As Comores (por vezes também se verifica a grafia anglicizada Comoros) são uma república federal insular, que compreende três das quatro ilhas principais do Arquipélago das Comores, entre a costa oriental de África e Madagáscar.
O país é banhado a norte pelo Oceano Índico e a sul pelo Canal de Moçambique, sendo os seus vizinhos mais próximos a possessão francesa de Mayotte a sueste, Moçambique a oeste e as Seychelles a nordeste. Compreende as Ilhas Grande Comore, Moheli e Anjouan. Capital: Moroni.
Moroni é a maior cidade das Comores e, desde 1962, a sua capital. Em 1990, a sua população era de cerca de 23.400 habitantes. Está localizada na costa ocidental da ilha Grande Comore, nas coordenadas 11°45'S 43°12'E .
Moroni é servida pelo Aeroporto Internacional Moroni Hahaya (código IATA: HAH). Possui igualmente um porto, com ligações regulares ao continente africano e às outras ilhas do arquipélago das Comores, bem como a Madagáscar e a outras ilhas do Oceano Índico.
Fonte: www.souturista.com.br
Comoras, entre a ponta norte de Madagascar e da África continental, é uma das grandes surpresas que o sul oferece ao viajante. Ignorada de momento pelo turismo, Comoras propõe ao visitante pitorescos povoados árabes, belas paisagens, espetaculares praias virgens, e a amabilidade e hospitalidade de um povo ainda não contagiado pelo turismo massivo.
Passaporte em vigor e imprescindível visto, que pode-se conseguir no momento da chegada e nas representações diplomáticas. Passagem de saída do país. Como no resto da região, o mais habitual é preencher um formulário de alfândegas enumerando o dinheiro e posses pessoais, incluindo câmaras, eletrônica e jóias. Na saída se mostra o formulário e preenche-se outro.
Clima tropical de temperaturas temperadas. As chuvas chegam em janeiro e os monções em novembro.
Recomenda-se levar roupa de algodão e calçado confortável, capa de chuva, óculos de sol, chapéu, protetor solar e repelente contra os insetos.
Os idiomas oficiais são o árabe e o francês.
A maioria da população é muçulmana.
A corrente elétrica é de 220 voltios a 50 Hz.
É imprescindível a profiláxia antimalária e recomendável a vacina contra a febre amarela. Não se pode beber água da torneira nem comer alimentos sem cozinhar. É aconselhável levar farmácia bem preparada com analgésicos, antiestamínicos, antidiarréicos, antibióticos, antisépticos, repelentes para insetos, loções calmantes contra picaduras ou alergias, tesoura, pinças, termômetro e seringas hipodêrmicas. É recomendável viajar com um seguro médico e de assistência.
O serviço de correios não é muito confiável, e as cartas para e desde o estrangeiro demoram semanas ou meses em chegar a seu destino. O serviço de telefones também não é seguro, e deve realizar as chamadas de escritórios de correios ou hotéis. As ligações internacionais se fazem através de operadora. Para chamar a Comoras deve marcar 00-269 mais o número do assinante.
É melhor trazer o material que vai utilizar, embora na capital se possa encontrar filmes, é comum estarem estragados pelo calor ou simplemente, fora de validade. Por respeito, e para evitar problemas, peça sempre licença antes de fotografar às pessoas.
Em Comoras segue-se o calendário muçulmano, pelo que os escritórios fecham na sexta-feira, não no domingo. Os escritórios governamentais abrem das 8.00 às 14.00 horas e os negócios das 7 às 14 horas no verão e das 8 às 13 horas e das 16.00 às 18.30 horas no inverno.
Não é comum deixar gorjetas em Comoras, embora alguns restaurantes somam automaticamente entre 10 e 15% à conta em conceito de serviço. Dar gorjeta vai contra o conceito islâmico da hospitalidade que a população professa, pelo que podem ofender-se, chegando a rejeitar ou devolver o dinheiro deixado.
As quatro ilhas do arquipélago de Comoras são o cume da cordilheira de vulcões que se extende desde o estreito de Moçambique. O arquipélago se extende a uma distância de 300 quilômetros de norte a sul e cobre uma extensão de 2.236 quilômetros quadrados. As poucas planícies do país são vales interiores e não existem rios, só torrentes.
