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Inácio de Loyola





Inácio de Loyola
Inácio de Loyola

Cinco séculos já se passaram, mas o gênio do Fundador da Companhia de Jesus ainda se revela atual, deixando em seus Exercícios Espirituais a luz de uma mensagem sugestiva e misteriosa.

A ORIGEM

Filho de família numerosa da nobreza rural, Iñigo López de Oñaz y Loyola nasceu em 1491 no castelo de Loyola, província basca de Guipúzcoa ao norte da Espanha.

Desde sua infância, sabe-se que aos 15 anos - trabalhando como pajem do "contador-mor" do Rei de Castela, Juan Velázquez de Cuéllar - já alimentava o sonho de tornar-se um cavalheiro capaz de feitos notáveis.

Efetivamente já aos trinta anos empenha-se com valentia na defesa da praça de Pamplona, mas é ferido nas pernas por uma bala durante o cerco francês à cidade, em 20 de maio de 1521.

A CONVERSÃO

Submetido a várias cirurgias, ocupa-se durante o longo reestabelecimento no castelo de Loyola, com a leitura de história de Santos e "Uma Vida de Cristo". Este seria para ele o princípio de um mergulho pofundo. Inácio vai aos poucos trocando a imaginação dos feitos dos cavalheiros, pelas realizações dos santos, assimilando seus propósitos de vida e se identificando cada vez mais com eles.

A PEREGRINAÇÃO

Tão logo sentiu-se recuperado, foi ao santuário de Nossa Senhora de Monserrate, próximo a Barcelona, para depositar suas armas diante do altar e assumir definitivamente a função de "soldado de Cristo". Já despojado de todos os seus bens, esmolando e rezando, passa um ano em um lugarejo chamado Manresa, fazendo penitência, para atingir a purificação.

As provações por que passou o ajudariam a dar linhas definitivas ao livro dos Exercícios Espirituais, e mais tarde ao projeto de fundar uma ordem religiosa.

Sua peregrinação em busca de um caminho de vida, o levaria ainda mais longe.

Com a sua chegada em Jerusalém, depois do tempo que passou em Roma, atingia a última e mais importante etapa de sua peregrinação.

Percorrer por um ano os lugares onde Cristo viveu e sentir a influência da Terra Santa deram a Inácio a certeza de ter ido de encontro ao seu destino. De volta à Espanha - já com 33 anos de idade - não se envergona de dividir com meninos as aulas de latim, afinal este era um passo necessário para atingir o sacerdócio só conseguido de fato em Paris, após haver passado pelas Universidades de Alcalá (1526) e Salamanca (1527).

Já em Paris latiniza seu nome para Inácio no ano de 1529.

Em sete anos de estudos na capital francesa, os sonhos começam a tomar forma... Depois de várias tentativas no ano de 1534 Inácio consegue reunir em torno de si um grupo de companheiros do qual faziam parte o Beato Pedro Fabro, São Francisco Xavier, Diogo Lainez e outros, e em Montmatre (Paris), fazem votos de pobreza e de peregrinar em Jerusalém. Também decidiram que se não fosse possível a peregrinação à Terra Santa, iriam se colocar à disposição do Papa para que os enviasse onde fossem mais necessários.

A vontade do grupo de constituir uma ordem religiosa recebe aprovação do Papa Paulo III, em 27 de setembro de 1540. Estava finalmente fundada a Ordem dos Jesuítas.

Conduzido ao cargo de primeiro Superior Geral da Companhia em 19 de abril de 1941, apesar de resistir longamente antes de aceitar sua indicação, Inácio vê sua vida transformar-se e confundir-se com a Companhia nascente. Como superior é encarregado de redigir as Constituições da Ordem.

BIOGRAFIA

Muito ativo, escreve mais de 7000 cartas e distribui instruções detalhadas às províncias que começam a se espalhar.

O próprio Inácio eleva o Brasil à categoria de província jesuíta em 1553 e nomeia Manuel da Nóbrega provincial e Luis de Grã, seu auxiliar direto.

Acompanhado a cada momento da vida da nova ordem religiosa, pode vê-la crescer antes de falecer em 31 de julho de 1556 na cidade de Roma.

Santo Inácio de Loyola foi canonizado pelo Papa Gregório XV juntamente com São Francisco Xavier, Santa Teresa de Jesus e São Felipe Neri, em 12 de março de 1622.

Foi declarado "Celeste Padroeiro dos Exercícios Espirituais" pelo Papa Pio XI, em 1922.

