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Condiloma Acuminado

A infecção do trato genital humano por papiloma vírus (HPV) é uma das mais comuns DST virais.

As verrugas genitais (verrugas venéreas, condiloma acuminado, verrugas-figo) são conhecidas há muito tempo, mas até recentemente eram consideradas triviais e a transmissão sexual era até questionada por alguns. Atualmente sabe-se que o condiloma acuminado é apenas a manifestação mais óbvia das infecções por HPV na região anogenital.

Há muitas evidências que apóiam o conceito de que as infecções subclínicas por HPV são muito mais comuns do que se pensava. Além disso, o diagnóstico e o tratamento das infecções por HPV devem levar em conta que alguns tipos são frequentemente associados com atipias escamosas e menos frequentemente com carcinoma invasivo da região anogenital.

O HPV é um vírus DNA de 55 nm, da família papovavírus. Infecta a pele e as mucosas, replicando-se no núcleo das células epiteliais infectadas.

A expressão final do gene viral, a síntese da proteína do capsídeo, a replicação do DNA viral e a montagem de vírions ocorrem quase exclusivamente em células epiteliais na fase terminal da diferenciação.

Atualmente o grupo HPV tem 70 tipos distintos; 34 são associados com lesões anogenitais. Um subgrupo dos tipos de HPV anogenitais é detectado com maior frequência em lesões genitais.

O HPV não pode ser cultivado em cultura de tecidos. Os experimentos de inoculação na vidada do século e os dados de microscopia eletrônica nos últimos 30 anos indicaram a primeira evidência reprodutível da etiologia viral dos condilomas.

Atualmente a localização do DNA do HPV em hibridação in situ e as técnicas de hibridação molecular têm sido usadas para confirmar a presença do vírus nos tecidos.

Epidemiologia

Embora os casos de verrugas genitais não sejam rotineiramente notificados, vários levantamentos limitados sugerem que a prevelência aumentou nos últimos anos e que o papilomavírus genital atualmente é a terceira causa mais comum de DST. A incidência de verrugas genitais também aumentou nos últimos 20 anos.

Elas são agora uma das DST mais comuns e sua incidência é ultrapassada apenas pela tricomoníase, gonorréia e Chlamydia. O número de consultas a médicos particulares por causa de verrugas genitais no entanto é maior que o número de consultas por causa de gonorréia e herpes genital. A infecção do colo uterino por HPV quase sempre é assintomática e muito mais comum que a verruga genital.

Embora as verrugas genitais fossem reconhecidas como DST nos tempos antigos, a comunidade médica só reconheceu esse método de transmissão nos últimos 25-30 anos.

O intervalo entre a exposição e o aparecimento de verrugas genitais é 3-8 meses. As lesões penianas são encontradas em até 70% dos parceiros sexuais de mulheres com neoplasia cervical intra-epitelial. A percentagem de parceiros com infecção subclínica é desconhecida.

História natural e associação com Câncer

A história natural das verrugas genitais e da infecção subclínica por HPV não está bem estabelecida. As verrugas parecem persistir e recidivar apesar do tratamento, podem regredir espontaneamente e, raramente, podem sofrer transformação maligna.

Parece que a infecção do colo u terino por HPV tem espectro e comportamento semelhantes, embora o aparecimento de lesões pré-malignas não seja incomum.

Em um estudo até 40% das mulheres desenvolveram NCI em 24 meses após a identificação dos tipos 16 e 18 de HPV. Essa pesquisa foi apoiada por numerosos estudos menores que sugerem a importância do tipo de HPV no aparecimento de neoplasias.

A epidemiologia do câncer do colo uterino e de outras neoplasias malignas genitais é consistente com a etiologia sexualmente transmitida e o HPV preenche vários critérios de oncogenicidade Embora haja evidências crescentes de forte associação entre HPV e displasia e câncer genital, ainda não foi estabelecida uma relação de causa e efeito. Sabe-se que os papilomavírus causam tumores em animais e que certos tipos são capazes de transformar células normais em neoplásicas in vitro. A integração do DNA do HPV no genoma da célula hospedeira usualmente é observada em carcinomas invasivos e em linhagens celulares de carcinoma cervical, mas as lesões benignas e pré-malignas o DNA do HPV usualmente é extracromossômico. Certos tipos de DNA do HPV foram encontrados em todos os tipos de cânceres genitais e lesões pré-cancerosas. Por outro lado, muitos tecidos normais clinicamente e microscopicamente albergam DNA de HPV.

Os estudos epidemiológicos mostram que mulheres com sinais citológicos de HPV têm maior risco de displasia e câncer cervical. Há necessidade de estudos prospectivos para verificar se a infecção por HPV realmente precede o aparecimento de displasia ou câncer e investigar o papel do HPV, mais como co-fator do que agente etiológico.

Manifestações Clínicas

O espectro das lesões da região anogenital associadas com HPV varia desde os papulomas típicos ou condiloma acuminado na genitália externa, períneo, genitália, colo uterino, região periretal e uretra, até as infecções clinicamente inaparentes nessas mesmas regiões.

Além disso, o HPV é encontrado em carcinoma in situ vulvar, órgão genital feminino e do órgão genital masculino e em neoplasias intra-epiteliais, incluindo papulose bowenóide, NCI e carcinoma invasivo do trato genital.

Condiloma Acuminado

Essas excrescências papilomatosas, pedunculadas ou sésseis, o- correm na vulva, falo, escroto, períneo, pele periretal e uretra. Podem ser lisas ou ter projeções digitais que tornam sua superfície áspera, daí o termo condiloma acuminado (condiloma, nós dos dedos; acuminado, apontado). As lesões individuais usualmente têm diâmetro entre 1 e 4 mm e altura entre 2 e 15 mm. As pápulas múltiplas podem confluir e formar placas ou massas multilobadas.

Os condilomas usualmente são encarnados, mas podem ser hiperpigmentados ou eritematosos. As neoplasias penianas e vulvares intra-epiteliais, também chamadas papulose bowenóide, ocorrem com maior frequência em lesões hiperpigmentadas e podem ser dispersas entre os grupos de condiloma.

Exames Laboratoriais

O diagnóstico do condiloma acuminado típico é primariamente clínico, com ajuda da aplicação de ácido acético e uso de lupa. O diagnóstico deve ser confirmado por histologia e citologia, sempre que for necessário. As técnicas imuno-histoquímicas e de hibridação são ferramentas adicionais usadas na detecção de antígenos virais e DNA viral.

São usadas primariamente em pesquisas e são particularmente úteis nos casos de lesões por HPV não visíveis prontamente no exame clínico.

Recentemente foram relatadas técnicas bem-sucedidas para replicação do HPV, mas as culturas não são disponíveis para trabalho rotineiro de diagnóstico.

Condiloma Acuminado
Condiloma Acuminado

Tratamento

O tratamento das verrugas genitais pode ser frustrante porque frequentemente exige muitas con- sultas e a recidiva é bastante comum.

O HPV é recuperado nas margens aparentemente sadias dos condilomas ressecados cirurgicamente, sendo talbez responsável por algumas recidivas das lesões.

A recidiva resulta da falha na erradicação total das células epiteliais que contêm HPV ou de reinfecção a partir de parceiros sexuais infectados.

O tratamento local é feito com aplicação de antimetabolitos ou de agentes cáusticos (podofilina, ácido tricloroacético, fluoracil), com crioterapia, eletrodissecção e ressecção cirúrgica. Pacientes com verrugas internas devem ser encaminhados para serviços especializados.

Todas as mulheres com verrugas devem ser submetidas a exame de Papanicolaou para exclusão de NIC coexistente.

Embora frequentemente utilizada, a cirurgia a laser ainda não tem eficácia estabelecida em comparação com outros métodos de tratamento.

Uma grave restrição da terapia com laser é a destruição da lesão sem avaliação histológica para exclusão de malignidade.

As lesões grandes, confluentes, necróticas e rapidamente crescentes em indivíduos idosos ou imunodeprimidos devem ser biopsiadas antes de tratamento com laser ou com outros meios destrutivos locais. O paciente também deve ser seguido cuidadosamente.

A injeção intralesional ou intramuscular de interferon tem eficácia limitada e reações colaterais intensas. Ainda não foi estabelecida a necessidade do tratamento em indivíduos com infecção subclínica.

Fonte: www.fmt.am.gov.br

Condiloma Acuminado

O condiloma acuminado é uma lesão na região genital, causada pelo Papilomavirus Humano (HPV). A doença é também conhecida como crista de galo, figueira ou cavalo de crista.

Sinais e Sintomas

O HPV provoca verrugas, com aspecto de couve-flor e de tamanhos variáveis, nos órgãos genitais. Pode ainda estar relacionado ao aparecimento de alguns tipos de câncer, principalmente no colo do útero, mas também no falo ou no orifício retal. Porém, nem todo caso de infecção pelo HPV irá causar câncer.

Formas de contágio

A infecção pelo HPV é muito comum. Esse vírus é transmitido pelo contato direto com a pele contaminada, mesmo quando essa não apresenta lesões visíveis.

A transmissão também pode ocorrer durante o sexo oral. Há, ainda, a possibilidade de contaminação por meio de objetos como toalhas, roupas íntimas, vasos sanitários ou banheiras.

Prevenção

Não existe forma de prevenção 100% segura, já que o HPV pode ser transmitido até mesmo por meio de uma toalha ou outro objeto.

Calcula-se que o uso da camisinha consiga barrar entre 70% e 80% das transmissões, e sua efetividade não é maior porque o vírus pode estar alojado em outro local, não necessariamente no falo, mas também na pele da região pubiana, períneo e orifício retal.

A novidade é a chegada, ainda em 2006, da primeira vacina capaz de prevenir a infecção pelos dois tipos mais comuns de HPV, o 6 e o 11, responsáveis por 90% das verrugas, e também dos dois tipos mais perigosos, o 16 e o 18, responsáveis por 70% dos casos de câncer de colo do útero. Ainda em discussão os valores para dose (3 doses), para o mercado privado brasileiro.

Na maioria das vezes os homens não manifestam a doença. Ainda assim, são transmissores do vírus.

Quanto às mulheres, é importante que elas façam o exame de prevenção do câncer do colo, conhecido como "papanicolau" ou preventivo, regularmente.

Tratamento

O tratamento do HPV pode ser feito por meio de diversos métodos: químicos, quimioterápicos, imunoterápicos e cirúrgicos. A maioria deles destruirá o tecido doente.

