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COMPANHIA DE JESUS

Sociedade missionária fundada em 1534 por Santo Inácio de Loyola com o objetivo de defender o catolicismo da Reforma Protestante e difundi-lo nas novas terras do Ocidente e do Oriente. Tem rápido crescimento e alcança grande prestígio e poder, tornando-se a instituição religiosa mais influente em Portugal e nas colônias portuguesas.

Os primeiros jesuítas chegam ao Brasil em 1549, comandados pelo padre Manuel da Nóbrega, e dedicam-se à catequese indígena e à educação dos colonos. Entre os séculos XVII e XVIII também constroem igrejas e fundam colégios. Organizam a estrutura de ensino, baseada em currículos e graus acadêmicos, e estabelecem as primeiras "reduções" ou "missões": aldeamentos onde os nativos são aculturados, cristianizados e preservados da escravização colonial. Na região das bacias dos rios Paraná, Paraguai e Uruguai é criada a maior parte delas, que reúnem dezenas de milhares de índios.

Com o crescimento das missões, agravam-se as divergências entre os padres e os colonos que se utilizam de mão-de-obra indígena. Na primeira metade do século XVII, os bandeirantes paulistas atacam os aldeamentos do Paraná-Paraguai. Na região amazônica, o padre Antônio Vieira usa seu prestígio e empenho para diminuir a violência das "tropas de resgate" contra as missões jesuíticas. Em meados do século XVIII, a situação fica insustentável. O Tratado de Madri, de 1750, define a posse das terras ocupadas por Portugal e Espanha e determina a transferência dos índios de Sete Povos das Missões, no Rio Grande do Sul, para terras argentinas e paraguaias. Alguns padres apóiam a resistência indígena, opondo-se à Coroa portuguesa. O envolvimento da Companhia de Jesus na Guerra Guaranítica serve de pretexto ao marquês de Pombal para decretar a expulsão dos jesuítas do Brasil e de Portugal em 1759. A alegação é de que a organização tornara-se quase tão poderosa quanto o Estado, ocupando funções e atribuições mais políticas que religiosas. A companhia entra em choque também com setores da própria Igreja, que julgam excessiva a proteção dos jesuítas aos nativos. O marquês de Pombal fecha a instituição no império português, muda os estatutos dos colégios e das missões e impõe a eles direções leigas. As medidas fazem parte de um conjunto de reformas que visam reorganizar a administração, reduzir os conflitos internos e estimular a economia da colônia.

Fonte: EncBrasil

COMPANHIA DE JESUS

A Companhia de Jesus, originária de um voto magnânimo do Padre Loyola em que o fervor piedoso do fundador impunha precipuamente ao neófito a pobreza, a castidade e a obediência.

Era o que se poderia chamar com exatidão uma corporação fechada a indivíduos quaisquer, pois que exigia do aspirante ao seu meio a demonstração prévia da submissão voluntária a essa virtude excelsas raramente encontradas no homem, depois do desaparecimento do seu fundador, essa associação piedosa degenerou rapidamente numa espécie de sociedade secreta, política e até mesmo comercial, mantendo porém a aparência de corporação religiosa suas resoluções e determinações eram conservadoras no mais alto absoluto sigilo. Seu principal destino era o interesse particular da companhia, sentimento poderoso entre os indivíduos, capaz de excitar neles todas as ambições e audacias possíveis, sob a aparência de um fim caritativo e generoso. Eram constituída normalmente de uma elite diretoria hierarquizada, provida de várias partes do mundo, de cultura variada capaz de orientar e aconselhar a qualquer momento as soluções mais convenientes as questões que interessavam o destino da corporação. O patrimônio territorial da cidade quando instituído em 1565 por Estacio de Sá, é concedida a sesmaria dos jesuítas, com o terremoto em fins de 1755 em Lisboa que destruiu a cidade, permitiu a Sebastião de Carvalho e Melo, desenvolver um estudo de reconstrução da cidade, a partir deste fato surgia uma ascendência crescente junto ao rei.

No governo do general Gomes Freire de Andrade, o Marquês de Pombal se tornou inimigo irreconciliável dos jesuítas pela perseguição tenaz que ele conseguiu expulsá-los da metrópole e das colônias.

