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COMPANHIA DE JESUS

Em 1534, o cavaleiro espanhol Inácio de Loyola criou a Companhia de Jesus, com o objetivo principal de combater o protestantismo através do ensino religioso dirigido, e a influência crescente das reformas que cada vez mais preocupava a Igreja católica e a aristocracia européia.

A Companhia de Jesus não era uma ordem religiosa como as outras, seus combativos integrantes tinha uma organização quase militar: consideravam-se soldados da Igreja e achavam que deviam infiltrar-se em todas as atividades sociais e culturais, a fim de eliminar aqueles que pusessem em risco os princípios do catolicismo, e no dia 27 de setembro de 1540, a Companhia de Jesus recebeu a aprovação oficial do Papa Paulo III, na bula Regimini Militantis ecclesiae, aonde os seus membros deviam presar voto especial de obedência ao sumo pontífice e dependiam diretamente dele, a companhia era dividida, em províncias que, agrupadas de acordo com critérios geográficos e linguísticos, aonde os superiores de cada província governavam todas as casas, que tinha seu próprio superior, que nos colégios denominava-se como reitor, e o supremo poder da companhia pertencia ao superior-geral eleito pela congregação geral que era formada pelos delegados das diversas provincías, e da formação dos jesuítas fazem parte estudos de religião, línguas, humanidades, leis e medicina.

Mas a divisão da Companhia Ad Majorem Dei Gloriam (Para a Maior Glória de Deus) — mostra a intensidade de seu apostolado. Além de sua intensa atividade na Inquisição e na luta contra o protestantismo, sobretudo na Itália e na Espanha, tinham o ensino em colégios (o curso secundário autônomo foi criado pelos jesuítas) e universidades, aonde os religiosos consagravam-se pelas pregações, direção de retiros espirituais, pesquisas exegéticas e teológicas, missões, etc. mais a principal tareja dos religiosos foi evangelizar os indígenas das regiões recém-descobertas.

A Companhia de Jesus, chegou ao Brasil em Março de 1549 com o primeiro contingente de Jesuítas, formado pelos padres Manuel da Nóbrega, Leonardo Nunes, João de Azpilcueta Navarro, Antônio Pires e mais os irmãos Vicente Rodrigues e Diogo Jácome, que acompanhando Tomé de Sousa, primeiro Governador Geral do Brasil, que aportaram na Bahia, onde se fundaria a nova cidade, chamada do Salvador... e fundaram a Província do Brasil da Companhia de Jesus, que passou a ser a sede e cabeça da Ordem Inaciana na América Portuguesa e perto da Câmara Municipal os padres da Companhia escolheram um lugar para construir seu colégio, em um terreiro, que por causa deles, passou a ser chamado de Terreiro de Jesus, nome que até hoje conserva e que passou a ser o ponto central da antiga cidade e fundaram uma igreja de taipa coberta de palha que dedicaram a Nossa Senhora da Ajuda, além de outras precárias instalações iniciais, as quais foram sucessivamente sendo reconstruídas e ampliadas, esta igreja, a primeira dos Jesuítas no Brasil, foi cedida posteriormente ao clero secular. A igreja atual foi construída no mesmo local, em 1914 e nela esta o púlpito onde o Padre Antônio Vieira pregou o famoso Sermão contra a Holanda. Finalmente em 1572, o então Governador Geral , Mem de Sá , inaugurou a igreja, de pedra e cal, que foi concluída em 1585.