Formas de tratamento

Os condilomas, dependendo do tamanho e da localização anatômica, podem ser friáveis, pruriginosos, úmidos ou ceratinizados. Ainda, podem ser únicos ou múltiplos, localizados ou difusos e de tamanho variável.

Tendem a aparecer em zonas que tenham sido traumatizadas durante o ato sexual. No homem é mais freqüentemente encontrado na glande e no sulco bálano-prepucial e, na mulher, na vulva, períneo, região periretal e, algumas vezes, na genitália e colo do útero. Lesões perianais, podem ocorrer em pessoas sem história prévia de penetração retal. Raramente podem estar presentes em áreas extragenitais como conjuntivas, mucosa nasal, oral e laríngea.

Não é conhecido o tempo em que o vírus (HPV) pode permanecer assintomático ou inaparente (latente) e quais são os fatores responsáveis pelo desenvolvimento de lesões. Por este motivo, não é possível estabelecer o intervalo mínimo entre a infecção e o desenvolvimento de lesões, que pode ser de semanas até anos.

O tratamento do condiloma acuminado visa à remoção das lesões (verrugas, condilomas). É feito localmente, podendo ser cáustico, quimioterápico ou por cauterização.

De uma forma ou de outra, constitui um desafio para médicos e pacientes devido às falhas observadas em cada uma das opções terapêuticas comumente utilizadas.Atualmente, não há disponibilidade de agentes antimicrobianos eficazes. Enquanto este tipo de tratamento não é disponibilizado, o alfa interferon natural, uma substância de múltiplas espécies, derivada de leucócitos humanos, é indicado para o tratamento de verrugas genitais.

Em geral, nenhum dos tratamentos disponíveis é igualmente eficaz para todas as pessoas, pois essa doença adquire características variadas de resistência em cada organismo.

Ou seja, cada caso deverá ser avaliado separadamente para que se possa adotar a conduta mais adequada. Seja como for, as recidivas podem ocorrer e são freqüentes, mesmo com o tratamento adequado. A resposta imunológica individual é fundamental para a eliminação completa dos vírus ou redução do número de recidivas.

Algumas medidas são necessárias para se obter um melhor resultado: ênfase na adequada higiene, geral e genital; tratamento de patologias associadas, em especial infecções genitais; investigação e tratamento das parcerias sexuais e abstenção das relações sexuais durante o período de tratamento. O uso regular de preservativos nas relações sexuais é fortemente recomendado a todos os portadores de DST.

Atualmente, considera-se que a persistência da infecção pelo HPV representa o principal fator de risco para desenvolvimento do câncer do colo do útero, sendo o HPV 16 o responsável pela maior proporção de casos (50%), seguido do HPV 18 (12%). Embora o Brasil tenha sido um dos primeiros países no mundo a introduzir a citopatologia (Papanicolaou) para a detecção precoce do câncer do colo do útero, as taxas de mortalidade continuam elevadas.

Assim sendo, na tentativa de proteção contra o câncer do colo uterino, estão sendo desenvolvidos vários projetos de vacinas contra estes vírus. Tais vacinas tem objetivo apenas profilático e não de tratamento, portanto estariam indicadas para pessoas que ainda não tiveram contato com o vírus. Portanto, ainda com a existência de uma vacina profilática, não pode ser descartada a necessidade de exames preventivos de câncer de colo do útero rotineiramente.

Fonte: www.aids.gov.br

Condiloma Acuminado

As verrugas genitais são sexualmente adquiridas

As verrugas genitais, também chamadas de condiloma acuminado, são extremamente freqüentes, sendo causadas pelos papilomavírus dos tipos 6 e 11.

Os vírus são transmitidos pelo contato sexual, sendo incomum a auto inoculação das mãos para a genitália. Os recém-nascidos podem adquirir a infecção das mães durante o trabalho do parto, com papilomas na laringe.

As verrugas sexualmente adquiridas são extremamente contagiosas, sendo a sua infetividade de 60%. Aparecem após um longo período de incubação, que varia de duas semanas a oito meses (três meses em media). As lesões aparecem subitamente e são geralmente assintomáticas e indolores.

Nas mulheres, passam desapercebias em virtude da localização intragenital (genitália e colo uterino), mas também surgem no intróito vaginal e vulva. Nos homens, podem ser encontradas na glande, corpo do falo, prepúcio, freio, meato urinário, escroto, orifício retal e reto. As verrugas se desenvolvem em regiões quentes e úmidas, podendo ser solitárias ou múltiplas, sendo o diagnóstico eminentemente clínico.

Realmente, o reconhecimento é relativamente fácil, todavia exige a diferenciação com o condiloma da sífilis secundária, molusco contagioso, cistos sebáceos e tumores benignos ou malignos. Todas as mulheres com verrugas genitais, mesmo sem quaisquer outros sintomas, devem ser investigadas para candidíase (sapinho), tricomoníase, gonorréia, clamídia e vaginose bacteriana, pois as verrugas podem preceder outras infecções ou doenças sexualmente transmissíveis.

Os homens, homo ou heterossexuais, também devem colher amostras da secreção uretral com o objetivo de excluir infecções concomitantes por gonococos , clamídias e uretrite não gonocócica, mesmo que não apresentem sintomas.

Da mesma forma, os homo e bissexuais precisam fazer proctocospia para afastar a presença adicional de verrugas dentro do reto assim como gonorréia e herpes simples. Ainda é fundamental o exame de sangue para sífilis, o rastreamento de contatos e o exame periódico de parceiros sexuais regulares.

As complicações das verrugas genitais são raras, podendo aumentar de forma alarmante durante a gravidez, atingindo a forma de uma couve-flor. No sexo masculino, verrugas gigantes benignas, porém destrutivas podem ocorrer no falo ou verrugas pequenas coalescer e aumentar rapidamente.

Também foi identificada a transformação maligna dessas verrugas. O molusco contagioso é causado por um poxvírus, surgindo como pápulas umbilicadas de colaração branco-pérola na região genital, podendo ser transmitido por via sexual e não sexual (piscinas, saunas, escolas) através de contatos, toalhas ou roupas.

O tratamento da verruga genital é feito com a aplicação tópica de medicamentos, devendo ser aplicada duas ou três vezes por semana, protegendo a área em torno da lesão. Dependendo da concentração poderá apresentar menos efeitos colaterais, permitindo o uso no domicílio.

Finalmente, existe o eletrocautério ou crioterapia nas verrugas extensas ou numerosas. As verrugas podem regredir e reaparecer espontaneamente, tornando difícil a avaliação de outros produtos, como vacinas.

Durante a gravidez, é melhor não tratar, tendo em vista a toxicidade do medicamento, assim como pela possível ação mutagênica do produto.

Durante o parto, está indicada a cesariana se as verrugas oferecerem dificuldades. Infelizmente não se sabe ainda se o contágio pode ser prevenido por meio do tratamento da genitora durante a gravidez.

A mulher sexualrnente ativa deve ser submetida todos os anos ao exame ginecológico preventivo, a fim de afastar enfermidades que não aparecem ou não apresentem sintomas.

Fonte: Mário Cândido de Oliveira Gomes

Condiloma Acuminado

VERRUGA GENITAL

Verrugas (lesão vegetante) no órgão genital masculino, no orifício retal ou na área genital da mulher podem ser um condiloma.

Esta lesão é causada por um vírus. Às vezes estas verrugas têm uma forma um pouco diferente (mais achatada) e podem indicar uma infecção por Sífilis.

Nos homens e nas mulheres, estas verrugas representam um problema desagradável, incômodo, sob o aspecto estético

. Na mulher, o problema é mais sério, porque indicam possibilidade maior de que venha a desenvolver câncer do colo do útero.

Como qualquer DST, as verrugas podem estar associadas a outras infecções.

É importante você procurar o seu médico ou ir ao posto de saúde se você tiver:

Verruga no falo ou no orifício retal (homens)

Verruga na vulva (nos labios) na entrada do aparelho genital feminino ou no orifício retal (mulheres)

Tratamento caseiro

Não há. Para um diagnóstico correto e tratamento, o mais recomendável é que você fale com seu médico ou procure um posto de saúde perto de sua casa.

Prevenção: Fazer Sexo seguro ou protegido

Fonte: www.dbbm.fiocruz.br

Condiloma Acuminado

Condiloma Acuminado - Verruga Genital

Causador

Papiloma vírus humano (HPV)

O que é Verruga Genital?

A Verruga Genital ou Condiloma Acuminado ou "Crista de Galo", como é popularmente conhecida, geralmente aparece como uma lesão elevada, de cor avermelhada e com aspecto de uma couve-flor em miniatura. As lesões podem ser pequenas ou podem se aglomerar em grandes massas.

A Verruga Genital é encontrada na vulva, na genitália, na cérvice uterina, falo, orifício retal e uretra. Alguns vírus causadores da Verruga Genital podem causar câncer de cérvice, vulva, aparelho genital feminino ou órgão genital masculino.

Quais são os sintomas da Verruga Genital?

O indivíduo pode notar a Verruga Genital de 1 mês a vários anos após a infecção. Elas geralmente não são doloridas, porém causam coceira.

Se não forem tratadas, elas podem obstruir a uretra, genitália e orifício retal, causando extremo deconforto para o paciente.

Como é diagnosticada a Verruga Genital?

A Verruga Genital é diagnosticada através da inspeção da lesão, por um médico. Recentemente, foi desenvolvida uma técnica para se avaliar a presença de DNA viral nas lesões.

Como a Verruga Genital é transmitida de pessoa para pessoa?

Geralmente, a transmissão se dá por sexo vaginal, retal ou oral.

A Verruga pode não necessariamente estar presente.

É importante a disseminação da doença por pacientes que não sabem que estão infectados, pelo fato de a lesão poder ser de difícil visualização (principalmente no caso de lesões no aparelho genital feminino).

A Verruga Genital é curável?

A Verruga Genital pode ser tratada, porém não é curável.

O tratamento é feito com aplicações sucessivas de uma solução que queima ou congela a lesão, durante várias semanas.

Apesar de as lesões desaparecerem, o vírus permanece ainda no organismo e em 20% dos casos as lesões reaparecem (em situações de stress, etc.

Como se previne a transmissão do HPV?

Pessoas com apenas um parceiro sexual têm menos chances de adquirir o HPV. É muito importante o uso de camisinha e espermicidas.