A composição vulcânica da ilha não permite uma excessiva variedade de flora no solo da ilha, muito fértil por outro lado quanto à produção de tipos. Habitam na ilha algumas espécies interessantes de animais, como os morcegos de Livingstone ou uma espécie de mangosta que os nativos chamam makis.
As ilhas Comoras foram originalmente colonizadas por povoadores de origem polinésica em volta do século VI d C. Sucessivas ondas de mercadores árabes e indianos foram chegando ao arquipélago, que subsistia com o comércio de escravos e especiarias. Os portugueses não chegaram a reparar nelas durante suas viagens pela zona nos séculos XVI e XVII. Foram os franceses quem nos finais do XIX as conquistaram uma após a outra.
Após a Segunda Guerra Mundial, Comoras - até então governada desde Madagascar - passou a ser um território aparte, e em 1961 obteve autonomia interna. Após um referendum sobre o tema em 1974, Comoras -menos a ilha de Mayotte, que preferiu seguir ligada a França- passou a ser a República Federal Islâmica de Comoras.
Em 1978, o governo ditatorial de Ali Soilih foi deposto por um grupo de mercenários contratados pelo antigo presidente Ahmed Abdallah e por um rico empresário comorano, ambos exilados em Paris. O regime de Abdallah, que declarou o estado uni-partidista, caiu em 1989 - tudo parece indicar que com ajuda de Bob Deanard, o mercenário que ajudou-lhe a conseguir o poder. Após umas eleições gerais, tomou a presidência Sahid Mohamed Djohar, que cometeu diversas reformas políticas e econômicas.
Na atualidade o país rege-se pela constituição vigente desde 1992. O presidente atual é Mohammed Taki, eleito em março de 1996 e como primeiro ministro Tadjidine bem Said.
Entre as construcções mais interessantes das Comoras deve-se assinalar as que encontram-se no típico bairro árabe da capital. Uma visita recomendada é a do Museu do Centro Nacional de Documentação e Investigações Científicas.
Grã Comora, conhecida como Ngazidja pelos nativos, é a maior das ilhas e, geologicamente, a mais jovem. Seu acidente geográfico mais importante é o monte Karthala, um vulcão ativo que se ergue 2.361 metros sobre o nível do mar. A costa da ilha é quase toda preta, formada pela lavra do vulcão.
A parte central da capital das Comoras é uma antiga cidade árabe, cheia de becos e casas com pequenos jardins. Tem um dos melhores portos do país com um inconfundível ar mediterrâneo, com seus sólidos escolhos de rochas alojando o cais.
Merece a pena passear e perder-se pelas ruas do Bairro Árabe. No caso de perda, os nativos sempre estão dispostos a dar uma ajuda. Uma visita recomendada é a do Museu do Centro Nacional de Documentação e Investigações Científicas.
Chomoni é a melhor praia da costa leste, pois encontra-se resguardada por uma pequena baia. É das preferidas dos locais, e nos finais de semana adquire um agradável ambiente festivo.
É a maior cratera vulcânica do Oceano Índico, e sua última erupção teve lugar no ano de 1977. Pode-se escalar em um dia, mas é melhor faze-lo com mais tempo.
É topográficamente a mais variada das Comoras, com seus profundos vales e escarpadas costas. É a mais densamente povoda, e nela vivem umas 180.000 pessoas, aproximadamente. Suas principais praias são Moya e Mutsamudu, que é também uma pitoresca cidade, onde deve visitar a antiga Cidadela e o Palácio do Sultão.
É a mais selvagem e desabitada das ilhas, e está cheia de estações ideais para o montanhismo. Destaca-se o lago sulfuroso, de Dziani Boundouni, ao sudeste da ilha.
Mwali-Mdjini são os restos de uma cidade do século XI cujas formosas praias são hoje refúgio para tartarugas que vem aqui para botar seus ovos.
A cozinha de Comoras é uma mistura de gastronomia indiana, árabe, francesa e africana. Uma comida normal inclui sempre alguma combinação de arroz e mandioca com carne de cabra ou peixe, temperados com especiarias da ilha como canela, pimentão, baunilha, noz moscada e cravo. Não deve esquecer-se dos deliciosos mariscos.
