tais tanques é distribuído através de tubos até ás nossas casas, fábricas e centrais elétricas servindo de combustível para produzir eletricidade.

Preservação dos Combustíveis Fósseis

Os combustíveis fósseis demoram dois milhões de anos para se formarem.

Atualmente os humanos gastam desmesuradamente recursos que se formaram á mais de 65 milhões de anos no tempo dos dinossauros. Uma vez esgotados não é possível fabricá-los e temos que esperar muito tempo para voltarem a existir.

Assim, é melhor preservá-los e poupá-los antes que esgotem. Eles não se renovam nem se fabricam. No capítulo 14 são explicadas as várias formas de poupar energia.

Revisão da Matéria Dada

1- Os combustíveis fósseis estão em formação desde o tempo dos dinossauros, quando as plantas e animais morreram. A sua matéria orgânica decompôs-se gradualmente ao longo dos anos até se transformar em carvão, petróleo e gás natural.

2- Os combustíveis fósseis encontram-se normalmente no subsolo e são extraídos de minas (é o caso do carvão) ou como o petróleo e gás natural retirados através de uma bomba de pressão dos poços petrolíferos.

3- O petróleo é transportado por tubos largos ou em grandes distâncias por navios petrolíferos para locais onde vai ser transformado noutros produtos.

4- Muitos produtos como o plástico e fertilizantes derivam do petróleo.

5- O gás natural pode ser encontrado perto do petróleo.

6- Este gás é transportado por uma série de tubos até chegar ás nossas casas, escolas e empresas.

7- Os combustíveis fósseis não são renováveis nem podem ser fabricados, o melhor é a sua preservação.

Fonte: www.abcdaenergia.com

Combustível

Combustível fóssil X Biocombustíveis

Desde crianças, costumamos ouvir falar de fósseis e que o petróleo é um "combustível fóssil".

Atualmente, ouvimos muito falar que "a queima de combustíveis fósseis aumenta o efeito estufa".

Vamos então entender como isso tudo se processa?

Formação:

Quando seres vivos morrem e são soterrados rapidamente por lama, podem morrer e ser decompostos muito lentamente na ausência de oxigênio.

Ao passar de milhares de anos de decomposição, podem gerar o petróleo. No caso das grandes bacias oceânicas, o petróleo em questão vem de animais marinhos mortos, algas, e protozoários foraminíferos.

O petróleo produzido acaba ficando preso em minúsculos orifícios de algumas rochas sedimentares, como acontece com a água numa esponja de cozinha.

Daí então a necessidade de perfurar a rocha até atingir o "bolsão" de petróleo, deixando-o fluir (prospecção de petróleo).

Normalmente devido à alta pressão a que está submetido no interior da terra, quando a perfuração atinge o tal "bolsão", o petróleo jorra sozinho em direção à superfície, como um tubo de desodorante que tem seu frasco pressionado. (Lembrando que esse "bolsão" não se trata de um "lago subterrâneo", e sim uma área de rocha esponjosa onde o petróleo se encontra absorvido. Se existissem "buracos" no interior da terra, quando o petróleo fosse removido, a terra cederia...)

Composição Química:

A composição do petróleo não é sempre a mesma e depende do local de extração. Apresenta centenas de compostos químicos diferentes.

Sua coloração nem sempre é preta, variando do marrom ao verde-escuro. O petróleo é composto por diferentes tipos de hidrocarbonetos, como por exemplo o metano (CH2) - componente do gás natural - e o octano (C8H18) - componente da gasolina e óleo diesel.

Os petróleos podem ser parafínicos (90% de alcanos), aromáticos (25 a 30% de hidrocarbonetos aromáticos) , naftalênicos (15 a 20% de cicloalcanos).

Dependendo da composição do petróleo, diferentes compostos são extraídos. Pode ser produzido a partir do petróleo: gás natural, óleo diesel, óleo lubrificante, graxa, nafta, querosene, gasolina, GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), asfalto, parafina, além de matéria prima para a fabricação de plásticos , isopores, borrachas sintéticas, fibras têxteis, detergentes, fertilizantes, espumas, inseticidas, tintas, resinas, etc. Entendem o porquê do petróleo ter a importância que tem no mercado mundial?

Processamento:

A principal técnica de separação aplicada ao petróleo é a destilação fracionada. É como uma destilação comum, onde o petróleo é vaporizado e, em seguida, condensado.

Como o petróleo é composto por várias substâncias diferentes, com faixas de ebulição diferentes, basta aquecê-lo em diferentes temperaturas. Cada uma das substâncias que o compõem vai evaporar em uma temperatura específica. Assim são obtidas frações na forma de gasolina, de querosene e óleo diesel.

O craqueamento catalítico gera outros subprodutos de interesse comercial.

Craqueamento significa "quebra" do petróleo, neste caso, com o auxilio de catalizadores. Eles permitem que hidrocarbonetos grandes sejam quebrados em outros menores.

Eu já trabalhei dentro de uma refinaria de petróleo (REDUC - Refinaria de Duque de Caxias), onde podia observar todos esses processos na prática, além de testes com os combustíveis produzidos.

A gasolina, por exemplo, depende de um fator chamado de "octanagem", que determina a qualidade da queima da mesma. Uma alta octanagem permite uma queima eficiente, deixando poucos resíduos.

Já uma baixa octanagem produz uma "borra" que pode entupir os dispositivos mecânicos de automóveis e outras máquinas à gasolina.

Poluição:

Mas por que o petróleo tem sido visto como o grande vilão dos dias de hoje? Sabe-se que o CO2 (Gás Carbônico ou Dióxido de Carbono) é o grande causador do efeito estufa.

Como podem ver, ele é formado por vários tipos de hidrocarbonetos. Esses hidrocarbonetos, quando queimados, liberam gás carbônico (CO2). Uma molécula de "hexano", por exemplo, é capaz de liberar 6 moléculas de CO2, enquanto uma molécula de "octano", libera 8 moléculas de CO2.

Conseguem imaginar o que faria uma molécula de hidrocarboneto com mais de 8 carbonos?