Fonte: www.fca.org.br

Inácio de Loyola





Iñigo López de Oñaz y Loyola -nome de batismo - nasceu em 1491 em Azpeitia, no castelo de Loyola, região basca, ao norte da Espanha. De família nobre, caçula de 11 irmãos, ficou órfão de mãe aos 8 anos de idade e de pai aos 14 anos. O "Solar dos Loyolas", erguido com suntuosidade e largueza junto à cidade de Azpeitia, refletia a nobreza da família. Inigo, em ambiente da corte de Castilha, trabalhou como pajem do "contador-mor" do Rei de Castela, Juan Velázquez de Cuéllar - já alimentava o sonho de tornar-se cavaleiro.

Inácio de Loyola
Inácio de Loyola

Em 1517 torna-se cavaleiro e se coloca a serviço do Duque de Nájera e vice-rei de Navarra, Antônio Henrique, que o encarregou de algumas tarefas militares e diplomáticas.

Ferido em Pamplona

Inácio de Loyola

Em 20 de maio de 1521, defende a cidadela de Pamplona numa batalha contra os franceses. Resistir era impossível, mas Inácio não se rende e é atingido por uma bala de canhão, sofrendo um grave fratura na perna direita e tendo a esquerda esmagada. Sofre dores terríveis e passa um mês inteiro entre a vida e a morte. Esse fato irá marcar o fim do primeiro período de sua vida, durante o qual foi, conforme ele mesmo confessou em sua autobiografia, ser "um homem dado às vaidades do mundo, cujo principal prazer consistia nos exercícios de guerra, que pratica com o grande e fútil desejo de ganhar renome".

Ainda que sua moral nessa fase estivesse longe de ser irrepreensível, Inácio é antes um homem orgulhoso do que ligado à vida sensual. Alto e elegante em sua juventude, mantém uma abundante cabeleira pintada de vermelho, na moda da época. Aprecia muito música, especialmente os hinos sacros. Até os trinta anos de idade, Inácio vive como tantos outros jovens de seu tempo dominado pelas paixões do jogo, das mulheres e das armas.

Conversão

Gravemente ferido em batalha, Inácio, passa por um um curto período de tratamento em Pamplona, e depois é levado ao castelo dos Loyola, em junho de 1521. Durante o período de sua convalescença, no castelo de Loyola, decide, por vaidade, se submeter por uma dolorosa cirurgia para corrigir um trabalho grosseiro que havia sido feito em sua perna estraçalhada em combate. O resultado disso foi uma convalescência longa. Inácio pede livros de cavalaria para passar o tempo. Só encontram, no castelo, dois livros: a "Vita Christi" (foto), de Rodolfo da Saxônia, e a Vida dos Santos, cuja versão continha prólogos às várias histórias escritos por um monge cisterciense que considerava o serviço de Deus como uma ordem cavalheiresca sagrada. Enquanto lia os livros, ele passava o tempo recordando também narrativas de guerra e em pensamentos sobre uma grande dama que ele admirava.

Começou a leitura sem gosto, para matar o tempo e descobriu, com surpresa, que estava gostando. Nos primeiros estágios de sua leitura, sua atenção estava voltada para o testemunho heróico os santos. Essa visão da vida atraiu profundamente Inácio. Depois de muita reflexão, ele decide imitar a vida austera dos santos e começa a refletir: "São Domingos fez isto; pois eu tenho de o fazer também. São Francisco fez aquilo; pois eu vou fazer outro tanto..." Aos poucos, Inácio começa a encontrar sua liberdade espiritual e mudança interior que é notada por todos de casa. Refletindo sobre o que se passava no seu íntimo, foi caindo na conta de que os pensamentos sobre Deus e sobre os santos custavam a entrar no seu coração, mas depois deixavam-no contente e com muita paz. Pelo contrário, as vaidades do mundo entravam facilmente, mas depois o deixavam frio e descontente. Inácio começou então a ter a experiência de "discernimento espiritual", isto é, a saber distinguir a ação de Deus nele e a influência do mal e da própria fraqueza humana.

O Peregrino

Já totalmente recuperado, em fevereiro de 1522, Inácio despede-se de sua família e vai a Monserrat, mosteiro beneditino nos arredores de Barcelona, no nordeste da Espanha. Ele passa nesse local de peregrinação e faz uma confissão geral dos pecados de toda sua vida, deposita espada e punhal aos pés da imagem da Virgem Maria, como símbolo de renúncia, e, vestido unicamente um roupa bem tosca e áspera de saco como faziam os peregrinos penitentes. Passou a noite de 24 de março numa "vigília de armas" em oração.

De madrugada retira-se para Manresa para uma gruta nos arredores de Barcelona. Em Manresa, Inácio anotou os sentimentos que experimentava durante as orações e esses registros tornaram-se a base de um seu pequeno livro chamado Exercícios Espirituais (foto). A permanência em Manresa foi marcada por julgamentos espirituais e provações que Inácio impunha a si mesmo, assim como por regozijo e iluminação interior. Segudo ele, Deus, em Manresa, o tratou como um professor trata seu aluno: ensinava-o a servir-lhe como ele desejava.