A lei muçulmana proibe o álcool, pelo que seu uso é muito limitado. A exceção é o trembo, uma destilação local do leite do coco e sucos de frutas. As bebidas alcólicas pode-se adquirir nos hotéis ou em algumas lojas ocidentais e chinesas. É conveniente beber água só se for engarrafada.
Pode-se adquirir lindas talhas em madeira, assim como essências de flores e tecidos de vistosas cores. Aconselhamos também adquirir cestaria, perfumes e peças de uma grande variedade de lembranças.
Comoras tem uma população de 514.000 habitantes segundo censo de 1997. A maioria deles habitantes são muçulmanos. Etnicamente a maior parte dos comoranos são descendentes de escravos africanos que misturaram-se com colonizadores e comerciantes de origem árabe e persa.
As formosas praias das Comoras são o lugar ideal para a prática de esportes náuticos. As ilhas possuem paisagens montanhosas onde é possível praticar o senderismo.
Os feriados oficiais em Comoras incluem o 6 de Julho (Dia da Independência), 27 de Novembro e um número variável de festas muçulmanas variáveis dependendo do calendário lunar. Os feriados são o 1 de Janeiro, 16 de Março, 16 e 25 de Maio.
O Aeroporto Internacional de Hahaya encontra-se a 20 quilômetros ao norte de Moroni. Existem vôos desde algumas cidades da Europa e da África, especialmente desde Madagascar e Johanesburgo.
Tem um serviço de transbordador entre Mahajanga (Madagascar) e Moroni uma vez por semana. O trajeto se faz em 25 horas aproximadamente. Por outro lado as comunicações marítimas nacionais são limitadas. Existe comunicação entre Moroni e Moheli, entre Moroni e Mutsamudu e entre Mamoudzou e Dzaoudzi (na ilha de Mayote).
O transporte público na Comoras consiste basicamente em táxis coletivos. As rotas cobrem a maioria das povoações, e seu preço é bastante econômico. Pode-se alugar carros e motocicletas a preços bastante caros.
Fonte: www.rumbo.com.br
Comores é formado por três das quatro ilhas de um arquipélago situado no canal de Moçambique, entre o continente africano e a ilha de Madagáscar, no oceano Índico. As ilhas são a ponta de uma cadeia montanhosa vulcânica submersa. A maioria da população é muçulmana, composta de mestiços, indianos, suaíles, malgaxes, árabes e franceses.
O país importa mais da metade dos alimentos que consome e depende de ajuda internacional, sobretudo da França. Os principais setores da economia são o turismo e a exportação de baunilha, cravo-da-índia e de essências para perfume. Comores torna-se independente da França na década de 70, salvo a ilha Mayotte, que decide em plebiscito manter-se colônia. Nos últimos anos, as ilhas de Mwali e Nzwani realizam fortes movimentos separatistas.
A França ocupa Comores na primeira metade do século XIX. Antes associado a Madagáscar, o arquipélago torna-se território ultramarino francês em 1947. Em julho de 1975, a independência abre um período de instabilidade. Do processo de luta interna participam mercenários europeus comandados pelo francês Bob Denard.
Em 1978, Denard e seus homens dão um golpe de Estado em nome do ex-presidente exilado Ahmed Abdallah, que retorna e institui a República Federal Islâmica de Comores. Abdallah fica no poder até 1989, quando é assassinado por sua guarda pessoal, sob o comando de Denard. O presidente da Suprema Corte, Said Mohammed Djohar, assume interinamente. A França pressiona para que Denard saia do país e envia uma força naval ao arquipélago. Denard e seu grupo se exilam na África do Sul. Em 1990, Djohar é eleito primeiro-ministro.