O objetivo dos Jesuítas no Brasil era a catequese de adultos e através da educação, a catequese das crianças e jovens, e no primeiro século de colonização apenas três colégios foram criados no Brasil que foram o colégio da Bahia, que dispunha de uma notável biblioteca, que mesmo tendo sido desfalcada pelos holandeses, no final do século XVII contava com cerca de 3000 livros o colégio do Rio de Janeiro e o de Pernambuco, nos colégios, além das dependências internas de uso privativo possuiam celas, cozinha, copa, refeitório, oficinas também havia horta e pomar, e ainda farmácia (botica), biblioteca e enfermaria, que atendiam também ao público externo, os colégios da Companhia transmitiam uma cultura humanística de caráter acentuadamente retórico, que, se de um lado atendia aos interesses da Igreja, atendia também, às exigências do patriarcado de cana de açúcar, assim, os mais importantes intelectuais da Colônia estudaram nestes colégios como Bento Teixeira, Frei Vicente do Salvador, Gregório de Matos Guerra, Basílio da Gama, Alvarenga Peixoto e outros mais, e a grande importância que a Companhia de Jesus dava para a cultura colonial foi a causa da fundação dos colégios de São Vicente, por Leonardo Nunes, e o de Salvador, por Nóbrega. Logo, acompanhando a expansão dos trabalhos de catequese entre 1548 e 1604 quando cerca de 28 expedições de missionários foram enviadas à colônia, uma vasta rede de colégios espraiou-se pelo nosso litoral: São Paulo (1554), Rio de Janeiro (1568), Olinda (1576), Ilhéus (1604), Recife (1655), São Luís, Paraíba, Santos, Belém, Alcântara (1716), Vigia (1731), Paranaguá (1738), Desterro (1750), "Nas aldeias, vilas e cidades, as escolas intitulavam-se 'de ler, escrever, e contar'; e nos colégios, o mestre ora se chamava 'Alphabetarius' (1615), ora 'Ludi-Magister' (mestre-escola), e umas vezes se dizia 'Escola de Rudimentos', outras 'Escola Elementar', estava aberta durante cinco horas diárias, repartidas em duas partes iguais, metade de manhã, metade de tarde." A organização do ensino jesuítico baseava-se no Ratio Studiorum, que, ao mesmo tempo em que era um estatuto e o nome de seu sistema de ensino, estabelecia o currículo, a orientação e a administração. O currículo dividia-se em duas seções distintas (inferiores e superiores), chamadas classes, de onde derivou a denominação "clássico" a tudo o que dissesse respeito à cultura de autores greco-latinos. As classes inferiores, com duração de 6 anos, compunham-se de Retórica, Humanidades, Gramática. Já as superiores, com duração de 3 anos, compreendiam os estudos gerais de Filosofia, para a época, abrangendo Lógica, Moral, Física, Metafísica e Matemática. Tanto num grau como no outro todo estudo era vazado no Latim e Grego e no Vernáculo. O ensino jesuítico, tanto em Portugal quanto no Brasil, era público e gratuito.

A Companhia tinha mesmo como dever o cumprimento do voto de pobreza, que foi reafirmado por uma determinação oficial de 1556, proibindo aos padres acrescentar qualquer forma de poder material ao religioso. No Brasil, porém, dado não haver um amparo direto da Coroa, como acontecia em Portugal, impôs-se a necessidade de encontrar fontes de recursos para a manutenção de suas instituições. Já o Padre Manuel da Nóbrega utilizara-se deste pretexto perante o delegado da Companhia no Brasil, Luís da Grã, a fim de permitir o estabelecimento de propriedades territoriais, inclusive com a utilização do braço escravo, em contradição com o voto de pobreza. Isso não se restringiu à Companhia de Jesus; o interesse pela propriedade, escravos e bens materiais foi comum às outras ordens religiosas que para cá vieram. tal fato não deixou de preocupar a Coroa, e neste sentido foi que D. Sebastião, a fim de melhorar a situação, instituiu, em 1564, uma taxa especial para a Companhia, a redízima, descontada sobre todos os dízimos e direitos da Coroa. Mesmo assim, isso não era suficiente para arcar com as despesas, sustentadas, sem dúvida, através das fontes próprias de subsistência: as missões, verdadeiras empresas agro-extrativas da Companhia, os colégios ou suas próprias propriedades particulares, e menos de cinqüenta anos depois da chegada ao Brasil os jesuitas já haviam se espalhado pelo litoral, de norte a sul, com muitas incursões, não ficavam apenas nas cidades ou vilas principais, ao contrário, embrenhavam-se pelos sertões, desbravando os matos em busca dos índios, que eram então reunidos em aldeias de três tipos: as dos Colégios, as de El-Rei e as de Repartição, as quais forneciam índios para a própria Companhia, para o Rei e para particulares, respectivamente. Havia também as Missões, ou grandes aldeamentos, situadas em terras mais distantes, nos "sertões, nas brenhas e nas selvas". de onde saíram as levas de soldados para seus exércitos e após duzentos e dez anos no Brasil e ao longo deste período expandiram seus estabelecimentos e seus trabalhos desde o Amazonas até aos limites extremos do sul do Brasil quando acabaram sendo banidos dos territórios portugueses em 1759.

