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Constelações

Obs.: Todas as vezes que referimos medidas "manuais" considere que se observa a mão com o braço estendido.

De imediato distinguimos que as estrelas tem brilhos diferentes. Umas mais brilhantes do que as outras. Para isso se usou uma classificação em magnitudes. No mapa costuma-se representar as estrelas por círculos proporcionais as magnitudes (círculos maiores para magnitudes menores). Isto pode sugerir que as estrelas tenham tamanhos visuais diferentes. Todas as estrelas apresentam-se aos nossos olhos como pontos, sem diâmetro. O que faz a diferença é o brilho, isto é, a quantidade de luz que chega aos nossos olhos. Assim duas estrelas próximas e brilhantes parecerão mais juntas na carta do que realmente são no céu. A distância angular entre duas estrelas no planisfério deve ser medida entre os centros dos círculos que as representam.

As constelações ao serem desenhadas no mapa deformam-se. Isto acontecesse devido a projeção plana utilizada para representar a esfera celeste. Isto fica mais evidente nas constelações do hemisfério que contém o pólo abaixado (oposto ao pólo acima do horizonte, o chamado pólo elevado) que em nosso caso é o hemisfério Norte. Logo deve-se levar em conta a Projeção do mapa ao se avaliar o formato de uma constelação.

Outro detalhe importante no uso das cartas é o Horizonte. Nas cartas rotativas o horizonte é representado por uma abertura ovalada na máscara de latitude. Nem sempre se pode considerá-lo desimpedido. Ora são árvores, prédios e montanhas, ora é a poluição luminosa que oculta as estrelas mais baixas. Logo podemos dizer que há um horizonte prático alguns graus (uns 15 graus em geral, nas grandes cidades) acima do horizonte aparente abaixo do qual a observação é péssima.

MÉTODO DA CONSTELAÇÃO-CHAVE

Para reconhecer as estrelas e constelações vamos utilizar um método que parte de constelações-chave.

A escolha de tais constelações segue os seguintes critérios relativos a facilidade de identificação:

Se você levantar as máscaras de latitude de uma carta rotativa você verá um mapa de projeção circular do hemisfério visível de sua latitude. Uma faixa clara (ou pontilhada) representando a Via-Láctea , circunda de forma irregular o planisfério. Ao longo desta faixa a quantidade de estrelas brilhantes é bem maior que fora dela. É próximo a esta faixa que encontraremos três constelações que satisfazem plenamente estes critérios o faz delas excelentes candidatas a constelações-chave: Orion, Cruzeiro do Sul e Escorpião

Coloque seu planisfério na posição 22 de dezembro à meia-noite . Bem próximo ao meridiano (um pouco para oeste) vemos quatro estrelas formando um grande quadrilátero um pouco à norte do zênite. No centro do quadrilátero existem três estrelas alinhadas que usualmente chamamos Três Marias. Estas sete estrelas são as mais notáveis da constelação de Orion. As estrelas mais brilhantes estão dispostas nas extremidades da diagonal do quadrilátero. São elas Betelgeuse (Alfa Orionis) e Rigel (Beta Orionis). Betelgeuse é a mais brilhante e fica no vértice norte da diagonal. Esta brilha com um tom levemente alaranjado. Rigel se encontra no extremo sul da diagonal. A constelação é cortada no meio pelo equador celeste (na altura das Três Marias).

O Cruzeiro do Sul

Meia noite, no dia 21 de março bem próximo ao meridiano e do pólo sul vemos o Cruzeiro do Sul composto de quatro estrelas dispostas em cruz e uma quinta menos luminosa um tanto fora de centro. As estrelas mais luminosas estão voltadas para o leste.

Obs.: A Caixa de Jóias é um aglomerado estelar aberto (ver nota de rodapé no 2 da página 1) cuja denominação cientifica é ngc4755 (NGC= New Generall Cataloge).

No braço maior do Cruzeiro encontramos a estrela mais brilhante da constelação, Acrux (Alfa Crucis). Oposta a esta brilha Gacrux (Gama Crucis). Estas duas estrelas servem para localizar aproximadamente o lugar do pólo sul. Para isso estenda mentalmente o comprimento do braço maior do Cruzeiro por quatro vezes e meia. Uma vez localizado o pólo sul celeste basta descer uma linha imaginária até o horizonte e se encontra o ponto cardeal sul.

Sem dúvida esta é a constelação mais popular em nosso país pois pode ser visto durante quase todo ano (exceto na Primavera quando fica muito baixa).

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