Denard e outros 30 mercenários retornam a Comores em 1995, depõem Djohar e, com ajuda de soldados das Forças Armadas comorenses, criam um Comitê Militar de Transição comandado por seus colaboradores. Os franceses intervêm, Bob Denard é preso e levado a julgamento na França. As eleições presidenciais de março de 1996 são vencidas por Mohammed Taki, da coalizão União Nacional pelo Desenvolvimento (RND), defensora dos valores islâmicos. Em outubro, Taki faz aprovar em plebiscito uma nova Constituição, restringindo os direitos políticos e aumentando o poder presidencial. As eleições parlamentares de dezembro, boicotadas pela oposição, registram uma vitória contundente da RND: 36 deputados eleitos, num total de 43.
Os movimentos separatistas ganham força. Em agosto de 1997, a ilha de Nzwani declara-se separada de Comores. Dias depois, secessionistas de Mwali fazem o mesmo, estabelecendo um governo local. Iniciam-se esforços de mediação conduzidos pela Organização da Unidade Africana (OUA). Em meio às negociações, em setembro, 300 soldados enviados pelo governo central atacam Nzwani. Os separatistas enfrentam e derrotam as tropas. Um governo local é autoproclamado, tendo à frente Abdallah Ibrahim. A derrota abre uma crise: Taki decreta estado de emergência, assume poderes absolutos e demite o gabinete do primeiro-ministro Ahmed Abdou.
Em dezembro, forma um novo governo, indicando como primeiro-ministro Nourdine Bourhane, político ligado a Nzwani. Uma conferência em Adis-Abeba, Etiópia, é realizada entre representantes de Comores e dos dois governos locais, sem resultado.
Em maio de 1998, após manifestações contra o governo em Moroni, a capital, Taki demite Bourhane, acusando-o de incompetência. Ibrahim realiza dois referendos, em outubro de 1997 e em fevereiro de 1998, sobre a autonomia e a nova Constituição da ilha de Nzwani, ambos aprovados por 99% dos eleitores. Os governos de Mwali e Nzwani não são reconhecidos internacionalmente. Em novembro, o presidente Taki morre e é substituído interinamente por Tadjidine Ben Said Massonde, que nomeia Abbas Djoussouf como primeiro- ministro.
Nome oficial: República Federal Islâmica de
Comores (République Fédérale Islamique des Comores)
Capital: Moroni (Ilha de Njazidja)
Nacionalidade: comorense Idioma: comorense, árabe
e francês (oficiais)
Religião: islamismo 98,9% (maioria sunita), cristianismo
1,1% (católicos) (1994)
Moeda: franco comorense
Cotação para 1 US$: 454,50 (jul./1998)
Localização: leste da África, Oceano
Índico
Características: arquipélago de origem vulcânica
(Njazidja, Nzwani, Mwali, principais); área montanhosa com um vulcão
(Njazidja); terrenos aráveis (Nzwani); colinas baixas e vales férteis
(Mwalii)
Clima: tropical
Área: 1.862 km²
População: 672 mil (1998)
Composição étnica: afro-árabes
99%, outros 1% (1996)
Cidades principais: Moroni (Ilha de Njazidja) (30.000), Mutsamudu
(20.000) (1991); Domoni (8.000) (1990)
República com forma mista de governo.
Divisão administrativa: 3 ilhas.
Chefe de Estado: presidente interino Tadjidine Ben Said Massonde (desde 1998).
Chefe de governo: primeiro-ministro Abbas Djoussouf (desde 1998).
Principais partidos: coalizão União Nacional
pelo Desenvolvimento (RND), Frente Nacional pela Justiça (FNJ).
Legislativo: unicameral - Assembléia Federal, com 43 membros eleitos
por voto direto para mandato de 5 anos.
Constituição em vigor: 1996.
Agricultura: cravo-da-índia (1,5 mil t), baunilha (200 t) (1997); ilang-ilang, manjericão Pecuária: eqüinos (4,9 mil), bovinos (50 mil), ovinos (14,5 mil), caprinos (128 mil) (1997)
Pesca: 13,5 mil t (1995)
Mineração: areia e cascalho, pedra, argila Indústria: alimentícia (principais: baunilha, essências)
Parceiros comerciais: França, EUA, Alemanha, África do Sul.