Em 1751 assumia o cargo de ouvidor geral e corregedor de comarca na cidade do Rio de Janeiro, o doutor Manuel Monteiro de Vasconcelos. Pois apesar de todas as circunstância desfavoráveis aos jesuítas continuava inabalados o seu prestigio na cidade, nenhuma instituição particular na colônia possuía tão ilimitadas riquezas em terra e outros haveres matérias como os padres da companhia, evidentemente as propriedades territoriais que eles possuíam estendiam-se por quase toda a cidade, constituindo assim um verdadeiro domínio feudal de eram senhores absolutos, parcelando-se: em sítios e chácaras, por meio de arrendamentos precários, recolhiam além das rendas mais as benfeitorias que excedessem de uma certa quantia em dinheiro, previamente estipulada nos contratos, foi nessa abundância de senhorio territorial que veio acontecer o atentado contra a vida de Dom José I, esse incidente sagrou definitivamente o domínio do Marquês de Pombal sobre o caráter pusilânime do monarca, dai o despontar de uma sucessão de perseguições crudelíssimas e sanguinárias contra pretendidos desafetos colhidos na aristocracia, então começava uma tremenda devassa no clero, lançada por todo o país e seus domínios aos padres da Companhia de Jesus, em 3 de Setembro de 1759, o Marquês de Pombal assina uma lei que considera ser os jesuítas traidores e responsáveis pela tentativa de assassinato contra o rei, ordenando a expulsão dos mesmos, entre outras razões. Logo a seguir começava a tomar conta da cidade, um movimento contrario aos jesuítas. O Marquês de Pombal, ordena ao Conde de Bobadela que agisse com rapidez no seqüestro de pessoas, bens e terras que pertencesse a Companhia de Jesus, e avisou a população a ordem dada pelo rei, proibindo terminantemente qualquer comunicação dos moradores da cidade com os proscritos.

Gomes Freire de Andrade, então confiou ao desembargador Agostinho Felix Capello o encargo de proceder ao seqüestro dos padres no colégio da companhia, fazendo recolher aí todos os que fossem encontrados nas suas dependências e fazendas da capitania, quando se praticava o seqüestro dos jesuítas, foi efetuado uma longa e minuciosa devassa sobre os negócios secretos da Companhia de Jesus, para descobrirem como agiam os padres nas coisas que diziam com o seu ministério, coube a direção das pesquisas no Rio de Janeiro, ao Bispo Dom Frei Antônio do Desterro.

Agindo o religioso beneditino com muita parcialidade contra os jesuítas, pois nunca conseguiu disfarçar o ódio que nutria contra eles, quando foram ao colégio da companhia para arrecadar os papeis, documentos e bens pertencente aos jesuítas, ficaram sabendo que eles haviam destruídos muitos manuscritos, porém confiscaram alguns livros e documentos.

Porém em alguns cadernos de arrendamentos apontava a clareza de foros dos sítios e chácaras em que se repartiram as fazendas do Engenho-Velho e São Cristovão e também encontraram alguns assentamentos explicativos da maneira como agiam os padres quando arrendavam as suas terras, e as precauções que eles tomavam para resgatá-las ou para arrecadar e garantir as rendas dos seus domínios, também encontraram alguns documentos referente a demarcação das terras das sesmaria da cidade, que vieram tirar duvidas de que amparadas pelo prestigio que sempre mantiveram na cidade até as vésperas de sua queda, os padres da companhia conseguiram burlar, com títulos adulterados e com argumentos especiosos, a demarcação jurídica da sesmaria da cidade que estava efetuada de acordo com os documentos da câmara,

Outro fato relevante foi o depoimento feito por um religioso da Companhia de Jesus, que pertencerá a essa comunidade durante cerca de quinze anos o Padre Bento Pinheiro Horta da Silva Cepeda

