Classe Chondrichthyes (Página 4)
Classe Chondrichthyes

Gr. chondros = cartilagem, ichthys = peixe

Tubarões, raias e quimeras

Devoniano inferior

São os vertebrados viventes mais inferiores que têm vértebras completas e separadas, mandíbulas móveis e extremidades pares

Predadores

Praticamente todos são habitantes de oceanos

Fósseis

São de grande interesse biológico, uma vez que algumas de suas características anatômicas básicas aparecem em embriões jovens dos vertebrados superiores

Vantagens sobre os ciclóstomos

Os canais semicirculares fornecem informações sobre os movimentos giratórios. Cada um permanece em ângulo reto em relação aos outros dois. A movimentação do líquido, um ou mais dos canais, desloca a cúpula, com a conseqüente curvatura de seus pêlos sensoriais

Desvantagem em relação aos peixes ósseos

Tamanho

Cações: 90 cm (até 18 m)
Raias: 30-90 cm
Quimeras: menos de 1m

1. Aspecto Externo

Ânus entre as nadadeiras pélvicas
As nadadeiras variam de forma, tamanho e localização

Peitorais: inclinam-se para cima, provocando a elevação das partes anteriores contrabalançando a ação da cauda pélvicas

Dorsal: pode ser única, múltipla ou contínua no dorso

Anal: pode estar modificada em órgão copulador

O efeito combinado das nadadeiras caudal e peitorais permite a elevação do peixe (ausência da bexiga natatória)

2. Tegumento

Escamas placóides

3. Esqueleto ( Condocrânio )

Caixa craniana abrigando o encéfalo
Cápsulas pares para os órgãos olfativos, ópticos e auditivos

Esqueleto visceral

Coluna vertebral

4. Sistema Muscular

5. Celoma

6. Sistema Digestório

Boca

Dentes
Língua

Faringe

Fendas branquiais
Esôfago curto
Estômago em J, que termina na válvula pilórica
Intestino, com válvula espiral
Cloaca
Ânus

Fígado: 2 lobos
Vesícula biliar e ducto biliar (parte anterior do intestino)
Pâncreas bilobado (entre o estômago e o intestino)

7. Sistema Circulatório

Coração – pericárdio

Vasos relacionados com o transporte de sangue para hematose

Artérias

8. Respiratório

Corrente de água > boca > bolsas branquiaisÞ fendas branquiais

9. Excretor

10. Glândulas endócrinas

11. Sistema Nervoso

12. Órgãos dos sentidos

13. Reprodução

14. Relações com o homem

15. Bibliografia Recomendada

ORR, R. T. Biologia dos Vertebrados. Livraria Roca: são Paulo, 1986, 508p. ROMER, A. S. Anatomia Comparada: Vertebrados. Interamericana: México. 1973 435p. STORER, T. I., USINGER, R. L., STEBBINS, R. C. & NYBAKKEN, J. W. Zoologia Geral. Companhia Editora Nacional: São Paulo. 1986, 816p.

Fonte: www.dbi.uem.br

Classe Chondrichthyes

Chondros: cartilagem + ichthys: peixe

Ex: Raia Jamanta.

Formas Atuais são divididas em dois Grupos

1. Holocephali

Com apenas uma abertura branquial de cada lado da cabeça, ex: quimera ou peixe coelho.

2. Elasmobranchii

Várias aberturas branquiais de cada lado da cabeça

Ex: Tubarões e raias, sendo:

Cações com corpo fusiforme, com 5 a 7 pares de fendas branquiais de cada lado da cabeça.

Raias com corpo achatado dorsoventralmente e 5 pares de fendas branquiais na face ventral do corpo.

CARACTERÍSTICAS GERAIS

Pele rija, coberta de pequenas escamas placóides, que reduzem o atrito com a água, aumentando a eficiência natatória. Na pele há ainda a presença de muitas glândulas mucosas.

Boca ventral coberta por esmalte; narinas não comunicadas com a cavidade bucal; presença de mandíbula e maxila, olhos bem desenvolvidos (baixa intensidade de luz) e com a presença de membrana nictitante (ataques) – Considerados grandes predadores. Filtradores também

Ex: Tubarão baleia.

Esqueleto cartilaginoso, sem ossos verdadeiros.

Coração com duas câmaras (1 aurícula e 1 ventrículo). Neste caso, o sangue passa somente uma vez em cada circuito do corpo e é venoso (não oxigenado e escuro).

Respiração por brânquias presas às paredes opostas de bolsas com forma de fendas, tendo cada bolsa uma abertura independente; ausência de bexiga natatória.

Ausência de bexiga natatória: o fígado (onde o volume de óleo é regulado pela absorção e produção do mesmo pelo organismo) serve para contrabalançar o peso das escamas placóides, dentes e cartilagens calcificadas.