Fonte: www.mulheresnegras.org

Nome Oficial: República Federal Islâmica de
Comores (Republique Fédérale Islamique des Comores)
Capital de Comores: Moroni
Área: 2.170 km² (167º maior)
População: 596.202 (2003)
Idiomas Oficiais: Shikomor, Árabe, Francês
Moeda: Franco das Comores
Nacionalidade: Comorense
Principais Cidades: Moroni, Mutsamudu, Domoni
Fonte: www.webbusca.com.br
Comores é formado por três das quatro ilhas vulcânicas que formam o Arquipélago de Comores, localizado entre o continente africano e a Ilha de Madagáscar. Seu território é extremamente rochoso e inadequado para a agricultura. A vida marinha, no entanto, é bastante rica e variada.
A maioria dos comorenses possui ascendência étnica afro-árabe e malgaxe. A proporção de homens e mulheres é praticamente a mesma e quase a metade da população tem idade inferior a 15 anos. Um terço vive em áreas urbanas, cujo crescimento tem sido marcado por taxas impressionantes.
As Ilhas Comores foram descobertas pelos portugueses em 1503, mas a França as tomou em 1517. Elas se tornaram um protetorado francês em 1886 e permaneceram assim até 1961, quando obtiveram autonomia interna. Em 1975, o Arquipélago de Comores forma uma república e declara independência da França. A Ilha de Mayotte pertencia ao arquipélago, mas permaneceu sob o domínio francês. A disputa pela posse dessa ilha continua até hoje. Desde a independência, o país já sofreu inúmeras tentativas de golpe de estado. Em 1990, uma democracia multipartidária foi estabelecida.
As ilhas continuam pobres e subdesenvolvidas. A economia está estagnada e a maioria do povo é formada por agricultores pescadores de subsistência. O país é o maior produtor mundial de essências para perfume e o segundo maior produtor de baunilha, porém o colapso mundial dos preços nesses dois mercados diminuiu drasticamente a renda dos ilhéus comorenses. Em média, os trabalhadores ganham menos de US$ 500 por ano. Aproximadamente metade da população é alfabetizada e a maioria dos comorenses vive até os sessenta anos de idade. Um quarto de todas as crianças com menos de cinco anos são subnutridas.
As Ilhas Comores foram colonizadas pelos árabes no início do século XIV e tornaram-se islâmicas no XV. A grande maioria dos muçulmanos é sunita, pertencente à facção Shafiita.* Existem centenas de mesquitas e escolas corânicas no país, e anualmente cerca de cem pessoas fazem a tradicional peregrinação a Meca. Uma pequena minoria constituída de algumas centenas de bahaístas também vive nas Ilhas.
* N. do E.: O termo Shafiita surgiu a partir de Al Shafii (820 d.C.), um dos seguidores de Malik. Shafii exerceu uma grande influência no desenvolvimento da jurisprudência islâmica e teve uma participação relevante no processo de definição da sharia, a lei islâmica.
O catolicismo chegou às Ilhas Comores junto com os franceses no século XVI. Hoje, há cerca de 7 mil católicos no país, a maioria franceses ou malgaxes. Estima-se que haja menos de duzentos cristãos entre a população comorense. De maneira geral, a maioria dos cristãos é católica, mas cerca de um quarto é protestante. A Africa Inland Mission (Missão do Interior da África) tem realizado um trabalho significativo em Comores, conquistando o respeito e o favor da população. Embora ainda seja pequena, a igreja comorense apresenta um contínuo crescimento.
Os líderes cristãos africanos dizem que as Ilhas Comores são a região mais difícil para se evangelizar no mundo. O governo não reconhece a existência de nenhum comorense cristão e não permite reuniões públicas. Os cristãos não expressam sua fé publicamente pois têm medo de ser presos. O testemunho cristão em locais públicos é terminantemente proibido, embora reuniões nos lares sejam realizadas. A perseguição tem sido severa, apesar de periódica e esporádica. Este padrão não tende a mudar.
Na ilha de Anjouan, um grupo de 25 jovens cristãos que tinha um real interesse em alcançar outros jovens enfrentaram problemas quando espiões relataram suas intenções. Um líder muçulmano egípcio que estava em visita à ilha aconselhou as autoridades locais a expulsar os jovens da aldeia ou isolá-los em algum local separado. A afirmação do imame egípcio provocou uma discussão na aldeia. Alguns achavam que os cristãos deveriam ser castigados fisicamente, enquanto outros sugeriram que eles fossem expulsos. Houve ainda quem quisesse confiscar a literatura que eles utilizavam, enquanto alguns imames achavam que nada deveria ser feito contra os jovens, que tinham também o apoio de alguns membros da aldeia.
