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Classe Chondrichthyes

Manjuba

Classe Osteichthyes, Família Engraulidae. Peixe pequeno, com uma faixa prateada na lateral do corpo. É pescado em grandes quantidades, principalmente no verão, consumido frito ou seco e salgado. Carne apreciada, mas não muito conhecida no litoral alagoano. Estuários e lagoas, Anchoviella lepidentostole.

Classe Chondrichthyes

Pescada ou pescada branca

Classe Osteichthyes, Família Sciaenidae. Peixe importante para a produção pesqueira, principalmente no verão. De tamanho médio a grande, apresenta escamas maiores na linha lateral. Estuários, lagoas e praias, Cynoscion acoupa.

Peixe-galo

Classe Chondrichthyes

Classe Osteichthyes, Família Carangidae. Comum no litoral alagoano. Cor prateada, apresenta forte achatamento lateral e por vezes um filamento na nadadeira dorsal. Carne apreciada pela população local. Estuários, lagoas e praias, Selene vomer e Selene setapinnis.

Sardinha

Classe Chondrichthyes

Classe Osteichthyes, Família Glupeidae. Peixe pequeno de cor prateada, observado na região litorânea, aos cardumes. Pode-se encontrar também em estuários e lagoas. Importante como alimento e fonte de renda para os pescadores. Opisthonema oglinum e Harengula clupeola.

 Xaréu

Classe Chondrichthyes

Classe Osteichthyes, Família Carangidae. Corpo curto e alto, pode atingir grande tamanho. A população aprecia a carne, mas o xaréu não tem importância econômica destacada em Alagoas. Estuários e lagoas, Caranx hippos.

Fonte: www.frigoletto.com.br

Classe Chondrichthyes

PEIXES CARTILAGINOSOS

A classe Chondrichthyes (grego Chondros, cartilagem + ichthys, peixe), também conhecida por Elasmosbranchii, éra dos peixes cartilaginosos. Cartilagem é o tecido elástico do nosso nariz e orelhas.

Apareceram no final do Devônio e desenvolveram-se no Carbônico. Os peixes desta classe não possuem ossos verdadeiros, seu esqueleto é feito dç cartilagem fracamente calcificada. Todos predadores, tem a pele rija coberta de pequenas escamas placóides.

Também não possuem bexiga natatória, órgão membranoso que o animal enche e esvazia de gás (02, N2 ou C02) permitindo que seu corpo fique neutro na água, como o colete equilibrador de mergulho autônomo.

Por isso, a maioria das espécies desta classe ficam em constante movimento para não afundar, os que não nadam ficam apoiados no fundo. O figado abrange mais ou menos 20% do peso do corpo e é rico em vitamina A. Possuem de 5 a 7 fendas branquiais de cada lado da cabeça.

Classe Chondrichthyes
Figura 1: Tubarões, os reis dos mares.

Os três representantes vivos da classe são Tubarão, Raia e Quimera.

A Quimera é um animal de diftcil encontro e não nos oferece risco, nos interessam o Tubarão e a Raia. Ambos costumam ter a companhia de duas espécies de peixes, o Piloto , que nada na frente ou ao lado da cabeça e a Rêmora, que através de uma ventosa dorsal se fixa indo de carona. A rêmora também se fixa em tartarugas, cetáceos e em cascos de barcos.

Identificação

Superclasse: Peixes

Classe: Chondrichthyes (Cartilaginosos)

Subclasse: Selachii (Tubarão e raia)

Ordem: Squaliformes / Pleurotremata (Tubarão)

Ordem: Rajiformes / Hypotremata (Raia)

Subclasse: Holocephali

Ordem: Chimaeriforrnes (Quimera)

TUBARÃO

Quando ouvimos esta palavra logo imaginamos um terrível e implacável devorador que, ao ver um ser humano, não hesita em atacá-lo até a morte. Porém, apesar do ceticismo popular, a realidade é totalmente diferente.

Não há dúvida que na água ele é um verdadeiro rei, apareceu na Terra no Período Devoniano há mais de 300 milhões de anos, antes dos dinossauros, sendo que habita o mar até hoje.

Teve durante todos estes milhões de anos apenas poucas mudanças biológicas, o que demostra ser um animal perfeitamente evoluído e adaptado em seu meio.

No Brasil foi encontrado um fóssil de 220 milhões de anos. Vive em todos os oceanos do mundo podendo-se encontrar algumas espécies em rios e lagos, como no lago Nicarágua, norte da América do Sul. No mar vive desde a superficie até a profundidades de mais de 1.800 metros, possuindo neste caso orgãos luminosos como o Dwarf-shark(Squaliolus Iaticaudus).

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Figura 2: Arcadas dentárias de tubarão.

São fusiformes e perfeitamente hidrodinâmicos, atingindo grandes velocidades. Espécies como o Mako e o Branco atingem até 70 km/h. A pele é acinzentada no dorso e esbranquiçada no ventre. Possuí a barbatana dorsal em forma de ponta de asa e o corpo revestido por pequenas escamas placóídes dentadas que não se sobrepõem.

Possui uma aguçada sensibilidade do meio. A visão, que é melhor que a do gato, focaliza objetos sete vezes melhor que um mergulhador. Sua linha lateral sente perfeitamente qualquer variação hidrostática. Seu órgão conhecido como Ampolas de Lorenzini, que têm os pontos de sensibilidade sob o focinho, são sensíveis a mínimas variações elétricas e magnéticas. Pressentem descargas de 1,5 Volts a 1.500 Km de distância. Percebe a presença humana a enormes distâncias. O cérebro é pequeno e quase insensível à dor.