Para se ter uma idéia, uma molécula de glicose, queimada na respiração, libera apenas 6 moléculas de CO2. Imaginem todo o gás carbônico que os seres vivos liberam diariamente, somados aos muitos que são produzidos pela queima da gasolina dos automóveis, os combustíveis de aviões, de máquinas industriais, além de queimadas que são feitas... É muito CO2 na atmosfera!

O problema maior é que, diferente da respiração que é contra-balanceada pela fotossíntese vegetal (os vegetais absorvem o CO2 no processo de fotossíntese, certo?), a queima do petróleo e dos combustíveis fósseis em geral, não tem essa compensação! Isso porque o petróleo se encontrava soterrado em algum lugar.

É como pegar toneladas de CO2 enterradas e começar a jogar na atmosfera!

É óbvio que vai dar algum problema... É diferente da queima de biocombustíveis, os quais são produzidos a partir de óleos vegetais.

Todo biocombustível (álcool, biodiesel, biogás, etc.), ao ser queimado, vai liberar CO2 como qualquer outro combustível. Entretanto, para a sua produção, é necessário o plantio de centenas de vegetais (mamona, girassol, milho, cana-de-açúcar, etc.). E esses vegetais reabsorvem todo o CO2 liberado na queima do combustível.

Portanto, é por isso que os biocombustíveis não são totalmente "limpos", mas são mais "ecologicamente corretos" que os combustíveis fósseis.

OBS: Além disso tudo, também é gerado dióxido de enxofre (SO2) na queima do petróleo, que provoca chuva ácida.

Por: João Ferreira

Fonte: www.mundovestibular.com.br

Combustível

Carvão mineral, petróleo e gás natural são os combustíveis fósseis não-renováveis mais utilizados para geração de energia e para o funcionamento de máquinas industriais e veículos de transporte.

Não são considerados recursos renováveis porque levam milhares de anos para que a natureza os produza. Ainda que numa escala geológica de tempo os combustíveis fósseis continuem sendo gerados a partir da decomposição de matéria orgânica, não são suficientes para atender a enorme demanda mundial ao longo da escala humana de tempo.

Não só a escassez desses combustíveis – controlados pelo homem há séculos – tem causado sérias transformações nas sociedades contemporâneas, como sua queima para gerar energia é responsável pela emissão de enormes quantidades de gases que estão diretamente relacionados com o aquecimento global (GEEs, ou gases de feito estufa) e com a formação de chuvas ácidas.

O carvão mineral é oriundo do soterramento e da decomposição de material vegetal que, ao longo do tempo, perde oxigênio e água e ganha carbono.

Usado como fonte geradora de energia, a combustão do carvão é responsável pela emissão de grandes quantidades de gás carbônico (CO2).

Sua utilização como combustível, análoga aos derivados do petróleo, vem aumentando gradativamente e, como conseqüência, há uma previsão para os próximos 50 anos de um acréscimo de 50% na emissão de gases que provocam o aquecimento do planeta.

O petróleo é encontrado nos poros das rochas sedimentares que, ao apresentarem permeabilidade, permitem sua vazão e, conseqüentemente, a formação de reservatórios economicamente exploráveis.

No entanto, uma bacia petrolífera leva milhares de anos para ser constituída, daí a caracterização do petróleo como combustível fóssil não-renovável na escala humana de tempo.

A partir do refino do petróleo são extraídos produtos como solventes, gasolina, óleo diesel, lubrificantes, querosene, gás de cozinha (GLP) e matéria-prima para a fabricação de plásticos e asfalto.

Com toda essa gama de produtos, é difícil estabelecer, nos diversos setores da economia mundial, algo que não dependa, direta ou indiretamente, do petróleo, motivo pelo qual seu controle e exploração têm gerado graves disputas internacionais.

Contudo, seu maior campo de aplicação encontra-se nos combustíveis usados em transportes motorizados, usinas termelétricas e equipamentos industriais.

O gás natural, assim como o petróleo, deriva da decomposição de material fóssil orgânico e encontra-se acumulado em rochas porosas no subsolo da Terra.

Considerado fonte de energia limpa, por estar em estado gasoso e apresentar baixos índices de gás carbônico, compostos de enxofre e nitrogênio, o gás natural tornou-se uma matriz energética ecologicamente correta, porém não-renovável, uma vez que leva milhares de anos para ser formado.

Em comparação ao GLP, o gás natural apresenta menores riscos de explosão, pois, sendo mais leve que o ar, se dissipa rapidamente pela atmosfera no caso de vazamento, ao contrário do GLP que, por ser mais pesado que o ar permanece acumulado junto ao local de vazão.

O transporte do gás natural de suas reservas às redes distribuidoras é feito por meio de tubulações enterradas e protegidas com placas de concreto (denominados gasodutos).

No setor de transportes, o gás natural substitui os combustíveis derivados do refino do petróleo, como gasolina e óleo diesel. Também é utilizado nas indústrias como fonte geradora de calor e energia elétrica.

Fonte: www.bioclimatico.com.br

Combustível

Combustíveis Fósseis Introdução

Os combustíveis fósseis resultam de um processo muito lento de decomposição das plantas e dos animais, ou seja, da matéria orgânica.

Este processo de transformação durou milhões de anos e originou o carvão, o petróleo e o gás natural. É devido a este longo período de tempo necessário à sua formação que dizemos que os combustíveis fósseis não são renováveis: uma vez gastos, a humanidade não disporá deles tão cedo.

O impato dos combustíveis fósseis no ambiente é prejudicial. A sua queima origina produtos de combustão, que poluem o ar a nível local e regional, entre os quais o dióxido de carbono, que contribui para o efeito de estufa a nível global, o qual está na origem das alterações climáticas.

A sua prospecção e transporte têm também impates negativos no ambiente. Gás Natural O gás natural é um combustível de origem fóssil. O gás natural é mais leve que o ar (o que é vantajoso para as condições de segurança), sendo constituído maioritariamente por metano.

O metano é um composto químico simples constituído por átomos de carbono e hidrogénio. A sua fórmula química é o CH 4. Este gás é altamente inflamável e encontra-se em reservatórios subterrâneos.