Novos problemas surgiram em abril de 1999, quando soube-se do batismo de Antoine, um rapaz de 29 anos. Algumas pessoas testemunharam o evento ao passar pelo local e comunicaram aos outros. A população da vila não sabia como reagir. Primeiro, pensaram em chamar o jovem para ser disciplinado na mesquita, mas depois concluíram que cristãos não poderiam ser envolvidos em assuntos muçulmanos. Então alguns membros da comunidade decidiram chamar secretamente a Embargo, uma milícia local.
Antoine foi preso em uma manhã de sábado por dois homens da Embargo, enquanto dois outros jovens, Jean e Thibault, eram retirados de uma escola. Os três foram levados para uma prisão provisória em Pomoni, onde foram espancados com cassetetes e fios elétricos. Algumas pessoas da vila, incluindo o tio de Antoine, deram dinheiro para libertá-lo. Em um primeiro momento, a milícia libertou Antoine e pediu que ele entregasse seus livros cristãos. Os homens o acompanharam até sua casa, mas ele não permitiu que entrassem em seu quarto. Ele escondeu seu exemplar de Quando Vem a Perseguição* e entregou seus outros livros e seu Novo Testamento. Jean e Thibault foram libertados mais tarde naquele mesmo dia para, em seguida, serem convocados a comparecer na delegacia de polícia local, onde foram ameaçados de espancamento caso não assinassem um termo renunciando à fé cristã.
* PIT, Jan. Quando Vem a Perseguição. Rio de Janeiro, RJ: CPAD, 1982.
O crescimento da igreja em Comores é maior que o crescimento populacional. É provável que o número total de cristãos no país alcance 60 mil pessoas por volta do ano 2050. A perseguição provavelmente continuará esporádica, mas não menos severa.
1. Os cristãos sofrem com a pobreza do país. Viagens, evangelismo e a abertura de novas congregações podem ser tarefas difíceis para a igreja local. Além disso, faltam recursos evangelísticos para a implantação de programas maiores. Ore para que a igreja mundial ajude a igreja comorense a obter os recursos necessários para a evangelização.
2. A igreja desfruta de uma atmosfera de tolerância. Embora haja restrições sobre suas atividades, os cristãos geralmente gozam de boa reputação nas ilhas e casos de perseguição continuam sendo isolados. Ore para que a igreja continue a ganhar o respeito e o favor da população comorense.
3. A igreja sofre com a impossibilidade de proclamar o Evangelho livremente. Ore para que o governo abrande as restrições e permita tanto a organização de reuniões públicas como a celebração de feriados cristãos.
4. A nação tem sido afetada pelos conflitos políticos. Ore para que a igreja seja capaz de promover um ministério de cura e reconciliação nas Ilhas Comores.
Moroni
592 mil (31% urbana)
2.235 km2
Ilhas no Oceano Índico, no sudeste da África
Árabe, francês e comorense
Islamismo 98%, cristianismo 1,2%
7 mil, fatia da população em crescimento
Severa, esporádica
É proibida a realização de reuniões religiosas públicas.
Haverá uma forte perseguição de caráter esporádico acompanhada de diversas restrições para impedir o crescimento da igreja.
Fonte: www.portasabertas.org.br
Nome oficial: República Federal Islâmica de
Comores (Republique Fédérale Islamique des Comores).
Nacionalidade: comorense.
Data nacional: 6 de julho (Independência).
Capital: Moroni (ilha de Njazidja).
Cidades principais: Moroni (30.000), Mutsamudu (20.000) (1991);
Domoni (8.000) (1990).
Idioma: comorense, árabe e francês (oficiais).
Religião: islamismo 98,9% (maioria sunita), cristianismo
1,1% (católicos) (1994).
Localização: sudeste da África, oceano
Índico.
Hora Local: + 6h.
Área: 1.862 km2.
Clima: tropical.