Que escreveu uma carta em 21 de Fevereiro de 1761 ao Bispo Dom Antônio do Desterro, e entre os fatos denunciados na relação, temos o modo como agiam os procuradores do Colégio dos Jesuítas, quando se tratava de apropriar terras em benefícios da companhia. Os jesuítas na época eram sabedores das intenções perigosas com que ameaçavam destrui-los, e que, por isso mesmo, haviam abandonados nos últimos tempos o cuidado e o apuro em que traziam as suas propriedades e culturas, cogitando apenas de resguardarem do confisco iminente, todos os valores transportáveis que pudesse por a salvo, antes do infortúnio os abatesse, isto ficou provado pelo Conde Bobadela; as fazendas eram menos prosperas por ocasião do seqüestro, do que havia sido anteriormente, entretanto pelos lançamentos dos seus cadernos de arrendamentos, verificava-se que as suas terras estavam divididas em grandes número de sítios e chácaras, beneficiadas por particulares e produzindo grande rendas para o colégio, os jesuítas impunham obrigações e exigências aos seus locatários, além da quantia arbitrada, eles não podiam ter bois sem licença do colégio, não podiam cortar pau de lei na terra arrendada, não permitiam a entrada de pessoas no sítio, ainda que fosse parentes sem autorização prévia dos padres e bastaria um mero desacordo para que o homem da gleba fosse expulso sem compensação, ficou demonstrado o domínio absoluto sobre a terra porque suas fazendas estavam rodeadas de sítios e chácaras, nestas condições haviam no Engenho Velho e Andarai Pequeno cerca de quarenta, no Andarai Grande cinco, em São Cristóvão e no Caju perto de trinta e na Ilha do Melão três, os sitiantes e chacareiros constituíam assim em torno dessas fazendas em elemento poderoso de beneficiamento do solo contudo não era somente o esforço individual dos rendeiros que fazia crescer o valor dessas terras, sua valorização continua provinha também da proximidade em que se achavam do centro urbano que prosperava incessantemente, pelo crescimento da sua população, pelo desenvolvimento do seu comércio, por sua situação geográfica em relação as necessidades dos demais agrupamentos urbanos próximo e em formação, pela importância política que ia assumindo na colônia, era por conseguinte diretamente influenciado pela atividade coletiva da cidade que representava nesse caso, uma forte estimulo a valorização social de todo o territorio que a circundava, e no qual se achavam localizados os três grandes núcleos de operosidade dos jesuítas, aí em torno, as igrejas e casas dos padres, distribuíam-se os engenhos, as fazendas, as fábricas de cal e de anil, as grandes criações de animais, os currais de gado, os campos de pastagem, as variadas e intensas escravaria que animava o ambiente das fazendas, e vitalizava a sua produção dentro da cidade, distribuídas por varias ruas, erguiam-se as casas para morada arrendadas a particulares, construídas pelos padres que iam da Fazenda de Santa Cruz até mesmo na baia, a Ilha de Vilhegagnon caíra sob o domínio dos jesuítas.

Foi executado uma grande devassa, lançada por todo o país a seus domínio, algum tempo depois, reboava por toda a cidade uma irá contra o poderio dos jesuítas.

E na madrugada de 4 de Novembro de 1759 os jesuítas foram cercados e aprisionados nos lugares em que se achavam, foram encontrados três padres no Engenho Velho, três no Engenho Novo e quatro na Quinta e Fazenda de São Cristóvão, os quais foram recolhidos ao colégio da companhia, ao total foram feitos prisioneiros 199 padres que foram embarcados durante a noite de 3 para 4 de Março de 1760 em uma naú e conduzidos a Lisboa, ruía, assim do seu pedestal grandioso uma das colunas mestras da formação do Brasil Colonial, com pouco mais de dois séculos de existência, desde a instituição do governo geral, a instituição jesuítica fora até então com esse governo e com a instituição popular da senado da câmara, a tríade tutelar que guíara bem ou mal os destinos do novo aglomerado humano que se formava, embora esporadicamente ao longo do imenso território do Brasil, sua influência espiritual fora prodigiosa, vencida apenas gradualmente, pelo domino temporal que nela se desenvolveu sem freios e sem limites, arrastando-a para a queda inglória, mas coroada de martírio, dessa proscrição violenta lançada contra uma congregação religiosa que sempre gozara das regalias de um verdadeiro estado no estado, e que só agora se acusava, de esquecida do seu venerável instituto, quando o Desembargador Manuel da Fonseca Brandão e o Escrivão Inácio Gonçalves de Carvalho, estavam inventariando todos os bens confiscados junto aos padres, receberam ordem do Conde de Bobadela para verificarem as situações dos arrendamentos e as dividas contraídas com os jesuítas, afim de que pude-se dar cumprimento as determinações emanadas da metrópole, que era para serem vendidos todos os bens dos jesuítas em hasta publica pelo melhor preço em dinheiro ou em gêneros de boa qualidade.