A camisinha é uma barreira entre o organismo e o vírus causador da Verruga Genital.

Os espermicidas ajudam a eliminar qualquer micro-organismo que entre em contato com eles.

Fonte: med.fm.usp.br

Condiloma Acuminado

Quanto tempo após ter sido infectado surgem as verrugas genitais?

A incubação, ou seja, o período necessário para surgirem as primeiras manifestações da infecção pelo HPV é de aproximadamente 2 a 8 meses, mas pode demorar vários anos.

Assim, devido a esta ampla variabilidade para que apareça uma lesão, torna-se praticamente impossível determinar em que época e de que forma um indivíduo foi infectado pelo HPV.

Qual a diferença entre verrugas genitais e outros tipos de verrugas que aparecem em outras partes do corpo?

Nem todas as lesões de pele são verrugas, mas muitas delas têm em comum o mesmo fator desencadeante: o HPV. Enquanto alguns tipos de HPV se desenvolvem melhor em determinadas áreas do corpo como mãos ou pés, outros têm preferência pela área genital.

A verruga genital costuma se desenvolver na vulva, genitália, colo do útero, falo e região próxima ao orifício retal.

As verrugas genitais se assemelham às verrugas de outras partes do corpo, e assim como estas geralmente são assintomáticas. Podem ser únicas ou múltiplas, pequenas ou grandes, cor da pele, róseas ou acastanhadas. Se não tratadas, podem crescer em tamanho e número, adquirindo aspecto semelhante ao da "couve-flor".

Vulgarmente, as verrugas genitais são conhecidas como "crista de galo"; os médicos as chamam de condiloma acuminado. Apesar dos vários nomes, todos se referem à mesma lesão.

Qual a relação entre o HPV, verrugas genitais e o câncer?

Os tipos de HPV relacionados ao câncer do colo do útero normalmente não são os tipos que causam as verrugas genitais; estas últimas costumam ser causadas por tipos de "baixo risco".

Um pequeno número de tipos de HPV chamado de "alto risco" está relacionado ao desenvolvimento de câncer do colo do útero, genitália, vulva, falo e orifício retal.

Todos estes cânceres possuem tratamento e podem ser detectados precocemente por exames simples e periódicos, ou seja, em consulta médica de rotina.

O curso da infecção pelo HPV é igual para o homem e a mulher?

Tanto o homem como a mulher que estão infectados pelo HPV e que não possuem verrugas visíveis, na maioria das vezes desconhecem que são portadores do HPV, e que podem transmitir o vírus aos seus parceiros sexuais.

No entanto, a evolução, a manifestação e o tratamento são diferentes no homem e na mulher. Isto se deve, principalmente, às diferenças anatômicas e hormonais existentes entre os sexos. Na mulher existe um ambiente mais favorável para o desenvolvimento e multiplicação do HPV, podendo ocorrer complicações mais sérias, como lesões, que se não tratadas podem evoluir para câncer.

É possível que indivíduos que não tenham relações sexuais há vários anos possam vir a desenvolver verrugas genitais?

Sim. O contato com o vírus HPV pode ter ocorrido há vários anos e este permaneceu "adormecido" (estado latente). A diminuição da resistência do organismo pode desencadear a multiplicação do HPV e, conseqüentemente, provocar o aparecimento de lesões clínicas e/ou subclínicas.

Como as verrugas genitais são diagnosticadas?

Conforme a localização das lesões, pode ser difícil verificar a presença de verrugas genitais apenas pelo auto-exame. Nem sempre é possível notar a diferença entre uma verruga e outros tipos de lesões de pele.

Desta forma, sempre que houver suspeita de infecção pelo HPV, é altamente recomendável procurar o médico. Este profissional poderá não só orientar e tratar, como também realizar exames apropriados, caso sejam necessários.

De forma geral, o diagnóstico das verrugas genitais pode ser realizado durante uma simples consulta. Entretanto, o diagnóstico da infecção subclínica requer exames com aparelhos com lente de aumento (colposcópio ou lupa).

A infecção latente só pode ser diagnosticada por meio de testes laboratoriais sofisticados, que têm indicação restrita a casos específicos.

É normal se sentir decepcionado/deprimido após receber o diagnóstico de infecção pelo HPV ou verrugas genitais?

Sim, muitas pessoas se sentem decepcionadas.

Podem ocorrer sentimentos de vergonha, diminuição do desejo sexual, medo de ter câncer, revolta contra os parceiros sexuais, mesmo que normalmente não seja possível saber exatamente em que época ou de que forma ocorreu o contágio pelo vírus do HPV.

Qual é o local mais freqüentemente acometido pelas verrugas no sexo feminino e masculino?

Os locais mais comuns do aparecimento destas lesões são a glande, o prepúcio e o meato uretral no homem e os pequenos lábios, o intróito vaginal e o períneo na mulher. Em ambos os sexos podem ocorrer no orifício retal e reto, não necessariamente relacionados com o coito retal.

Qual é o princípio do tratamento da infecção pelo HPV e verrugas genitais?

De modo geral, não existem medicamentos por via oral capazes de eliminar infecções por vírus. A maioria das medicações contra qualquer tipo de vírus atua na redução da carga viral e/ou estimulando o sistema imunológico a ficar mais forte para assim conseguir eliminar o vírus. No caso da infecção pelo HPV, até o momento não há tratamento para infecção latente por HPV (aquela que fica adormecida); na maioria dos casos o próprio organismo se encarrega de eliminar o vírus. No caso de infecção subclínica quando há sintomas como coceira ou quando existe associação a lesões precursoras do câncer, estas devem ser tratadas.

As verrugas também precisam ser tratadas, pois o atraso no tratamento das verrugas genitais pode tornar as lesões mais extensas e potencialmente mais graves, além do risco de transmissão do vírus para os parceiros.

Até recentemente, a remoção das verrugas genitais era realizada basicamente pela destruição do tecido afetado por meio de cauterização química ou cirúrgica.

Esta destruição das lesões parece não apenas diminuir a quantidade de vírus como também estimular o sistema imunológico e fazer com que o sistema imunológico produza células que irão combater e eliminar o vírus.

No entanto, cada indivíduo responde de maneira diferente ao tratamento.

Alguns podem precisar de uma sessão de terapia, outros de várias sessões e outros não respondem a este tratamento convencional. Neste último caso deve-se utilizar ou associar a imunoterapia para tratamento adequado.

É comum não responder ao tratamento por meio de cauterização química ou cirúrgica?

Na hora do procedimento, todas as verrugas são destruídas, porém logo a seguir elas voltam a crescer e este ciclo de tratamento e recorrência das verrugas pode ocorrer por semanas, meses e até anos. Cerca de 20% das pessoas não respondem a terapia por meio de cauterização química ou cirúrgica. Nestas pessoas é necessário adicionar tratamento a base de imunoterapia.

Por que as verrugas voltam a crescer se durante o tratamento o médico destruiu todas elas?

Porque existe HPV invisível a olho nu e mesmo à lente de aumento ao redor das áreas tratadas.

O que é imunoterapia?

É um tratamento inovador que ativa o sistema imune de maneira bem mais específica contra o HPV que está infectando o organismo. Hoje, existe no mercado um creme imunomodulador de aplicação tópica que contém a substância imiquimode.

As taxas de recorrência das verrugas após aplicação deste creme são bem baixas. Enquanto os demais procedimentos destroem a verruga, o imunomodulador aumenta a produção local de substâncias próprias do sistema imunológico, as quais auxiliam no combate às doenças virais, determinando o desaparecimento completo das verrugas além de prevenir seu reaparecimento. Este creme pode ser aplicado pelo próprio paciente e é indolor.

Qual é a vantagem do tratamento para verrugas genitais que pode ser aplicado pelo próprio paciente?

Existem alguns tipos de medicações que podem ser aplicados pelo próprio paciente.

As vantagens seriam a menor freqüência de retornos ao médico e conseqüentemente menor falta ao colégio, faculdade ou trabalho.

Estes tratamentos também são muito úteis para executivos que estão sempre viajando ou para pessoas que não gostam de sentir dor.

Discuta com seu médico se seu caso pode ser tratado desta maneira. Estas medicações devem ser prescritas pelo médico e necessitam de acompanhamento médico.

Se as verrugas genitais não forem tratadas, podem evoluir para câncer do colo do útero?

O papilomavírus humano (HPV) pertence a uma ampla família de vírus e mais de 45 tipos diferentes podem infectar a pele dos órgãos genitais.

Quase todos os tipos foram muito bem estudados e hoje se sabe que o grupo de HPV que causa lesão pré-cancerígena ou cancerígena (chamado grupo de alto risco oncogênico) não é o mesmo que geralmente causa as verrugas genitais (chamado de grupo de baixo risco oncogênico).

Em 90-95% dos casos, as verrugas genitais são causadas por HPV do grupo de baixo risco. Entretanto, não se deve postergar o tratamento das verrugas genitais, não apenas pelo aspecto estético desagradável, mas também pelo risco de crescimento em extensão e tamanho das lesões e alta contagiosidade (transmissão para parceiros).

Fonte: www.bayerscheringpharma.com.br

Condiloma Acuminado

É uma DST popularmente conhecida como "crista de galo" causada por um vírus (HPV - Human Papilloma Virus) caracterizada pelo crescimento de uma lesão tipo verruga (couve-flor) na região de contato (falo, aparelho genital feminino ou orificio retal).

A presença do vírus pode ser assintomática principalmente na mulher ou a lesão inicial pode ser pequena e passar despercebida a ambos os sexos.

Transmissão

É feita por contato direto durante a relação sexual, podendo aparecer a lesão entre 2 semanas a 1 ano após o contato.

Complicações do tratamento tardio ou não tratamento: em ambos os sexos :crescimento exagerado das verrugas, trazendo alterações estéticas da área genital, dificultando inclusive a higienizaçao, propiciando assim a possibilidade de infeções secundarias.

Na mulher, existe forte correlação entre a presença desta classe de vírus (HPV) com câncer de colo uterino.

Daí a importância do exame ginecológico preventivo.

N o recém-nascido, contaminação durante o parto.

Tratamento

O tratamento é realizado com a cauterização local ou cirurgia para a retirada de verrugas mais extensas. É comum as lesões tornarem a aparecer após o tratamento, devendo-se ficar atento.

Prevenção

O uso de preservativo é o único método que oferece alguma proteção.