Total: 690 mil (2000), sendo afro-árabes 99%, outros
1% (1996).
Densidade: 372,72 hab./km2.
População urbana: 32% (1998).
População rural: 68% (1998).
Crescimento demográfico: 3% ao ano (1998).
Fecundidade: 4,8 filhos por mulher (1995-2000).
Expectativa de vida M/F: 57/60 anos (1995-2000).
Mortalidade infantil: 76 por mil nascimentos (1995-2000).
Analfabetismo: 43,8% (2000).
IDH (0-1): 0,51 (1998).
Forma de governo: República presidencialista.
Divisão administrativa: 3 ilhas.
Partido político: coalizão União Nacional
pelo Desenvolvimento (RND).
Legislativo: unicameral - Assembléia Federal, com
43 membros eleitos por voto direto para mandato de 5 anos.
Constituição em vigor: suspensa desde 1999.
Moeda: franco comorense.
PIB: US$ 196 milhões (1998).
PIB agropecuária: 39% (1998).
PIB indústria: 13% (1998).
PIB serviços: 48% (1998).
Crescimento do PIB: 0% ao ano (1998).
Renda per capita: US$ 370 (1998).
Força de trabalho: 240 mil (1998).
Agricultura: cravo-da-índia, baunilha, ilangue-ilangue,
manjericão.
Pecuária: bovinos, ovinos, caprinos.
Pesca: 12,5 mil t (1997).
Mineração: areia e cascalho, pedra, argila.
Indústria: alimentícia (principais: baunilha
e essências).
Exportações: US$ 8 milhões (1997).
Importações: US$ 65 milhões (1997).
Parceiros comerciais: França, Alemanha, África do Sul, Madagascar.
Fonte: www.portalbrasil.net
Nova Bandeira Nacional da República Federal Islãmica de Comores. A lua crescente, as estrelas (estrela de 5 pontas) e a cor verde são símbolos tradicionais do Islã.
As 4 estrelas representam as 4 principais ilhas do arquipélago:
Do lado esquerdo, a ex-Bandeira Nacional da República Federal Islãmica de Comores - as palavras "Allah" e "Mohammed" estão grafadas na bandeira. Do lado direito, a nova Bandeira Nacional da República Federal Islãmica de Comores.
Federal Islamic Republic of the Comoros (Anjouan, Moheli, Grand Comoro)
Nome oficial: République Fédérale
Islamique des Comores.
Capital: Moroni (ilha de Njazidja).
Religião: Islamismo 98,9% (maioria sunita), cristianismo 1,1% (católicos) (1994).
Localização: leste da África.
Características: arquipélago de origem vulcânica; área montanhosa com um vulcão (Njazidja); terrenos aráveis (Nzwani); colinas baixas e vales férteis (Mwali).
Divisão administrativa: 10 províncias. Cidades Principais: Mutsamudu, Domoni.
Moeda (numismática): franco comorense. Anteriormente, franco francês.
Sob dominação francesa desde 1886, as Ilhas Comores declararam sua independência em 1975. Entretanto, a população predominantemente católica da Ilha de Mayotte, recusou-se a se unir às outras ilhas de população islâmica (decidido em plebiscito manter-se colônia), permanecendo ligada à França...
Formada por três ilhas Njazidja (Grande Comore), Nzwani (Anjouan ou Comore), e Mwali (Mohéli), das quatro ilhas de um arquipélago situado no canal de Moçambique, entre a África e a ilha de Madagáscar, no oceano Índico.
Os setores mais fortes da economia são o turismo e a exportação de baunilha, considerada a melhor do mundo, de cravo-da-índia e de essências para perfume. O país importa mais da metade dos alimentos que consome.
A França ocupa Comores na primeira metade do século XIX. O antigo sultanato foi protetorado em 1866 e colônia em 1891. Antes associado a Madagáscar, o arquipélago torna-se território ultramarino francês entre 1947 até 1961, quando ganha autonomia política.
Em 1975, a independência abre um período de instabilidade. Do processo de luta interna participam mercenários europeus comandados pelo francês Bob Denard.