Portugal não possui, no seu território, nenhuma reserva conhecida de Gás Natural, pelo que todo o gás distribuído, armazenado e comercializado em Portugal provém de importações. Para ser aproveitado, é necessário ser bombeado e transportado.

O seu transporte pode ser feito através de gasodutos (tubagens de gás enterradas debaixo do solo) ou em navios, chamados metaneiros.

O transporte em metaneiro exige o aumento ou não da pressão do gás natural, até este atingir a fase líquida, para assim ocupar menos volume.

O seu armazenamento é feito em tanques ou em outras instalações subterrâneas. O gás é depois distribuído através de tubos até aos locais de consumo (casas, fábricas e centrais elétricas) servindo nestas últimas de combustível para produzir eletricidade.

O gás natural é, entre os combustíveis fósseis, aquele cuja queima menor impato tem no ambiente: produz cerca de 40% menos dióxido de carbono do que o petróleo, para igual conteúdo energético, quase nenhum óxido de enxofre e nenhumas cinzas.

Relativamente às condições de segurança no seu transporte e utilização, o gás natural não tem odor nem pode ser visto. No caso de fuga de gás, que se deve evitar o mais possível, o gás natural eleva-se para os locais mais altos do espaço em que ocorre a fuga, por ser mais leve que o ar.

O processo de odorização é realizado, exclusivamente, como medida de segurança. Por isso, antes de ser canalizado por tubos até aos tanques de armazenamento, mistura-se um químico que lhe confere um forte odor parecido com ovos podres. Assim, é facilmente identificada uma fuga de gás.

Petróleo

O petróleo é um combustível de origem fóssil, sendo formado por uma mistura complexa de hidrocarbonetos. Encontra-se impregnado em rochas porosas, associado ao gás natural e à água, designando-se estes locais por jazidas de petróleo.

As reservas mundiais de petróleo localizam-se em apenas alguns países (países produtores de petróleo), maioritariamente situados no Hemisfério Sul, enquanto a maior parte do consumo se concentra nos países do Hemisfério Norte.

A taxa (ou velocidade) do consumo de petróleo é muito superior à da sua formação, pelo que atualmente se caminha na direção do seu esgotamento.

A refinação é um conjunto de processos industriais destinados a transformar o petróleo bruto em produtos adaptados às necessidades dos consumidores (carburantes, combustíveis, solventes, lubrificantes, betumes, etc.) ou em matérias- primas para outras indústrias, ditas de “segunda geração” (por exemplo indústria petroquímica).

O gás propano e o gás butano obtidos pela destilação fraccionada do petróleo são também conhecidos por Gases de Petróleo Liquefeito (GPL).

São assim chamados porque nas condições normais de pressão e temperatura o seu estado físico é gasoso. Para efeitos de distribuição ao consumidor, estes gases são armazenados sob pressão em botijas de 13 kg (caso do butano) e em garrafas de 45 kg ou em reservatórios de maior dimensão, quer de superfície, quer enterrados (caso do propano), encontrando-se deste modo na fase líquida.

Os Gases de Petróleo Liquefeito são obtidos através da refinação do petróleo ou do gás natural, sendo assim também considerados combustíveis fósseis.

O GPL pode ser utilizado para aquecimento ambiente de edifícios, para aquecimento de águas quentes sanitárias, para a confecção de alimentos (fogões e fornos) e como combustível para viaturas (GPL Auto).

Por vezes, utiliza-se GPL para a produção de frio (frigoríficos de campismo, por exemplo). Quanto às condições de segurança, o GPL tem odor mas é incolor. Porém, ao contrário do gás natural, o GPL é mais pesado do que o ar, permanecendo junto ao pavimento em caso de fuga de gás.

Os riscos de acidente por incêndio ou explosão são assim grandes, devendo sempre cumprir-se todas as normas de segurança. Por essa razão, não se devem instalar equipamentos de armazenamento ou queima de GPL a um nível inferior ao do solo, precisamente para evitar a sua acumulação e consequente risco de acidente.

Em situações em que o parqueamento coletivo público é fechado ou subterrâneo, a legislação em vigor permite aos seus proprietários proibirem o estacionamento de viaturas a GPL.

Carvão

O carvão é um combustível de origem fóssil, consistindo numa substância preta e rígida, parecida com uma pedra. Na sua composição entram o carbono, o hidrogénio, o oxigénio, o azoto e diversas quantidades de enxofre.

Entre os vários tipos de carvão refira-se a antracite, a hulha e a lenhite, obtidos através da exploração mineira.

O carvão é o recurso energético de origem fóssil mais abundante mas é também o mais poluente: produz 1,37 vezes mais de dióxido de carbono do que o petróleo, para igual conteúdo energético, emitindo também quantidades significativas doutros poluentes do ar, em particular os óxidos de azoto (NOx), os óxidos de enxofre (SOx) e cinzas.

Do carvão podem ainda obter-se outras fontes energéticas, nomeadamente o coque, o gás de carvão e o gás de cidade.

Como já foi anteriormente referido, um dos problemas que se deparam na utilização dos combustíveis fósseis reside na sua escassez. O ritmo do consumo é superior ao ritmo do descobrimento de novas reservas.

O petróleo é o combustível fóssil cujas reservas poderão escassear em primeiro lugar. Reservas de Combustíveis Fósseis Como já foi anteriormente referido, um dos problemas que se deparam na utilização dos combustíveis fósseis reside no fato de serem um recurso limitado.

O ritmo do consumo é superior ao ritmo da descoberta de novas reservas.

O petróleo é o combustível fóssil cujas reservas poderão escassear em primeiro lugar. Estima-se que as reservas mundiais de petróleo possam durar cerca de 40 anos, a manter-se os atuais níveis de produção.

Para o gás natural, e mantendo-se também os níveis atuais de extração, as reservas podem durar um pouco mais, estimandose em cerca de 70 anos.

Contudo, o consumo mundial de gás natural está a aumentar, pelo que os níveis de extração também têm vindo a acompanhar este crescimento, podendo assim a duração do recurso ser inferior à atualmente calculada.

No entanto, novas reservas de gás natural têm vindo a ser descobertas. Para o carvão, o problema da escassez do recurso não é tão premente, estimando-se à luz dos dados atuais (2003) que as reservas possam durar cerca de 200 anos.

