
Do ano 324 dC. até 1453, Constantinopla ou Bizâncio, dominou o mundo civilizado e exerceu forte influência em todas as áreas do conhecimento humano. Assim como Roma ficou conhecida como a cidade eterna, o mesmo adjetivo poderia ser aplicado no caso de Bizâncio. Durante esse longo período, a cidade criada por Constantino, o grande, foi alvo de inúmeras tentativas de invasões. A metrópole resistiu e se fortaleceu na medida em que vencia as batalhas enriquecia com tributos impostos aos frustrados invasores. Não somente riqueza se transferiu para detrás de suas muralhas, provavelmente toda a sabedoria disponível na Europa e médio Oriente se hospedaram na capital do Império Romano do Oriente, protegida pelos sábios governantes. As origens do interesse por essa região desmilitarizada são um tanto obscuras.
Misturam-se dados históricos com referências mitolólicas o que determina que os fatos fiquem envolvidos numa névoa cheia de discussões e teses intermináveis.
Pessoalmente a tese que mais me encanta é a de que um jovem troiano, Enéias teria fundado o primeiro núcleo urbano nessa região com o nome de Âncar. Segundo o poema épico de Homero, Enéias teria fugido da morte juntamente com milhares de cidadãos e soldados. Com ele estava seu filho ainda uma criança de colo, que segundo a lenda seria fruto de uma relação incestuosa entre ele e sua meia irmã.
Enéias resistiu aos gregos apostando nas invenções de um engenheiro troiano de nome desconhecido. Essas maquinações seguraram os exércitos gregos até o momento em que Enéias refletiu sobre o motivo pelo qual os gregos tanto assediavam a nova cidade.
Certamente eles queriam a sua pessoa. Decidiu então partir pelo mar de Negro com parte da armada grega em seu encalço. Essa ação do lider troiano sepultou os assédios à cidade e esta passou a ter sua vida normal e próspera.
Homero escreveu um segundo capítulo para a Ilíada ao qual chamou de Odisséia, onde narra as viagens de Odisseu, também conhecido como Ulisses. Por outro lado em Roma, ninguém menos que Virgílio escreveria um terceiro capítulo que foi denominado de Eneida onde são contadas as viagens de Enéias. Segundo Virgílio, Enéias teria saído e chegado à costa oriental da Itália ainda com os gregos em sua perseguição.
Como Enéias escapou não vem ao caso, mas a Eneida fala que teria se estabelecido entre as colinas ao centro da Itália e seu neto Rômulo demarcaria com seu arado os limites da capital do mundo, Roma. Enquanto isso Âncar perdeu sua identidade e se transformou numa planície quase sem habitantes. Somente colonizadores gregos permaneceram com suas oficinas, plantações e rebanhos.
Essa condição permaneceu até a fundação de Bizâncio que em grego significa nova Roma. Constantinopla transformada pelo imperador Constantino na capital romana do Oriente, chegou a ser comparada em nível de grandeza e poder à própria Tróia e Babilônia. Para alguns filósofos, tão magnífica como a lendária Atlântida.
A cidade viveu o seu apogeu durante as cruzadas. Todos os exércitos e milícias vindas das terras cristãs, obrigatoriamente faziam parada dentro dos limites de influência da poderosa Constantinopla. Entretanto essa convivência era apenas nominal e na melhor das hipóteses, anfitriões e hóspodes se suportavam mutuamente devido divergências religiosas.
Essas diferenças filosóficas determinaram o acelerado declínio do poder bizantino. A partir do momento em que o Sacro Império Romano assumiu o controle da Igreja, podendo inclusive escolher os Papas, paulatinamente Constantinopla deixava de ser o centro do sistema cristão, perdendo além de força política, também força militar e estratégica. Em 1453 o mundo cristão perde a passagem para o Oriente.
A queda de Constantinopla exprime um equilíbrio entre Ocidente e Oriente, com uma leve vantagem para o Império Otomano que se apodera da grande cidade e uma apreciável posição estratégica entre dois mundos. Até mesmo neste momento de queda, Bizâncio foi grande. Com a invasão turca, todos os cientistas e filósofos gregos migraram para o Ocidente.
Juntamente com artistas, engenheiros, médicos e outros pesquisadores. Essa migração qualificada em massa desencadeou o maior fenômeno do conhecimento humano desde a cultura clássica. Este acontecimento ficou conhecido pelo nome de Renascença, exatamente por representar o renascimento da cultura clássica que se perdera com a queda de Roma para os bárbaros.
Constantinopla, a rainha do Oriente abriu os olhos da Europa para a luz do conhecimento, sepultando a idade média que marcou o Ocidente como a idade das trevas.
Fonte: faunosmitos.blogspot.com

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Mapa da Constantinopla bizantina
Constantinopla é o antigo nome da cidade de Istambul, na Turquia. O nome original era Bizâncio.
"Constantinopla" é uma adaptação ao português de Konstantinoupolis, que significa "Cidade de Constantino". O nome é uma referência ao imperador romano Constantino I que tornou esta cidade a capital do império romano, em 11 de Maio de 330 DC. Constantino chamou-a de "Nova Roma", mas o nome não vingou.
Constantinopla foi a capital do Império Romano do Oriente, também conhecido como o Império Bizantino. Foi capturada e saqueada pela Quarta Cruzada em 1204 e depois re-capturada pelas forças de Niceia, sob o comando de Miguel VIII Paleólogo em 1261.
Constantinopla e o império bizantino caíram finalmente para o Império Otomano a 29 de Maio de 1453. Nos tempos otomanos, ambos os nomes Constantinopla e Istambul foram usados, apesar de os ocidentais invariavelmente usarem o nome Constantinopla. Istambul só se tornou o nome oficial em 1930. Quando a República da Turquia foi fundada em 1923, a capital foi movida de Istambul para Ancara.
Em tempos bizantinos, os gregos chamavam Constantinopla "i Poli" (a cidade), uma vez que era o centro do mundo grego e durante a maioria do periodo bizantino a maior cidade da Europa.
O nome Istambul é uma tradução para o turco do termo "Constantinopla". A crença de que vem da frase grega "eis tin Poli" (para a cidade) é apenas uma lenda folclórica.
O nome da cidade é uma referência ao imperador romano Constantino I que tornou esta cidade a capital do Império Romano em 11 de maio do ano 330. Dependendo de seus governantes, teve diferentes nomes no decorrer do tempo.
Entre os mais comuns estão:
Bizâncio
Nova Roma
Constantinopla
Kostantiniyye
Istambul

Ela foi também chamada de Tsargrad ("Cidade dos Imperadores")
pelos eslavos, enquanto que para os vikings era conhecida como Miklagård,
"a Grande Cidade", semelhante ao nome com que também era chamada
pelos gregos: "a Cidade".
O nome Istambul, que se supõe derivar da expressão grega "para a Cidade"
ou "na Cidade", é usado na língua turca desde o século X, embora
na maior parte dos casos as autoridades otomanas se referissem à cidade como
Kostantiniyye.
No entanto, havia, por exemplos alguns cargos oficiais em cujo nome aparecia Istambul o comandante militar era o Istanbul agasi o grau mais elevado da magistratura civil era o Istanbul efendisi.
Em 1930, mediante a lei turca de serviço postal, parte das reformas nacionais do governo de Atatürk, a cidade foi definitivamente nomeada oficialmente como Istambul.
Fonte: pt.wikipedia.org