Fonte: www.drsergio.com.br

Condiloma Acuminado

Desde tempos remotos...

Verrugas na área anogenital já eram conhecidas e inclusive descritas pelos antigos gregos.

Eram conhecidas como “condylomata”, que se traduzia como crescimento acuminado sendo que a denominação médica ainda é condiloma.

Naquela época, ninguém sabia que as verrugas eram causadas por um vírus, o Papilomavírus, que pode ser transmitido durante a relação sexual.

Foi só em 1954 que os médicos tiveram um conhecimento mais profundo sobre os vínculos entre o condiloma e as relações sexuais.

Hoje, o condiloma é a doença sexualmente transmissível mais comum.

É duas vezes mais comum que a clamídia

Na Grã-Bretanha, 400 pessoas no mínimo, principalmente os jovens, são infectados por dia pelo papilomavírus que provoca o condiloma. Muitas outras pessoas portam o vírus sem o desenvolvimento das verrugas.

Como você sabe se tem o condiloma? (mesmo que não seja visível, os sintomas são quase sempre idênticos).

Tanto os homens quanto as mulheres podem desenvolver coceira e irritação e algumas vezes ocorrem erupções e pequenos sangramentos.

Os homens desenvolvem dificuldades ao urinar se o condiloma está alojado no interior da uretra. As mulheres podem sentir dor durante a relação sexual.

Existem condilomas visíveis e invisíveis

O condiloma acuminado e o condiloma arredondado são fáceis de serem descobertos. As verrugas são rosa-claras ou cor da pele.

Elas ocorrem na glande, prepúcio, corpo do órgão genital masculino e no escroto.

As mulheres desenvolvem verrugas no lábio da vulva e no interior e arredores da área vaginal.

Tanto homens quanto mulheres podem apresentar verrugas ao redor da área retal. O vírus pode ocorrer nesta área habitualmente, não sendo necessária a ocorrência de relação sexual retal.

Além disso, os homens podem desenvolver condiloma na uretra e as mulheres no colo do útero.

As verrugas podem ser também invisíveis e são conhecidas como condiloma plano. Estas podem ser descobertas somente sob um exame médico.

O menor tempo de incubação é de três a oito semanas após a infecção inicial, mas algumas pessoas podem continuar com a infecção por anos antes do desenvolvimento das verrugas. Nem sempre a infecção viral se transformará em um condiloma.

Além disto, você pode portar diversos tipos de papilomavírus ao mesmo tempo, mesmo que somente um deles desenvolva os sintomas.

Outros subtipos de vírus podem estar em repouso nas células cutâneas e iniciar o desenvolvimento muito tempo depois.

Condiloma Acuminado
Condiloma Acuminado

Condiloma Acuminado
Condiloma Arredondado

Preservativos Protegem Contra o Condiloma

O condiloma é transmitido principalmente durante a relação sexual, mas também provavelmente pelos dedos, roupas íntimas, toalhas, etc. Entretanto, não é transmitido pelo uso de saunas e piscinas públicas.

Aproximadamente duas de três pessoas que mantiveram relações sexuais sem preservativos com uma pessoa já infectada contrairão a infecção.

Os preservativos são a única forma conhecida até o momento para diminuir o risco de ser infectado. Isto é válido somente se o preservativo for utilizado durante toda a relação sexual, incluindo as preliminares.

Assim, dê a você e ao seu parceiro a melhor proteção possível contra o condiloma – use preservativos!

Por favor, observe também que o vírus pode estar inativo durante um longo período de tempo. Muitas pessoas podem ser portadoras do vírus sem saber. Manifestações repentinas de condiloma podem levar um parceiro a acreditar que o outro parceiro está sendo infiel.

É bom saber que a infecção pode ter sido causada muito tempo antes.

O vírus pode permanecer inativo por um longo tempo e nestes casos as pessoas são portadoras.

O aparecimento inesperado das verrugas pode provocar nos parceiros a suspeita de infidelidade, mas isto pode não ser necessariamente o caso.

Tratamento dos condilomas

O condiloma visível, geralmente, pode ser tratado. Quando detectado, o tratamento mais comum é realizado com os produtos disponíveis na forma de creme ou solução, os quais são aplicados através de uma fina camada sobre as verrugas. A terapia é prescrita por um médico e o tratamento é efetuado na casa do paciente.

O tratamento é geralmente efetivo mas se as verrugas não desaparecerem o médico deve mudar o tratamento para um outro creme. Alternativa-mente, o médico pode utilizar anestesia local e então cauterizar ou congelar as verrugas.

Algumas vezes, se as verrugas persistem, o uso do tratamento a laser tem demonstrado bons resultados.

Pequenos condilomas planos podem ser difíceis de serem detectados, mesmo para seu médico. Portanto, novas verrugas podem aparecer após um tempo e então você deve ser tratado novamente. Isto não significa que o tratamento original falhou.

Se você ou o seu parceiro forem infectados, ambos devem ser monitorados. É aconselhável também um acompanhamento controlado por alguns meses após o tratamento.

Condilomas são mais desagradáveis que perigosos!

Assim é como muitos médicos resumiriam a doença.

Os condilomas visíveis são muito desagradáveis e os sintomas físicos podem ser irritantes.

Por outro lado, existem casos em que o condiloma plano, em conjunto com outros fatores como o fumo, podem provocar mudanças celulares no cólo uterino.

Tais alterações celulares podem ser descobertas através de exames ginecológicos completos.

Fonte: www.wartec.com

Condiloma Acuminado

As verrugas genitais são crescimentos de cor branca ou encarnada frequentemente causados por certos tipos de papilomavírus humanos (HPV).

Condiloma Acuminado
Papilomavírus humanos

As verrugas genitais aparecem com mais frequência nos genitais externos ou próximas ao orifício retal, em homens e mulheres. Embora menos frequentes, podem aparecer dentro da genitália ou no colo do útero.

São também chamadas de condiloma acuminado, verrugas venéreas, condiloma plano, papilomavírus humano(HPV), ou verrugas por papovavírus.

Condiloma Acuminado
Condiloma Acuminado

Causas

As verrugas genitais são causadas por vírus da família dos “vírus do papiloma humano” ou HPV. Há cerca de 70 espécies diferentes de HPV dos quais doze são responsáveis pelo aparecimento das verrugas genitais.

As outras espécies de HPV são responsáveis pelas verrugas vulgares das mãos, pés e face, mas não afetam os genitais.

Sintomas

A infecção pelo HPV é com frequência assintomática (não dá sintomas e as pessoas não sabem que estão infectadas).

Quando a infecção se torna sintomática pode manifestar-se pelo aparecimento de verrugas isoladas ou múltiplas, localizadas nos órgãos genitais (vulva, genitália, colo do útero, orgão genital masculino) ou na região ao redor do orifício retal; corrimento, comichão na região genital ou dor local que se agrava durante as relações sexuais.

As verrugas genitais são normalmente firmes, ásperas, e de cor, branco-acinzentada, ou branco-rosada. Aparecem, normalmente, como elevações finas, flexíveis, e sólidas da pele que parecem com pequenos pedaços de couve-flor. Algumas verrugas, porém, são pequenas e chatas e não são facilmente notadas.

Se deixadas sem tratar, as verrugas podem desaparecer sozinhas.

É mais provável, porém, que cresçam e formem maiores agrupamentos de verrugas semelhantes a couve-flor. Pode não surgir nenhum sintoma ou ter irritação leve ocasional, ardor, prurido, dor, cheiro desagradável, dor durante a relação sexual, sensibilidade, secreção vaginal aumentada, ou hemorragia.

Tratamento

É muito importante que ambos os parceiros sexuais recebam tratamento se tiverem verrugas genitais, pois ao tratar apenas um, corre-se o risco de reinfecção daquele que fez o tratamento. As verrugas genitais são espalhadas por contato direto com a pele infectada.

Os métodos principais de tratamento são:

Remoção cirúrgica das verrugas.

Remoção das verrugas por congelamento (crioterapia).

Vaporização das verrugas com laser.

Queimadura das verrugas (eletrocauterização).

Aplicar uma substância química diretamente sobre verrugas externas (não internas).

Tratamento químico envolve visitas clínicas ou ambulatoriais uma ou duas vezes por semana durante 6 semanas.

Estes tratamentos normalmente causam algum desconforto e são frequentemente pouco eficazes (as verrugas retornam em 70% das vezes).

Este tratamento não pode ser usado em mulheres que estejam grávidas ou que suspeitam estar.

A remoção das verrugas não retira o vírus do organismo e, portanto, as verrugas podem retornar.

Prevenção

Para prevenir a expansão de verrugas para outras áreas do corpo ou para outras pessoas:

Mantenha a área genital limpa e seca

Não friccione ou coçe as verrugas

Evite atividade sexual até que as verrugas sejam completamente curadas

Use preservativos de látex durante a relação sexual. Os preservativos podem reduzir o risco de contaminação, embora possam estar em áreas não cobertas pelo preservativo.

Lave suas mãos completamente depois de tocar a área com verrugas.

Fonte: www.gosaude.com

Condiloma Acuminado

No começo podem aparecer verrugas nos órgãos sexuais, ou em volta do orifício retal ou mesmo dentro deles.

Se não tratar as verrugas crescem e se espalham. Estas verrugas podem aparecer até alguns anos após a relação sexual onde ocorreu o contágio.

Também é conhecido como couve-flor ou crista de galo, devido ao aspecto de algumas verrugas.

Se a doença avançar muito, pode precisar até de operação.

Nas mulheres grávidas a doença pode formar tumores porque se desenvolve mais rapidamente.

Condiloma Acuminado
Condiloma Acuminado

Se as verrugas estiverem fora da área protegida pela camisinha, o contato com a verruga pode passar a doença para a outra pessoa.

Por isto, também neste caso, durante o tratamento, deve-se interromper as relações sexuais.

Condiloma Acuminado
Condiloma Acuminado

Essa doença é causada por um vírus, o HPV e ainda não existe remédio para eliminar o HPV.

Hoje em dia sabe-se que a presença do HPV pode favorecer o câncer de colo de útero.

Se a mulher fizer exame preventivo, fará o tratamento adequado e não terá problemas. Por isto o exame ginecológico de rotina para as mulheres é muito importante!

