A infecção é contraída por contacto directo com a boca, o esófago, o estômago e o intestino.
São diversas, mas uma das mais comuns é a intoxicação estafilocócica (por estafilococos).
É uma infecção que se manifesta quando se ingerem alimentos contaminados por uma determinada bactéria chamada Staphylococcus aureus. Os estafilococos estão presentes nos alimentos conservados à temperatura ambiente e, especialmente, na carne, ovos, doces com creme, natas, atum, batatas em salada e queijos.
O contágio é feito pelo contacto humano directo, através das mãos de quem se dedica à preparação dos alimentos. Alguns seres humanos são portadores crónicos desta bactéria (que se aloja e vive na "garganta"). Se estas pessoas manipularem alimentos (em especial leite, queijos, creme, gelados, enchidos, conservas, ultracongelados), o risco de contaminação dos alimentos é muito elevado. A contaminação dos alimentos não lhes altera as características organolépticas (aspecto, sabor, paladar).
Como se manifesta? Após uma incubação de 2-6 horas surgem náuseas, vómitos, dores abdominais (cólicas), diarreia (fezes líquidas, raramente com muco e sangue) e às vezes cefaleias, para além de sede e uma sensação de fadiga geral.
A única medida profiláctica é uma boa conservação dos alimentos e o controlo das pessoas que os manipulam, que devem também observar uma rigorosa higiene pessoal.
A doença resolve-se geralmente em poucos dias. Além disso, é necessário seguir uma dieta ligeira e beber muitos líquidos (como chá com açúcar, caldos), a fim de compensar a perda de líquidos pelo organismo, devido aos vómitos e à diarreia. Os antibióticos só deverão ser administrados com prescrição médica no caso dos sintomas persistirem.
É uma doença infecciosa do fígado, bastante prevalente nos países em vias de desenvolvimento. A sua propagação está relacionada com as más condições de higiene.
O contágio ocorre pela ingestão de água ou de alimentos contaminados. As maiores fontes de infecção são o contacto directo com um doente infectado. O período de incubação varia entre os 15 e os 50 dias.
Um doente infectado pode não ter quaisquer sintomas. No entanto, os mais comuns são náuseas, astenia, vómitos, icterícia (coloração amarela dos olhos e/ou da pele), urina escura, fezes claras.
Os cuidados higiénicos são fundamentais; todavia, a vacina é a via mais simples e mais segura. Actualmente também existe uma vacina combinada anti-hepatite A e B.
É efectuada uma análise ao sangue, a fim de detectar os anticorpos específicos contra o vírus da hepatite A.
A maior parte dos doentes cura-se em seis meses. Não existe um tratamento específico. A maioria dos doentes é mantida em repouso durante uma a quatro semanas após o diagnóstico.
É uma doença causada por Salmonella typhi. A elevada prevalência nos países em vias de desenvolvimento deve-se principalmente à inquinação fecal do ambiente.
O contágio dá-se através da água e dos alimentos contaminados (legumes lavados com água inquinada, frutos do mar, fruta, crustáceos, especialmente ostras, leite e laticínios). O vector de transmissão mais frequente é a mosca, que pode infectar os alimentos.
O aparecimento é normalmente gradual (o período de incubação vai de 1 a 3 semanas) e começa com febre, que aumenta gradualmente até chegar aos 39-40 graus e outros sintomas como cefaleias, mal-estar, anorexia.
Existe uma vacina que é administrada por via oral (em cápsulas).
O vírus é isolado numa análise ao sangue e, após a primeira semana, também se evidencia nas análises às fezes e urina.
É feito à base de antibióticos.
Uma forma adequada de evitar a infecção é ter cuidado com a ingestão de bebidas (é conveniente escolher apenas as gaseificadas, em garrafa ou lata fechada ou a água fervida) e de alimentos (de preferência cozidos), para além de se dever observar uma escrupulosa higiene das mãos antes, durante e após a manipulação dos alimentos.
É devida à ingestão de alimentos contaminados por uma bactéria chamada Salmonella, que está presente sobretudo nos ovos e no leite, peixes e frutos do mar. A doença, que pode surgir em qualquer idade, pode tornar-se perigosa nos lactentes e idosos.
O principal reservatório de infecção é representado pelos portadores sãos, especialmente aves de capoeira, gado bovino, gado suíno, cães e gatos. O microrganismo chega ao homem através dos alimentos contaminados, como carne, ovos e leite (na origem ou através da manipulação), ou da água, que pode ser contaminada pelos portadores sãos.
8 a 24 horas após a ingestão do material infectado, surge diarreia (rica em muco e por vezes raiada de sangue), dores abdominais, febre, vómitos (embora nem sempre), cefaleias e debilidade.
É feita através do controlo dos alimentos e da sua conservação
em bares, restaurantes e mesmo em casa. Devem ser observadas escrupulosas
regras de higiene na criação de animais.
O tratamento. É feito à base de antibióticos, aos quais
se deve associar uma dieta ligeira e com muitos líquidos (chá
com açúcar, caldos), para compensar a perda de líquidos
através dos vómitos e da diarreia.
É uma doença infecciosa provocada por um parasita animal, o Toxoplasma, e pode atacar com mais frequência o gato. Existem duas formas, uma perigosa, que é adquirida pelo feto durante a gravidez, e uma outra menos perigosa, que se adquire ao longo da vida, por via oral.
A infecção pode ser contraída de dois modos: comendo carne crua ou pouco cozida, em especial carne de porco (incluindo salames, salsichas, fiambre), carne de ovino e legumes crus contaminados. Se for contraída por uma mulher grávida, a infecção pode transmitir-se ao feto, através da placenta. E, se não for detectada, o bebé pode desenvolver lesões de diversa gravidade (no sistema nervoso central e nos olhos). O período de incubação é de 10 a 23 dias.
Em geral não provoca sintomas excepto, em casos raros, uma ligeira dor de garganta e febrícula.
Como a infecção é perigosa se for contraída durante a gravidez, antes de engravidar, a mulher deverá verificar se está imunizada, submetendo-se pelo menos a uma análise de sangue (toxo-teste); se o resultado for positivo, é conveniente consultar o médico; se for negativo deverá, durante a gravidez, tomar algumas precauções para evitar o contágio, nomeadamente, não comer carne crua ou pouco cozida, enchidos, desinfectar os legumes e frutos com uma solução não tóxica, ou, sempre que possível, descascá-los. Quem tiver um gato em casa deve controlar o seu estado de saúde e limpar com cuidado e diariamente o seu caixote porque as suas fezes tornam-se infecciosas após 36 horas.
É feito à base de antibióticos.
Fonte: www.pfizer.pt