Do ponto de vista arquitetônico, as principais cidades coloniais brasileiras os religioso estabeleceram suas igrejas, conventos, mosteiros e colégios que ocuparam o lugar de maior destaque, e suas obras entre todas, são as mais significativas nos núcleos primitivos das cidades. e no contexto urbano da Cidade de Salvador, o conjunto arquitetônico dos estabelecimentos da Companhia de Jesus - Igreja, Colégio e Convento - impõe-se e ultrapassa as dimensões das demais construções religiosas, quer dos Franciscanos, dos Carmelitas ou dos Beneditinos, e por sua grandeza, hoje a antiga Igreja dos Jesuítas é a Catedral Basílica da Cidade do Salvador, e o antigo colégio e a maior parte das dependências restantes das antigas construções inacianas abrigam museus e estão sob a guarda da Universidade Federal da Bahia. e por meio dessas imponentes expressões arquitetônicas, e também através das casas, das aldeias e das missões jesuíticas, irradiava-se toda a vida cultural da colônia, e foi a ideologia dos inacianos a responsável, de maneira absolutamente marcante, pela formação e produção intelectual do Brasil nos primeiros séculos, quer na literatura, na poesia, na escultura, na arquitetura, no teatro quer na música.

Fonte: www.geocities.com

COMPANHIA DE JESUS

COMPANHIA DE JESUS

Em 15 de Agosto de 1534, Inácio e seis outros estudantes (Pedro Faber, Francisco Xavier, Alfonso Salmeron, Jacob Laines, e Nicolau Bobedilla - Espanhóis, e Simão Rodrigues - um Português) encontraram-se na Igreja de Sta. Maria, Montmartre e fundaram a Companhia de Jesus - para "desenvolver trabalho de acompanhamento hospitalar e missionário em Jerusalém, ou para ir aonde o papa nos enviar, sem questionar".

Em 1537 eles viajaram até Itália em busca de aprovação papal da sua nova ordem. O Papa Paulo III concedeu-lhes uma recomendação e autorizou que fossem ordenados padres. Foram ordenados em Veneza pelo bispo de Arbe (24 de Junho). Devotaram-se inicialmente a pregar e em obras de caridade em Itália. A guerra reatada entre o imperador, Veneza, o papa e os Turcos (Seljuk), tornava qualquer viagem até Jerusalém pouco aconselhável.

Na companhia de Faber e Lainez, Inácio viajou até Roma em Outubro de 1538, para pedir ao papa a aprovação da nova ordem. A congregação de cardeais deu um parecer positivo à constituição apresentada, e em 27 de Setembro de 1540, Paulo III confirmou a ordem através da Bula "Regimini militantis Ecclesiae", que integra a "Fórmula do Instituto" onde está contida a legislação substancial da nova Ordem. O número dos seus membros foi no entanto limitado a 60. Esta limitação foi porém posteriormente abolida pela bula Injunctum nobis de 14 de Março de 1543. Inácio de Loyola foi escolhido para servir como primeiro superior-geral. Ele enviou os seus companheiros e missionários para vários países europeus, com o fim de criar escolas, liceus e seminários.

Inácio de Loyola escreveu as constituições jesuítas, adoptadas em 1554, que deram origem a uma organização rigidamente disciplinada, enfatizando a absoluta auto-abnegação e a obediência ao Papa e os superiores hierárquicos (perinde ac cadaver, disciplinado como um cadáver, nas palavras de Inácio). O seu grande princípio tornou-se o lema dos jesuítas: "Ad Majorem Dei Gloriam" (tudo por uma maior glória de Deus)

Obra inicial

Os jesuítas foram fundados no seguimento da reforma Católica (também chamada Contra-Reforma), um movimento reaccionário à Reforma Protestante, cujas doutrinas se tornavam cada vez mais conhecidas através da Europa, em parte graças à recente invenção da imprensa. Os Jesuítas pregaram a obediência total às escrituras e à doutrina da igreja, tendo Inácio de Loyola declarado:

"Eu acredito que o branco que eu vejo é negro, se a hierarquia da igreja assim o tiver determinado" Uma das principais ferramentas dos Jesuítas era o retiro espiritual de Inácio. Neste, várias pessoas reúnem-se sob a orientação de um padre durante uma semana ou mais, permanecendo em silêncio enquanto atendendo a palestras e submetendo-se a exercícios para se tornarem pessoas melhores. Por exemplo, houve uma conferência e meditações acerca das nossas mortes iminentes, entre outras.