Excreção por meio de rins mesonéfricos, sendo o principal produto excretado a uréia.

Temperatura do corpo variável, ou seja, ectotérmicos.

Vibrações na água: existência de mecanorreceptores na linha lateral. Esta, um fino sulco ao longo de cada lado do tronco e da cauda e responde a estímulos de pressão na água (resposta táctil).

Ampolas de Lorenzini: pequenos tubos preenchidos com muco, e em sua base localizam-se cel. sensoriais e neurônios aferentes à sinais elétricos emitidos pelas presas.

Quimiorecepção: devido ao acurado sentido olfatório.

CELOMA

Estômago, intestino e outros órgãos internos situam-se na grande cavidade do corpo ou celoma, sendo que este e revestido por uma membrana lisa e brilhante denominada peritônio, que também cobre os órgãos. Obs: um septo transversal separa o celoma da cavidade que contém o coração.

SISTEMA DIGESTIVO

Boca com fileiras de dentes pontiagudos não ligados à mandíbula e maxila como nos peixes ósseos e vertebrados superiores. Fileiras de dentes se desenvolvem atrás dos funcionais para substituição.

Esquema

Boca - Esôfago (curto) - Estômago (forma de J, que termina num esfíncter, músculo circular ou válvula pilórica) - Intestino (presença de válvula espiral) - Cloaca e Ânus.

REPRODUÇÃO

Sexos separados; gônadas pares; ovíparos ou ovovivíparos e desenvolvimento direto.

Ovíparos

Ovos grandes com casca rígida e abertura para trocas com o meio.

Ovovivíparos

Retêm o jovem em desenvolvimento no interior do oviduto, a casca é menos resistente. Há uma vascularização dos ovidutos e sacos vitelínicos.

FECUNDAÇÃO INTERNA EM TODAS AS SPP. MODERNAS.

Obs.: Durante a cópula apenas um clásper é introduzido no interior da cloaca da fêmeapor meio de ganchos.

RELAÇÕES COM O HOMEM

Fonte: www.avesmarinhas.com.br

Classe Chondrichthyes

Os tubarões, raias e quimeras (peixes de águas profundas, também são designados peixes-rato) desta classe (gr. chondros = cartilagem + ichthys = peixe) são os vertebrados vivos mais primitivos com vértebras completas e separadas, mandíbulas móveis e barbatanas pares.

Este grupo é antigo e representado por numerosos restos fósseis. Pertencem-lhe alguns dos maiores e mais eficientes predadores marinhos. Todos possuem um esqueleto cartilagíneo, dentes especializados que se renovam ao longo da vida e uma pele densamente coberta por escamas em forma de dente.

Praticamente todos são marinhos, embora existam espécies de tubarões e raias que penetram regularmente em estuários e rios, e, em regiões tropicais, espécies de água doce.

Todos os peixes cartilagíneos são predadores, embora os filtradores também ingiram fitoplâncton. Neste caso existem projecções rígidas dos arcos branquiais, que funcionam como filtros. Grande parte da sua dieta é composta por presas vivas, embora consumam igualmente cadáveres, quando disponíveis.

A maioria dos tubarões não apresenta mais de 2,5 m de comprimento mas alguns atingem 12 m e o tubarão-baleia 18 m, sendo estes os maiores vertebrados vivos, com excepção das baleias.

As raias são igualmente pequenas, com cerca de 60-90 cm de comprimento mas a raia-jamanta atinge 5 m de comprimento e 6 m de envergadura

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CARACTERIZAÇÃO DA CLASSE

Os tubarões, com o seu corpo fusiforme e aerodinâmico, têm grande interesse biológico pois apresentam características anatómicas básicas presentes em embriões de vertebrados superiores, nomeadamente:

Esqueleto cartilagíneo

Sem ossos verdadeiros mas compostos por cartilagem resistente e flexível, mais ou menos reforçados por depósitos calcários, o esqueleto é composto por um crânio ligado a uma coluna vertebral e cinturas peitoral e pélvica. A mandíbula (não fundida ao crânio) e a maxila estão presentes. A notocorda é persistente nos espaços intervertebrais. Algumas espécies possuem coluna vertebral rija, em tudo semelhante à dos peixes ósseos. Este tipo de esqueleto apenas suporta animais com mais de 10 metros de comprimento em meio aquático, cuja densidade é superior à do ar

Escamas placóides

A pele é rija e está coberta com escamas semelhantes a dentes (são compostas por uma placa de dentina na derme, revestida por esmalte) com um espinho orientado para trás, bem como numerosas glândulas mucosas. Este revestimento confere à pele uma textura de lixa, o que torna o animal mais hidrodinâmico. Algumas espécies de raias apresentam escamas grandes e espinhosas, enquanto outras não apresentam escamas de todo

Barbatanas pares e impares

Além das tradicionais barbatanas medianas, surgem barbatanas pares (peitorais e pélvicas), todas sustentadas por raios dérmicos. Ao contrário das barbatanas dos peixes ósseos, as barbatanas dos tubarões são rígidas, não podendo ser dobradas ou flectidas.