Outro problema relaciona-se com a distribuição das reservas e do consumo por região do Mundo, fato que também já foi anteriormente referido.

Os países que possuem maiores recursos em combustíveis fósseis não são aqueles em que ocorrem os maiores consumos , em particular no que diz respeito ao petróleo, verificando-se assim uma dependência energética destes em relações aos outros (países produtores), com implicações em termos geopolíticos.

Fonte: www.ceeeta.pt

Combustível

1) Definição de combustíveis

De modo geral denomina-se combustível qualquer corpo cuja combinação química com outro seja exotérmica. Entretanto, as condições de baixo preço, a existência na natureza ou o processo de fabricação em grande quantidade limitam o número de combustíveis usados. Tendo por base o seu estado físico, eles podem classificar-se em sólidos, líquidos e gasosos.

2) Classificação

2.1) Sólidos

São formados de C, H2, O2, S, H2O e cinzas, sendo combustíveis somente o C, O2, H2 e o S.
Entre os combustíveis sólidos, temos os minerais como lenha, serragem, bagaço de cana, etc.

Os combustíveis sólidos para serem usados devem estar sob forma de pó muito fino, ele é pulverizado com o ar durante a alimentação do cilindro.

O grande problema que apresentam os combustíveis sólidos, é a inaceitável erosão provocada nos pistões, válvulas, cilindros, etc. Isto acontece porque os produtos da combustão contêm partes muito duras, que ao depositarem nestes órgãos, causam estes inconvenientes.

2) Líquido

Também podem ser minerais ou não minerais. Os minerais são obtidos pela refinação do petróleo, destilação do xisto betuminoso ou hidrogenação do carvão. Os mais usados são a gasolina, o óleo diesel e o óleo combustível.

Estes combustíveis são formados de hidrocarbonetos, sendo o óleo diesel C8H17 e a gasolina C8H18. Os combustíveis líquidos não minerais são os álcoois e os óleos vegetais. Entre os álcoois, temos o álcool metílico e o etílico, enquanto que os óleos vegetais são formados de C, H2, O2 e N2.

2.3) Gasoso

Além de terem um baixo custo, porque geralmente são gases obtidos como subprodutos, são combustíveis que formam com o ar uma mistura mais homogênea. Esta característica, contribui para uma melhor distribuição nos cilindros, aumentando o rendimento do motor. Aumenta também a facilidade da partida a frio do motor.

Os combustíveis gasosos, segundo o seu processo de fabricação podem ser: Þ Gás natural - é encontrado em locais arenosos que contêm petróleo em várias profundidades do subsolo.

Os principais gases naturais são:

Metano CH2
Etano C2H6
Dióxido de carbono CO2
Nitrogênio N2

Os gases naturais obtidos através da refinaria de petróleo são:

Propano
Butano

Gás do gasogênio - estes gases são obtidos através da combustão do carbono. O emprego dos gases do gasogênio na automobilística, foi muito usado no tempo da guerra, devido a inexistência de outros combustíveis. Hoje em dia não é muito utilizado, por apresentarem os seguintes inconvenientes:

Alta percentagem de poluição
Baixo poder calorífico
Para serem produzidos, são necessários equipamentos de grande porte.

Gás do subproduto - pode ser obtido pelos seguintes processos:

Processo destinado a produzir coque. A parte volátil do carbono é liberada com o aquecimento dos hidrocarbonetos mais pesados, obtendo assim um gás em H2 e CH2.
Processo de produção de aço, onde se tem a formação essencialmente do CO e N2.

3) Combustível Líquido

Os combustíveis líquidos empregados nos motores são constituídos de:

Hidrocarboneto
Benzol ou
Á lcoois

Hidrocarbonetos são agrupados em quatro classes:

Parafinas
Olefinas
Aromáticos
Naftenos

Família Parafínica

A séries parafinica dos hidrocarbonetos começa com o CH2 (metano) e os termos sucessivos têm um átomo a mais de carbono ligados a dois átomos de hidrogênio e recebem os seguintes nomes de acordo com o número de carbono:

1 carbono - METANO

2 carbonos - ETANO

3 carbonos - PROPANO

4 carbonos - BUTANO

5 carbonos - PENTANO

6 carbonos - HEXANO

7 carbonos - HEPTANO

8 carbonos - OCTANO

9 carbonos - NONANO

10 carbonos - DECANO

Família das Olefinas

A série das olefinas tem a cadeia aberta como a série parafínica, mas têm uma dupla ligação entre os átomos de carbono. Esta família é caracterizada pela terminação “ENO” e tem a fórmula geral CnH2n.

As olefinas podem unir-se com facilidade com o hidrogênio, formando a parafina, ou também pode se unir com o oxigênio, que neste caso formará resíduos indesejáveis comumente chamados de borras.

Família dos Aromáticos

Possuem a fórmula geral CnH2n-6 para a série benzênica e C2H2(n-6) para a série dos naftalênicos.

Família dos Naftenos

A fórmula geral é, evidentemente, CnH2n. É uma família de compostos saturados com estruturas sólidas. Cada átomo de carbono é ligado a outros dois átomos de carbono, formando assim uma estrutura em anel.

Cada carbono tem dois outros elementos ligados a este, que podem ser o hidrogênio, outro carbono ou ambos. Os compostos são denominados, adicionando o prefixo “CICLO” ao nome da parafina correspondente.

Benzol

O benzol é obtido da destilação dos catrames de carbono. Devido a sua alta octonagem (NO = 120) e alto poder calorífico (10000 kcal/kg), é muito indicado para ser usado nos motores à combustão interna.

A sua principal desvantagem é o alto ponto de solidificação (5ºC), que limita o seu emprego, principalmente em países frios. Este inconveniente pode ser minimizado adicionando ao benzol alguns produtos químicos, como por exemplo, a gasolina.

Outro inconveniente é a dificuldade de se evaporar, portanto para que haja uma formação homogênea da mistura ar mais combustível, é necessário que esta sofra um preaquecimento.