Também pregaram que as decorações e a ostentação em geral nas cerimónias do catolicismo (desprezadas pelos Luteranos) deviam ser acentuadas e abundantemente financiadas.

Os jesuítas conseguiram obter grande influência na sociedade nos períodos iniciais da idade moderna (séculos XVI e XVII) porque os padres jesuítas foram por muitas vezes os educadores e confessores dos reis dessa altura. (Ver D. Sebastião de Portugal, por exemplo). Os jesuítas foram uma força líder da Contra-Reforma, em parte devido à sua estrutura relativamente livre (sem os requerimentos da vida entre a comunidade nem do ofício sagrado), o que lhes permitiu uma certa flexibilidade operacional. Em cidades alemãs, por exemplo, os jesuítas tiveram um papel batalhador, contribuindo para a repressão de quaisquer revoltas inspiradas pela doutrina de Martinho Lutero. Ver Munique ou Bona por exemplo, cidades que apesar de iniciais simpatias por Lutero, permaneceram um bastião católico, em grande parte pelo empenho de jesuítas.

Expansão

As missões iniciais ao Japão otiveram como resultado a concessão aos jesuítas do enclave feudal em Nagasaki em 1580. No entanto, devido a receios crescentes da sua crescente influência, este privilégio foi abolido em 1587.

Dois jesuítas missionários, Gruber e D'Orville, chegaram a Lhasa, no Tibete, em 1661.

As missões jesuítas na América Latina foram controversas na Europa, especialmente em Espanha e em Portugal, onde eram vistas como uma interferência com a acção dos reinos governantes. Os jesuítas opuseram-se várias vezes à escravatura. Eles fundaram uma liga de cidades-estado, chamada Missões ou Missiones no sul do Brasil, ou ainda reducciones, no Paraguai, que eram povoações organizadas de acordo com o ideal católico mais tarde destruída por espanhóis e principalmente portugueses à cata de escravos .

Na China do século XVIII, os jesuítas estiveram envolvidos na chamada questão dos ritos chineses.

Períodos agitados

Na sequência de uma série de decretos assinados pelo papa Clemente XIV, incluindo o Breve "Dominus ac Redemptor" assinado em 21 de Julho de 1773, os jesuítas foram suprimidos em todos os países (excepto a Rússia, onde a liderança da igreja ortodoxa refusou reconhecer a autoridade papal). Nessa altura havia 5 assistências, 39 províncias, 669 colégios, 237 casas de formação, 335 residências missionárias, 273 missões e 22589 membros.

Em Portugal, os Jesuítas já tinham sidos expulsos do país pelo Marquês de Pombal, na sequência do caso Távora em 1758.

Em 1814, no entanto, é restaurada a Companhia no mundo inteiro pelo Decreto do Papa Pio VII "Solicitudo omnium Ecclesiarum".

Em várias línguas, a palavra "Jesuíta" adquiriu a conotação de "hipócrita".

Os Jesuítas de hoje

A companhia de Jesus continua activa no trabalho missonário e na educação, hoje em dia.

Alguns jesuítas latino-americanos adoptaram uma visão esquerdista do catolicismo ao desenvolver a Teologia da Libertação, contrária às orientações do Vaticano. Este tipo de opção política continua a ser um tema controverso dentro da igreja católica.

Jesuítas famosos

Os jesuítas estão presentes, desde a primeira hora, nos novos mundos que se abrem à actividade missionária da época. São Francisco Xavier percorre a Índia, Indonésia, Japão e chega às portas da China; Manoel da Nóbrega e José de Anchieta ajudam a fundar as primeiras cidades do Brasil (Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro); João Nunes Barreto e Andrés de Oviedo empreendem a fracassada missão da Etiópia, etc. Acima das inevitáveis ambiguidades, as missões dos jesuítas impressionam pelo espírito de inculturação (adaptação à cultura do povo a quem se dirigem). As Reduções do Paraguai e a adoção dos ritos malabares e chineses são os exemplos mais significativos.