O peregrino entrega-se a Deus, disposto a seguir suas inspirações a cada momento. Não sabe aonde estas o levarão, mas enquanto não estiver certo de que lhe pede outra coisa, irá a Jerusalém. Até sonhaem morrer lá, como Cristo, anunciando aos infiéis o Evangelho.

Iluminação Espiritual

Inácio de Loyola

Tempo dos Estudos

Inácio de Loyola

Numa das grutas, na qual costumava meditar e orar, às margens do rio Cardoner, próximo a Manresa, Inácio experimenta, em setembro de 1522 a sua mística Igreja Primitiva, como ele a chamava. Certo dia, enquanto estava sentado num dos diques do rio Cardoner, segundo o relata da sua autobiografia "os olhos de seu discernimento começaram a se abrir, sem poder ver qualquer outra coisa, ele compreendeu e conheceu muitas coisas, coisas do espírito e coisas da fé". Tudo lhe pareceu novo e diferente, como se estivesse vendo coisas pela primeira vez. Sob esta luz continua a escrever os Exercícios Espirituais.

O resultado desse período decisivo foi a resolução de fazer uma peregrinação a Jerusalém. Inácio de Loyola deixou Barcelona em março de 1523 e, passando por Roma, Veneza e Chipre, atingiu Jerusalém em 4 de setembro. Ele gostaria de ter-se estabelecido ali permanentemente, mas o superior franciscano que custodiava os santuários da Igreja latina não lhe permitiu seguir seu plano. Depois de visitar Betânia, o Monte das Oliveiras, Belém, o Jordão, o Monte da Quarentena e todos os lugares sagrados do programa preestabelecido aos peregrinos, Inácio deixou a Palestina em 3 de outubro, voltando por Chipre e Veneza e chegando a Barcelona em março de 1524..

Inácio de Loyola, percebe que era a vontade de Deus que ele não ficasse em Jerusalém. Reflete "em seu coração sobre o que deveria fazer e finalmente decide dedicar-se por um tempo aos estudos, de forma a estar preparado para salvar almas", escreve na Autobiografia relatando sua decisão de adquirir uma educação tão boa quanto as circunstâncias lhe permitissem. Ele provavelmente poderia ter alcançado o sacerdócio em poucos anos, mas escolhe protelar essa meta por mais de doze anos e passar pela dificuldade de enfrentar uma sala de aulas na idade em que a maioria dos homens já havia terminado a muito tempo sua instrução. Talvez sua carreira militar lhe tenha ensinado o valor que tem a preparação cuidadosa em qualquer empreendimento. De qualquer forma, Inácio está convencido de que um homem bem instruído poderia realizar em curto tempo o que outro sem instrução nunca realizaria.

Estuda em Barcelona por aproximadamente dois anos. Em 1526 ele se transfere para Alcalá. Durante esse tempo, adquire seguidores, a quem prega suas idéias de piedade e fé e aplica os Exercícios Espirituais, e seu pequeno grupo passa a usar uma vestimenta característico. Mas Inácio logo cai suspeito de heresia, éi aprisionado e julgado. Mesmo tendo sido declarado inocente, ele troca Alcalá por Salamanca. Lá não apenas Inácio é preso, mas todos os seus companheiros. Novamente ele logra obter a absolvição, masé proibido de ensinar até que tivesse terminado os estudos. Essa proibição levou Inácio a deixar seus discípulos e a Espanha.

Em Paris

Inácio de Loyola

Inácio chega a Paris em 2 de fevereiro de 1528, e permanece lá como estudante até 1535. Vive de esmolas e, nos anos de 1528 e 1529, vai a Flanders mendigar dos mercadores espanhóis. Em 1530 vai à Inglaterra com o mesmo propósito. Em Paris, forma um novo grupo de discípulos cujos hábitos de vida provoca tantos e tão efusivos comentários que ele precisa novamente explicar-se às autoridades religiosas. Esse episódio finalmente o convence de que se deveria abster de fazer pregações religiosas públicas até que obtivesse o sacerdócio..

Companheiros de Jesus

Em 24 de junho de 1537, Inácio e a maior parte de seus companheiros são ordenados sacerdotes. Seguem-se dezoito meses durante os quais eles adquirem experiência no ministério enquanto também dedicam muito tempo às orações. Durante esses meses, apesar de ainda não ter ministrado missa, Inácio tem uma das mais decisivas experiências de sua vida. Ele relata a seus companheiros como, certo dia, durante uma prece na capela de La Storta, perto de Roma, pareceu-lhe ter visto o Cristo com a cruz em seus ombros e, ao lado dele, o Pai Eterno, que disse: "É minha vontade que tomes esse homem como Teu servidor." E Jesus o tomou e disse: "É minha vontade que Nos sirva."

