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Classe Chondrichthyes

RAIA JAMANTA

A raia Jamanta, apesar de não oferecer risco com relação a ferrão, pode ser perigosa devido ao seu grande tamanho.

Há dois gêneros muito parecidos: a Manta e a Mobula. As do gênero Manta são as maiores, chegando a medir 5 metros de comprimento por 8 de largura, com peso de 3 toneladas.

A Mobula atinge cerca de 2 metros e possui um ferrão pouco desenvolvido. O corpo da Jamanta é em formato losanguiar, como a chita, só que possui duas projeções carnosas ao lado da boca, que é terminal e não ventrai.

Devido a estas projeções em forma de chifre, que são, na verdade, nadadeiras cefáiicas, era conhecida como diabo marinho ou demônio do mar. Um dos livros que narra aventuras com este peixe, do grande pesquisador submarino Hans Hass, tem o título de “Demônio do Mar Vermelho”. Possui coloração preto-escuro no dorso e branca no ventre. Nada lentamente perto da superfície inclusive por vezes deixando sair as pontas das nadadeiras para fora.

Quando nos deparamos com uma Jamanta, nos impressio. na não só o seu enorme tamanho, como o fato dela vir em nossa direção, passando a uma distância muitas vezes inferior a 2 metros.

Devido à localização e abertura de sua boca, é nos dado a sensação de que vamos ser engolidos, o que é irreal, pois o animal tem dentes muito pequenos e só se alimenta de plânctons e pequenos crustáceos, utilizando, por vezes, o par de nadadeiras cefálicas para direcionar o alimento à sua boca. As menores são mais curiosas e ficam mais tempo em nossa volta.

O meu primeiro contato com uma Jamanta, em 1981, foi assustador. Eu estava começando na atividade e não fazia idéia do que era um peixe daquele tamanho.

Mergulhava calmamente na ilha Laje de Santos, um pouco afastado do costão, quando senti um enorme vulto por cima de mim.

Quando levantei a cabeça, deu-me a impressão de um filme espacial, onde aquelas enormes naves ficam passando na teia como se não tivessem fim. Aquele vulto, a poucos metros da minha cabeça, passava sem parar, pois ainda tive a sorte de logo deparar com uma raia de uns 5 metros de largura.

Eu me apavoreí e nadei feito um doido para tentar me enfiar entre as pedras. Tive, além de uma intoxicação por Dióxido de Carbono (Gás Carbônico), um encontro realmente marcante. Com o tempo, acostumei-me inclusive, a pegar carona no animal e garanto que é uma emoção indescritível, imagino como um vôo de asa deita submarino.

Para quem vai se aventurar a pegar carona, quatro conselhos úteis: o primeiro é nunca se aproximar pela frente, pois isso assusta a raia que pode dar uma guinada brusca para o lado pondo em risco o mergulhador, uma “asada” de sua nadadeira deve equivaler a um soco de Mike Tyson (!).

Devemos nos aproximar por cima e por trás, deitando suavemente sobre seu dorso. O segundo conselho é não abusar no malabarismo sobre ela pois, depois que pegamos confiança, começamos a fazer estripulías que podem assustar o animal.

O terceiro é tomar cuidado com a variação de profundidade, na excitação da carona descuidamos da compensação e, como a Jamanta varia muito a profundidade, perto da superficie, pode facilmente nos ocorrer um barotrauma, principalmente de ouvido.

O último é: só se aventure se tiver boa experiência de mergulho e se sentir perfeitamente seguro.

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Figura 14: Raia Jamanta - dócil.

OUTRAS RAIAS

Há outras raias, normalmente de pequeno porte, Sapo, Ticonha, Borboleta, Lixa, Pintada e Santa, que ficam nadando perto do fundo e raia Amarela que fica semi-enterrada na areia. Estas pouco encontramos.

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Figura 15: Raia de pintas azuis.

Identificação

Ordem: Rajiformes / Hypotremata (Raia)

Subordem: Batoidea

Principais Famílias

Myliobatidae (Chita, Ticonha, Sapo)

Dasyatidae (Manteiga, Borboleta)

Mobulidae (Jamanta)

Subordem: Narcobatoidea

Família: Torpedinidae (Elétrica)

Fonte: www.anestesiologia.com.br

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Garoupa

Os condrícties, representados pelos tubarões, arraias (ou raias) e quimeras, são quase todos marinhos. Algumas espécies de arraias podem ser encontradas em água doce.

Algumas espécies são comestíveis.

Possuem nadadeiras pares e ímpares.

O esqueleto é cartilaginoso (condro = cartilagem, icties = peixe). A boca é ventral, com uma fileira de dentes pontiagudos e mandíbulas.

Há um estômago, intestino com válvula espiral e pâncreas e fígado com glândula anexa.

O intestino termina numa cloaca. Possuem de cinco a sete pares de brânquias não cobertas pelo opérculo, que é uma espécie de tampa, presente nos ostechthyes.

O aparelho circulatório e urinário, bem como o sistema nervoso e os órgãos sensoriais - com duas narinas dotadas de bolsas olfativas - são, em linhas gerais, semelhantes aos dos agnatos.

A fecundação geralmente é interna e as nadadeiras pélvicas do macho são modificadas, formando órgãos copuladores.

A maioria das espécies é ovípara ou ovovivípara, havendo poucas que são vivíparas.

O desenvolvimento é direto, sem formação de larva, e o único anexo presente é o saco vitelínico.

Fonte: inan.org.br

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