A actividade educativa tornou-se logo a principal tarefa dos jesuítas. A gratuidade do ensino da antiga Companhia favoreceu a expansão dos seus Colégios. Em 1556, à morte de Santo Inácio, eram já 46. No final do século XVI, o número de Colégios elevou-se a 372. A experiência pedagógica dos jesuítas sintetizou-se num conjunto de normas e estratégias, chamado a "Ratio Studiorum" (Ordem dos Estudos), que visa à formação integral do homem cristão, de acordo com a fé e a cultura daquele tempo.

Os primeiros jesuítas participaram activamente do esforço de renovação teológica da Igreja Católica, frente à Reforma Protestante. No Concílio de Trento, destacaram-se dois companheiros de Santo Inácio (Laínez e Salmerón). Desejando levar a fé a todos os campos do saber, os jesuítas dedicaram-se às mais diversas ciências e artes: Matemática, Física, Astronomia... Entre os nomes de crateras da Lua há mais de 30 nomes de jesuítas. No campo do Direito, Suarez e seus discípulos desenvolveram a doutrina da origem popular do poder. Na Arquitetura, destacaram-se muitos irmãos jesuítas, combinando o estilo barroco da época com um estilo mais funcional.

Fonte: pt.wikipedia.org

COMPANHIA DE JESUS

Em 1534, o cavaleiro espanhol Inácio de Loyola criou a Companhia de Jesus, com o objetivo principal de combater o protestantismo através do ensino religioso dirigido, e a influência crescente das reformas que cada vez mais preocupava a Igreja católica e a aristocracia européia.

A Companhia de Jesus não era uma ordem religiosa como as outras, seus combativos integrantes tinha uma organização quase militar: consideravam-se soldados da Igreja e achavam que deviam infiltrar-se em todas as atividades sociais e culturais, a fim de eliminar aqueles que pusessem em risco os princípios do catolicismo, e no dia 27 de setembro de 1540, a Companhia de Jesus recebeu a aprovação oficial do Papa Paulo III, na bula Regimini Militantis ecclesiae, aonde os seus membros deviam presar voto especial de obedência ao sumo pontífice e dependiam diretamente dele, a companhia era dividida, em províncias que, agrupadas de acordo com critérios geográficos e linguísticos, aonde os superiores de cada província governavam todas as casas, que tinha seu próprio superior, que nos colégios denominava-se como reitor, e o supremo poder da companhia pertencia ao superior-geral eleito pela congregação geral que era formada pelos delegados das diversas provincías, e da formação dos jesuítas fazem parte estudos de religião, línguas, humanidades, leis e medicina.

Mas a divisão da Companhia — Ad Majorem Dei Gloriam (Para a Maior Glória de Deus) — mostra a intensidade de seu apostolado. Além de sua intensa atividade na Inquisição e na luta contra o protestantismo, sobretudo na Itália e na Espanha, tinham o ensino em colégios (o curso secundário autônomo foi criado pelos jesuítas) e universidades, aonde os religiosos consagravam-se pelas pregações, direção de retiros espirituais, pesquisas exegéticas e teológicas, missões, etc. mais a principal tareja dos religiosos foi evangelizar os indígenas das regiões recém-descobertas.

A Companhia de Jesus, chegou ao Brasil em Março de 1549 com o primeiro contingente de Jesuítas, formado pelos padres Manuel da Nóbrega, Leonardo Nunes, João de Azpilcueta Navarro, Antônio Pires e mais os irmãos Vicente Rodrigues e Diogo Jácome, que acompanhando Tomé de Sousa, primeiro Governador Geral do Brasil, que aportaram na Bahia, onde se fundaria a nova cidade, chamada do Salvador... e fundaram a Província do Brasil da Companhia de Jesus, que passou a ser a sede e cabeça da Ordem Inaciana na América Portuguesa e perto da Câmara Municipal os padres da Companhia escolheram um lugar para construir seu colégio, em um terreiro, que por causa deles, passou a ser chamado de Terreiro de Jesus, nome que até hoje conserva e que passou a ser o ponto central da antiga cidade e fundaram uma igreja de taipa coberta de palha que dedicaram a Nossa Senhora da Ajuda, além de outras precárias instalações iniciais, as quais foram sucessivamente sendo reconstruídas e ampliadas, esta igreja, a primeira dos Jesuítas no Brasil, foi cedida posteriormente ao clero secular. A igreja atual foi construída no mesmo local, em 1914 e nela esta o púlpito onde o Padre Antônio Vieira pregou o famoso Sermão contra a Holanda. Finalmente em 1572, o então Governador Geral , Mem de Sá , inaugurou a igreja, de pedra e cal, que foi concluída em 1585.