A 25 de Agosto de 1761, era assinada a lei que "mandava incorporar ao fisco e a câmara real todos os bens seculares que a Companhia de Jesus possuía e administrava neste reinos , e todo o seu domínio, com os padres". Nunca ocorrera ao conselho, oportunidade mais favorável do que essa, de dirimir de vez a questão secular do patrimônio territorial da cidade, a partir desta data o conselho da câmara, entregou a mitra os despojos religiosos dos jesuítas, as igrejas, colégios e noviciados da cidade, não se estendendo as residências e casas de granjearia que imprópria e abusivamente eram chamadas de missões, e também foram efetuados gradualmente leilões públicos - transferindo-se o domínio pleno de cada sítio ou chácara a seu respectivo arrematante, com a conseqüente demarcação dos limites da propriedade adquirida em hasta publica. realizava-se assim o parcelamento da grande sesmaria dos jesuítas, e desse acontecimento resultou a formação da zona suburbana da cidade desta maneira começa portanto a história territorial dos subúrbios carioca.

Fonte: www.geocities.com

COMPANHIA DE JESUS

Companhia de Jesus, originária de um voto magnânimo do Padre Loyola em que o fervor piedoso do fundador impunha precipuamente ao neófito a pobreza, a castidade e a obediência.

Era o que se poderia chamar com exatidão uma corporação fechada a indivíduos quaisquer, pois que exigia do aspirante ao seu meio a demonstração prévia da submissão voluntária a essa virtude excelsas raramente encontradas no homem, depois do desaparecimento do seu fundador, essa associação piedosa degenerou rapidamente numa espécie de sociedade secreta, política e até mesmo comercial, mantendo porém a aparência de corporação religiosa suas resoluções e determinações eram conservadoras no mais alto absoluto sigilo. Seu principal destino era o interesse particular da companhia, sentimento poderoso entre os indivíduos, capaz de excitar neles todas as ambições e audacias possíveis, sob a aparência de um fim caritativo e generoso. Eram constituída normalmente de uma elite diretoria hierarquizada, provida de várias partes do mundo, de cultura variada capaz de orientar e aconselhar a qualquer momento as soluções mais convenientes as questões que interessavam o destino da corporação. O patrimônio territorial da cidade quando instituído em 1565 por Estacio de Sá, é concedida a sesmaria dos jesuítas, com o terremoto em fins de 1755 em Lisboa que destruiu a cidade, permitiu a Sebastião de Carvalho e Melo, desenvolver um estudo de reconstrução da cidade, a partir deste fato surgia uma ascendência crescente junto ao rei.

No governo do general Gomes Freire de Andrade, o Marquês de Pombal se tornou inimigo irreconciliável dos jesuítas pela perseguição tenaz que ele conseguiu expulsá-los da metrópole e das colônias.

Em 1751 assumia o cargo de ouvidor geral e corregedor de comarca na cidade do Rio de Janeiro, o doutor Manuel Monteiro de Vasconcelos. Pois apesar de todas as circunstância desfavoráveis aos jesuítas continuava inabalados o seu prestigio na cidade, nenhuma instituição particular na colônia possuía tão ilimitadas riquezas em terra e outros haveres matérias como os padres da companhia, evidentemente as propriedades territoriais que eles possuíam estendiam-se por quase toda a cidade, constituindo assim um verdadeiro domínio feudal de eram senhores absolutos, parcelando-se: em sítios e chácaras, por meio de arrendamentos precários, recolhiam além das rendas mais as benfeitorias que excedessem de uma certa quantia em dinheiro, previamente estipulada nos contratos, foi nessa abundância de senhorio territorial que veio acontecer o atentado contra a vida de Dom José I, esse incidente sagrou definitivamente o domínio do Marquês de Pombal sobre o caráter pusilânime do monarca, dai o despontar de uma sucessão de perseguições crudelíssimas e sanguinárias contra pretendidos desafetos colhidos na aristocracia, então começava uma tremenda devassa no clero, lançada por todo o país e seus domínios aos padres da Companhia de Jesus, em 3 de Setembro de 1759, o Marquês de Pombal assina uma lei que considera ser os jesuítas traidores e responsáveis pela tentativa de assassinato contra o rei, ordenando a expulsão dos mesmos, entre outras razões. Logo a seguir começava a tomar conta da cidade, um movimento contrario aos jesuítas. O Marquês de Pombal, ordena ao Conde de Bobadela que agisse com rapidez no seqüestro de pessoas, bens e terras que pertencesse a Companhia de Jesus, e avisou a população a ordem dada pelo rei, proibindo terminantemente qualquer comunicação dos moradores da cidade com os proscritos.