Fonte: www.saude.rj.gov.br

Condiloma Acuminado

Grupo de vírus - HPV Human Papilloma Viruses (agente causador)

Infecção conhecida popularmente como "crista de galo", "jacaré" ou "verruga genital", causada por um grupo de vírus com cerca de 100 subtipos catalogados dos quais quatro podem evoluir e causar câncer no colo do útero ou no orifício retal.

É uma das DSTs mais pesquisadas no mundo por causa dos riscos de câncer que representa.

A principal via de transmissão é o contato sexual. Mas também pode ocorrer contaminação com o uso comum de toalhas de banho ou de roupas íntimas ou entre a mãe e o bebê durante o parto.

MANIFESTAÇÃO

Aparecimento de pequenas verrugas no falo, aparelho genital feminino, no reto ou no colo do útero. Esta última forma de manifestação é a mais difícil de diagnosticar.

Os vírus que originam verrugas visíveis são, em sua maioria, inofensivos.

DIAGNÓSTICO

Exame laboratoriais do tipo Papanicoulau, órgão genital masculinocopia, colpocitologia, colposcopia ou biópsia.

O vírus pode permanecer latente no corpo por anos, daí a importância das consultas periódicas ao ginecologista e da repetição anual do exame Papanicolau, especialmente por mulheres que tem vida sexual intensa.

TRATAMENTO

As verrugas são cauterizadas ou, dependendo do caso, removidas cirurgicamente. Uma vacina capaz de neutralizar a ação do vírus, desenvolvida nos Estados Unidos já está sendo testada no Brasil.

Fonte: www2.uol.com.br

Condiloma Acuminado

Também conhecido por crista de galo, crista de jacaré, jacaré ou verruga genital, o condiloma acuminado é uma infecção causada pelo vírus HPV (Human Papilloma Viruses).

Existem mais de 70 tipos de vírus HPV, e o condiloma acuminado é apenas uma das manifestações causadas pela infecção desse vírus.

Os locais mais afetados no homem são a glande, o prepúcio e o meatro uretral, enquanto que na mulher são o períneo, a genitália e o colo do útero.

Em ambos, as infecções também podem aparecer no orifício retal e no reto, mesmo em não praticantes de relações anais.

O período de incubação pode levar anos, mas o mais comum é de quatro à seis semanas.

Sintomas

Pequenas verrugas no falo, ao redor do orifício retal, na vulva e no aparelho genital feminino.

Transmissão

Contato retal, oral ou do orgão sexual feminino mesmo que não haja penetração

Pode também ser transmitido de mão para filho durante o parto.

Tratamento

É tratado com uma cauterização no local ou com uma intervenção cirúrgica para a retiradas verrugas.

Fonte: www.guiasexual.com.br

Condiloma Acuminado

Condiloma acuminado ou Verruga anogenital

São pápulas vegetantes, não-ceratósicas, úmidas, róseas, com aspecto de couve-flor, localizadas nas áreas genital e perigenital de adultos, principalmente nas mucosas. No homem, atinge mais o freio, coroa e glande do órgão genital masculino e, na mulher, a fúrcula, representando as áreas de maior fricção no coito.

Estima-se que 1% dos adultos sexualmente ativos, entre 15 e 49 anos, sejam afetados. Normalmente, apresentam-se como lesões múltiplas, principalmente nas áreas úmidas, podendo aumentar de tamanho durante a gravidez.

A forma clássica do condiloma acuminado (papilomatosa ou hiperplástica) atinge a mucosa e representa 70% das verrrugas anogenitais. Há ainda uma forma aplanada e pigmentada que lembra a queratose seborréica que ocorre na pele normal do corpo do órgão genital masculino, púbis, região perineal e coxas. O HPV-6 é o mais encontrado na forma clássica (75%), mas também se observam os subtipos 11, 16 e 18. Os subtipos 16 e 18 têm sido associados ao câncer cervical, mas não, os tipos 6 e 11. Podem durar de poucas semanas a muitos anos. A recorrência ocorre em 25% dos casos após intervalo de 2 meses a 23 anos.

Em adultos as verrugas anogenitais são geralmente resultantes de transmissão sexual e, em crianças, deve ser lembrada a possibilidade de abuso sexual. Pacientes com verrugas genitais, freqüentemente, apresentam outras infecções genitais associadas como candidíase, tricomoníase, sífilis ou gonorréia, dentre outras.

Até 70% das infecções genitais por HPV podem ser subclínicas, ou seja, não existem modificações morfológicas mas o DNA viral está presente.

Condiloma acuminado gigante de Buschke-Löwenstein

Cresce a partir de uma verruga anogenital benigna preexistente, sendo causado, normalmente, por formas mutantes dos HPV 6 e 11. É localmente invasivo, mas bem diferenciado e raramente metastatiza. Pode infiltrar profundamente os tecidos formando fístulas e abscessos. Seu tratamento é cirúrgico, devendo-se evitar a radioterapia, que pode precipitar a transformação em carcinoma anaplástico.

Tratamento

O condiloma acuminado pode ser tratado pela podofilina de 10 a 25% em álcool a 95o, formulação oleosa ou com tintura de benjoim. Não deve ser usada na gravidez, em crianças, órgão genital feminino, cérvix, grandes áreas ou em superfícies sangrantes. Absorção sistêmica após uso local tem sido seguida por morte fetal intra-uterina, vômitos, diarréia, dano hepático e renal, coma, neuropatia periférica, supressão da medula óssea e morte. As aplicações devem ter intervalos semanais. A área tratada deve ser lavada 4 horas após a aplicação. É conveniente proteger a pele normal com vaselina. Irritação local aparece 1 a 3 dias após.

A podofilina é uma resina vegetal cujo principal componente ativo é a podofilotoxina, que é usada em solução a 0,5% ou creme a 0,15%, 2 vezes ao dia por 3 dias, repetidos semanalmente. O ATA em solução a 80-90% também pode ser usado, inclusive na gravidez. O 5-fluoruracil a 5% em creme diariamente por 7 a 15 dias pode ser útil para controlar recidivas do condiloma acuminado, que é alta, de 25 a 67%. Considerar o uso do cidofovir topicamente em gel a 1%. O imiquimod, um imunomodulador, em creme a 5% aplicado 3 vezes por semana, à noite, durante 4 meses, ativaria a resposta celular através das citoquinas, sendo de valia para as lesões crônicas resistentes a outras modalidades de tratamento. O resultado é melhor em lesões de mucosa. A terapia fotodinâmica com ácido 5-aminolevulínico e luz vermelha de 630 nanômetros é uma modalidade promissora para tratamento das lesões vulvares causadas pelo HPV. As neoplasias intraepiteliais de maior grau devem sempre ser excisadas para se excluir histologicamente microinvasões, principalmente em pacientes acima de 45 anos. Em pacientes imunocompetentes abaixo de 35 anos a papulose bowenóide é considerada benigna e autolimitada. 

Embora durante a gravidez o tratamento das verrugas genitais, teoricamente, possa reduzir o risco do recém-nascido adquirir papilomas respiratórios recorrentes, a presença de condilomas não é uma indicação para cesariana. As vacinas quadrivalente para os HPV 6, 11, 16 e 18 (Gardasil) e a bivalente para os HPV 16 e 18 (Cervarix) são efetivas para a prevenção de infecção por HPV e lesões pré-cancerosas cervicais. A vacina quadrivalente é também efetiva na prevenção de verrugas genitais e lesões vulvares e vaginais. Seu uso em crianças e adolescentes antes do início de sua vida sexualmente ativa será de grande valia.

Imagens

Condiloma Acuminado
Condiloma Acuminado

 

Condiloma Acuminado
Condiloma Acuminado

Condiloma Acuminado
Condiloma Acuminado

Condiloma Acuminado
Condiloma Acuminado

Condiloma Acuminado
Condiloma Acuminado

Fonte: www.emmanuelfranca.com.br

Condiloma Acuminado

INTRODUÇÃO

O condiloma acuminado é uma manifestação genital da infecção pelo papilomavírus humano (HPV), pertencente à família Papillomaviridae, e é capaz de infectar células epiteliais cutâneas ou mucosas com base no tropismo viral e na suscetibilidade do tecido ao vírus1. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que mais de 630 milhões de pessoas no mundo estejam infectadas por estes vírus2. No Brasil, o Ministério da Saúde estima em nove a dez milhões de infectados por HPV, ocorrendo a cada ano 700 mil novos casos3.

Atualmente, mais de 200 tipos de HPV humanos já foram identificados, podendo ser classificados de acordo com sua oncogenicidade em baixo e alto risco, assim como pela sua afinidade tecidual em mucosotrópicos e epidermotrópicos4.

A grande importância deste vírus deve-se ao papel que desempenha no contexto das doenças sexualmente transmissíveis e na capacidade de causar doença crônica com potencial oncogênico, como o câncer anogenital masculino e feminino5. A principal via de transmissão ocorre através do contato direto do vírus com solução de continuidade da pele e/ou mucosa. As lesões genitais são, na maioria das vezes, adquiridas através da relação sexual sem preservativo. A transmissão através de fômites, embora seja possível, não foi demonstrada de maneira inquestionável6. O período de latência entre a infecção e o aparecimento de uma lesão é extremamente variável, sugerindo que outros fatores estejam associados.

RELATO DE CASO

Paciente do sexo feminino, 27 anos, branca, solteira, técnica de enfermagem, residente em Florianópolis, Santa Catarina. Compareceu ao Ambulatório de Ginecologia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em agosto de 2008 com queixa de verruga genital.

Relatou que há 4 anos observou o aparecimento de lesões verrucosas em área genital que foram aumentando em número e tamanho. Há 3 meses com dispareunia de introito e sinusiorragia, impossibilitando a atividade sexual no último mês. Concomitantemente apresentava corrimento do orgão sexual feminino amarelado com odor fétido.

Antecedentes ginecológicos e obstétricos: menarca aos 12 anos com ciclos regulares 5/28 dias. Nuligesta. Uso de anticoncepcional oral há 2 anos. Início da atividade sexual aos 19 anos. Apenas dois parceiros sexuais. Colpocitologias oncóticas normais, exceto a última há 4 meses com ASCUS. Nega cauterização ou outros procedimentos ginecológicos.

Restante da história mórbida pregressa, familial e social, sem relevância ou digno de nota.

O exame físico geral foi normal. Entretanto, o exame ginecológico evidenciou múltiplas lesões condilomatosas agrupadas na vulva, introito do orgão sexual feminino de cor rósea e superfície ceratótica (Figura 1). Presença de conteúdo do orgão sexual feminino sugestiva de vaginose bacteriana.