O objetivo dos Jesuítas no Brasil era a catequese de adultos e através da educação, a catequese das crianças e jovens, e no primeiro século de colonização apenas três colégios foram criados no Brasil que foram o colégio da Bahia, que dispunha de uma notável biblioteca, que mesmo tendo sido desfalcada pelos holandeses, no final do século XVII contava com cerca de 3000 livros o colégio do Rio de Janeiro e o de Pernambuco, nos colégios, além das dependências internas de uso privativo possuiam celas, cozinha, copa, refeitório, oficinas também havia horta e pomar, e ainda farmácia (botica), biblioteca e enfermaria, que atendiam também ao público externo, os colégios da Companhia transmitiam uma cultura humanística de caráter acentuadamente retórico, que, se de um lado atendia aos interesses da Igreja, atendia também, às exigências do patriarcado de cana de açúcar, assim, os mais importantes intelectuais da Colônia estudaram nestes colégios como Bento Teixeira, Frei Vicente do Salvador, Gregório de Matos Guerra, Basílio da Gama, Alvarenga Peixoto e outros mais, e a grande importância que a Companhia de Jesus dava para a cultura colonial foi a causa da fundação dos colégios de São Vicente, por Leonardo Nunes, e o de Salvador, por Nóbrega. Logo, acompanhando a expansão dos trabalhos de catequese entre 1548 e 1604 quando cerca de 28 expedições de missionários foram enviadas à colônia, uma vasta rede de colégios espraiou-se pelo nosso litoral: São Paulo (1554), Rio de Janeiro (1568), Olinda (1576), Ilhéus (1604), Recife (1655), São Luís, Paraíba, Santos, Belém, Alcântara (1716), Vigia (1731), Paranaguá (1738), Desterro (1750), "Nas aldeias, vilas e cidades, as escolas intitulavam-se 'de ler, escrever, e contar'; e nos colégios, o mestre ora se chamava 'Alphabetarius' (1615), ora 'Ludi-Magister' (mestre-escola), e umas vezes se dizia 'Escola de Rudimentos', outras 'Escola Elementar', estava aberta durante cinco horas diárias, repartidas em duas partes iguais, metade de manhã, metade de tarde."
A organização do ensino jesuítico baseava-se no Ratio Studiorum, que, ao mesmo tempo em que era um estatuto e o nome de seu sistema de ensino, estabelecia o currículo, a orientação e a administração. O currículo dividia-se em duas seções distintas (inferiores e superiores), chamadas classes, de onde derivou a denominação "clássico" a tudo o que dissesse respeito à cultura de autores greco-latinos. As classes inferiores, com duração de 6 anos, compunham-se de Retórica, Humanidades, Gramática. Já as superiores, com duração de 3 anos, compreendiam os estudos gerais de Filosofia, para a época, abrangendo Lógica, Moral, Física, Metafísica e Matemática. Tanto num grau como no outro todo estudo era vazado no Latim e Grego e no Vernáculo. O ensino jesuítico, tanto em Portugal quanto no Brasil, era público e gratuito.

A Companhia tinha mesmo como dever o cumprimento do voto de pobreza, que foi reafirmado por uma determinação oficial de 1556, proibindo aos padres acrescentar qualquer forma de poder material ao religioso. No Brasil, porém, dado não haver um amparo direto da Coroa, como acontecia em Portugal, impôs-se a necessidade de encontrar fontes de recursos para a manutenção de suas instituições. Já o Padre Manuel da Nóbrega utilizara-se deste pretexto perante o delegado da Companhia no Brasil, Luís da Grã, a fim de permitir o estabelecimento de propriedades territoriais, inclusive com a utilização do braço escravo, em contradição com o voto de pobreza. Isso não se restringiu à Companhia de Jesus; o interesse pela propriedade, escravos e bens materiais foi comum às outras ordens religiosas que para cá vieram. tal fato não deixou de preocupar a Coroa, e neste sentido foi que D. Sebastião, a fim de melhorar a situação, instituiu, em 1564, uma taxa especial para a Companhia, a redízima, descontada sobre todos os dízimos e direitos da Coroa. Mesmo assim, isso não era suficiente para arcar com as despesas, sustentadas, sem dúvida, através das fontes próprias de subsistência: as missões, verdadeiras empresas agro-extrativas da Companhia, os colégios ou suas próprias propriedades particulares, e menos de cinqüenta anos depois da chegada ao Brasil os jesuitas já haviam se espalhado pelo litoral, de norte a sul, com muitas incursões, não ficavam apenas nas cidades ou vilas principais, ao contrário, embrenhavam-se pelos sertões, desbravando os matos em busca dos índios, que eram então reunidos em aldeias de três tipos: as dos Colégios, as de El-Rei e as de Repartição, as quais forneciam índios para a própria Companhia, para o Rei e para particulares, respectivamente. Havia também as Missões, ou grandes aldeamentos, situadas em terras mais distantes, nos "sertões, nas brenhas e nas selvas". de onde saíram as levas de soldados para seus exércitos e após duzentos e dez anos no Brasil e ao longo deste período expandiram seus estabelecimentos e seus trabalhos desde o Amazonas até aos limites extremos do sul do Brasil quando acabaram sendo banidos dos territórios portugueses em 1759.