Gomes Freire de Andrade, então confiou ao desembargador Agostinho Felix Capello o encargo de proceder ao seqüestro dos padres no colégio da companhia, fazendo recolher aí todos os que fossem encontrados nas suas dependências e fazendas da capitania, quando se praticava o seqüestro dos jesuítas, foi efetuado uma longa e minuciosa devassa sobre os negócios secretos da Companhia de Jesus, para descobrirem como agiam os padres nas coisas que diziam com o seu ministério, coube a direção das pesquisas no Rio de Janeiro, ao Bispo Dom Frei Antônio do Desterro.

Agindo o religioso beneditino com muita parcialidade contra os jesuítas, pois nunca conseguiu disfarçar o ódio que nutria contra eles, quando foram ao colégio da companhia para arrecadar os papeis, documentos e bens pertencente aos jesuítas, ficaram sabendo que eles haviam destruídos muitos manuscritos, porém confiscaram alguns livros e documentos.

Porém em alguns cadernos de arrendamentos apontava a clareza de foros dos sítios e chácaras em que se repartiram as fazendas do Engenho-Velho e São Cristovão e também encontraram alguns assentamentos explicativos da maneira como agiam os padres quando arrendavam as suas terras, e as precauções que eles tomavam para resgatá-las ou para arrecadar e garantir as rendas dos seus domínios, também encontraram alguns documentos referente a demarcação das terras das sesmaria da cidade, que vieram tirar duvidas de que amparadas pelo prestigio que sempre mantiveram na cidade até as vésperas de sua queda, os padres da companhia conseguiram burlar, com títulos adulterados e com argumentos especiosos, a demarcação jurídica da sesmaria da cidade que estava efetuada de acordo com os documentos da câmara,

Outro fato relevante foi o depoimento feito por um religioso da Companhia de Jesus, que pertencerá a essa comunidade durante cerca de quinze anos o Padre Bento Pinheiro Horta da Silva Cepeda

Que escreveu uma carta em 21 de Fevereiro de 1761 ao Bispo Dom Antônio do Desterro, e entre os fatos denunciados na relação, temos o modo como agiam os procuradores do Colégio dos Jesuítas, quando se tratava de apropriar terras em benefícios da companhia. Os jesuítas na época eram sabedores das intenções perigosas com que ameaçavam destrui-los, e que, por isso mesmo, haviam abandonados nos últimos tempos o cuidado e o apuro em que traziam as suas propriedades e culturas, cogitando apenas de resguardarem do confisco iminente, todos os valores transportáveis que pudesse por a salvo, antes do infortúnio os abatesse, isto ficou provado pelo Conde Bobadela; as fazendas eram menos prosperas por ocasião do seqüestro, do que havia sido anteriormente, entretanto pelos lançamentos dos seus cadernos de arrendamentos, verificava-se que as suas terras estavam divididas em grandes número de sítios e chácaras, beneficiadas por particulares e produzindo grande rendas para o colégio, os jesuítas impunham obrigações e exigências aos seus locatários, além da quantia arbitrada, eles não podiam ter bois sem licença do colégio, não podiam cortar pau de lei na terra arrendada, não permitiam a entrada de pessoas no sítio, ainda que fosse parentes sem autorização prévia dos padres e bastaria um mero desacordo para que o homem da gleba fosse expulso sem compensação, ficou demonstrado o domínio absoluto sobre a terra porque suas fazendas estavam rodeadas de sítios e chácaras, nestas condições haviam no Engenho Velho e Andarai Pequeno cerca de quarenta, no Andarai Grande cinco, em São Cristóvão e no Caju perto de trinta e na Ilha do Melão três, os sitiantes e chacareiros constituíam assim em torno dessas fazendas em elemento poderoso de beneficiamento do solo contudo não era somente o esforço individual dos rendeiros que fazia crescer o valor dessas terras, sua valorização continua provinha também da proximidade em que se achavam do centro urbano que prosperava incessantemente, pelo crescimento da sua população, pelo desenvolvimento do seu comércio, por sua situação geográfica em relação as necessidades dos demais agrupamentos urbanos próximo e em formação, pela importância política que ia assumindo na colônia, era por conseguinte diretamente influenciado pela atividade coletiva da cidade que representava nesse caso, uma forte estimulo a valorização social de todo o territorio que a circundava, e no qual se achavam localizados os três grandes núcleos de operosidade dos jesuítas, aí em torno, as igrejas e casas dos padres, distribuíam-se os engenhos, as fazendas, as fábricas de cal e de anil, as grandes criações de animais, os currais de gado, os campos de pastagem, as variadas e intensas escravaria que animava o ambiente das fazendas, e vitalizava a sua produção dentro da cidade, distribuídas por varias ruas, erguiam-se as casas para morada arrendadas a particulares, construídas pelos padres que iam da Fazenda de Santa Cruz até mesmo na baia, a Ilha de Vilhegagnon caíra sob o domínio dos jesuítas.