Divisão dos combustíveis líquidos segundo a sua volatilidade

Os combustíveis se dividem em:

Carburantes
Óleo combustíveis

Carburantes

Possuem elevada volatilidade e são usados nos motores à ignição por centelha. Os principais combustíveis que pertencem à classe dos carburantes são:

Gasolina
Benzol
Àlcool

Óleos combustíveis se dividem em:

Óleos combustíveis leves
Óleos combustíveis pesados

Os primeiros chamam-se óleo diesel e são empregados em motores de combustão por compressão de médias e altas rotações, enquanto que os segundos são os óleos APF (alto ponto de fluidez) e BPF (baixo ponto de fluidez), utilizados em motores de grande porte e de baixa rotação.

A diferença que existe entre os óleos combustíveis pesados e leves é sobretudo sua viscosidade, sendo a do óleo menor do que a do pesado. Em linhas gerais, a características principal de um óleo combustível é o “retardo de ignição”, e, quando menor for, melhor será o óleo combustível.

Retardo de ignição é o tempo decorrido entre o início do combustível na câmara de combustão e o início da ignição do óleo de combustível.

Álcool

Podem ser obtidos de produtos agrícolas ou da oxidação parcial do petróleo. Eles são compostos orgânicos que podem considerar-se divididos de um hidrocarboneto, saturado ou insaturado, mediante substituição de um ou mais átomos de hidrogênio com uma mais oxidrilas OH, quando os álcoois contém um ou mais oxidrilas, distinguem-se em monovalentes, bivalentes, etc.

4) Propriedade dos combustíveis

Volatibilidade

Pode ser definida como a porcentagem de um combustível a uma data temperatura, quando a pressão atuante for de uma atmosfera.

Um combustível é tanto mais volátil quanto:

Menor for a pressão interna
Maior for a temperatura externa
Para um bom funcionamento de um motor, a volabilidade de um combustível não deve ser nem
Muito elevada e nem muito baixa.

Se for muito elevada:

1. Haverá perdas no reservatório do carburador pelo tubo de equilíbrio
2. Formarão bolhas de vapor no circuito de alimentação, principalmente durante o verão
3. Formarão gelo no carburador durante o inverno, impedindo o funcionamento do motor

Se for muito baixa teremos:

1. Dificuldade na partida do motor
2. Alimentação não uniforme nos cilindros
3. Diminuição da aceleração
4. Maior tempo para que o motor atinja a temperatura ideal de funcionamento
5. Diluição do óleo lubrificante, porque os combustíveis menos voláteis não são capazes de serem
queimados na combustão
6. Maior formação de carvão nas câmaras de combustão e no céu do pistão

Poder Calorífico

Defina-se como a quantidade de energia interna contida no combustível, sendo que quanto mais alto for o poder calorífico, maior será energia contida.

Um combustível é constituído sobretudo de hidrogênio e carbono, tento o hidrogênio o poder calorífico de 28700Kcal/kg enquanto que o carbono é de 8140Kcal/kg, por isso, quanto mais rico em hidrogênio for o combustível maior será o seu poder calorífico.

Há dois tipos de poder calorífico:

Poder calorífico superior
Poder calorífico inferior

Poder Calorífico Superior

É a quantidade de calor produzido por 1kg de combustível, quando este entra em combustão, em excesso de ar, e os gases da descarga são resfriados de modo que o vapor de água neles seja condensado.

Poder Calorífico Inferior

É a quantidade de calor que pode produzir 1kg de combustível, quando este entra em combustão com excesso de ar e gases de descarga são resfriados até o ponto de ebulição da água, evitando assim que a água contida na combustão seja condensada.

Como a temperatura dos gases de combustão é muito elevada nos motores endotérmicos, a água contida neles se encontra sempre no estado de vapor, portanto, o que deve ser considerado é o poder calorífico inferior e não o superior.

Fórmulas para determinar o poder calorifico inferior:

 

Para a gasolina: Para o benzol:
PCI = PCS - 780 Kcal/Kg PCI = PCS - 415
   
Para álcool etílico: Para o óleo diesel:
PCI = PCS - 700 PCI =PCS - 730
   
Para álcool metílico:  
PCI = PCS - 675  

PCI = PODER CALORIFICO INFERIOR
PCS = PODER CALORIFICO SUPERIOR

Calor Latente

A demora ou rapidez com o qual os corpos se fundem ou liquefazem, tem sua explicação no calor latente, que e a quantidade de calor absorvido pelos corpos na sua mudança de estado, sem que haja aumento aparentemente de temperatura.

O calor latente necessário à fusão ou liquefação varia com sua natureza.

Na passagem do estado líquido ao gasoso, o líquido não muda de temperatura enquanto dura sua transformação, e todo calor empregado é absorvido para produzir mudança de estado.

Peso Específico

É a relação entre o peso de uma substância e o de um volume igual de água destilada, a uma temperatura de 4ºC.

É o peso de uma substância por unidade de volume, densidade. Comercialmente, é usado para diferenciar os diversos tipos de combustíveis e permite calcular ainda o volume, peso e consequentemente, a tonalidade térmica que é expressa em kilocalorias por litro

PCI = PODER CALORIFICO INFERIOR

PCS = PODER CALORIFICO SUPERIOR de mistura (cal/L)

Para o peso específico dos carburantes, os limites máximos geralmente admitidos são 0,705 a 0,770kg/dm3. O peso específico da gasolina oscila entre 0,840 e 0,890kg/dm3.

Viscosidade

A viscosidade se explica pela força de coesão das moléculas do fluido. Ao se tentar deslocar uma camada de água sobre outra, por exemplo, é necessário vencer a força de resistência provocada pela atração entre as moléculas das duas camadas.

Para os óleos lubrificantes há uma escala arbitrária estabelecida pela Society of Automotive Engineers, os graus SAE, que são expressos por dezenas inteiras, sendo o óleo mais fino ou menos viscoso de grau igual a 10.

5) Gasolina

É o carburante mais utilizado atualmente nos motores endotérmicos, sendo uma mistura de hidrocarbonetos obtidos do petróleo bruto, por intermédio de vários processos como o “cracking”, destilação e outros.