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Figura 3: Tubarão martelo - órgãos sensoriais complexos.

Tem uma boca ventral com enorme mandíbula que pode conter, dependendo da espécie, de 10 (tubarão de 7 fendas) a mais de 100 (tubarão Baleia) dentes dispostos em 5 ou 6 fileiras. Quando ele perde um dente, o de traz se desloca para a frente até tomar seu lugar, este deslocamento pode demorar de 24 horas (tubarão Branco) a uma semana (cação Limão).

O tubarão troca de dentes com certa freqüência, são milhares os trocados durante sua vida. Algumas espécies típicas de regiões bentônicas possuem o corpo achatado como o caso do tubarão Anjo.

Há cerca de 360 espécies e seu tamanho varia de 20 cm, tubarão Bicudo (Squaliolus laticaudus) de 150 a 200 gramas de peso até 18 metros, tubarão Baleia com 15 a 20 toneladas, o maior peixe do mundo.

A maioria é pequena, 65% medem até 1,2 metros, 29% ficam entre 1,2 e 3,7 metros e apenas 60% medem mais que 3,7 metros. O macho se distingue da fêmea por possuir um par de apêndices copuladores formados por expansões de cada uma das suas barbatanas pélvicas.

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Figura 4: Tubarão Baleia - o maior peixe do mundo é inofensivo para o homem.

Predadores por excelência, se alimentam de tudo o que for comestível, até do que não o é, vivendo cerca de 25 anos. A carne deste peixe está cada vez mais sendo aceita para consumo e suas nadadeiras secas são muito apreciadas no oriente. Os orientais são inclusive grandes responsáveis pela aniquilação da espécie.

Vi um filme deprimente e revoltante de pescadores japoneses em grandes barcos matando uma quantidade enorme de tubarões só para retirar as nadadeiras, jogando o corpo sem condições de sobrevivência de volta ao mar, um absurdo de desperdício de recursos naturais.

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Figura 5: Tubarão Tigre - ataques a surfistas no Nordeste do Brasil.

CAÇÃO - TUBARÃO

Sabe qual é a diferença entre cação e tubarão? Há mais de 14 anos, digo aos meus alunos que depende do agente devorador. Se o encontramos na água onde ele nos devora, étubarão e, se o compramos na peixaria, situação que somos nós que o devoramos, é cação. Na verdade o que existe na nomenclatura é uma diferença regional, o animal que échamado de cação no Sudeste/Sul, é conhecido como tubarão no Nordeste.

Os pescadores costumam chamar de cação os pequenos tubarões, inclusive havendo o lado psicológico da venda, é muito mais fácil vendê-lo chamando de cação. Um “cação” comum no nosso litoral e comercializado sem alarde, o Martelo, é um dos mais perigosos tubarões que existem. A realidade é que o animal é um só, principalmente se o avistamos na água, com certeza, independente do tamanho, vai ser sempre um tubarão.

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Figura 6: Tubarão branco - personagem de filmes de Spielberg.

ENCONTRO / ATAQUE

É certo que o temor que temos de um ataque é exagerado, principalmente pela imagem que sempre nos foi passada pela imprensa e filmes. Em 1972, foi publicado um artigo por uma conceituada editora onde dizia que o Tubarão atacava por esporte, um absurdo a imagem que se fazia.

O da série Tubarão — de Spielberg, que na verdade eram três bonecos mecânicos de poliuretano com 7 metros, tinha até sentimento de vingança, uma coisa inadmissível em um peixe. Sempre se cultuou a idéia de um animal feroz, agressivo e que atacava por prazer. Lógico que temos que ter respeito e evitar o encontro, mas, este ocorrendo, não significa um ataque iminente, O risco entre mergulhadores é maior para caçadores submarinos que, devido ao sangue do peixe arpoado, estimulam os esqualos.

Um trecho de Bernard Gorsky, caçador da expedição Moana, “...Nada os deteve, nem os berros, nem o barulho que fazíamos batendo com a palma da mão na água. Roger puxou a faca. Nadávamos recuando, com quanta força tínhamos. A goela aberta de um tubarão alcançou uma das nadadeiras de Roger.

Outra perseguia as minhas, cheguei a sentí-la. Batíamos violentamente com os pés, provocando um borbulhar em que tudo desaparecia. Todos os nossos sonhos e esperanças dependiam do movimento daquelas fauces de tubarão. Momentos Atrozes...”. Este trecho mostra um “ataque” de tubarões a caçadores submarinos que se salvaram sem ferimentos.

Isto se deu devido ao estímulo: todo animal com fome, medo, ou provocado tende a atacar.

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Figura 7: Mako - agressividade.

O encontro com um tubarão certamente é algo inesquecível e vai causar um tremendo susto. Só que este susto muitas vezes é recíproco, o animal provavelmente vai embora. Um encontro de Hans Hass, “. . .Só reparou em mim depois de ter passado. Com uma ligeireza de um gato — quase impossível de imaginar num corpo tão grande e maciço voltou-se, virando para mim um dos lados de sua cabeça disforme.

Ainda hoje recordo a extremidade achatada do martelo e o olho redondo e sem brilho. Parecia olhar-me espantado. Senti um calafrio atravessar-me o corpo.

Mas o estranho é que o animal assustou-se tanto quanto eu: o seu corpo foi atravessado por um calafrio semelhante. Voltou-se e fugiu como um coelho acossado...”. Este encontro foi com um dos mais perigosos tubarões, o Martelo, de uns quatro metros de comprimento e num local de grande incidência de “ataques”, Austrália. Mesmo assim o esqualo fugiu.

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