Foi executado uma grande devassa, lançada por todo o país a seus domínio, algum tempo depois, reboava por toda a cidade uma irá contra o poderio dos jesuítas.

E na madrugada de 4 de Novembro de 1759 os jesuítas foram cercados e aprisionados nos lugares em que se achavam, foram encontrados três padres no Engenho Velho, três no Engenho Novo e quatro na Quinta e Fazenda de São Cristóvão, os quais foram recolhidos ao colégio da companhia, ao total foram feitos prisioneiros 199 padres que foram embarcados durante a noite de 3 para 4 de Março de 1760 em uma naú e conduzidos a Lisboa, ruía, assim do seu pedestal grandioso uma das colunas mestras da formação do Brasil Colonial, com pouco mais de dois séculos de existência, desde a instituição do governo geral, a instituição jesuítica fora até então com esse governo e com a instituição popular da senado da câmara, a tríade tutelar que guíara bem ou mal os destinos do novo aglomerado humano que se formava, embora esporadicamente ao longo do imenso território do Brasil, sua influência espiritual fora prodigiosa, vencida apenas gradualmente, pelo domino temporal que nela se desenvolveu sem freios e sem limites, arrastando-a para a queda inglória, mas coroada de martírio, dessa proscrição violenta lançada contra uma congregação religiosa que sempre gozara das regalias de um verdadeiro estado no estado, e que só agora se acusava, de esquecida do seu venerável instituto, quando o Desembargador Manuel da Fonseca Brandão e o Escrivão Inácio Gonçalves de Carvalho, estavam inventariando todos os bens confiscados junto aos padres, receberam ordem do Conde de Bobadela para verificarem as situações dos arrendamentos e as dividas contraídas com os jesuítas, afim de que pude-se dar cumprimento as determinações emanadas da metrópole, que era para serem vendidos todos os bens dos jesuítas em hasta publica pelo melhor preço em dinheiro ou em gêneros de boa qualidade.

A 25 de Agosto de 1761, era assinada a lei que "mandava incorporar ao fisco e a câmara real todos os bens seculares que a Companhia de Jesus possuía e administrava neste reinos , e todo o seu domínio, com os padres". Nunca ocorrera ao conselho, oportunidade mais favorável do que essa, de dirimir de vez a questão secular do patrimônio territorial da cidade, a partir desta data o conselho da câmara, entregou a mitra os despojos religiosos dos jesuítas, as igrejas, colégios e noviciados da cidade, não se estendendo as residências e casas de granjearia que imprópria e abusivamente eram chamadas de missões, e também foram efetuados gradualmente leilões públicos - transferindo-se o domínio pleno de cada sítio ou chácara a seu respectivo arrematante, com a conseqüente demarcação dos limites da propriedade adquirida em hasta publica. realizava-se assim o parcelamento da grande sesmaria dos jesuítas, e desse acontecimento resultou a formação da zona suburbana da cidade desta maneira começa portanto a história territorial dos subúrbios carioca.

Fonte: www.geocities.com

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