Colo uterino de aspecto normal.

Os diagnósticos foram: condilomatose vulvo do orgão sexual feminino e vaginose bacteriana.

A paciente foi submetida à exérese cirúrgica das lesões maiores dos grandes lábios e perianal, seguida da aplicação domiciliar de imiquimode três vezes na semana (em dias alternados) nas lesões menores e recidivas. Após 8 semanas de tratamento houve remissão completa das lesões (Figura 2), observando-se áreas erosadas e discretas cicatrizes cirúrgicas na vulva.

A paciente mantém-se em acompanhamento periódico sem recidiva após 12 meses. Foram também realizadas sorologias para HIV, sífilis e hepatites, com resultados negativos.

Condiloma Acuminado
Figura 1 – Múltiplas lesões verrucosas compatíveis com condilomatose vulvovaginal

Condiloma Acuminado
Figura 2 – Resultado após 8 semanas de tratamento cirúrgico combinado com imiquimode

DISCUSSÃO

O condiloma acuminado é a manifestação clínica da infecção pelo HPV de baixo risco oncogênico na região genital masculina e feminina. Cerca de 40 tipos de HPV podem infectar o trato genital4, e a infecção ficar latente por meses ou anos ou causar lesões exofíticas (verrucosa, papulosa ou plana) em pele ou mucosas (vulva, órgão genital feminino, colo, orifício retal, órgão genital masculino, bolsa testicular e boca)1.

As lesões anogenitais visíveis são geralmente causadas pelos tipos 6 e 11, que exibem baixo poder oncogênico e têm afinidade por mucosas (mucosotrópicos)4,5. O contato sexual é a principal via de infecção, apesar de não ser a única7.

Após ser infectado pelo HPV, o indivíduo poderá ou não desenvolver a doença, na dependência da sua resposta imunológica.

A resposta imune inicial ocorre às custas da imunidade inata, pela ação das citocinas (interferon, fator de necrose tumoral e interleucinas). Nos meses seguintes, segue-se uma resposta com imunoglobulinas do tipo IgM e IgG e, por último, uma resposta celular com ativação de linfócitos T-citotóxicos e T-helper8. Em um organismo imunocompetente, essa sequência de eventos é capaz de causar a eliminação viral em cerca de 80% dos casos em 6 a 12 meses9.

A partir da penetração no epitélio, o vírus pode evoluir para uma infecção latente, subclínica ou clínica. Regressão espontânea pode ocorrer em qualquer fase dessa evolução5.

O período de latência entre a infecção e o desenvolvimento de uma lesão benigna ou maligna é extremamente variável, sugerindo que outros fatores como comportamento sexual, status imunológico, predisposição genética, nutrição, tabagismo, nível socioeconômico, virulência viral e concomitância com outras infecções sexualmente transmissíveis possam atuar como cofatores10.

A maioria das verrugas cutâneas causadas pelo HPV é autolimitada e regride espontaneamente em um curso de 2 anos. Observa-se exacerbação durante a gestação, seguida de regressão parcial ou total no puerpério.

O entendimento do processo imunológico envolvido na infecção pelo HPV é de extrema importância, tendo em vista que, colocando a imunidade com alvo terapêutico, existe significativa probabilidade de sucesso no tratamento, considerando as limitações impostas pela estrutura simples do vírus, sua dificuldade de cultivo e sua condição espécie-específica5.

As várias localizações e os aspectos clínicos da infecção pelo HPV com envolvimento da pele e mucosa de diferentes partes do corpo (verruga vulgar, plana, plantar, genital, vulvar, retal, do colo uterino etc.), assim como o acometimento de todas as faixas etárias, não permitem uma única abordagem terapêutica.

Os principais objetivos terapêuticos são a completa erradicação das lesões e a eliminação viral11. Os tratamentos baseiam-se na exérese da lesão, em métodos citodestrutivos (físicos ou químicos), imunomodulação ou na combinação dessas modalidades12.

A escolha do tratamento deve ser realizada na dependência de diversos fatores: idade e opção do paciente, número, localização e extensão das lesões, experiência profissional, custo e taxa de recorrência. No item custo, devemos considerar não apenas o valor direto do medicamento ou procedimento, mas também o número de consultas necessárias para a completa remissão das lesões e os períodos de afastamento das atividades laborativas5.

Listamos algumas das diversas opções terapêuticas: ácido salicílico 12 a 26%, podofilina 10 a 25% e podofilotoxina 0,5%, 5-fluorouracil 5%, bleomicina, substâncias cáusticas (cauterização química) (ácidos dicloroacético, tricloroacético, nitrato de prata), ácido retinoico tópico, terapia fotodinâmica (azul de metileno e vermelho neutro), métodos cirúrgicos (eletrocauterização, crioterapia, curetagem, exérese), laser (dióxido de carbono e Nd-YAG), interferons (IFN-beta gel), retinoides (etretinato), cidofovir e imiquimod 5%13.

Cada método apresenta eficácia, limitação, efeitos adversos e complicações específicas. Existe uma alta taxa de recorrência (de pelo menos 25%) com a maioria dos tratamentos atualmente disponíveis14.

No caso clínico apresentado a opção de exérese cirúrgica das lesões maiores é facilmente explicada pelo grande número e volume das lesões. Por tratar-se de paciente adulta, a técnica de anestesia local é bem tolerada e os cuidados no pós-operatório ocorrem normalmente, sem complicações. A associação do uso do imiquimode nas lesões menores e recidivas baseou-se na localização das lesões, facilidade da autoaplicação, boa tolerabilidade e baixa taxa de recorrência (13%)13.

O imiquimode é considerado um imunomodulador, tanto da imunidade inata quanto da adquirida, induzindo via citosinas a ativação do sistema imune (IFN-alfa, Il-2, IL-12, IFN-gama, m-RNA)13,15.

O emprego do imiquimode nas lesões anogenitais do HPV, potencializando a resposta imune, pode ser uma alternativa aos métodos cirúrgicos ou citodestrutivos para o controle do HPV, tanto na terapia primária como na combinada5,16.

CONCLUSÃO

Na condilomatose genital extensa não há um tratamento único que seja eficaz na sua totalidade. Sem dúvida, nas lesões grandes e/ou hiperceratóticas a cirurgia com a exérese das lesões é o tratamento de escolha. Entretanto, a concomitância de múltiplas lesões menores impede que o tratamento seja o mesmo, uma vez que as sequelas podem ser mais danosas que a própria infecção.

Portanto, uma terapia associada ao imiquimode, capaz de destruir as múltiplas lesões menores com menos eventos adversos e diminuir as recidivas, pela sua ação imunomoduladora, é a mais adequada.

EDISON NATAL FEDRIZZI

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Fonte: www.dst.uff.br

Condiloma Acuminado

Doenças sexualmente transmitidas ou DSTs, são doenças infecciosas que podem ser disseminadas através do contato sexual.

Algumas podem também ser transmitidas por vias não sexuais, porém formas não-sexuais de transmissão são menos frequentes.

Estima-se que de 10 a 15 milhões de americanos tenham doenças sexualmente transmitidas, muitos dos casos são epidêmicos, incluindo gonorréia, inflexão da uretra não causada pela gonorréia, herpes genital, candiloma, scabics (mites) e infecções na uretra e no órgão genital feminino causadas pela bactéria Chlamydia trachomatis, pelo protozoário Trichomas e pelo fungo monilia.

Vários estudos mostram que as doenças sexualmente transmitidas afetam pessoas de ambos os sexos, de todas as raças e de todos os níveis sociais nos Estados Unidos.

Um grande número de infecções são transmitidas predominantemente ou exclusivamente por contato sexual. Além das doenças epidêmicas que foram citadas acima, podemos incluir a sífilis, o chato (pediculosis pubis), infecção do orgão sexual feminino causada pela bactéria Hemophilus e muitas outras.

DSTs podem ser causadas por uma grande variedade de organismos, tais como o protozoário Trichomonas, a levedura causadora de moniliasis, bactérias causadoras da gonorréia e da sífilis e o vírus que causa a herpes genital.

Transmissão

A transmissão de todas estas doenças só ocorre através do contato íntimo com a pessoa infectada, porque todos os organismos causadores morrem rapidamente se forem removidos do corpo humano.

Apesar da área de contato ser normalmente as genitais, a prática de sexo "retal" e oral pode também causar infecções. Gonorréia, sífilis e infecção clamidial podem ser transmitidas de um portadora grávida ao filho que está sendo gerado, tanto através do útero como através do parto.

Apesar das doenças venéreas se manifestarem na genitália externa, elas podem atingir a próstata, o útero, os testículos e outros órgãos internos. Algumas dessas infecções causam apenas uma irritação local, coceira e uma leve dor, porém a gonorréia e clamídia podem causar infertilidade em mulheres.

Controle

A natureza epidêmica das doenças sexualmente transmitidas as torna de difícil controle. Algumas autoridades em saúde pública atribuem o aumento no número de casos destas doenças ao aumento de atividade sexual.

Outro fator que também contribui significativamente é a substituição do uso de camisinha (condom) - que oferece alguma proteção - por pílulas e diafragmas com métodos anticonceptivos. Os padrões das doenças sexualmente transmitidas são bastante variáveis.

Enquanto a sífilis e a gonorréia eram ambas epidêmicas, o uso intensivo de penicilina fez com que a freqüência da sífilis caísse para um nível razoavelmente controlado; a atenção voltou-se então ao controle da gonorréia, foi quando a freqüência da sífilis aumentou novamente. Os casos de herpes genital e clamídia também aumentaram durante a década de 70 e durante o início da década de 80.

O tratamento de doenças sexualmente transmissíveis é feito basicamente com antibióticos.

A penicilina tem sido uma droga eficiente contra a sífilis e a gonorréia, porém muitos dos organismos causadores da gonorréia são hoje resistentes à penicilina; usa-se nestes casos o ceftriaxone ou a spectinomicine.

A tetraciclina é usada para tratar o linfogranuloma venéreo, o granuloma inguinale e a uterite clamidial. 

Existem tratamentos específicos para a maioria das doenças sexualmente transmitidas, com exceção do molluscum contagiosum. A droga antivirus aciclovir tem se mostrado útil no tratamento da herpes.