Em 1539, Inácio e companheiros decidem formar uma união permanente, fazendo um voto de obediência a um superior eleito por eles mesmos, em adição aos votos de pobreza, castidade e obediência ao Sumo Pontífice romano que já haviam feito anteriormente. Em 1540, o Papa Paulo III aprova o plano de uma nova ordem e Loyola foi escolhido entre os companheiros para o cargo de Superior Geral.

A Companhia de Jesus desenvolve-se rapidamente. Quando Inácio morre, há cerca de mil jesuítas espalhados por doze unidades administrativas, chamadas províncias: três na Itália, três na Espanha, duas na Alemanha, uma na França, uma em Portugal e duas além-mar, na Índia e no Brasil. Nos últimos anos de sua vida, Inácio de Loyola ocupa-se muito com a Alemanha e a Índia, para onde manda seus famosos seguidores Pedro Canisius e Francisco Xavier. Ele também envia missionários para o Congo e para a Etiópia. Em 1546, Inácio de Loyola recebe secretamente Francisco Bórgia na Sociedade, duque de Gandía e vice-rei da Catalônia. Quando esse fato se torna público quatro anos depois, há alguma reação. Bórgia organizou as províncias espanholas e se tornou o terceiro Geral da Ordem.

Inácio de Loyola deixa sua marca em Roma. Ele funda o Colégio de Roma, embrião da Universidade Gregoriana, e o Germanicum, um seminário para candidatos alemães ao sacerdócio. Ele também estabelece uma casa para auxiliar e salvar as almas de mulheres decaídas e outra para judeus convertidos.

Fonte: www.jesuitas.org.br

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Inácio de Loyola
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Quem foi Santo Inácio de Loyola?

A experiência de Deus vivida por Santo Inácio de Loyola (Iñigo López de Oñaz y Loyola) fez dele um revolucionário! Na origem de sua experiência está a inquietude de "sair" e ir aos extremos. Na fronteira de si mesmo encontrou o "espaço sagrado", onde Deus se manifesta; ali se encontrou com os sonhos escondidos e os projetos ocultos... Na experiência do homem reside um potencial imenso de experiência de Deus.

Sua rica interioridade não é solitária, mas é habitada pela presença Divina e pelo desejo de realizar "grandes coisas" para os outros.

Na pessoa de Inácio há, em primeiro lugar, um caminho interior que nos ensina muitas coisas: ele caminhou para as fronteiras de seu próprio interior, mergulhando fundo em si mesmo e atingindo os limites da sinceridade e da transparência.

Santo Inácio de Loyola é o autor dos Exercícios Espirituais e o fundador da Campanhia de Jesus, Ordem dos Jesuítas. Filho de uma família da nobreza rural, Inácio nasceu em 1491 no castelo de Loyola, província basca ao norte da Espanha. Desde sua infância já alimentava o sonho de tornar-se um cavalheiro capaz de feitos notáveis, a fim de ganhar honras e prestígio.

Aos 30 anos, durante uma batalha em defesa de Pamplona, Inácio é ferido nas pernas por uma bala durante o cerco francês à cidade, em 20 de maio de 1521.

Submetido a várias cirurgias, ocupa-se durante o longo reestabelecimento no castelo de Loyola, com a leitura de livros sobre a vida dos santos e a vida de Cristo. Este seria para ele o princípio de um mergulho profundo. Inácio vai aos poucos trocando a imaginação dos feitos dos cavalheiros, pelas realizações dos santos, assimilando seus propósitos de vida e se identificando cada vez mais com eles e com o próprio Deus. A partir daí, torna-se um soldado de Cristo, peregrinando pelo mundo, escrevendo o livro dos Exercícios Espirituais, orientando pessoas e reunindo companheiros, até fundar a Companhia de Jesus e evangelizar centenas de países, incluindo o Brasil, com o envio das missões jesuíticas.

Santo Inácio de Loyola foi canonizado pelo Papa Gregório XV juntamente com São Francisco Xavier, Santa Teresa de Jesus e São Felipe Neri, em 12 de março de 1622.

"Pois os Exercícios Espirituais são o que de melhor
na vida eu posso imaginar, sentir ou pensar, quer para o
aproveitamento pessoal, quer para a fecundidade
apostólica na ajuda a tantas outras pessoas”.

(Inácio de Loyola, 16 novembro de 1536)

Fonte: www.eecefas.com.br

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