É um líquido volátil e inflamável. No Brasil, atualmente encontram-se no comércio vários tipos de gasolina que são:

Gasolina do tipo A ( 73 octanas - gasolina amarela )
Gasolina do tipo B ( 82 octanas - gasolina azul)
Gasolina do tipo C ( 76 octanas - gasolina + álcool )
Gasolina verde - cujo NO = 110 - 130

Esta última é somente utilizada na aeronáutica. A gasolina empregada nos motores endotérmicos, deve possuir os seguintes requisitos:

Volatilidade média
Ausência de impurezas
Alto poder calorífico
Alta resistência à detonação

Índice de Octano (autodetonância)

O combustível é classificado segundo seu poder antidetonante, em número de octanagem (NO). Quanto maior for o “NO”, mais antidetonante será o combustível e, por conseguinte maior será a sua capacidade de suporte as altas compressões sem sofrer a detonação.

O número de octano de um combustível represente o percentual de isoctano (C8H18) e de heptanio (C7H16) contidos nele.

Aditivos Utilizados

Em alguns casos, o NO de um combustível pode ser aumentado, adicionando-se uma pequena quantidade de aditivos de grande poder antidetonante.

Os aditivos geralmente são:

Chumbo tretametila Pb (C2H5) e
Chumbo tretaetila Pb (CH3)4
Entre os dois aditivos, o mais eficaz é o chumbo tretaetila.

A adição destes aditivos ao combustível causa os seguintes inconvenientes:

Produz formação de depósitos de óxido de chumbo, ocasionando corrosão nas paredes dos cilindros
São tóxicos
Não podem ser utilizados nos combustíveis empregados para alimentar motores com catalisadores no tubo de descarga.

A percentagem adicionada destes aditivos no combustível, com a finalidade de aumentar o número de octanas, varia na ordem de 0,08 cm3/litro a 0,9 cm3/litro.

Na figura abaixo é representado a curva da variação do NO da gasolina em função da adição do chumbo tetraetila.

Combustível

A figura abaixo representa curvas do ISO-OCTANO e HEPTANO em função do teor de chumbo adicionado.

Combustível

6) Óleo Diesel

Índice de Cetano

O número de cetano de um óleo combustível corresponde ao percentual volumétrico de cetano e alfametilnaftaleno contido neste óleo.

Quando maior for o número de cetano, menor será o retardo de ignição o por conseguinte melhor será sua capacidade de incendiar-se.

Um óleo diesel comumente empregado em motores térmicos tem o número de cetano compreendido entre 40 e 60. Os melhores óleos diesel são encontrados nas frações perto do querosene.

Aditivos usados para melhor o “NC”

Os aditivos mais usados para melhorar o NC de um combustível são:

Tionitrito de amila
T ionitrito de butila
Tiontrito de etila
Nitrito de amila
Peróxido de acetila
Nitrato de amila
Nitrato de etila

Dependendo da constituição do óleo combustível, pode-se elevar até 13 pontos o “NC”.
No quadro são apresentadas as características de um óleo combustível leve e pesado:

Característica Leve Pesado
Número de cetano 50 - 60 30 - 45
Àgua zero 0 - 0,50
Ponto de anilina ºC 65 54
Ponto de cogelamento ºC -34 -18
Viscosidade centistoke a 37,7ºC 1,8 4,2
Ponto de inflamabilidade 57,5 85
Ponto de ebulição 174 198
Grau api 42 28

Bibliografia:

FILHO, Paulo Penido - O álcool combustível, Obtenção e aplicação nos motores
TAYLOR, Charles S. - Análise dos motores de combustão interna Vol. II
SANCHES, José Gonzalez - Vallés - Motor Endotermico. Barcelona (Espanha), Editorial científico - Médica, 1970
Enciclopédia Britânica do Brasil - vol. V, VIII, XV

Fonte: fisgall.com

Combustível

Para um bom desempenho de seu carro, qualidade e procedência do combustível são fundamentais. Abasteça sempre em locais de sua confiança. Nos postos da rede BR, o cliente conta com o programa "De Olho no Combustível". Uma garantia de qualidade.

Procure acompanhar o abastecimento de seu carro. Desça do carro, verifique as informações da bomba (valores, quantidades, tipo de combustível). Observe se o combustível não transborda e se o bocal foi corretamente fechado.

Caso você note que o desempenho de seu carro piorou depois do abastecimento (apresentar problemas em marcha lenta, "bater pino", ratear ou dificuldades na ignição), o combustível pode ter sido adulterado ou contaminado.

Converse com o gerente do posto ou com a distribuidora através do SAC. Caso não fique satisfeito com o atendimento, procure a Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Informações sobre combustíveis

Gasolina

Gasolina é um combustível constituído basicamente por hidrocarbonetos e, em menor quantidade, por produtos oxigenados. Esses hidrocarbonetos são, em geral, mais "leves" do que aqueles que compõem o óleo diesel, pois são formados por moléculas de menor cadeia carbônica (normalmente de 4 a 12 átomos de carbono).

Além dos hidrocarbonetos e dos oxigenados, a gasolina contém compostos de enxofre, compostos de nitrogênio e compostos metálicos, todos eles em baixas concentrações. A faixa de destilação da gasolina automotiva varia de 30 a 220°C.

A gasolina básica (sem oxigenados) possui uma composição complexa. A sua formulação pode demandar a utilização de diversas correntes nobres oriundas do processamento do petróleo como nafta leve (produto obtido a partir da destilação direta do petróleo), nafta craqueada que é obtida a partir da quebra de moléculas de hidrocarbonetos mais pesados (gasóleos), nafta reformada (obtida de um processo que aumenta a quantidade de substâncias aromáticas), nafta alquilada (de um processo que produz iso-parafinas de alta octanagem a partir de iso-butanos e olefinas), etc.

A Petrobras produz diversos tipos de gasolina utilizando tecnologia própria, fabricando as diversas frações de petróleo constituintes da gasolina e misturando-as entre si e com os aditivos, através de formulações convenientemente definidas para atender aos requisitos de qualidade do produto.

O grande crescimento da produção de gasolina, motivado pelo desenvolvimento da indústria automobilística, foi possível não só através do refino, mas também de processos de transformação de frações pesadas, que fazem aumentar o rendimento total do produto em relação ao petróleo.