Do ponto de vista arquitetônico, as principais cidades coloniais brasileiras os religioso estabeleceram suas igrejas, conventos, mosteiros e colégios que ocuparam o lugar de maior destaque, e suas obras entre todas, são as mais significativas nos núcleos primitivos das cidades. e no contexto urbano da Cidade de Salvador, o conjunto arquitetônico dos estabelecimentos da Companhia de Jesus - Igreja, Colégio e Convento - impõe-se e ultrapassa as dimensões das demais construções religiosas, quer dos Franciscanos, dos Carmelitas ou dos Beneditinos, e por sua grandeza, hoje a antiga Igreja dos Jesuítas é a Catedral Basílica da Cidade do Salvador, e o antigo colégio e a maior parte das dependências restantes das antigas construções inacianas abrigam museus e estão sob a guarda da Universidade Federal da Bahia. e por meio dessas imponentes expressões arquitetônicas, e também através das casas, das aldeias e das missões jesuíticas, irradiava-se toda a vida cultural da colônia, e foi a ideologia dos inacianos a responsável, de maneira absolutamente marcante, pela formação e produção intelectual do Brasil nos primeiros séculos, quer na literatura, na poesia, na escultura, na arquitetura, no teatro quer na música.
Fonte: www.geocities.com

COMPANHIA DE JESUS

Tendo por objetivo a disseminação da fé para as novas terras de além-mar, a Companhia de Jesus foi uma ordem missionária fundada por Santo Inácio de Loyola, no ano de 1534. O catolicismo no período sofria a oposição de novas doutrinas cristãs "desviantes", a partir do movimento da Reforma protestante de Lutero. Portanto, sob os desígnios da Contra Reforma, a Companhia de Jesus deu combate à expansão de doutrinas antagônicas ao catolicismo e ao próprio poder da Igreja.

O processo de catequização indígena no Brasil foi um dos alvos da Companhia: os jesuítas valiam-se de associações da cultura religiosa nativa aos elementos cristãos, para a melhor compreensão dos indígenas e, portanto, melhor persuasão na conversão destes povos. Outra tarefa da Companhia no Brasil era a educação religiosa dos colonos, portanto a manutenção da fé e do poder da Igreja romana no território. Uma das figuras principais neste contexto da catequização foi o padre Antônio Vieira, que angariou grande prestígio tanto entre colonos quanto entre os povos indígenas na região amazônica.

Outras funções iniciais são atribuídas a esta ordem religiosa: a fundação das primeiras instituições educacionais no país.

A instituição religiosa, passando gradualmente a possuir grande poder político sobre os seguidores religiosos, acabou por ser perseguida: os missionários faziam oposição aos colonos quanto à exploração da mão-de-obra indígena. Mais tarde, o evidente apoio dos missionários à resistência dos indígenas frente aos colonizadores levaram a conflitos mais graves, incluindo batalhas empreendidas pelas Entradas e Bandeiras às aldeias sob o poder missionário. Tais conflitos culminaram por sua vez, no ano de 1759, na resolução do Marquês de Pombal : valendo-se do argumento de que os jesuítas passaram a interferir excessivamente nas áreas de atuação política que deveriam ser restringidas ao próprio Estado, determinou objetivamente a expulsão dos jesuítas de Portugal e do Brasil.