A origem das barbatanas pares é pouco clara. Alguns autores consideram-nas derivadas de dobras longitudinais latero-ventrais sustentadas por raios, teoria que parece apoiada por estudos do desenvolvimento embrionário de tubarões actuais e de peixes fósseis. O anfioxo apresenta igualmente dobras deste tipo, que se unem á cauda.

Dado que estes animais são mandibulados, têm necessidade de orientar o corpo em relação ao objecto a morder. Assim, surgem as barbatanas, tanto pares (impedem o balançar cima/baixo) como impares (impedem o rolar esquerda/direita). Nos tubarões machos geralmente as barbatanas pélvicas apresentam órgãos copulatórios designados clásperes.

A cauda é heterocerca (com lobos assimétricos, pois a coluna vertebral penetra no lobo dorsal maior). Nas raias e afins a cauda é longa e fina, podendo terminar num espinho farpado com glândulas de veneno, como forma de defesa;

Celoma

A cavidade do corpo é perivisceral, forrada pelo peritoneu e subdividida por uma membrana, separando o coração das restantes vísceras;

Sistema nervoso

Encéfalo distinto e órgãos sensoriais muito desenvolvidos, que lhes permitem localizar presas mesmo quando muito distantes ou enterradas no lodo do fundo. Estes órgãos incluem:

Narinas: localizadas ventralmente na extremidade arredondada da cabeça, capazes de detectar moléculas dissolvidas na água em concentrações mínimas;

Ouvidos: com três canais semicirculares dispostos perpendicularmente uns aos outros (funcionando como um órgão de equilíbrio, portanto, tal como em todos os vertebrados superiores);

Olhos: laterais e sem pálpebras, cuja retina geralmente apenas contém bastonetes (fornecendo uma visão a preto-e-branco mas bem adaptada á baixa luminosidade);

Linha lateral: um fino sulco ao longo dos flancos contendo muitas pequenas aberturas, contém células nervosas sensíveis á pressão (algo como um sentido do tacto á distância);

Ampolas de Lorenzini: localizadas na zona ventral da cabeça, são outros canais sensitivos ligados a pequenas ampolas que contém electrorreceptores capazes de detectar as correntes eléctricas dos músculos de outros organismos;

Sistema digestivo

A boca é ventral com fileiras de dentes revestidos de esmalte (desenvolvidos de escamas placóides).

Os dentes estão implantados na carne e não na mandíbula, sendo substituídos continuamente a partir da parte traseira da boca, à medida que são perdidos. A forma dos dentes revela os hábitos alimentares dos animais, dentes pontiagudos e serrilhados nos tubarões, que os usam para agarrar e cortar, e pequenos e em forma de ladrilho nas raias, que os usam para partir as carapaças e conchas dos moluscos e crustáceos de que se alimentam no fundo.

As narinas não comunicam com a cavidade bucal mas com a faringe.

O intestino apresenta válvula em espiral (para aumentar a área de absorção) e fígado, grande e muito rico em óleo o que confere grande flutuabilidade, chegando por vezes a compor 20% do peso do corpo. No entanto, em algumas espécies tal não é suficiente, pois se pararem de nadar afundam-se. O ânus abre para a cloaca;

Sistema circulatório

Coração com 2 câmaras (aurícula e ventrículo) por onde circula apenas sangue venoso;

Sistema respiratório

As brânquias estão presas à parede de 5 a 7 pares de sacos branquiais, cada um com uma abertura individual em forma de fenda, abrindo á frente da barbatana peitoral nos tubarões ou na superfície ventral das raias. Nas quimeras apenas existe uma fenda branquial.

Os sacos branquiais podem contrair-se para expelir a água ou, como acontece na maioria dos tubarões, o animal usa uma espécie de respiração a jacto, nadando activamente com a boca e as fendas branquais abertas, mantendo um fluxo constante de água. Por esse motivo, é frequente os tubarões afogarem-se quando presos em redes de pesca perdidas.

Geralmente existe um par de espiráculos atrás dos olhos, em ligação á faringe, que, nas espécies bentónicas, permitem a entrada de água sem detritos para as brânquias. Não existe bexiga natatória;

Sistema excretor

Rins mesonéfricos

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