Álcool combustível

O álcool foi uma solução brasileira como alternativa ao petróleo. O Proálcool, projeto criado pelo governo como incentivo à produção deste combustível, gerou incentivos fiscais que reduziram impostos para a compra de veículos movidos a álcool.

O slogan do Proálcool ficou famoso: "Carro a álcool: um dia você ainda vai ter um", mas o mercado do petróleo saiu da grande crise do final da década de 70 (início dos anos 80) e o governo reviu seu projeto. O combustível "nacional" e renovável não recebeu mais o estímulo governamental e a indústria privada não o desenvolveu sem a mão do estado a guiá-la.

As vantagens dos carros movidos a álcool produzidos no Brasil acabaram diminuindo em virtude da redução dos incentivos fiscais, que propiciavam preços menores em relação aos veículos movidos a gasolina.

Os primeiros carros a álcool faziam com que seus motoristas os deixassem ligados durante um tempo, com o afogador acionado, para que ele esquentasse. Isto não é mais necessário para os carros mais modernos. Basta ligar o carro e sair sem forçar muito do carro. Todos os componentes irão atingir as condições ideais de funcionamento.

Combustível ecologicamente correto, o álcool não afeta a camada de ozônio e é obtido de fonte renovável.

Como é obtido a partir da cana-de-açúcar, ajuda na redução do gás carbônico da atmosfera, através da fotossíntese nos canaviais.

Outras vantagens ambientais, ainda relacionadas à fase de plantio/cultivo da cana-de-açúcar, são o aumento da umidade do ar e a retenção das águas da chuva

Seguindo recomendações específicas, pode ser misturado ao diesel e à gasolina, como também pode ser utilizado sem aditivos, sem que com isso o motor sofra danos.

Biodiesel Petrobras

O biodiesel é um combustível produzido a partir de óleos vegetais extraídos de diversas matérias-primas, como palma, mamona, soja, girassol, dentre outras.

Por advir de fontes renováveis e ser menos poluente ele é ecologicamente correto. O biodiesel está sendo adicionado, na proporção 2%, aos diversos tipos de diesel e não necessitam de qualquer adaptação para receber a mistura. Na Europa o biodiesel já vem sendo utilizado em vários países.

Nos últimos dois anos, a Petrobras Distribuidora investiu mais de R$ 20 milhões na adaptação de suas instalações e em logística para receber e distribuir o novo produto.

Desde o ano passado, o biodiesel começou a ser vendido em postos de serviço no estado de Belém (PA). Neste momento, o número de postos de serviços de bandeira Petrobras, em diversos estados do país, que já comercializam este combustível ultrapassa 3.100.

A Petrobras Distribuidora está comprando mais de 90% do biodiesel adquirido pela Petrobras junto aos produtores, demonstrando o comprometimento da Companhia com o desenvolvimento sustentável do país, pois o biodiesel representará um novo segmento da economia que vai gerar mais empregos.

O biodiesel chega para ser mais um diferencial que a rede de postos Petrobras oferece aos seus consumidores, reforçando o princípio de inovação, tecnologia, qualidade de produtos e serviços e responsabilidade sócio-ambiental que norteiam nossa companhia e que fazem da marca Petrobras a preferida de todos os brasileiros.

Responsabilidade Ambiental

Atualmente uma das maiores preocupações de toda a sociedade é a responsabilidade que cada um de nós possui sobre a preservação do meio ambiente em que vivemos.

As atenções para este tema só tendem a crescer e, assim como tudo em nossos tempos atuais, de forma vertiginosa. Não há dúvida que o consumidor e os investidores estão cada vez mais atentos às empresas que se preocupam com questões de responsabilidade social e ambiental.

E a Petrobras, como maior empresa brasileira, tem um papel estratégico na área de energia e investe firmemente em pesquisas, desenvolvimento e implementação de formas de energia alternativa. Uma destas inovações é a utilização do biodiesel.

Diesel

Para os caminhoneiros: sempre que tiver que parar para fazer lanches ou estiver retido em congestionamentos, desligue o motor. Você irá economizar diesel e reduzir o desgaste do motor.

Evite andar em ponto morto. O uso do freio motor é mais seguro e econômico. Ele corta a passagem de combustível e consome menos diesel do que a marcha lenta.

O consumo é influenciado pela forma com que o veículo é conduzido. Respeite o conta-giros.

Caso desconfie do posto onde está abastecendo, você pode pode pedir para ver a nota fiscal e o certificado de análise emitido pela distribuidora. Para se certificar ainda mais, pode ser feito um teste da densidade do diesel, que deve estar entre 0,82 e 0,88.

Gás Natural Veicular (GNV)

O Gás Natural, conhecido como combustível do futuro, é uma mistura de hidrocarbonetos leves que, à temperatura ambiente e pressão atmosférica, permanece no estado gasoso.

É constituído predominantemente por metano (CH2) com teor mínimo em torno de 87%. Por não possuir enxofre em sua composição, o Gás Natural não lança compostos de enxofre na atmosfera em sua queima, compostos estes que produzem chuva ácida quando em contato com a umidade atmosférica.

Na natureza, ele é encontrado acumulado em rochas porosas no subsolo, freqüentemente acompanhado por petróleo, constituindo um reservatório.

A queima do Gás Natural é uma das mais limpas conhecidas, praticamente sem emissão de monóxido de carbono, representando, sem dúvida, a melhor opção de combustível para utilização em centros urbanos, onde os controles de poluição estão ficando cada vez mais rigorosos, contribuindo, assim, para a melhoria da qualidade de vida da população.

Com a utilização do Gás Natural, além de se economizar em combustível, se economiza também na manutenção de veículo.

Veículos que podem utilizar GNV

Diversas portarias e decretos governamentais definiram as regras para utilização do Gás Natural Veicular. Dentre eles o Decreto nº 1.787, de 12 de janeiro de 1996 autorizou a utilização do GNV para todos os tipos de veículos:

Frotas de ônibus urbanos e interurbanos

Veículos de carga e transporte

Frotas de serviços públicos

Frotas cativas de empresas

Táxi

Veículos particulares

Vantagens

O gás é mais barato que os outros combustíveis (álcool e gasolina)

A conversão dos veículos e manutenção são extremamente simples.