A única forma de se prevenir a dispersão das doenças sexualmente transmitidas é através da localização dos indivíduos que tiveram contato sexual com pessoas infectadas e determinar se estes também necessitam tratamento. Localizar a todos, entretanto, é bastante difícil, especialmente porque nem todos os casos são reportados.

AIDS (SIDA) e a hepatite B são transmitidas através do contato sexual, porém estas doenças podem também ser transmitidas de outras formas.

Condiloma (HPV)

Condiloma é a designação genérica do Papilomavírus Humano.

Outros denominações como condilomatose, condiloma acuminado e crista de galo também podem ser usadas.

A exemplo do herpes, o condiloma tem períodos de latência (remissão) variáveis de um indivíduo para o outro. Causam lesões verrugosas, a princípio microscópicas e de difícil visualização a olho desarmado, que vão lentamente crescendo como lesões sobrepostas umas às outras, formando a designação popular de crista de galo. Podem chegar, em indivíduos com higiene precária, a lesões coalescentes e grandes como a palma da mão de um adulto.

Seu contágio é quase que exclusivamente sexual (gênito-genital, oro-genital ou gênito-retal) e sua manifestação depende da imunidade do contaminado.

Condiloma Acuminado
Condilomas acuminados em sulco balanoprepucial e na glande peniana

Condiloma Acuminado
Condilomas acuminados e infecção subclínica no corpo do órgão genital masculino (penoscopia)

Condiloma Acuminado
Condiloma acuminado vaginal (lesão em tapete)

Condiloma Acuminado
Condiloma acuminado, orifício retal

Condiloma Acuminado
Região retal

Condiloma Acuminado
Região retal

Condiloma Acuminado
Região vulvar/periana

Condiloma Acuminado
Lesões condilomatosas clássicas

Condiloma Acuminado
Falo com lesão HPV

Condiloma Acuminado
HPV na uretra

O diagnóstico faz-se por penoscopia direta (coloração especial que tinge as lesões condilomatosas quando presentes) e sempre que possível, biópsia para confirmar-se a suspeita clínica.

Uma vez diagnosticado o condiloma, o tratamento é quase sempre é cirúrgico por uma destas modalidades: eletrocauterização ou eletrofulguração, que consiste em queimar as lesões ou a exerése das lesões que serão mandadas para exame anatomopatológico, fazendo-se assim a biópsia e o tratamento ao mesmo tempo.

Muitas vezes os dois métodos são utilizados em conjunto, nas lesões extensas. A cauterização química com ácidos orgânicos que também queimam as lesões, têm uma série de contra-indicações e complicações que me levaram a quase descartá-lo para uso rotineiro.

O cliente com condilomatose deve ser alertado para a possibilidade de recidivas após os tratamentos, como se lesões latentes esperassem a hora certa para aparecer.

Não raro estes clientes terão repetidas sessões de terapia. Também é importante salientar que no homem o condiloma é apenas uma lesão esteticamente feia, mas na mulher é precursor do câncer de colo do útero, uma doença grave. Portanto, tratar o homem é prevenir uma complicação séria para a mulher.

Nestes casos, frequentemente recebemos o homem para penoscopia por solicitação do ginecologista da esposa, que diagnosticou displasia do colo de útero e suspeita de condiloma como agente causador.

Fonte: www.uro.com.br

Condiloma Acuminado

Também conhecido por crista de galo, crista de jacaré, jacaré ou verruga genital, o condiloma acuminado é uma infecção causada pelo vírus HPV (Human Papilloma Viruses).

Existem mais de 100 tipos de vírus HPV, e o condiloma acuminado é apenas uma das manifestações causadas pela infecção desse vírus. . Enquanto alguns tipos de HPV se desenvolvem melhor em determinadas áreas do corpo como mãos e pés, outros têm preferência pela área genital.

O HPV é responsável pôr aproximadamente 6% das Doenças Sexualmente Transmissíveis atualmente, sendo a DST mais diagnosticada nos Estado Unidos hoje em dia.

Os locais mais afetados no homem são a glande, o prepúcio e o meato uretral, enquanto que na mulher são o períneo, o aparelho genital feminino e o colo do útero. Em ambos, as infecções também podem aparecer no orifício retal e no reto, mesmo em não praticantes de relações anais.

O período de incubação pode levar anos, mas o mais comum é de quatro à seis semanas, mas pode demorar até 20 anos! Este vírus, após contágio, pode permanecer “adormecido” (sem causar lesões), provocar o aparecimento de verrugas (mãos, pés, genitais ou outras localizações) ou induzir o desenvolvimento de câncer genital e retal.

Assim, devido a esta ampla variabilidade para que apareça uma lesão, torna-se praticamente impossível determinar em que época e de que forma um indivíduo foi infectado pelo HPV.

Sintomas

Pequenas verrugas no falo, ao redor do orifício retal, na vulva e no aparelho genital feminino. As verrugas genitais se assemelham ás verrugas de outras partes do corpo e, assim como estas, geralmente são assintomáticas.

Podem ser únicas ou múltiplas, pequenas ou grandes, cor da pele, rósea ou acastanhadas. Se não tratadas, poder crescer em tamanho e número, adquirindo aspecto semelhante ao da “couve-flor”.

Transmissão

Contato retal, oral ou vaginal mesmo que não haja penetração; Pode também ser transmitido de mãe para filho durante o parto. A infecção genital pelo HPV é, na maioria dos casos, transmitida sexualmente. Entretanto, a possibilidade de contaminação através de objetos como toalhas, roupas íntimas, vasos sanitários ou banheiras não pode ser descartada. Estima-se que mais da metade das pessoas que tem ou já tiveram relação sexual já entraram em contato com vírus em algum momento de suas vidas.

Qual a relação entre o HPV, às verrugas genitais e o câncer?

Os tipos de HPV relacionados ao câncer genital e retal, normalmente não são os tipos que causam as verrugas genitais; estas últimas costumam ser causadas por tipos de “baixo risco”.

Um pequeno número de tipos de HPV chamados de “alto risco” está relacionada ao desenvolvimento de câncer do colo do útero, aparelho genital feminino, vulva, falo e orifício retal. Todos estes cânceres possuem tratamento e podem ser detectados precocemente através de exames simples e periódicos, ou seja, em consulta médica de rotina.

Como as verrugas genitais (HPV) são diagnosticadas?

Conforme a localização das lesões, pode ser difícil verificar a presença de verrugas genitais apenas pelo auto-exame. Nem sempre é possível notar a diferença entre verrugas e outros tipos de lesões de pele. Desta forma, sempre que houver suspeita de infecção pelo HPV, é altamente recomendável procurar o médico urologista. Este profissional poderá não só orientar e tratar, como também realizar exames apropriados, caso sejam necessários.

O diagnóstico da infecção pelo HPV no homem leva em conta a anamnese, o exame físico e exames complementares como a órgão genital masculinocopia, a histolopatologia e a hibridização molecular.

Peniscopia (penoscopia)

Exame realizado com o auxílio de uma lente de aumento, após a aplicação de ácido acético a 5% e/ou azul de toluidina a 1 %.

Histopatologia

As lesões detectadas pela penoscopia são biopsiadas e submetidas ao exame histopatológico. Através do exame microscópico do tecido, é possível identificar as alterações celulares características da infecção pelo HPV, diferenciando-as das lesões de origem inflamatória, infecciosa ou tumoral.

Hibridização molecular por Captura Híbrida

É um método não invasivo, altamente específico, muito mais sensível que o exame histopatológico na detecção do HPV em homens. Permite a determinação do vírus.

Tratamento

As formas de tratamento são muitas e devem ser individualizadas para cada caso, dependendo do local e do tipo da lesão, bem como do estágio da doença quando da detecção. O tratamento tem por objetivo reduzir ou eliminar as lesões causadas pela infecção,

Formas de tratamento

Agentes Tópicos

São substâncias aplicadas sobre as lesões. Ex: ácido tricloroacético, 5-fluorouracil, podofilina, podofilotoxina; Imunoterapia: Consiste na utilização de substâncias que estimulam o sistema imunológico no combate à infecção. Ex, interferon

Cirúrgico

A remoção da lesão pode ser feita através de um processo cirúrgico. Ex: curetagem, excisão com tesoura, excisão por bisturi, conização com bisturi, excisão por cirurgia de alta freqüência, laserterapia

A prevenção e a orientação, bem como esclarecimentos sobre a doença são as nossas maiores armas contra esse vírus.

É normal se sentir decepcionado/deprimido após receber o diagnóstico de infecção pelo HPV ou verrugas genitais?

Sim, muitas pessoas se sentem decepcionadas. Podem ocorrer sentimentos de vergonha, diminuição do desejo sexual, medo de ter câncer, revolta contra os parceiros sexuais, mesmo que normalmente não seja possível saber exatamente em que época ou de que forma ocorreu o contágio pelo vírus do HPV.

O USO DE PRESERVATIVOS É O MÉTODO MAIS EFICAZ PARA REDUÇÃO DO RISCO DE TRANSMISSÃO DO VÍRUS DA AIDS (HIV) E DE OUTROS AGENTES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS, INCLUSIVE O HPV

Wagner de Ávila

Fonte: jovem.ig.com.br

Condiloma Acuminado

HPV

Infecção causada por um grupo de vírus (HPV - Human Papilloma Viruses) que determinam lesões papilares as quais, ao se fundirem, formam massas vegetantes com o aspecto de couve-flor.

Os locais mais comuns do aparecimento destas lesões são a glande, o prepúcio e o meato uretral no homem e a vulva, o períneo, o aparelho genital feminino e o colo do útero na mulher. Em ambos os sexos pode ocorrer no orifício retal e reto, não necessariamente relacionado com o coito retal.

Com alguma frequência a lesão é pequena, de difícil visualização à vista desarmada.

Condiloma Acuminado

Sinônimos

Jacaré, jacaré de crista, crista de galo, verruga genital.

Agente

HPV - DNA vírus.

HPV é o nome de um grupo de virus que inclue mais de 70 tipos. As verrugas genitais ou condilomas acuminados são apenas uma das manifestações da infecção pelo virus do grupo HPV e estão relacionadas com os tipos 6,11 e 42, entre outros.

Alguns tipos (2, 4, 29 e 57) causam lesões nas mãos e pés (verrugas comuns).