Em maio de 1978, Denard e seus homens dão um golpe de Estado em nome do ex-presidente exilado Ahmed Abdallah, que retorna e institui a República Federal Islâmica de Comores.
A presença de mercenários no governo leva à expulsão da delegação comorense da Organização da Unidade Africana (OUA), sendo readmitida em 1979.
Novo golpe: Abdallah fica no poder até novembro de 1989, quando é assassinado por sua guarda pessoal, sob o comando de Denard. O presidente da Suprema Corte, Said Mohammed Djohar, assume como interino.
O golpe é repudiado internacionalmente. A França pressiona para que Denard saia do país e envia uma força naval ao arquipélago. Em dezembro, Denard e seu grupo se exilam na África do Sul.
Djohar anuncia que a França manterá tropas na ilha por dois anos para treinar uma força de segurança local. Em março de 1990, Djohar é eleito primeiro-ministro.
Bob Denard e outros 30 mercenários retornam a Comores em setembro de 1995, depõem Djohar e, com ajuda de soldados das Forças Armadas comorenses, criam um Comitê Militar de Transição comandado por seus colaboradores.
Os franceses intervêm militarmente, Bob Denard é preso e levado a julgamento na França. Em fevereiro de 1996, a ilha de Mwali, uma das três que formam o país, proclama-se República independente.
Valores islâmicos: As eleições presidenciais de março de 1996 são vencidas por Mohammed Taki, da coalizão União Nacional pelo Desenvolvimento, partido defensor dos valores islâmicos.
O novo presidente institui uma comissão judicial islâmica, e, em setembro, ocorre a primeira execução de pena de morte no arquipélago em 18 anos, provocando protesto internacional.
Em outubro Mohammed Taki faz aprovar em plebiscito uma nova Constituição, restringindo os direitos políticos e aumentando o poder presidencial.
As eleições parlamentares de dezembro de 1996 registram uma vitória contundente (39 num total de 43 deputados) da União Nacional pelo Desenvolvimento, aliança partidária formada por 24 organizações políticas que apóiam o governo.
Fonte: sergiosakall.com.br
As Comores (por vezes também se verifica a grafia anglicizada Comoros) são uma república federal insular, que compreende três das quatro ilhas principais do Arquipélago das Comores, entre a costa oriental de África e Madagáscar. O país é banhado a norte pelo Oceano Índico e a sul pelo Canal de Moçambique, sendo os seus vizinhos mais próximos a possessão francesa de Mayotte a sueste, Moçambique a oeste e as Seychelles a nordeste. Compreende as Ilhas Grande Comore, Moheli e Anjouan.
Capital: Moroni.
As ilhas Comores foram administradas pela França, mas a partir do século XIX foram negligenciadas pelo colonizador. Em 1975, tornaram-se independentes e passaram a formar a República Federal Islâmica das Comores.
A República Federal Islâmica das Comores é uma república federal islâmica em que o primeiro-ministro governa com uma assembleia legislativa.
Compreende as ilhas Njazidja (Grande Comore), Nzwani (Anjouan) e Mwali (Mohéli).
As Comores são parte de um arquipélago situado no norte do Canal de Moçambique, no sudoeste do Oceano Índico.
As ilhas dependem muito do investimento estrangeiro. As principais culturas são a banana, o coco, a mandioca, o milho, o arroz, o cravo-da-índia, a baunilha, o café, a canela e a batata. A indústria extractiva resume-se à areia, à brita e ao coral, que é utilizado moído para a construção local. Os principais parceiros comerciais das Comores são a França, a Alemanha, os Estados Unidos da América e Madagáscar.
A população é de 596 202 habitantes (2001), o que corresponde a uma densidade populacional de 274,7 hab./km². As taxas de natalidade e de mortalidade são, respectivamente, de 39%o e 9%o.
A esperança média de vida é de 60 anos. Estima-se que, em 2025, a população seja de 1 127 000 habitantes.
Cerca de 98% da população corresponde a naturais das Comores (mistura de bantos, árabes e malgaxes) e os restantes 2% são macuas (bantos da África Oriental).
A religião muçulmana é a praticada pela quase totalidade dos habitantes. As línguas oficiais são o francês, o árabe e o comorano.
Fonte: pt.wikipedia.org