Com um metro cúbico de gás é possível rodar mais quilômetros do que com um litro de gasolina ou álcool. Combinando o menor consumo por Km rodado com o menor preço – em relação ao álcool e à gasolina – pode-se alcançar uma economia, somente com o combustível, em torno de 60%, na maioria dos casos. Observa-se mais economia nos veículos bem regulados e que rodam mais;

Aumenta a vida útil do motor: Por ser um combustível limpo e seco possui uma queima mais completa, assim, pouco ou nenhum carbono é formado durante a combustão.

O motor movido a GNV se mantém em boas condições de limpeza e, assim, observam-se menores taxas de desgaste para um mesmo período de utilização, quando comparado com motores alimentados com combustíveis líquidos;

Reduz custos com lubrificantes e manutenção: O Gás Natural é um combustível seco, por isso o óleo lubrificante se mantém isento de impurezas por longos períodos devido à ausência de carbono formado na combustão dos motores alimentados a gás.

Outrossim, não são observadas as freqüentes diluições do óleo lubrificante e remoção da película de óleo dos cilindros, causada pelos combustíveis líquidos;

Menor freqüência na troca do escapamento do veículo, pois a queima do gás natural não provoca a formação de compostos de enxofre, diminuindo a corrosão.

Combustível Seguro

O Gás Natural é reconhecidamente muito mais seguro que os demais combustíveis. Devido à sua composição e, conseqüentemente, por ser um combustível mais leve que o ar e possuir estreita faixa de inflamabilidade, qualquer eventual vazamento dissipa-se rapidamente na atmosfera, diminuindo o risco de explosões e incêndios.

Além disso, para que o Gás Natural se inflame, é preciso que seja submetido a uma temperatura superior a 620oC (o álcool se inflama a 200oC e a gasolina a 300oC).

O abastecimento do veículo é feito sem que o produto entre em contato com o ar, evitando-se assim qualquer possibilidade de combustão.

Os cilindros e demais componentes do kit de conversão carregados no veículo são dimensionados para suportar a alta pressão em que o gás é armazenado (em torno de 200 bar) e ainda situações eventuais como colisões, incêndios, etc.

O Gás Natural não está sujeito a fraudes, extravios ou perdas de qualquer espécie. É quimicamente estável, sem os inconvenientes da formação de depósitos (borras e gomas) nos tanques e sistemas de carburação.

O conceito de segurança desse combustível já é reconhecido em todos os países onde ele já é largamente utilizado. Nos EUA, por exemplo, o GNV é utilizado até mesmo em ônibus escolares.

Meio Ambiente

A queima do Gás Natural é muito mais completa que a queima da gasolina, do álcool e do diesel. Por isso, os veículos movidos a Gás Natural (Gás Metano Veicular) emitem menos poluentes, tais como óxidos nitrosos (NOX), dióxido de carbono (CO2) e principalmente o monóxido de carbono (CO).

O Gás Natural é sem dúvida, a melhor opção de combustível para utilização em centros urbanos, onde os controles de poluição estão ficando cada vez mais rigorosos, contribuindo, assim, para a melhoria da qualidade de vida da população.

O Brasil produz cerca de 25 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, e a Petrobras Distribuidora conta com a maior rede de distribuição do produto, com postos localizados nas mais diversas cidades do país.

Além das reservas existentes, a BR pretende aumentar ainda mais o abastecimento do mercado com a entrada em operação do gasoduto Brasil-Bolívia.

A formação de petróleo e gás natural continua a ocorrer na natureza. Porém, as movimentações da crosta terrestre hoje são muito escassas, a velocidade com que as novas quantidades são geradas é desprezível. Por esta razão, diz-se que as acumulações destes produtos são "não-renováveis".

Ainda que tendam ao esgotamento em algumas décadas à frente, em face das grandes quantidades que atualmente são extraídas do subsolo ano a ano, o gás natural deve ser o principal combustível a suceder o petróleo, com prevalência por toda a primeira metade do próximo século.

Dicas de economia

Evite acelerar bruscamente ou de maneira desnecessária. O mesmo vale para os freios.

Quando chegar à velocidade desejada, alivie aos poucos o acelerador.

Esqueça aquele velho hábito de acelerar o carro antes de desligá-lo. Você pode danificar o catalisador, o que aumenta a emissão de poluentes e prejudica o desempenho.

Aerodinâmica: dê preferência por andar com as janelas fechadas. A redução da resistência do ar reverte na economia de combustível.

Verifique sempre os filtros de ar e de combustível e efetue as trocas seguindo as recomendações do fabricante.

Não carregue mais peso do que a capacidade de seu carro. O consumo será maior e irá acarretar um desgaste da suspensão, dos freios e dos pneus. Cada 50kg a mais equivalem a 1% de aumento no consumo.

Retire o bagageiro quando não for usá-lo. A resistência produzida por eles aumenta o consumo.

Organize seu itinerário. Procure criar uma rota que atenda todos os seus compromissos. Concilie sua agenda da melhor forma, evite idas e vindas desnecessárias.

Procure caminhos alternativos. Às vezes é mais vantajoso andar um pouco mais do que ficar no anda-e-pára dos engarrafamentos.

Utilize o acelerador com suavidade.

Respeite o conta-giros. Troque as marchas na rotação indicada.

Desligue o carro se for ficar parado por mais do que dois minutos.

O excesso de velocidade, além dos problemas de segurança, aumenta o consumo. O Centro de Pesquisa da Petrobras realizou testes que indicaram um aumento no consumo de até 20% para carros que andavam a 100km/h confrontados com outros que não passavam dos 80km/h.

Caminhar faz bem à saúde. Para percorrer pequenas distâncias, vá a pé.

Quando puder, utilize os transportes coletivos.

O carro é indispensável, identifique pessoas que façam o mesmo trajeto que você e sugira o transporte solidário.

Motor desregulado pode consumir até 60% mais combustível do que o normal.

Controle seu consumo. Anote a quantidade de combustível abastecida e a quilometragem percorrida. Use uma planilha para acompanhamento.

Fonte: www.posto1br.com.br

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