Fonte: www.historiaonline.pro.br

COMPANHIA DE JESUS

A Companhia de Jesus foi fundada por Inácio de Loiola e um pequeno grupo de discípulos, na Capela de Montmartre, em Paris, em 1534, com objetivos catequéticos, em função da Reforma Protestante e a expansão do luteranismo na Europa.

Os primeiros jesuítas chegaram ao território brasileiro em março de 1549 juntamente com o primeiro governador·geral, Tome de Souza. Comandados pelo Padre Manoel de Nóbrega, quinze dias após a chegada edificaram a primeira escola elementar brasileira, em Salvador, tendo como mestre o Irmão Vicente Rodrigues, contando apenas 21 anos. Irmão Vicente tornou·se o primeiro professor nos moldes europeus e durante mais de 50 anos dedicou·se ao ensino e a propagação da fé religiosa.

O mais conhecido e talvez o mais atuante foi o noviço José de Anchieta, nascido na Ilha de Tenerife e falecido na cidade de Reritiba, atual Anchieta, no litoral sul do Estado do Espírito Santo, em 1597. Anchieta tornou·se mestre·escola do Colégio de Piratininga; foi missionário em São Vicente, onde escreveu na areia os "Poemas à Virgem Maria" (De beata virgine Dei matre Maria), missionário em Piratininga, Rio de Janeiro e Espírito Santo; Provincial da Companhia de Jesus de 1579 a 1586 e reitor do Colégio do Espírito Santo. Além disso foi autor da Arte de gramática da língua mais usada na costa do Brasil.

No Brasil os jesuítas se dedicaram a pregação da fé católica e ao trabalho educativo. Perceberam que não seria possível converter os índios à fé católica sem que soubessem ler e escrever. De Salvador a obra jesuítica estendeu·se para o sul e em 1570, vinte e um anos após a chegada, já era composta por cinco escolas de instrução elementar (Porto Seguro, Ilhéus, São Vicente, Espírito Santo e São Paulo de Piratininga) e três colégios (Rio de Janeiro, Pernambuco e Bahia).

Todas as escolas jesuítas eram regulamentadas por um documento, escrito por Inácio de Loiola, o Ratio atque Instituto Studiorum, chamado abreviadamente de Ratio Studiorum. Os jesuítas não se limitaram ao ensino das primeiras letras; além do curso elementar eles mantinham os cursos de Letras e Filosofia, considerados secundários, e o curso de Teologia e Ciências Sagradas, de nível superior, para formação de sacerdotes. No curso de Letras estudava·se Gramática Latina, Humanidades e Retórica; e no curso de Filosofia estudava·se Lógica, Metafísica, Moral, Matemática e Ciências Físicas e Naturais. Os que pretendiam seguir as profissões liberais iam estudar na Europa, na Universidade de Coimbra, em Portugal, a mais famosa no campo das ciências jurídicas e teológicas, e na Universidade de Montpellier, na França, a mais procurada na área da medicina.

Com a descoberta os índios ficaram à mercê dos interesses alienígenas: as cidades desejavam integrá·los ao processo colonizador; os jesuítas desejavam convertê·los ao cristianismo e aos valores europeus; os colonos estavam interessados em usá·los como escravos. Os jesuítas então pensaram em afastar os índios dos interesses dos colonizadores e criaram as reduções ou missões, no interior do território. Nestas Missões, os índios, além de passarem pelo processo de catequização, também são orientados ao trabalho agrícola, que garantiam aos jesuítas uma de suas fontes de renda.

As Missões acabaram por transformar os índios nômades em sedentários, o que contribuiu decisivamente para facilitar a captura deles pelos colonos, que conseguem, às vezes, capturar tribos inteiras nestas Missões.

Os jesuítas permaneceram como mentores da educação brasileira durante duzentos e dez anos, até 1759, quando foram expulsos de todas as colônias portuguesas por decisão de Sebastião José de Carvalho, o marquês de Pombal, primeiro-ministro de Portugal de 1750 a 1777. No momento da expulsão os jesuítas tinham 25 residências, 36 missões e 17 colégios e seminários, além de seminários menores e escolas de primeiras letras instaladas em todas as cidades onde havia casas da Companhia de Jesus. A educação brasileira, com isso, vivenciou uma grande ruptura histórica num processo já implantado e consolidado como modelo educacional.

Fonte: www.pedagogiaemfoco.pro.br

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