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Cominho

Nome científico

Cominum cyminum

Características

Planta herbácea com aproximadamente 30 cm de altura. Haste direta, ramosa, estriada. Folhas alternas, distantes, glabras, recortadas em longos comilhos quase capilares. Flores brancas ou avermelhadas, pequenas, dispostas em umbelas trminais.

Cominho

Uso doméstico

Inteiro ou em grão, pode ser usado em molhos, carnes assada, cozida ou de panela, peixes em seus diversos preparos, legumes, ovos, queijos, feijão, hambúrgueres, molhos de tomate ou pão e ainda para condimentar salsichas e embutidos.

Uso medicinal

Tem praticamente o mesmo emprego do anis. É estomático, carminativo, emenagogo e diurético. É empregado nas debilidades gástricas, nos espasmos de estômago, na flatulência intestinal e outras perturbações dos intestinos, principalmente em crianças. Em cataplasmas, emprega-se para resolver os engurgitamentos dos bicos dos seios e dos testículos.

Fonte: web.matrix.com.br

Cominho

Parte usada Sementes

Princípios ativos Óleo essencial, óleo fixo, resina, tanino, proteínas (aleurona). O teor de óleo essencial aumenta muito com o amadurecimento do fruto.

Indicações terapêuticas

Excesso de gases intestinais, atonias gástricas e intestinais, descongestionamento mamário das lactentes

Cominho

Informações complementares

Nome em outros idiomas

Inglês, Francês: cumin

Alemão: Mutterkuemmel

Italiano: Comino

Origem: África

Características

Planta herbácea (fruto não comestível), de ciclo anual, alcança mais ou menos 40cm de altura, de caule ereto, estriado, revestido de pêlos na parte superior, ramoso e com raízes brancas e fobrosas.

As folhas são alternas, distantes, glabras, recortadas em longos colmilhos, quase capilares. As flores são brancas ou avermelhadas, pequenas, dispostas em umbelas terminais; corola com 5 pétalas.

O fruto é oblongo, elipsóide, adelgaçado na extremidade, estriado, coroado pelos dentes do cálice pubescente; exala um odor forte, aromático e pouco agradável, e o sabor é acre. As sementes são côncavas. É utilizado na indústria de perfumaria e também aplicado em certos tipos de queijo e pão.

As sementes do cominho são a base do famoso licôr "Kümmel", ou "Creme de Munique" e de outras bebida licorosas. São muito semelhantes às sementes da alcarávia, distinguindo-se apenas por seus minúsculos pêlos. Pertence à mesma família do funcho, do anís, da erva-doce e da alcarávia.

Uso medicinal

É utilizado no combate ao excesso de gases intestinais, as dispepsias putrefativas e fermentativas, as atonias gástricas e intestinais, os espasmos gastrintestinais e as gastralgias nervosas.

Externamente é usado sob a forma de cataplasma, auxiliando na resolução de abcessos e no descongestionamento mamário das lactentes.

Uso alimentar

Inteiro ou moído, o cominho é empregado como condimento e na fabricação de licores. Serve também para aromatizar alguns tipos de queijos, pães e bolos, deixando-os com odor e sabor mais fortes e acres.

Como usar

Nas atonias gastrintestinais

Em uma xícara (de chá) com água fervente, colocar 2g de semente de cominho. Abafar por cerca de 10 minutos, coar e beber antes das principais refeições.

Como chá estomacal

Ferver por 5 minutos em uma xícara (de chá) com água, 1g de semente de cominho, um pedaço de casca de carqueja e 1g de semente de angélica. Coar e beber antes das principais refeições.

Contra gases intestinais

Macerar por 5 dias 20g de sementes de cominho em 100ml de álcool neutro 60º. Coar. Diluir uma xícara (de chá) em um pouco d’água e beber após as principais refeições.

Como vinho digestivo

Macerar por 5 dias 30g de sementes de cominho em 1 litro de vinho branco doce. Coar e beber um cálice após as principais refeições.

Mais sobre cominho...

Falso-anis, falso-aneto, kümel, os grãos desta planta são confundidos com outros temperos. O seu aroma é intenso e seu gosto acre é levemente amargo. Provavelmente originário da Ásia central, o cominho é utilizado há muito tempo: os egípcios usavam-no como pimenta e colocavam seus frutos dentro das tumbas, como oferenda. Na Idade Média, o cominho era considerado como um tempero aristocrático, utilizado para temperar as aves a fim de facilitar a digestão.

Uma especiaria popular ao redor do mundo, especialmente na América Latina, norte da África e Ásia, tem pouca aceitação na Europa, onde é utilizada para temperar queijos na França e Holanda. Típico na Índia, onde é parte do curry em pó e largamente empregado na cozinha tandoori, seus frutos são usados inteiros, podendo ser fritos ou assados antes do uso. Os legumes, especialmente as lentilhas, são temperados com cominho frito na manteiga. Pode ser utilizado em misturas de temperos, polvilhados nos pratos antes de servir. O cominho preto é o fruto da planta de mesmo nome que cresce no Irã e na região norte da Índia, algumas vezes preferida em detrimento do cominho branco.

Uso culinário

O cominho faz parte da composição do curry, é utilizado na cozinha oriental e mediterrânea. Na Alemanha, certos pães são temperados com suas sementes. Alguns queijos, como o gouda e o munster, podem também ser feitos com grãos de cominho em seu interior. O cominho também é utilizado moído, em pó, em muitos pratos da culinária árabe.

Usam-se as folhas e raízes (muito finas, fracas e esbranquiçadas, são aromáticas e consideradas uma "délicatesse" à mesa). As flores pequenas, brancas ou levemente rosadas, não são usadas na culinária, mas originam pequenos frutos, que contêm as sementes, muito aromáticas.

Usam-se ainda as folhas e os grãos nos preparos de molhos para carnes e peixes, legumes, ovos, queijos e sopas. Na Holanda é comum utilizá-lo em bolos e doces

Curiosidades

O cominho foi trazido para a Europa pelos árabes, que lhe atribuíam um poder afrodisíaco.

A presença de sementes do cominho dentre outros alimentos encontrados no poço funerário de uma mulher da II dinastia do antigo Egito (cerca de 3.700 aC.) nos confirma que esse tempero é conhecido já há bastante tempo.

A palavra cominho vem do latim cuminum, provavelmente com origens semitas. Em países de língua alemã é freqüentemente confundido com o kümmel, mais popular naqueles locais.

Fonte: ci-67.ciagri.usp.br

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