O espectro das infecções pelos HPV é muito mais amplo do que se conhecia até poucos anos atrás e inclui também infecções subclínicas (diagnosticadas por meio de órgão genital masculinocopia, colpocitologia, colposcopia e biópsia) e infecções latentes (só podem ser diagnosticada por meio de testes para detecção do virus). Alguns trabalhos médicos referem-se a possibilidade de que 10-20% da população feminina sexualmente ativa, possa estar infectada pelos HPV.

A principal importância epidemiológica destas infecções deriva do fato que do início da década de 80 para cá, foram publicados muitos trabalhos relacionando-as ao câncer genital, principalmente feminino.

Complicações / Consequências

Câncer do colo do útero e vulva e, mais raramente, câncer do falo e também do orifício retal.

Transmissão

Contato sexual íntimo (vaginal, retal e oral). Mesmo que não ocorra penetração o virus pode ser transmitido.

Eventualmente uma criança pode ser infectada pela mãe doente, durante o parto.

Período de Incubação

Semanas a anos.

Tratamento

Local (cáusticos, quimioterápicos, cauterização). As recidivas (retorno da doença) são freqüentes, mesmo com o tratamento adequado. Eventualmente, as lesões desaparecem espontaneamente.

Prevenção

Camisinha usada adequadamente, do início ao fim da relação, pode proporcionar alguma proteção.

Exame preventivo mais frequente. Avaliação do(a) parceiro(a). Abstinência sexual durante o tratamento.

Fonte: www.arquivomedico.hpg.ig.com.br

Condiloma Acuminado

Introdução

As verrugas genitais são conhecidas e descritas há milênios, já tendo sido referidas por gregos e romanos e é uma doença venérea de etiologia virótica, o HPV.

Após o contato sexual as verrugas surgem em dois a três meses em cerca 85% das mulheres e de 65% dos homens, ou o virus permanece latente.

Etiopatogenia

É a doença sexualmente transmitida mais comum e predomina nos pacientes com idade entre 17 e 33 anos, com um pico entre 20 a 24 anos.

Quanto maior o número de parceiros maior o risco de aquisição da infecção pelo HPV.

Deve ser feitos testes para outras doenças sexualmente transmitidas como gonorréia, Chlamydia, sífilis, HIV e hepatites.

Quadro clínico

O condiloma acuminado manifesta-se clinicamente como verrugas, com superfície irregular, freqüentemente múltipla, da cor da pele, avermelhadas ou escuras, as grandes tem a forma de "couve-flor" e as menores como uma pápula, placa ou ainda filiformes.

Compromete normalmente o falo , a vulva e a região periretal, áreas estas mais susceptíveis ao microtrauma durante o ato sexual e são acompanhadas de prurido, queimação e sangramento.

Além das lesões clinicamente evidentes, o HPV é responsável por infecções subclínicas e latentes e que são muito mais freqüentes que as clinicamente evidentes - 60% e 95% de todas as infecções de HPV da área de anogenital - o uso do ácido acético 5% nas áreas suspeitas facilita a visualização das lesões.

O condiloma gigante também conhecido como tumor de Buschke-Lowenstein ou carcinoma verrucoso é representado por uma lesão de crescimento lento e localmente invasiva. Estados de imuno-deficiências, especialmente a AIDS, aumentam a prevalência da infecção pelo HPV e quando clinicamente evidente, esta é mais florida.

Diagnóstico

Pelo quadro clínco e quando necessário pelo exame anátomo patológico. O HPV pode ainda ser demonstrado por técnicas de imuno-histoquímica fixados em formol.

Quando há somente diminutas quantidades do vírus, utiliza-se a técnica da reação em cadeia da polimerase (PCR), que almeja amplificar a quantidade de DNA através de ciclos repetidos de síntese de um determinado segmento.

Tratamento

O objetivo do tratamento deve ser a remoção das verrugas visíveis e eliminação dos sintomas indesejáveis.

As recidivas são relativamente freqüentes pois mesmo destruindo a verruga não se consegue eliminar totalmente os vírus existentes na área genital.

Como em qualquer doença viral, o sucesso do tratamento depende, em grande parte, da resistência específica de cada indivíduo.

Assim, medidas gerais são também importantes para ajudar a melhorar os mecanismos de defesa como: diminuir o estresse, parar de fumar, alimentação equilibrada e horas de sono adequadas.

Nos pacientes HPV - infectados subclínicos ( HPV DNA + ) recomenda-se apenas um controle em intervalos regulares a procura de lesões, uma vez que é improvável a transmissão.

Só existe indicação para tratamento na infecção subclínica quando há sintomas como coceira ou quando existe associação a lesões precursoras do câncer.

Algumas verrugas desaparecerão espontaneamente. Outros necessitaram de um tratamento vigoroso.

Quanto menor for o número e o tamanho das lesões menos difícil é o seu tratamento

Os fatores que podem influenciar na escolha do tratamento são: localização, tamanho e número de verrugas, alterações nas verrugas, preferências do paciente, custo do tratamento, conveniência, efeitos adversos e experiência do profissional. Hoje em dia, existem tratamentos que são feitos pelo médico e outros que podem ser aplicados pelo próprio paciente. O paciente deve consultar seu médico para saber qual tratamento é mais adequado e nunca deve se auto-medicar.

Tipo de tratamento e taxa de sucesso e recidiva para as verrugas genitais

Podofilotoxina (Wartec) 0,15% creme

Opção no tratamento do condiloma acuminado genital em pacientes imunocompetentes devido à sua facilidade de aplicação, rapidez de resposta clínica e ausência de efeitos colaterais graves ou toxicidade. O uso domiciliar permite que o tratamento seja feito pelo próprio paciente, dispensando instalações hospitalares especiais, o que reflete em economia para o setor público. A resposta adequada coloca a podofilotoxina como droga opcional mesmo nas lesões extensas.

A podofilotoxina é a principal substância ativa da resina de podofilina, a qual se origina de plantas das espécies Podophyllum peltatum e Podophyllum emodi, sendo muito mais estável do que esta e desprovida dos efeitos tóxicos amplamente relatados na literatura médica e destacados nos trabalhos de Krogh e Slater.

É uma medicação antiviral, com propriedades antimitóticas. Inibe a metáfase da divisão celular, ligando-se, reversivelmente, a pelo menos um sítio da tubulina (sítio este que se localiza próximo ao da colchicina) impedindo a polimerização da tubulina em microtúbulos.

Podofilotoxina (Wartec)--- creme a 0,15% ---- 01 bisnaga com 5 gramas

A área afetada deve ser completamente lavada com sabão e água e bem enxugada antes do tratamento e não após o seu uso. Aplique quantidade suficiente de creme para cobrir completamente a lesão ou lesões, duas vezes ao dia durante três dias consecutivos. Se não desaparecerem repita o tratamento após uma pausa de 4 dias, durante no máximo 4 semanas.

A área tratada sempre fica avermelhada, queimando, ardendo e coçando em graus variáveis podendo ferir após o término de cada ciclo.

Uso de absorventes internos, durante o período menstrual

Eletrocauretização cirúrgica

Se restringem a falha do tratamento com a Podofilotoxina.

As principais vantagens deste tratamento são:

(1) baixas taxas de complicações

(2) destruição completa das lesões em apenas uma sessão em mais de 90% dos casos

(3) procedimento realizado no consultório; e (4) baixo custo.

Associa-se o uso do 5-fluorouracil a 1% creme, após a cicatrização, por cerca de 30 dias, na tentativa de destruir as microlesões.

Além disso, pacientes com lesões periódicas, depois do tratamento com laser ou eletrocauterização, podem beneficiar-se da associação de imunomoduladores, como o alfa-interferons e o levamizol na tentativa de manter a doença na forma subclínica.

Condiloma Acuminado
Antes da cauterização

Condiloma Acuminado
Durante a cauterização

Condiloma Acuminado
Após a cauterização

Novo tratamento

Existe uma nova alternativa terapêutica que pode contribuir para maior adesão ao tratamento, é um creme de uso tópico contendo a droga imiquimod (Aldora®), que o próprio paciente aplica sobre as verrugas, sem causar dor e sem necessidade de ir várias vezes ao consultório para se tratar.

Esta droga tem mecanismo de ação inédito, agindo no sistema imunológico para combater as células contaminadas pelo HPV, o que reduz drasticamente a chance de reaparecimento das verrugas após o tratamento. Enquanto os demais procedimentos destroem a verruga, esta droga aumenta a produção local de substâncias próprias do sistema imune, como o interferon e outras citocinas, que auxiliam no combate a doenças virais e previnem recorrência das verrugas genitais.

1- Aldara (imiquimod) ---------creme a 5%--------------01 caixa (12 sachês)

É um imunomodulador, isto é, modifica a resposta imunológica do organismo.

Aplicar diretamente nas verrugas. Não deve ser ingerido, aplicado na boca ou próximo aos olhos e em verrugas internas do aparelho genital feminino ou orifício retal.

1) Lave as mãos e abra um sache, aplique após o banho, antes de se deitar

2) Aplique uma fina camada de creme sobre a(s) verruga(s)

3) Espalhe Aldara® até que ele desapareça

4) Descarte o sache aberto e lave as mãos

5) Deixe o creme sobre as verrugas por 6 a 10 horas

6) Após esse período, lave a área com água e sabonete neutro;

É aplicado 1 vez ao dia, 3 vezes por semana: às segundas, quartas e sextas-feiras, ou às terças, quintas e sábados.

O tratamento deve ser mantido até que as verrugas sejam completamente eliminadas ou até 16 semanas.

As relações sexuais devem ser evitadas enquanto o creme estiver sobre a pele. Caso já tenha aplicado deverá retirá-lo antes, mesmo com o uso de preservativos.

Caso esqueça, use assim que se lembrar e então continue no esquema regular.

Efeitos colaterais: vermelhidão, descamação, inchaço, "queimação" e coceira na área onde foi aplicado, mas geralmente são de leve a moderada intensidade. Seu uso não é recomendado em mulheres grávidas ou que estejam amamentando.

Não cubra as verrugas com bandagens, curativos ou roupas muito apertadas. Evite aplicar quantidade muito grande do creme.

Se você tem as verrugas

Evite o contato sexual durante o tratamento.

Se suas verrugas são periódicas use sempre PRESERVATIVOS durante os relacionamentos.

O seu parceiro tem que ser examinado. Nos homens podem estar localizado na uretra dificultando o diagnóstico.

Quanto mais precoce for o tratamento melhores serão os resultados.

Fonte: derival.santos.vilabol.uol.com.br

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